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ofenvys:
Até o momento, Bryce não tinha qualquer interesse em se intrometer na situação presenciada, algo que logo foi mudado com as palavras do Sheperd. “ Lovely. But kid stuff always is, right? ” — Fez-se notar com um sorriso deveras ácido, tentando transparecer a retenção da cena presenciada. O Folley tinha em mente que a maioria de seus colegas eram competitivos demais para uma total confraternização com alguém da fraternidade oposta, logo julgando que a companhia do outro se dava por alguém de sua própria casa ou uma pessoa que logo seria repreendida. Nutria, pelo estudante em questão, a mais pura apatia, sendo a inveja que sentia pelo louro algo considerável e, de certa maneira, levemente superior ao que tinha pelos demais que ali se encontravam. Era quase corrosiva a forma com a qual se dispunha a observar tudo e todos, buscando a mais ínfima falha para ter para si um momento de jubilo advindo de uma confirmação de que mesmo por baixo de tanta contestação, existia sim algo obscuro. Era tal confirmação o que o Folley buscava quando se dignava a envolver-se em eventos que pouco lhe despertava o interesse. “ Eu digo que foi apenas sorte. ” — Uma provocação nada velada, incerto se o semelhante iria acatá-la da forma que era de seu desejo, porém, decidindo-se arriscar de qualquer forma, afinal, não tinha nada a perder.
Hugh suspirou levemente ao reconhecer a voz de Bryce, e virou-se para ele sem muito entusiasmo. Percebeu que o calouro ao seu lado também estava incomodado com a presença do outro, então não tentou impedi-lo quando o garoto se afastou, deixando os dois sozinhos. De todas as pessoas possíveis, a companhia do Folley era a que menos lhe agradava, e a que ele menos esperava ter; preferia ficar sozinho, mas já que isso não seria possível, também não tentaria fugir, apesar de sentir o nervosismo começar a lhe atingir novamente. Deu de ombros em resposta a provocação, por impulso. “É possível. Cinquenta porcento de chance.” Sua voz saiu baixa e em um tom monótono, que poderia ser interpretado como desdém pelo outro, por mais que essa não tivesse sido a intenção. Enquanto andava até o alvo, Hugh xingou a si mesmo mentalmente ao se dar conta disso, mas já era tarde para consertar o que havia falado. Sem muita pressa, ele pegou o dardo e então teve uma ideia. Em silêncio, foi em direção ao Folley e estendeu-lhe o dardo, com uma expressão neutra. “Por que você não tenta?” Parecia um desafio, mas, novamente, não era a intenção.
xwithoutwings:
Após se render à pressão dos colegas, tomar alguns drinques e passar um tempinho se beneficiando da pista de dança, cansou-se e por fim achou um lugar para descansar no meio de todo aquele alvoroço. Um sofá que proporcionava total visão ao jogo de dardos, tudo parecia monótono por ali, aparentemente estavam todos entretidos demais para deixar a bebida e a pegação de lado e gastar um tempinho jogando. Nunca fora muito forte no quesito bebida, então já sentia a quantidade que havia ingerido fazendo efeito, esperou por algum tempo na esperança de alguém aparecer, mas depois de alguns minutos foi vencida pelo tédio, abandonou seu copo pela metade na mesinha ao lado e levantou-se em direção ao jogo. Disparou três tentativas, e chegou à conclusão de que sua mira não era tão boa assim, sentiu alguém se aproximando e já estava se preparando para dar a desculpa de que normalmente acertaria, mas a bebida havia prejudicado sua habilidade. Virou-se para a voz que soou atrás de si e soltou uma risada aliviada ao encontrar Hugh parado ali. “Todo seu!” deu espaço para que o loiro pudesse jogar e ficou impressionada com a que o maestria que o mesmo apresentou em sua tacada. “É… a festa é dos Kappa mas nosso líder não fica para trás.” riu enquanto tomava um dos dardos que havia caído no chão em suas mãos e acertava em uma das pontuações menores. “Conseguindo curtir a festa?”
