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@michaels-revenge
Why'd you bring a shotgun to the party? @Lucael {flashback}
Lux Brownsett dava mais um trago no cigarro, sentindo a fumaça quente dentro de seus pulmões, enquanto soltava-a lentamente. A nicotina já fazia efeito, nadando junto com o sangue da morena satisfazendo seu vício que se tornava cada vez mais forte. A cabeça dela girava, e não parava nem mesmo um minuto. As cores eram mais fortes e vívidas, Lux podia ouvir o barulho que cada luz daquele poste fazia. A sensação só não se tornava mais forte, porque havia saído da festa e ali não havia música. Somente o barulho de sua respiração que estava mais rápida. Com a fumaça branca do cigarro, sentia que conseguia ver o som da sua respiração. Seus sentidos estavam bagunçados, mas era a melhor sensação do mundo. Mais um trago no cigarro, enquanto fechava os olhos. Simplesmente duvidava que conseguisse sair daquela rua antes do torpor passar. Nem ao menos conseguia distinguir a profundidade das coisas. Seria extremamente fácil se perder naquele estado.
O cabelo desgrenhado estava jogado na frente de seu belo rosto, a maquiagem preta já estava escorrendo, formando o típico olho de panda, mas isso a deixava com uma aparência ainda mais selvagem. Olhou a ponta do cigarro se queimando aos poucos e virando cinzas lentamente. Até que uma voz a chamou. Como estava sob efeito de lsd, achou que viu o som, e não o ouviu necessariamente. Piscou algumas vezes, vendo seu cérebro assimilar a imagem de um rapaz à sua frente. Não o conhecia, era claro, mas se o conhecesse não iria saber tão grande o torpor. Misturar bebidas e drogas não era uma boa combinação para a saúde de Lux, mas era ótima para fazer-lhe se esquecer de quem ela realmente era, porque se fosse em outras circunstâncias, poderia ter sido uma garota boa. Ou talvez não, talvez, quando se nasce má, não há nada que mude sua natureza. Uma risada baixa e um pouco debochada saiu dos lábios carnudos da morena sem motivo algum.
Seus olhos estavam um pouco perdidos, mas conseguia focalizar o rosto dele. Tinha traços marcantes e a cor dos olhos dele pareciam conversar com ela. Passou a língua pelos lábios, antes de tragar o cigarro e soltar a fumaça na direção do rapaz que falava com ela. Tomou um tempo para assimilar o que ele dissera, e deixou sua mão cair ao lado do corpo. - Mesmo? Oh, eu não sabia disso. - Usou o sarcasmo com a parte do cérebro que ainda não estava completamente entorpecida. Percebeu a farda de policial tarde demais, quando o seu cérebro parecia dar uma clareada, mas lentamente. Ainda estava sob efeito da lsd, e não passaria tão rapidamente. Não gostava que lhe dissessem o que fazer, afinal a Brownsett sempre tinha tudo que queria, fosse por causa de seu dinheiro, fosse devido à sua beleza. Mas algo naquele rosto lhe deixava curiosa.
Talvez fosse hora de atuar, se não quisesse ser presa. Apagou o cigarro na calçada, jogando fora o que não havia tragado e apoiou-se na parede para ficar em pé sob seus saltos. - Eu não sei o que fizeram comigo. - Dissera em um tom baixo e frágil, incorporando um personagem. Ela definitivamente não era frágil, e ninguém havia feito nada com ela. Mas pensava ser o suficiente para enganar o rapaz de olhos azuis. Cruzou os braços sobre o corpo, e tremeu levemente como se estivesse com medo, ou frio. Saber atuar, era estritamente útil, fosse nos palcos, ou na vida real. Poderia ganhar um prêmio por como estava fingindo não saber cuidar de si mesma na frente daquele policial.
