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ainda era estranho trabalhar em uma instituição que haviam pessoas com títulos de nobreza tão avançados e poderes, ainda mais estranho ter que seguir as regras rígidas que tinham em hyacinthum, monica nunca foi pessoa de seguir as regras. podiam se perceber isso ao longo de sua vida, afinal seu pai era um homem completamente rígido e a loira apenas conseguia com que eles brigassem sempre por qualquer coisa que ela fazia e desagradava a vontade do homem, mas aquilo era apenas indício de que monica ainda daria muito trabalho ao progenitor. talvez por isso ele tenha lhe expulso de casa, ou por saber que a menina não queria mais estudar depois que foi vista aos beijos com um professor, ou por todas as festas que ela fazia na casa sem a permissão dos pais. qualquer pessoa podia imaginar a luta que monica tinha que batalhar consigo mesma todos os dias para se manter na entidade. era quase sempre encontrada lendo alguma coisa ou estudando para a próxima aula que daria, encontrava-se na biblioteca com alguns livros espalhados à sua volta e monica não ligava de estar sentada no chão do local, mesmo com inúmeros lugares livres e podiam a ver lutando para tentar ler dois livros ao mesmo tempo. ‘acho que me sentar no chão não foi a melhor ideia, estou com dor nas costas agora’ não sabia se existia pessoas próximas à si, nem se alguém brigaria consigo por não conseguir passar já que ela estava no chão.
O teto da biblioteca, preservado desde a construção original, era, sem dúvida, um dos locais mais bonitos de toda a instituição. Era o bastante para que, quem adentrasse, tivesse a curiosidade de deitar-se para observá-lo. A própria Nastya o fizera muitas e muitas vezes desde que aprendera a reconhecer a beleza oculta em determinados locais de Hyacinthum. Precisava ter algum benefício estar confinada naquele lugar, afinal! Assim sendo, ela constantemente se perdia olhando para o teto, por vezes esbarrando em algo que, esperava, não valesse tanto! Claro que seus pais teriam condições para pagar, no entanto, não queria que dissessem que ela destruiu um patrimônio escolar; era vergonhoso ter seus pais contatados por isso! Preferia que fosse pelas brigas que arrumava pela escola. De qualquer forma, estava tão absorta que soltara um grito estridente quando a professora proferiu os dizeres, pulando até que estivesse flutuando, pronta para fugir. O sinal de alerta percorrendo o corpo meio dormente com certa lentidão. “Tá repreendido em nome de Britney, Madonna e Beyoncé!” Fora, então, que percebera se tratar de sua professora. “Dar aula pra gente tá tão ruim assim que agora quer nos matar?” Questionara em um tom um tanto ríspido, embora tivesse um teor humorado na fala da princesa. “Eu poderia ter morrido do coração! Qualquer um morre do coração hoje em dia...”
Briana não era lá muito chegada a jóias. Muito menos a diamantes! O peso das pedras era desconfortável, o contato com a pele costumava ser gélido e as peças de jóias chamavam atenção demais para o seu gosto. Então, o uso das pedrarias costumava ser bem limitado para a italiana. Acontece que um pronunciamento oficial era uma ocasião em que ela não poderia fugir de usar uma boa combinação de jóias com um vestido típico da realeza;; um protocolo que Frederica costumava obrigar a sua família a seguir quando se dirigiam aos seus súditos. No entanto, não era exatamente toda a pompa que parecia incomodá-la à fundo, mas, sim, o recado que precisaria transmitir na gravação de vídeo que faria em alguns minutos. ❛ —— Eu preferia dizer que nós vamos distribuir doces em nome de Leonardo da Vinci, Cassie. ❜ A herdeira comentou com a criança que estava em seu colo – tão meticulosamente arrumada quanto a mãe – sem notar de primeira a outra figura em um dos únicos elevadores do instituto.
Não era como se fosse uma pessoa ociosa; em verdade, era bem ativa quando desejava. Fazia aula circense, quando estava na Rússia, aulas de combate e até dançava um pouco. No entanto, não era sempre que o elevador, por ser único, parava no seu andar quando se estava com diversos livros pesados por ter perdido duas semanas inteiras de aula, portanto, não havia qualquer problema em aproveitar a oportunidade, certo? Assim sendo, Nikolaev, empurrando os livros e um painel decorativo para a sala comunal de alunos, abriu espaço para entrar no ambiente, sentindo sua face queimar pelo esforço. O problema de ser tão pálida que chegava a tremeluzir na luz era que, também, quando se fazia demasiado esforço, sua face chegava a pegar fogo. No entanto, no andar abaixo ao seu, outro alguém chamara o mesmo elevador, fazendo-a abrir um sorriso ao reconhecer Briana e Cassie, mas percebendo que a italiana não a havia percebido ali, em um primeiro momento. Como não gostava de ser ignorada, e como não estava nem um pouco escondida, a russa pigarreou algumas vezes, antes de se pronunciar: “Eu tô achando, só achando, que você tá de marcação cerrada comigo... Olha o tanto de bagulho que eu tô carregando e você nem prestou atenção em mim?!”
