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@mannersmakestheman
ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ━━ ˗ˏˋㅤo sucesso de seu estúdio de tatuagens em um bairro tranquilo e antigo do brooklyn não era muito bem o que shinya esperava. na verdade, ele não esperava nem que seu pequeno sonho de se tornar um tatuador profissional fosse para frente, mas agora já fazia mais ou menos um ano desde que inaugurou o espaço e precisou até encontrar outros dois tatuadores para lhe ajudarem a administrar o estabelecimento.
ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤㅤㅤㅤpor sorte kit e hyuk provaram ser muito úteis por ali, mesmo que alguns comportamentos deles fossem um pouco estranhos para o semideus. mas o que importava era que os dois também eram bons tatuadores, além de hyuk fazer algumas perfurações vez ou outra. shinya sentia que podia contar com eles sempre que sua agenda ficava lotada demais e ele queria sair mais cedo para passar um tempo com sua namorada.
ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤㅤㅤㅤnaquele dia pelo menos o movimento estava mais tranquilo, e o filho de hades até estava pensando em ir para casa mais cedo quando notou a presença de hyun no estúdio. arqueou uma sobrancelha para o filho de belona, silenciosamente questionando o que ele estava fazendo ali antes de pedir para kit cuidar do seu próximo cliente enquanto ia ver o que seu amigo queria.
ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤㅤㅤㅤacompanhou o coreano até seu escritório, no fundo do estúdio, e fechou a porta antes de se virar para ele.ㅤ❛ㅤé sobre algum cliente? se for algo relacionado a crime, eu posso dar um jeito de fazer o culpado confessar.ㅤ❜ㅤcomentou com um sorriso divertido nos lábios, imaginando que hyun provavelmente queria apenas desabafar sobre alguma coisa relacionada ao trabalho de advogado, mas o sorriso desapareceu na mesma hora em que ouviu as próximas palavras saindo da boca do mais velho.ㅤ❛ㅤespera, o que?ㅤ❜ㅤ
ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤㅤㅤㅤarregalou os olhos, não esperando ouvir aquilo justo de seu melhor amigo.ㅤ❛ㅤnão, mas como assim? como isso é possível? nunca pensei que você fosse do tipo de dormir com alguém sem camisinha para algo assim acontecer.ㅤ❜ㅤash franziu as sobrancelhas e encostou em sua mesa de trabalho, tentando processar aquela notícia e se colocar no lugar de hyun. ele já havia sido pego de surpresa com a notícia de que iria ser pai antes, mas não daquela forma. não sete anos depois.ㅤ❛ㅤcomo você tá lidando com isso?ㅤ❜ㅤdepois que o choque passou, suas feições se suavizaram e ele encarou o mais velho preocupado.ㅤˎˊ˗
ㅤㅤ ㅤㅤㅤ ❝ — Bem que eu queria, seria mais fácil e te faria dormir. — ❞ O britânico murmurou, observando o japonês, ah como ele queria que fosse algo relacionado à trabalho, seria tudo tão pacífico e habitual. Mas não era aquela ocasião. ❝ — Da última vez que pedi a sua ajuda pra uma confissão o cara acabou com um olho roxo e meu cliente quase me tirou do caso, Shinya. — ❞ Repreendeu, arqueando a sobrancelha, puxando a memória do incidente. Não tinha sido nada agradável. Hyun apenas sacudiu a cabeça para tirar aquilo da mente.
No escritório do japonês, contar para ele que era pai, era algo que para ser justo, nunca tinha imaginado. Quando Hyun foi apresentado à filha de Ash e Callidora, tinha sido algo engraçado. A forma como o amigo que normalmente fazia comentários sarcásticos e discutia consigo igual à crianças de 5 anos mudava totalmente para um pai responsável e amoroso, era uma coisa que ele admirava e muito. ❝ — É isso ai que você ouviu, eu tenho uma filha. — ❞ Repitiu. ❝ — E eu não sou, eu não gosto de transar sem camisinha, mas às vezes quando o tesão fala mais alto ou quando você ama alguém, você esquece. — ❞ Murmurou pensativo. ❝ — E o como? Eu não vou ter que te explicar de onde os bebês vem certo? Você tem 25, porra, você sabe disso e você tem filha. — ❞ Debochou, com um suspiro para esconder seu nervosismo.
❝ — Desculpe, desculpe. Eu estou nervoso. — ❞ Confessou, penetrando os cabelos com os dedos. ❝ — A história é longa, acho que eu nunca te contei isso, aliás. Como você sabe, eu sou graduado em Direito e sou da Inglaterra, fiz faculdade lá... — ❞ O inglês começou, respirando fundo. ❝ — Quando eu estava na faculdade, eu conheci alguém, o nome dela é Rosemarie, mas ela gosta de ser chamada de Rose. Ela fazia Relações Internacionais, meio que ela era... Como eu posso explicar? Penetra nas aulas, porque uma amiga dela estava na faculdade e tinha algumas aulas em comum com a minha turma. E eu me apaixonei, pelo sorriso, por ela ser meio louca das ideias e porque ela conseguia fazer que eu largasse meus livros para viver minha vida. — ❞ Riu baixo, fazendo uma pausa para o japonês absorver.
❝ — Quando eu digo que ela é meio louca das ideias, eu quero dizer: no nosso primeiro encontro, ela me levou para um dojo de artes marciais e disse "Hyun se você me derrubar, você escolhe onde vamos depois". Eu derrubei ela, foi difícil pra caralho, mais do que matar uma empousa, aliás. — ❞ Recordou. ❝ — Obviamente, começamos a namorar. Quase dois anos depois, eu tinha conseguido minha licença pra praticar direito na Inglaterra, fui no apartamento dela porque ia levar Rose para jantar e... Eu ia lhe pedir em casamento, quando toquei a campainha um cara apareceu na porta e disse que a mulher e a amiga que moravam lá tinham ido embora. — ❞ Concluiu a história. ❝ — Eu encontrei Rose em Nova York semana passada por acaso, eu tinha saído de uma reunião com um cliente, fui comer algo e... Ela apareceu na minha frente e disse que tínhamos uma filha, que se chama Alexandra... — ❞ O inglês riu seco, passando as mãos sobre o rosto. ❝ — O surpreendente para mim não foi descobrir ser pai, mas foi ver o amor da minha vida de novo. — ❞ Murmurou. ❝ — Aliás. Você já ouviu falar em dhampirs e morois? E na Academia de St. Vladimir. — ❞ Questionou. ❝ — Até hoje não acredito que sou pai. — ❞ Hyun começou a rir, passando uma das mãos sobre seu rosto para esconder seu nervosismo. O que era quase impossível.
This scene still remains iconic & immaculate.
(Fight me idc.)
@vlcanc ash and hyun bickering like a 5 y.o
ㅤㅤ ㅤㅤㅤ ❝ ━━ Quando Hyun deixou o escritório do cliente que estava visitando em uma reunião em Nova York, o britânico respirou fundo, passando os dedos sobre seus fios de cabelo. Desde que descobriu ter uma filha, ele não sabia bem o que sentir, parte de si ainda não acreditava, mas quando conheceu e viu Alexandra, uma perfeita mescla de si e Rose, foi ai que o impacto caiu de vez em seus ombros.
Ele era pai.
