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Laura Boswell(British)
Wet Spring Woods reduction linocut 34 x 51 cm via more
Referência poética - HFM - Notívago
Calças jeans largas em memória aos anos noventa, talvez. Nariz imponente em referência aos personagens mitológicos revelados em pedra na Grécia Antiga. Tatuagens na pele; um brinco de pérola? Que banda ele escuta? Presumo o seguinte: embora seja musicalmente eclético, tem preferências por canções feitas no interior do Brasil, canções regionais. Julgando-o mais profundamente, e baseado em achismos, acrescento: sempre em noites invernadas ele tem por hábito conflagrar o fumo colhido em roça; gosta de ouvir a natureza cantar suas histórias anoitecidas sob a luz duma velinha que arde sua imaginação, do alpendre da Grande Fazenda […]
— A gente arrendou as fazenda; vertemos os gastos em café bom, mais posses, viagens de tantos dias, momentos bem-quistos em solos ibéricos sob a companhia de quem tanto adoramos, sei lá. A gente gasta o dinheiro das fazenda é assim: referenciando, adorando, julgando o que margeia nossa vida, as oportunidades duma vida tal, sabe?
Um solzinho agora parece até se ascender no seu riso liado a este café que partilhamos em horas quais a esta, em que a conversa é toda fiada… toda fiada.
— E este cafezinho destas horas da manhã, hein? Ele ata as palavras da gente, e a gente cheio das prosas soltas vai tecendo um grande amarrilho de estórias.
— Pois é. E te conto mais […].
Para cada riso flanqueado por algumas lágrimas haverá um silêncio disposto à ternura.
De cara linda e posta frente aos outros, Clarinha se debruça nesta terra de Cerrado, laceando o próprio corpo frente à gira religiosa — feito cavalo que recebe entes pretos extraviados nas linhas dum tempo remoto. E quando digo laceia o corpo em verdade refiro-me à expansão do corpo humano de Clara às oportunidades do invisível.
Tem pelos poetas gregos arcaicos imensa admiração; e também atesta entre as coisinhas que ele próprio desfia no que chamo Rendilha dos Dias um monte de narrativas poéticas passíveis de aletramento, visto que labora, eventualmente, como uma espécie de poeta-profissional para uma cantora tal, cuja repercussão midiática atravessa continentes.
Em resumo, esgarça as rendilhas rotineiras enquanto busca o sentido de sua Letra Poética, a fim de que as demandas da cantora sejam atendidas até o deitar da noite de hoje, a exemplo. Recebe a solicitação: “Esmiuça aí do seu jeito um modo de fazer nascer umas palavras bonitas, por favor, meu anjo; a melodia é esta, olha. E figura tristezas de espírito de gente ressentida no verso que encerra o primeiro canto… E me atenda aqui também: queria tanto! que a maneira de cantar suas palavras se assemelhasse ao compassar do atabaque de Jaime…”
Recorre, pois, aos helênicos.
“Em face de indecifráveis palmeiras, performo o lamento reclinado na boca de muitos; com aulos e flautins, te canto uma saudade.”
As fotografias editoriais de Cerulo figuram a lore e as personas das minhas próprias narrativas, ora escritas em notas diarísticas, prosa poética e pseudos ensaios (experimentais).
Ateste: https://www.instagram.com/raffaele_cerulo/
Vaporwave e suas vertentes hoje condensam a estética sonora das canções reproduzidas nas k7’s e rádios piratas divididas com o tio, em passado loureado de graça e meditação.
Techno, lounge, minimal. Os moços marcam hora e se encontram aqui, margeados pela amplidão dum campo distante às cidades altas, e partilham o fumo e namoros com as mulheres mais velhas, seduzidas por ousadias juvenis lhes negadas por tantos costumes arreigados aos tempos de […] Honremo-nos, amigos, através destas canções que nos opõem ao tédio; que estilo é este? O cigarro é para o corpo que se enrijece diante dum inverno qual ao nosso. País cruento, não? Risca os olhos sobre estas pastagens que ladeiam o Nida; pisca os mesmos olhos, cavos, e se acende um sol na cara. Conflagra as tristezas de dentro entre o fumo, os amigos e a terra.
Norilsk, Krasnoyarsk Krai, Siberia
Quando se afligia em desconsolo, a terra emprestava à moça-de-olhos-miúdos um cheiro, e este cheiro se adequava às estações do ano. Remontemos a um inverno balsâmico para destacarmos o que diz sua boca rente ao próprio coração:
— No campo da Poesia as certezas são flexíveis.
No campo dos achismos sentimentais tudo é margem à escuridão.
Talvez eu também pense o seguinte, por ora: nossas escolhas definem os sem-fins, sabe?, nossas escolhas caracterizam o porvir dos sem-fins, isto é, nossas ações rompidas por nossas próprias vontades avivam as eternidades que nos cabem.
E talvez some isto aos meus pensamentos, por ora: as eternidades, os tempos porvires eternos sumarizam desejos humanos. Sumarizam desejos humanos? O que me acomete as ideias diante das possibilidades, afinal? E por que, meu deus, deus nosso para o qual tanto rogamos perdão, isto é certo, rogamos perdão ao mínimo deus — ao deus morado em nós, do qual nos geramos a favor dos infernos, e dos jardins oníricos a nos conflagrar a vida -, por que, MEU deus, topar com esta busca por esclarecimentos relativos ao passado, aos tempos da infância invernal? Por que tanto queremos (quero) a luz ao que outrora ensombrou minha família-mais-próxima?, a família de meu pai, minha avó polaca, cujas feições revelavam belezas antigas, aos primos igualmente polacos, às tias, ao meu pai, quiçá até ao vovô, embora este não vivesse à época desta estória que anseia por sua própria revelação entre estas notas sobre as eternidades e as dúvidas…
As dúvidas!…
A dúvida, conforme tanto escreveram, propulsa o passo; caminhamos, atesto, sobre linhas que delimitam a relação dos tempos.
Nesta lore em que há recorrência dos treinamentos funcionais alinhados a dietas, isto é, do trabalho do corpo a favor de uma harmonia que referencia gregos arcaicos… nesta lore meus gestos com as palavras e com o próprio corpo dão vida a personas tanto veladas quanto aparentes em mim — entre Safo e disciplina.
Que continuemos, eus, a contemplar o que possibilita a música no espírito da gente; que façamos, eus, todas as atividades físicas disponíveis num final de tarde baixa sobre os calhaus que dão margem ao mar baiano, a exemplo; que queiramos sempre avivar por meio da palavra, eus, qualquer coisa relativa ao que se define indizível; que tenhamos paz e agraciemos, eus, as exigências da pele em comunhão com o corpo da mulher terna em gozo e quisto ao nosso palato em sal.
Somos eus porque assim desejo.
Risca os olhos sobre estas pastagens que ladeiam o Nida; pisca os mesmos olhos, cavos, e se acende um sol na sua cara. Conflagra as tristezas de dentro entre o fumo, os amigos e a terra.
Ao crepuscular das palavras guardadas, declaro-lhe, enfim: “Tenho ternura, ternura até às lágrimas, por esta beleza: o prantear feliz das pessoas que fitam o céu”.