Definitivamente, a garota a sua frente estava sob o efeito de alguma droga ilícita, e por mais que seu estado fosse deplorável o suficiente para parecer com uma vândala qualquer, as roupas e alguns utensílios que Michael sabia pertencer às pessoas da mais alta classe social, denunciaram sua verdadeira condição. Por isso mesmo, talvez, ele tendeu a acreditar que ela estava naquelas ruas àquela hora por alguma razão não intencional ou, no caso da intenção, algum motivo maior havia levado-a a estar perambulando pelas ruas depois do horário estipulado. Michael prestou atenção em suas feições, deixando-se levar pelo antigo hábito de estudo interpessoal. O olhar no rosto a sua frente era quase maníaco, para dizer a verdade, um sorriso malicioso cruzava os lábios dela, entretanto nem havia movido os olhos para vê-lo, muito provável que nem havia notado sua presença. Mike olhou bem para a garota. Nunca havia visto ela antes, afinal, teria se lembrado de um rosto como aquele. Ela era de uma beleza estonteante, de fato. Os olhos marcados por maquiagem preta tinha sua cor bem visível, mesmo a noite, podia distinguir o azul elétrico. Sua análise teve de ser interrompida, quando ouviu a voz dela, quando esta finalmente parecera sair de seu estado de torpor. - Não sabe, huh? E sobre as 17 Sagradas? Isso te soa familiar? - sua voz saiu um tanto mais rouca e grossa do que pretendia, mas sabia ser apenas a força do hábito agindo.
Ela não parecia-se com uma arruaceira qualquer, provavelmente tinha posses e tudo sugeria que ela era da classe alta. Seu estado o levava a concluir que algo havia acontecido, talvez além das drogas que havia consumido, aparentemente, sem saber. Muitas coisas acontecem em festas naqueles horários, e Michael estava quase perguntando se alguém havia a tocado de uma maneira imprópria. Mas não o fez. Esperou que ela falasse algo digno de atenção. Contudo, suas suspeitas logo foram confirmadas quando ela alegara que não sabia o que haviam feito e Michael imediatamente sentiu pena, mas ainda teria de fazer seu trabalho, por mais que a garota fosse digna de sua compreensão, não estava completamente em suas mãos decidir. Contudo, o ar de extrema fragilidade dela começavam a refletir nas ações dele, por mais que lutasse contra a vontade de levá-la para casa, seja lá onde fosse. Seu pré-julgamento apontava de todas as formas que estivesse realmente correto. Ele pouco se enganava em relação ao caráter das pessoas no geral, graças ao seu interesse e, digamos, talento, em estudar inconscientemente as atitudes das pessoas. Aquele desejo antigo de se tornar um Psicólogo fora para os ares havia muito, e embora seus objetivos atuais estivessem bem marcados em sua cabeça, aquilo que fazia, o tal pré-julgamento que muito pouco, e não sabia dizer se já havia tido algum dia um caso contrário, se enganava era bem útil em sua profissão, mas casos como aquele, em que se via tentado em ajudar alguém desconhecido, por mais que tivesse razões para supor que a garota era uma vítima da própria ingenuidade, não eram uma eventualidade diária. - Vamos, levante-se. - ele ordenou da forma mais suave que se permitia, estendendo-as mãos para ajudá-la, se necessário, o que era bem provável na verdade. A garota se encolhera por algum motivo, frio talvez, e imediatamente, Michael retirou seu casado e da forma mais gentil depositou-o por sobre os ombros da morena. Ele encontrava-se em um impasse, e tinha plena consciência disso.
Drone Production Stills (x)
I don't wanna bother you, but I need you to answer some questions || Michael&Ruby
Não tinha o prazer de dizer que todos os dias coisas como aquela aconteciam, embora seu turno fosse o mais suscetível a crimes de qualquer espécie do que qualquer outro, as pessoas, ou melhor, os rebeldes no geral tendiam a ser bem discretos no que faziam. Michael, particularmente, só prendera alguns em ato e isso não se devia a incompetência de maneira alguma, afinal muitos policiais mais velhos do que ele e com o dobro ou até mais de sua experiência reclamavam do mesmo aspecto. Ele correu para dentro da biblioteca, sacando sua arma e avisando os colegas mais próximos sobre o ocorrido. Instruiu-os sobre quais ruas eram as mais prováveis para uma fuga, uma vez que o atual responsável pela biblioteca o havia informado que os dois ladrõezinhos haviam saído pelos fundos, e imediatamente, os guardas se separavam para se direcionar até os locais estipulados.
