Xuebing Du
One Nice Bug Per Day
Sweet Seals For You, Always

tannertan36
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

Kaledo Art
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Andulka
he wasn't even looking at me and he found me
trying on a metaphor
Jules of Nature

祝日 / Permanent Vacation
Show & Tell
YOU ARE THE REASON
Lint Roller? I Barely Know Her
occasionally subtle

❣ Chile in a Photography ❣

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@molliiw
fredwsleyii:
Fred sentia um aperto em seu peito. Estava em um estado de transe em meio aos escombros da rua. Sua cabeça latejava e seus pelos arrepiavam com suas visões. Neste momento ser um homem sensitivo e superticioso era como colocar um muro diante de um desfiladeiro. Havia uma barreira para ser ultrapassada, mas ele não sabia de fato aonde isso o levaria e que queda poderia resultar. Era exatamente este sentimento que estava em seu âmago, como um sussurro inconsciente que ele precisava alertas as pessoas que aquele ataque e a fumaça que travava a garganta eram apenas a ponta do iceberg e que os desaparecidos e enfermos no St.Mungus precisavam da atenção. O negro somente foi desperto de seu devaneio clarividente quando escutou um grito muito característico. Com senso familiar que possuia poderia distinguir o timbre de sua prima em qualquer lugar que estivesse, e por isso não demorou para se erguer da calçada em que estava jogado e vasculhar com o olhar a procura da ruiva. Ao encontrar Molly assustada correu até ela colocando-se a frente dela. Sabia que poderia oferecer palavras de conforto, mas se havia aprendido algo em sua vida de adulto era que a compreensão se tratava de oferecer aquilo que a pessoa necessitava e não o que se achava ser necessário. Ergueu os olhos da prima e sem hesitar se aproximou, abraçando-a para firmar sua presença no ambiente, usando da linguagem não verbal para afirmar “Eu estou aqui, para o que precisar”.
Para alguém tão centrada quanto Molly, aquele estado de choque era mais do que inusual. Aquela era a reação que não se esperaria dela, a não ser, é claro, na eventualidade de se deparar com a completa destruição de sua cidade natal? -- Freddie? -- Seu coração se aqueceu minimamente ao reconhecer o primo vindo em sua direção. Molly se orgulhava de manter um vínculo estreitos com todos os primos da numerosa família, mas nunca precisou se esforçar para isso com Fred. Sendo ambos da mesma idade, eles passaram grande parte de suas vidas juntos. Ele era seu companheiro fiel nas brincadeiras da infância, sempre se arriscando por ela e a incentivando a correr alguns riscos por si mesma. Eles estavam juntos ao partirem no expresso escolar para o primeiro ano em Hogwarts e fora ele uma de suas primeiras cobaias quando ela começara a se aventurar na cozinha. Fred era na maioria das vezes o seu completo oposto e talvez por isso mesmo sempre formaram uma boa dupla. Automaticamente seus braços contornaram os ombros do mais alto, buscando por conforto e apoio. Sabia que precisava se recompor rapidamente e Fred era um amparo mais que bem vindo. Poderia ser perigoso permanecer ali expostos, ela não fazia ideia do que tinha acontecido, mas seja o fosse precisava estar bem para ajudar sua família. Afinal de contas, Fred era apenas um deles. -- Você está bem, Fred? Está ferido?
