Quantos são, aqueles que necessitam apoio!
Simples são, simpáticos também!
Sorrisos, amizade e alegria
São os nossos presentes!
Fácil é, manter o convívio, pois querem tão pouco!
Grato sou, pelas lembranças e momentos, que coloriram as cinzentas nuvens.
Espontâneas horas de contatos, abraços, aceitação – são doces
recordações – valor de memórias!
Surpresas são, rostos felizes, apesar do passado e do presente!
12/26 08
Se pudesse mudar o mundo, mudaria o coração!
Para não negar a aspiração, de ser bondoso e corajoso!
Não sei escrever, mas vou tentar, fazer aquilo, que é bom e que o
coração não negar!
Vou proceder, como uma nau a correr, para navegar acima do mar!
Não temo a tempestade, mas o medo de não navegar!
Não é a monotonia do mar, mas a âncora emperrada no fundo, que me faz perturbar!
Grato sou, por aspirar, não o sonho impossível, mas o destino não tão trivial!
Fácil é se iludir. Difícil é aceitar as limitações!
Escrevo para me consolar, mas me consola escrever?
Pensamentos fluem facilmente, mas como expressá-los sem transgredi-los?
Mais fácil é sentir, mais difícil é tentar vivenciar este sentir!
Pouco consolo há, em escrevê-lo, mas, pelo menos, ele existe!
Existe, e faz sentido, ou faz sentido porque existe?
Não é a resposta que procuro, mas sua existência!
Se alguém entendesse, escreveria aquilo que fortaleceria e não esqueceria.
Mas esquecerei se não escrever?
Alguém aprenderá, com o que escreveria?
Saudade tenho, sempre terei?
Você, estranho, fará o que eu faria?
Um querido deixarei, por detalhes da vida!
Viver é escolher, mas nem sempre escolho, apenas vivo desejando escolher.
Se pudesse, escolheria, sem obstáculo a temer!
Não hei de cumprir o que desejei, apesar de bom. Tenho muito, mas não
aquilo que, de fato, almejei.
12/27 08
Raros são os momentos de reflexão.
Porém, ao luxo deles, posso me dar, ao parar para pensar, sem perturbar.
Agradeço por sonhar, ainda que, do mar, a mil milhas da terra eu
estar, e quase sem ar, para as velas andar.
Vou prosseguir, a jornadear e sonhar – ambos são companheiros inseparáveis!
Nem sempre posso servir, mas poderei sempre amar!
São 3 os limites, mas não seria melhor que fossem 4?
Grato pelas palavras, estas me lembram de sonhar, apesar que ter,
muito a esperar, e algo mais a desistir!
São muitos os enigmas, mas os lembrar, me permitem não esquecer de sonhar!
12/29 08
Fácil é se surpreender, quando há tanta dificuldade em compreender.
Mas, porventura, se entender, ainda poderei surpreender-me?
De calma preciso, muito, amplamente, de sabedoria e paciência, mas
isso mudará alguma coisa?
Saudoso tempo de paz, tão breve, tão remoto!
Qual o limite de injustiça que deve-se suportar?
Gritar, não adianta. Escrever, só para relembrar. Fugir é covardia.
Enfrentar é perigoso. Resta resignar: vela ao vento na tempestade!
Oh, vela! Não rasgue ao vento…!