Acenou para chamar um táxi, dando o endereço do estúdio de tatuagem de Ash, um dos poucos amigos que tinha e por mais incrível que parecesse, o único que realmente tinha uma grande consideração. Era engraçado como a amizade tinha surgido: por acidente, o atual pretor tinha saído de uma festa no Acampamento Meio Sangue e acabou entrando no chalé de Hades por acidente, sendo acolhido pelo japonês que brigava consigo a cada 5 minutos por atrapalhar seu sono.
Assim que o táxi parou, o inglês pagou a corrida, antes de sair do veículo, depois de pegar sua bolsa. Adentrando o estúdio, viu que o lugar estava com um baixo movimento: não havia muitos clientes, apenas um ou dois. Buscou com os olhos, o filho de Hades, vendo uma porta fechada. Provavelmente, ele estava tatuando alguém. Aproveitou o tempo que tinha, esperando que Ash saísse, para finalizar alguns papéis. Minutos depois, um sorriso divertido saiu dos lábios de Hyun, que guardou seus documentos, indicando o escritório.
❝ — Eu já ouvi você chorar por muita merda, seus papos de bêbado e já cuidei de você bêbado também, agora você vai ouvir, senta aí. — ❞ O romano instruiu. ❝ — Eu tenho uma filha. — ❞ Soltou, não dando muito tempo para que o outro questionar algo. ❝ — Ela tem sete anos, chama Alexandra. E sabe quando eu descobri isso? Vai fazer uma semana. — ❞ O sorriso que o Jung dava, era curioso, mas quem entendia os mecanismos de seu cérebro mesmo?
w. @vlcanc
rxsehathaway:
‘O que quer que seja essa merda…’ Rose queria rir, porque para qualquer um de fora, parecia um culto ou algo do tipo, mas para Rose é sua vida desde que nasceu, a única certeza que sempre teve em sua vida. As palavras dele podiam ser reconfortante, mas ela já havia aprendido a lidar com seus sentimentos por Janine desde que tinha dezessete anos e ela a socou no meio do resort de Ski. ❛ Bom… a academia é uma escola, um internato. Pelo mundo há varias como a que eu frequentei, aqui nos Estados Unidos… Os Moroi e os Dhampir vão para lá, a gente aprende sobre nosso mundo, sobre algumas coisas do mundo exterior… Os moroi aprendem a lidar e controlar suas magias e nós Dhampir aprendemos a defendê-los… ❜ não tinha outras palavras para descrever St. Vladmir, ou você conhecia ou… ela fazia o melhor que as palavras permitiam.
O que ela não esperava, é claro, é a confissão dele não ser um humano. Sim, ela já tinha suas duvidas, mas sua mão esquerda foi para dentro de sua bolsa, os dedos se curvando no metal frio de sua estaca de prata. Mas uma vozinha em sua mente lhe lembrava, aquele é Hyun… seu Hyun, ele jamais a faria mal. Mas deuses… oi? Ele ser parte deus? Sim, ele era um gostoso do caralho e as habilidades na cama… bom, ela não era de frequentar a igreja, só raramente quando Verônica a arrastava, mas ela tinha certeza que deuses não deveriam ser bons nisso. Claro, metade dos nomes que ele estava citando, ela não entendia nenhum… Bom, Hércules talvez, mas só por causa da animação da Disney que ela e Lissa eram viciadas quando mais nova.
❛ Bom… pelo menos você não foi comido por um strigoi… ❜ murmurou, sabendo que a transformação não era das melhores e a volta para humano quase impossível. ❛ Bom, se eu to vendo o fantasma do meu melhor amigo morto ao seu lado, eu acho que talvez eu consiga ver esses monstros aí… sem contar, hun… Eu não sou humana, então tem aquela porcentagem de eu poder ver um monstro… Ou eu ser o seu monstro, por isso você nunca foi atacado enquanto estávamos juntos… ❜ a morena colocou uma mão de baixo do queixo, pensando no que havia teorizado. Se ela, minimamente, tivesse evitado algum ataque de monstro na vida de Hyun e consequentemente na vida de Alexandra, ela já estava feliz e realizada. E ela sabia que Mason avisaria de qualquer ameaça que pudesse fazê-la mal.
A morena suspirou, passando a mão pelo cabelo ondulado e lhe sorrindo. ❛ Me achas louca? ❜ questionou. Um sorriso de lado aumentando ainda mais. ❛ Eu acredito no que você está me contando, espero que acredite em mim… Sem contar que, essa conversa me ajudou muito a pensar sobre Alexia… Ela é uma dhampir-deusa? Dhampiresa…, nossa quantos apelidos consigo criar nos próximos cinco minutos? ❜ pensou alto, logo balançando a cabeça e rindo levemente. ❛ Desculpe, não é hora para isso. Mas… se minha filha é parte do seu mundo, isso não me dá o direito de saber sobre ele? Afinal, eu preciso estar preparada… Acredito que suas armas, a não ser que usada para arrancar a cabeça de um strigoi, não serão eficaz contra eles, tal qual as *minhas* armas não serão boas contra seus monstros… Eu preciso treinar mais, preciso me armar… preciso me preparar. ❜
Rose já tirava a carteira de sua bolsa, deixando duas notas de cem dólares na mesa e indicando para o homem a seguir. ❛ Vou ligar para Vee, pedir que saia de casa com meus pais e… bom, os outros guardiões. ❜ a menina passou a mão na testa, enxugando um suor inexistente da região. ❛ Lex… ela deve estar dormindo agora. ❜ olhou o relógio de pulso, constatando que a pequena deveria ter ido para cama há alguns minutos, como costumava fazer pelas tardes que não tinham outro compromisso. ❛ Com eles fora de casa, podemos conversar mais sobre… bom, o que somos e o que isso significa para Alexandra. E quando ela acordar, você a conhece… digo, isso se você não tiver nada melhor para fazer, é claro. ❜
ㅤㅤ ㅤㅤㅤ ❝ ━━ A explicação do que era a Academia, para ser justo, não ajudou Hyun em muita coisa, entretanto clareou sua mente: moroi era uma espécie dotada de magia e os dhampir não. Bruxos talvez? Aquilo lhe lembrou de Hogwarts, mas com treinos para matar alguém em lutas e aquilo lhe fez rir consigo mesmo, com certeza aquilo era a mais completa loucura. E seus instintos de advogado, que lhe ajudavam a descobrir verdades, fora a bênção de Nêmesis, lhe diziam que Rosie não mentia. E ele seguia seus instintos.
Com certeza foi imprudente da parte de Hyun ter seu rage moment e falar tudo o que fosse possível e viável sobre semideuses, o Acampamento Júpiter. Mas o que ele podia fazer? Havia sido irritado e ele quando se irritava, sua boca se movia bem mais rapido que seu cérebro e sempre dizia coisas das quais acabaria arrependido em algum ponto. A surpresa na face de Rose lhe assustou e sua mente criou certas paranoias de que ela fosse lhe atacar ou fazer algo. Não sabia o quão forte era um dhampir e como derrotar um nesse caso, poderia bem acabar morto e seus neurônios e instintos como filho de Belona agiam, para que pudesse sobreviver.