franlicioso:
Já tinha seu curativo grande na testa, afinal, Frank tinha acordado com um enorme rasgo um pouco acima da sobrancelha e alguns arranhões no corpo que mal valiam a pena serem notados. Depois disso, foi liberado para poder ajudar na devastação que estava sendo a situação depois do ocorrido. Não sabia bem o que fazer mas só esperava não encontrar muita gente que estava morta. Em outras palavras, não conseguiria ajudar em nada se achasse um cadáver ou coisa assim. Sua esperança era encontrar pessoas vivas ou ajudar aquelas que necessitavam de si – ou que pelo menos ele julgasse precisar. Em pouco já estava auxiliando as pessoas, levando-as para as salas improvisadas e ajudando também a tirar um pouco de escombros com a sua varinha até ouvir um grito conhecido. Podia contar nos dedos na verdade quantas vezes Molly Weasley tinha gritado perto de si na sua vida, mas, aquele jeito o assustou. Quando se aproximou da ruiva, não conseguiu evitar de segurar nela em um apoio extra. “Molly? Hey…” A julgar pela mala, ela com certeza não estava ali há muito tempo e acabou engolindo em seco, puxando-a para si, abraçando-a, na intenção de fazê-la parar de olhar para tanta destruição. “Ta tudo bem… De verdade, sua família está bem. Eu chequei antes de vir ajudar.” Disse em seu tom carinhoso e confiante de sempre, como fazia em todas as situações, tanto as tristes quanto as boas.
A destruição diante de si era tão atordoante que apenas depois de um certo tempo Molly começou a tomar consciência das pessoas que estavam por ali. Um ou outro bruxo cruzavam sua vista vindo de lugar nenhum e indo para nenhum lugar, tudo ainda parecia muito confuso e irreal. Eventualmente sua atenção fora capturada por um bruxo que decidira fazer o caminho na sua direção. Seu olhar confuso esquadrinhou o rosto familiar, ainda tentando compreender o que ele fazia naquele cenário. Por um breve instante deixou-se atentar para a estranheza daquele contato. Durante anos mantivera uma relação amigável com Frank, porém nunca mais foram tão próximos. Uma distância respeitável era sempre mantida entre eles e talvez até mesmo um certo excesso de cordialidade era empregado sempre que estabeleciam um dialogo. Por mais que Molly insistisse em afirmar que de forma alguma havia qualquer ressentimento, sempre haveria aquele passado entre eles. Mas talvez em cenários apocalípticos e de completo caos namoricos de uma adolescência longínqua não fossem assim tão relevantes. A ruiva não conseguia entender como “está tudo bem” se aplicava naquela paisagem, mas ficou imensamente grata pela primeira informação recebida ser sobre o bem estar da sua família. Sua imensa família constituída por médicos, aurores, obliviadores, desfazedores de feitiços e até mesmo a própria ministra da magia. A realização de que seus dons mágicos eram insignificantes perto das responsabilidades e riscos de seus parentes pesou em seu âmago -- Por Merlin, Frank! Você está ferido! -- seus olhos preocupados esquadrinharam o enorme curativo na testa do mais velho. -- Você não pode ficar aqui, precisa de cuidados! -- uma pequena parte de si sentiu o alívio de finalmente conseguir se livrar daquele torpor. Aquele era seu comportamento normal, Molly Weasley II se preocupava com os outros acima de qualquer coisa.
lucywsley:
Demorou muito mais do que seria considerado normal para que Lucy compreendesse a cena ao seu redor. Depois de um fim de semana relaxante na Itália a última coisa que a Weasley esperava era encontrar um cenário devastador como aquele em Montrose. O apartamento de Molly, lugar em que se encontravam, nem de longe parecia o mesmo lugar que haviam deixado para trás poucos dias antes. A Weasley engoliu em seco. “Molly.” chamou, baixinho, assim que notou o som estrangulado que escapava pelos lábios da mais velha. Lucy colocou-se em frente a ela, na esperança de que a mais velha focasse em si, e não na devastação ao redor. Embora nem de longe fosse a pessoa mais indicada para acalmar alguém, especialmente quando era notável na forma como respirava e no ligeiro tremor em suas mãos que a adrenalina impulsionava a ansiedade em seu organismo, era o mínimo que podia fazer pela mais velha. Sua sorte, se é que podia se chamar de sorte, era que havia tomado sua medicação antes do retorno a Montrose, o que a deixava menos propícia a uma grande crise de ansiedade. Lucy respirou fundo, repetidamente, até se sentir um pouco mais no controle dos seus sentidos. Trazendo a memória seu tempo entre os trouxas, não era a primeira vez que deparava-se com um bombardeio, contudo, era a primeira vez que sabia que toda sua família corria perigo. “Respira fundo.” pediu, o que não deixava de ser irônico quando o normal era a mais velha lidar consigo. “Nós precisamos sair daqui antes que mais alguma coisa aconteça.” ao silenciar-se a Weasley olhou mais uma vez ao redor. “Acho que deveríamos ir até o Mungus, em situações como essa tudo acaba se concentrando nos hospitais. Lá nós podemos checar se há noticias da nossa família…” ali sua voz fraquejou e um ligeiro soluço escapou por seus lábios entreabertos.
