“Não sei o que vai ser de você meu filhinho!” É uma frase pequena, para muitos sem valor, mas é uma frase que causou movimento para uma profunda e santa reflexão. O ainda menino, em um raro retrato aqui, recorreu a oração para tirar a preocupação de sua mãe, e foi justamente a oração que disse o que ele deveria ser. Quantas e quantas vezes já escutamos em tom de preocupação o que vai ser de nós, da boca de alguém ou até mesmo da nossa própria boca, e será que tivemos a fé necessária para recorrer a oração e em oração pedirmos para sermos aquilo que é a vontade de Deus? A mãe questiona e quem responde é a Mãe do céu, a Imaculada.
O santo relata a sua mãe o que acontece naquela oração, em como a Virgem Maria aparece segurando duas coroas, em como o que a mãe falou desencadeou uma profunda e sincera oração. “Quando você me disse: não sei o que vai ser de você, rezei bastante a Nossa Senhora, rogando que dissesse o que ia ser de mim.” A oração de uma criança nos traz um profundo ensinamento, faz sentido o próprio Cristo dizer “deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus” (cf. Mt 19,14) . Precisamos conservar a pureza em nossos corações, precisamos confiar em Deus, e nos momentos de dúvida recorrer a oração, sabendo que no colo de tão terna Mãe podemos encontrar refúgio e conforto, além de sermos orientados por ela, que nos aponta o Cristo.
Ainda falando sobre a oração, necessitamos de uma oração constante, uma oração que busca cada vez mais, pois Deus sempre tem mais a ser derramado em nossa vida. A Imaculada nos ajuda nesse caminho de oração, quanto mais intimidade temos com ela, mais nos aproximamos do Cristo. Esses dias de uma leitura, que não deixa de ser orante, pude à luz do testemunho de vida de São Maximiliano aprofundar os laços e criar ainda mais intimidade com a Virgem Maria, nasci no dia de Nossa Senhora do Rosário, diariamente me encontro com Maria através das devoções Marianas, onde juntos oramos ao Pai, mas sinto que ler essa obra me mostrou que a Imaculada ainda tem muito a fazer e mostrar, indicando-me a cada momento onde encontrar mais de Deus. O Santo prossegue o seu relato: “Mais tarde, na Igreja, rezei de novo. Então a Virgem Maria me apareceu, segurando duas coroas, uma branca e outra vermelha. Olhou-me com amor e perguntou-me se eu gostaria de possuí-las. A branca significava que seria sempre puro e a vermelha que seria um mártir. Respondi que sim, eu as queria. Então a Virgem olhou-me com ternura e desapareceu.” Que a Virgem Maria interceda também por nós, e que tal intercessão nos conduza ao Pai, pois ela nos dá a direção “fazei tudo o que Ele vos disser”.