“ ––– Não, não dá pra entender!” Desde que decidira que estava realmente empenhado em ser um príncipe melhor, Ishmael desvencilhara-se um pouco da história pela história e começara a estudar o lado político desta. E agora, apenas confirmava que as pessoas que estavam no poder poderiam ser um pouco mais cautelosas, ou diplomáticas ou… “ ––– Eles pegam tanto dinheiro e investem em bomba. Bomba! É caro para produzir, e enquanto isso, tem tanta gente passando fome. Ou seja, investem dinheiro em destruição, que apenas vai danificar mais o país por coisas idiotas como mais poder ou conquistar a terra alheia. Deixa os outros com a terra deles! Não é tão difícil.” E claro, ainda era um leigo no assunto.
Desde que saíra de licença médica, Nikolaev parecia mais serena. Talvez fosse a ação do novo medicamento, e ela agradecia ao psiquiatra enviado por seu pai para Hyacinthum que a acompanhava por tal, contudo, era óbvio que Nastya estava mais aprazível nos últimos dias. Tanto que, agora, a princesa realmente se sentia tentada à desculpar-se, de verdade, por seu comportamento. Tanto que se voltara para Ishmael quando o vira conversando com alguém ainda distante. “Bombas destroem, fim.” Murmurou sem tanta paciência, intervendo-se entre o co-emissor do finlandês e ele. “Não é o tipo de coisa que você perde tanto templo explicando por aqui... As pessoas querem poder, não oferecer misericórdia.” Comentou ela dando de ombros levemente. Nastya, contudo, não era capaz de expor seus pedidos de desculpas como ela capaz de fazer com os negativos. “Ah, Ishmael...” Começou mordiscando a língua. “Lamento ter te mordido... e puxado seu cabelo... e batido na sua fuça.”
@meninavcneno & @vnlsch & @democratacristao
Ekaterina e Daniel eram perfeitos juntos. Todos que assistiam o casal afirmariam isso. Mesmo quando não estavam em um momento de intimidade, em público, o simples ato de se abraçarem era capaz de fazer com que qualquer um se sentisse desconfortável, sentindo-se infeliz, invejoso. Nastya se sentira assim por vezes, pois ela queria um amor como ele. Amor, de fato. Eles se amavam e ninguém duvidaria disso. Nem mesmo Gunter, tampouco Valerya; muito menos Valerya. Fora ela uma das defensoras daquela união. Enfim, eram perfeitos e todo o resto, como Nastya falava para a irmã. No entanto, casais felizes poderia ser um problema, pois queriam que todos, sem exceção, fossem felizes como eles eram. E, às vezes, tomavam atitudes drásticas, como um encontro entre irmãos. Era a razão de Nastya estar sentada em uma mesa, diante de @ivmfree, olhando-o com os olhos tão estreitos que era capaz de furá-lo com o olhar. “Você sabia dessa palhaçada?” Questionou a russa, sentindo a face corar, mas não por constrangimento, mas sim ira.
— FLASHBACK;
tristnd:
Tristan não esperava que o assunto viesse à tona naquele momento. Não era idiota a ponto de não perceber que Nastya não o culpava por tudo que tinha acontecido em sua vida, mas esperava que o confronto viria em um momento mais apropriado. Podia sentir que toda a sala de aula tinha parado para acompanhar a sua conversar com a russa. Sem que conseguisse se controlar, bastou que visse o dedo apontado em frente a sua face para que segurasse-o com o intuito de abaixá-lo, empurrando a mão feminina sem muita delicadeza. ❛ —— Dá pra você parar de gritar e conversar como uma pessoa civilizada pelo menos uma vez na sua vida? ❜ Questionou entre dentes, estreitando o olhar na direção da garota conforme deixava o violão para que pudesse se levantar. Tinha mais uma vez perdido toda a sua calma graças a russa! Ótimo. E, bem, se era assim que ela queria jogar, se era um escândalo regrado a verdades sendo jogadas na cara, era exatamente isso que teria. ❛ —— Quando é que você vai entender que eu não tenho culpa de merda nenhuma? ❜ Tristan disse com seriedade, levando o dedo indicador até a altura de sua têmpora e tocando rapidamente a região com o dígito. ❛ —— Eu não tenho culpa alguma se a sua irmã é louca! E eu não roubei a porra da sua vida. ❜ Complementou ao balançar a cabeça em um gesto de negação. ❛ —— A única coisa que eu fiz foi sair pro encontro mais problemático da minha vida. Será que é tão difícil assim acreditar que eu não tinha como saber que iria provocar um surto nela? ❜ Já estava cansado de ser acusado em toda aquela história! E estava na hora de Nastya perceber que a única responsável por toda aquela porcaria era sua própria irmã.