Michael há muito já não podia alcançar os rebeldes, mas seus colegas já estavam no caminho de topar com eles pela rua em que os fundos da biblioteca dava, mas pode encontrar algumas pessoas caídas no chão, portanto verificou o estado de duas delas, mas logo soube que ninguém fora ferido durante o ataque, no entanto, alguns livros da seção de história foram roubados - dando certo prejuízo, contudo, nenhum dinheiro fora pego. Fora informado, por um fone que era um apetrecho de trabalho, que os policiais não conseguiram alcançar nenhum rebelde, tampouco as pessoas na rua souberam dizer com exatidão que caminho qualquer grupo suspeito havia seguido e era até possível concluir que ninguém havia visto qualquer coisa. A suspeita geral entre os homens da lei, era que eles houvessem entrado em alguma casa ou se escondido, pois não havia possibilidade de terem fugidos com uma quantidade significativa em mãos sem que ninguém houvesse visto. Por isso, eles continuariam procurando naquela rua e invadiriam qualquer casa que se recusasse a abrir a porta. Michael se sentiu impotente de imediato. Ele queria poder sentir que estava contribuindo para o governo de Gallica I, e esta era uma de suas preocupações mais constantes. Embora um pouco abalado com a notícia da possível falha, não deixou transparecer nada em suas feições ou em sua voz e portanto garantiu aos colegas que faria o possível para arrecadar informações das pessoas presentes no local no momento do pequeno ataque.
Resolveu, primeiramente, falar com a recepcionista, que alegou não ter prestado atenção nos traços das pessoas e quando viu uma movimentação estranha em um dos corredores, logo chamou pela polícia mais próxima e então lá estava ele. Seu próximo interrogatório, foi mais satisfatório, mas não o suficiente para ajudar Michael a identificar qualquer pessoa. Sabia que era um homem e uma mulher, mas não podia dizer que roupas estavam vestindo ou a cor do cabelo, ou qualquer coisa que realmente ajudasse. Em outras palavras, podia ser qualquer um. Interrogou mais duas pessoas que estavam na biblioteca, mas essas apenas perceberam o que estavam acontecendo ao ver Michael correndo com uma arma em umas das mãos. Por fim, ele estava quase desistindo de continuar sua busca, visto que ninguém parecia saber de nada. Parou, de repente, em uma mesa no canto de um dos corredores, consideravelmente afastado do centro da biblioteca, tendo sua atenção chamada para um livro ali em cima, com o título referente à Psicologia. Imediatamente, seus pensamentos voaram para um passado onde seu maior interesse era a mente humana e como esta funcionava, lembrava-se de como gostava de estudar as pessoas e como passava horas em uma praça encarando cada um individualmente. A vontade de se formar em psicologia ainda mantinha-se presente bem no fundo, mas já era um sonho ao vento. Teve sua vida entregue aquela vingança, e tudo que fazia era em nome desta. Seu pai. Precisava honrar o nome do homem que vira morrer nas mãos dos rebeldes. Quando acordou para a realidade, e retirou os olhos do livro, pode ver uma garota sentada ali e não havia a interrogado até então. Ela poderia, ou pelo menos ele esperava, que ela houvesse visto alguma coisa, então logo puxou a cadeira em frente a ela e começou a falar da forma firme que a profissão exigia. – Com licença, desculpe pela intromissão, mas eu preciso que você me responda algumas perguntas.
We're all part of the system || Lucael
A morena definitivamente não estava nem um pouco feliz para ir aquela festa. Só esperava com grandes expectativas que na parte mais sombria da comemoração houvesse aqueles que vendiam drogas e bebidas. Em casa, não havia mais ninguém, todos os imprestáveis tinham ganhado licença para se preparem para a festa. Lux estava somente com seu gato negro, Loki, que miava e se esfregava nos pés dela. Empurrou o gato delicadamente enquanto abria a caixa do vestido importado que encomendara para o pai. O homem não lhe servia de mais nada, somente para lhe comprar tudo que desejava. Mas no fundo, Lux sabia que o amava, e o queria mais presente. Só que isso era os desejos da garota de dez anos enterrada dentro de si depois de ter descoberto o mundo real. Agora era uma mulher, e não podia se dar ao luxo de sentimentos infantis. Tinha passado grande parte do dia sentada em uma cadeira enquanto faziam suas unhas dos pés e das mãos e passavam maquiagem em seu belo rosto.