❝ — I' ve never heard of strigoi in my entire life as a demigod. — ❞ Hyun arqueou a sobrancelha fitando a turca, mas não comentou mais nada sobre o assunto. Tinha a sensação que não era coisa boa. As teorias da Hathaway rondaram os pensamentos do Jung por alguns minutos e ficou um tanto surpreso com a informação de que ela podia ver o amigo morto. ❝ Talvez eu deva consultar Ash sobre isso... ❞ A ideia de consultar o filho de Hades e pedir explicações lhe parecia viável. Agora, a única coisa que sobraria, era o convencer que dhampirs eram uma coisa real. Não podia ser impossível, certo? ❝ — Talvez. Mas acho que se você fosse um monstro meu, seu primeiro instinto teria sido me matar. A primeira coisa que você fez quando você me conheceu foi fazer uma piada porque eu estava tomando chá. — ❞ O inglês a recordou. ❝ — Sangue de semideuses são atrativos para monstros, assim como o uso de celulares, tecnologia. Então você pode ter se aproximado de mim por causa disso, mas se você não me matou, quer dizer que seu primeiro instinto não é matar semideuses, Rosemarie. — ❞ Aquela foi a vez do advogado britânico teorizar.
Se o Jung achava Rose louca? Aquela pergunta foi o suficiente para um riso baixo escapar de seus lábios. ❝ — Claro que acho você louca, Rose. No nosso primeiro encontro você me levou para um dojo de artes marciais e disse que se eu te derrubasse você me deixaria escolher nosso próximo destino. — ❞ Argumentou, com um pequeno sorriso. ❝ — Agora, se você me pergunta se te acho louca em relação à dhampir, moroi, essas coisas? Rose, nos anos que ficamos juntos, eu aprendi pequenos gestos seus. Sempre que você mentia para mim, você não conseguia me encarar e você ficava brincando com qualquer coisa à sua frente. — ❞ Explicou, de modo pacífico. ❝ — Eu devo ser mais louco ainda por acreditar em você. — ❞ Garantiu.
❝ — Rosie, você só não soube sobre isso quando estávamos juntos, porque eu não sabia. Sabe que sempre odiei mentir para você. — ❞ Suspirou, com um sorriso cansado para a turca. A ouvir divagar sobre treinamento para matar monstros, sobre armas, fez um alerta apitar na cabeça do britânico e o deixou preocupado. ❝ — Rosemarie, se acalme! — ❞ Desde quando namoraram, Hyun tinha o hábito de a chamar pelo nome completo, não apenas quando estava bravo com a Hathaway, mas também quando ela divagava sobre alguma coisa e o deixava ou perdido ou preocupado, já que ela sempre ficava mais preocupada em lhe bater e pedir para que não a chamasse de Rosemarie. ❝ — Isso nunca falha. — ❞ Provocou, com uma risada. ❝ — Para matar monstros do meu mundo, você precisa de metais específicos. Se você quiser aprender a matar, provavelmente, vou ter que levar você para a Califórnia e te treinar no Acampamento Júpiter. Eu não posso ficar em Nova York, eu tenho responsabilidades lá. — ❞ Relembrou a mulher.
Quando viu a Hathaway se levantar, após colocar o dinheiro sobre a mesa, o inglês repetiu o gesto, pegando sua bolsa e a caixa com a aliança, fechando-lhe e colocou dentro da bolsa, tirando sua carteira para que pagasse sua própria compra e o copo que havia quebrado, seguindo a turca, pegando as sacolas após posicionar melhor seus pertences, não duvidava que ela pudesse carregar tudo sozinha, mas ele não se importava de fazer aquilo. As palavras ditas por ela, foram ouvidas com clareza. Era difícil para Hyun acreditar que ele tinha uma filha. Seu coração encontrava-se ansioso, concordando quase que em um instinto.
❝ — Não tenho nada que não possa esperar... — ❞ Comentou, respirando fundo, com os olhos na turca. ❝ — Eu quero ver também os vídeos que gravou de Alexandra, por favor. — ❞ Pediu, sem coragem de olhar para a Hathaway. Normalmente, Rose sempre lhe via com um sorriso de algum modo, ou mesmo concentrado nas sessões de estudo que ele fazia e ela lhe acompanhava, mesmo que ela reclamasse de tédio a maior parte do tempo, mas com certeza era uma das primeiras vezes que ela lhe via tão vulnerável e sem coragem para lhe olhar nos olhos. ❝ — Você está morando perto daqui ou vai chamar um táxi? — ❞ Questionou, ponderando.
rxsehathaway:
Eram muitas coisas para processar. Ele não estava bravo, mas ao mesmo tempo estava. E ela não o culpava. Ela nunca esperava ter um namorado, não era bem visto uma guardiã ter um relacionamento, era perigoso. E ela era a guardiã de uma princesa, não uma moroi qualquer… Por maior que a segurança delas fossem, principalmente depois que passaram a trabalhar para Ibrahim Mazur, mas ainda sim… Rose sempre foi muito impulsiva e achou que saindo de cena, na sua gravidez, era o passo certo. Principalmente por não saber se manteria o emprego ou não, jamais aceitaria se tornar uma Janine da vida.
❛ Seung… ❜ suspirou. ❛ Não é a regência inglesa ou a medieval o problema… ❜ ela queria rir, porque Tatiana, por mais que desconhecida pelo britânico, era mil vezes mais assustadora do que a rainha inglesa. ❛ Se eu te contasse tudo, você me internaria num hospício. ❜ ela sorriu levemente, sabendo que era a completa verdade. Vampiros, ora essa. E sua filha, que ela ainda não sabia inteiramente o que era e isso a assustava. ❛ Eu… eu nunca te contei toda a verdade, não podia. É meio que contra as regras. ❜ riu sem humor, porque Rosemarie Hathaway não era uma de seguir as regras. Mas antes que ela desenvolvesse aquele pensamento, o anel foi posto na mesa e a confissão sobre um pedido a fez travar.
Se ela nunca pensou em namorados quando se tornasse uma guardiã, casamento era ainda mais impossível. E ela sabia que, naquela época, ela quebraria o coração de Hyun em mil pedacinhos se ele fizesse o pedido, porque ela não tinha a segurança que tem hoje. Ela preferia quebrar o seu próprio, mas ela era uma guardiã recém marcada, com uma protegida importante para a corte. ❛ Eu não sou totalmente humana. ❜ as palavras escaparam de seus lábios antes que a guardiã pudesse impedir. ‘Que diabos!’ exclamou em sua mente. Ela já foi melhor, mas tinha uma pedra preciosa a encarando, era difícil pensar direito com aquilo gritando todos os erros que ela cometeu nos últimos sete anos.
A morena sinalizou para uma garçonete trazer uma dose de vodka, pedindo sem gelo e assim que a bebida chegou, a turca virou o copo, pedindo mais um. ❛ Certo, eu tinha um discurso pronto, desde que ficamos sério… não era assim que eu planejava dizer as coisas. ❜ a pose de guardiã retornou, a mulher olhando para todos os cantos do restaurante. ❛ Mas eu não sou louca. E nem mentirosa. ❜ comentou. ❛ Eu sou uma Dhampir e a Verônica é uma moroi… é meu dever protegê-la, com a minha vida. Literalmente. ❜ disse, a ultima parte baixinho. ❛ Minha mãe também é uma dhampir, mas meu pai é um Moroi. Esse é a unica forma que eu achava que seria possível de engravidar. Um dhampir com um moroi. Você não é um moroi, isso eu tenho certeza absoluta. O que me fez ir atrás do meu pai porque ele… bom, é ele. ❜ deu de ombros.
