⠀ * 𝚕𝚒𝚏𝚎 𝚖𝚊𝚔𝚎𝚜 𝙚𝙘𝙝𝙤𝙚𝙨 , 𝚒𝚏 𝚢𝚘𝚞 𝚜𝚎𝚎𝚗 𝙩𝙝𝙚𝙢 .
Já era esperado que ALMA SANTIAGO-CORONA viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ela é uma PRINCESA vinda do VALMARÍA. Não que seja elegante perguntar, mas sei que ela já conta com seus TRINTA E DOIS ANOS, e não esconde a fama de IMPULSIVA, mas é sabido que seu lado AUTÊNTICO compensa.
ㅤㅤ ㅤㅤ ━━━ Nascida muito antes da coroação da mãe, Alma passou a juventude sem palácios, sendo criada entre estufas de tabaco, alambiques de rum artesanal e o som constante das ondas batendo contra os cais de pedra de ensolarada Valmaría. Filha da empresária e ex-revolucionária Isabela Santiago, aprendeu cedo a fazer valer sua voz num mundo que jamais lhe ofereceu espaço de bom grado. Quando sua mãe se casou com Maurice III de Ardennes, um rei europeu em busca de aliança e prestígio, já era uma mulher feita e não reagiu bem à tentativa tardia de torná-la uma princesa oprimida.
Enviada a Althara aos trinta e dois anos — muito além da idade considerada "ideal" para casamentos estratégicos — compreende que seu envio é menos sobre alianças matrimoniais e mais sobre política: ela é a moeda viva de sua terra natal, uma forma de seu padrasto finalmente inseri-la no jogo aristocrático. Só que Alma se recusa a ser um mero peão manipulável.
Apesar da aparência que mescla o esplendor tropical com toques de sofisticação europeia, não é o que se considera uma princesa tradicional. Carrega os velhos hábitos como tatuagens na pele, fala com o sotaque ritmado do sul, sorri de forma desarmante quando outros se armam de protocolos, e ainda prefere andar descalça pelos jardins do que usar sapatos de cristal. É vista com desconfiança pelas cortes mais rígidas, que não sabem o que fazer com uma mulher que sabe tanto sobre política quanto sobre fermentação de cana-de-açúcar.
Porém, o que poucos percebem é que sua rebeldia é método, não apenas temperamento. Ela aprendeu a usar o estranhamento a seu favor, a ser subestimada para depois surpreender. Seu jeito irreverente serve de escudo e de isca, enquanto observa, entende e planeja. Alma não procura um casamento que lhe tire a liberdade, mas sim uma parceria que respeite sua origem, suas escolhas e a história da ilha que carrega no sangue.Entre bailes com sabor de obrigação e encontros políticos camuflados por flertes, tentará encontrar uma forma de existir entre dois mundos: o dos nobres que a veem como exótica demais, e o do povo valmariano que teme perdê-la para um trono estrangeiro. Ainda não encontrou todas as respostas para seus dilemas, mas sabe que não será domada. Nunca foi.
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Caloroso, exuberante e recém-chegado ao tabuleiro político da aristocracia continental, o reino de Valmaría (Cuba) é um arquipélago tropical marcado por sua história de resistência, ritmo pulsante e reinvenção. Localizado ao sul de grandes reinos imperiais, passou séculos como colônia de uma dinastia mercantil estrangeira, até conquistar sua independência há pouco mais de quarenta anos — graças a uma revolução liderada por comerciantes, músicos e navegadores.
Com solos férteis, clima abundante e uma população miscigenada e orgulhosa, Valmaría transformou-se rapidamente em um destino cobiçado por sua cultura vibrante, seus portos movimentados e sua promissora influência econômica. Ainda que jovem, o reino atrai a atenção de reinos mais tradicionais, especialmente após o recente casamento de sua carismática matriarca com um rei europeu de sangue antigo.
Politicamente, vive um momento de ascensão, mas carrega o fardo de querer se provar à altura das nações velhas e aristocráticas. É nesse contexto que a jovem princesa Alma é enviada a Althara: não apenas como um peão diplomático, mas como o símbolo de uma nova Valmaría — rica, refinada e disposta a ocupar o seu lugar entre os nobres do mundo antigo.
A família real Santiago-Corona, não tem ligação de sangue com as dinastias tradicionais, mas tenta construir alianças por meio de matrimônios e tratados comerciais.
' 𝙿 𝙾 𝚆 𝙴 𝚁 : A camuflagem adaptativa é um processo físico e sensorial avançado que permite ao seu corpo mimetizar o ambiente ao redor com precisão. Sua pele, cabelos e até roupas que tocam diretamente sua pele entram em sincronia com as cores, padrões e iluminação do local, tornando-a visualmente imperceptível a olho nu. O efeito é dinâmico: adapta-se em tempo real a mudanças de cenário, como luzes que se acendem, sombras que se movem ou objetos que se aproximam. Quanto mais estática e concentrada ela estiver, mais perfeita é a ilusão. Quando em movimento, a camuflagem ainda funciona, mas com um leve atraso no ajuste, o que pode denunciar sua presença a olhos muito atentos.