Colocou suas mãos sobre a caixa de papelão a puxou, revelando a parte de cima da peça única e de marca. Passou a língua pelos lábios, encostando seus dedos no tecido fino de renda transparente preto. Colocou a peça sob a cama enquanto desamarrava o robe e o tirava deixando cair no chão de qualquer jeito. Pegou o vestido e andou até o espelho olhando seu próprio corpo, antes de colocar o vestido sem desmanchar o penteado. Fechou o zíper na lateral e ajeitou as alças enroladas. O vestido era preto transparente, mostrando bastante de sua pele e escuro apenas no busto, formando uma espécie de lingerie, porém com uma saia um pouco brilhante e preta. Usava um mini shorts de cintura alta para combinar com o tecido e não deixar tão vulgar. Ajeitou o pequeno pedaço de pano em seu corpo que marcava bastante suas curvas. Um sorriso malicioso surgiu no rosto da Brownsett enquanto se olhava. Com os pés descalços e em passos rápidos caminhou até a cama novamente, abrindo a outra caixa que era um Louboutin preto, com o solado vermelho. Os tirou da caixa, e então vestiu.
Aparentemente estava pronta, mas faltava alguma coisa. Olhou-se mais uma vez no espelho de seu imenso quarto, e pegou seu batom vermelho, retocando os lábios. Lembrou-se então da bolsa, é claro. Buscou no guarda-roupa uma carteira da Prada preta com brilhantes para combinar com o vestido e guardou ali o celular e o convite enfeitado. Um suspirou escapou dos lábios da jovem que se deixou cair na cama ao lembrar-se do quão entediante seria o começo daquela festa. Seu gato pulou na cama e foi em cima dela. O empurrou para o lado, afinal o vestido era novo e não queria ele cheio de pelos. Ficou de pé então, puxando alguns fios do cabelo sob o ombro, e caminhou para fora do ambiente, indo em direção à porta. A pior parte era que seria escoltada até lá. O bom era que seus guardas sempre se dispersavam em eventos como aquele para não chamar a atenção, então ela podia fazer o que queria.
Desceu as escadas ouvindo os saltos ecoarem no casarão vazio e parou no último degrau ao ver os guarda costas a esperando. Revirou os olhos brevemente e suspirou, passando os olhos por cada um deles. Eram praticamente os mesmos que sempre a escoltavam, não valia à pena flertar com estes, até porque alguns não possuíam nem ao menos um por cento de beleza. Tinha expectativas para o que aconteceria depois do discurso, o começo da festa seria inteiramente entediante… Nem tanto. Ela sorriu como se tivesse acabado de estar sob um holofote da fama. Um policial, novo em sua escolta, chamou-lhe a atenção. Ela havia o conhecido em outra noite, quando estivera drogada o suficiente para não lembrar-se de nada, mas se recordava muito bem daquele fiscal. Mordeu o lábio inferior, e então deu alguns passos curtos ficando de frente para ele. Ajeitou o distintivo da farda do policial, que estava um pouco torto. - Se vai me escoltar, tem que estar impecável. - Piscou para ele enquanto falava. - Acabou de iluminar minha noite. - Confessou, porém deixou a ambiguidade explícita em suas palavras, esperando como ele iria interpretar a frase de Lux Brownsett. Então caminhou até a porta, saindo em direção a limusine que a esperava ali. - Eu espero que você venha comigo, parece ser o mais capaz para me escoltar até a festa. - Se referiu ao policial cujo nome não recordava direito, apenas lembrava-se de seu rosto, e o sorriso lascivo continua em seus lábios vermelhos devido ao batom.