O chamado da irmã mais nova fez com que Molly rapidamente recobrasse os sentidos. Piscou algumas vezes, tirando de foco toda a destruição para se atentar exclusivamente em Lucy. A mente da mais velha trabalhava ferozmente para tentar entender a situação, provavelmente um surto de adrenalina causado pelo choque, contudo, sua prioridade máxima era a irmã. Se aquele fora um choque sem precedentes para ela, mal podia imaginar o que fora para a mais nova que tivera desde sempre um histórico de ansiedade. Não tinha o luxo de surtar agora. Assentiu silenciosamente com tudo que ela lhe dissera. Lucy parecia estranhamente calma e não seria ela que colocaria questionamentos e inquietações a mais naquele momento. -- Hey, Lu. Eles são os gênios, lembra? Os aurores e os outros super talentos da família. -- aquela era uma piada corriqueira entre elas. Com certeza Percy daria a mão direita apenas pela satisfação de ter uma das filhas ocupando uma posição de prestígio dentro do ministério. Ele poderia facilmente adotar qualquer um dos três Potters e suas prestigiosas escolhas de carreira qualquer dia desses. -- Estão todos bem, você vai ver. Eles sabem se cuidar -- suas palavras expressavam uma segurança que ela definitivamente não sentia, mas pensamentos catastróficos apenas fariam com que elas afundassem no lugar. Foi quando um barulho discreto no quanto do que seria sua sala de estar, fez com que Molly se sobressaltasse e estremecesse por completo. Automaticamente apontou a varinha para o lugar, pronta para fazer sabe-se lá o que contra sabe-se lá o quem. Mas o que ela viu se movendo nos escombros diluiu todo o seu medo que foi substituído por um profundo sentimento de alivio. Rapidamente se aproximou e tomou a pequena gatinha nos braços. -- Viu só, até mesmo Maria Antonieta está bem. E ela definitivamente não é o membro mais energético dessa família. -- um sorriso fraco ganhou os lábios da ruiva. Ligeiramente mais estabilizada agora que tinha encontrado seu bichinho -- Você não perderia sua cabeça, não é mesmo, querida? -- em outra ocasião teria certeza absoluta que Lucy caçoaria de seus senso de humor brega e suas piadas históricas para com a pobre gata que provavelmente não aguentava mais ouvir as mesmas gracinhas. -- Vamos, Lu. Não podemos ficar aqui.