O loiro sorriu e passou a mão pelo cabelo, tentando não demonstrar a timidez; apesar de ser o líder da BAX, ele não se via dessa forma e acabava sendo lembrado disso toda vez que alguém falava. “Bem... seria muito rude da minha parte se eu não comparecesse.” Falou, com as mãos levantadas em um gesto que dizia “fazer o que”. “Além disso, vim ficar de olho em vocês.” Completou, sorrindo, em um tom brincalhão. Não dizia aquilo em um sentido ruim pois sabia como os membros da BAX eram, em comparação com a KTG; por ser líder, Hugh se sentia responsável por eles, e podia ser até um pouco superprotetor algumas vezes pois se importava realmente com cada um deles. Ele encostou na parede com as mãos nos bolsos e observou Angel jogar. “Depende do que você quer dizer com “curtir”.” Riu, encostando a cabeça na parede e encarando o teto. “Meu conceito de diversão é diferente dos outros estudantes, então posso dizer que não estou curtindo tanto quanto eu gostaria. Mas! Pelo menos agora tenho companhia.” Sorriu. “E você, Angel? Está se divertindo?”
bedfordcay:
Quando finalmente encontrou uma sala que não tinha ninguém e o barulho da música não alcançava tanto, Cay percebeu que a única diversão ali, ele não sabia lidar. Os dardos, não importava se atirados com rapidez ou sem, nunca acertavam o alvo e acabavam presos na parede. Pelo amor de Deus! Ele era um dos titulares na equipe de futebol, por que diabos sua mira não estava funcionando com aquilo? Acertara a bola de distâncias bem maiores, não fazia sentido errar aquele joguinho inútil. Já estava quase desistindo e saindo dali quando alguém apareceu. Não, quando Hugh apareceu. Cayleen teria sorriso ao ver o colega, mas não conseguia, estava um tantinho quanto frustrado. “Pode ir em frente.” dissera, até entregando um dos dardos que tinha em mãos. O loiro iria errar, com certeza. Ou, pelo menos, era isso que esperava. Quando o outro acertou e em cheio, o biquinho em seu lábio inferior ficou mais evidente e o cenho foi franzido ao dar alguns passos para perto do rapaz. “Como é que você fez isso? Me ensina? Olha, eu não acertei nenhum.” soltou um suspiro pequenino, os ombros caídos numa postura desanimada.
A reação de Cay surpreendeu o Shepherd, que imediatamente sorriu e lhe deu um tapinha nas costas. “Hey, não precisa ficar pra baixo. Admito que tive um pouquinho de sorte também, mas vou tentar te ajudar.” Ele então foi até o alvo e pegou o dardo, logo voltando para onde estava. “Estou longe de ser um expert, mas pelo que sei, a forma como você segura e a posição são a chave.” Enquanto falava, ele andou até o lugar onde tinha atirado o dardo, se posicionando; e então, inclinou a mão direita para frente, jogando o dardo que dessa vez não acertou o alvo, mas estava bem próximo. Ao perceber isso, ele fez uma careta, e começou a rir. “Como eu disse, não é tão fácil.” Hugh mais uma vez se aproximou do alvo e pegou o dardo, levando-o até o garoto. “Tente ficar parado e só mexer a mão para jogar. Acho que isso já vai fazer a diferença.” Sorriu, estendendo o dardo para Cay.
cambxer:
Cameron jamais poderia ter adivinhado que acertar o centro de um alvo com um dardo de plástico se tornaria a missão mais importante e impossível de sua vida, contudo, ali estava ela, feliz por finalmente ter encontrado uma sala vazia e frustrada por não conseguir acertar aquele maldito ponto verde. Poucas coisas a causavam mais tranquilidade do que ver um rosto conhecido durante eventos como aquele, então não pode evitar que um sorriso surgisse em seus lábios ao se deparar com Hugh. Ela apenas se afastou, dando espaço para que ele pudesse fazer sua jogada. O choque ficara explícito no rosto da garota ao assistir aquela cena que se passara em instantes, e então ela o encarou com uma expressão de admiração e surpresa por alguns instantes, parecendo completamente perplexa com o que acabara de ocorrer ali. “Faz horas que eu estou aqui tentado, pelo menos, acertar o quadro e você vem aqui e em um segundo acerta o centro? Depois me fala que não esperava por isso? Não mente pra mim, cara.” Estaria mentindo se dissesse que o seu lado competitivo não havia despertado naquele momento. “Ainda bem que não apostamos dinheiro! Tenho quase certeza de que se eu continuar aqui vou acabar com essa parede de madeira.” Ela fez uma careta, fingindo se sentir culpada. Cada vez que se aproximava do local para coletar os dardos lançados, se surpreendia com a quantidade de marcas e buracos que pareciam se multiplicar ali. “Eu já acho que o segredo está no talento mesmo.” Brincou. Por mais que acreditasse em pessoas presenteadas com talentos, sabia que todo objetivo poderia ser alcançado através da prática.