Parecera se passar uma eternidade até que a garota por fim descera as escadas, todos os guarda costas mal se mexiam ao ouvir o salto bater contra a material da escadaria, inclusive o próprio Michael, como se suas presenças não devessem ser notadas ou, e essa opção era a mais suscetível, não seriam de qualquer forma. Ele conhecia o tipo de gente daquela classe social muito bem, afinal um dia fora um deles. Tivera o desprazer de conhecer as inúmeras personalidades que pessoas assim poderiam ter, mas o mais comum era o ignorante e rude. Teve a sorte de ter uma família rica e bem estruturada, sem nunca ter de fato presenciado um ato vindo de um de seus progenitores ou do seu irmão que pudesse ser considerado grosseiro sem motivo algum, portanto poderia dizer que tivera um bom exemplo para sua índole. Ele definitivamente estava focado em exercer seu trabalho, então como sempre, seu gênio tranquilo logo o afastou de qualquer pensamento ou sentimento negativo em relação aquilo, o melhor a se fazer, certamente era não pensar em nada além de estar sempre atento ao perigo enquanto estivesse ali e portanto, não esperava que mais nada pudesse atrapalhar sua grande vontade em, primeiramente, permanecer com a mente desligada para qualquer coisa não relacionada com um possível perigo.
Sua infelicidade iminente, se deveu ao fato de ter se destacado entre os demais seguranças, mas ele ao menos moveu os olhos do ponto fixo que encontrara na parede quando sentiu a presença feminina bem a sua frente, mas não podia se dar ao luxo de olhar para baixo e encarar com todo o espanto que tinha no momento, a moça, contudo, foi obrigado a isso quando sentiu seu distintivo sendo mexido e ouviu então a voz da garota em um comentário no mínimo esquisito, mas logo entendeu o porque de estar sendo o centro das atenções e aliviou-se de certa forma ao saber que não era algum problema com ele, e sim, que conhecia a tal garota de outra noite em que estivera cumprindo seu cargo horário, fiscalizando o toque de recolher e buscando por baderneiros. Ela fora uma dessas arruaceiras, no entanto a menina se encontrava em um estado tão avançado de calamidade que seria cruel, sem contar que completamente longe de seu própria personalidade interrogar ou dar qualquer tipo de punição uma vez que ela estivera sob efeito de drogas sem de fato saber que havia sido drogada. Ela não deveria estar em uma festa, no entanto, mas a pena por ela não permitira que ele a levasse a interrogatório sem ao menos estar em condições de falar. Em suma, lembrava-se dela muito bem mas esperava, para seu próprio bem que a atitude dela não levantasse suspeitas para os colegas, mas estes, contudo, pareceram não notar a interação. Mas a probabilidade mais aceita era que, se houvesse notada, já tinham ciência da personalidade da garota - uma vez que trabalhavam para ela a muito mais tempo -, e sabiam que qualquer pessoa do sexo oposto que fosse considerado bonito aos olhos dela estava sujeito ao flerte e a direção de sua especial atenção. Ele não falou nada, e o mesmo ocorreu durante toda a viagem de carro até a praça que sediaria a festa e decidiu que não deixaria-se levar pela ideia de que aquela garota não parecia inocente como achara, primeiramente. Era sua obrigação, no entanto, acompanhá-la mais de perto do que os outros, se ela fosse ao banheiro, teria de ficar na porta, se a mesma conversasse com alguém, teria de estar perto o suficiente para ouvir a conversa e ter certeza de que ninguém estava a ameaçando de alguma forma. Abriu a porta do carro para ela ao chegarem, e encarou-a profundamente nos olhos, esperando que isso fosse suficientemente significativo. - Chegamos, senhorita. - Sua boca dizia aquilo, mas seu olhar significava que lembrava-se muito bem dela, e sua primeira impressão já havia sido substituída pela segunda e que acreditar na inocência dela na noite em que se conheceram fora um erro que não poderia deixar que se sucedesse nunca mais.
Why'd you bring a shotgun to the party? @Lucael {flashback}
Domingo à noite, a mansão comprada por seu pai onde vivia ficava extremamente tediosa, ainda mais porque a jovem vivia praticamente sozinha, com sua escolta fora de casa e alguns empregados que eram desprezados por esta. Aquilo deixava Lux com os nervos à flor da pele, e ela precisava de algo para se distrair. Uma festa mais precisamente, algo novo para sair da mesmice daquela semana, e felizmente o que não faltavam para a estrela de Gallica I eram convites de adolescentes, ou até mesmo boates que queriam ter uma celebridade em sua festa, Lux só teria que selecionar algum lugar para ir e enfim poderia se divertir, e rapidamente decidiu que iria numa festa de algum adolescente qualquer, seria mais divertido ver e brincar com aqueles pobres idiotas, e então encher a cara ou se drogar até que no dia seguinte não se lembrasse da metade do que havia feito.