Rose sentia que nem toda a vodka do mundo deixaria aquela conversa menos esquisita, por isso que ela tomou o segundo copo mais devagar. ❛ Eu realmente estava em choque quando fui embora e depois não consegui te encontrar mais… Aşkim, você precisa entender que na minha comunidade, mulheres não podem cometer erros. ❜ disse amarga, pensando em todos os termos degradantes que havia sido chamada na época da Academia. E depois que engravidou e as vezes topava com algum ex-colega.
❛ As mulheres como eu, geralmente não cuidam dos próprios filhos… Se o fazem, não trabalham como eu trabalho, sendo uma guardiã. Não existe um meio termo… bom, não existia, até eu fazer ser possível, mas só porque eu tenho a melhor protegida do mundo e um pai importante. ❜ revirou os olhos, lembrando-se bem da última conversa que teve com Janine, que como sempre, terminou com ela tendo um olho preto e sua mãe saindo como vitima. ❛ Minha própria mãe me largou na Academia quando eu tinha cinco anos e de tempos em tempos mandava uma carta dizendo se estava desapontada ou não. Eu precisava entender o que estar grávida significava… fazer meus planos, entender por que foi possível… ainda não entendo! ❜ exclamou nervosa, finalizando aquele copo.
Aparentemente, sua situação era cômica para quem via de fora, porque uma garçonete voltou com mais um copo de vodka… tripla. Não que ela fosse recusar. ❛ Naquela época? Eu te amo para caralho, Hyun… mas naquela época, de inicio? Eu não aceitaria o pedido, porque eles, os moroi, vem primeiro. Eu não importava, por mais que Vee tentasse fazer minha cabeça, é o jeito que eu fui criada. Ela me ajudou muito, me ajuda… Eu teria desistido da minha carreira, uma que eu lutei para caramba para conquistar, só por causa de Alexie… Ela fez ser possível eu continuar sendo sua guardiã e ter minha filha conosco. Hoje? Eu aceitaria sem hesitar, porque a minha vida é fácil agora, segura. Antes? Eu estaria colocando um alvo nas suas costas. E eu jamais me perdoaria se você se machucasse por minha culpa. ❜
ㅤ ㅤㅤㅤ ❝ ━━ Em seus anos de vida, uma coisa que Hyun aprendeu na dificuldade era que pessoas iam e vinham de sua vida, nenhuma ficava consigo por muito tempo, nem mesmo Rosie conseguiu quebrar esse ciclo: ela veio, ficou um tempo em sua vida e lhe fez se apegar a ela e lhe amar com tudo que tinha: corpo, mente e coração, mas ela também tinha lhe deixado, partido seu coração. E isso, fazia com que Jung Seung Hyun fosse uma pessoa carente por qualquer resquício de afeto que recebia. E com o ele odiava isso.
Quando a turca novamente começou a falar, uma risada baixa escapou dos lábios do britânico. Ele sentia a bênção que tinha de Nêmesis em seu corpo, apitando para que fosse acionada e a tatuagem que tinha em seu braço direito, permitia que isso fosse viável. O inglês respirava fundo, aproveitando o divagar de Rose sobre ele a considerar louca, para arregaçar a manga direita de seu sobretudo e a blusa, para revelar o desenho, colocando dois dedos sobre a balança e murmurou baixo o bastante para não ser ouvido, uma frase em latim, abaixou as mangase e egueu os olhos à Hathaway.
❝ — Eu te internaria? Rosie, você também não faz ideia do que eu passei. — ❞ Reprimiu um riso dolorido. Claramente, parecia uma competição de quem tinha sofrido mais, mas Hyun sabia bem: não era. Sabia que Rose devia ter sofrido o tanto que ele sofreu, até mesmo mais. Contudo, seu sofrimento também não era inválido. Aquele pensamento se manteve presente, até ouvir um ❝ Eu não sou totalmente humana ❞ da Hathaway. ❝ — O que? — ❞ A surpresa na face do pretor romano era evidente.
Se Rosie não era humana, de certo, naquele momento, ele sabia com certeza de uma coisa: semideusa ou um legado, ela também não era, pois um semideus involuntariamente, reconhecia outro, quando já tinha experiência e um período de treinamento. Por mais que Hyun quisesse acreditar a que aquilo fosse mentira, ele não podia. A bênção que Nêmesis havia lhe concedido e estava ativa naquele momento, tornava quase impossível de Rosie mentir para si e ela não fazia ideia. Sentia-se manipulando a outra e se sentiu culpado. Arrependido. Voltou a arregaçar as mangas e tocar a balança, murmurando uma nova frase, que fez com que a bênção se tornasse inativa.
A aliança que estava ainda sobre a mesa, havia sido esquecida, o inglês respirou fundo, deixando que a turca fizesse sua explicação e falasse tudo o que queria, que parecia entalado em sua garganta. Reparou que ela pediu uma dose de vodka e rapidamente a virou e Hyun até considerou fazer o mesmo, mas não queria fazer coisas que se arrependesse, ou confessar o que não queria que Rose soubesse: ela o tinha destruído para outros relacionamentos, não conseguia sequer se aproximar ao menos no sentido romântico de qualquer outra pessoa. Parecia errado e seu âmago sentia aquilo como uma traição, como amaria outra pessoa, ainda apaixonado por... Ela? Soava impossível.
No momento em que a Hathaway começou a divagar e a explicar, os neurônios de Hyun pareciam queimar. Dhampir? Moroi? Que porra era aquela? Ele no entanto, sabia que Rose não estava mentindo para si, não precisava da bênção de Nêmesis para isso: os olhos da turca diziam-lhe claramente: ❝ Por favor, acredite em mim. ❞ E ele era louco talvez, pois ele acreditava. Em cada palavra. A explicação da gestação e uma gravidez para um dhampir o que quer que isso fosse, lhe esclareceu algumas coisas. ❝ — Não, eu não sou um moroi, o que quer que essa merda seja. Mas... Também não sou totalmente humano, nisso está certa, vou te deixar explicar primeiro porque você parece estar explodindo e precisa dizer isso. — ❞ O tom do britânico era o que ele usava para dar ordens aos centuriões e legionários: um que não dava brechas para lhe contestarem.
Vendo-a com uma nova dose de vodka, o britânico respirou fundo, percebendo a amargura e o pesar da turca e aquilo fez seu coração doer, queria ser capaz de impedir que algo daquele gênero lhe acontecesse, mas sabia não ser. Era inevitável que a Hathaway se machucasse. Logo, ela começou a falar de uma Academia e sua cabeça que já estava confusa, ficou mais confusa ainda. ❝ — Rosemarie, devagar, porra! Academia? Que Academia? — ❞ Fez um cenho confuso, arqueando a sobrancelha. Ela estava contando-lhe todo o contexto, mas não estava aprofundando em nada e aquilo o deixava perdido. ❝ — Se sua mãe te acha uma decepção... Rosie, você pode ter me machucado para caralho, mas você nunca vai ser uma decepção para mim. — ❞ Afirmou, com um mínimo sorriso.
