𝒊. 【...】 Este espaço é dedicado a todas as leitoras femininas. Todos os imagines postados deste blog são +18, com foco em personagens de kdramas de ação, drama, mistério e suspense.
𝒊𝒊. 【...】 Se você não gosta ou não se sente confortável com conteúdo explícito, sensual ou violento, por favor, não consuma esse perfil.
𝒊𝒊𝒊. 【...】 Aqui você é a protagonista. As histórias são feitas para que cada leitora se veja como quiser. Nenhuma etnia, cor de pele, tipo de cabelo, corpo ou outras características físicas são especificadas. É um espaço seu.
𝒊𝒗. 【...】 O uso de "[Nome]" aparece às vezes, apenas como ferramenta para aprofundar a imersão e te puxar para dentro da cena.
𝒗. 【...】 Este é um lugar seguro para explorar desejos e fantasias com nossos personagens favoritos, sem julgamentos. As histórias são de fã para fã, e o único objetivo é que você se imagine vivendo cada cena ao lado deles.
𝒗𝒊. 【...】 Pedidos estão abertos sempre. Quer um oneshot, abc nsfw ou headcanon? Deixem suas ideias e sugestões no "ask me". Adoro escrever o que vocês imaginam, sentem e desejam — então, não tenham vergonha de pedir o que quiser ver escrito.
── ★ ˙ ̟🪐 !! Bem-vinda ao meu cantinho — eu sou a Niny, autora por trás deste pequeno caos de imagines +18.
﹙ 𝑛.﹚Se você caiu aqui por acaso, acomode-se. Eu escrevo histórias inspiradas em doramas de ação, suspense e drama — para quem ama personagens complexos, cenários marcantes e narrativas com tensão e desejo.
﹙ 𝑛.﹚Escrevo tudo com bastante cuidado e tempo, então as postagens podem variar. Às vezes demoro, mas nunca esqueço os pedidos de vocês.
﹙ 𝑛.﹚Sinta-se livre para enviar ideias, pedir imagines ou apenas ficar e ler no seu próprio ritmo. Obrigada por estar aqui… e por dividir comigo esse pequeno universo literário.
₊˚⊹♡ 𝒆𝒙𝒕𝒓𝒂 𝒊𝒏𝒇𝒐 . . .
ꕤ *.゚꒰ა 𝒆𝒓𝒐𝒕𝒊𝒄 ♡ 𝒇𝒂𝒏𝒕𝒂𝒔𝒊𝒆𝒔 ໒꒱
┆ alguns imagines podem conter violência gráfica, tensão psicológica ou gatilhos emocionais.
┆ sempre leia os avisos no início de cada história, antes de prosseguir.
𖥔 ݁ 𝓵𝓮𝓽 𝓲𝓽 𝓼𝓹𝓪𝓻𝓴𝓵𝓮 𝜗𝜚 ⊹ ࣪ ˖
┆ Sinta-se livre para explorar — este perfil pertence ao seu ritmo e ao seu desejo.
. PAIRING 𖡻 Yoon Gwinam × 𝒇 !reader
. SYNOPSIS 𖡻 Quando um surto inexplicável mergulha o Colégio Hyosan no caos, você acaba presa na sala dos professores com a última pessoa que gostaria de ter por perto. E, de repente, sobreviver talvez não seja a parte mais difícil.
. WORD COUNT 𖡻 2.K
. WARNINGS 𖡻 minors dni!, linguagem obscena, consentimento duvidoso (dubcon), apocalipse zumbi, sobrevivência, bullying escolar (menções), obsessão, dinâmica tóxica, sexo em local público, provocação, sexo desprotegido (p in v), light choking, pulling hair, descrição de sexo explícito.
⤷english version or @ninyaquiii
O caos do lado de fora da sala dos professores parecia distante à primeira vista, como uma estação de rádio mal sintonizada transmitindo ruídos desconexos. Os gritos chegavam abafados através das paredes grossas de concreto, misturados ao som ocasional de algo pesado colidindo contra metal. Tudo chegava abafado e distorcido.
Mas o verdadeiro perigo não estava do lado de fora. Ela estava dentro daquela sala. Bem atrás de você. E tinha o rosto de Yoon Gwinam.
Tudo havia começado poucas horas antes, embora sua percepção de tempo já estivesse completamente destruída. O alarme de emergência do Colégio Hyosan começou a tocar sem parar, um som estridente que rasgava os corredores e se misturava ao pânico crescente dos estudantes.
No início, ninguém entendeu o que estava acontecendo. Alguns pensaram que fosse um incêndio. Outros acreditaram ser algum exercício de evacuação. Então os gritos começaram. Gritos desesperados. Em questão de minutos, a escola inteira mergulhou em um estado de histeria coletiva.
Alunos corriam pelos corredores empurrando uns aos outros. Professores tentavam organizar filas que se desfaziam instantaneamente. Portas batiam. Janelas quebravam.
E havia aqueles sons grotescos de dentes batendo sem controle. Rosnados desumanos e estalos violentos de mandíbulas... ninguém entendia o que estava acontecendo. Ninguém tinha respostas. Tudo o que sabiam era que precisavam sobreviver.
Você ainda conseguia se lembrar do momento exato em que viu um dos alunos avançar sobre outro. Os olhos completamente vermelhos, as veias saltadas sob a pele. A boca abrindo e fechando de forma errática, como um animal enlouquecido.
Foi naquele instante que qualquer noção de lógica desapareceu. O instinto assumiu o controle e você correu. Subiu as escadas quase tropeçando nos próprios pés enquanto dezenas de pessoas se empurravam em todas as direções.
No entanto, não foi a única. Por uma coincidência cruel do destino, Gwinam teve exatamente a mesma ideia. Você o viu apenas por um segundo, atravessando o corredor lateral em velocidade máxima.
Os olhares de vocês se cruzaram, mas nenhuma palavra foi dita. Ambos apenas correram para o mesmo lugar. A sala dos professores. Vocês atravessaram a porta praticamente ao mesmo tempo.
A madeira bateu com força atrás dos dois. Então vieram os impactos do lado de fora: pessoas correndo, corpos esbarrando. Alguém gritando e tentando abrir a porta. E depois ouve um silêncio sepulcral.
Quando vocês tentaram sair novamente, perceberam que o trinco estava quebrado. A janela possuía grades grossas demais para serem removidas. O corredor estava tomado por sons que tornavam qualquer tentativa de fuga um risco de morte. Então restou apenas esperar.
A sala era relativamente ampla, mas sufocante. Uma mesa de reuniões ocupava o centro do ambiente, armários abarrotados de documentos e um rádio antigo que, quando ligado, só respondia com chiados intermináveis.
Por algum tempo, nenhum dos dois falou. O silêncio era desconfortável. Você estava sentada próxima à janela quando sentiu o olhar dele. Gwinam observava você com os braços cruzados. A cabeça ligeiramente inclinada e aquele maldito sorriso torto.
── Olha só... quem diria?! ── ele disse, apoiando-se despreocupadamente na mesa. ── A louca da escola presa comigo no fim do mundo.
Seu maxilar travou.
── Continua me chamando assim e eu mesma te jogo lá fora.
A risada dele aumentou, como se tudo aquilo fosse uma piada particular. Porque vocês tinham um histórico longo demais para caber naquela sala. Desde o primeiro ano, desde a primeira vez que ele e o grupo de valentões liderado Myunghwan decidiram transformar você em um alvo.
Quando a situação ultrapassou todos os limites, você despejou uma garrafa inteira de água no rosto de Myunghwan, acertou outro garoto com um soco. E antes que alguém pudesse reagir, já estava segurando Gwinam pelo colarinho do uniforme.
- “Tenta de novo e eu arranco os seus olhos, seus covardes de merda.”
Ninguém esperava aquilo. Nem eles, nem você. Mas funcionou. Pelo menos parcialmente.
Depois daquele dia, começaram a chamá-la de louca, psicopata e desequilibrada. Qualquer palavra que servisse para explicar por que um grupo inteiro havia decidido manter certa distância. Era mais fácil espalhar boatos do que admitir que tinham encontrado alguém disposto a revidar.
Mas, enquanto os outros seguiram em frente, Gwinam nunca esqueceu. Você percebeu isso. Nos corredores, pátio, quadra ou biblioteca. Sempre que virava o rosto por acaso, encontrava aqueles olhos observando.
Era estranho e perturbador. Porque não parecia apenas ódio, era algo mais confuso e difícil de ignorar. Como se cada confronto entre vocês tivesse deixado uma marca invisível. E agora estavam presos ali. Sem testemunhas, professores ou colegas. Sem qualquer garantia de que ainda existiria um amanhã.
Depois de horas mergulhados em um silêncio sufocante e incapaz de permanecer parado, Gwinam começou a andar ao seu redor lentamente, como um predador avaliando a presa.
── Tá com medo, princesinha? ── provocou, com um sorriso torto. ── Eu te protejo... mas você vai ter que aprender a ser boazinha comigo.
── Cala a boca! ── sua resposta saiu carregada de irritação.
Gwinam soltou uma risada baixa. Daquelas que faziam qualquer um desejar estar em outro lugar. De repente, ele avançou. Você recuou instintivamente, até sentir a borda da mesa pressionando a parte de trás das suas pernas. Não havia mais para onde ir, o espaço entre vocês desapareceu.
── Sempre tão teimosa... ── murmurou ele, pressionando o corpo contra o seu. ── Eu quero te foder desde o primeiro ano, sabia?
Seu coração acelerou. Não pelas palavras em si. Mas porque conhecia o jeito de Gwinam quando decidia que queria alguma coisa. E ele raramente desistia.
── Se afasta de mim.
── Ou o quê? ── ele devolveu, arqueando uma sobrancelha.
Você cerrou os dentes. Ele parecia se divertir com cada demonstração da sua irritação. Com cada tentativa frustrada de enfrentá-lo sem demonstrar fraqueza.
Gwinam deslizou as mãos pela sua cintura, subindo-as por baixo da blusa do uniforme. Você tentou empurrá-lo, mas o calor das mãos dele em sua pele falou mais alto. Seu próprio corpo te traiu, amolecendo sob o toque e cedendo ao desejo reprimido.
── Ah, qual é... ── disse ele após alguns segundos, lançando um olhar rápido para a sala vazia. ── A gente nem sabe se vai tá vivo amanhã. Então por que continuar resistindo, huh?
Por um instante, o silêncio voltou a se instalar entre vocês. O sorriso dele desapareceu por um segundo. Tempo suficiente para revelar que por trás da provocação constante existia um medo que ninguém ali tinha coragem de admitir.
Lá fora, o mundo estava desmoronando. A cada hora que passava, as chances de sair daquele colégio diminuíam. E ambos sabiam disso. E foi esse pensamento... a percepção de que o amanhã não passava de uma ilusão, que rompeu a última barreira de resistência.
A partir dali, a realidade crua do presente se reduzia ao som surdo de um corpo chocando-se contra outro e ao ranger abafado da madeira sob a pressão daquele instante.
Você estava prensada de bruços contra a mesa de reuniões dos professores, o rosto esmagado contra a superfície fria e polida, sentindo cada farpa arranhar a sua bochecha. A saia do uniforme foi erguida com pressa até a sua cintura, embolada sob o peso do corpo dele, enquanto a sua calcinha tinha sido puxada de lado, deixando a sua buceta completamente exposta e ensopada de tesão.
Gwinam te fode de pé, a postura agressiva inclinada sobre as suas costas enquanto ele empurra o pau dentro de você. O impacto de cada investida violenta faz a mesa pesada se deslocar milímetros no piso de taco, um rangido perigoso que faz seu coração disparar de pânico.
Para não alertar a posição de vocês aos monstros que arranham os corredores, você mantinha a mão esquerda piamente pressionada contra a própria boca. Seus dentes cravam na carne dos seus dedos, sufocando os gemidos agudos e os lamentos que tentavam escapar da sua garganta a cada vez que o pau dele bate com força no fundo do seu útero.
── Shhh... ── Gwinam sussurrou atrás de você, a voz arrastada, o hálito quente batendo direto na sua nuca suada. ── Cala essa boca. Ou você quer que aquelas coisas lá fora escutem você gemendo feito uma cadela no cio?
Você levou a mão livre em direção à borda da mesa, agarrando a superfície fria com tanta força que as articulações dos seus dedos doíam, enquanto tentava respirar baixo. Mas era uma tarefa quase impossível. O pau dele esticava suas paredes internas sem a menor piedade. Cada estocada fazia seu corpo deslizar um pouco contra a mesa, os seios espremidos contra a madeira através da blusa amarrotada.
Gwinam segurou seu cabelo, enroscando os dedos firmemente nos fios perto da raiz e puxando sua cabeça para trás, fazendo-a arquear as costas. A outra mão apertava o lado do seu pescoço com força o bastante para fazer o sangue latejar nas suas têmporas, sua cabeça girar e sua buceta apertar em volta dele em um espasmo involuntário.
── Porra... ── ele murmurou, quase para si mesmo. ── Olha isso... você tá molhada pra caralho. Engolindo tudo. Eu sempre soube que você era louca pra me dar.
Você mordeu a própria palma da mão com força, sentindo o gosto salgado da sua pele para não gemer alto. O ódio ainda estava lá, vivo e cortante, misturado com algo muito mais perigoso e nocivo.
Um eterno confronto de olhares atravessados no pátio, de coração acelerado quando ele passava perto de propósito só para esbarrar o ombro no seu, de imaginar no segredo do seu quarto como seria odiar ele e querer ele ao mesmo tempo. Agora, com o mundo lá fora desmoronando em sangue, tudo isso explodia de forma suja.
── Vai... vai se foder, Gwinam... ── você conseguiu sussurrar entre os dentes, a voz abafada contra a própria carne. ── Cala... a porra da boca... e anda logo com isso.
Ele riu baixo com a sua tentativa de ditar ordens. Um som rouco e anasalado que vibrou direto contra as suas costas, metendo ainda mais forte, mudando o ângulo de forma que a ponta do pau roçasse exatamente naquele ponto interno que fazia suas pernas tremerem e perderem o apoio.
── Mas eu já tô fodendo você, sua idiota... ── ele rebateu com cinismo, inclinando-se sobre você até os lábios roçarem o lóbulo da sua orelha. ── Cadê aquela marra toda, hein? Agora você está aqui... gemendo enquanto eu enfio meu pau o mais fundo que consigo em você.
A respiração quente dele batia na sua pele suada, fazendo você se encolher. O som molhado, sujo e obsceno do pau entrando e saindo da sua buceta ecoava baixo na sala silenciosa enquanto você o sentia rasgar cada centímetro interno, cada vez mais fundo.
Seus olhos se apertaram com força, lágrimas involuntárias de puro prazer escapando pelo canto e molhando a madeira da mesa. O medo de ser ouvida pelas coisas lá fora só tornava cada terminação nervosa dez vezes mais sensível.
Gwinam soltou seu cabelo de uma vez, só para deslizar a mão grande e calejada por baixo da sua blusa do uniforme, apertando um seio com brutalidade, os dedos afundando na carne macia antes de beliscar o mamilo rígido entre o polegar e o indicador.
Depois, o braço dele desceu ao redor da sua cintura, prendendo seu quadril no lugar com um aperto possessivo enquanto ele acelerava o ritmo de forma cruel, dando investidas mais violentas e rápidas. O impacto bruto e repentino fez você descompensar, soltando um gemido relativamente alto que escapou por entre seus dedos.
── Puta que pariu, caralho... ── ele grunhiu, a voz falhando enquanto mordia o lóbulo da sua orelha com força, quase arrancando sangue. ── Quer que eu morda a sua língua pra você ficar quieta? Quer que eu enterre a minha mão na sua garganta? Controla a porra desse choro.
Você tentou responder, xingá-lo ou mandá-lo para o inferno. Mas, só saiu um gemido agudo e totalmente abafado contra sua mão quando ele mudou o ângulo do quadril, acertando ainda mais fundo, metendo aquele ponto sensível repetidamente. Suas pernas tremiam tanto que os seus joelhos quase batiam contra os pés da mesa, o corpo inteiro prestes a desabar.
Ele percebeu o tremor, percebeu que você estava completamente na beira do abismo. A mão que permanecia em seu pescoço apertou um pouco mais, controlando a sua respiração e forçando sua cabeça para baixo, enquanto a outra descia rápido entre suas pernas. Os dedos ásperos encontrando seu clitóris molhado pelo próprio lubrificante, esfregando em círculos rápidos e impiedosos.
── Vai, porra... goza para mim. ── ele incitou, o ritmo do quadril se tornando caótico.
E você não conseguiu segurar. O seu corpo inteiro tensionou em um arco rígido, suas paredes internas se contraíram violentamente, espremendo e ordenhando o pau dele de forma quase dolorosa, enquanto gemidos abafados e desesperados saíam entre seus dedos na tentativa de conter o ápice. Você gozou forte, sentindo a própria carne pulsar ao redor dele.
Seus quadris se mexiam involuntariamente para trás, em pequenos espasmos, buscando mais daquela pressão, mesmo enquanto as lágrimas desciam livremente pelo seu rosto. Era um prazer misturado com raiva, o pavor da morte lá fora e a obsessão doentia que vocês dois compartilhavam.
Gwinam xingou baixo enquanto continuava fodendo você através do seu orgasmo. Com estocadas erráticas e profundas, ele prolongou o seu prazer, massacrando a sua sensibilidade até você ficar sem forças, quase choramingando baixo contra a mesa.
Ele não parou. Ainda não tinha chegado ao limite dele. Apenas diminuiu um pouco o ritmo frenético, mantendo o pau inteiramente enterrado fundo enquanto você tentava recuperar o fôlego, o corpo mole, suado e trêmulo contra a madeira.
De repente, quebrando a atmosfera densa de sexo e suor, um som agudo cortou o silêncio da sala dos professores. O rádio antigo em cima do armário de aço, estalou alto. A estática diminuiu por alguns segundos, dando lugar a uma voz distorcida, trêmula e desesperada, cortada por interferências severas:
“...atenção... estudantes de Hyosan... protocolo de isolamento... um vírus de natureza desconhecida, mas altamente contagioso... não tentem sair do perímetro... repito, permaneçam trancados dentro das salas... evitem qualquer contato com indivíduos que apresentem comportamento agressivo ou...”
O sinal falhou de vez, emitindo um estalo alto antes de voltar para o chiado interminável e monótono. O impacto daquelas palavras flutuou no ar pesado da sala. A confirmação oficial, vinda de fora, de que o que estava acontecendo no colégio era muito pior do que uma simples briga ou histeria coletiva. Era o fim.
Gwinam permaneceu imóvel dentro de você por um instante longo, o peito subindo e descendo contra as suas costas enquanto processava o aviso do rádio. Lentamente, um sorriso sombrio começou a se desenhar nos lábios dele.
Ele se inclinou sobre as suas costas novamente, deixando todo o peso do corpo dele pressionar o seu contra a mesa, usando os dedos suados para afastar alguns fios úmidos que colavam no seu rosto. A boca desceu para morder a pele da sua nuca suada com força suficiente para te fazer arfar e cravar as unhas na madeira.
── Parece que vamos ficar aqui um bom tempo... ── ele murmurou perto do seu ouvido, a voz destilando uma diversão sórdida.
Gwinam deu um tapa estalado e forte na lateral da sua coxa e puxou o pau quase todo para fora, deixando apenas a ponta guiar o caminho de volta antes de empurrar de uma vez só. Reiniciando o movimento com uma lentidão torturante que fez sua buceta hipersensível se contrair em choque e prazer renovado.
── Isso é ótimo... porque eu ainda não terminei com você.
【 NOTES 】 ──┈≽ Antes de tudo, obrigada pela paciência com o meu sumiço. 🤍 Muitas de vocês elogiam a minha escrita, mas ela só existe porque sou uma leitora assídua. E foi quase vergonhoso perceber que eu estava há meses em uma ressaca literária e comprando mais livros do que lendo os que já tinha, então decidi dar uma pausa para finalmente ler os livros acumulados na minha estante e recuperar o hábito da leitura.
SYNOPSIS ⋮ Depois de uma noite violenta, Geonwoo e Woojin voltam feridos e com algo muito mais perigoso à flor da pele. Presa entre eles, você percebe tarde demais que não é só adrenalina… mas anos de desejo prestes a explodir.
GENRE ⋮ drabble, smut (minors dni!)
WARNINGS ⋮ NSFW, obscenidade, violência (nível do cânone), ambiente pós-luta, tensão sexual, relacionamento implícito, dinâmica de poder, proximidade forçada, threesome (ménage), sexo oral (cunilíngua/f recebendo), nipple play, dedilhado (fingering), risco de serem descobertos, sentimentos estabelecidos, descrição de sexo explícito.
╰┈➤ wc 1.548
english version
O cheiro de antisséptico e metálico de sangue fresco flutuavam no ar denso da sala de estar, misturando-se ao calor do suor e adrenalina que emanava dos corpos de Geonwoo e Woojin. A iluminação era escassa, reduzida ao brilho amarelado de um abajur de canto que projetava sombras distorcidas pelas paredes, fazendo com que os vultos dos dois homens parecessem ainda maiores.
O silêncio da casa era absoluto, quebrado apenas pelo som da respiração pesada dos dois homens. No quarto ao lado, a Senhora Yoon dormia, alheia ao fato de que a luta que eles travavam na liga ilegal tinha acabado de ser transferida para dentro de sua própria sala.
Você estava sentada no sofá pequeno demais para três adultos, espremida entre aquelas duas massas de músculos tensos. O kit de primeiros socorros repousava sobre seus joelhos como um escudo inútil contra a tempestade que se formava.
Seus dedos pressionavam o algodão embebido em álcool no corte superficial acima da sobrancelha de Geonwoo. Ele não recuava. Pelo contrário, inclinava-se em sua direção. Os olhos ─ geralmente tão gentis e protetores, fixos no seu rosto com uma adoração antiga, mas que agora estava turva por algo que ele não fazia mais questão de esconder.
── Dói? ── você sussurrou, a voz falhando pela proximidade sufocante.