Por mais que soubesse que era impossível, Molly não conseguia reprimir a sensação - ou esperança- de ter, de alguma forma, ido parar no lugar errado. Mas chaves de portal eram um caminho de uma via só, estava em casa. Só não parecia mais com a sua casa. A sugestão de passar o fim de semana fora da cidade partira de sua irmã Lucy, ambas sabiam que a cidade estaria em pulverosa por conta do jogo e Molly sabia muito bem o quanto o tumulto era incômodo para a mais nova. Ainda que gostasse da agitação, a irmã sempre seria sua maior prioridade. Logo, arrumou uma pequena mala e ambas se foram para uma curta estadia de três dias na casa da avó materna na Itália. Era como ter saído de um sonho e caído num pesadelo. Os cenários tão familiares de Montrose estava devastados. As construções agora eram escombros, o ar agora era denso, convertido em fumaça que a impedia de ver muito além e fazia seus pulmões e olhos arderem; um choro agudo ecoava ao fundo, contudo ela não podia precisar a direção do som. Apertava a varinha em sua mão com tanta força até seus dedos estarem completamente brancos devido a falta de circulação. Precisava existir um feitiço que consertasse todo aquilo. Como quando, sem querer, algum dos primos mais esbarrava na mesinha de canto da casa da vovó Weasley fazendo cair o vaso de cristal colorido que se espatifava em milhões de pedacinhos e ela, mais velha e portanto já versada em magia, o fazia uma peça inteira novamente com um floreio de varinha e dava um pequeno sorriso reprovador, sabendo que livrara uma criança de passar o resto do dia no castigo. Mas não havia feitiço e não havia conserto. Um som estrangulado saiu por entre os lábio da ruiva, de repente engasgada com todos os nomes que queria gritar de uma vez só. Tudo que precisava era a certeza de que todas as pessoas estavam bem.
alxpctter:
Albus lhe revirou os olhos, podia parecer drama, e na verdade era um pouco, mas as dores realmente estavam o incomodando mais que o que era esperado de um joelho ralado, e o Potter normalmente era tolerante à dor. “E posso saber porque diz isso cara prima?” perguntou com as sobrancelhas erguidas antes de suspirar, se colocando de pé, mas ter o joelho completamente esticado, era difícil. “Minha dignidade ficou no chão quando eu caí, e nunca mais se vai levantar, Molly.”
A ruiva inclinou seu corpo para frente estendendo um dos braços, oferecendo o ombro de apoio para o primo que, apesar de mais novo, era um tanto quanto mais alto. -- Eu não sou obrigada a responder perguntas comprometedoras. -- Molly desconversou com um sorrisinho divertido. Estava fazendo um esforço real para levar a situação a sério. -- Sério Albbie? Sua dignidade está para sempre perdida por causa de um duplo carpado arrastando a cara no chão? Eu já fiz muito pior do que isso. Falando nisso, nós podemos tratar isso aí, se quiser. Eu devo ter guardado em algum lugar um pouco daquela poção da vovó... -- o tom sugestivo da mais velha deixava algo implícito. Mas para bom entendedor, ou no caso, para um bom Weasley, aquela frase não precisava de um desfecho. O tônico da vovó para machucados fazia com que as crianças dessem pulos de metros de altura, provavelmente aquela poçãozinho ardia e doía muito mais do que qualquer machucado da infância.
Albus continuava sentado no banco do parque, ainda agarrado ao joelho que doía depois da queda que havia dado. Podia parecer uma criança mas se tinha machucado ao ponto que a dor quase trazia lágrimas aos seus olhos. Ainda não tinha visto se tinha raspado muito por estar com calça moletom, mas acreditava que sim. O que o distraiu das dores que sentia foi o riso alheio. “Você está rindo da minha desgraça?” Perguntou com as sobrancelhas cerradas, tinha sido uma queda, no mínimo, embaraçosa, mas não havia nada que pudesse fazer agora, x outrx já havia assistido a tudo, e pelos vistos havia sido engraçado, mas o Potter tinha vontade de tudo menos de rir. “É isso que faz quando alguém se machuca, ri?”
Não era incomum esbarrar em alguém da família por aí, afinal, era uma família grande e uma cidade pequena. Molly gostava dessa causalidade, fazia com que todo o povoado parecesse uma extensão de casa. O motivo pelo qual ria, no entanto, não era somente pela felicidade de morar onde morava ou por ter encontrado um dos primos. -- Apenas um Potter poderia falar que a sua desgraça é um joelho ralado. -- Balançou a cabeça o repreendendo, o sorriso ainda despontando de seus lábios. Albus sempre tivera uma veia dramática. -- Vamos, de pé. Tenho certeza que a sua dignidade está mais machucada do que seu joelho.
