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@menininhaazul
A fé que se dissipa na noite em vão, amor drama sorte ou azar, qualquer coisa que beba do cálice que eu já senti na boca. Não se importa nem se entorta os olhos com certos ácidos necessários, necessária é pouco e quase sólido quando deixa de se tratar de um doce em seu início. Adoça essa boca de homem, adoça! Que o meu lábio vermelho sangue se dilacera ao tocar o ar;
Adoça esse amargo da boca... Boca essa que é feita para dizer-te palavras porém se lotam de fagulhas pelos diálogos não ditos. Quer saber ? Não tem mais, não a fé numa cultura existente que se baseie nessa nossa história. Apoia tua adaga em meu peito e me mata, me entra a faca no peito e em meu leito meu amor,
Ah em meu leito eu sorriu, e espero que um dia encontre sermão suficiente, pra rezar ou até orar, não basta pedir dicas ao exu, nem nada, talvez seja o único jeito de acabar bem, dormindo eternamente.
save the bees🐝
O problema é que queremos que as pessoas entendam como estamos nos sentindo, mas a verdade é que nem nós mesmos sabemos. O problema é que existem pessoas que se importam, mas não acreditamos em nenhuma delas. É uma espécie de paradoxo. Fugimos na intenção de que alguém nos procure. Vamos embora na intenção de que nos peçam pra ficar. Não dizemos, mas queremos que percebam. É confuso, é complicado. O problema é sermos humanos, o problema é termos sentimentos.
Querido John. (via inverbos)
É o que eu faço. Eu afasto as pessoas de mim.
A última música. (via versificar)
Me regas, e eu floresço.
Antonio. (via versificar)
Olho ao redor de mim e vejo todos felizes, e me faço mil vezes a mesma pergunta: “- Por que eu não consigo ser?”
Acetinar. (via rotalizar)
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também? Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”. Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato”. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Martha Medeiros. (via inverbos)
Mas o que dói mesmo é esse finalzinho de dia. A hora que eu validava a minha existência com a sua atenção. A hora que eu representava o mundo para a única plateia que me interessa. A hora que eu me irritava um pouco, porque fazia parte. E então tudo isso que pensei e vivi ganhava um motivo maravilhoso e digno que era virar imagem no seu ouvido. Virar realidade. Agora fico aqui me perguntando se eu existo mesmo. Porque se não me conto pra você, o que eu sou? Pra que serve?
Tati Bernardi. (via versificar)
Espuma das ondas
Sabe as palavras que eu ouvi de tua boca foram as maiores ondas com tempestade que já escutei, nada foi igual depois daquilo pois doeu quando a ferida tocou a água salgada do mar que você construiu em volta de minha pessoa. Agora diferentemente seu mar virou só onda e tempestade esse nicho que se fez, não sobrou esperança, agora que minha carne já não esta mais em bom estado e todos meus cacos e feridas estão expostas , e você só jogou sal em tudo.Contudo eu admito que pensei em nadar e enfrentar a tempestade de tuas palavras, mas estava já cansada e doente e senti que não aguentaria mais, simplesmente entreguei-me as feras grotescas que são teus pecados e palavras faladas de boca pra fora, mas de boca pra fora fiquei eu ao ver que você sustentava só ódio por mim, e agora só resta estuma de mar que mistura com meus micro-pedaços cantam só uma canção de soberania, entre quem eu e quem você achou que eu seria.
Em alguns dias dói. A tristeza puxa os cabelos, arranha a cara, machuca dentro. E a gente não tem mais nada pra fazer a não ser dizer que tá tudo bem. Porque vai passar, passa. Só que antes de passar maltrata. E, entenda, a pior dor é aquela que ninguém vê. Só ela, a tristeza.
Clarissa Corrêa. (via versificar)
Eu sempre me senti meio insuficiente. Melhor dizendo, totalmente insuficiente. Sabe o que é querer muito uma coisa e não conseguir que ela aconteça? Pois é, eu também sei. E como sei. É agonizante e te dá uma sensação de fraco. Na verdade, bate uma puta uma vontade de morrer.
Pedro Pinheiro. (via inverbos)
A gente mistura as coisas e acaba acabando sem entender,vivemos em um mundo que não dá pra ver,estou cega na escuridão,dentro do meu coração não reina nada,estarei e ficarei de pés no chão. Aos amores mais incompreendidos eu lhes peço de antemão : Pés no chão
Esquecer é simplesmente fácil, exceto quando não esquecemos. Daí Então, chamamos de outra forma.
A verdade é que eu sou desastrada demais. Sou desastrada a ponto de me machucar com qualquer coisa. Quebro copos e pratos lavando a louça, bato o meu dedinho do pé no canto do sofá, tropeço nos meus próprios pés e de vez em quando eu me machuco com a coisa mais banal e inimaginável. Erro diariamente e sou a pessoa mais errada e torta que um dia alguém pode conhecer. Sou a pessoa mais irrelevante e, de vez em quando, mais grossa possível. Sou fria, e a maioria das vezes, sou um amor de pessoa. Sou um amor, e mesmo não querendo ser enjoativa, eu sou. Gosto de coisas a moda antiga e adoro receber cartas. Cartas de um amor, amigos, da minha avó, do meu pai, da minha mãe. Gosto de coisas antigas. Discos, caixinha de músicas e essas porcarias que hoje não se vende mais. Sou irritante, e algumas vezes sou suportavelmente idiota. Posso ser desastrada, e quebrar algo de primeira. Já perdi coisas no ônibus, na rua, no cinema, na casa de alguém e já deixei cair um celular que nem era meu. Me machuco atoa e sou uma pessoa consideravelmente delicada. Sou frágil, mas isso não impede minha ignorância. Sou desastrada e por mais que seja torta e insuportável, sou legal. Sei dar conselhos e por mais que isso soe como insanidade, sou uma ótima companhia. Sei fazer os outros darem longas gargalhadas e gosto de pessoas assim, constantes. Sei dizer coisas lindas, a ponto de fazer alguém chorar. Sei “dar um tapa na cara” e mostrar a realidade. Sei ser inconveniente e o que eu mais queria é que alguém me fitasse e dissesse: “Ei, sente aí. Não precisa ser tão escandalosa e a mostra assim. Te fito, e não gosto disso.” Eu queria é que alguém botasse jeito em mim, e que me mostrasse algo melhor. Não somente os meus desastres. Sou uma pessoa extremamente a moda antiga, e por mais que eu seja doce o suficiente para te deixar com vontade de vomitar, sou rude às vezes. Eu, que sempre quis morrer de amor, passo aos outros a maneira mais feliz e única de viver feliz. Sozinho. A verdade é que o meu desastre precisa ser corrigido. Não por minha mãe ou por um livro de auto-ajuda. É alguém em especial. Na verdade, eu nem consigo mais desejar um amor. Hoje em dia só desejo não bater com o meu dedinho no canto do sofá.
Alugue Felicidade. (via inverbos)