Geonwoo apenas negou com um movimento curto de cabeça, a mandíbula tão rígida que os músculos do pescoço saltavam como cordas. As pupilas dele estavam dilatadas, engolindo quase toda a íris escura. Ele não olhava para o curativo; ele devorava o desenho da sua boca com o olhar, como se estivesse contando os segundos para finalmente tomá-la para si.
── Senti sua falta... ── ele confessou de repente, ignorando o ardor do remédio.
Do seu outro lado, Woojin era o oposto da contenção. Estava jogado contra o braço do sofá, a camisa aberta e pendurada nos ombros largos, revelando o tórax marcado por hematomas que já ganhavam tons arroxeados. Ele soltou uma risada ríspida quando você se virou para tentar limpar um arranhão em seu ombro.
── Vai continuar fingindo que não sente nada, né? ── o tom era provocador, mas havia uma camada de seriedade por baixo.
Você suspirou, tentando manter o foco na tarefa médica para não enlouquecer, mas as mãos de Woojin já tinham abandonado qualquer resquício de comportamento. Os dedos ásperos subiram pelas suas coxas, apertando a carne com uma fome descarada por cima do tecido da calça.
── A gente quase morreu hoje. O sangue ainda tá fervendo, porra... ── o murmúrio saiu rude enquanto o olhar descia pelo seu decote sem qualquer vestígio de vergonha. ── Olha pro Geonwoo... ele tá se segurando faz anos. E você acha mesmo que a gente só quer a porcaria de um curativo?
O calor que emanava deles parecia roubar o oxigênio da sala. A tensão que você ignorou por anos cedeu de uma vez ─ olhares carentes, flertes disfarçados, tentativas sutis… tudo exposto como uma ferida mal cicatrizada que você nunca teve coragem de tocar.
Em um movimento desesperado para manter a normalidade, você se esticou para alcançar um curativo adesivo na maleta. No processo, a lateral do seu seio roçou pesadamente no braço musculoso de Geonwoo. O arquejo que ele soltou foi baixo, quase um gemido abafado de satisfação, e o som fez seu próprio baixo-ventre contrair com uma força dolorosa.
── Por favor... fiquem quietos. ── você implorou num sussurro trêmulo, olhando diretamente para Geonwoo. ── A sua mãe pode acordar e...
── Ela não vai. ── Geonwoo interrompeu, a voz mais profunda e autoritária do que você jamais ouvira na vida.
A mão dele cobriu a sua que segurava o algodão, forçando-a a parar. Ele pressionou seus dedos contra a pele quente da testa dele, obrigando você a manter o contato.
O que antes eram avanços sutis tornou-se uma investida coordenada e impiedosa. As mãos de Woojin apertaram suas coxas com ainda mais força, cravando os dedos sob o tecido, enquanto Geonwoo selava a distância, enterrando o rosto na curvatura do seu ombro e aspirando o cheiro da sua pele como se você fosse o seu único oxigênio.
O choque do toque duplo fez seus pensamentos entrarem em curto-circuito. Você abriu a boca para dizer que era loucura, que isso não podia acontecer ali… mas Woojin não esperou.
Ele segurou sua nuca com uma das mãos, os dedos se embrenhando nos seus cabelos e colou os lábios nos seus em um beijo faminto enquanto outra mão descia com uma destreza irritante, abrindo o botão e o zíper da sua calça em um movimento fluido.
Ao mesmo tempo, as mãos de Geonwoo, que sempre te trataram como algo frágil, desceram para a sua cintura e te içaram. Ele te puxou para o colo dele com uma facilidade assustadora, eliminando qualquer milímetro de espaço enquanto passava a traçar beijos úmidos e sucções intensas pela linha do seu pescoço, descendo para a clavícula.
A sua hesitação foi engolida pela urgência bruta deles. Woojin quebrou o beijo, os olhos brilhando com um desafio selvagem, e deslizou para o chão, ajoelhando-se entre suas pernas. Com a ajuda de Geonwoo, que te suspendia pela cintura, eles arrancaram sua calça jeans com uma impaciência que beirava o desespero.
Woojin não perdeu tempo. Ele puxou sua calcinha para o lado e escancarou suas pernas o máximo que o espaço permitia, expondo sua buceta completamente ao ar frio e aos olhares vorazes. Geonwoo, por sua vez, já desabotoava sua blusa, empurrando o tecido para os lados com uma autoridade que te fez arfar.
── Fica quietinha agora. ── Woojin ordenou, o tom de comando fazendo suas entranhas revirarem em antecipação. ── Se não quiser que a Sra. Yoon venha ver o que os meninos dela estão fazendo com você.
Em questão de segundos, a sala de estar tornou-se um cenário de luxúria contida, onde o perigo de serem descobertos apenas alimentava o fogo que queimava entre os três. Você se viu deitada no estofado gasto, a pele nua arrepiando-se enquanto o medo de acordar a Senhora Yoon era a única coisa que te impedia de gemer alto quando a boca quente de Geonwoo envolveu um dos seus mamilos.
Ele não foi delicado. A sucção era quase desesperada, como se quisesse saciar o desejo que vinha reprimindo durante todos esses anos. Ele puxava o bico do seu seio com os lábios e a língua, enquanto a mão grande massageava o outro peito, tremendo pelo puro êxtase de finalmente ter permissão para te tocar desse jeito.
Entre as suas pernas, Woojin tomava posse do que restava da sua sanidade. A língua dele invadiu sua buceta sem qualquer cerimônia, explorando cada dobra com uma precisão devastadora.
Ele lambia de baixo para cima, num ritmo lento e deliberado, gemendo baixo contra a sua carne molhada. O som da língua dele contra você era obsceno no silêncio da casa.
Você arqueou as costas instintivamente, as unhas cravando no estofado. Suas pernas tremiam, abrindo-se mais por puro instinto, oferecendo a Woojin o acesso total que ele exigia. Ele circulou o seu clitóris com a ponta da língua, fazendo movimentos rápidos e ritmados antes de sugar com uma força que fez sua visão escurecer por um momento.
── Porra... ── um gemido agudo escapou da sua garganta, mas Geonwoo foi mais rápido.
Ele subiu o corpo, retirando a boca do seu seio apenas para enfiar dois de seus dedos grossos e calejados dentro da sua boca, pressionando sua língua para baixo e abafando o grito. Você engasgou levemente com a invasão, a saliva escorrendo pelo canto dos lábios enquanto olhava nos olhos dele, que brilhavam com uma intensidade maníaca.
── Silêncio, amor... ── Geonwoo sussurrou contra seus lábios, a respiração pesada. ── Não quero ter que parar porque você não consegue se controlar.
Ele voltou a chupar seu peito com ainda mais voracidade. A língua girava e os dentes roçavam de leve na aréola sensível, enquanto a mão livre apertava sua coxa, ajudando o amigo a te manter aberta e vulnerável. Woojin, sentindo que você estava no ápice, começou a enfiar dois dedos fundo na sua buceta enquanto a língua continuava o trabalho frenético e úmido.
Você sentia suas paredes internas pulsarem e contraírem, o prazer subindo em ondas violentas. Eles sabiam exatamente o que estavam fazendo; era uma coordenação perfeita enquanto os sons molhados e obscenos enchia o espaço entre os três, misturado às respirações pesadas.
Seus quadris começaram a se mexer sozinhos, buscando mais contato, fazendo o sofá ranger baixo a cada movimento. Geonwoo substituiu os dedos na sua boca por um beijo profundo, engolindo seus gemidos de prazer enquanto a mão dele deslizava para sua barriga, mantendo-a presa ao sofá enquanto Woojin acelerava os movimentos, levando você cada vez mais perto do limite.
Presa entre eles, sua mente ainda tentava acompanhar o turbilhão: eram os mesmos caras que você chamava de melhores amigos há anos, os mesmos cujos olhares lascivos você fingia não perceber, as mesmas investidas que você sempre desviava.
Só que, dessa vez, não havia mais espaço para fugir. Nenhum dos três queria parar. Não agora, não depois de tanto tempo ignorando o que sempre esteve ali.
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ᯓ PAIRING ⋮ Im Baekjeong × 𝒇 !reader
ᯓ SYNOPSIS ⋮ Como seria estar em um relacionamento com Im Baekjeong?
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⤷english version
𓍯 ִֶָ SFW ─ safe for work
➺ No início, Im Baekjeong te via como apenas mais uma conquista, um desafio breve para alimentar o próprio ego. Mas você não hesitou, não baixou a cabeça, não sucumbiu ao peso do seu olhar.
〢 Pelo contrário: enfrentou e sustentou cada provocação com a mesma firmeza cortante. E foi exatamente isso que o desestabilizou. Não se tratava mais de vencer. Tratava-se de você.
〢 Trabalhando no IKFC: seja nos bastidores, cuidando de lutadores lesionados ou organizando as noites clandestinas que geravam somas absurdas de dinheiro, sua presença não passou despercebida.
➺ Acostumado a dominar qualquer ambiente com um simples gesto, Baekjeong nunca precisou lidar com resistência real. Para ele, o “não” era apenas um obstáculo temporário, algo a ser contornado ou comprado.
〢 E foi exatamente assim que começou: joias caras deixadas sobre sua mesa, roupas e acessórios de grife enviados sem aviso, um carro estacionado com seu nome nos documentos.
〢 Só que você devolvia, ignorava, rejeitava sem cerimônia. E, ao invés de encerrar com o interesse dele, aconteceu o oposto. A recusa não soou como rejeição, mas como um leilão silencioso onde o preço só aumentava.
➺ Ele começou a inventar desculpas para ter você por perto. Convocações desnecessárias, problemas administrativos que qualquer um poderia resolver. Tudo era um pretexto para te puxar para o espaço dele.
- “O cronograma dos eventos tá uma merda. Arruma isso.”
〢 No começo, você resistiu, mantendo distância. Mas, em algum momento, começou a aceitar por pura curiosidade para ver até onde ele iria. E Baekjeong sempre ia longe.
〢 Um puxão que te colocava no colo dele sem aviso, como se fosse a coisa mais natural do mundo, a mão pesada repousando na sua coxa. Os olhos fingindo atenção em relatórios enquanto, na verdade, ele observava cada mínima reação sua.
➺ Baekjeong não entende limites saudáveis. O ciúme doentio que se manifesta não é apenas emocional. É uma extensão de sua ambição territorial e instintiva.
〢 Um segundo a mais de atenção de alguém, um agradecimento prolongado, um toque casual no seu braço. A atmosfera muda instantaneamente. Um único olhar de Baekjeong é suficiente para silenciar qualquer um.
〢 Ao mesmo tempo, a maneira como ele te protege ultrapassa qualquer medida razoável. É uma vigilância constante, quase obsessiva. Se alguém te desrespeita, ele resolve a situação com uma brutalidade que deixa claro para todos que você não deve ser tocada.
➺ O contraste vem no excesso. Baekjeong não faz nada pela metade, nem mesmo quando tenta agradar.
〢 Jantares em lugares inacessíveis e vestidos chamativos, beirando o escandaloso, estão sempre presentes. Tudo nele é exagerado, quase vulgar em sua ostentação.
〢 Você se torna parte da imagem que ele constrói, um troféu ao seu lado em eventos onde homens poderosos evitam até mesmo olhar diretamente para você, não por respeito, mas por medo dele.
〢 E ainda assim, existem dias que quebram esse padrão, pequenos e inesperados. Como quando ele te leva para o ringue vazio.
〢 Ele se aproxima por trás, ajusta sua postura, guia seus braços, corrige seus movimentos com uma precisão quase irritante. Até que você finalmente consiga acertar um soco decente.
➺ Momentos de vulnerabilidade são extremamente raros e chegam sem aviso. Depois de uma luta particularmente brutal ou um dia exaustivo, ele aparece na sua casa tarde da noite.
〢 Ele não explica o que aconteceu. Apenas te abraça por trás, enterrando o rosto no seu pescoço, e permanece em silêncio. Essa é a forma mais próxima que ele chega de admitir que precisa de alguém.
〢 Ele nunca dirá “eu te amo.” Não da maneira convencional. Com Baekjeong, sentimentos vêm disfarçados de controle e ações irreversíveis.
〢 Protegendo você, destruindo qualquer um que ouse te ameaçar e deixando-a tomar pequenas decisões sobre o império dele. “Você decide quem luta essa semana.”
〢 Ele te respeita justamente porque você não se curva. E, paradoxalmente, isso só intensifica o desejo dele de te dominar, de testar até onde essa resistência vai. O que existe entre vocês dois não é simples, não é leve. E definitivamente não é seguro.
〢 Há dias em que você se pergunta se consegue permanecer neste mundo onde a violência e o poder são a base de tudo. E há dias em que ele te observa em silêncio, como se decidisse, mais uma vez, se vai te destruir ou te manter intacta.
𓍯 ִֶָ NSFW ─ not safe for work
➺ Para Baekjeong, o sexo nunca foi apenas desejo. É uma batalha silenciosa onde ele entra já decidido a vencer.
〢 Ele se diverte te provocando, testando seus limites, empurrando você até o ponto exato em que seu orgulho dá lugar à necessidade, e você finalmente implora por seu toque.
〢 Sessões de treino particulares no ringue vazio raramente são apenas treino. Você termina suada, seu corpo quente, seus músculos exaustos... e é precisamente nesse momento que ele avança.
〢 Sem aviso ou piedade. Ele te pressiona contra as barras frias ou te derruba no tatame com facilidade irritante, aquele sorriso predatório curvando os lábios como se já soubesse o desfecho.
〢 O chão é duro, o ar carregado pelo cheiro de suor e borracha, mas tudo isso se dissolve quando ele entra em você de uma vez, te fodendo com uma ferocidade que te deixa sem fôlego enquanto segura seus pulsos acima da cabeça.
➺ Baekjeong tem uma obsessão particular por marcas e não tenta esconder isso. Há um prazer sombrio no modo como ele deixa sinais pelo seu corpo.
〢 Os hematomas nos seus quadris, os chupões profundos no seu pescoço, as mordidas que ele espalha pelos seus ombros e coxas.
〢 Ele quer que você sinta o peso dessas marcas no dia seguinte, seu corpo dolorido como um lembrete físico de que, por mais independente que você seja lá fora, entre quatro paredes, você pertence a ele.
➺ Lugares arriscados são, sem dúvida, os favoritos dele. Existe algo no perigo que o instiga ainda mais sua fome insaciável.
〢 No escritório, com uma reunião marcada em poucos minutos. No carro, logo após uma luta. Ou contra a parede fria do vestiário, onde qualquer passo no corredor pode significar serem descobertos.
〢 Ele gosta de ouvir você tentar abafar os sons contra o peito dele, de sentir seu corpo tensionar com o risco iminente. Para Baekjeong, o perigo é combustível. Quanto maior o risco, mais intenso se torna o desejo.
〢 Ele aprecia quando você tenta resistir no início. Porque torna a vitória muito mais satisfatória. Há um prazer perverso em assistir sua resistência ruir aos poucos, até você se entregar.
➺ Brigas entre vocês são inevitáveis. A arrogância dele, a insistência em testar seus limites… tudo isso cria um atrito constante.
〢 E, ainda assim, quase sempre termina da mesma maneira: em sexo de reconciliação agressivo e cheio de tensão. Se você grita, ele te cala com um beijo sem espaço para recuo.
〢 Ele a levanta sem esforço, ignora qualquer tentativa de protesto e a joga na primeira superfície disponível, usando o próprio ato como uma válvula de escape para a raiva e a frustração acumuladas.
〢 Baekjeong faz questão de te atiçar verbalmente, especialmente quando você tenta recuperar o controle: um gemido contido ou uma tentativa de inverter as posições. Ele ri baixo e puxa seu cabelo só para te obrigar a encará-lo.
- “Tenta de novo, vai… eu gosto quando você briga.”
〢 É um ciclo vicioso. Quanto mais você o enfrenta, mais ele parece determinado a te foder com força suficiente para fazer você esquecer completamente o motivo da briga.
➺ Sua resistência é absurda. Anos em lutas ilegais moldaram não apenas seu corpo, mas também essa fome incessante que parece nunca se esgotar. Para ele, cada um de seus orgasmos é como uma vitória pessoal.
〢 Ele não para, não diminui o ritmo. Não cede até que você esteja completamente entregue: o corpo tremendo, a voz falhando, suas pernas incapazes de se sustentar, a pele brilhando de suor. Vê-la assim alimenta algo quase primitivo dentro dele.
〢 No entanto, no silêncio que se segue, há uma mudança sutil. Não é afeto convencional, nem palavras doces. Mas ele a limpa com cuidado e a puxa contra o peito. É um dos raros momentos em que sua guarda baixa.
➺ Estar com Baekjeong é como viver à beira de um precipício. Ele te trata como uma rainha que ele mesmo escolheu para coroar... e, ao mesmo tempo, como um troféu que ele marca, exibe e protege com uma intensidade quase obsessiva.
〢 Ele te defende com uma fúria que beira o incontrolável. Ele te deseja com uma fome que nunca é totalmente saciada. É uma relação que não só envolve, como consome.
〢 E mesmo sabendo de todos os riscos, de toda a intensidade que vem junto, você sempre acaba voltando. Como se fosse inevitável. Como se, no fim das contas, ele fosse o seu próprio centro de gravidade.
Dá pra escrever um headcanon longo (Principalmente Kang Wooyoung e Seongje) de Teacher’s Pet com personagens de Weak Hero Class?
섹𓂃 𝘄𝗲𝗮𝗸 𝗵𝗲𝗿𝗼 𝖻𝗈𝗒𝗌﹗
.ᐟ 𝗁𝖾𝖺𝖽𝖼𝖺𝗇𝗈𝗇 ⎯⎯ ˙✦ teacher's pet
ᯓ FEATURING ⋮ Yeon Sieun.. Ahn Suho.. Oh Beomseok.. Kang Wooyoung.. Seo Juntae.. Go Hyuntak.. Park Humin.. Geum Seongje.. Na Baekjin
ᯓ WORD COUNT ⋮ 6.1K
ᯓ WARNINGS ⋮ minors dni, fem!reader, obscenidade, linguagem sexual, personagens envelhecidos, relação inadequada professor × aluna (dinâmica de poder), comportamento obsessivo, manipulação emocional, tema levemente sombrio(?), menções e breve descrições de sexo explícito.
⤷english version
00. YEON SIEUN ─ 연시은
➺ Yeon Sieun é seu tutor de matemática no curso preparatório, uma figura que impõe respeito e uma estranha dose de temor apenas com sua presença.
〢 Sua inteligência é tão afiada que beira a arrogância, mas ele nunca precisa levantar a voz para afirmar sua posição, fazendo com que você se sinta simultaneamente exposta e ignorada.
〢 O controle dele está sempre nos gestos. Na forma como aponta um erro em seu caderno com a ponta da caneta, e no silêncio pesado que se instala enquanto ele espera que você mesma encontre a resposta.
➺ No início, Sieun odeia como você o distrai e tenta manter uma distância ética. Quando você entra na sala de tutoria, ele mal levanta os olhos dos livros ou da tela do computador.
〢 As interações são estritamente profissionais e as aulas são secas e diretas, sem nenhum elogio desnecessário.
〢 No entanto, a moralidade dele, antes um pilar de sua identidade, torna-se um mero obstáculo a ser contornado pela necessidade crescente de possuir sua atenção por completo.
〢 Aos poucos, essa fachada começa a ceder. Corroída por uma obsessão que ele mal consegue disfarçar, onde se pega observando você por mais tempo do que deveria.
➺ A mudança é sutil. Sieun começa a dedicar mais tempo a você, agendando sessões extras sob o pretexto de que você “tem potencial, mas se distrai facilmente.”
〢 A atenção dele se torna um feixe de luz, monitorando cada passo seu. E depois de algumas semanas, Sieun para de fingir formalidade.
〢 As salas de aulas vazias após o horário regular ou no escritório da instituição, se tornam palco para obsessão que ele nutre por você.
〢 Ele te chama para dentro, fechando a porta com um clique definitivo, e a mão que antes apontava erros, agora se enreda em seu cabelo, puxando sua cabeça para trás enquanto a boca dele finalmente encontra a sua.
➺ Os encontros extrapolam a sala de aula e se movem para cafés discretos, quase vazios. Ali, enquanto ele explica calmamente um teorema complexo, a mão desaparece sob a mesa.
〢 Você prende a respiração quando os dedos dele roçam a pele nua de seu joelho, subindo lentamente por sua coxa, onde sua principal tarefa é manter a expressão neutra e fingir que a explicação sobre a matéria é a única coisa que está te deixando sem ar.
➺ Na frente dos outros alunos e funcionários, Sieun a trata com formalidade cruel, uma distância que faz os outros alunos lançarem olhares de pena em sua direção.
〢 Se você erra uma resposta na frente da turma, o olhar dele é de uma decepção gélida que faz seu estômago revirar. Mas essa mesma crueldade se transforma em um prelúdio febril que ele reserva no escritório.
➺ Após provas particularmente exaustivas, Sieun te convence a fazer uma “sessão de revisão” no apartamento dele. Sobre o pretexto de analisar seus erros, mas logo te puxa para o colo dele.
〢 Com uma mão, Sieun aponta para uma questão do livro, e com a outra, ele deslizou os dedos para dentro da sua buceta, movendo-os de forma lenta e torturante enquanto você tenta se concentrar.
〢 Ele sente um prazer quase sádico em observar você perder o controle. Em vê seu foco se desfazer, os números se tornarem borrões indecifráveis e sua luta para abafar os gemidos.
➺ Certa noite, vocês ficaram até tarde na sala de estudos. Você estava exausta, incapaz de resolver a última e mais complexa questão do problema.
〢 Em vez de ajudar, Sieun se levantou, caminhou até a porta, trancando-a enquanto se virava para você com o rosto impassível.
- “Cinco minutos. Se não resolver, vamos encontrar outro jeito de você compensar o meu tempo.”
〢 Quando o tempo acabou e você não conseguiu, Sieun te colocou sentada sobre a mesa enquanto abria o próprio cinto, deixando claro que o “outro jeito” seria muito mais exaustivo do que qualquer cálculo matemático.