@molliiw
@molliiw
❛ Did someone tell you that? ❜
O tom de voz da irmã era quase despreocupado. Quase. Poderia facilmente enganar um interlocutor menos atento, mas Molly conhecia Lucy bem demais e bastou apenas uma olhadela rápida para captar o brilho de apreensão nos olhos claros dela. -- Ninguém me disse. -- respondeu com leve dar de ombros, a atenção ainda parcialmente fixa no livro que tinha em mãos. -- Lorcan foi até o café um dia desses. Então eu vi com meus próprios olhos. -- Justamente por ser um assunto sério, Molly optou por tratar dele como o exato oposto. Sua voz tinha um certo tom de desinteresse como se o objeto da conversa fosse a vida da tia-avó Tessie. -- Então... você já o viu?
@lucywsley
trumpolyn:
Tinha um detalhe que gostava de comparar a vida trouxa e era a agilidade de usar magia em absolutamente tudo o que fosse feito. Barron ainda não conseguia dominar essa técnica, então observava tudo de longe. Haviam dois momentos do seu dia, quando estava em casa e via tudo funcionando dentro da normalidade que já era acostumado, sua mãe cozinhando na cozinha e os seus irmãos tendo que caminhar até a estante para pegar seus livros, ou jogando futebol sem precisar voar para pegar alguma bola dourada com asas. E também quando ia ao Pasquim, onde tudo era feito com magia, com papeis voando e a impressão sendo feita sem qualquer auxílio humano, era incrível, e da mesma forma que apreciava gestos simples como em sua casa, apreciava toda a magnitude da magia que envolvia toda a cidade. E foi dessa forma que se sentou próximo ao balcão daquele café e observou tudo acontecer a frente de seus olhos. ❛ — Eu sempre costumo pedir café, mas acho que vou mudar um pouco. Quero provar esse strudel e chocolate quente, por favor. ❜ Foi o momento que o jornalista pôde observar um pouco além de toda magia, a mulher tinha cabelos vermelhos e era algo comum naquela cidade, que era majoritariamente dominada por uma única família. ❛ — Posso chutar de qual família você é? ❜ Brincou, ela provavelmente nem precisaria confirmar, era óbvio. ❛ — Eu conheço apenas um Weasley, apesar de ser uma família enorme. Eu sinto uma certa inveja de vocês. ❜
Molly sorriu gentilmente para o cliente e assentiu, deixando claro que tinha entendido seu pedido. Com movimentos graciosos, tratou de movimentar pratinhos, canecas e xícaras, a desenvoltura, tanto mágica quanto manual, de quem fazia a mesma coisa cotidianamente. Um riso tímido escapou por entre os lábios da ruiva -- Eu estou certa de que você pode adivinhar. Nós não enganamos ninguém. Eu sou Molly, muito prazer. -- a ruiva posicionou um pratinho e uma caneca a frente dele -- Eu sinto dizer que você está conhecendo o membro menos ilustre da família, mas, em compensação, o que faz o melhor chocolate quente. -- Deu uma piscadela a ele, Molly era extremamente bem resolvida com a própria vida e de forma alguma invejava qualquer um dos primos. De fato, preferia que eles tivessem os holofotes para si e longe dela. -- Se você visse apenas uma briga já repensaria a sua inveja. É novo por aqui?
“Molly, por Morgana, Merlim, Dumbledore, pela própria Molly Weasley I que nos deu a dádiva de estar presente nesse mundo hoje, entra logo embaixo desse chuveiro!” Rose berrou com impaciência, surtando interno e externamente por todo trabalho que a prima vinha lhe dando desde o caminho do bar até o apartamento onde moravam. Ela suspirou alto e profundamente antes de aproximar-se da prima forjando ter recebido toda paciência do mundo naquele momento. “Por favor, só toma esse banho, eu prometo que vai estar melhor quando sair e eu ainda te faço um chá maravilhoso que depois de tomar você nem vai sentir que um dia esteve bêbada.”