Entretanto, o sorriso morreu quando Rosie disse que na época não aceitaria o pedido. Ele se segurou, queria chorar. Mas não conseguiu, as lágrimas não saíam. As razões eram justas, ele não tinha como discutir aquilo, mas uma frase da Hathaway em específico, o fez rir alto. ❝ Eu estaria colocando um alvo nas suas costas. ❞ Ele não se impediu, ele riu daquela frase e era inevitavel: ele tinha um alvo em suas costas desde o dia que nasceu e não apenas, por sua natureza semidivina. Respirou fundo, se recompondo. Era sua vez de se explicar, não?
❝ — Rosemarie, eu tenho a porra de um alvo em minhas costas desde o dia em que eu nasci. Ou você se esqueceu que o meu pai é um marechal do exército britânico e qualquer um que quisesse o atingir, poderia me usar para chegar à ele? Você só aumentaria o alvo que já existe e fica ainda maior, porque eu sou a porra de um semideus. — ❞ Hyun daquela vez, não se importou e gritou, vendo que algumas pessoas olhavam para ambos, o inglês respirou fundo para se acalmar. ❝ — Rômulo e Remo, Diocleciano, Eneias, Phineas. Hércules... O que esses nomes tem em comum? — ❞ Questionou num tom sarcástico sem esperar respostas. ❝ — São semideuses romanos, são filhos de deuses com mortais e para seu desespero, eu sou um deles. — ❞ Sorriu em escárnio, sem esconder a irritação.
Por mais que Hyun quisesse se acalmar, estava difícil. ❝ — Sabe como eu descobri a existência de deuses e essa merda toda? Uma semana depois que você me deixou, eu quase fui morto, Rosemarie. Um ciclope. Uma semideusa apareceu e me ajudou, se não fosse ela, eu estaria morto. Então, eu vim para os Estados Unidos e fui enviado à Lupa. Sim, aquela da história de Rômulo e Remo que fundaram Roma, ela é treinadora de heróis e se somos fracos ou falhamos, ela nos devora. — ❞ Narrou. ❝ — Eu fiquei seis meses com Lupa, até ter a permissão dela para ir para o Acampamento Júpiter, um local e refúgio seguro para semideuses na Califórnia. Eu estou lá desde os meus 23 anos, treinando, saindo para realizar missões e tarefas para o senado. E quando eu saio, sou caçado por monstros, dracaenes, ciclopes, empousas. E sabe o por quê de você não os ver? Porque há uma névoa mágica projetada pelos deuses que impedem os mortais de verem o que acontece no mundo semidivino. E sabe o que é mais engraçado? É que eu sou um pretor, um líder do Acampamento Júpiter, estou contando coisas que provavelmente não devia para a mulher que amo, que deve me achar louco. — ❞ Murmurou, irritado.
@rxsehathaway
rxsehathaway:
Rose segurou a vontade de revirar os olhos, principalmente pelo uso de seu nome completo. Principalmente porque as únicas pessoas que usam seu nome de tal modo são sua mãe e os membros da corte, para todo o resto ela era Rose ou Guardiã Hathaway.
Mas ela não tirava o direito dele ficar bravo, Deus… Ele tinha todo o direito, primeiro pelo sumiço e depois pela filha, ela só podia rezar para que no final ele pelo menos a perdoasse. ❛ Você sabe que nossa relação foi mil vezes melhor do que a que tive com Dimitri… ❜ ela vacilou internamente ao usar aquele nome, mais de uma década sem o pronunciar fazia aquilo com uma garota. ❛ Meleğim… eu precisei ir. Eu precisava me encontrar com meu pai, Verônica estava para conseguir um emprego lá… claro que eu queria te contar, te levar até… mas eu não podia. ❜ a menina disse, sentindo seu coração quebrando ainda mais.
Ela o deixou processar as últimas notícias, sobre Alexandra… aquela conversa estava sendo pior que quando ela teve que contar para as Belikovas que Dimitri tinha virado um Strigoi… Principalmente quando ele usava palavras e frases no coreano, céus! como ela odiava quando ele fazia isso… menos na cama, é claro. Mas ali? Com ela precisando de uma conversa séria e ele usando seu estrangeirismo contra a situação? Ela deveria ter aprendido a lição com Dimitri, pelo menos agora seu pai havia a obrigado a aprender Turco e Russo, mas coreano? Estava ferrada.
A morena mordeu o próprio lábio inferior, sabendo que aquela parte da conversa seria complicada. ❛ Nós nunca falamos sobre filhos porque eu achava que era impossível eu engravidar… ❜ de você. Faltou acrescentar, mas aquela conversa viria bem mais pra frente e depois que toda essa primeira bagunça estivesse resolvida. ❛ Esse foi um dos motivos do porque eu fui embora, Seung Hyun! Eu não podia ter filhos e bam, estava grávida. E assustada, para um caramba, deixa eu te contar. ❜ a morena levou as mãos aos cabelos compridos, respirando fundo e logo colocando as mãos novamente na mesa. ❛ Meu pai conhecia um… especialista, que poderia me explicar como eu estava gravida, porque acredite, eu não podia. Não é aqueles milagres de mulheres inférteis que engravidam, eu simplesmente era incapaz de conceber. ❜
Sua mão foi automaticamente para sua barriga, algo que sempre fazia quando se lembrava da gestação de Alexandra, todo o medo que sentia por causa de ser algo tão desconhecido e ainda tinha a questão do espírito e a escuridão e o fato dela ainda ser uma beijada pelas sombras, o que ninguém sabia dizer se havia ficado pior ou não depois que Lissa transformou Dimitri de volta em um dhampir. ❛ Não era questão de aceitar, aşkım. Eu sei que você faria qualquer coisa por nós duas. Mas eu precisava entender a situação e levou algum tempo para eu me familiarizar com tudo. Depois eu fiquei metida nos problemas de meu pai e Verônica e por fim, você é uma pessoa incrivelmente difícil de encontrar, como eu disse. ❜ ela tentou dar um sorriso, mas não sabia se suas gracinhas estavam funcionando como deveriam.
A menina olhou para a foto, seu sorriso brincalhão se transformando em um bobo só de pensar Alexia na penthouse brincando de chá da tarde com os outros guardiões de Verônica e de seu pai. ❛ A partir do momento em que minha vida ficou menos complicada, eu quis te achar para você conhecê-la… eu fiz vários vídeos a vida dela toda… sei que não é a mesma coisa, mas já é algo. ❜ A dhampir sorriu novamente, seu coração batendo feito louco em seu peito.
Controlando sua respiração, ela continuou. ❛ Mas Babe… eu não vou te levar para ver nossa filha enquanto você está nervoso ou com raiva de mim, ela não precisa saber desses sentimentos. Não digo nem pelo fato da criaturinha me idolatrar e se ver alguém sendo ‘mau’ comigo, entrariam direto na listinha negra dela, mas sim porque evitamos esse tipo de situação em casa. Já perdi as contas de quantas vezes expulsei Verônica e meu pai de casa para que ela não visse uma discussão… ❜ A guardiã riu com as memórias, ela mandando em dois dos moroi mais influentes do mundo como se fosse a coisa mais simples do mundo, mas Verônica a tratava como uma irmã mais nova e Abe… bom, seu pai fazia basicamente qualquer coisa por Rose, ilegal ou não.