Não era como se já não tivesse escutado os dizeres outrora, pois havia; escutara de suas irmãs, quando discutiam, e de demais pessoas quando começava uma discussão. “Por quê?” Indagou a russa ao permitir que um riso irônico deixasse os lábios rosados. “Você não quer fazer uma cena, Tristan? Deveria ter pensado nisso antes de começar a fazer uma cena!” A russa estava tão furiosa naquele momento que sua mente não parava para raciocinar. De fato, ele não tinha, mas para ela, sim. E, até que pudessem resolver civilizadamente qualquer questão entre os dois, seria sempre culpa dele. “A culpa é sua!” Os dizeres foram direcionados ao outro com toda a ira que ela possuía dentro de si naquele momento; estava completamente cega pela mesma. E, tal ira, apenas aumentara quando o francês se referira à sua irmã como ‘louca’. Ouvi-lo falar daquela forma não melhorara o humor de Nastya. Em verdade, havia piorado em 100%. “Você não se atreva a falar da minha irmã!” Não estava gritando, mas utilizava um tom baixo e deveras ameaçador. Tristan, por sua vez, não parecera compreender o recado que Nastya havia lhe dado. Ora, ela não era a mais controlada de suas irmãs. Desde pequena, a princesa sempre fora moldada pelas emoções e, portanto, era ocasionalmente levada por eles. Assim sendo, poderiam não perceber a movimentação do lado de fora, mas ocorria; ventos mais fortes assolavam o ambiente, fazendo as cortinas balançarem. Ao redor de Nastya e Tristan, o vento os envolvia aos poucos. Era como se estivessem esperando uma ordem — ou o descontrole completo da russa — para atacá-lo. Para fazê-lo calar a boca. Ela precisava que ele calasse a boca. “Você fez isso com ela! Você-Você destruiu a minha irmã completamente! Porque é que você faz, não é? Foi o que você com várias pessoas em Hyacinthum! Você se achava no direito de dizer o que bem entendesse na hora que bem entendesse porque é um babaca mimado que não enxerga além dos seus próprios privilégios!” Nastya andava um pouco mais para perto do outro, obrigando-o a ir contra a parede. “Você não tem o direito de falar da minha irmã!” O grito, audível para os demais, fizera com que o vento se intensificasse. Em um momento de lucidez, temendo a integridade física dos demais, que assistiam a cena, ela se voltou para trás, afastando-se em passos rápidos do francês. O vento não diminuíra, portanto, ela precisava sair dali. Ela precisava. Não era de seu feitio deixar uma discussão inacabada, mas também não queria ferir ninguém.
Os aposentos reservados aos monarcas não estavam na mesma ala que os dos príncipes e princesas, portanto, Nastya precisou andar por mais algum tempo até encontrar o quarto de seus pais. Depois da visita de seu pai, precisava de um colo; alguém que pudesse lhe ofertar alguma estabilidade e, bem, alguma mudança significativa em seu humor. Talvez fosse intencional, talvez fosse o colo de mãe, mas sempre se sentia confortável nos braços de Valerya. Assim sendo, caminhou até o quarto, sabendo que Gunter não estava por perto. Bateu duas vezes e encostara-se ao batente porta, esperando que a Tsarina aparecesse. Ao que ela o fizera, abrira um sorriso comedido. “Achei que seria a primeira a me ver, mama.” Nastya estava visivelmente cansada e, embora tivesse medo de Valerya, por temer o que ela poderia descobrir em contato consigo, era sua mãe.
( casalshallow )
A possibilidade levantada por Nastya era tão absurda que Gunter não se preocupou em conter o rolar de olhos irritadiço de sua parte. “Menos, Nastya. Bem menos. ” Alertou em seguida. Jamais teria coragem de fazer qualquer mal as suas filhas. E a possibilidade de jogar uma praga na princesa era absurda! Mas ele procurou não dar muita brecha para o assunto para não se irritar. Sem muita cerimônia, o governante deu uma rápida olhada pelos aposentos e caminhou até uma cadeira em frente a escravinha em um canto, puxando-a para que pudesse se sentar. Não demorou muito para que finalmente conseguisse o que queria;; Nastya finalmente dava a sua versão dos fatos. E, rente as palavras da mais nova, ele elevou a destra até o rosto e percorreu a região com a sua palma da sua mão, antes de respirar fundo para se acalmar. Deveria ter levado a esposa para ajudá-lo naquela conversa, chegara a essa conclusão. “Sim, eu sei muito bem o que aconteceu, mas queria ouvir tudo da sua boca.” Gunter disse quando finalmente se dignou a olhar para a herdeira, erguendo uma sobrancelha em seguida. “Toda corte é rodeada de fofoqueiros, Nastya. Você é uma herdeira agora. Tudo que fizer será alvo de mexericos. E é por isso que não deve dar ainda mais conteúdo para que eles falem de você.” E aquelas palavras soavam mais explicativas do que realmente como uma bronca em si. Não queria parecer que estava perdendo as estribeiras com a princesa;; ainda não tinha chego a tanto. “Já ouviu falar que, quando um não quer, dois não brigam? Então, não importa quem iria apanhar! Os dois garotos sabiam muito bem no que estavam se metendo quando começaram a confusão e não é da sua responsabilidade se meter em brigas que não lhe dizem respeito.” Sabia que sua filha tinha tido boas intenções, mas disso o inferno estava cheio. Nastya não poderia deixar que o bem-estar alheio se sobressaísse as responsabilidade que carregava. “Me diga. Você espera que eu parta para agressão no meio do conselho por quê alguns dos outros líderes me irritou? Isso tornaria a minha atitude mais justificável?” O questionamento aconteceu com uma bela seriedade da parte de Gunter, o seu olhar estando fixo ao semblante da mais nova. A informação que viera a seguir, no entanto, era novidade para o Tsar. A surpresa atravessou o seu semblante por alguns instantes enquanto suas pálpebras eram movimentadas com maior rapidez e seus olhos eram arregalados. “Você fez o quê?”