➺ Sieun manipula sutilmente o seu desejo por aprovação. Ele te faz acreditar que seu sucesso acadêmico e seu prazer sexual dependem exclusivamente da vontade dele, criando uma dependência onde o seu valor parece estar atrelado à validação que só ele pode te proporcionar.
〢 No fundo, ele sabe que isso é errado. Sabe que é o tutor, que tem poder sobre suas notas e seu futuro. Mas toda vez que você olha para ele com aquela mistura de frustração e desejo, Sieun sente o moralismo se dissolver.
〢 E ele te puxa mais para perto, porque, no final, ele não quer só que você seja boa em matemática. Ele quer que você seja dele.
01. AHN SUHO ─ 안수호
➺ Ahn Suho é seu professor de educação física e autodefesa, que domina o ambiente assim que entra no ginásio. Ele possui um sorriso fácil e uma confiança inabalável que conquista a turma inteira.
〢 É o tipo de professor que todos os alunos admiram e respeitam. Ele não faz rodeios. Desde o primeiro dia, Suho não esconde o interesse que tem por você.
〢 Ele te olha de cima a baixo na frente de todos, sustentando o contato visual com uma insolência calma, observando pacientemente o momento exato em que você vacila e desvia o olhar, sentindo a pele queimar sob o tecido da roupa de ginástica.
➺ Nos dias em que seu corpo está lento e sua mente está vagando pelas lembranças da noite anterior, Suho se diverte com a sua vulnerabilidade.
〢 Ele interrompe o treino para te dar sermões irônicos na frente da turma sobre a sua falta de foco, usando um tom professoral que beira o deboche.
- “Ei, tá prestando atenção ou sonhando acordada?”
〢 Você ferve de irritação, impotente diante do cinismo, sabendo que ele está secretamente se alimentando da sua frustração por não poder rebater as insinuações dele.
➺ Durante as aulas, cada ajuste é uma desculpa para te tocar. Sob o pretexto de alinhar seus ombros ou corrigir sua guarda, ele cola o peito nas suas costas.
〢 As mãos cobrem os seus pulsos, apertando a carne com uma força que ultrapassa qualquer limite profissional. As vezes, os olhares se cruzam. E Suho solta aquele sorriso de canto, confirmando que sabe exatamente o efeito que tem sobre você.
〢 Apesar de ser um provocador nato, Suho sempre mantém as aparências. Ele sabe exatamente onde traçar a linha para que ninguém desconfie do que acontece.
➺ Mesmo quando ele está do outro lado da sala, você nunca está fora do radar dele. Você sente o peso da atenção como uma pressão física na pele.
〢 Ele pode estar corrigindo a postura de outro aluno, mas o corpo está sempre angulado em sua direção, os olhos voltando para você a cada intervalo.
➺ O cenário muda drasticamente após o vestiário esvaziar e último aluno cruzar a porta de saída. Suho te encurrala contra os armários de metal assim que você tenta passar por ele, bloqueando sua passagem.
〢 Suho puxa seu rosto para um beijo faminto. Ele baixa sua legging ou puxa seu short para o lado, levantando você pelo quadril com uma facilidade assustadora, forçando suas pernas a envolverem a cintura dele.
〢 Ele te fode a urgência de quem passou horas fingindo indiferença enquanto queria te devorar viva. “Geme mais baixo... ninguém pode saber que minha melhor aluna abre as pernas pra mim. Imagina o escândalo?”
➺ Mesmo com sua postura arrogante e confiante, se Suho percebe outros alunos te elogiando demais, ele é consumido pelo ciúme. Mas seu orgulho o impede de admitir.
〢 Então ele prefere descontar diretamente em você. Nesses dias, os treinos são exaustivos e o sexo é duas vezes mais intenso, garantindo que você não tenha energia para sequer pensar em alguém.
➺ Existe uma dinâmica tácita entre vocês dois. Suho não tolera que ninguém te toque ou te desrespeite. Mas essa proteção tem um preço. E em troca, ele exige lealdade absoluta.
〢 Ele te treina para ser forte contra o mundo, mas completamente vulnerável e entregue em suas mãos, viciada na segurança que só ele oferece e cultiva dia após dia.
02. OH BEOMSEOK ─ 오범석
➺ Oh Beomseok é seu instrutor de história, uma figura que, à primeira vista, parece contida e quase melancólica.
〢 A relação de vocês começa de forma tímida. Há uma hesitação nele, um medo genuíno de cruzar a linha, como se os traumas do passado tivessem construído muralhas ao redor do desejo dele.
〢 Durante as aulas, enquanto você se concentra nas anotações, os olhos dele traçam o contorno dos seus lábios ou a curva exposta do seu pescoço quando você se inclina para ler.
➺ No entanto, essa timidez é uma armadilha. Quando ele finalmente percebe que o desejo é mútuo, que você também quer quebrar essas regras, algo dentro de Beomseok se rompe.
〢 A necessidade que ele tem de você rapidamente se torna obsessiva. Ele não apenas quer você; ele precisa que você seja o centro do mundo dele, como se precisasse compensar todo o tempo que passou se contendo.
➺ Beomseok usa a matéria como uma ponte perfeita para se aproximar. E o que deveriam ser explicações sobre contextos históricos tornam-se sessões de toques disfarçadas.
〢 Ele se aproveita de qualquer dúvida que você tenha para colar a cadeira na sua, eliminando qualquer espaço pessoal. Beomseok se inclina sobre você enquanto guia sua mão para a página certa com intenção clara.
〢 Ele sabe que você está ciente do jogo de poder que ele está jogando, sabe que está te isolando sutilmente dos outros. E o fato de você aceitar, o excita profundamente e alimenta o ego ferido dele.
➺ A validação dele vem em forma de reconhecimento sussurrados. Quando você acerta uma questão difícil ou faz uma análise perspicaz, o elogio de Beomseok sai carregada de um duplo sentido perturbador.
〢 Ele se aproxima da sua mesa, abaixando a voz para que apenas você ouça. “Não conte pra ninguém... mas você é minha aluna favorita.”
➺ Os convites para ficar após o horário regular tornam-se frequentes, sempre sob o pretexto de “aprofundar um tópico” para o um trabalho seu.
〢 As cadeiras ficam coladas, joelhos se tocando por baixo da mesa, e logo a mão dele está na sua coxa, dedos subindo até deslizar por baixo da saia, circulando seu clitóris com uma lentidão torturante.
➺ Ele gosta do contato visual constante. Obrigando-a a olhá-lo nos olhos enquanto ele se move dentro de você, como se estivesse constantemente apavorado com a ideia de você desaparecer se ele te soltar.
〢 Beomseok também desenvolve uma fixação por marcar você. Ele tem o costume de morder seus ombros durante o ato, deixando marcas que a gola do seu uniforme não consegue esconder completamente.
➺ A estabilidade dele depende da sua atenção exclusiva de maneira quase sufocante. Beomseok precisa ouvir, repetidamente, que ele é o único instrutor que importa, que ele é melhor do que qualquer outro homem que já passou pela sua vida.
〢 O ciúme dele é volátil e sombrio. Se ele te vê interagindo de forma descontraída com outro professor ou colega de classe, o humor dele muda instantaneamente.
〢 Se certificando de que você sinta o peso do descontentamento dele na próxima sessão privada de vocês.
➺ Beomseok usa a própria vulnerabilidade e o histórico de de injustiças passadas para fazer você se sentir culpada caso tente se distanciar, criando uma teia emocional onde o sexo é a única maneira de acalmá-lo.
〢 Há um conflito constante dentro dele: o medo de ser descoberto sobre a linha tênue da depravação que cruza com uma aluna e a vergonha de precisar tanto de validação.
〢Mas toda vez que você volta, toda vez que o procura depois da aula com aquele olhar que diz que você também quer isso, Beomseok deixa de lado seu moralismo.
➺ Beomseok não faz questão de esconder que te favorece. Suas notas são sempre mais altas do que você realmente mereceu, os prazos são estendidos e você recebe privilégios que nenhum outro aluno sonharia em ter.
〢 Ele justifica para si mesmo que você merece por a única que realmente entende o que ele sente. Mas no fundo ele sabe que é apenas uma forma de te prender mais e te fazer precisar dele tanto quanto ele precisa de você.
03. KANG WOOYOUNG ─ 강우영
➺ Como professor de boxe, Kang Wooyoung é a personificação de vigor físico aliado a uma disciplina irrevogável. Mas o sorriso enviesado que ele exibe não esconde o brilho de uma aprovação sobre o seu corpo.
〢 Ele ignora sutilezas. Desde o dia em que você se matriculou na academia, ele transformou cada treino em um campo de flertes descarados, fazendo com que a linha entre o profissionalismo e o desejo se tornasse perigosamente tênue.
〢 Ele observa cada contração muscular e a forma como o tecido da sua roupa desenha suas curvas, fazendo questão de que você sinta o peso do olhar dele te despindo mentalmente.
➺ Wooyoung te chama para aulas extras sob a desculpa de “aprimorar técnica”, mas o olhar de desejo mal disfarçado que lança enquanto você se alonga diz que o único aprimoramento que ele tem em mente é o da sua resistência ao prazer que ele pretende te proporcionar.
〢 Ele sempre te leva ao limite físico, fazendo você repetir séries de agachamentos ou abdominais apenas para ter a desculpa de ficar atrás de você, as mãos grandes corrigindo sua postura com força desnecessária.
➺ As provocações é uma das coisas favoritas dele para testar sua paciência e seu desejo. Enquanto você bate em um saco de pancadas, ele sussurra em seu ouvido com escárnio.
- “Bate mais forte, princesa. Ou você só guarda esse fôlego todo para gemer no meu ouvido mais tarde?”
〢 Wooyoung adora quando você tenta revidar. Seja com uma resposta afiada ou com um soco mais agressivo. Essa reação apenas serve como um convite para ele te imobilizar contra as cordas do ringue por tempo a mais do que o necessário.
➺ A academia tarde da noite, é onde as regras de convivência social deixam de existir. No silêncio do prédio vazio, o som dos seus gemidos ecoa sem interrupção.
〢 Ele te joga contra os armários de metal, as mãos descendo para apertar sua bunda enquanto silencia qualquer protesto com um beijo agressivo, antes de te despir com uma urgência que não aceita recusas.
➺ Possessivo de uma forma quase primitiva. Wooyoung detesta quando qualquer outro homem na academia fixa o olhar em você por tempo demais.
〢 Nesses momentos, as instruções dele ganham uma carga de passividade-agressiva, servindo como um aviso velado para quem estiver te observando.
〢 Por essa atenção indesejada, ele desconta essa tensão mais tarde. Arrastando você para o vestiário assim que o treino acaba.
➺ Wooyoung é escravo dos próprios impulsos e não espera pelo conforto de uma cama. Se o desejo o atinge enquanto você está no banco de supino, é ali mesmo que ele te come.
〢 Ou debaixo do chuveiro da academia, com a água quente descendo pelos corpos suados enquanto ele te segura contra os azulejos escorregadios.
〢 Ele nunca satisfeito até que você esteja completamente exausta e incapaz de sequer ficar de pé sem o apoio dos braços fortes dele, transformando o sexo em uma extensão do treinamento que ele te impõe durante o dia.
➺ Wooyoung não perde o sono por causa da ética profissional. Ele mantém a relação em segredo porque o aspecto moralmente proibido adiciona uma camada de adrenalina que ele adora.
〢 Então, não espere pedidos de desculpas ou crises de consciência. O fato de você ser a aluna dele só torna a conquista mais gratificante. Wooyoung quer você, ele te tem, e isso é a única coisa que importa.
04. SEO JUNTAE ─ 서준태
➺ Seo Juntae é o tutor de reforço literário que todos da instituição consideram o “bom moço.” Sempre carregando aquele sorriso gentil e prestativo.
〢E é exatamente essa reputação de tutor ético e aparentemente inofensivo que torna a transformação dele tão chocante.
〢 Ninguém imaginaria que por trás daquela fachada de inocência existe um desejo reprimido, que queima silenciosamente sempre que você entra na sala.
➺ No início, a timidez dele é quase desajeitada. Um charme discreto que faz você se sentir confortável sob a superfície atenciosa de quem organiza seus cronogramas.
〢 Juntae se atrapalha com as palavras, gaguejando levemente quando você faz uma pergunta direta e desvia o olhar quando você chega perto demais.
〢 Porém, se você observar com atenção, notará que por trás das lentes, os olhos que antes apareciam ingênuos, fixam-se nos seus com uma intensidade que contradiz totalmente sua postura tímida.
➺ Você começa a flertar abertamente com ele. Jogando olhares demorados, deixando comentários provocadores no ar ou se sentando um pouco mais perto do que o necessário.
〢 Juntae tenta, com uma força de vontade que beira o martírio, resistir às suas provocações e manter a linha profissional. “Nós não deveríamos... é errado.”
〢 A culpa o consome cada vez que ele se pega imaginando você fora do contexto acadêmico. Mas essa mesma culpa serve apenas como combustível para o desejo dele.
➺ Aos poucos, ele cede. Porém, Juntae te obriga a ser a agressora e cruzar a linha que ele, por puro medo e repreensão, hesita em romper sozinho.
〢 Permitindo que seus dedos descansem sobre a mão dele enquanto concede em silêncio a permissão que ele teme pedir em voz alta, mas que anseia desesperadamente receber.
〢 Os toques começam inocentes. Ele te segura mais perto e te beija com uma doçura que rapidamente vira fome. Os olhos, antes tão doces, ganham uma intensidade que faz seu estômago revirar.
➺ Por ser um tutor em quem todos confiam cegamente, dá a Juntae o álibi perfeito para passar horas trancado com você sem levantar uma única suspeita.
〢 Durante as revisões de texto na casa dele, a formalidade desaparece. Juntae te mantém no colo enquanto as mãos descem para abrir sua blusa, sugando seus peitos com uma urgência que contrasta violentamente com a timidez habitual.
➺ Ele te presenteia com livros antigos, páginas marcadas com trechos sublinhados que parecem declarações discretas que ele nunca teria coragem de verbalizar.
- “Esse trecho me lembrou você. Então pensei que podesse gostar de ler.”
➺ Você adora provocá-lo apenas para vê-lo corar. E Juntae nunca decepciona: o rubor que sobe pelo pescoço dele até as orelhas é o seu troféu favorito.
〢 No entanto, ele aprendeu a fazer você pagar por esse constrangimento de formas que você nunca imaginaria vindo de alguém tão doce.
〢 Em uma dessas tardes, Juntae te desafiou a ler um poema em voz alta e manter a dicção perfeita enquanto ele se ajoelhava por baixo da mesa e começava a te chupar.
〢 Juntae só parou quando você terminou de ler. Foi a maneira dele te mostrar que, embora seja gentil, ele detém um limite para suas brincadeiras.
➺ Por mais que ele não admita, Juntae mima você. Seus erros são ignorados ou corrigidos com brandura. E ele chega a fazer parte do seu trabalho apenas para garantir que você tenha tempo livre para ele.
〢 Ele se derrete completamente quando você o chama de “professor” com um tom de voz manhoso e arrastado, um título tão inadequado naquela situação, mas desperta nele uma onda de poder sem precedentes.
〢 Ele sente a vergonha de trair a própria imagem pública, mas esse sentimento é rapidamente engolido pelo prazer de ter você. Um segredo que ele protegerá até as últimas consequências.
05. GO HYUNTAK ─ 고현탁
➺ Go Hyuntak é o seu professor de Taekwondo. Ele tem a fama de ser o “temperamental” do dojang e uma presença que faz os alunos novatos recuarem só com a sua entrada.
〢 No entanto, você detém um poder capaz de desarmá-lo. A forma como os olhos dele imperceptivelmente suavizam quando repousam sobre você.
〢 É uma traição silenciosa à postura inabalável que tenta manter, revelando o quanto ele está lutando para não te devorar ali mesmo.
➺ Gotak desenvolveu um senso de honra distorcido quando o assunto é você. Sua natureza reativa o transforma em um protetor excessivo e paranoico.
〢 Ele insiste em ser o único a te ensinar autodefesa, mas a ironia reside no fato de que ele é a maior ameaça à sua integridade.
〢 Ele te cerca, monitorando seus passos como se o mundo inteiro fosse um risco, enquanto ele mesmo te conduz para a beira de um abismo moral, garantindo que você não queira ser salva.
➺ Hyuntak nutre uma necessidade profunda de que você confie cegamente nele. Usando a fachada de professor para levá-la a situações de isolamento, trancando a porta da academia com uma calma que arrepia.
- “Relaxa, confia em mim. Eu não vou te machucar... a menos que você me peça com jeitinho.”
〢 Gotak te convence de que o que fazem é seguro simplesmente porque ele é a autoridade máxima ali e está no controle.
➺ As broncas pela sua postura ou pela execução dos chutes são constantes, mas ambos sabem que são apenas justificativas para manter as mãos em você.
〢 O alongamento é o momento favorito dele. Ele empurra seus ombros para baixo e pressiona o corpo contra o seu, forçando suas pernas a se abrirem mais do que o necessário.
〢 O sorriso de canto que ele te lança enquanto você respira fundo pela dor do estiramento é uma promessa de que esse desconforto é apenas o prelúdio do que virá a seguir.
➺ Ele nunca ultrapassa a linha na frente dos outros alunos. Mas quando o treino termina e vocês ficam sozinhos, as normas do Taekwondo dão lugar às regras dele.
〢 As mãos dele encontram caminhos que não têm nada a ver com o esporte, deslizando os dedos por dentro da sua calça do dobok, te provocando com uma precisão sádica.
〢 Gotak sente prazer em deixar você frustrada, adiando o alívio e ignorando seus pedidos apenas para ver você quase chorar de tesão.
➺ Para ele, tudo é uma competição carregada de tensão sexual. Se você hesita ou não obedece a um comando, ele te desafia para lutas exibição privadas.
〢 O objetivo real nunca é avaliar sua técnica; é simplesmente te cansar até que ele possa te derrubar e acabar com você imobilizada sob o corpo dele no tatame.
〢 Hyuntak ri da sua frustração enquanto você se debate inutilmente. Ele não te solta até que você admita que ele venceu. Só então suaviza o aperto, substituindo a força por um beijo que interrompe qualquer protesto.
➺ Depois de uma aula onde você finalmente conseguiu acertar um chute perfeito no peito dele. Em vez de parabéns, você recebeu o peso das mãos dele te arrastando para a sala escura de equipamentos.
〢 Lá, ele te jogou sobre uma pilha de tatames macios e te fodeu com uma urgência renovada, tratando o ato como uma punição pela sua audácia e um prêmio pela sua evolução.
➺ Hyuntak desenvolveu um fetiche inegável em transar com você usando o dobok. Ver você vestida como sua aluna e o contraste do tecido áspero contra sua pele nua o enlouquece.
〢 Ele se recusa a tirar o seu uniforme completamente. Apenas abre o necessário, desfazendo a faixa com puxões bruscos e abaixando a calça o suficiente para se enterrar em você.
➺ Hyuntak adora te foder de costas para o espelho de parede inteira do dojang, segurando seu cabelo para manter sua cabeça erguida para que você seja forçada a assistir ao próprio reflexo contorcido de prazer.
〢 Ele te provoca, querendo que essa imagem seja a única na sua mente ao voltar para casa. “Vê como você fica linda treinando assim comigo?”
➺ Hyuntak sustenta a narrativa de que nunca faria nada que pudesse comprometer a carreira que ele construiu com tanto reforço e dedicação... a menos, é claro, que ninguém esteja olhando.
〢 E essa vida dupla cria um vínculo mórbido e complexo, onde você se sente segura justamente nas mãos do homem que representa o maior risco à sua reputação e à sua sanidade.
06. PARK HUMIN ─ 박후민
➺ Como técnico do time de basquete, Park Humin é carismático e barulhento. Essa mistura de camaradagem explosiva é o que torna a presença dele tão viciante.
〢 Baku domina o ginásio com uma energia contagiante e uma autoridade tão natural que os jogadores obedecem ao seu apito sem um segundo de hesitação.
➺ Humin tem o dom de fazer cada pessoa se sentir importante, mas com você, ele não se dá ao trabalho de fingir imparcialidade.
〢 Publicamente, ele te rotula como sua “pupila favorita”, um título que ele ostenta como uma medalha para justificar a atenção desproporcional e sufocante que te dedica.
〢 Ele elogia seus arremessos com um orgulho quase proprietário e te chama de “minha estrela” na frente de todos, sempre mantendo aquele tom brincalhão que soa inocente para os leigos.
➺ Baku desconhece o conceito de discrição. Ele te provoca abertamente durante o treino, flertando de forma constante e camuflando os comentários mais ousados como simples incentivo esportivo.
〢 Enquanto seus colegas de equipe riem de suas piadas exageradas, pensando que é apenas o jeito do treinador, você interpreta o desejo em seu olhar como uma promessa oculta de uma noite exaustiva.
〢 Ele aprecia essa tensão clandestina que acontece bem debaixo do nariz de todos. Alimentando-se do fato de que só você sabe o quão profanas são as intenções por trás de seu sorriso carismático.
➺ Para te manter no raio de alcance, o contato que ele impõe é frequente e intencionalmente invasivo. Baku vive te tocando de formas que parecem bem mais íntimas do que deveria.
〢 Ele te pega no colo após uma cesta, te abraça por trás para corrigir sua empunhadura, ou aperta sua cintura com uma força que beira o inapropriado enquanto sussurra o que pretende fazer com você assim que estiverem sozinhos.
➺ A frase “vamos organizar o ginásio” é o código dele para sexo imediato. Assim que o último aluno sai, o clima muda e não há mais brincadeiras.
〢 No depósito, entre redes e bolas de basquete, ele te prensa contra a grade de metal. O som dos beijos famintos se mistura ao estalo metálico do cinto dele sendo aberto com uma agilidade praticada.
➺ Tudo para Humin é uma competição sexual disfarçada. Ele te desafia para partidas individuais com uma confiança irritante, lançando apostas que sempre terminam em dívidas sujas.
- “Se você fizer essa cesta de três, eu te deixo ir mais cedo. Se errar… você me deve um favor.”