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Rose estava sendo tão mandona! Elas estavam se divertindo tanto, por que a prima queria acabar com a diversão delas assim? -- Shhhhh! -- pressionou o dedo indicador contra os lábios pedindo à prima que fizesse silêncio depois da mais nova ter gritado. -- Eu não preciso tomar banho Rosie! Hoje não é sábado! -- riu deliciada ao usar aquela piada tão típica de seus tios. Depois rodopiou, perdendo se desequilibrando momentaneamente. -- Wow, viu isso, Rosie? O chão está se mexendo? Ei! Alguém deveria falar para aquela parede que ela deveria ficar parada! Eu vou lá falar isso para ela! -- Sua intenção era chegar até o outro lado do cômodo, mas apenas dois passos foram dados antes de Molly perder o equilíbrio de vez e acabar sentada no chão. -- Do que está falando, Rosie? Eu estou bem sentindo bem! Estou ótima! Você deveria estar também. Vem, eu vou te ensinar como. Quem diria que no final das contas eu que sou a prima mais inteligente -- o sorriso não deixava seus lábios e suas palavras arrastas e confusas eram constantemente cortadas por um risinho. Molly esticou os braços para a mais nova, convidando-a a se juntar a ela, onde quer que estivesse.
lorcsc:
Alegremente, Lorcan observava com um enorme sorriso estampado em seu rosto a pequena - e muito bem feita, apresentação de Molly. “Merlim, desse jeito vai me fazer comprar todo esse estabelecimento!” Disse com alegria, não somente pelo encanto que sentia ao vê-la fazer algo que deixava tão explícito o amor por, mas porque há muito não encontrava a Weasley e embora ainda fossem frescas as memórias que possuíam juntos não sabia se podia ou não puxa-la para um abraço, ao invés disso, Lorcan contentou-se em somente dar-lhe um pouco mais de trabalho e quem sabe ao longo daquela manhã reaproximar-se um tanto mais. “São ótimas opções, são mesmo, mas me contento com o bom e velho chocolate quente, por favor. Apesar que, esse sdrudel está me seduzindo sem nenhum pudor aqui, que deselegante.” Brincou, forjando sua melhor face de indignação.
De pronto, Molly pensou se tratar do gêmeo errado. Estava tão acostumada a ter apenas Lysander por perto que as feições familiares automaticamente remeteram ao irmão Scamander mais novo. É curiosa a interação com gêmeos idênticos, aos estranhos eles podem até parecer uma cópia perfeita um do outros, mas para aqueles faziam parte de seu convívio, as particularidades de cada um gritavam e acusavam precisamente quem era o indivíduo. Talvez fosse alguma coisa nos trejeitos, a sobrancelha que era ligeiramente mais alta, um corte de cabelo ou até mesmo o brilho no olhar. Aquele não era Lysander. Preferia que fosse Lysander. -- Olhe só quem o gato trouxe para casa -- o seu sorriso não foi tão animado quanto o dele, tinha sentimentos muito conflituosos a respeito do menino. Gostava dele, num passado não muito distante havia gostado dele. Principalmente por conta da relação especial que ele compartilhava com sua irmã mais nova, Lucy. Mas toda relação especial tinha dois lados e era, e sempre seria, sua prioridade. Lorcan havia partido e deixado uma senhora confusão para trás. Se o bruxo tivesse partido e deixado assuntos inacabados com ela própria, seria muito fácil de perdoar, contudo, o coração a ser remendado não fora o seu, fora o de Lucy. E quando se tratava da irmã, Molly era simplesmente incapaz de ser assim tão misericordiosa. Serviu ao rapaz o que lhe fora pedido, ainda tentando decidir o que deveria - e o que seria prudente - dizer a ele.