O sinal bem-humorado de Nastya sumira com os dizeres de seu pai, sabendo que chegaram ao momento em que iriam ter “a conversa” e, bem, ela desejava que a tal conversa envolvesse, de fato, métodos contraceptivos e não fosse relacionada a seu comportamento. Seria mais fácil. Nikolaev dera de ombros, mordendo a própria língua para que não falasse mais do que deveria, apesar de ser difícil para Nastya controlar-se. Parecia que seu coração estava batendo bem mais rápido que o normal --- e ela não duvidava que estivesse --- e o mundo ao seu redor havia parado. Desde que se lembrava, Gunter adquirira certa paciência para lidar consigo, contudo, ainda assim, parecia que ela poderia sofrer algum tipo de punição a qualquer momento. E por mais que, no fundo de sua mente, soubesse que seu comportamento estava eras longe do esperado e do desejável, ela também temia o fato, assim como temia a própria reação. “Pra quê?” A língua afiada não suportara e ela murmurara o questionamento para o outro, embora fosse retórico. Ele precisava ouvir da boca dela para quê? Para usar Taivia de exemplo? Ekaterina? Quando entrasse no assunto de suas notas, com certeza citaria Dominika. Ela era o exemplo para inteligência, Kat para um comportamento mais “aceitável” e Taivia para a perfeição. Todas tinham um comportamento adequado, mas Nastya... O comportamento de Nastya errado. Impulsiva, difícil de lidar e debochada. Muito desafiadora. “Todo mundo sabe que eu não queria isso.” Não era um segredo guardado a sete chaves, no final das contas. “Talvez, se tivessem levado Taivia ao médico desde que nascera, feito algum tipo de terapia ou sei lá, ela estaria bem hoje e não teria de ensinar boas maneiras para a problemática da Nastya.” Soprou em tom irônico.
“O que eu poderia fazer, então?” Questionou em um tom petulante, levantando a cabeça automaticamente para encarar as íris azuladas como as suas. “Ele iria morrer.” E, muito embora fosse dona da tal personalidade desafiadora, Nikolaev não poderia deixar com que o irlandês morresse. Não era, de fato, próxima de vermelho; não tinha muitos amigos em Hyacinthum, mas também não poderia deixar com que ele fosse morto. O azul, por sua vez, era forte. Superforte. Mataria o outro em segundos. “Era um vermelho apanhando de um azul com superforça. É o tipo de coisa que uma pessoa deveria deixar acontecer? É o tipo de coisa que nos ensinou a fazer?” A russa rebateu ao pai com o questionamento. Talvez fosse provocar a ira do Tsar a cada nova palavra, no entanto, a indagação do outro fizera com que ela murchasse, pensando sobre a possibilidade levantada. Não era diplomático. Ela deveria ter tentando conversar... Era o que o pai lhe dissera muitas vezes e o que ouvia nas aulas de Relações Diplomáticas. Havia formas de resolver que não partir para agressão, no entanto, ela não tinha uma resposta. “Não.” Por saber que não era uma pergunta retórica, a princesa respondeu, inspirando profundamente enquanto tentava acalmar as próprias batidas. “Não é o que você deveria fazer, mas ela... Grr.” E não havia palavras para descrever. Obviamente, ambas se provocavam em virtude do conflito histórico entre Polônia e Rússia. Não era sua culpa; ao menos, não totalmente. Zofia também fazia questão de tirá-la do sério. “Eu não fiz nada.” Piscou, automaticamente assumindo uma postura mais dócil, praticamente um anjo. A cabeça negava enquanto Nikolaev descruzava as pernas. Droga, Nastya!
( tristnd )
❛ —— Você tem coragem de chamar isso de desculpas? ❜ O francês perguntou quando finalmente se dignou a olhar para o semblante feminino, pouco se importando em disfarçar a irritação em sua voz. ❛ —— É muito engraçado que na hora de ofender alguém você parece ter muita eloquência, mas para pedir desculpar parece ser incapaz de dizer uma única palavra. ❜ Tristan não estava exigindo que Nastya se humilhasse para conseguir perdão, mas ele não admitia nada menos do que desculpas minimamente decente. Julgava merecer isso depois de aturar meses a fio todas as loucuras da russa. ❛ —— Eu tenho que crescer? ❜ Questionou com uma certa incredulidade, deixando o violão de lado à medida que um riso sarcástico deixava a sua garganta. ❛ —— É você que fica tratando todo mundo como bem entende, se orgulha de ser rude e estúpida com os outros e parte para violência a cada oportunidade. Mas, claro, sou eu que preciso crescer! ❜ Ele finalizou com ironia, umedecendo os lábios enquanto sua cabeça era movimentada em um gesto de negação.