Indicando a comida que ele ainda tinha a sua frente, a menina lhe lançou um sorriso. ❛ Então, termine seu chá, faça o que precisar fazer para relaxar ou pelo menos perder 10% da raiva que está sentindo por mim e eu te levo para conhecê-la. Vou aproveitar e pedir mais comida, para mim e para o exército que tem em casa. ❜ Rose comentou, fazendo um sinal para o garçom e pedindo diversos tipos de pães, recheios e bolos para levar para casa, sabendo que teria dois moroi, seis dhampirs e uma criança extremamente mal-humorada caso ela aparecesse sem comida por lá.
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ㅤㅤ ㅤㅤㅤ ❝ — É, eu sei... — ❞ Hyun podia estar magoado ou com raiva, mas ele não era idiota: a história dela com o ex, não era agradável. Podia ter mencionado Dimitri, ciente da reação da Hathaway, que lhe trazia desconfortável e ele se sentiu culpado e se arrependeu, ao mesmo tempo que apenas a menção do ex da mulher fazia lhe crescer o ciúme e o desconforto em suas veias, respirando profundamente e contando até dez para se acalmar, ou ao menos, tentar. ❝ — Uma carta, Rosie. Uma carta... Era só isso que eu queria de você, para ou terminar comigo ou me dar uma falsa esperança que voltaria para mim um dia e que não tinha me deixado por não me amar mais. — ❞ Respirou fundo, a observando.
Quando Rosie lhe contou de sua filha, sua mente passou em um flash pelos cinco estágios que dizem existir para o luto:
Negação: aquilo era impossível, ele sempre usava proteção, era loucura.
Raiva: como Rosemarie podia ter feito aquilo? Esconder sua filha de si, aquilo o deixava irritado.
Barganha: na sua mente, faria o que for para que aquilo fosse apenas uma alucinação.
Depressão: a ideia de não ter participado da gestação de sua filha e de anos de sua criação, o destruía.
Aceitação: o que foi feito, não tinha mais como mudar, devia recuperar o tempo perdido com sua filha.
Apesar da mágoa e da raiva andarem lado a lado naquele momento, seus anos de profissão, seus anos como advogado lhe ensinaram a ouvir. E ele ouviu. A menção da impossibilidade de engravidar, fez o Jung suspirar nervoso. ❝ — Isso não é a era da regência inglesa ou a era medieval, Rosemarie, eu não ligaria se você nunca me desse um filho. Rosie, eu queria você por você, não pela possibilidade de me dar um filho. — ❞ Queria no passado... A quem Hyun queria enganar? Ele a queria, conjugando aquele verbo no presente momento, ele ainda a queria.
As explicações de Rose davam-lhe um nó em sua cabeça, como ela julgava ser impossível de engravidar e acabar grávida? Qual era a base dela para aqueles argumentos? Seu lado advogado rondava naquelas perguntas, mas seu coração doeu. Queria ter estado ao lado da Hathaway e a acolhido, ter dito que tudo ficaria bem, enquanto lhe fazia um carinho sobe os cabelos, mas as coisas não eram como Hyun queria. ❝ — Rosie... Você devia ter me dito algo, é isso que mais me deixa bravo, sabe? Você não ter confiado em mim e não me dizer nada. — ❞ Comentou, com um suspiro cansado.
Aşkim. Hyun passava bem longe de ser fluente em turco, as poucas palavras que conhecia, era por conta de Rosie e sua curiosidade. Sabia bem que aquela palavra em específico, significava "meu amor", a morena usava desde antes do começo do namoro, aquela palavra para se referir à si. As lembranças voltavam com força e que por anos, ele tentou reprimir, pois sempre que se lembrava da Hathaway, todo seu ser doía, o coração pesava e ele seguia para um hábito que nunca teve, mas que o auxiliava, após conseguir sua licença para praticar Direito nos EUA : se afundar em trabalho, mais do que fazia habitualmente ou o hábito que adquiriu no período em que não tinha trabalho: beber. E Hyun odiava beber.
❝ — Droga, Rosie... — ❞ A risada cansada do Jung se fez presente, quando o britânico passou os dedos sobre os fios de cabelo de maneira nervosa. ❝ — Desde que eu me formei na Inglaterra e consegui minha licença lá, estive nos Estados Unidos, eu vivo na Califórnia, em São Francisco, mas venho às vezes a trabalho em Nova York, consegui licença para praticar advocacia aqui. — ❞ Como explicar para o amor da sua vida o conceito de ser um semideus? Pelos Deuses, como fazer que ela acreditasse nisso? Parecia muita loucura, até hoje para Hyun parecia invenção. Contou mentalmente até dez. ❝ — Eu fui embora da Inglaterra uma semana depois que você me deixou. — ❞ O rancor em sua voz, ele não se importou em disfarçar.
Por mais que provavelmente fosse seu direito, exigir que fosse levado até sua filha, Hyun não era idiota: as prioridades de Rose agora eram focadas em relação à filha que tinham, ela buscaria o melhor para ela e por isso, não contestou quando foi dito que devia se acalmar, Rose estava certa. Ela sempre estava certa ao menos, relacionado a seu humor. ❝ — Eu estou mais magoado que com raiva, Rosemarie. Sim, eu estou com raiva porque você me escondeu que estava grávida e escondeu de mim minha filha por quase sete anos. — ❞ O inglês fez uma pausa. ❝ — Mas estou magoado porque você me abandonou, Rosie. Você sabe bem do quanto eu odeio ser abandonado e que é meu pior medo e você fez justamente isso comigo. Eu consigo superar o fato de ter escondido Alexandra de mim, porque ela tinha a mãe para cuidar e amar, mas o que mais me machuca é você ter me deixado. — ❞ Respirou fundo, sentindo as lágrimas caírem sobre sua face.
❝ — Quer saber um segredo? — ❞ Hyun buscou uma caixinha em sua bolsa, que sempre carregava. Era uma caixinha de joias, que o inglês abriu com um sorriso pesaroso, mostrando-lhe à Hathaway. Dentro da caixinha, havia uma aliança de noivado, que ele havia escolhido há anos atrás e que em um hábito, sempre carregava consigo, na esperança que um dia, visse Rose novamente. ❝ — No dia em que eu fui na sua casa e da Verônica para comemorar que consegui minha licença de direito na Inglaterra, eu ia te levar para jantar e... Ia te pedir em casamento. — ❞ Confessou, sem olhar para a mulher que amava, apenas olhava a caixa com o anel.
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Rose precisou respirar fundo para não recuar com as palavra de Hyun, que a atingiram como uma estaca de prata no coração. Lógico que ela não esperava um ’Vamos reatar e ser felizes com a filha que eu ainda não tenho noção que existe’, mas em sua mente, seria algo quase como isso… Tá, a reação dele foi quase melhor do que ele esperava, mas ela não admitiria aquilo em voz alta… talvez apenas para Vee, quando fosse contar sobre a tarde.
A dhampir sorriu para o ex, mas antes que pudesse responder, uma garçonete apareceu para entregar o pedido de Rose… sim, ela havia pedido para entregarem na mesa de Hyun, ela esperava que seu café gelado ficasse pronto antes que ele a mandasse embora. Deu certo.