Ao se deparar com a expressão surpresa de Cameron, Hugh imediatamente franziu as sobrancelhas, confuso, mas soltou uma risada assim que a garota começou a falar. “Desculpe por isso?” Apesar da pergunta, seu tom era de brincadeira; quando ela mencionou a parede do lugar, Hugh virou-se e deu uma risada alta ao notar as marcas na madeira. “Espero que nenhum kappa veja isso e venha cobrar uma parede nova da gente.” Brincou. A rivalidade com a outra fraternidade não era algo que lhe preocupava tanto, pelo menos atualmente; ele não se importaria em comprar outra parede, desde que não houvesse nenhum conflito para isso. Voltando-se para Cameron, o loiro levantou uma sobrancelha. “Hm, será que é mesmo?” Com um tom desafiador, mas ainda brincando com ela, pegou outro dardo e deu alguns passos para trás; olhou para a garota por alguns segundos e riu, andando mais três passos. Como já estava afastado o suficiente, levantou o dardo com a mão direita e aproveitou para checar as horas no relógio, para fazer cena. Depois, colocou uma perna para frente e a outra para trás; com a mão direita na posição para jogar o objeto, fechou um dos olhos, fingindo mirar. Alguns segundos depois, esticou a mão para frente e finalmente jogou o dardo, que acabou acertando a parede, bem longe do alvo. “Acho que perdi meu talento.” Falou fingindo estar triste, enquanto se sentava no sofá. “Ah, finalmente um assento livre de casais e resquícios de bebida.” O sorriso se desfez e suas sobrancelhas franziram, e Hugh rapidamente se levantou. “What the...” Ele virou o pescoço, tentando descobrir no que havia sentado, em vão. “Parece que eu falei cedo demais.” Suspirou, balançando a cabeça. “Ainda não sei o que é isso e não tenho certeza se quero descobrir.” Brincou, por final.
Festas não eram o forte de Hugh, ainda mais quando eram realizadas pela KTG. Ele normalmente não se dava ao trabalho de comparecer quando eram anunciadas, mas dessa vez não deveria recusar o convite ou isso poderia trazer uma má impressão para a BAX, além de mais problemas com os Kappas. Não fazia questão de chamar atenção nem ficar lá por muito tempo, por isso escolheu uma roupa bem discreta e somente depois de passar algum tempo no quarto ensaiando possíveis conversas é que teve coragem para ir. Estava bastante nervoso, mas se esforçava para não demonstrar; quando chegou, já haviam algumas pessoas no local, mas ainda não tinha visto nenhum rosto conhecido. Foi então que encontrou uma figura no outro lado da sala tentando jogar dardos sozinha, sem sucesso; feliz por finalmente achar alguém familiar, se aproximou e cumprimentou x outrx. “Hey, se importa se eu tentar?” Após receber uma resposta positiva, pegou um dardo e atirando-o em cheio no alvo, para sua surpresa. “Eu confesso que não estava esperando por isso.” Riu baixo. “Mas no final das contas o segredo está no pulso. É um pouco difícil no começo, mas com a prática você pega o jeito.”
Give. Even when you know you can get nothing back.
Yasmin Mogahed (via wordsnquotes)
Do you think it’s possible that some people are born to give more love than they will ever get back in return?
Tyler Knott Gregson (via wordsnquotes)
Stop taking advantage of people with good hearts & who are emotionally vulnerable.