Lux andou até seu guarda-roupa e o abriu, observando que logo logo precisaria de compras. Enquanto ela ia escolhendo as roupas, ia pensando em como poderia aparecer mais uma vez no show business daquele lugar, ficando mais famosa, alcançando sua desejada glória. - Simples demais, chique demais, já usei, já usei, já usei. - Dizia enquanto ia separando os vestidos dos cabides e os jogando em cima da cama. - Será que eu não tenho mais nenhuma roupa descendente? Pelo amor de Deus, eu preciso fazer compras. - Suspirou falando sozinha enquanto procurava algo dentro do guarda-roupa, até que achou algo perfeito para a noite. Era um vestido verde escuro que se confundia facilmente com o preto, o vestido tinha um decote extremamente profundo que ia até pouco acima do umbigo da morena, e um tecido transparente nas costas até o final de sua espinha. Na saia, tinha alguns fios dourados que formavam desenhos abstratos e davam certa luz à quem olhasse. Olhou para o vestido como quem olha para um filho e tirou a roupa que estava começando a se trocar.
Após fechar o zíper, deu uma voltinha em frente seu espelho enorme e sorriu. O corte do vestido valorizava seu corpo e o verde escuro destacava seus olhos. Terminou de arrumar uma maquiagem escura que sempre usava, e deixou os cabelos ondulados caírem sobre os ombros e foi escolher um sapato. Abriu o guarda-roupa novamente e começou a procurar algo que combinasse e o que achou foi um salto de quinze centímetros preto de camurça do Luis Vuitton. Por fim pegou sua bolsa e saiu do quarto indo para fora da imensa mansão. Parecia que todos ali estavam dormindo. Imprestáveis. Ela pensou revirando os olhos, os únicos acordados eram alguns guardas. Ainda não havia passado do toque de recolher, mas estava quase lá. Não se importava.
Lux conhecia algumas ruas da cidade e o local da festa não era tão longe da sua casa isso foi a pé sem se preocupar em chamar um táxi. Seus saltos ecoavam na rua escura, algumas sombras se mexiam na escuridão, mas Lux não sentia medo algum, na verdade, ela tinha quase a certeza de estar sendo seguida por algum de seus policiais da escolta, por mais que fossem estritamente silenciosos.
Assim que chegou na festa, todos começaram a cumprimentá-la como de praxe e Lux apenas se retirou para a mesa das bebidas, pegando um copo de sabe-se-lá-o-que e começou a beber. Às pessoas pareciam colar nela e algumas vezes a estrela lhes dizia algo ignorante ou então nem um pouco gentil, o que as faziam sair de cima de Lux, mas também haviam outras pessoas que Lux não queria afastada, como os garotos bonitos que jogavam charme para cima dela e assim, começou a aproveitar a festa.
***
A morena já estava completamente bêbada quando se enjoou daquele lugar, e saiu descalça cambaleando pelas ruas de Gallic I. Havia ficado com alguns garotos durante à festa, mas nada mais do que alguns beijos, nenhum deles era digno de Lux. Ela ria sozinha enquanto andava sobre o meio fio da calçada, sem fazer ideia de ontem estava indo.
Por um momento a cabeça da morena deu um giro, e ela caiu em cima da calçada ralando seu joelho, e uma pontada no cérebro lhe fez soltar um gemido baixo de dor. Engatinhou até a parede e se escorou ali olhando o nada. Estava extremamente vulnerável no momento, uma vítima perfeita pra qualquer um que passasse por ali, só não se preocupava por causa das drogas e bebidas que entorpeciam seu cérebro. Enquanto acendia um cigarro em uma mão via um vulto duplo e borrado se aproximando dela, porém não se importou, e voltou a tragar seu cigarro que era mais importante do que vultos que rondavam à noite. Checou seu celular, e viu que já se passaram muito tempo depois do toque de recolher. Deu mais uma tragada no cigarro. Nada demais iria acontecer.