A morena deu um longo gole em sua bebida, repousando o copo do lado de suas rosquinhas. ❛ Louca essas coisas da vida, não? Quando a gente menos espera… ❜ a morena tentou brincar, mas até mesmo ela precisava admitir que limites existiam e aquela situação precisava de uma seriedade. ❛ Eu poderia culpar Verônica e falar que ela me obrigou a sair do país… mas não é bem a verdade. ❜ confessou, os dedos batendo inquietamente na mesa. ❛ Eu precisei ir para a Turquia com urgência, meu… meu pai tinha algumas informações que não podia me passar pelo telefone. ❜ era o mais perto da verdade que a Guardiã conseguia pensar naquele momento.
A Hathaway deslizou a bunda na cadeira, perdendo completamente sua postura de guardiã que deixaria Petrova orgulhosa. ❛ Mas você é uma pessoa incrivelmente de encontrar… ❜ comentou, levando o copo novamente aos lábios, mas dessa vez tomou apenas um gole curto. ❛ Tem quatro anos que estou atrás de você, mas é como se nem no planeta você estava… ❜ e ela tinha as melhores pessoas ao seu lado para lhe ajudar: um mafioso, uma princesa, um lorde, uma alquimista e ela, todos com os melhores contatos no mundo.
Rose pegou a rosquinha de morango, dando uma grande mordida -feliz em que Alexandra não estava ali para roubar a sua comida, já que a pequena havia puxado o apetite da mãe e precisava comer tudo o que a mais velha comia. Mastigou lentamente, comprando um tempo maior, mas Hyun já havia lhe visto comer diversas vezes, sabia que ela não era uma lady quando se tratava de comida. ❛ Mas eu não vim aqui para soltar umas brincadeiras e te reconquistar… bom, a última parte talvez. ❜ ela disse, depois de engolir sua rosquinha. ❛ Você precisa entender que eu nunca deixei de te amar, mas a minha vida era complicada demais e… bom, ficou ainda mais complicada… é sobre isso que precisamos conversar. ❜
Rosemarie Hathaway tirou de sua bolsa uma foto de Alexandra, quando a menina estava com cinco anos e deslizou pela mesa, deixando a fotografia de frente para o ex, se encolhendo ainda mais na cadeira e esperando a explosão. ❛ Ela tem seis anos, quase sete… O nome dela é Alexandra. ❜ começou. ❛ Parabens, é uma menina! ❜
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ㅤㅤ ㅤㅤㅤ ❝ ━━ Quando se tratava de Rose Hathaway, Hyun era fraco e isso vinha desde a época do namoro. Ele sempre cedia aos pedidos da mesma, fazia o que a agradava e nunca se importou. Ver Rosie feliz era seu maior motivador, mesmo que em algumas vezes pudesse odiar o que a jovem queria, ver o sorriso dela sempre seria mais importante que qualquer raiva sentida. Sua mente dizia que devia mandar a Hathaway embora, mas imaginar aquilo, doía.
Não demorou para um garçom chegar com um café gelado e rosquinhas, o Jung suspirou, narrando brevemente para o funcionário o ocorrido, pedindo por uma nova xícara de chá e acrescentar em sua conta, o valor da porcelana quebrada, não se importava com aquela despesa. Seu chá logo depois chegou, com o pretor olhando a morena em repreensão.
❝ — Rosemarie. Se você não vai falar algo que seja importante, vá embora, eu tenho que trabalhar. — ❞ Avisou em um tom indiferente, que em seu coração doeu, ele só queria Rosie, sentia-se uma criança necessitada. ❝ — Custava, Rosemarie, custava você ter simplesmente terminado comigo, mesmo que por uma simples carta dizendo: "Hyun, eu vou ir para a Turquia, estou terminando com você"? Você desapareceu, Rosemarie. Por meses, eu achei que você foi embora porque não me amava e que eu não fui bom o bastante para você desde... Ele. — ❞ Hyun se recusava a falar o nome de Dimitri Belikov, ainda tinha ciúmes dele e nunca admitiria a Rose, que era inseguro por causa daquele nome e o vínculo com o passado da Hathaway.
Se havia algo que o Jung com certeza podia argumentar, era de que o amor tivesse diminuído e que ela não o amava mais, mas dizer que Rosemarie nunca lhe amou, ele sabia ser uma mentira completa. Com um suspiro, ele a ouvia, tomando um gole de seu chá. A palpitação em seu coração retornou, quando a morena mencionou que o procurava há quatro anos, sentindo-se mais ansiosa que o normal. ❝ — Rosie... Merda, eu ainda te amo... — ❞ Murmurou a última parte em coreano, não estava pronto para admitir que a amava, passando os dedos sobre os fios escuros de seus cabelos para acalmar seu nervosismo.
Observar a mulher comendo, incentivou-lhe a fazer o mesmo com sua torta, focando os olhos sobre a comida. Não conseguia encarar Rose, não agora. O coração doía mais que tudo e toda vez que a olhava, sentia seu coração quebrar um pouco mais e queria que parasse e parecia cada vez mais difícil. ❝ Você não precisa me reconquistar, Rosie, sempre fui seu ❞ O pensamento rondeava sua mente quando foi mencionado dela lhe reconquistar e ele quase engasgou quando foi dito que ela ainda lhe amava. ❝ — Você ainda me ama... — ❞ Sussurrou em coreano e foi a única coisa na qual, para ser justo, ele prestou atenção.
Quando Rosie começou a mexer em uma bolsa e lhe apresentou uma foto, o Jung ficou confuso. Era uma criança de 5 anos. Entretanto, quando a mulher explicou, a cabeça de Hyun travou. Era sua filha. Sua e de Rosemarie. O lado racional do pretor não quis acreditar, afinal não tinha como ele ser pai. Ele sempre usava preservativos na hora de transar com alguém e sempre se precavia de algum modo. Seu lado advogado, exigia um exame de DNA para comprovar a paternidade e mesmo buscar a custódia da filha.
Entretanto, seu emocional dizia que claramente, a filha era sua. Conhecia Rosemarie bem demais para que soubesse que ela brincava com inúmeras coisas, mas não aquilo. Os olhos de Hyun estavam fixados na Hathaway em busca de alguma coisa para dizer, mas o inglês não conseguia, sentia raiva, mágoa e tristeza, tudo acumulado. Como ela tinha feito aquilo?
❝ — Uma filha... Eu sou pai... — ❞ Hyun estava assustado, sabia que tudo mudaria. ❝ — Como você pode, Rosemarie? — ❞ O inglês queria gritar, mas se controlava. ❝ — Como você pôde fazer isso comigo? — ❞ Soltou em um tom alto. ❝ — Eu tenho uma filha e ela não sabe de mim. Eu só vim para uma reunião sobre litígio de divórcio. — ❞ Riu irritado e frustrado. ❝ — Que direito você tem de ter tirado minha filha de mim, Rosemarie? Eu perdi tudo, primeiros passos, primeiras palavras... — ❞ Ali, Hyun chorava irritado. ❝ — Nós nunca falamos sobre filhos, Rosemarie, mas você achava que eu não ia querer ou aceitar? Rosie, eu te amo, porra, sempre amei e provavelmente sempre vou amar, se você tivesse me dito eu teria amado tanto você quanto nossa filha, teria cuidado de você. — ❞ Murmurou, frustrado. ❝ — Eu quero conhecer minha filha, Rosemarie, você tirou de mim quase sete anos da vida dela, eu tenho esse direito e você sabe, se não, não estaria aqui. — ❞ Arqueiu a sobrancelha decidido.
