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@meuser
if you see someone being interrupted in a conversation, acknowledge them, don’t let them be pushed to the side. if you see someone lagging behind, walk beside them. if someone is being ignored, take the step to include them. always remind people of their worth. it hurts when it feels like you’re being forgotten. that small gesture can mean a lot.
Instagram: @artwoonz
é cada gosto peculiar, que a gente encontra nessa vida meio tonta.
uns gostam de brincar com bonecas, outros com corações, outros com dinheiro, e uns com as palavras.
entre todos os absurdos, o que mais ganhava destaque eram as palavras. elas entendiam todos, influenciam, e sempre se rebelavam (se entendiam).
por elas, conquistam quem entende a metáfora do dia:
“quem sente também brinca, agora quem ressente, o vidro que é a vida se trinca.”
[morre todos os dias, as almas que esquecem a poesias.]
“Se encontrou alguém que é interessado em dividir as manchetes, que não lhe deixa fora do mundo, que gosta de atiçar a curiosidade, que manda imagens, músicas e pensamentos pelo simples fato de pensar em você, case. Se você encontrou alguém que divide piadas e segredos, que lhe reserva as maiores confidências, case. Não é somente a pessoa que precisa, porém a que merece: o amor é raro, mas às vezes acontece de ser sublime.”
— Fabrício Carpinejar
Não peço desculpa por sentir muito, me sinto um balão inflado a ponto de explodir, tudo pra mim é sensível demais e vejo beleza onde talvez não tenha. Você não entende, você não enxerga que tudo que ouço, tudo que leio, tudo que escuto, é avalanche e fantasia… é amor. É muito fácil negar, é fácil pra quem não vê a chuva na janela e não sente nostalgia de algum dia feliz, ou de alguma noite triste. É fácil pra você que não escreve o que sente, pra você que tudo é prático demais. Pra mim não. Definitivamente preciso derramar as dores e as alegrias em algum lugar, preciso desperdiçar meu sorriso com coisas simples demais pra você entender. Eu não peço desculpa por isso, sou inteira feita de emoções e fantasias, sempre serei.
Poly.
“Os anos 90 insistiram numa ideia que virou sonho de consumo de todo mundo: qualidade de vida. Até hoje da vontade de entrar numa loja e perguntar: tem qualidade de vida? Provavelmente nos responderiam que esta em falta, muita procura, mas pode deixar encomendado. Qualidade de vida, se pudesse ser filmada, teria a cara de um comercial de margarina. Família bela e saudável, uma casa aconchegante, um dia de sol, café-da-manhã farto, papai empregado e filhos na escola. Qualidade de vida é um modelo de comportamento, qualidade de vida é um carro com um bagageiro enorme. E a qualidade das nossas emoções? Compra-se também. As mais fortes são as que tem mais saida. Tudo pelo preço de um ingresso de cinema. As pessoas tem estado cansadas demais para produzir seus próprios sentimentos. Assustadas de mais para olhar dentro. Confusas demais para transformar tudo o que sentem em ativo. Procuram artigos prontos em vez de fabricá-los. Qualidade não vem com facilidade, não conquistamos com um estalar de dedos. Qualidade, essa palavra difícil de conceituar, só se consegue fazendo as coisas com amor. Não há qualidade sem tratamento, sem olho atento, sem uma bela intenção. Qualidade é tudo o que a gente ordena sem precisar gritar, é a maneira educada com que nos relacionamos com as pessoas, é o cumprimento de nossas tarefas com responsabilidade, é o compromisso que estabelecemos com a gente mesmo de fazer as coisas da maneira menos estabanada. Qualidade é a verdade dos fatos, é não teatralizar a vida. É reconhecer humilde diante das nossas falhas, tantas. E tentar errar menos. Qualidade é viver de acordo com nossas possibilidades, administrar a vida com a humildade de que dispomos, chorar de ódio por sermos vulneráveis, mas pensar que melhor isso do que não termos sensibilidade alguma. Qualidade é amor que se sustenta, é amizade que não é um blefe, é confiança que não é traída, é demonstrar o que sente, apertar a mão com firmeza, dizer não e dizer sim com a mesma honestidade, é a inocência de uma fé generalizada e crença na própria natureza. Parece uma oração. Qualidade é tudo o que não se desmancha facilmente.”
— Martha Medeiros.
há esse paradoxo dentro de mim, pois eu sinto muito, mas ao mesmo tempo parece que eu não sinto nada.
“Portanto, lá estava eu: sem ter nada de intelectual, de artista; nem tampouco as raízes redentoras do homem comum. Me sentia dependurado com uma espécie de rótulo indefinido e muito receio, sim, que isso marcasse o início da loucura.”
— Charles Bukowski.
Burning Days, Restless Nights by Felipe Morin
“E me ocorreu que todo mundo sofria continuamente, incluindo aqueles que fingiam não sofrer. Parecia-me que essa era uma boa descoberta.”
— Charles Bukowski.
Você precisa saber que tem valor, que você merece ser feliz, merece alcançar tudo de mais maravilhoso que houver no mundo. Você precisa entender que não precisa se diminuir para caber em outras pessoas, em outros mundos, porque você pode ser grande o suficiente para construir seu próprio império. Dedique-se a você em primeiro lugar, não há nada de errado nisso, crie suas metas, lute suas batalhas, supere as inseguranças, mas faça tudo isso por você. Já chega de dar ouvidos a quem não quer te ver vencer.
Sarah Lima
não sobrou ninguém,
nem pra ler meus poemas inacabados.
(Flávia Oliveira)
Soberba grega
Nunca me bastaram
as projeções fadadas ao meu chão desgastado
onde jamais floresceu sequer a adoração
por verdades do outro.
Minha apatia fez esvair por minhas mãos
a intimidade que, em outrora,
era suficiente para dar emoção
às risadas forçadas
esgotadas de minha sociabilidade desnaturalizada.
Não nasci para o escárnio da humanidade.
Nasci do orgulho alheio e da loucura desvairada,
o que me condiciona a escarrar na boca daqueles
que, sem consciência do que eu absorvo,
provocam o negrume dos meus dias irrisórios.
Ao que me desfaço,
tão inconstante e inconsistente,
deixo em inércia
a culpa e o remorso entalados na garganta.
A falta de emoção em meus olhos,
no frontispício da impassibilidade,
fez-me filha da soberba grega,
uma maldita máscara de filosofias baratas
que dá sentido ao cotidiano estagnado por grandeza,
aquele que oscila pela dança de poesias espontâneas
e que sufoca a estóica milenar.