Somewhere only we know || Margaery & Georgie
margois-here:
- Um monte delas escondidas? Sério? – Georgie perguntou sem acreditar muito naquela conversa da irmã, mas nunca duvidaria dela. – Conta outra! – brincou revirando os olhos e rindo novamente. Observou de canto de olho enquanto a irmã pintava a placa, e depois que vira o que ela escrevera, não segurou uma gargalhada. Margo sabia como fazer Georgie rir com coisas simples. – Placa perfeita, assim vão pensar que somos super violentas e deixaram a casa em paz. – novamente ela riu da própria piada um pouco idiota. Pegou a placa e a ergueu, vendo-a novamente. – Margo… – ela começou falando ainda observando a placa que a garota fizera. – Eu não sabia desse seu lado violento, garota. – fingiu uma cara de surpresa para a irmã e então gargalhou novamente. Gostava como Margo conseguia ser engraçada e solta com ela, só precisava fazer com que a garota fosse assim com os outros.
Considerou a ideia de arranjar armas com os filhos de Hermes, eles eram bons em contrabandear coisas para o acampamento. – Não é uma má ideia, sabe, até que funcionaria. – assentiu. – E… – voltou a pintar. – Eles não recusariam uma cesta grande com muitos morangos, certo? – brincou olhando para Margo e deu um sorriso largo e logo após uma risada. Mesmo que quisesse, nunca daria uma cesta de morangos inteira para os filhos de Hermes, sabia como eles eram. Eles poderiam até vender os morangos, o que no final de tudo iria sobrar para ela e Margo. – Olha, até rimou o slogan. – Georgie bateu palminhas. – Já podemos abrir a loja, maninha. – piscou para Margo e terminou de pintar uma parte da madeira, indo um pouco mais para o lado. Georgie estava gostando do trabalho que fazia, não tinha ficado tão ruim quanto pensou que ficaria. Até cogitou a ideia de trazer alguns móveis dos quais elas não usavam do chalé para lá, ou então pedir para algum filho de Hefesto fazer.
Recebeu a pincelada na bochecha e começou a rir e levantando-se. – Não tem como você estar um meio termo, tem? – perguntou um pouco indecisa. – Achei que não tivesse como, mas vindo da Margo eu não duvidarei. – Georgie riu e pincelou o cabelo de Margo de verde. – Assim, os gatinhos iram achar você mais atraente, esse verde combina com a sua pele. – gargalhou a garota, já fugindo, sabendo que irmã viria a dar o troco da pincelada em breve.
-- Sim, se quiser podemos voltar lá e pegar -- sorriu. Era bem claro que era uma brincadeira. Viu que Georgie havia acreditado, o que achou ser bastante não-georgiano. Ouviu sobre pensarem que elas são violentas e deu uma risada alta -- E não somos? -- piscou e sorriu de lado, mostrando que era tudo apenas uma brincadeira. Margo estava longe de ser uma pessoa violenta e sabia que Georgie também não era assim. Pelo menos esperava, já que odiaria sair de uma briga entre irmãs com o olho roxo como se ela tivesse lutado no UFC. Ok, ela deu uma risada alta quando essa cena voou por sua mente. -- É, sou ótima em fazer placas, devemos pendurar um monte em torno do chalé.
Riu e levantou uma sobrancelha -- Nunca ouviu falar de meio termo? -- perguntou, já pegando uma das latas de tintas na mão enquanto segurava o pincel com a outra -- É quanto se está no meio, tipo uma média -- começou a andar para a irmã, já preparando o pincel o mergulhando na tinta azul. Sabia que Georgie iria retrucar e foi exatamente isso que ela fez. E no seu cabelo! O cabelo de Margo não era de longe o seu ponto forte, mas mesmo assim iria demorar muito para tirar aquela tinta. Sorriu maliciosamente e correu atrás da garota, jogando a tinta no ar e atingindo todo o peito e queixo da irmã -- Olha que lindo! -- gritou, brincando, como se tivesse visto a flor mais linda do planeta -- UM SMURF!
Soltou uma gargalhada que ela considerou até um pouco escandalosa demais, mas não ligava. Era naqueles momentos que ela se libertava e conseguia ser quem realmente era, sem se esconder no paredão da sua timidez. Se ela conseguisse ser mais assim, desse jeito que era com a irmã, talvez conseguisse se enturmar melhor -- Se você ousar retrucar jogando tinta em mim -- ameaçou, mostrando o pincel como se fosse uma espécie de arma ou coisa parecida -- Será guerra. Eu sempre ganho na guerra da tinta, garota, então se eu fosse você eu pensaria duas vezes -- deu em ombros, como se tivesse falado algo realmente sério. Se virou e continuou a pintar, como se nada tivesse acontecido -- E azul combina com você, sério mesmo -- disse, pintando a casa -- Combina com seus olhos.