〢 Ele faz questão de te distrair, de entrar no seu espaço pessoal até você errar o lance, apenas para que ele possa cobrar o “favor” no vestiário com juros exorbitantes.
➺ Baku usa sua posição de treinador sem qualquer pudor para garantir que nenhum olho indiscreto interfira no que ele quer.
〢 Ele dispensa os outros alunos mais cedo com ordens bruscas e tranca as saídas com a tranquilidade, garantindo que a quadra seja inteiramente de vocês.
➺ Na imensidão da quadra vazia, Humin te levanta contra a parede fria e te fode de pé. A textura da parede arranha suas costas enquanto ele segura suas coxas abertas com uma firmeza que deixará marcas.
〢 Ele exige silêncio, cobrindo sua boca com a mão grande enquanto dita o ritmo violento, rindo baixo da sua tentativa desesperada de não gemer alto demais no eco do ginásio.
- “A minha aluna favorita sempre ganha o melhor prêmio, não é?”
〢 Baku também ama te comer nos bancos de reserva. Nos momentos de calma falsa, ele te deita ali, ajoelhando-se entre suas pernas para te chupar até você gozar tremendo, agarrada ao encosto do banco.
➺ Humin mantém a ilusão de que você tem escolha. Ele quer fazer você acreditar que tudo é diversão, que na verdade é você quem está no controle porque está “brincando” junto.
〢 No entanto, cada vez mais ele constrói uma realidade onde você precisa dele para se sentir importante e desejada. Ele te faz sentir especial, única, a estrela do time, mas cobra um preço alto por esse status.
〢 E o pior é que, no calor do corpo dele envolvendo o seu, você acredita nele e escolhe ficar. Porque a outra alternativa é se libertar desse ciclo vicioso de adrenalina.
07. GEUM SEONGJE ─ 금성제
➺ No curso de informática, Geum Seongje é a figura de um professor imprevisível que parece se alimentar do caos que instiga.
〢 O sorriso fácil que ele distribui para a turma é um convite ao perigo, uma fachada relaxada que esconde um olhar astuto, sempre três passos à frente de qualquer regra ou convenção social.
〢 Seongje não quer apenas o seu corpo; ele quer dobrar a sua mente, fazendo você questionar a própria sanidade através de uma manipulação psicológica que precede qualquer toque.
➺ Quando ele te convoca para sala de programação tarde da noite para “revisar o código” de um projeto, o silêncio das máquinas zunindo é o cenário perfeito para o jogo dele.
〢 Seongje passa horas apenas te observando, girando na cadeira enquanto lança comentários ácidos que transitam entre a crítica profissional e o flerte tóxico.
〢 Para ele, a tensão sobre quem vai violar os limites primeiro é o jogo mais viciante de todos. E ele não hesita em jogar sujo, esticando a corda da sua resistência até garantir que a vitória seja dele.
➺ Ele sabe exatamente quais botões apertar. Seongje te empurra para situações moralmente questionáveis, zombando da sua ética e induzindo você a aceitar vantagens ilícitas nas notas.
〢 Ele quer que você se sinta tão “suja” quanto ele, criando um laço de cumplicidade doentia, onde os valores que você jurou proteger se tornam borrões.
〢 No momento em que você finalmente cede e cruza a linha desse relacionamento distorcido que ele propõe, a recompensa vem em uma atenção obsessiva e sufocante. “Viu como é bom quando você para de ser teimosa?”
➺ Seongje adora te dar trabalhos extras que exigem horas de dedicação exclusiva no escritório dele.
〢 Enquanto você luta para manter a concentração na tela, as mãos dele agem com uma liberdade desrespeitosa por baixo da sua blusa, brincando com seus seios num cinismo irritante.
〢 Seongje também te obriga a sentar sobre o pau dele, exigindo que você continue digitando sem errar uma única linha de programação, alegando que é apenas uma forma de “aliviar o estresse do dia” para que você produza melhor.
➺ Em público, a ríspidez dele beira o desrespeito. Seongje te critica na frente de todos, expondo suas falhas com uma crueldade que te humilha. Mas você sabe que isso é apenas um prelúdio mórbido para o que acontece no privado.
〢 Ele adora a dualidade de ser o seu carrasco na sala e o seu amante no escritório, criando uma necessidade da qual você busca a aprovação dele para curar a ferida que ele mesmo abriu.
〢 O “pedido de desculpas” vem na forma de um encurralamento contra as bancadas frias, onde ele te fode com uma ferocidade insaciável, deixando o barulho dos ventiladores do servidor abafar seus gemidos.
➺ Seongje tem um prazer infantil e perverso no risco de ser pego. Transformando o ambiente acadêmico em seu playground particular.
〢 Não é incomum que ele te chame ao escritório dele em pleno horário comercial, trancando a porta apenas para te fazer chupá-lo debaixo da mesa enquanto ele atende ligações ou responde e-mails de colegas.
〢 A adrenalina de ouvir passos no corredor ou batidas na porta é o que realmente o excita. Ele mantém a mão enterrada no seu cabelo, forçando o ritmo, obrigando você a ser cúmplice da vulgaridade dele enquanto as pessoas lá fora não suspeitam de nada.
➺ O controle dele se manifesta de maneira opressora. Seongje exige lealdade incondicional e não sente receio em usar as próprias armas que criou contra você.
〢 Um olhar de soslaio ou um comentário inocente sobre outro homem é suficiente para acionar o mecanismo de intimidação velada.
〢 Seongje responde com ameaças sutis que soam quase gentis, como se estivesse apenas conversando, enquanto deixa claro que poderia expor a relação de vocês ou sabotar seu futuro acadêmico sem hesitar.
- “Cuidado pra quem você olha, princesa. Eu sou bem descuidado quando fico com ciúme… e você sabe o que tem no meu celular.”
〢 Para ele, não existem limites morais que possam detê-lo. Seongje não se importa com a ética escolar ou com as consequências de ser descoberto. Na verdade, o risco parece torná-lo mais perverso e mais determinado a ver até onde você aguenta ir.
08. NA BAEKJIN ─ 나백진
➺ Sendo seu professor particular de idiomas, Na Baekjin exala uma autoridade máxima e silenciosa. Tudo nele é impecável: desde o terno sob medida até a pronúncia perfeita.
〢 O rigor dele é absoluto. Transmitindo a aura de um homem de negócios de superioridade serena, tornando a posição de professor um mero detalhe de poder.
〢 Você se sente constantemente pequena, tentando alcançar uma excelência que ele define e redefine conforme a própria vontade.
➺ A educação de Baekjin é mais assustadora do que qualquer grito. A cortesia formal dele é o abismo que te mantém em guarda, um convite silencioso para que você cruze a linha apenas quando ele decidir que você está pronta para ser moldada.
〢 Ele não te vê como uma aluna, mas como um projeto de extensão de si mesmo. Cada aula é uma armadilha psicológica; ele desvia o foco da matéria para extrair suas confissões e segredos mais íntimos.
〢 Baekjin colhe suas vulnerabilidades com uma paciência predatória, guardando cada insegurança sua para usar como alavanca no momento certo.
〢 Ele quer que você pense, fale e deseje através da lógica dele, transformando o aprendizado em um processo de domesticação lenta e letal.
➺ Baekjin não é um homem de toques casuais ou acidentais. Usando o silêncio e o peso do olhar, ele parece ler cada pecado e desejo oculto que você tenta esconder sob a fachada de estudante dedicada.
〢 As aulas extras “sem custo” e os materiais exclusivos não são gentilezas, são correntes. Ele cria uma dívida de gratidão que te sufoca, fazendo você se sentir privilegiada enquanto ele usa sua própria inocência para te enredar dentro da teia dele.
〢 Baekjin manipula a narrativa com tamanha maestria que, mesmo quando cruza as linhas éticas mais obscuras, faz você acreditar que a iniciativa partiu de você.
➺ Sem qualquer traço de remorso ou culpa, ele se aproveita da confiança cega dos seus pais como ferramenta de acesso. No momento em que eles saem e a porta se fecha, o professor impecável desmorona.
〢 Ele usa cada segundo da ausência deles para transar com você no seu próprio quarto, jogando-a contra os lençóis e levantando seu vestido com uma autoridade que não aceita resistência.
〢 Ele manda você gemer baixo, ditando o ritmo da sua respiração enquanto entra em você com uma força que ignora qualquer moralismo que ele defenda em público.
➺ Constantemente te lembrando do poder que detém sobre seu futuro e sua mente. Baekjin dita as regras de como você deve se sentir, tirando de você qualquer resquício de maturidade para fazer suas próprias escolhas.
〢 Ele exige que você peça permissão para absolutamente tudo: para tocá-lo, para reagir e, principalmente, para gozar. Querendo enraizar uma dependência emocional, onde a aprovação dele é a única coisa que importa.
➺ Durante as aulas de conversação, o aprendizado se torna um ritual de humilhação física. Baekjin te obriga a repetir frases complexas. Se a sua pronúncia falha, a correção é imediata.
〢 Com uma calma aterrorizante, ele desabotoa o colete do terno e segura seu queixo com uma firmeza que impede qualquer movimento.
- “Sua pronúncia está horrível... abra a boca. Vamos praticar de outra maneira agora.”
〢 Ele te força a se ajoelhar entre as pernas dele, deslizando o pau entre seus lábios. Observando sua submissão com um olhar de satisfação gélida enquanto você é obrigada a aceitá-lo.
➺ Após uma evolução notável no seu desempenho ou uma redação perfeita, ele te chama ao escritório particular para uma “recompensa.”
〢 Sem dizer uma única palavra, ele te suspende sobre a mesa, afastando documentos importantes para te comer ali mesmo. A fome dele é enviesada e opressiva, deixando você em frangalhos sob o peso dele.
〢 Assim que ele termina, Baekjin se limpa e recompõe o terno perfeitamente, voltando a analisar um documento como se você fosse invisível, deixando você trêmula e exposta sobre a mesa enquanto ele retoma a postura impassível.
➺ Por trás da fachada de integridade e profissionalismo inabaláveis, esconde-se um profundo desejo de corrupção. Ele transfere a culpa com tanta facilidade que você acaba acreditando nele, carregando o peso do segredo enquanto ele permanece intocado.
〢 Baekjin sabe perfeitamente que o que faz é errado, proibido e moralmente condenável. Mas ele simplesmente não se importa. A ética é apenas uma conveniente cortina de fumaça social para proteger sua verdadeira natureza enquanto viola as regras que ele tanto sustenta diante dos outros.
〢 No fim, ele atinge o objetivo máximo quando você se torna exatamente o que ele projetou: a aluna perfeita, obediente e completamente devotada ao professor que a destruiu e reconstruiu à sua imagem.
⟢ . 𝗦𝗨𝗠𝗔𝗥𝗥𝗬 ! Depois de sobreviver a jogos que destruíram tudo ao seu redor, Namgyu voltou para casa carregando culpa, vícios e a certeza de que não merecia ser salvo.
⟢ . 𝗪𝗢𝗥𝗗 𝗖𝗢𝗨𝗡𝗧 ! 7.7K
⟢ . 𝗪𝗔𝗥𝗡𝗜𝗡𝗚𝗦 ! MDNI (18 explicit), obscenidade, linguagem de baixo calão, complexo de inferioridade, menção a drogas, abstinência, temas sobre depressão, menções de violência e morte, ciúmes, sutil invasão de privacidade, confissão de sentimentos, conversa suja (dirty talk), dinâmica sub!dom, provocações, sexo oral (m & f recebendo), facesitting (sentar na cara), dedilhado (fingering), sucção, sexo desprotegido (p in v), creampie, descrição de sexo explícito, pornografia com enredo basicamente.
⤷english version
O CHEIRO DE desinfetante e comida caseira se misturava no ar do pequeno apartamento de Namgyu, uma combinação que antes seria impensável naquele ambiente. Agora, era a fragrância da sua presença. Você terminava de secar o último prato, colocando-o com cuidado no escorredor.
Um suspiro cansado escapou dos seus lábios enquanto seus olhos varriam a cozinha, agora impecavelmente limpa. Era um contraste gritante com o caos que você encontrou meses atrás, um reflexo físico da ordem que tentava, dia após dia, instaurar na vida dele.
Desde que saíram daquele inferno geométrico na ilha, uma rotina silenciosa se estabeleceu entre vocês. Você aparecia, limpava, cozinhava, e o vigiava com a atenção de um falcão, garantindo que ele se mantivesse longe das drogas que quase o consumiram.
No início, Namgyu a repelia com a arrogância farpada que você conheceu nos jogos, um mecanismo de defesa tão frágil quanto o vidro.
- “Não preciso de babá.”
Ele falava irritado, mas os olhos, fundos e assombrados, traíam a bravata. Você apenas respondia, com uma calma que nem sabia possuir.
- “Você salvou minha vida. É o mínimo que posso fazer.”
E sem ter como rebater a lógica da sua gratidão, cedia. Agora, ele não reclamava mais. Aceitava seus cuidados com uma resignação que beirava a docilidade. No fundo, você sabia que ele gostava. Ninguém nunca havia cuidado de Namgyu daquela forma, e essa constatação era um peso agridoce em seu peito.
Ele havia conseguido um emprego como organizador de eventos em boates ─ um pé no mundo que já conhecia, mas um ambiente perigoso para um ex-viciado. No entanto, Namgyu se mantinha na linha, longe das substâncias que antes eram seu combustível. Era uma vitória, mas uma vitória silenciosa e melancólica.
A abstinência, somada aos traumas indeléveis dos jogos, o mergulhou numa depressão palpável. O Namgyu que você conheceu: o jogador 124, volátil e arrogante, havia desaparecido. Em seu lugar, restava um homem quieto, cujos ombros pareciam carregar o peso do mundo.
Ele passava horas em silêncio, o olhar perdido em algum ponto da parede, a energia vibrante que o definia completamente drenada. Essa quietude: a ausência do sorriso debochado e da postura desafiadora, a preocupava profundamente. Mas, para sua própria confusão, também despertava algo mais.
Nessa versão vulnerável e quebrada dele, você começou a enxergar o homem por trás da máscara de predador. Havia uma suavidade em seus traços quando ele pensava que você não estava olhando, uma tristeza em seu olhar que fazia seu coração se contrair.
Você sentia que a mudança dele não era apenas pela ausência das drogas. Havia algo mais, uma corrente subterrânea de emoção que ele se esforçava para esconder, mas que você sentia vibrar no ar sempre que seus olhares se cruzavam por um instante a mais.
Namgyu estava se apaixonando por você. Você ainda não sabia ─ não com certeza, mas a semente da suspeita já havia sido plantada. O que você não podia adivinhar era o tamanho do abismo que ele via entre vocês.
Na mente dele, o passado era um monstro de garras afiadas: o viciado, o assassino, o homem detestável que ele tinha sido. E o presente não era melhor: um depressivo que mal conseguia funcionar sem a sua presença, quase um dependente emocional. Como ele poderia ousar confessar qualquer sentimento? Como poderia manchar você com a sujeira da sua existência?
Namgyu se sentia indigno de cada prato de comida que você prepara. Para ele, o seu cuidado é apenas uma dívida sendo paga, uma gratidão que o esmaga porque ele quer algo que não tem o direito de pedir: o seu toque, o seu afeto, a sua validação não como paciente, mas como homem.
Dizer que te amava seria como admitir sua fraqueza final. Seria pedir para ser rejeitado, para que você finalmente visse a verdade patética e fugisse, deixando-o para afundar de vez. Então, ele se calava, engolindo as palavras junto com o orgulho ferido.
A confirmação de seus medos veio de forma sorrateira. Naquele dia, enquanto você tomava um banho rápido no minúsculo banheiro dele antes de ir para casa, seu celular, deixado sobre a mesinha de centro, acendeu.
Namgyu, deitado no sofá, viu a tela brilhar. Não foi intencional, não no começo. Mas o nome de um homem que ele não reconhecia, seguido por uma mensagem clara, fisgou sua atenção.
“E aí, [Nome]? Pensou na minha proposta? Que tal aquele bar novo na sexta? Por minha conta.”
Uma onda nociva percorreu seu corpo. Sexta. Hoje. O ar pareceu ficar mais pesado: a imagem torturante de você, sorrindo para outro homem, se divertindo em um bar qualquer, longe dele, foi como um soco no estômago. Não era apenas ciúmes; era algo mais profundo, desesperador e irracional. Era a confirmação de sua própria insignificância.
É claro que você tinha uma vida, que outros homens te desejavam. É óbvio que, mais cedo ou mais tarde, sua missão de salvá-lo terminaria, e você seguiria em frente, para uma vida normal, com um homem normal. E o deixaria para trás, como uma nota de rodapé esquecida em sua história.
A ideia o corroeu por dentro, e o silêncio que se instalou no apartamento. Namgyu se sentia um parasita da sua bondade, e a descoberta daquele convite era a faísca que começa a queimar a pouca estabilidade que ainda lhe restava, despertando um impulso perigoso de quebrar alguma coisa.
Quando você saiu do banheiro, encontrou-o exatamente na mesma posição, mas a atmosfera na sala havia mudado. O ar estava carregado com uma eletricidade sombria.
Ele não disse nada. Apenas te observou com uma intensidade que fez um arrepio percorrer sua espinha, os olhos escuros e ilegíveis. Você sentiu que algo estava errado, mas atribuiu à sua depressão, mais um dia ruim no ciclo interminável de sua recuperação.
Namgyu não tocou no assunto. Não naquela hora. Deixou a informação apodrecer dentro de sua mente, alimentando sua insegurança e seu desespero. Em silêncio, se levantou entrou no quarto e deitou-se de lado na cama, escondendo o rosto enquanto a semente do medo de te perder germina em silêncio.
{ ... }
A noite lá fora se arrastava com a lentidão de um pesadelo. As luzes da rua filtravam-se pelas frestas da cortina, projetando sombras longas nas paredes. Dentro daquele quarto, porém, o tempo parecia suspenso; congelado numa massa densa de silêncio e ressentimento.
O único som constante era o zumbido baixo da geladeira na cozinha, misturado à respiração pesada de Namgyu. Ele jazia na cama como um animal ferido, deitado de lado, rolando o feed de alguma rede social sem realmente enxergar nada. O brilho azulado do celular pintava seu rosto com uma palidez quase fantasmagórica, ressaltando as olheiras fundas e a rigidez da mandíbula.
Você parou no batente da porta, observando aquela silhueta que aprendera a decifrar nos últimos meses. Havia algo diferente naquela noite. A apatia habitual dera lugar a uma tensão quase elétrica, uma rigidez que emanava dele como ondas de calor.
Você deu dois passos para dentro do quarto. O som suave dos seus pés descalços no assoalho foi o suficiente para fazê-lo tencionar ainda mais; os ombros dele se contraíram quase imperceptivelmente.
── Namgyu? ── sua voz saiu baixa e cuidadosa, como se temesse assustá-lo. ── Deixei o jantar na geladeira. É só esquentar.
Nenhuma resposta. Você se aproximou um pouco mais, parando perto da cômoda, esperando ao menos um resmungo, um aceno de cabeça ─ qualquer sinal de que ele estivesse realmente ali. Mas Namgyu continuou encarando o celular, o polegar deslizando pela tela sem propósito.
── Não esquece da sessão amanhã. ── você acrescentou, mantendo o tom suave. ── Dez em ponto. Coloquei um alarme no seu celular, tá?
Ele fez um movimento vago com a cabeça, um aceno quase automático, sem desviar o olhar da tela. O silêncio se esticou entre vocês, pesado de coisas não ditas.
── Bom… eu já vou indo. ── você disse por fim, sentindo um cansaço súbito pesar nos ombros. ── Se precisar de qualquer coisa… me liga.
Você deu as costas, o corpo já se movendo em direção à porta, quando a voz dele cortou o ar. Áspera de uma amargura que você não ouvia desde os dias de cativeiro na ilha.
── Por que tá indo embora mais cedo hoje? ── o tom era baixo, mas carregava um peso desproporcional, como uma pergunta que ele vinha ensaiando há horas.
Você parou no meio do passo, o coração dando um salto descompassado e virou-se devagar. Namgyu agora estava sentado na beira da cama. Os fios compridos do cabelo caíam desajeitados sobre os olhos escuros, que brilhavam com uma mistura inquietante de raiva e desespero.
── Como assim? ── você franziu o cenho, confusa. ── São quase oito horas, Namgyu. É o horário de sempre.
Namgyu largou o celular sobre o colchão com um gesto abrupto. O som seco ecoou no quarto. Um riso curto e sem humor escapou de seus lábios. Ele estreitou os olhos, a intensidade do olhar te fazendo lembrar, por um segundo desconfortável, do homem perigoso que ele fora nos jogos.
── O horário de sempre? ── repetiu, a voz afiada como lâmina. ── Ou o horário certinho pra você se arrumar e encontrar aquele desgraçado que te mandou mensagem?
Não era uma pergunta. Era uma acusação. O choque te deixou muda por um instante. Você piscou algumas vezes, tentando entender não só o que ele dizia, mas como ele sabia.
── Você… mexeu no meu celular? ── perguntou, a voz subindo levemente, não em raiva, mas em surpresa genuína.
── Eu vi a mensagem hoje mais cedo. Quando você tava no banho. ── ele respondeu, com raiva contida. ── Deve ser bom sair com alguém que não tem o cérebro frito por drogas… nem as mãos sujas de sangue.
── Namgyu, do que você tá falando? ── você riu, um som nervoso que escapou antes que pudesse conter. ── Eu recusei o convite.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O peito dele subiu e desceu rápido demais. Por um microssegundo, um alívio quase infantil atravessou o rosto de Namgyu: rápido o suficiente para quase não existir.
No entanto, foi engolida logo em seguida, por uma expressão ainda mais dura de autoaversão. Ele desviou o olhar, os dedos se fechando e abrindo ao lado do corpo, tremendo levemente em uma vergonha súbita.
A curiosidade venceu o cansaço. Você deu um passo para dentro do quarto e cruzou os braços, apoiando-se na parede.
── Por que isso te incomoda tanto? ── perguntou, sem conseguir esconder a intriga na voz.