Nastya encolheu os próprios ombros ante a acusação em forma de questionamento, sentindo-se, subitamente, menor do que o esperado, embora mantivesse uma postura que indicava a preparação para uma discussão, caso esta ocorresse. O que, de fato, não seria surpreendente. E Tristan não estava errado. Na hora de ofender aos demais, bem, ela sempre se via capaz de fazê-lo, mas desculpar-se era mais difícil. Mas, mesmo que o intuito fosse pedir desculpas, não iria recuar. “Eu geralmente peço desculpas melhores para quem merece.” Refutou a fala alheia e, antes que pudesse controlar-se, já estava falando novamente: “Afinal de contas, eu não fiz nada perto do que você já me fez.” O dedo em riste, apontando para o outro, indicava a verdade empregada por ela, embora pudesse soar como algo injusto. Era injusto, no entanto, não na visão de Nastya. Na visão da russa Tristan era o vilão da sua história. E, mesmo que tentasse, não conseguia tratá-lo de forma melhor; não conseguia não atribuir culpa ao outro e, em cada interação, reafirmar isso. E, muito antes da possibilidade do francês questionar do que era acusado, de fato, Nastya tratou de elucidar para ele. “Você destruiu a vida da minha irmã, tirou ela de mim e destruiu a minha vida!” E, então, apontou para si. As íris azuladas foram tomadas pela raiva que represara desde que Taivia fora internada, definitivamente. “Você me roubou uma vida inteira!” O volume de sua voz se elevara enquanto a princesa falava. Ela nunca desejara a posição que ocupava hoje. Sempre quisera uma vida longe da Rússia, em algum lugar que a aceitasse como seu país não o fazia. Mas, graças a Tristan, ela perdera alguém que verdadeiramente amara, perdera a chance de escolher o que fazer e, bem, perdera a si mesma. Talvez, todas as discussões e brigas, fosse uma forma de dizer que não poderiam tomá-la por completo, no entanto, Nastya sabia que em breve não teria mais sua vontade, mas a vontade que queriam dela. Teria de pensar no que era melhor para o povo, e não para ela. E o culpado disso era Tristan.
( casalshallow )
Não deveria existir ditado popular mais certo do que aquele que dizia que os pais conheciam seus filhos como ninguém. Portanto, Gunter não poderia se dizer surpreso quando escutou a resposta atravessada de sua filha, já esperando algo do tipo. Um sorriso de canto parecendo surgir em seus lábios em decorrência das palavras ousadas e o Ksar revirou os olhos logo em seguida. Há muito tempo tinha aprendido que ver graça nas peripécias de suas filhas eram bem melhor do que se estressar verdadeiramente por cada uma delas;; ainda que não tivesse o costume de passar a mão na cabeça das garotas. “O que posso fazer? A idade chega para todos, Nastya. Vai descobrir isso da pior forma quando as suas piadinhas não tiverem mais tanta graça. ” O homem implicou com um dar de ombros. No entanto, a brincadeira não teve muito mais tempo para se prolongar, pois o momento que viera a seguir era muito mais precioso do que qualquer tipo de implicância. Nastya parecia tão necessitada quanto o próprio daquele abraço, então, como um bom pai, ele permitiu que a princesa se aconchegasse em seus braços da maneira que desejasse. “Я тоже скучал по тебе, дорогая.” ¹ Respondeu na mesma tonalidade, interrompendo o contato somente quando julgou que tivesse se passado tempo o suficiente. Então, posteriormente, ele limpou a garganta enquanto se afastava para cruzar os braços. “Tem alguma coisa para me contar sobre os últimos meses?” Perguntou sem muito rodeio, encarando-a com seriedade à medida que esperava uma resposta. Essa era uma estratégia que costumava adotar constantemente com as suas filhas e, incrivelmente, sempre funciona para que pudesse conhecer o ponto de vista delas sobre os seus erros.
“Isso é algum tipo de praga de pai?” Questionou-o franzindo levemente o nariz. Era uma reação natural de Nastya em situações desagradáveis. “Pois saiba que sou blindada e praga nenhuma pega.” Toda a casa Nikolaev estava acostumada com as faladas de Nastya e, bem, se com os outros não tinha tanta polidez, não teria com a própria família, que bem a conheciam como ninguém. Ficara nos braços do outro até que se sentira confortável em sair. “Ok, chega.” E, então, assumiu a postura mais endurecida de outrora, fingindo que não estivera tão vulnerável, afastando-se ao limpar as bochechas rapidamente, de costas para o pai. A fim de disfarçar, mexeu no cabelo, amarrando-o em si mesmo em um coque. Nastya sentou-se na cama, um tanto afastada de Gunter, esperando que ele continuasse. E, bem, o questionamento fizera com que a russa olhasse para as próprias mãos por um momento, arranhando as palmas antes de se pronunciar. “Não vamos fazer esse jogo de que não sabe, não é? Tenho certeza que sabe de tudo que aconteceu nos últimos meses.” A defesa de Nastya envolvia o ataque, mesmo que mais sutil deles. “Hyacinthum é um grande antro de fofoqueiros.” E ela bem sabia disso, mas não entraria em detalhes. “O que queria que eu fizesse? Eu não poderia deixar Jesse espancar Andras até a morte e ele é um machista, merecia apanhar!” E, aos poucos, o peito era esvaziado enquanto os dizeres se atropelavam. “Draco foi invasivo! Eu o mandei ir embora diversas vezes, mas ele não ia. Eu não sou obrigada a ficar ouvindo cara chato que não sabe receber um não me enchendo o saco! Eu bati mesmo.” Naquele momento, não encarava o próprio pai; era melhor não fazê-lo. “E o que eu posso fazer se Zofia me irrita? E ela fica provocando? Eu não tenho paciência pra essas coisas não. Se não sabe brincar, não desce pro play.” E, bem, ninguém sabia da festa das cores com fogos de artifício do outro dia, então era melhor não comentar certo? Certo? Bom, Nastya já estava falando. “E ninguém se feriu nos fogos! Só quebrou uma janela...”