Quando o rapaz acordou no domingo de manhã, seus dedos deslizaram para o criado mudo ao lado de sua cama, a fim de desligar o despertador que interrompera seu sono sem sonhos. Ele tateou a superfície de madeira à procura do objeto, com os olhos sonolentos ainda fechados. O despertador caiu no chão, mas o problema fora resolvido. Michael virou-se para o lado, mas o ronco do seu companheiro de quarto, antes ignorado por ele se tornava cada vez mais audível e profundo à medida que o rapaz tentava dormir por mais 5 minutos. Desistindo, por fim, o louro levantara-se da cama fazendo sua higiene matinal, preparando-se para dar inicio a suas tarefas na sede. Por pura disciplina, ele acorda todos os dias algumas horas mais cedo que metade dos colegas, devido aos anos em que passara em um rígido treinamento, que levara extremamente a sério graças ao forte desejo de ser escolhido pelos superiores para poder se tornar oficialmente um espião dos rebeldes. Para ele, se infiltrar seria fácil, devido ao seu gênio sempre muito calmo independente da situação. Ele considerava-se apto para o trabalho, muito mais do que qualquer um de seus colegas e se continuasse mostrando sua disciplina plena e dedicação máxima, acreditava que poderia ser escolhido. Não poderia deixar de fantasiar, tampouco, como sua vida seria caso chegasse a obter tal sucesso e, se suas habilidades pouco limitadas permitissem, glorificasse o nome de seu pai ajudando a acabar com os grupos rebeldes de uma vez por todas, dando espaço para uma Gallica I mais pacífica e sem mais mortes que gerassem tamanha dor em famílias inteiras, assim como ele próprio havia sofrido com a morte do pai. O que ainda sofria na verdade. Para ser justo, todo o seu futuro fora comprometido em nome disso, esse único ponto de seu passado que o marcara tão profundamente a ponto de fazê-lo buscar por tamanha vingança. Se sucedesse, portanto valeria a pena todos os seus esforços.
Durante toda a manha e a tarde, trabalhara dentro do local, submetendo-se a tarefas gerais que lhe eram envolvidas e treinando com os demais. Ele estava no caminho certo, esperava ardentemente ser selecionado dentre os outros e isso indubitavelmente era seu maior foco. Não estava livre de todas as suas atividades como policial, no entanto, por isso ainda trabalhava como guarda do toque de recolher, supervisionava tudo durante a noite.
Seu turno começava em cerca de um hora, portanto era natural que já estivesse praticamente pronto para sair, exceto pelo armamento necessário para o trabalho que ainda não havia ajustado a suas roupas. Ser guarda do toque de recolher era quase o máximo de um trabalho calmo que um policial como ele nunca desejaria para si. Ação estava diretamente relacionado com o trabalho que escolhera para sua vida, no entanto, eram pouquíssimos aqueles que se atreviam a passar do horário estipulado para o toque de recolher, então eram raríssimas as noites em que conseguia pegar mais de duas pessoas por noite fora no horário ainda na rua, fazendo o que quer que fosse. Sua obrigação era usar de suas artimanhas de direito como bem o apetece, desde que fossem em prol da lei. Isso significava necessariamente dizer que poderia fazer o que quisesse com um infrator, mesmo que poucas vezes utilizasse tal coisa de forma exagerada, como sabia que muitos policiais de fato faziam. Não via necessidade em todos os casos, mas com certeza se precisasse usar da violência - e esse caso já ocorreu - sem dúvida o faria. Não esperava que tal coisa acontecesse em um dia como aquele, domingo. As festas em que estava ciente geralmente aconteciam nas sextas feiras, e era exatamente o dia em que seu trabalho era dobrado pois tinha de ficar mais alarmado do que nunca, apesar de dificilmente encontrar muitas pessoas na rua. Quando olhou para seu relógio, pegou suas armas e guardou-as no suporte, para finalmente sair para cumprir seu dever.
Não seria uma noite comum, no entanto. Sua caminhada silenciosa pelas ruas da cidade que era seu ponto de vigia, inclinou-se de repente para a ação, quando avistou em um ponto não muito distante a silhueta do que sem dúvida era uma cambaleante garota e a medida que se aproximava, mais tinha certeza que que ela parecia não se importar de sua presença, ou tampouco estar ciente. – Ei, você não pode estar aqui depois do toque. – A menina parecia-se muito com alguém que estivera dopado e, se esse fosse o caso já poderia começar a chamá-la de infratora.