Namgyu se encolheu com a pergunta. Por um segundo, a vulnerabilidade ficou exposta demais. Então ele a cobriu às pressas com uma camada de falsa indiferença.
── Não incomoda. ── mentiu, tentando transmitir casualidade. ── Mas você vive grudada aqui comigo. Acho justo saber o que tá acontecendo na sua vida.
A tentativa de soar arrogante falhou miseravelmente. A desculpa era tão transparente que chegava a ser dolorosa. Você poderia ter pressionado, poderia ter exposto a mentira. Mas viu a muralha que ele estava tentando erguer e decidiu, por ora, não derrubá-la.
── Certo... boa noite, Namgyu. ── você disse, segurando o sorriso de escárnio.
Você se virou mais uma vez, decidida a deixar o assunto morrer. Mas a voz dele te chamou de novo, mais urgente desta vez.
── Espera! ── o tom era um comando disfarçado de súplica. ── Eu... eu me apaixonei por você.
As palavras caíram no quarto sem aviso. Simples, aterrorizantes e irrefutáveis. Ele não gritou, não dramatizou. Apenas as disse, como quem entrega uma sentença contra si mesmo.
── Eu me apaixonei pelo jeito que você me olha torto quando eu falo alguma merda. ── continuou, soltando um riso pequeno e amargo. ── Me apaixonei porque você se importou. Olhou pra mim e decidiu que ainda valia a pena ajudar.
Seu coração deu um salto doloroso.
Você se virou devagar. Namgyu estava com a cabeça baixa, os ombros curvados, como se o peso daquela confissão fosse físico demais para suportar.
Ele levantou o rosto. Os olhos estavam brilhando, vermelhos, carregados de lágrimas que ele se recusava a deixar cair.
── Eu sei o que você pensa de mim. O que pensava… ── ele disse, cada palavra parecendo arrancada à força. ── E agora eu sou só um depressivo, que mal consegue sair da cama sem você mandar.
O ar pareceu se solidificar nos seus pulmões. Cada palavra dele era uma faca que cortava a negação que você mesma construiu ao redor de seus sentimentos.
── Eu tô tentando mudar. ── ele continuou, passando a mão pelos cabelos com frustração. ── Só pra talvez... ter uma chance com você. Mas eu sei que é inútil. Porque o que você sente é só uma dívida, por eu ter te salvado naquele labirinto de merda.
Sua mente só percebeu que estava se movendo quando seus joelhos tocaram a beirada da cama. Sentou-se devagar, o colchão cedendo sob seu peso.
Namgyu te observou, o rosto preso entre expectativa e pavor, como alguém aguardando um veredito. Ele respirou fundo, o peito subindo e descendo visivelmente, como se quisesse apagar o próprio pensamento.
── Eu não gosto de pensar no dia em que você vai decidir que essa dívida tá paga. ── ele engoliu em seco, a voz mais baixa agora, quase inaudível. ── No dia que vai simplesmente ir embora… que todo esse esforço não serviu pra nada. E que eu vou ficar sozinho de novo.
Você estendeu a mão devagar. Hesitou por um segundo no ar, como se ainda estivesse decidindo se tinha o direito de atravessar aquela distância, antes de pousá-la sobre a dele. A pele de Namgyu estava fria como gelo sobre o edredom, os dedos rígidos, quase dormentes.
── Nos jogos… eu te odiava. E tinha medo. ── você começou, a voz reduzida a um sussurro. ── Quando você matou a Semi… eu achei que seria a próxima.
O corpo dele reagiu imediatamente. Namgyu se encolheu, os ombros subindo numa defesa instintiva. O maxilar se contraiu, e ele desviou o olhar, incapaz de sustentar o seu, como se aquelas palavras fossem uma lâmina antiga sendo girada numa ferida que nunca fechou.
── Quando você me salvou… da primeira vez, eu corri. ── você continuou, a mão apertou levemente a dele, como se quisesse ancorá-lo ali. ── Achei que você só queria o prazer de me matar com as próprias mãos.
Você soltou uma risada curta e nervosa. Namgyu fechou os olhos por um instante, o peito subindo e descendo com dificuldade, como se cada lembrança fosse um golpe que ele aceitava sem reagir.
── Mas quando você me salvou de novo…quando me escondeu do Myunggi… ── você balançou a cabeça, ainda incrédula. ── Eu não entendi. Nada daquilo fazia sentido. E quando a gente saiu de lá… eu te procurei por gratidão, sim. Mas não é mais sobre isso, Namgyu. Já não é… há muito tempo.
Ele ergueu o olhar aos poucos, como se tivesse medo do que encontraria no seu rosto. Seus dedos se mexeram sob a sua mão, um reflexo inconsciente.
O silêncio que se seguiu não era vazio, mas carregado de expectativa. Você se inclinou um pouco mais, aproximando-se. Sua mão livre subiu devagar até o rosto dele, os dedos tocando a mandíbula tensa com um cuidado quase reverente.
── Eu também me apaixonei por você, seu idiota. ── as palavras pairaram no ar por um segundo que pareceu eterno.
A respiração de Namgyu falhou. Os olhos se arregalaram levemente antes de escurecerem, tomados por algo quente e intenso. Não havia mais medo ali. Nem negação. Apenas uma fome contida por tempo demais. A última barreira entre vocês se rompeu sem som. O ar no quarto pareceu vibrar, a tensão da incerteza se transformando numa corrente elétrica densa, quase palpável.
Namgyu inclinou o corpo na sua direção com uma hesitação quase imperceptível, os movimentos curtos e tensos, como se estivesse atravessando um limite invisível. Quando a respiração dele roçou seus lábios, quente e irregular, você percebeu o instante exato em que ele decidiu parar de resistir.
Ele fechou a distância. A boca dele encontrou a sua com uma precisão quase reverente, como se estivesse confirmando a si mesmo que aquilo não era fruto da abstinência que o consumia em silêncio.
As mãos desceram para a sua cintura, os dedos cravando-se com força na sua pele através do tecido da blusa, puxando você para perto até que não restasse espaço entre os corpos com uma urgência que beirava a agressividade.
Você respondeu sem hesitar. Sua mão subiu pela nuca dele, os dedos se enroscando nos fios escuros do cabelo comprido, surpreendentemente macios e aprofundando o beijo. A ternura inicial se dissolveu.
A língua dele roçou seus lábios, exigindo passagem. Você abriu a boca, sentindo um gemido vibrar na garganta dele, um som baixo e gutural que você engoliu enquanto as línguas se enroscavam em uma disputa faminta.
Ele quebrou o beijo apenas para respirar. A testa dele permaneceu colada à sua, os olhos escuros dilatados, fixos nos seus como se procurassem uma última confirmação.
── Tem certeza disso? ── a voz saiu rouca, raspando no ar entre vocês. ── Porque se a gente começar… eu não vou parar. Por nada.
Em vez de responder, você colocou as mãos no peito dele e o empurrou devagar para trás. Namgyu cedeu, os olhos ainda presos nos seus enquanto o corpo dele afundava no colchão.
Sem quebrar o contato visual, você se moveu sobre ele, sentindo a tensão vibrar no ar como eletricidade estática. Suas pernas se acomodaram de cada lado do quadril dele, e quando você se sentou em seu colo, o peso do seu corpo pressionou diretamente contra a ereção rígida que marcava o moletom.
A respiração de Namgyu travou.
As mãos dele pairaram por um segundo, como se ainda estivessem pedindo permissão, antes de se fecharem em sua cintura com firmeza, puxando você para mais perto.
── O que você acha? ── você devolveu, a voz baixa, enquanto deslizava o quadril em um movimento lento e circular sobre ele.
Namgyu soltou o ar entre os dentes cerrados, um som de puro suplício. E um sorriso lento e carregado de uma satisfação sombria surgiu em seus lábios. Não era o sorriso vulnerável de minutos atrás. Era o mesmo que você conhecia dos jogos; concentrado e intenso. Mas agora não havia plateia, nem estratégia. O único foco daquela intensidade absoluta era você. E isso era infinitamente mais intoxicante.
Você se inclinou, pressionando o peso dos seus seios contra o peito dele, sentindo o calor da pele através do tecido. Seus beijos desceram pelo pescoço dele, lentos e úmidos, parando exatamente onde a pulsaçã martelava contra a sua língua.
── Porra... ── ele soltou um arfar pesado, a cabeça afundando no travesseiro. Os olhos se fecharam enquanto mordia o lábio inferior. ── Você ainda me mata.
As mãos dele, presas na sua cintura, apertaram com uma força possessiva, os dedos se enterrando na sua carne como se ele precisasse de um ponto de apoio para não perder os sentidos. Ele arqueou o quadril, buscando o atrito direto contra você, um movimento bruto e carregado de necessidade acumulada.
Sua boca continuou descendo até a clavícula, enquanto suas mãos subiam pela barra da camiseta dele. O tecido deslizou pela pele quente e suada até você jogá-la para longe, expondo o torso magro e os músculos do abdômen que se contraíram instantaneamente sob o seu toque.
── Eu sonhei com isso. ── ele confessou com a voz quebrada, quase um sussurro, enquanto observava seus dedos traçarem os contornos do peitoral dele. ── Ter você assim, em cima de mim...
── Então cala a boca e me deixa te tocar. ── você interrompeu, o tom firme, assumindo o controle que ele costumava deter.
Namgyu soltou um riso curto, asfixiado, e relaxou os ombros, mas os olhos escuros não saíram de você. Ele assistiu, hipnotizado, enquanto suas mãos desciam pelo abdômen dele até alcançarem o cós do moletom. A tensão no quarto era quase física, um peso que fazia o ar parecer escasso.
A mão dele escorregou do seu quadril para a sua coxa, o polegar subindo pela parte interna com uma lentidão torturante. Era um rastro de fogo que servia como um incentivo mudo.
Você deslizou para fora do colo dele, ajoelhando-se entre as pernas abertas. A mudança de posição o deixou completamente vulnerável.
Quando seus dedos roçaram o volume rígido por cima do tecido, Namgyu estremeceu violentamente. A apatia dos últimos dias tinha sumido; o que restava ali era o homem impulsivo e faminto que você conheceu.
── Para de provocar, caralho. ── ele rosnou, a voz tensa de frustração. ── Tira logo essa merda.
A volta daquela arrogância afiada dele foi o gatilho que você precisava. Sem perder tempo, você desfez o nó do cordão e, com um movimento decidido, puxou o moletom e a cueca dele para baixo até o meio das coxas.
O pau dele saltou, livre, pulsando contra o baixo ventre. Era pesado, longo, com a cabeça já úmida e escurecida pelo pré-gozo que brilhava na ponta. As veias sob a pele esticada saltavam em sincronia com os batimentos dele, que agora pareciam audíveis no silêncio do quarto.
Namgyu travou a mandíbula, as mãos fechando-se em punhos sobre o edredom, os nós dos dedos brancos pela força. Ele não tentou te tocar; ele apenas assistia, o peito subindo e descendo em espasmos curtos de respiração.
Você não se apressou. Inclinou-se para frente, sentindo o calor que emanava do corpo dele atingir seu rosto. Primeiro, você soprou um hálito quente na base, vendo-o se contrair sob você. Depois, passou a ponta da língua pela gota de pré-gozo, provando o sabor salgado antes de envolver os lábios ao redor da cabeça dele.
A boca quente e úmida apertou-se contra a carne firme, e você começou a sugá-lo, sentindo o primeiro gemido baixo e rouco escapar da garganta de Namgyu.
── Puta merda... ── Namgyu jogou a cabeça para trás, os olhos revirando enquanto o corpo arqueava contra o colchão.
Ele soltou o lençol e enterrou os dedos no seu cabelo, não com delicadeza, mas com a urgência de quem precisa de um ponto de ancoragem. A cada sucção, aquela fachada de homem quebrado desmoronava, substituída por ruídos de garganta que oscilavam entre o alívio e o puro tormento.
O som no quarto era gráfico: o estalo úmido da sua boca contra a carne dele, a respiração errática e o atrito dos lençóis bagunçados. Você sentia a pele áspera da coxa dele roçar no seu rosto conforme descia mais, usando a língua para contornar a ponta e explorar com movimentos curtos e firmes.
── Mais fundo. ── o sussurro saiu num comando ríspido. ── Engole tudo... quero sentir sua garganta me apertando.
O tom autoritário te deu um choque de adrenalina. Você relaxou a mandíbula e o acolheu o máximo que pôde, sentindo a espessura dele preencher sua boca por completo. Ele era grosso, e o volume roçando o fundo da sua garganta disparou seu reflexo, mas a sensação de senti-lo pulsar ali dentro, desesperado, era viciante.
Namgyu começou a ditar o ritmo, empurrando o quadril para frente com estocadas curtas e impacientes. Ele te obrigava a acomodá-lo, forçando o limite.
O olhar dele estava fixo em você, uma mistura pesada de posse e uma adoração quase perturbadora. Ele parecia não acreditar que a mulher que o viu no fundo do poço agora estava ali, de joelhos, entregue àquela depravação.
Você ergueu os olhos, sustentando o olhar dele enquanto continuava o trabalho. O rosto de Namgyu estava retorcido em uma expressão de prazer quase doloroso, as bochechas coradas e o suor começando a brilhar na testa.
Você sentia a saliva escorrendo pelo canto da sua boca, mas o foco dele era total na sua expressão, no jeito que seus olhos lacrimejavam pela profundidade.
Você envolveu a base do pau dele com uma das mãos, apertando com força, enquanto a outra puxava a carne da coxa dele para trazê-lo mais para a beira da cama, melhorando o ângulo. Seus polegares massageavam os testículos dele, que se contraíam a cada vez que você sugava com mais força.
Namgyu soltou um grunhido que vibrou no peito quando você usou a ponta da língua para contornar cada veia latejante sob a pele esticada.
— Caralho... assim... — ele arfou, as mãos grandes se fechando no seu cabelo com uma possessividade bruta. — Você tá me deixando louco, porra. Onde você aprendeu a fazer essa merda, hein?
Você deu um sorriso úmido contra a pele dele antes de engoli-lo novamente. O silêncio do quarto era cortado apenas por aquele som rítmico e sujo. Você alternava entre movimentos lentos e ataques rápidos, fazendo-o perder o fôlego e travar a mandíbula.
Ele estava chegando ao limite; você sentia os músculos do abdômen dele tensos como cordas, os quadris se movendo de forma cada vez mais errática e violenta.
── Chega… para… ── ele gemeu, embora as mãos no seu cabelo estivessem fazendo exatamente o oposto, te puxando com força contra ele. ── Se você não parar agora, eu vou gozar na sua boca... e eu não quero que acabe assim.
Você interrompeu o movimento, mas permaneceu ali por um segundo, sentindo o latejar úmido dele na sua boca. Com uma última sucção forte que arrancou um ganido rouco da garganta dele, você se afastou. O pau dele ficou exposto, avermelhado e brilhando sob a luz fraca, pulsando conforme o ar frio o atingia.
Namgyu tentava recuperar o fôlego, o peito subindo em espasmos, mas os olhos não saíam de você. Havia uma lucidez perigosa ali, um foco absoluto. Ele soltou seu cabelo devagar, os dedos ainda trêmulos de adrenalina, e estendeu as mãos na sua direção, como se quisesse garantir que você não sairia de perto.
Você se levantou, sentindo a calcinha encharcada pesando. Sob o olhar fixo dele, que parecia devorar cada centímetro da sua pele, você puxou a blusa pela cabeça e a jogou em um canto qualquer. Em seguida, desfez o fecho do sutiã.
Os olhos de Namgyu desceram para os seus seios com uma intensidade brutal. Ele não esperou um convite. As mãos dele, grandes e calejadas pelo trabalho pesado, subiram para apertar a carne macia. Os polegares esmagaram seus mamilos com uma força que quase machucava, mas que mandou um choque direto para o seu baixo ventre.
— Você é tão gostosa que nem parece real... — ele sussurrou, a voz arrastada, enquanto te puxava para baixo.
A boca dele envolveu um dos seus mamilos, a língua áspera e quente provocando um gemido que você não fez questão de abafar.
Enquanto ele se distraía com o seu peito, você desabotoou o jeans e empurrou a calça e a calcinha para baixo de uma só vez, chutando-as para longe. O contraste do ar gelado do quarto com o calor que emanava do corpo de Namgyu era quase insuportável. Você o afastou com firmeza, segurando o rosto dele e forçando o contato visual.
── Deita! ── você ordenou, de forma curta e seca.
Namgyu obedeceu na mesma hora. Ele se soltou contra o colchão, os braços estalmados ao lado do corpo, vulnerável e atento. Ele estava entregando o controle, uma submissão que ele nunca permitiria a mais ninguém.
Você subiu na cama, ajoelhando-se sobre o abdômen dele. O calor da pele dele aquecia a parte interna das suas coxas, e o cabelo dele roçava a sua pele sensível conforme você se posicionava sobre o rosto dele.
── O que você tá fazendo? ── ele perguntou, a voz tensa, a respiração quente batendo direto na sua buceta.
── Pagando a dívida. ── você sussurrou, com um meio sorriso, e desceu o quadril de uma vez, sentando-se sobre o rosto dele.
O choque o fez travar os músculos. Por um instante, ele ficou imóvel, sufocado pelo seu cheiro e pelo peso do seu corpo. Então, o instinto dele assumiu. A língua de Namgyu saiu, um toque hesitante que logo se tornou firme contra o seu clitóris.
Você soltou um gemido baixo, a espinha arqueando. A sensação era elétrica. As mãos dele subiram rápido, grampeando suas coxas para te manter no lugar, enquanto a boca dele perdia a timidez.
Ele começou a te lamber com uma habilidade que você não esperava; movimentos circulares, pressões ritmadas e sucções que te faziam perder o chão.
Sua cabeça pendeu para trás e seus dedos se enterraram nos ombros dele, cravando as unhas na pele firme. O prazer era violento demais. Você ofegou, o quadril se movendo sozinho, pressionando contra a boca dele.
A textura da língua dele era quase abrasiva contra a sua pele mais sensível, um contraste bruto com a pressão úmida dos lábios que, agora, lacravam-se ao redor do seu clitóris em uma sucção faminta. O ar no quarto parecia ter sido drenado, restando apenas o calor abafado que subia do corpo dele abaixo de você.
Não havia delicadeza no que ele estava fazendo. Namgyu movia a língua com uma precisão quase cruel, ora esticando-a para lamber toda a extensão da sua fenda, ora concentrando-se em círculos rápidos e pesados exatamente onde a tensão se acumulava.
── Mais rápido... por favor. ── o pedido escapou como um ganido, sua voz falhando.
Você empurrou o quadril para baixo, tentando esmagar o rosto dele contra a sua própria umidade, em uma busca desesperada por mais contato. As mãos dele eram dois tornos em suas coxas; os dedos se enterravam na sua carne com uma força possessiva, forçando suas pernas a se abrirem até o limite para que ele tivesse acesso total. Ele pressionava o nariz contra você, criando um atrito firme que fazia suas costas arquearem violentamente.
O som do estalo úmido da língua dele contra você, seus gemidos subindo de tom e a respiração pesada de Namgyu aquecendo sua pele encharcada preenchia cada canto do quarto.
No auge da tensão, ele deslizou dois dedos para dentro de você sem aviso, enquanto a boca mantinha o trabalho externo. O preenchimento súbito arrancou um grito abafado dos seus lábios; os dedos dele se moviam em um gancho agressivo, encontrando o ponto exato que fazia seu corpo tremer da cabeça aos pés.
── Isso... não para... ── você exclamou, as unhas cravadas nos ombros largos dele, puxando a pele como se tentasse se fundir ao seu corpo.
Namgyu intensificou o ritmo, ignorando qualquer sinal de cansaço. A pressão do vácuo que ele criava fazia seu baixo ventre se contrair em espasmos de puro prazer.
A consciência começava a se fragmentar em clarões brancos. A saliva dele se misturava ao seu próprio gozo, que agora transbordava, lubrificando tudo e tornando cada movimento dele mais escorregadio, mais barulhento e mais obsceno.
Você começou a choramingar, um som agudo e desamparado que escapava entre seus dentes cerrados. Seus quadris tremiam tanto que você mal conseguia sustentar o próprio peso, desabando levemente sobre o peito dele, mas Namgyu te segurou firme, ditando o quanto você deveria pressionar contra a boca dele.
── Eu vou... eu vou gozar... ── o aviso saiu como um lamento desesperado.
A resposta dele foi um movimento ainda mais bruto. Os dedos dentro de você aceleraram até se tornarem um borrão de sensações elétricas, enquanto a língua circulava seu clitóris com uma firmeza implacável.
O orgasmo te atingiu como uma descarga elétrica, partindo da base da espinha e se irradiando por cada nervo. Você travou, os músculos internos pulsando freneticamente contra a boca e os dedos dele em uma série de contrações violentas. Seu gemido foi longo, a cabeça jogada para trás e os pulmões lutando por ar enquanto o prazer te consumia viva.
Mesmo com você entregue ao clímax, Namgyu não parou. Ele continuou sugando com firmeza, aproveitando a sensibilidade extrema. Você soluçava, o corpo amolecendo, sentindo o rosto de Namgyu contra suas coxas completamente molhado pela sua umidade, uma imagem de rendição absoluta que ele parecia venerar no silêncio pesado que se seguiu.
Os tremores do orgasmo diminuíram aos poucos, deixando seu corpo pesado e sem forças acima dele. O silêncio que se seguiu foi cortado apenas pela sua respiração curta e pelos soluços residuais do clímax.
Namgyu não se moveu de imediato. As mãos que antes te prendiam com uma força bruta agora traçavam círculos lentos nas suas costas, um carinho quase desconcertante na sua pele ainda sensível. Ele esperou, imóvel sob o seu peso, dando a você o tempo necessário para que o mundo parasse de girar.
Quando você finalmente ergueu a cabeça, encontrou o olhar dele entre suas pernas. Não havia mais a apatia dos últimos dias; o que brilhava ali era uma adoração crua, quase violenta. O rosto dele estava marcado pela sua umidade, e ele não fez menção de limpar. Para Namgyu, aquilo era um selo, a prova física de que você pertencia àquele momento tanto quanto ele.
