“Meu estômago queima simultaneamente ao vazio que se alimenta de meus restos. Gasto minhas tardes procurando pela cura em páginas velhas e rasgadas de livros cujas palavras recitadas já não me envolvem como antes; em músicas cujo som é negado aos meus ouvidos que suplicam por uma letra diferente. Pensamentos sem espaço para novos horizontes, preenchidos por críticas imaturas incontáveis, manipulado por aquele que faz de mim sua marionete. E a infelicidade da qual se alimenta, transborda. Exaustão que nasce ao acordar, seguindo a robotização das ações numa rotina permanente, num ciclo que parece não ter fim. Cansaço psicológico que pulsa em minhas veias, desde que se expandiu ao coração, percorrendo um defunto cuja alma adoeceu. Coração traíra, não me sustenta a vida, me trás a morte.”






















