Mas o que o que? Não sabe responder?
Mas... Quê?
O senhor está em plena sanidade mental?
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@miss-van-helsing
Mas o que o que? Não sabe responder?
Mas... Quê?
O senhor está em plena sanidade mental?
Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?
Mas o quê?
É mesmo? Está sozinha? É raro ver um caso desses por aqui. Bem, já que não se importa, vamos beber! -encheu a taça com vinho- Só não tome de uma vez, não queremos que leve uma bronca de seu pai.
Sozinha não estou, minhas empregadas me seguem para todos os lugares. No entanto, elas já se perderam de mim, não há nada que possam fazer para me encontrar. E obrigada pelo vinho!
Vi que passou boa parte da noite ao lado de um tal Conde, ele é um indivíduo bem curioso, não concorda?
Realmente são incríveis, quem fez elas têm mãos de fadas, mas ainda prefiro tomar vinho, o sabor fica mais encorpado.
Vinho? Bem, não em agrada tanto, talvez porque todas as vezes que bebi estava na Igreja e era só um golinho. Mas, bem, não vejo problemas em fazê-lo agora, afinal, meu pai sequer deve imaginar que estou por aqui, num baile. Ele sempre está muito atento aos estudos e trabalho, me deixa com umas empregadas muito desatentas, fáceis de despistar.
Não consigo parar de comer essas tortinhas de limão. Simplesmente magníficas! Penso que o champanhe só acentua ainda mais o sabor. É como se fossem abençoadas.
Early morning || @Lettice & Dracula
Drácula não se impressionou com aquele belo par de olhos cerúleos sobre sua figura; já extremamente acostumado a lidar com situações assim, uma vez que seus traços e modos foram feitos para atrair – de forma positiva ou não. Manteve a compostura de um ser requintado e extremamente cordial que era, apesar de sentir-se um tanto irritado com os raios solares contra aquela sua pele de mármore, obrigando-o em abaixar o olhar ou encher os pulmões mais vezes do que geralmente acontecia. Ergueu suavemente uma das sobrancelhas, levemente surpreso pelos modos daquela senhorita, afinal, não é de seu costume cruzar com mulheres de gênios, aparentemente, fortes como aquela uma em questão. Riu-se tranquilamente, dando mais alguns passos em direção ao Tâmisa, mas procurando fazer com que ela o escutasse. — Em momento algum disse o contrário, creio eu. É normal alertarmos uns aos outros dos perigos que nos rondam, não acha?
Considerou um tanto cômico da parte alheia buscar confiança numa estrutura débil como ela lhe apresentou ser seu interior, porém manteve-se calado. Virou o olhar para a carruagem e os cantos daqueles seus lábios que mais eram um destaque entre toda a palidez de sua pele curvaram-se lentamente. — Prefiro usar de minhas palavras para impressioná-las; todos sabem de minha riqueza, então creio que seria um artifício um tanto inútil para isso. — E os olhos pareceram se distanciar da realidade por um breve segundo, lembrando-se do fato de que empenhava-se em reconquistar apenas uma entre todas as donzelas de Londres, voltando a atenção para a garota ruiva. Reconheceu o sotaque no exato instante que ela o deixou explícito, pensando que aquela uma realmente possuía o toque de arrogância alemão. — Drácula. Conde Drácula. Perdões por não me apresentar devidamente antes. Aliás, deveria supor que vens de terras germânicas? Um país formidável, certamente.
Quase como se tivesse um sexto sentido doado pela genética, Lettice sentiu um calafrio percorrer seu corpo logo que sua nova companhia explicou o motivo de seus avisos, quase como em tom de desculpa. Lettice era sim uma jovem de temperamento difícil, mas nem por isso poderia ser dada por tola. Ainda que suas palavras geralmente lhe colocassem em situações complicadas, a moça sabia em muito se defender. Desta forma, ela o acompanhou com o olhar até a estrutura de concreto que o separava do Rio Tâmisa e se sentiu cativar pela fala do desconhecido, que, diferentemente de tantos outros homens, optou por tratá-la com educação e igualdade mesmo após de suas palavras arrogantes, sendo que, em geral, Lettice sempre se tornasse motivo de chacota, talvez principalmente por ser mulher.