As notícias sobre o péssimo comportamento de @nastyandshallownow já tinham chego aos ouvidos de Gunter. O diretor havia feito o favor de convocar uma reunião consigo, assim que desembarcou na ilha, para contar sobre as brigas e todos os adendos de confusão de sua filha ao longo do semestre. No entanto, incrivelmente, não era como se o governante já não estivesse esperando uma recepção diferente quando se tratava do comportamento usual da princesa. Algum dia Nastya seria capaz de controlar o seu gênio difícil? Essa era a pergunta que tirava o seu sono sempre que parava para pensar sobre a futura regência da princesa. Precisava dar um jeito de mostrar a ela que toda aquela impulsividade não levava a nada. Portanto, ali estava ele, batendo a porta dos aposentos de sua filha enquanto se preparava psicologicamente para revê-la e já pronto para mais uma mais das inúmeras conversas que tinha tido com a garota sobre o assunto. Esperou com paciência até que a porta fosse aberta e, primeiramente, curvou os lábios em um sorriso ao ver a figura da garota, abrindo os braços em um convite claro para um abraço. “Seria muito piegas se eu dissesse que você está ainda mais bonita do que na última vez que nos vimos?”
Diferentemente das irmãs, que correram para recepcionar os pais, Nastya permanecera em seus aposentos, observando o teto enquanto mexia em seu cabelo, caçando pontas duplas. Não que estivesse desinteressada, ou até mesmo não desejasse rever os monarcas, no entanto, a russa sentia-se temerosa, de fato. Ora, provavelmente Gunter e Valerya já sabiam de tudo que ela fizera no decorrer do ano — e, caso bem lembrasse, Gunter não estaria feliz; não era como ela deveria se portar agora que era uma herdeira direta ao trono. Assim, a fim de evitar fadiga, permaneceu em seu quarto, esperando o melhor momento; esperava que Svetelana e Sonya amaciassem bem ambos os pais antes de chegarem até ela. Contudo, se bem conhecia o pai, em breve ele estaria ali, bastava esperar. E esperou. Tanto que acabou pegando no sono, em plena luz do dia, visto que não dormia bem durante a noite. Acabara por acordar com as batidas na porta, pulando da cama assim que estas fizeram audíveis para a russa; e, ainda zonza pelo sono, Nikolaev dirigiu-se à porta, pronta para repreender quem estivesse incomodando, abrindo-a com força. No entanto, a visão de Gunter desmanchou toda sua ira, fazendo-a suavizar a expressão raivosa, dando lugar a uma pequena surpresa. Piscara algumas vezes antes de ouvi-lo, franzindo o nariz ante a fala do pai. “Isso é sim muito brega. Mas é compreensível, não é? É o tipo de coisa que gente velha vive dizendo...” Ironizou com um largo sorriso nos lábios. “Mas obrigada...” Imitou uma reverência desajeitada e caricata praticamente se atirando nos braços do patriarca logo em seguida, depositando todo o peso de seu corpo no outro. Seria mentira dizer que não sentia falta dos pais, é claro; mais especificamente de Gunter. Muito embora fosse rígido na criação das filhas, especialmente agora quanto à Nastya, era mais próxima do monarca. E era reconfortante tê-lo por perto. Era seu pai, apesar de tudo. Assim sendo, escondera o rosto no peito de Nikolaev, apertando o casaco entre os dedos. Talvez fosse o momento mais vulnerável que já permitira o mais velho de assisti-la; talvez não fosse bom para si que isso ocorresse; talvez fosse melhor afastar-se e receber a bronca que provavelmente viria. Ainda assim, a russa mantivera-se nos braços do pai, recusando-se a afastar. “YA skuchal po tebe¹” Proferira em um tom demasiadamente baixo, como se não quisesse que o outro a ouvisse.
( meninavcneno )
Nastya. A mera visão da russa já era suficiente para que Zofia ficasse furiosa. Da última vez em que se viram, o resultado tinha sido catastrófico - uma mancha na reputação de Herszkowicz, o que fez com que ganhasse uma carta irada de seu tio Milo, exigindo que a princesa assumisse um melhor comportamento. — Ora, Nastya… Não é surpresa nenhuma te ver nesse estado deplorável hoje — a polonesa começou a alfinetar, com seu sorriso maldoso brotando nos lábios. — Quem diria, não é mesmo? Tal atitude me pensar que você talvez seja bem mais irresponsável e incapaz do que eu imaginava.