Sem dizer nada, ele segurou sua cintura. Com um movimento único, ele inverteu as posições. Em um segundo, você estava de costas contra o colchão bagunçado, sentindo o corpo dele te prendendo contra os lençóis. O pau dele, rígido e latejante, roçava seu abdômen a cada arfar.
── Agora é a minha vez. ── a voz dele saiu baixa, como uma sentença definitiva.
Namgyu se inclinou e te beijou com força. A boca dele tinha o seu gosto, e ele te obrigou a provar a si mesma em uma intimidade tão direta que fez seu estômago revirar de desejo. A língua dele se movia com uma certeza absoluta, uma confiança que você não via nele há meses.
Enquanto o beijo se aprofundava, a mão dele desceu. Você ainda estava pulsando e completamente encharcada. Ele deslizou dois dedos por você, espalhando sua própria lubrificação, preparando o caminho com movimentos curtos e impacientes.
Namgyu quebrou o beijo, os olhos escuros fixos nos seus, transbordando uma luxúria que beirava a raiva. Ele se ergueu sobre os braços, alinhando a cabeça do pau na sua entrada. O calor ali era insuportável.
Ele empurrou devagar. A espessura dele abriu caminho com dificuldade, esticando as paredes da sua buceta de uma forma que te fez prender a respiração. Você arfou, as mãos agarrando os lençóis com tanta força que os nós dos seus dedos ficaram brancos. Ele parou com apenas a glande inserida, deixando seu corpo processar a invasão, sentindo o aperto ao redor da carne dele.
── Tão apertada... porra. ── ele gemeu entre dentes, os músculos do pescoço saltando pelo esforço de não perder o controle ali mesmo. ── Parece que foi feita pra isso.
── Então entra logo, caralho. ── você respondeu, a voz saindo em um sussurro desesperado.
Foi o único incentivo de que ele precisava. Com uma estocada única, Namgyu se enterrou em você até a base. O impacto roubou seu ar e arrancou um grito agudo da sua garganta.
A sensação de estar completamente preenchida, com a ponta dele batendo no seu colo do útero, era avassaladora. Ele ocupava cada espaço vazio, pulsando dentro de você como se quisesse marcar o seu interior.
Por um instante, o tempo parou. Vocês dois ficaram imóveis, apenas sentindo a conexão de dois corpos que se recusaram a morrer, tremendo sob a tensão.
Ele começou a se mover. As primeiras estocadas foram profundas e lentas, quase torturantes. Ele saía quase por completo, apenas para te invadir de novo com todo o peso do corpo. Seus quadris subiram instintivamente para encontrá-lo, buscando o ritmo dele.
── Gosta disso, não gosta? ── ele perguntou, o tom ríspido, acelerando o movimento. ── Gosta de sentir meu pau te comendo desse jeito?
Você não conseguiu articular uma resposta; apenas gemeu em concordância enquanto sua cabeça balançava no travesseiro. O som da pele dele batendo contra a sua era alto e obsceno no quarto silencioso. As estocadas tornaram-se rápidas, fortes e desesperadas, como o homem que finalmente tinha o que mais desejava em seus braços.
Namgyu se curvou, cravando os dentes na lateral do seu pescoço, marcando você enquanto te fudia com uma ferocidade que dizia, sem palavras, que ele não pretendia te deixar ir nunca mais. O som no quarto era uma cadência seca de impacto e pele, uma confirmação rítmica de que ele estava ali, vivo e dentro de você.
A ardência na sua garganta ainda latejava quando você sentiu a velocidade dele oscilar. Por um segundo, pareceu que a consciência dele tentava retomar o controle, hesitando em te tratar com tanta crueza. Aquele resquício de hesitação foi o que te fez perder o filtro.
── Namgyu... mais rápido. ── você soltou entre dentes, a respiração vindo em frestas. Suas mãos subiram pelo torso dele, sentindo o suor e o coração galopante sob as costelas. ── Tá com pena de mim? É por isso que tá indo tão devagar?
A reação foi instantânea. Ele travou o movimento, o pau ainda enterrado no fundo, pulsando dentro de você. Namgyu ergueu o tronco, os olhos escuros faiscando com uma faísca de fúria puramente sexual. Um sorriso lento, carregado daquela arrogância perigosa que ele exibia na ilha, surgiu nos lábios dele.
── Pena? ── ele repetiu, a voz vibrou através do corpo dele e reverberou dentro do seu ventre.
Antes que você pudesse desviar o olhar, ele grampeou seus tornozelos. Com uma força bruta que te deixou sem ar, ele puxou suas pernas para cima, dobrando seus joelhos contra o seu peito e forçando suas coxas a se abrirem até o limite absoluto.
A posição te deixou escancarada, vulnerável à luz fraca e ao olhar voraz dele. O ar frio do quarto atingiu sua pele hipersensível, provocando um arrepio que morreu assim que ele voltou a atacar.
Ele recomeçou a se mover, e a primeira estocada foi tão profunda que arrancou um grito estrangulado da sua garganta. A hesitação tinha morrido. Eram golpes rápidos, impiedosos, que faziam sua cabeça bater contra o travesseiro. O som da pele dele batendo contra sua bunda era obsceno, preenchendo o silêncio do quarto com uma urgência primitiva.
Suas paredes internas se contraíam em choque, tentando acomodar a invasão violenta, mas Namgyu não dava trégua. Ele parecia querer se fincar cada vez mais fundo, como se tentasse alcançar algo além do físico. Ele se inclinou sobre você, o rosto a milímetros do seu, o calor da respiração dele se misturando ao seu oxigênio.
── Você queria rapidez, não foi? ── ele ofegou, cada palavra pontuada por um golpe que te fazia ver flashes brancos. ── Tá bom assim pra você, porra? Ou quer mais?
Suas unhas se enterraram nos braços dele, deixando vincos vermelhos enquanto você tentava se manter lúcida. Mas era impossível. Você sentia cada veia latejante dele, a espessura reivindicando cada milímetro dentro de você.
── Mais... ── você conseguiu articular, a cabeça balançando de um lado para o outro. ── Namgyu, mais forte... não para...
Ele obedeceu com uma impaciência febril. Ele ajustou o ângulo, puxando seu quadril ainda mais para cima. A mudança foi devastadora. O pau dele, que já parecia preencher tudo, pareceu dobrar de tamanho, atingindo profundidades que faziam sua espinha arquear. Era como se ele estivesse tentando fundir as almas através daquele contato bruto.
A mão dele largou sua perna e subiu direto para o seu cabelo, agarrando a base da nuca e forçando sua cabeça para trás, obrigando você a encará-lo. O rosto de Namgyu estava retorcido pelo esforço, o suor pingando do queixo dele direto no seu colo.
── Olha pra mim. ── ele comandou, ríspido. ── Eu quero que você veja exatamente quem tá acabando com você.
Você estava em transe. Os olhos revirados, a mente perdida em uma névoa de dor e prazer. A única resposta possível foi empurrar o quadril contra ele, implorando silenciosamente por mais daquela agressão consentida.
O atrito frenético gerava um calor que parecia derreter seus ossos. A tensão elétrica subia pelas suas pernas presas e se concentrava no seu baixo ventre, prestes a explodir. Namgyu percebeu; ele viu o jeito que sua musculatura o apertava em espasmos involuntários, e isso só o fez aumentar a força, os quadris dele batendo contra os seus com uma fúria que não deixava espaço para nada além do agora.
O quarto parecia ter encolhido sob a voltagem que emanava de vocês. O som dos corpos se chocando era rítmico, uma percussão carnal e abafada que atropelava qualquer resquício de racionalidade.
Namgyu usava o próprio peso para te esmagar contra o colchão. Você sentia a textura dele raspar contra as suas paredes internas, dilatando você, enquanto a pressão no baixo ventre crescia como uma tempestade prestes a romper.
── Caralho... me aperta, me aperta mais... ── ele grunhiu contra o seu ouvido, a voz falhando conforme ele perdia o domínio sobre os próprios movimentos.
A mão dele, que antes prendia sua nuca, desceu às cegas para encontrar o seu clitóris. Ele o esmagou com o polegar, aplicando uma pressão firme em sincronia com os golpes profundos que desferia lá dentro. O estímulo duplo foi o golpe de misericórdia.
Sua visão começou a escurecer nas bordas e um clarão branco explodiu sob suas pálpebras. Os primeiros espasmos do orgasmo subiram pelas suas pernas, travando sua musculatura ao redor dele como um torno implacável.
── Namgyu! Eu vou... ── seu aviso morreu no fundo da garganta quando ele te calou com um beijo ríspido, engolindo seus gemidos.
As contrações da sua buceta eram violentas, ordenhando o pau dele em ondas rítmicas que o faziam ganir de prazer. Você arqueou as costas, as unhas cravadas nos ombros dele, enquanto o prazer te consumia em descargas elétricas. Namgyu não parou. Mesmo sentindo você desfalecer, ele continuou a te foder com uma ferocidade renovada, aproveitando a sensibilidade extrema do seu clímax para catapultar a si mesmo ao limite.
O rosto dele estava retorcido, as veias do pescoço saltadas e a mandíbula travada ao ponto de ranger. Ele soltou suas pernas, mas apenas para se inclinar com mais força, buscando um ângulo ainda mais visceral. As estocadas agora eram mais curtas, o som do atrito úmido preenchendo o ar pesado de suor.
── Eu não... porra... ── ele ofegou, a arrogância sendo varrida por uma urgência primitiva. ── Eu vou gozar. Vou gozar dentro de você.
Ele não perguntou se você queria; ele simplesmente decidiu que não havia outro lugar no mundo onde ele pudesse descarregar o peso do que sentia. Namgyu deu três estocadas finais, e então se enterrou até o limite da base, o pau pulsando freneticamente. Ele soltou um grito rouco, longo, a cabeça tombando no seu ombro enquanto ele despejava jatos quentes e espessos de esperma fundo em você.
Você sentiu o calor do gozo dele se espalhando, um preenchimento denso que parecia selar o vínculo entre seus corpos. Namgyu permaneceu ali, o corpo ainda sofrendo espasmos residuais enquanto a adrenalina o abandonava.
Ele não se retirou; continuou dentro de você, sentindo o pulsar das suas paredes se acalmando aos poucos, enquanto a respiração de ambos era o único som que preenchia o silêncio carregado.
A respiração dele foi se acalmando em suspiros longos e trêmulos. Namgyu enterrou o rosto na curva do seu ombro, os fios de cabelo grudados na sua pele suada. Por um longo tempo, ele não se moveu. A arrogância que ele usou como armadura durante o ato evaporou junto com o suor, deixando apenas o homem que, no fundo, ainda temia o futuro.
O quarto ainda parecia girar em ecos de adrenalina. E você sentia o calor do esperma dele escorrendo lentamente pela parte interna das suas coxas.
Quando ele finalmente ergueu o rosto, a expressão não era a de um conquistador. Os olhos escuros estavam nublados, perdidos entre a gratidão e o choque. Namgyu te observou em silêncio, traçando com o olhar as marcas vermelhas que as mãos dele deixaram na sua pele.
── Eu te machuquei? ── a pergunta saiu como um sussurro quebrado, despojado de qualquer rastro de cinismo.
Você balançou a cabeça devagar, os dedos ainda enroscados nos cabelos da nuca dele, puxando-o para um beijo casto e demorado na testa. Era o sinal de que ele não precisava se desculpar por existir.
Com uma lentidão quase dolorosa, ele se retirou de você. O som úmido da separação fez ambos estremecerem. Namgyu deitou-se ao seu lado e puxou o edredom bagunçado para cobri-los, protegendo o calor que haviam gerado do ar gelado. Ele te puxou para o peito, o braço pesado circulando sua cintura com uma possessividade que agora era tingida de uma ternura vulnerável.
── Eu não sei como ser esse cara... ── ele confessou, a voz vibrando contra a sua têmpora. ── O cara que acorda do lado de alguém e não quer sair correndo para se drogar ou se destruir. Eu não sei o que fazer com esse... esse vazio que sumiu enquanto eu estava dentro de você.
Você se aninhou mais fundo no abraço, ouvindo as batidas do coração dele, que ainda martelavam em um ritmo apressado.
── Você não precisa saber de nada hoje. ── você disse, a voz suave, mas carregada de uma certeza que ele precisava. ── Você só precisa ficar. Amanhã a gente lida com o resto. Com a terapia, com o trabalho... com a gente.
Namgyu apertou o abraço, fechando os olhos com força. Ele sabia que o passado ainda estava lá, nas sombras do apartamento, esperando para lembrá-lo do ser humano que ele foi. Mas, pela primeira vez desde que o relógio começou a contar naqueles jogos malditos, ele não sentia que estava correndo contra o tempo.
── Você é muito idiota por ter ficado. ── ele resmungou, um lampejo do antigo Namgyu voltando no tom de voz, embora o leve repuxar dos lábios dele fosse genuíno. ── Mas eu sou um desgraçado de sorte por você ser tão teimosa.
Ele se inclinou, selando seus lábios em um beijo que não tinha mais a urgência da luxúria, apenas o peso de uma conexão forjada no sangue e curada no cuidado. Naquela noite, entre as paredes descascadas daquele apartamento, algo finalmente se deslocou dentro dele. O homem que se via como indigno não desapareceu ─ mas, pela primeira vez, quis permanecer para ver o dia de amanhã.
Hi, how are you? I hope you're well 😊 I'd like to ask Woojin, based on the second season, what you think Woo-jin and the reader's relationship would be like if they had a child. The scenario could be based on the first episode when they try to take Geon-Woo's mother away (sorry if it sounds a bit confusing, English isn't my first language).
섹𓂃 𝗁𝗈𝗇𝗀 𝘄𝗼𝗼𝗷𝗶𝗻﹗
.ᐟ 𝗁𝖾𝖺𝖽𝖼𝖺𝗇𝗈𝗇 ⎯⎯ ˙✦ family man
ᯓ PAIRING ⋮ Hong Woojin × 𝒇 !reader
ᯓ SYNOPSIS ⋮ Um vislumbre da vida de Woojin como pai e do relacionamento de vocês, entre intensidade, proteção e responsabilidade.
ᯓ WORD COUNT ⋮ 1.9K
ᯓ WARNINGS ⋮ (minors dni!) SFW, NSFW & mini scenario list, relacionamento estabelecido, dinâmica familiar, gravidez & parentalidade, menção de violência (nível do cânone), menção a sexo sem proteção, linguagem sugestiva e explícita, leve angústia.
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𓍯 ִֶָ SFW ─ safe for work
➺ Antes do Filho, a relação de vocês nunca foi exatamente estável. Era um turbilhão constante, moldado pela intensidade quase perigosa da vida que Woojin levava e que, inevitavelmente, acabou puxando você para dentro também.
〢 Vocês se conheceram no meio do caos dos agiotas. E ainda assim, ele encontrou espaço para te conquistar. Não foi com gentileza tradicional ou promessas bonitas.
〢 Mas com aquele sorriso torto, a forma como te protegia sem nem pensar duas vezes e, principalmente, com os flertes descarados que surgiam até nos momentos mais improváveis.
- “Jagiya… comigo você nunca vai ficar entediada.”
〢 E ele estava certo. Com Woojin, o tédio nunca existiu, mas a paz também não vinha fácil. Ele te via como uma parceira à altura de acompanhar o ritmo do seu dia a dia. Que entendia o peso das escolhas e tinha coragem de confrontá-lo quando ele passava dos limites.
〢 As brigas eram frequentes, carregadas de orgulho e palavras afiadas. Porém, nunca duravam, porque vocês não conseguiam ficar longe um do outro por muito tempo.
〢 Não existia um plano de futuro estruturado, com etapas detalhadas ou garantias. O que existia era a certeza implícita de que, acontecesse o que acontecesse, Woojin faria qualquer coisa por você. E você sabia disso sem precisar ouvir.
➺ A notícia da sua gravidez e, posteriormente, a chegada do filho, não transformaram Woojin em alguém diferente. Mas mudaram o eixo da vida dele de forma irreversível.
〢 Ainda havia impulsividade e aquela energia inquieta que fazia dele quem ele era. Mas agora existia ponderação, especialmente quando se trata de riscos.
〢 Ele continua sendo o mesmo Woojin provocador e de humor afiado, mas agora existe uma camada mais profunda de responsabilidade. Um amadurecimento que não apagou sua essência, apenas a moldou.
➺ Como pai, Woojin é uma mistura contraditória de protetor ao extremo, mas determinado a criar alguém forte o suficiente para não depender disso.
〢 Antes mesmo de aprender a amarrar os próprios sapatos, o pequeno já estaria sendo ensinado a se defender e à não abaixar a cabeça facilmente.
〢 Ao mesmo tempo, Woojin é absurdamente presente e brincalhão. Ele carrega o filho nas costas enquanto faz flexões e conta histórias exageradas sobre si mesmo.
〢 Woojin leva a sério a responsabilidade de ser um modelo. Mostrando ao filho a importância da lealdade, da justiça e de nunca desistir, mesmo quando as chances são mínimas.
➺ O relacionamento de vocês deixou de ser apenas intensidade descontrolada e se transformou em algo muito mais sólido. Uma cumplicidade construída na convivência, nas dificuldades e nas escolhas compartilhadas.
〢 Woojin valoriza sua opinião, mesmo que, às vezes, finja não ouvir só para manter a pose. Mas você percebe nos detalhes que ele aprendeu a considerar o impacto das próprias ações.
〢 Ele te chama de “minha esposa” com orgulho, como se aquilo já fosse uma verdade absoluta, independente de papel ou cerimônia. Woojin nunca ligou para burocracias, acreditando que o compromisso não se prova com assinatura, mas com presença.
〢 Ele te respeita. E sabe exatamente o que você enfrentou na gravidez, o parto, a adaptação à vida instável que ele oferece. E isso molda a forma como ele te olha.
〢 Woojin pode não ser o tipo de homem que se perde em palavras bonitas, mas cada atitude carrega um peso que nenhuma declaração vazia conseguiria alcançar.
➺ A casa de vocês é cheia e barulhenta, com Geonwoo e a mãe dele sendo parte integrante da família.
〢 Gunwoo é como um “tio” calmo e gentil que estraga a disciplina que Woojin tenta impor. Woojin reclama, mas no fundo gosta de ver o filho rindo com o melhor amigo.
〢 A Sra. Yoon preenche o espaço com um cuidado constante. Ela te acolhe como família e assume um papel quase de avó, ajudando, orientando e trazendo uma sensação de lar que vai além da estrutura física.
〢 E Woojin guarda cada detalhe disso.
Porque saber que o filho está cercado por pessoas que amam e protegeriam, dá a ele tranquilidade, tornando-se um lembrete constante do motivo pelo qual ele continua lutando.
➺ A vida de Woojin é uma corda bamba entre dois mundos que não deveriam coexistir. E ele administra isso com uma disciplina quase assustadora.
〢 Ele impõe limites claros. Não leva a violência para dentro de casa, ou pelo menos tenta ao máximo. Protege o espaço de vocês como se fosse sagrado.
〢 E mesmo nos dias mais difíceis, quando volta coberto de hematomas, Woojin senta no chão e brinca com o filho como se o resto do mundo simplesmente não existisse, onde, por alguns minutos, ele pode apenas ser pai.
𓍯 ִֶָ NSFW ─ not safe for work
➺ Antes da chegada do filho, a vida sexual com Woojin era um reflexo direto de quem ele era: intenso e completamente sem filtros. Não havia espaço para hesitação ou medidas, com ele, tudo era no limite.
〢 Woojin era um amante voraz. Não apenas movido pelo desejo físico, mas por uma necessidade quase primitiva de sentir-se vivo, como se o mundo lá fora pudesse desmoronar a qualquer momento.
〢 O sexo era uma extensão direta da forma como ele se conectava com você. As mãos dele percorriam como se cada curva já fosse dele por direito.
〢 Não havia espaço para inibições.
Woojin gostava da sua entrega completa; da forma como seu corpo reagia ao dele, dos sons que você não conseguia conter, das marcas que deixava nele sem perceber.
➺ A chegada do filho não apagou esse fogo, mas transformou completamente a forma como ele se manifestava. O desejo continua lá, tão intenso quanto antes. Mas agora ele vinha acompanhado de responsabilidade.
〢 Com uma criança em casa, vocês aprenderam a se adaptar. Os momentos longos, despreocupados e barulhentos deram lugar a beijos roubados e toques rápidos enquanto o pequeno dorme no quarto ao lado.
〢 Existe uma urgência diferente agora. Uma necessidade de reconexão, de lembrar que vocês ainda são homem e mulher… não apenas pai e mãe.
〢 Woojin sente isso com intensidade.
Ele precisa saber que ainda é desejado. Não só respeitado ou admirado como provedor, mas querido e necessário do jeito mais íntimo possível.
➺ Woojin desenvolveu um autocontrole impressionante, principalmente quando o filho está por perto. Mas isso nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário.
〢 Ele te provoca de maneira sutil. Um aperto firme na sua coxa por baixo da mesa, os dedos deslizando pela sua cintura discretamente ou um sussurro no seu ouvido enquanto você lava a louça.
- “Hoje à noite você não escapa.”
〢 Ele sabe exatamente o que está fazendo, sabe que você não pode reagir ali. E isso só torna tudo mais intenso. Woojin é movido por instinto e o desejo por você é um dos mais fortes que ele tem.
〢 Woojin não faz nada que cruze a linha da inocência do filho. Ele pode ser impulsivo em tudo, menos nisso. Ainda assim, a tensão não desaparece, apenas se acumula sob a superfície, esperando o momento certo para explodir.
➺ Woojin carrega uma confiança quase arrogante, que beira a imprudência, especialmente quando se trata de sexo.
〢 Ele detesta preservativos. Reclama, resmunga e insiste que “tira a sensação”, como se aquilo fosse um argumento definitivo. Prefere confiar que os métodos que usa você dão conta do recado.
- “Eu sei que você se cuida… então eu posso ir até o fim.”
〢 Mas por trás dessa afirmação reside uma clara contradição. Porque, no fundo, ele tem um medo real de te engravidar novamente. A vida já está instável demais. E isso o faz compensar de outras maneiras.