- Está correto sim. – Disse agora tomando coragem e indo para o lado de sua companhia, afinal Lettice estava muito mais curiosa do que preocupada. – Nasci na Alemanha, lugar o qual vivi até meus nove anos de idade, então me mudei para Londres com o meu pai, logo depois que minha mãe faleceu. Mas, com o tempo meio que perco meu sotaque... É interessante que o senhor tenha o notado. Eu particularmente não consigo identificar a origem do seu. – Falou agora mais educada, as mãos se unindo para segurar com afinco a maçã que tinha e seus olhos indo para a cor vermelha como sangue, talvez como se estivesse preocupada em ter sido tão inviavelmente presunçosa com sua companhia. Conde Drácula não parecia má pessoa, e ela não podia dizer não para novas amizades. Quem sabe ele não abrisse portas para que ela descobrisse mais sobre seu pai. – É um prazer, Conde. – Sibilou com uma pequena reverência elegante, pois, apesar da mente crítica, Lettice era educada quando achava necessário. – Não tenho o costume de ir a muitos eventos da alta sociedade por conta da minha idade, então não acho curioso que não sejamos conhecidos, meu pai odeia essas coisas... E sou Lettice Van Helsing.
Early morning || @Lettice & Dracula
Certamente não era do feitio de Drácula que o analisassem de tal forma, como aquela jovem senhorita fazia diante do Tâmisa, porém era um ato impossível de evitar; como um valioso quadro em um museu de Paris, era feito para chamar atenção, atrair olhares e desejos de todos que cruzassem seu caminho; talvez fosse parte do ritual que levou muitos a morte em seus braços. Seja a curiosidade quase infantil daquela jovem ou a luxúria das nobres senhoras que lhe ofereciam risinhos sugestivos, o homem já havia aprendido a lidar com olhares indiscretos, aberto como um livro diante das íris de um leitor ávido.
A fruta ainda em suas mãos obrigou-lhe em mirar o olhar sobre a figura da ruiva diante de si, não se lembrava de tais traços em suas caminhadas pela capital, porém ofereceu-lhe um novo sorriso, este um tanto calculado. O conde não se assustava com os olhares propriamente ditos, mas pelo que estes incitavam nos humanos. — Ora, se assim diz. De certo, é recomendado que seja cautelosa por estas ruelas, o número de malfeitores por Londres vem sendo assustador nos últimos anos. — Pronunciou-se em uma voz sussurrada, aproximando o tronco levemente diante da figura da garota, aguardando até que ela apanhasse seu fruto para apoiar as mãos atrás do corpo, numa reverência mínima. Não era novidade que sua persona despertasse o temor mais íntimo de muitos, mas Conde Drácula preferiu simplesmente não brincar com a mente inocente daquela garota, ou poderia aterrorizar-lhe rapidamente e suficientemente para o resto de sua breve existência. Estendeu uma das mãos para depositar um breve beijo em uma das alheias, extremamente cordial. — É um prazer conhecê-la, senhorita.
Lendo-o como um livro que lhe era de extremo interesse, Lettice sofreu ao recuperar sua maçã, quase não se dando conta de que agora ela estava novamente entre seus dedos. Ele sorriu para ela, mas ela se demorou a fazê-lo também. Pareceria loucura para qualquer pessoa, porém a moça sentia um pressentimento incomum diante do senhor de vestes refinadas, quase como se já o tivesse visto, talvez em um sonho distante. Foi somente no momento que ele beijou sua mão que Lettice se deu conta da demora que tinha em mostrar-se educada. Assim, fez uma reverência em agradecimento e sorriu. – Sem querer ofendê-lo, mas eu posso cuidar bem de mim mesma, sir. – Sibilou com uma firmeza fraca e que deixava clara a falta de segurança que ela inevitavelmente sentia, era como se um sentimento bom se mesclasse com algo muito ruim. De certo que Lettice não poderia imaginar que o homem a sua frente havia sido responsável pela precoce morte de sua mãe. Assim, depois de tirar a mão dos lábios do desconhecido, Lettice pigarreou e procurou retomar a própria compostura. Evitando qualquer indício de que estava nervosa. – Tem uma bela carruagem ao seu dispor, creio que muitas damas se impressionam com ela. – Disse com certa teimosia, fator que lhe era comum, principalmente quando colocada em uma situação como aquela, a qual se sentia particularmente ameaçada. – Qual seria o nome do senhor? – Perguntou com um tom de arrogância, deixando o sotaque alemão transparecer um pouco nas palavras singelas.