Nastya ainda não havia recebido qualquer sinal de seus pais acerca do que ocorrera na sala de aula, portanto, estava aproveitando um dia sem qualquer punição por seu comportamento terrível. E ela sabia que não deveria aprontar nada mais — e, bem, nem estava em condições para isso — mas não poderia deixar a outra sem uma resposta para que se calasse definitivamente. No entanto, sua face não voltara para a polonesa. “Ao menos é uma consequência física de um bom momento de diversão, certo? Mas tem certas pessoas que nunca têm nada para fazer, nunca recebe convite para festas, todo dia na sua vidinha deplorável, triste e solitária.” Levou o indicador aos óculos, ajeitando-o. “E veja bem; acreditam fielmente em suas capacidades de governo com um país quebrado, em guerra com uma potência e sem qualquer aliado.” E, então, dera de ombros, voltando-se para seu colega. “Por que essas pessoas não enchem a bunda de cachaça e vão beijar umas bocas?”
( tristnd )
Ter um dia tranquilo naquela escola seria pedir demais? Quando se tratava de Tristan parecia ser quase uma missão impossível, pois, por mais que tentasse, o nobre não conseguia se lembrar de um único dia em que tinha tido paz na ilha desde o seu retorno. Até sua aula de música parecia ser alvo de irritações inesperadas! Seria um carma por tudo que tinha causado no inicio do ano? Deveria ser porquê não era possível que tinha sido de graça que tinha conseguido o importuno de ter Nastya em sua vida. Bom, o importante era que francês se encontrava afinando o seu violão quando percebeu a aproximação indesejada de russa, porém, propositalmente, ele optou por se fazer de desentendido até que ela lhe dirigisse a palavra. ❛ —— Você se desculpou? Porque eu não me lembro de ter escutado nada. ❜ E, apesar de suas palavras serem claramente uma resposta para a garota, por uma mera birra, sua atenção ainda parecia fixa ao instrumento musical que segurava em seus mãos, como se ele não estivesse falando com ela. Ainda podia se lembrar com perfeição de toda a raiva que tinha passado com a princesa no último episódio e, obviamente, usaria o sentimento para promover uma amostra grátis de toda a irritação que a russa costumava provocar nele. ❛ —— Tente de uma maneira mais decente. ❜
A frieza do outro apenas fizera com que questionasse a si mesma a motivação por estar ali, engolindo alguns nós orgulhosos em sua garganta, proferindo os dizeres na direção do francês. Dizia para si mesma que era apenas por não desejar contrapor-se aos ensinamentos de sua mãe, afinal, é na ausência que se demonstra de fato o respeito para com os genitores; e Svetelana lhe dissera que o outro se magoara com tudo que fizera a ele até então. Caso fosse mais fundo, diria que se tratava do antes. Antes da confusão envolvendo o duque e a princesa, antes do transtorno de Taivia ter ganhado proporções gigantescas, e, bem, antes da própria vida da princesa ter tomado rumos desastrosos. Antes de tudo isso, Tristan era sim um babaca, mas era divertido de ter por perto. Não que fossem amigos, deve-se salientar, mas eram conhecidos. Irritada, Nikolaev colocou ambas as mãos na cintura, fitando-o manter-se entretido com o instrumento, deixando-a de lado. “É claro que eu me desculpei, litso zadnitsy¹!” Bufou então cruzando os braços. Ele não estava querendo que ela se humilhasse para ele, certo? “Agora você vai ficar de mimimi? Na boa, Tristan... Cresce.”
( esscminaelouca )
Nastya Nikolaev... Não era um nome estranho para Habsburg desde o Lunae Messis do ano passado. Fora pouco depois da morte do marido, e o primeiro festival de Habsburg, já que não estava em Hyacinthum quando completou a maioridade ––– mas como dizem, idade é apenas um número, e a austríaca sempre fora deveras adepta a esse pensamento. “ ––– Jamais, mein liebe.” Respondeu simplesmente, a voz no costumeiro tom aveludado, e as pernas, cobertas por um tecido alvo de verão, cruzadas formalmente. Não era dada a praia, e talvez por isso não tivesse saído da plataforma de madeira, mantendo os pés fora do alcance da água. “ ––– Afinal, Peters tem praias… Encantadoras, huh? Muito se fala nos mares do Neva. Já o visitou?”
O que acontece em um Lunae Messis fica no mesmo, certo? Era o ditado que sempre dizia para si mesma desde o evento ante-anterior em que permanecera no castelo, sem sair para as comemorações da fertilidade, e tivera uma noite interessantíssima ao lado da austríaca. “Algumas vezes.” Assentiu, muito embora achasse mais divertido fazer um tour pelas praias russas do que sempre retornar para uma. Era um fato marcante na personalidade de Nikolaev: a inquietação. “Peters, hm? Muita intimidade com os russos.” O humor era evidente, tal como o duplo sentido; mas, tal logo começara, logo abandonara o assunto rapidamente. “Mas eu prefiro Vladivostok. O swell compensa o transtorno da temperatura.” Fora onde Nikolaev aprendera a surfar, aliás. “Por que ainda não entrou na água?” Questionou após passar os dedos pelos fios negros, voltando às íris azuladas para a austríaca. Era visível que sequer pisara na areia e, para Nikolaev, era um desperdício.
