Hoje iremos falar do filme R.I.P.D. (2013), no Brasil R.I.P.D. - Agentes do Além.
Porém, para este filme, me apropriarei da liberdade de fornecer alguns, pequenos spoilers do início da história do filme, acredite ninguém perderá nada com isso =D
Vamos do começo, o filme se dedica a contar a história de um policial, “Nick”, interpretado por Ryan Reynolds. Assim, partindo de sua visão, acontece o desenrolar do filme. Esse policial, é aquele que se enquadra na figura do “bom moço”, cheios das atitudes corretas e da nobre honra (quase um Stark, só que sem o papo do inverno estar vindo e os lobos). Acontece que esse bom moço, acabou no meio de uma investigação se apropriando de algumas provas (barras de ouro, que valem mais do que dinheiro). Essa intervenção para ocorrer, não se esqueçam o "Nick" é o bonzinho, teve a mão do parceiro dele, “Hayes", interpretado por Kevin Bacon. Hayes se apresenta como aquele policial gente fina, com boas ações e boas explicações.
Vamos adiantar um pouco, o filme avança e logo de cara percebemos algumas coisas, Hayes é maluco e logo que percebe que o parceiro quer devolver o "gold", aproveita a primeira oportunidade para descer a bala nele. Depois se finge de bom moço e vai atrás do ouro do finado amigo.
Ok, tudo bom até agora, porém assim que morre, o nosso querido bom policial, descobre que ele foi seletamente selecionado para fazer parte da polícia “celestial”!!??!! Para entrar no Departamento reste em paz (Rest In Peace Department). E para ficar bem zuado o seu parceiro é vai ser simplesmente “Roy”, interpretado por Jeff Bridges, um velho cowboy que se tenta se comporta como um velho cowboy, apesar de ter vivido com toda a modernidade por muuiito tempo... =/
Beleza é nesse momento que eu me nego a explicar o que ocorre a seguir, o filme se baseia em um roteiro muito mal explicativo, não dá base (justificativa) para o que vai ocorrendo. É tanta coisa errada que você quase não percebe a mal qualidade dos efeitos visuais, tem tanta coisa errada lá... As interpretações não ajudam, Ryan não atrapalha muito no seu papel, porém ele também não se esforça muito. O ponto que avacalha o filme são as cenas com o Jeff Bridges em uma papel de um cowboy velho no mundo atual (se comportando como se não tivesse visto o mundo se desenvolver e se adaptado). É tanto esforço do Jeff para se engraçado que você sente pena do filme (e do diretor), falta naturalidade, ou um papel melhor escrito. Outra coisa é que o Kevin Bacon não é um bom vilão, e olha que eu gosto dele, ele faz um bom papel de bom caráter, vende bem, te pega de surpresa quando se revela ser do mal, mas não convence ninguém, bacon sempre tem que ser do bem.
Outra coisas importante de se comentar, o filme na hora de apresentar o departamento e os “inimigos”, os espíritos malignos, vira uma cópia mal feita do M.I.B. (sim, as almas perdidas são basicamente alienígenas)... Sem comentar o fato que todo mundo por lá, no R.I.P.D. é apenas uma imagem no filme, eles se referem várias vezes de outros brilhantes agentes da organização, porém quando tudo está perto fim quem deve salvar a todos? Óbvio que o policial novato e o cowboy maluco.
Eu poderia ficar aqui avacalhando o filme por mais várias linhas, mas terminarei por aqui, a nota dele no Imdb é de 5,5, o que eu até consigo compreender (não muito), o filme, se você não prestar atenção nas falhas, consegue fazer passar o tempo. Porém, eu me apeguei no filme e prestei atenção nas falhas, nas cenas mal feitas, nos diálogos absurdos e nas piadas mal feitas. Sendo assim, darei um 3,5 que já tá bom demais.