Vivemos sob a égide de uma síndrome moderna: a síndrome do faraó. Nessa dinâmica perversa, os relacionamentos, que deveriam ser terrenos férteis para o afeto e o crescimento mútuo, muitas vezes se transformam em laços de escravidão sutil. O indivíduo, cego por uma ânsia de controle, vai progressivamente anestesiando sua sensibilidade à voz da verdade. Nesse processo, ele se torna indiferente à lei inexorável de causa e efeito, convencendo-se de que pode colher ventos sem ter plantado tempestades. Tudo isso em nome de um poder ilusório, uma coroa imaginária que ele julga superior até mesmo às leis que regem sua própria natureza interior. No fim, o que se ergue não é um império, mas um mausoléu de areia, pronto para ser levado pelo primeiro sopro de realidade. — NagaSoham (ईं)
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