O vestido de Lettice condiz bastante com sua atual situação, vez que, no auge de seus 17 anos de idade, a jovem ainda vaga entre o mundo infantil e o de uma mulher adulta. Assim, veste neste baile um vestido elegante e que favorece suas curvas, mas que também, através dos tons pasteis e os bordados femininos e românticos, possuí um toque de sensibilidade e jovialidade. A máscara, simples e branca, vem para combinar com o visual clássico. Os fios ruivos de Lettice permanecerão esta noite em um penteado igual aos demais, um coque tradicional e que prende todo o seu cabelo. As joias são pequenas e discretas e as luvas brancas vão até os cotovelos.
Early morning || @Lettice & Dracula
Todos os compromissos daquele excêntrico Conde eram marcados para a breve aurora do dia; dizia não lhe agradar o movimento exagerado da capital inglesa pela manhã ou simplesmente não oferecia explicação alguma, apesar de sempre conseguir com que os negociantes terminassem em atendê-lo em seus encontros noturnos. Naquela madrugada, tivera um breve jantar com membros da burguesia do país, afinal, seu título sempre lhe trazia o desprazer de tais encontros. Mesmo com estes desgostos, conseguira algum avanço em seu projeto para com a Inglaterra, por mais que nenhuma manchete nos jornais ou palavras nas más línguas soubessem disto; apenas os dignos de total confiança de Drácula sabem do que se trata. A carruagem escura buscava caminho através dos feirantes, o mínimo ruído sendo prontamente identificado por ele, que simplesmente massageava as têmporas, buscando paciência.
O movimento fora interrompido, ao que o homem exigira que seu servo o deixasse ali mesmo, com batidas impacientes através da madeira que os separavam, diante da suave paisagem em transição do Tâmisa naquele estágio já avançado da manhã. É certo que os raios solares não eram nenhum pouco favoráveis ao ser imortal, porém ele caminhava como quem sequer notaria tal empecilho. Avistara a garota ao longe, os cabelos ruivos e longos; a pele pálida e a fruta tão bela, carmesim; o vampiro abrira um sorriso levemente malicioso, passos silenciosos até a direção daquela garota, porém propositalmente deixando claro que se aproximava. Acolheu o pomo entre seus pés com mãos gentis, os olhos azuis esbanjando educação diante dela ao que lhe estendia a maçã novamente. — Peço que me perdoe, senhorita. É certo de que não era minha intenção em assustá-la.
Logo que desviou seu olhar do Rio Tâmisa para a famosa balburdia das ruas londrinas, Lettice pôs os olhos ingênuos e verdes na figura sombria de um homem adulto, que, apesar de rígido em uma postura elegante e potencialmente amedrontadora, trazia no semblante um teor misterioso o suficiente para que Lettice se sentisse atraída pelo cavalheiro a sua frente. Ainda abobada pela presença deste, Lettice não pode evitar observar com atenção a aparência do desconhecido, a pele uniforme e branca, os cabelos negros e aqueles olhos profundos e tempestuosos. Ela não conseguia encontrar na cabeça vez que havia visto tamanha beleza e obscuridade em tanta harmonia, tal como se estivesse em frente a uma estátua de mármore esculpida por algum anjo caído. – Não, senhor. Perdoe a mim pela minha desatenção. Eu deveria ser mais cautelosa nas ruas de Londres. – Disse em defensiva, fazendo uma reverência educada, deixando de ser por um instante a menina audaciosa e instável que era, tal como se fosse um animal indefeso, diante de um predador que a desestabilizava e a deixava inevitavelmente curiosa. Depois disso andou até sua direção e hesitou antes de esticar o braço para apanhar sua maçã. Como se a qualquer instante pudesse ser atacada, porém se sentisse estranhamente incitada a fazê-lo. Ele era de certa forma amedrontador, porém, apesar disso, despertava na moça uma curiosidade que superaria com facilidade a que havia nascido detendo. De certo, ela olhou-o encantada. Perceptiva e sensata, via claramente que ele não era um homem comum.