Dio, fazia tanto tempo que Nena não dava atenção à sua querida Ducati! Não tinha tido tempo para apreciar a velocidade. Assim que montou na motocicleta, suspirou aliviada. Haviam sido dias tão estressantes em Verdare, e ela tinha sido expressamente proibida de subir em uma moto, enquanto a ferida não cicatrizava. Mas, depois de furtar a chave, ali estava! “I feel the need… The need for speed! ¹” Mordeu o lábio inferior, incapaz de ignorar o sorriso involuntário que tomava os lábios da Brunelleschi enquanto ligava a ignição, inclinando-se sobre a moto como havia sido ensinada, anos antes, ciente de que tinha soltado um som de algo semelhante a prazer à medida em que provocava os roncos no motor, testando a moto. Nena nunca se acostumaria com aquilo. As sensações eram viciantes! Escutou o barulho à sua frente e levantou o olhar, pendendo a cabeça para o lado. Oh, Cazzo! Elx, não! “Sooo… Vamos fazer disso o nosso piccolo secreto?” Os olhos se semicerraram automaticamente ante a visão, mas Verena foi incapaz de não arquear uma das sobrancelhas, mordiscando o interior das bochechas. “Você não me dedilharia ², vero?”
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O lado bom de aprender a fugir de casa desde cedo é que você acaba se tornando quase um ninja! E, portanto, Nikolaev era capaz de se esgueirar por espaços de forma solitária. Soma-se isso ao fato de raramente utilizar qualquer salto alto, comum em Verdare, e às vezes até andar descalço, e ela sempre passava despercebida pelos demais. Assim sendo, era como a outra observava Verena em uma moto, abrindo um sorriso divertido para as ações da outra. “Achei que você ia ter um orgasmo.” Repentinamente proferiu, mordendo a fatia de pizza em mãos. Havia roubado da cozinha ao passar pela mesma. “Segredo? Então você não deveria estar nessa moto?” Questionou arqueando levemente as sobrancelhas. “Ora, então sua mãe não deveria saber disso, certo? Hmmm que interessante... Então quer dizer que eu tenho uma informação que alguém não deveria saber? Então eu não deveria contar? Certo? Se você não disser nada, eu vou assumir que eu posso contar...” Possuía um sorriso quase diabólico nos lábios.
A inquietação de Nikolaev em nada tinha a ver com a possibilidade de ser pega em sua brincadeira infantil, afinal, ela não se importava com o fato de ser ou não encontrada --- embora fosse conhecimento de todos que seria melhor não ser pega. No entanto, o incômodo de Nastya era outra coisa, contudo, a princesa russa não sabia identificar o que era. Portanto, uma extraordinária reunião de irmãs fora convocada nos aposentos de Guncharova, cada russa com sua particularidade para dizer do que se tratava a quase infelicidade alheia. Svetelana --- que torcia os fios da irmã em seus dígitos --- abriu-lhe um sorriso convencido. "Você está triste por causa do Tristan!" Afirmou após todas as irmãs terem dado os seus palpites, fazendo com que todas arqueassem a sobrancelha e arfassem em surpresa. "Oh meu..." Ekaterina sempre fora a mais romântica de todas elas e, antes de continuar, a irmã a interrompeu. "Nem me venha com essa palhaçada, Kat!" e, então, voltou suas íris azuladas para a mais nova. "Tá doidona?" Questionou visivelmente irritada. "Lógico que não! Mas você tem de admitir que ficou bem murchinha depois do episódio no corredor... Você poderia, não sei, desculpar-se? Tristan não é tão ruim... E ele é muito bonito também." Lana completou em um ar sonhado, fazendo Guncharova estreitar os olhos perigosamente. "E educado!" Acrescentou outra irmã. "Ótimo desenhi-" Nastya pulou da cama, afastando-se das princesas. "Virou júri pra defender Tristan agora?" Com as mãos na cintura, ela encarava cada irmã. "Não estamos contra você, mas você tem de confessar que sempre exagera um pouco... Às vezes ofende. E mamãe sempre diz pra nos desculparmos com aqueles ferimos." E foi com a lembrança de sua mãe que Nastya tomou coragem de sair de seu quarto de ombros arriados, buscando o francês.
Veja, ela não tivera de procurar muito. Eles faziam a mesma aula de música, portanto, quando o francês chegara, a russa ateve-se a olhá-lo com atenção, observando seus passos com afinco. Talvez fosse óbvio para alguns, mas Nastya cria que o outro a estava ignorando propositalmente --- e, bem, não seria um erro que o fizesse; tampouco inesperado ---, porém, mesmo que fosse razão de muitos perderem a coragem, Nikolaev mantivera-se firme, buscando com o olhar o outro sempre que o som de seu violino cessava. Os últimos minutos da optativa chegaram, fazendo-a guardar o próprio instrumento em movimentos mais lentos que o natural e, então, vagarosamente, como quem não quer nada, a russa se aproximou pouco a pouco de @tristnd. Estava próxima o bastante para que ele, ao virar-se, deparasse defronte da princesa que abriu um sorriso simpático. "Eu vim me desculpar..." Começou em um tom singelo e deveras gentil. Mais gentil que ela conseguia reproduzir, ao menos. "É isso. Me desculpei." Soprou na direção do outro, passando as unhas com esmalte --- preto --- descascado na palma de sua sestra, em movimentos inconscientes.