We're all part of the system || Lucael
A medida que tornava-se cada vez mais pronto para sair de casa e ir ao evento que celebraria os 30 anos de poder dos Chanceleres, pensava em que o seu pai estaria fazendo no momento, ou o que estaria dizendo a ele caso pudesse. Estaria orgulhoso pelo rumo que decidira tomar de sua vida? Esperava, e tinha quase certeza que a resposta seria sim. Embora nunca houvesse sido encorajado pelo homem a fazer tal coisa, tampouco a seguir a profissão empresarial da família, acreditava que seu desejo vingativo fosse suficiente para poder escolher seu destino. Mesmo que houvesse a possibilidade de tal vingança nunca ser realmente cumprida por ele, uma vez que não havia certeza de que poderia de fato acabar com pelo menos um grupo rebelde. Contava, no entanto, com a escolha dos seus superiores. Ele era definitivamente a pessoa mais calma em qualquer situação que conhecia, e acreditava ter o potencial necessário para ser o escolhido a ser um espião, e com um pouco de habilidade sucederia em glória e teria sua tão estimada vingança. Seu destino estava jogado nas mãos do seu desejo, e tinha certeza que no fim, valeria a pena. Pelo menos, esperava com certa estima que fosse assim.
Além de sua obrigação em comparecer ao evento em nome do trabalho e sendo um cidadão, sua tarefa do dia era servir de guarda costas para a filha de um dos Chanceleres. Ele declinaria se pudesse, sem dúvida alguma servir de babá estava bem longe de estar na sua lista de desejos ou iria, de alguma forma ajudá-lo em sua vingança. Mas a escolha era irrelevante para alguém como ele, o rapaz apenas fazia o que tinha que fazer e não poderia se dar ao luxo de questionar ou recusar o trabalho designado a ele, sendo o que quer que fosse. Portanto não o fez, e agora era obrigado a comparecer a mansão do homem para escoltar a garota, juntamente de outros seguranças contratados para o serviço. Não havia escolha, mas não poderia ser assim tão ruim. Podia? Na verdade, temia que sim. Ao invés de aproveitar o evento como o restante das pessoas poderia, os policiais no geral, e é claro, ele mesmo, estariam ocupados o tempo inteiro vigiando alguma coisa, olhando para todos os lados em busca de qualquer movimentação fora do normal ou levemente alarmante. Era seu trabalho, afinal. E na ocasião, não deixar que qualquer coisa encoste naquela menina seria sua missão.
Saiu da sede em que se encontrava e permitiu-se ir até o local designado para sua tarefa, incomodava-se apenas com o ridículo terno que era obrigado a estar e com os fones para comunicação entre seus companheiros de trabalho. Fora isso, tinha sua arma de fogo e munição bem guardados dentro do paletó, e quase desejava ter de usá-los.
Parou na grande mansão e logo entrou como lhe fora ordenado, esperando pela sua escoltada junto de outros guarda costas, conforme a noite caía. Só esperava poder ao menos levar algum crédito especial por ter de aguentar uma noite inteira de babá, sem que de fato precisasse usar sua arma em si mesmo.
Virj?
Drone Production Stills (x)
seu pai é um agricultor? não? porque você é um xuxuzinho!
Meu pai?
Estou fazendo uma campanha de doação de órgãos! Não quer doar seu coração pra mim?
Não, ele faz seu trabalho de bombear sangue muito bem dentro de mim.
fmk: ruby, olga, autumn
f: Ruby, Olga, Autumn.
m: Não conheço nenhuma delas suficientemente bem para poder responder.
k: Nenhuma se mostrou merecedora, na verdade.
Como você se classifica como um bom beijador em uma escala de 1 a 10?
Nunca beijei a mim mesmo para poder responder isso com exatidão, mas levando em conta o que ouvi a meu respeito de garotas que me envolvi, 10 como já poderia ser previsto
SEU GUARDA EU N SOU VAGABUNDO N SOU DELINQUENTE
Isso você deverá provar para as autoridades.
Vem me prender na sua cama, boy majia, te dou tudo que vc quiser
Isso soa desesperado.