Early morning || @Open
Sem grandes motivos aparentes, naquela entediante manhã de segunda-feira Lettice resolveu ir com as duas criadas de sua casa até a feira livre que era organizada na Rose Street, apesar de que o feriado St. Patrick não diminuísse o trabalho dos feirantes. No entanto, em meio àquela euforia, achou perfeito que se separasse de suas responsáveis até mesmo para desfrutar da vista, que dava para o Rio Tâmisa e a ponte que estava em construção. Lettice sempre fora muito curiosa, talvez um perigo dentro daquela capital da individualidade e perigo. Recebeu uma maçã de um feirante e foi até a beirada do rio, se apoiando na mureta de concreto e observando a maçã vermelha como sangue entre seus dedos compridos e pálidos.
Contudo, passos estranhos as às suas costas fizeram que a ruiva levasse um susto e sua maçã caísse no chão, rolando até os pés da pessoa que a havia assustado.
LETTICE VAN HELSING, 17 anos, bailarina e aspirante a médica. Está indisponível. (Sophie Turner)
The real: a glimpse of the past...
Lettice nasceu na Alemanha, filha do ilustre Dr. Van Helsing com a atual Sr. Hannah Van Helsing, uma professora de Filosofia de um colégio particular alemão. Sua infância foi mais ao lado da mãe por conta das incontáveis pesquisas e trabalhos que seu pai acabava se envolvendo com, ainda que ausência paterna não a deixasse chateada, exatamente por admirar e amar muito o pai que tinha.
Com progenitores tão inteligentes e esforçados a moça saiu quase a mesma coisa que eles, sedenta por conhecimento e talvez tão completamente informada sobre assuntos de tantas origens que deveria ter mais conhecimentos do que muitos rapazes mais velhos que ela. Aprendeu a costurar, tocar piano, a falar francês e inglês, além de entender sobre muito filósofos famosos com a mãe Hannah, enquanto com o pai aprendeu sobre religião, anatomia humana, equitação, atiraria e esgrima. Lettice fora uma criança e posteriormente jovem que deveria ter tanto saber quanto tinha de beleza. Dava-se bem com os pais e nunca se sentiu na obrigação de ser uma dama completa como tantas outras o eram. Para ela e seus pais, bastava ser quem ela era de verdade e ser feliz com suas escolhas que estava tudo correto.
Sua grande perda veio aos nove anos de idade, quando sua mãe adoeceu e veio a falecer semanas depois, sendo que sequer teve a oportunidade de se despedir propriamente. Mal sabia a menina que sua mãe estava fadada a uma vida nas trevas, vítima de um vampiro e sendo misericordiosamente assassinada por seu pai, que temia pela vida da filha mais do que a própria. Abraham Van Helsing havia sido um tolo em suas pesquisas e viagens atrás de criaturas do mal, como os vampiros. Após tanto tempo estudando, finalmente perderá uma das coisas que mais amava por conta da fome de conhecimento, tendo tirado da filha também a possibilidade de viver ao lado da mãe por tantos anos.
O assassinato permaneceu como segredo e Lettice se mudou para Londres com o pai, que não desistiu de suas buscas atrás do monstro que havia matado sua esposa. Assim, Lettice permanece dentro de uma casa confortável, junto de empregados que sempre a vigiam e a cuidam. Vê raramente o pai que se enche de desculpas sobre seu emprego na Universidade de Londres, porém vai muito com ele até a Igreja ou até alguns bailes britânicos. Todavia, Lettice talvez seja tão curiosa e destemida quanto o próprio pai. Assim, enquanto leva um cotidiano com aulas de ballet e leituras de poesia, Lettice também vive planejando formas de ir atrás do pai e entender o que há de tão misterioso em sua vida.
The mystic: tarot reading...
A carta “The Magician” ou “O Mago” tem relação com o início de uma caminhada espiritual, como se algo novo estivesse para começar. Essa carta tem relação com a capacidade de seu dono em agir a favor de uma transformação que ele deseja, de forma que ele deve manter-se focado, determinado e confiante na hora de tomar uma iniciativa quanto a algo. Indica-se a necessidade de haver uma ação por parte do dono da carta.
The souls: people you may know...
Abraham Van Helsing: seu querido pai.
Maureen Lyle: é sua tutora de Biologia, admira seu sucesso acadêmico e profissional.