Rose estava nervosa. Sim, para a Guardiã Hathaway, aquela palavra não existia em seu vocabulário. Ela já havia enfrentado duzias de strigoi, antes mesmo de receber a marca da promessa. Havia participado ativamente em uma batalha e conduzido duas buscas. Ela era uma das melhores guardiãs que o mundo Moroi já viu. Ela não ficava nervosa. Tirando, é claro, a vez que descobriu estar grávida e fugiu do país, indo para a casa de seu pai na Turquia, onde declaro firmemente que era impossível aquela gravidez, já que as duas únicas pessoas com quem havia dormido era um dhampir e um humano -ela acreditava na época-, até seu baba -Abe Mazur- falar que algumas criaturas mais poderosas podiam procriar. Rose riu por dez minutos, os cinco primeiros pelo uso da palavra procriar, e o resto pela ideia insana que haviam seres do que humanos, dhampir, moroi e strigoi pelo mundo.
Mas Abe não estava rindo. ‘Fala sério, velhote!’, ela havia exclamado para o pai, que estava sim, falando sério. Jung Seung Hyun era alguma coisa e ela não sabia o que… e aquilo a assustava.
Quando Rose se mudou para a Inglaterra, ela iria terminar seus últimos meses de escola na academia britânica e receber sua marca da promessa lá, ela nunca imaginou que se apaixonaria de novo. Muito menos que esse amor seria ainda mais avassalador do que ela havia tido com Dim… Guardião Belikov.
Os fatos eram, Rose foi apontada para a princesa Zeklos, Verônica e a princesa quis cursar Relações Internacionais, a mando da rainha Tatiana, em Oxford. Algumas das aulas eram compartilhadas com a turma de Direito e foi lá que ela conheceu Hyun, por que ficou perdidamente apaixonada. Primeiro em seu sorriso e depois em seu sotaque… e depois por todo o resto. Foram quase dois anos de namoro até que Verônica se formou e os planos era continuar na Inglaterra… até Rose descobrir a gravidez.
Verônica, sendo sua melhor amiga, ajudou a sua guardiã a fugir para a Turquia sem deixar rastros, onde a princesa começou a trabalhar com o pai de Rose, um dos maiores mafiosos do mundo e a Hathaway ficava em casa… vendo sua barriga crescer. Já fazem cinco anos e ela finalmente estava pronta para encarar o maior amor de sua vida, Hyun. Com ajuda de Sydney, ela o rastreou até Nova Iorque, onde foi junto com sua protegida e mais dois guardiões, que ficariam com Verônica e Alexandra, sua filha, até ela conversar com seu ex… life is easy, jokes.
❛ Olá, aşkım. ❜ ela disse, depois de criar coragem para o olhar. Ele estava mais lindo do que nunca, tomando seu chá. Oh, como Rose havia o zoado pelo hábito, diversas piadas foram feitas a custa da bebida e a menina sempre soltava sua melhor e mais encantadora risada para ele. ❛ O tempo lhe fez muito bem. ❜ comentou, sentando-se a sua frente.
w. @mannersmakestheman
ㅤㅤ ㅤㅤㅤ ❝ ━━ Quando Hyun foi para Nova York naquele dia à trabalho, a última coisa que o filho de Belona esperava era se encontrar frente à frente com o amor de sua vida e hiperventilar, tendo total certeza que estava em meio à alguma ilusão ou poderosa magia que Vênus tinha implantado ou criado, aquilo não podia ser possível. Rosie não podia estar ali. Aquilo com certeza devia ser alguma punição por alguma ofensa aos deuses.
Vamos recapitular os fatos: Jung Seung Hyun, um jovem recém formado em seu ensino médio, graças às vantagens de seu pai ser um marechal do exército britânico, conseguiu uma bolsa em Oxford, escolhendo o curso de Direito, era uma coisa que gostava desde bem novo e sempre foi incentivado e cercado por leis e regras, por conta das várias reuniões militares do pai, no decorrer da infância.
Seu plano era simples: graduar-se como um dos melhores de sua turma, garantir a licença para praticar Direito em Londres e finalmente, conseguir um emprego bom e decente, mas seu plano foi mudado, para bem longe da curva, assim que a viu pela primeira vez em uma de suas aulas de Legislação e Ética. Rosemarie Hathaway era uma figura fascinante, sempre que a via, ela sorria e deuses, que sorriso lindo. O inglês apaixonou-se rapidamente.
E não demorou muito, para que ambos começassem a namorar. Aquilo não fazia parte dos planos do Jung de modo algum, uma namorada. Mas ele tinha esquecido de seus planos há tempos, talvez quando conheceu Rose, ele esqueceu tudo aquilo. O britânico era apaixonado pela Hathaway e qualquer um via aquilo, era claro pelos olhos do estudante. Mas como sabiamente diziam, tudo o que é bom, dura pouco.
Quase dois anos depois de relacionamento, em um dia, Hyun decidiu passar no apartamento em que Rose dividia com uma amiga que sempre via ao seu lado, para comemorar o fato de que havia finalmente conseguido sua licença para praticar Direito na Inglaterra, quando foi informado que as pessoas que moravam ali anteriormente, haviam se mudado. Quando o inglês deixou o local, foi ai que finalmente as lágrimas vieram. Ele até queria procurar por Rosie, sua Rosie, mas ali, sua vida havia virado um caos: descobriu-se ser um semideus, filho de Belona, para ser mais exato, a deusa romana da guerra sangrenta.
Acabou tornando-se centurião da IV Coorte, que o acolheu, conseguindo a licença para praticar Direito nos Estados Unidos, na Califórnia e Nova York e mais recentemente, tornando-se pretor do Acampamento Júpiter.
Com o contexto do passado devidamente explicado, vamos prosseguir para os momentos atuais.
Depois de uma reunião com um cliente em Nova York, o pretor estava com fome, precisava comer algo, para poder ir para o Acampamento Meio Sangue e passar a noite, Sadie podia cuidar das pendências de Nova Roma e o acampamento romano sem ele por um dia. Fez seus pedidos e não demorou muito para chegar, era um chá e uma torta de maçã. Assim que o inglês tomou o primeiro gole, a voz de Rosie se fez presente e os olhos que não via há anos, o encarava.
❝ — Rosie... Minha Rosie... — ❞ Aquelas eram as únicas palavras que saíam dos lábios de Jung, mas a mulher só compreendia seu nome, por ele murmurar em coreano, enquanto hiperventilava. A xícara de chá que estava em suas mãos, acabou caindo no chão e seu coração batia acelerado. Como anos podiam ter se passado e ele ainda lhe amava como no dia que a conheceu?
Aos poucos, sua respiração se acalmava.
❝ — Rosemarie... Quanto tempo, o tempo também lhe fez bem. — ❞ Murmurou, quando estava calmo o suficiente. ❝ — Admito que não esperava ver você de novo. Afinal, você me deixou. — ❞ "Eu ainda te amo, por favor não me deixe de novo" era o que o inglês queria dizer, mas a coragem ainda não tinha e ele precisava de respostas.