〢 Woojin se torna obcecado por detalhes: pergunta se você tomou seus remédios, presta atenção ao seu ciclo menstrual ou te lembra de datas que você mesma esqueceria, como se isso fosse suficiente para controlar.
〢 É uma ironia mórbida. Ele quer a sensação de estar completamente dentro de você, de marcar presença, de se sentir conectado no nível mais primitivo possível. Mas, ao mesmo tempo, quer evitar quaisquer consequência.
➺ Com o quarto compartilhado, a dinâmica da casa torna tudo ainda mais íntimo. Geonwoo e a mãe dele respeitam, nunca invadem ou questionam.
〢 Mas isso não muda um fato inevitável: as paredes são finas, e isso exige cuidado. É preciso abafar os sons, controlar a respiração e suprimir gemidos. E, estranhamente, isso excita Woojin.
〢 Há algo na restrição, na necessidade de controle, que torna tudo mais intenso. Cada movimento contido amplifica tudo, como se o perigo de ser ouvido tornasse o momento ainda mais eletrizante.
➺ A vida de Woojin é um campo de batalha constante, e o peso que ele carrega não fica do lado de fora. O estresse, a pressão, a violência… tudo se acumula de uma forma que ele nunca verbaliza, mas você sente.
〢 E, de alguma forma, ele encontrou no seu corpo e na intimidade que vocês compartilham, a única válvula de escape real que possui.
〢 Woojin não é o tipo de homem que fala sobre o que enfrenta. Mas a forma como ele te segura e o jeito como a respiração pesa contra a sua pele, denuncia.
〢 Quando ele te puxa para perto, não é só desejo. É necessidade. O sexo entre vocês se transforma em uma forma de purgação, um lugar onde ele despeja tudo aquilo que não pode carregar sozinho.
〢 A raiva contida, a frustração acumulada e o medo que ele nunca admitiria em voz alta. Tudo encontra espaço ali. Ele te fode com uma ferocidade que beira o descontrole.
〢 Os movimentos são profundos, carregados de uma urgência quase crua. Woojin precisa sentir você, precisa saber que você está ali, que aguenta e não vai embora.
〢 E você nunca recua. Porque entende que aquilo não é só impulso, mas o jeito dele sobreviver ao próprio mundo. E, no fundo você gosta.
〢 Gosta da forma como ele te olha nesses momentos: intenso e focado, quase vulnerável por trás da força bruta, como se fosse a única coisa que importa naquele instante.
〢 Para você, não é apenas sexo. Mas um ato de amor profundo, onde prazer e catarse se misturam. É ali que você sente o fardo que ele carrega, e de alguma forma, ajuda a aliviar. Mesmo que só um pouco.
𓍯 ִֶָ SCENARIO LIST — the attack (Ep. 1 S2)
00. Se Woojin já é protetor com o Geonwoo e a mãe dele, com um filho e você, esse instinto seria multiplicado por dez. Ele passaria noites em claro vigiando a porta se sentisse qualquer ameaça mínima.
01. Assim que percebesse a movimentação estranha na casa, o primeiro reflexo dele não seria lutar, mas sim empurrar você para dentro do quarto do filho e trancar a porta antes de voltar para ajudar Geonwoo.
02. Durante a luta, você o veria olhando constantemente para onde vocês estão escondidos. Essa seria a fraqueza dele e, ao mesmo tempo, sua maior força. Woojin lutaria com uma ferocidade muito maior sabendo o que está em jogo.
03. Ao contrário do Woojin solitário que às vezes se arrisca demais, o “Woojin Pai” seria muito mais tático. Ele gritaria instruções claras para você fugir para um ponto de encontro seguro enquanto ele e Geonwoo seguram os capangas.
04. Após o ataque, quando vocês são forçados a se esconder, Woojin se sentiria profundamente culpado por colocar o filho em perigo. Ele passaria horas pedindo desculpas em sussurros enquanto você tenta acalmar a criança.
05. Geonwoo ajudaria o amigo a cuidar do pequeno para que Woojin pudesse descansar, e os dois formariam uma rede de proteção impenetrável ao redor da família.
06. Woojin faria uma promessa silenciosa de que aquela seria a última vez que vocês precisariam fugir. Isso o motivaria a ser ainda mais implacável na caça ao Baekjeong.
Hello, can you write a story with Phi Han Ul from Study Group? I really like your work!
섹𓂃 𝗉𝗁𝗂 𝗵𝗮𝗻𝘄𝗼𝗼𝗹﹗
PAIRING ⋮ Phi Hanwool × 𝒇 !reader
SYNOPSIS ⋮ Amar alguém emocionalmente distante pode te destruir aos poucos. E ao tentar exigir mais de Hanwool, você descobre que o jeito dele de demonstrar, é muito mais intenso.
GENRE ⋮ drabble, smut (minors dni!)
WARNINGS ⋮ obscenidade, linguagem de baixo calão, relacionamento estabelecido, doggy style, unprotected sex (p in v), descrição de sexo explícito.
╰┈➤ wc 1.072
O quarto de Hanwool sempre foi um espelho fiel dele. Cada objeto meticulosamente organizado, cada superfície estava limpa demais, perfeita demais, como se qualquer desordem fosse um erro intolerável.
Mas o silêncio era o pior. Não era apenas ausência de som, ele invadia seu peito, fazendo você se sentir pequena dentro de um espaço grande. Sempre foi assim. Sempre foi como tentar alcançar alguém que estava ao seu lado, mas emocionalmente a quilômetros de distância.
Você já estava acostumada a sentir o frio vindo dele. Mesmo quando ele estava perto: as mensagens eram ignoradas, chamadas curtas, olhares que nunca demoravam o suficiente.
E o jeito como ele te tratava... como se você fosse importante, sim, mas nunca necessária. Como uma presença constante que ele não precisava conquistar, não precisava manter. Nunca como alguém que ele desejava.
E essa maldita dúvida, cresceu devagar dentro de você, como um veneno paciente. Será que ele estava com você só por conveniência? Por tradição? Por aquele acordo silencioso entre famílias que existia desde que vocês eram crianças?
A ideia grudava na sua mente de maneira nociva e sufocante. E hoje, você finalmente tinha tentado arrancar uma resposta.
Tudo começou minutos atrás. Você ensaiou aquelas palavras por meses. Mas, quando finalmente saiu, sua voz não foi firme como você imaginava.
- “Hanwool... você me ama?”
A pergunta foi simples e direta. E, ainda assim, pareceu ecoar no quarto inteiro como uma acusação. Mas você não parou ali. Não conseguiu.
As palavras vieram de uma vez, atropeladas: inseguranças guardadas, a falta de toque, a ausência de carinho, o vazio entre vocês dois. A forma como você observava os relacionamentos das suas amigas, como elas eram desejadas, procuradas, abraçadas sem precisar pedir. Você odiava admitir, mas invejava aquilo.
E foi tentando explicar isso, tentando ser compreendida, que você acabou abrindo algo que não entendeu no momento. Porque Hanwool não respondeu com palavras. Nunca faria isso.
Agora, o quarto que antes era silencioso está tomado por um som completamente cru e obsceno. O ritmo agressivo de corpos se chocando preenche o espaço, quebrando qualquer vestígio daquela organização impecável. Os lençóis, antes esticados com perfeição, estão agora amassados, torcidos sob seus dedos que se agarram ao tecido como se fosse a única coisa te mantendo no lugar.
Você está de quatro na cama dele. O rosto enterrado no travesseiro, tentando abafar os sons que escapam, e falhando miseravelmente. Cada gemido sai mais alto que o anterior, rasgando sua garganta, vibrando contra o tecido.
Sua saia foi empurrada até a cintura sem cuidado algum. Sua calcinha, puxada para o lado, a renda pressionando sua pele de forma incômoda. E atrás de você, está Hanwool.
A presença dele agora é tudo, menos distante. A respiração bate quente contra sua pele. Os dedos longos cravados nos seus quadris, te prendendo e negando qualquer tentativa de fuga.
Cada movimento é profundo e intencional. Ele se empurra para dentro de você com uma força que não deixa espaço para dúvida: você não tem controle nenhum aqui.
── É isso que você queria? ── voz dele surge perto do seu ouvido com um escárnio frio que faz seu estômago revirar. ── É esse tipo de atenção que os namorados medíocres das suas amigas dão a elas?
Você não consegue responder, nem teve tempo. Hanwool se afastou quase completamente e, por um segundo, o vazio te faz prender a respiração... só para ser preenchido novamente com uma força que te arrancou um grito abafado pelo travesseiro, transformado em um som agudo e desesperado.
A intensidade é brutal. O pau dele estica você de um jeito que beira o limite entre prazer e dor. A sensação se espalha pelo seu corpo inteiro, uma queimação quente no baixo ventre que faz suas pernas tremerem, incapazes de sustentar seu próprio peso sem a força dele te segurando.
Mas Hanwool não diminui ou suaviza. Os movimentos parecem quase punitivos, como se ele estivesse corrigindo algo. Querendo substituir suas dúvidas ou qualquer coisa que você tenha ouvido de terceiros por algo físico e impossível de ignorar.
── Eu não sou como esses idiotas... ── a voz dele vem mais baixa, enquanto os dentes roçam a pele do seu pescoço. ── Que agem como se fossem cachorros no cio. Se você queria que eu te fodesse... era só ter me pedido.
A humilhação queima no seu rosto. E o pior é que seu corpo responde. Você odeia isso; odeia como suas pernas tremem, odeia o calor crescendo dentro de você e o jeito como sua respiração falha.
Não só pela intensidade, mas pela forma como aquilo te prende. Onde você não consegue negar ou parar. Porque, pela primeira vez, ele está reagindo a você. De forma distorcida, mas está.
Você assente freneticamente contra o travesseiro, entregando-se ao ritmo caótico. Lágrimas de frustração, agora misturadas ao suor e à saliva, mancham o tecido.
── S-sim... ── sua voz sai embaralhada, perdida entre gemidos. ── Hanwool... eu... me desculpa...
As palavras saem desconexas, sem um sentido completo. Mas você não quer que ele pare, há uma validação perversa no ato. E, no fundo, o que mais te assusta... é que você não sabe se quer fugir disso ou se quer mais.
Na mente Hanwool, o fato de ele estar ali, de permitir você naquele espaço, no mundo dele, já é uma forma de escolha. Ele despreza o supérfluo; palavras suaves são inúteis, carinho público é fraqueza.
E você ao questionar, acabou empurrando ele para a única linguagem que ele entende. Transformando o desejo em algo afiado, algo que ensina e seu corpo responde.
A lubrificação natural facilita cada movimento dele, a cama range, acompanhando o impacto constante dos corpos. Quanto mais você tenta mover os quadris para aliviar a pressão interna, mas Hanwool te aperta forte, mantendo-a imóvel.
── Não se mexe... ── a ordem vem seca e autoritária. ── Você queria isso. Agora aguenta.
E você percebe no tom dele. No jeito como ele te segura, na precisão dos movimentos. Hanwool está gostando disso; do controle, da forma como você se entrega mesmo tentando resistir.
E ele não tem a menor intenção de parar tão cedo. Hanwool quer que essa sensação confusa, entre dor e prazer, se grave fundo na sua mente. Quer que você entenda, de uma vez por todas, que o amor dele não é gentil, não é leve.
E nunca vai ser. E você vai ter que aceitá-lo.
⟢ . 𝗦𝗨𝗠𝗔𝗥𝗥𝗬 ! Privada de tudo, você achou que aquela noite seria só mais uma prisão silenciosa. Mas Suho não é o tipo de pessoa que aceita distância.
⟢ . 𝗪𝗢𝗥𝗗 𝗖𝗢𝗨𝗡𝗧 ! 7.6K
⟢ . 𝗪𝗔𝗥𝗡𝗜𝗡𝗚𝗦 ! MDNI (18+ explicit), obscenidade, linguagem de baixo calão, parentalidade tóxica/relação parental abusiva, relacionamento secreto estabelecido, dinâmica sub!dom, provocações, elogios (praise kink), dedilhado (fingering), sexo oral (f recebendo/cunilíngua), conversa suja (dirty talk), superestimulação (overstimulation), squirt (menção implícita), dacrifilia, cavalgada (riding), sexo desprotegido (p in v), masturbação, descrição de sexo explícito.
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O SILÊNCIO NA mansão dos seus pais nunca foi descanso. Era vigilância. Uma redoma elegante e sufocante, onde cada obra de arte parecia observar, cada corredor ecoava expectativas que não eram suas. Ali, você não era filha ─ era projeto. Um sobrenome a ser preservado, um investimento a ser protegido de qualquer contaminação social. O que, no código de conduta deles, incluía qualquer pessoa que não tivesse o berço moldado pelo privilégio.
E Suho era exatamente isso: contaminação. Desde a primeira vez que ele te deixou no portão, montado na moto, com aquele olhar que não se curvava à ninguém, seus pais decidiram quem ele era. Não importava o que você sentia. Para eles, Suho era apenas o garoto errado: roupas simples demais, postura relaxada demais, independência demais. Um risco à imagem que haviam arquitetado para você desde a infância.
A proibição veio como um veredito seco, sob a ameaça de isolamento total. Aproximar-se dele significaria perder privilégios, planos e futuro. O que eles nunca entenderam é que controle demais não sufoca ─ só provoca incêndio. E onde eles ergueram muros, Suho simplesmente achou frestas.
O namoro secreto virou uma coreografia de códigos, rotina e horários. Quase todas as noites, o som discreto de pequenas pedras tocando o vidro da sua janela fazia seu coração disparar antes mesmo de você confirmar quem era. E ele sempre estava.
Lá embaixo, camuflado pelas sombras densas do jardim, Suho esperava encostado na moto. O motor desligado, mas os olhos dele queimavam com uma urgência que só você sabia decifrar. A fuga era um ritual de adrenalina. Você descia pela estrutura metálica dos fundos enquanto o ar gelado da madrugada cortava sua pele.
Ao montar na garupa e travar os braços ao redor da cintura de Suho, o mundo luxuoso da sua família deixava de ter peso. Você encostava o rosto nas costas dele, sentindo o calor atravessar o tecido da camisa, percebendo a tensão dos músculos sob seus dedos.
Ele só dava a partida quando estavam a duas quadras. Rasgando as ruas desertas com uma destreza agressiva a cada quilômetro enquanto a cidade vazia passava borrada.
O destino quase sempre era o restaurante onde ele trabalhava. Com as portas fechadas e luzes reduzidas, você observava ele terminar a limpeza ou organizar as mesas com os dedos ágeis e precisos. Havia algo profundamente íntimo em assistir Suho existir no próprio território.
A tensão entre vocês não precisava de palavras. Bastava a proximidade. Um copo entregue que demorava um segundo a mais. Dedos se tocavam e não recuavam de imediato. Olhares se sustentavam até o ar parecer mais quente do que o calor da cozinha, queimava as camadas de simulação que você era obrigada a usar durante o dia.
Havia também as noites no salão de sinuca, onde Sieun os encontrava. O contraste era violento: de manhã, você era moldada por discussões sobre economia em salas climatizadas; à noite, você aprendia sobre o peso da realidade através de Suho.
O risco era constante. Um telefonema fora de hora, um funcionário atento demais. E talvez fosse exatamente isso que tornava cada beijo roubado tão urgente. Não era apenas desejo. Era afirmação de que com ele, você não era um investimento.
{ ... }
A noite na mansão tinha um peso morto quando seus pais não estavam. Sem o ruído abafado das discussões sobre o mercado financeiro ou o tilintar coreografado da prataria, a casa tornava-se um mausoléu de luxo. Mas a ausência deles não era liberdade; era castigo. A paranoia da "segurança familiar" havia se manifestado de forma humilhante antes da partida: confiscaram seu celular.
Deixada para trás como uma relíquia trancada em um cofre, você se afundou no couro frio do sofá, navegando mecanicamente pelo streaming. As imagens passavam pela tela gigante, mas nada prendia. O vazio digital era uma amputação, uma tentativa de cortar o fio invisível que te ligava ao mundo.
Quase duas horas se passaram nessa vigília estéril, quando o som da campainha estilhaçou a quietude. Seu coração deu um solavanco, um misto de pânico e uma esperança involuntária que fez suas mãos suarem instantaneamente. Você cruzou o hall, o eco dos seus passos no mármore parecendo um alarde, e hesitou antes de olhar pelo visor.
O choque foi imediato. Do outro lado, estava Suho. Ele não estava escondido nas sombras da janela do seu quarto; estava ali, de pé, com a jaqueta gasta e aquela expressão de quem não deve nada a ninguém. Você escancarou a porta, o ar sumindo dos pulmões.
── Suho? ── o sussurro saiu atropelado, seus olhos varrendo a calçada vazia. ── O que você tá fazendo aqui? Pela porta da frente ainda? Se meus pais voltam, ou se algum vizinho vê essa moto... perdeu o juízo?
Suho não esperou convite. Ele deu um passo à frente, obrigando você a recuar, e invadiu a sala com a naturalidade de quem parece o dono. Ele chutou a porta com o calcanhar, fechando-a com um baque surdo, e te mediu de cima a baixo, as mãos enterradas nos bolsos da jaqueta.
── Vim ver se você ainda tava viva. ── ele rebateu, com aquela autoconfiança que sempre te desarmava. ── Você não atende a porra do telefone. Eu liguei umas dez vezes.
── Meus pais levaram meu celular antes de saírem. ── você soltou um suspiro pesado, cruzando os braços para esconder o tremor. ── Por precaução. Tô basicamente em prisão domiciliar.
Suho soltou um riso seco, sem surpresa. Ele caminhou até o centro da sala, encarando o pé-direito alto com um desdém nítido.
── É, eu imaginei que fosse alguma merda dessas. ── ele se virou, arqueando uma sobrancelha. ── Perguntei pra sua amiga e ela confirmou que os velhos iam passar a noite fora e provavelmente levaram seu celular. Coisa de rico excêntrico, né? Aí resolvi conferir de perto.
── É arriscado, Suho! ── você insistiu, embora o calor de tê-lo ali já estivesse soterrando o medo. ── Eles podem voltar a qualquer momento, ou o alarme pode avisar a central. É melhor você ir embora.
Ele fingiu uma mágoa exagerada, levando a mão ao peito, mas os olhos brilhavam com diversão presunçosa.
── Ah, entendi... ── ele começou, a voz saindo arrastada. ── Eu saio do trabalho mais cedo só pra ver a minha namorada. E é assim que eu sou recebido?
Um meio sorriso escapou. O cinismo dele era o único antídoto para o sufocamento daquela casa. Você descruzou os braços e voltou para o sofá.
── Tá... vem logo, palhaço. ── você mandou, batendo no assento ao seu lado. ── Já que você tá aqui, o mínimo que pode fazer é me ajudar. Eu tô há duas horas tentando escolher um filme.
Suho te observou em silêncio por um segundo, o olhar demorando-se nas suas pernas antes de ele caminhar lentamente. O sofá afundando sob o peso dele quando se acomodou ao seu lado, mantendo uma distância mínima. Ele tirou o controle da sua mão, os dedos roçando nos seus por tempo suficiente para fazer seu pulso disparar.
── Filme, é? ── ele murmurou, enquanto ele se inclinava para trás, relaxando os ombros contra o encosto caro.
Suho manuseava o controle como um objeto estranho, os olhos fixos na interface brilhante da TV, mas a atenção dele estava saturada pela sua proximidade. O couro do sofá rangia a cada micro-ajuste que ele fazia para encurtar a distância entre vocês.
Ele até tentou sustentar a farsa da "visita de cortesia" por alguns minutos, mantendo a máscara de namorado preocupado. Mas agora que o perfume floral e o calor do seu corpo se misturavam ao dele, Suho decidiu que não iria perder mais um segundo fingindo interesse em entretenimento barato.
Ele largou o controle sobre a mesa de centro de vidro com um estalo seco. Com um meio sorriso que oscilava entre o escárnio e descrença, ele te encarou de soslaio, as sobrancelhas arqueadas naquele desafio silencioso que era sua marca registrada.
── É sério isso, princesa? ── a voz desceu num murmúrio áspero que reverberou na sua nuca. ── Quer mesmo perder tempo com essa merda de filme enquanto seus pais estão longe e a casa é toda nossa?
Ele começou a tirar a jaqueta com movimentos lentos e deliberados. Os ombros largos se expandiram sob a camiseta enquanto ele jogava a peça de qualquer jeito no chão de mármore, manchando a estética perfeita da sala.
Você abriu a boca para formular um protesto sobre o horário ou o risco, mas as palavras morreram. Suho se levantou e, em vez de se afastar, ajoelhou-se no tapete, bem na sua frente. Ocupando o espaço entre as suas pernas com uma autoridade que te fez prender o fôlego.
As mãos dele subiram para sua cintura com uma firmeza que ignorava qualquer pedido de licença. Ele cravou os dedos no tecido do seu vestido, encontrando o osso do quadril, e te puxou para a beira do estofado. O movimento foi brusco, obrigando seu corpo a deslizar até que suas coxas estivessem abertas, emoldurando o peito dele.
── Suho... você enlouqueceu? ── o protesto saiu trêmulo e seus olhos dispararam para a porta antes de voltarem para ele, ajoelhado ali como um devoto profano. ── E se eles esqueceram algo? Você tá falando sério? Aqui na sala? Agora?
Suho soltou um riso rouco, um som que vibrou baixo no peito dele, carregado de um sarcasmo cortante. Ele te olhou de baixo para cima, os olhos escuros brilhando com uma diversão perversa.
── É claro que é sério, porra. ── ele respondeu, a voz arrastada, sem sombra de hesitação. ── Por que você acha que eu vim assim que soube que você tava sozinha, hm? Pra bater papo? Eu não cruzei a cidade pra ver catálogo de streaming.
Suho não esperou por permissão. Com uma das mãos, forçou uma de suas pernas a abrir mais e inclinou-se para frente. Você sentiu a respiração quente contra a pele um segundo antes dele cravar os dentes na parte interna da sua coxa, forte o suficiente para deixar marca. O susto e a dor aguda se transformaram em um calor que inundou seu ventre, fazendo-a arfar e agarrar os ombros dele.
Ele manteve a pressão por alguns segundos, sustentando o olhar, desafiando você a recuar. Depois, suavizou o toque com um beijo úmido e demorado exatamente onde havia mordido, a ponta da língua traçando o contorno da marca que acabara de imprimir.
── Já passou mais de uma semana desde a última vez que te fodi... ── ele murmurou, mudando a expressão para uma tristeza teatral que não escondia a fome nos olhos. ── Desse jeito eu vou acabar enlouquecendo de verdade. Você quer me ver sofrer, é?
Você estalou a língua, um som de desdém que mal escondia o desejo pulsante. A audácia dele era irritante, mas era o que te mantinha viciada. A resistência era inútil; ele não recuaria. Você olhou para o relógio na parede uma última vez, sentindo a adrenalina do perigo se fundir à necessidade física.
── Então adianta logo. ── você disse, a voz carregada de urgência. ── Antes que eles voltem ou que a segurança resolva aparecer. Se eu for pega por causa disso, eu mato você.
O consentimento; ainda que tingido por uma ameaça vazia, foi exatamente o catalisador que ele aguardava. Suho manteve o olhar preso ao seu por um segundo a mais. O sorriso de canto se alargou, carregado de uma presunção quase arrogante, típica de quem tinha plena convicção de ter quebrado a última barreira que você ainda tentava sustentar.
Ele inclinou o rosto devagar, roçando o nariz na sua pele em um gesto quase carinhoso. O trajeto começou na sua coxa, subindo com uma intenção clara até a curva quente da sua virilha, enquanto ele inspirava profundamente, como se quisesse gravar o seu cheiro nos pulmões. A forma como ele fez aquilo, arrancou um arrepio involuntário do seu corpo.
── Pode me matar, princesa. ── murmurou contra a sua pele. ── Mas só depois que eu terminar. Agora fica quietinha... e deixa eu me divertir um pouco.
As mãos dele subiram pelas suas coxas com impaciência mal contida. Ele ergueu a barra do seu vestido sem o menor cuidado, ignorando completamente o valor da peça enquanto o tecido se amontoava de forma desordenada na altura do seu quadril.
A renda fina da sua calcinha foi exposta, delicada demais para o contexto, onde o contraste com a brutalidade das mãos dele parecia alimentar ainda mais o desejo que o consumia.
Suho enganchou os dedos na lateral do elástico e puxou a calcinha para o lado com um movimento seco, fazendo o tecido tensionar contra a sua pele antes de ceder. O olhar dele desceu imediatamente, fixando-se na sua buceta exposta com uma intensidade crua, despida de qualquer traço de vergonha.
Você sentiu o ar frio da sala tocar sua pele por um breve segundo, em um choque rápido, antes que os dedos dele tomassem aquele espaço, substituindo o vazio por calor.
Ele separou seus lábios com precisão, deslizando o indicador lentamente por toda a extensão, do topo até a entrada, como se estivesse estudando cada reação sua. O toque era atento, testando e provocando a profundidade da lubrificação.
── Olha isso... ── o tom ganhou um riso curto e descrente, tingido de uma confiança irritante. ── Tudo isso só porque eu ajoelhei aqui?
Suho ergueu o olhar para você. Um brilho provocador atravessando os olhos e ele introduziu dois dedos de uma vez sem qualquer aviso, arrancando de si um suspiro satisfeito ao perceber o quanto você já estava molhada e entregue àquela dinâmica muito antes de admitir.
── E ainda queria fingir que tava preocupada com seus pais... mentirosa. ── ele exalou, enquanto observava a forma como seu corpo reagia a ele.
O polegar dele encontrou seu clitóris sensível, pressionando com autoridade e iniciando movimentos circulares e constantes, sem suavidade excessiva.
Seu corpo respondeu de imediato, arqueando contra o estofado de couro como se fosse puxado por um fio invisível. A tensão que antes martelava na sua cabeça com o medo de serem pegos, começou a se dissolver, afundando lentamente sob o peso do prazer que ele construía com precisão cruel.
Suho envolveu suas coxas com os braços, puxando-as contra os ombros, prendendo você numa posição que te deixa aberta e vulnerável para ele. O rosto desapareceu entre suas pernas, e o primeiro contato foi quase suave sutil.
A ponta da língua deslizou pela sua fenda, de cima a baixo, recolhendo sua umidade em um gesto exploratório que fez um gemido agudo escapar da sua garganta. Você levou a mão à boca imediatamente, pressionando os dedos contra os lábios na tentativa inútil de conter o som. Ele respondeu com um grunhido baixo e vibrante, que reverberou diretamente contra sua pele.
A partir daí, não houve mais contenção. A língua dele ganhou um ritmo de urgência. Lambidas longas se alternavam com sucções rápidas e precisas que roubavam o seu fôlego em intervalos irregulares.
Uma das mãos dele subiu para apertar sua coxa com força, os dedos cravando-se na carne de forma possessiva, o suficiente para garantir marcas no dia seguinte. Cada movimento deixava claro que ele não estava ali para ser gentil. Não havia cuidado polido, nem intenção de te conduzir com delicadeza. Havia fome e um prazer quase egoísta em te ver se desfazer sob ele.
Suas mãos dispararam até o cabelo dele. Os dedos se entrelaçando nos fios escuros com força, puxando numa tentativa desesperada de aproximá-lo ou de escapar da intensidade que ele provocava. Mas não havia fuga real. Só aquela agonia prazerosa que se espalhava pelo seu corpo enquanto ele continuava de maneira implacável.
── Isso é... tão bom... ── você sibilou, a cabeça jogada para trás contra o couro do sofá, o peito subindo e descendo de forma irregular enquanto seus pulmões lutavam para acompanhar o ritmo do seu corpo.
Suho riu contra sua buceta, o som vindo acompanhado de estalos úmidos e obscenos, ecoando pelo silêncio da sala de forma indecente. Seu ventre se contraiu em resposta, espasmos involuntários que denunciavam o quanto você já estava à beira de perder completamente o controle.
Ele aumentou o ritmo. A boca envolveu seu clitóris com mais força, sugando em um padrão rítmico que fazia sua visão vacilar. Ao mesmo tempo, os dedos dele abriram ainda mais sua entrada, mantendo você exposta enquanto a língua trabalhava em círculos rápidos e intensos, uma mistura quase cruel entre agressividade e precisão, como alguém que conhecia exatamente cada ponto capaz de te desmontar.
O prazer se tornou quase insuportável. Suas pernas fraquejaram, perdendo as forças, enquanto seus calcanhares batiam contra as costas dele de forma irregular, impulsionados por reflexo, como se seu próprio corpo implorasse desesperadamente para que ele não parasse enquanto cada movimento dele parecia reforçar a intenção clara de transformar aquela sala de estar impecável em um cenário completamente profanado pelo desejo de vocês dois.
A sua respiração se desfez em um chiado irregular e entrecortado, como se o ar já não encontrasse caminho suficiente para preencher seus pulmões. O prazer deixou de vir em ondas reconhecíveis e se transformou em algo muito maior que avançava por cada centímetro do seu corpo, consumindo qualquer tentativa de lucidez que você ainda insistia em manter.
Seus quadris, guiados por um instinto bruto e urgente, passaram a se erguer do sofá, chocando-se contra o rosto dele em movimentos descompassados em uma busca desesperada por alívio ou qualquer coisa que silenciasse a carência incandescente que queimava entre suas pernas.
Suho percebeu, absorvendo cada sinal involuntário seu, e respondeu à altura. A mudança foi imediata, quase violenta. Os dedos dele passaram a se mover com uma intensidade ainda maior, entrando e saindo de você em um ritmo frenético e implacável, enquanto a boca se fechava com mais firmeza sobre o seu clitóris, como se quisesse te manter presa exatamente naquele ponto de ruptura.
A língua dele trabalhava em golpes curtos, chicoteando seu ponto mais sensível com uma constância cruel enquanto seu corpo reagia de forma incontrolável, se contraindo ao redor dos dedos dele em espasmos cada vez mais apertados.
O primeiro impacto do orgasmo veio. Espalhou-se por você e atingindo cada terminação nervosa de uma vez, arrancando sua coluna do sofá em um arco abrupto. O som que saiu se quebrou em um ganido agudo, enquanto seu corpo se contorcia violentamente nos braços dele.
Mas Suho não parou. Havia algo na sua vulnerabilidade que parecia alimentar ainda mais a obsessão dele. No instante em que o ápice começou a ceder, deixando para trás aquela camada fina de sensibilidade quase dolorosa, ele intensificou tudo.
Não houve pausa para você recuperar o fôlego, a boca continuou com afinco insistente. Ele deslizou a ponta da língua para dentro, dividindo espaço estreito com os dedos que não diminuíam o ritmo, continuando a investir contra sua buceta sem qualquer piedade.
Cada movimento agora vinha amplificado ao extremo. O que antes era prazer se distorcia em algo mais intenso que fazia suas pernas tremerem em espasmos involuntários. Seus dedos se cravaram no cabelo dele, puxando com uma força que mal se sustentava, um gesto desesperado que oscilava entre implorar por um alívio e exigir ainda mais daquela tortura lúdica.
── Suho, para... ── sua súplica saiu embargada pelos estímulos excessivos. ── Eu não aguento... tá muito sensível, amor... chega.
Suho respondeu com um grunhido baixo, ignorando solenemente seus pedidos débeis. Em vez disso, ele afundou o rosto ainda mais entre suas pernas, pressionando o nariz contra o seu monte enquanto passava a gemer deliberadamente contra a sua pele. O som grave e abafado reverberava de uma forma que castigava seus lábios inchados, intensificando ainda mais a sensibilidade já insuportável do seu clitóris.
── Não vou parar porra nenhuma... ── murmurou contra sua buceta, a voz arrastada, fazendo-a soltar um soluço.
As mãos mantinham suas coxas abertas, travadas contra os ombros, anulando suas tentativas fracas de fechar as pernas, querendo extrair cada gota do que você ainda produzia.
A ponta da língua dele voltou a explorar sua entrada com uma destreza obscena, deslizando por dentro, sentindo cada contração ainda pulsante do seu corpo pós-orgasmo. Ele falava enquanto fazia isso, murmurando palavras sujas e elogios baixos que se misturavam ao som úmido dos movimentos que não te davam tempo nem de pensar.
E você estava cedendo. Seu corpo simplesmente já não respondia e gemidos já não tinham forma além de súplicas quebradas e palavras desconexas. Sua lubrificação começou escorrer em abundância, quente e descontrolada, sujando o estofado e as mãos dele sem qualquer pudor.
Seus calcanhares batiam contra as costas dele em um ritmo irregular enquanto você se contorcia, tentando inutilmente, fugir do contato. Você queria que ele parasse. Mas, ao mesmo tempo, a simples ideia de ele se afastar fazia um pânico imediato crescer no seu peito.
── Suho... eu vou... eu vou desmaiar desse jeito... ── você choramingou, a cabeça balançando sem controle.
Ele soltou um riso curto e, dessa vez, recuou apenas o suficiente para erguer o olhar para você, os olhos escuros brilhando com uma intensidade quase predatória. Sem aviso, inclinou o rosto e mordeu de leve a dobra da sua virilha, num gesto breve de provocação.
── Desmaiar? ── a voz saiu arranhada pelo desejo. ── Para de ser dramática e goza de novo... eu sei que você tem mais.
A língua retomou seu clitóris com sucções curtas e implacáveis. O terceiro dedo veio sem aviso, abrindo você mais do que antes, esticando seu corpo até o limite entre prazer e dor.
Você tentou fechar as pernas num reflexo de autopreservação diante da intensidade. Mas a mão livre dele cravou em uma das suas coxas e a abriu ainda mais, dobrando seu corpo contra o sofá, forçando uma exposição completa. O estofado rangeu sob o impacto dos seus espasmos.
Seu segundo orgasmo atravessou seu corpo inteiro de uma vez. Sua boca se abriu, mas saiu apenas um soluço silencioso enquanto seus olhos reviravam e lágrimas escapavam. Seu corpo convulsionou e um jato quente escapou de você, molhando o rosto e até parte da camisa dele.
Suho não recuou, bebendo tudo com um gemido profundo e satisfeito que vibrou contra sua pele enquanto o rosto permanecia enterrado na sua buceta sensível. A língua continuou, agora em movimentos mais lentos e circulares, prolongando cada contração, estendendo cada resquício do seu orgasmo enquanto os dedos ainda se moviam dentro de você.
── Isso, caralho... molha tudo pra mim. ── o murmúrio saiu num gemido abafado.
Sua mente girava em um vazio denso de sensações, incapaz de organizar qualquer pensamento coerente. Suas pernas tremiam sem qualquer controle, os músculos cedendo completamente.
Só quando seu corpo finalmente amoleceu exausto e completamente drenado, foi quando Suho começou a diminuir o ritmo. Ele deu uma última lambida longa e deliberada, saboreando vestígio final do espasmo do seu corpo antes de erguer o rosto com calma. O queixo, a boca e o nariz dele brilhavam com a sua umidade.
Você mal conseguia manter as pálpebras abertas. Sua respiração vinha em pequenos soluços fracos e irregulares. O mundo ao seu redor parecia girar, desfocado e distante, onde a única coisa real era o tremor incessante das suas pernas.
Suho ergueu a cabeça lentamente, os fios escuros estavam desalinhados e grudando na testa úmida de suor. Ele se inclinou sobre você e segurou seu rosto entre as mãos ainda molhadas, os polegares roçando suas bochechas. O toque deixou um rastro úmido e viscoso, que contrastava com o calor da sua pele.
O olhar faminto e insatisfeito te atravessou como se aquilo tudo tivesse sido apenas um começo. Um meio sorriso cínico curvou seus lábios, carregado daquela arrogância provocativa que fazia seu estômago revirar.
── Ainda tá viva? ── a pergunta veio carregada de um deboche afiado.
── Idiota… ── você conseguiu sibilar, a palavra escapando como um sopro fraco, quase inaudível.
O riso dele veio nasalado e genuíno. Ele gostava disso. Gostava da sua tentativa falha de reagir, da resistência mínima que você ainda tentava sustentar mesmo completamente desmontada.
Não houve espaço para você recuperar o fôlego ou a compostura. Suho avançou sobre sua boca de uma vez, capturando seus lábios em um beijo urgente, que não pedia permissão. A língua invadiu a sua com força exigente, forçando você a provar a si mesma nele, sentindo o gosto do que ele tinha feito com você. Era um beijo sujo, carregado de uma promessa tácita de que aquilo estava longe de acabar.
Quando ele se afastou, um fio de saliva que ainda unia suas bocas se esticou, brilhando sob a luz baixa do abajur, antes de se romper lentamente. Num movimento coordenado, Suho segurou sua cintura e te puxou para fora do sofá.
O impacto da mudança de altura arrancou um arquejo curto da sua garganta enquanto seu corpo, ainda mole, era arrastado e depositado sobre o tapete felpudo. A textura macia contrastou com o calor do seu corpo, e você percebeu, vagamente, que estava exatamente sobre a jaqueta que ele havia jogado ali antes.
Subo se posicionou entre suas pernas imediatamente, como se aquele fosse o único lugar onde fazia sentido estar. O beijo voltou ainda mais intenso, carregado de uma disputa silenciosa onde nenhum dos dois queria ceder. As línguas se encontraram com uma fome que não tinha mais filtro.
Suas mãos subiram pela nuca dele, se agarrando, e desceram pelas costas largas, sentindo cada músculo retesado sob o tecido da camiseta. Impulsionada pela necessidade de tocá-lo, seus dedos desceram até os quadris dele, enganchando na barra do tecido, tentando puxá-la para cima, desesperada por contato direto.
Suho percebeu sua pressa e quebrou o beijo com um estalo úmido, e ajudando-a no movimento. Com um gesto ágil, puxou a camiseta para cima, revelando o torso definido, os músculos tensionados pelo esforço e pelo desejo ainda evidente enquanto descartava a peça em algum canto irrelevante.
Sem desviar os olhos de você, ele levou as mãos ao cinto. O som do metal se soltando cortou o silêncio como um aviso definitivo. Ele abriu a calça, empurrando o tecido para baixo junto com a cueca em um único movimento, livrando-se de tudo com uma eficiência impaciente.
Quando ele ficou completamente exposto, a visão fez seu ventre se contraiu de novo. Suho segurou suas pernas sem dificuldade, puxando-as para cima, dobrando seus joelhos contra o peito até você ficar completamente aberta sobre o tapete.
Ele posicionou a cabeça do pau na sua entrada, que ainda pulsava. Mas ao invés de entrar, ele começou a deslizar o comprimento contra você, de cima a baixo, em um movimento lento e deliberado que distribuía sua umidade por toda a extensão dele.
Era um vaivém que não dava o que você queria, só aumentava a tortura. Seus quadris reagiram sozinhos, tentando buscar o encaixe, tentando guiar ele para dentro mas ele controlava o ritmo, negando com um sadismo leve.
── Por que tá fazendo isso? ── você reclamou, num ganido de frustração. ── Me come logo, Suho… você veio aqui pra isso, não foi? Para de brincar.
── Se você gozou ao ponto de quase desmaiar só com a minha boca… eu quero ver você trabalhar. ── ele respondeu sem pressa, cada palavra saindo carregada de intenção.
Suho interrompeu o movimento de propósito, como se soubesse exatamente o efeito que aquilo causava em você. Ele se inclinou, capturando seus lábios em um selinho rápido e estalado, afastando-se logo em seguida, deixando escapar um sorriso malicioso e perigosamente confiante que fazia seu sangue ferver.
Os olhos dele desceram pelo seu corpo sem qualquer pudor, absorvendo cada detalhe do seu corpo. Então ele mudou de posição. Recuou com calma e se recostou no tapete, apoiando o peso do corpo nos braços esticados para trás, o peito exposto subindo e descendo de forma controlada. A postura era relaxada demais para quem estava no meio daquilo, como se ele realmente tivesse todo o tempo do mundo.
── Senta aqui... ── ele inclinou levemente a cabeça, o sorriso ampliando em expectativa. ── Eu quero que você cavalgue no meu pau até desmaiar de verdade.
A ereção dele continuava pulsando, apontando diretamente para você de uma forma impossível de ignorar. Os olhos de Suho voltaram para os seus de forma intensa, praticamente exigindo. A forma como ele te olhava não era apenas um convite, mas uma ordem velada.
── Anda, amor… ── murmurou, a voz quase solene, mas carregando uma impaciência sutil. ── Sobe… e mostra o quanto sentiu minha falta.
O desafio de Suho não era impulsivo, nem descuidado, mas suspenso entre vocês como uma armadilha silenciosa. O olhar dele, cravado no seu, parecia aquecer ainda mais o ar já pesado ao redor. Ele não parecia esperar uma resposta, apenas carregava aquela confiança e convicção insolente de que você iria obedecer.
Você sustentou aquele olhar por um breve segundo, puxando o ar como se ele nunca fosse suficiente. Uma sensação que se infiltrava por baixo do prazer exausto: a humilhação de ser guiada daquela forma. Sem dizer nada, você cedeu. Seu corpo se moveu antes mesmo que sua mente tivesse tempo de questionar.
Você se arrastou pelo tapete, sentindo o atrito das fibras felpudas contra a sua pele sensível, enviando um alerta tardio de sanidade que você prontamente ignorou. Quando se ajoelhou sobre ele, a proximidade foi imediata. A ponta do pau de Suho roçou sua entrada já úmida, e você sentiu aquilo como um choque direto no ventre. Sua lubrificação não era mais discreta, traindo cada reação do seu corpo.
Suas mãos subiram automaticamente, buscando apoio nos ombros dele. Os músculos sob suas palmas estavam rígidos e tensionados, numa contradição perfeito com a forma relaxada com que ele mantinha o corpo apoiado para trás, como se estivesse apenas assistindo a um espetáculo cuidadosamente planejado.
Você começou a descer devagar. O primeiro contato mais profundo te arrancou um gemido longo. Cada centímetro que você engolia parecia exigir espaço, esticar suas paredes por dentro, forçando seu corpo a se abrir e acomodar aquela invasão de forma completa.
Suho não moveu um único músculo para te ajudar. Não levantou as mãos, não guiou ou apressou. Ele permaneceu com a mãos espalmadas no tapete atrás do corpo, absorvendo cada detalhe. Os olhos percorriam o movimento com uma intensidade nociva, acompanhando a forma como seu corpo se moldava ao dele e como sua buceta se abria lentamente até engoli-lo por completo.
── Isso… devagar… ── a voz saiu num suspiro de satisfação que vibrou entre vocês. ── Olha como você me engole… parece que foi feita sob medida pra isso.
Quando você finalmente sentiu a base dele pressionar contra você, sua respiração falhou por um segundo, os dedos se apertando com mais força nos ombros dele enquanto você tentava processar a intensidade daquela sensação.
Você começou a se mover em uma cadência constante, subindo e descendo sobre ele com um ritmo que tentava esconder o quanto suas pernas ainda tremiam, os movimentos tornando-se repetitivo. O som era alto e obsceno, cada encontro dos seus quadris com os dele produzia um estalo molhado que ecoava pelo silêncio da casa.
Um gemido arranhado escapou de você quando ele deu um impulso sutil para cima, encontrando você no meio do movimento e atingindo mais fundo. Seu corpo respondeu imediatamente, apertando ao redor dele, como se tentasse mantê-lo preso ali.
── Você se acha demais, Suho… ── você sibilou entre dentes, a visão começando a embaçar pelo esforço. ── Odeio o jeito que você me olha… como se eu fosse um brinquedo seu.
O sorriso dele se abriu devagar, preguiçoso e satisfeito, como se cada palavra sua fosse exatamente o que ele queria ouvir. Os olhos deslizaram pelo seu corpo, acompanhando o movimento dos seus seios subindo e descendo, presos naquele ritmo descontrolado que você já não conseguia manter estável.
── Mas você é, não é? ── ele devolveu, sem qualquer hesitação. ── Você tá aqui… sentando no meu pau, no meio da casa dos seus pais… e ainda quer fingir que não gosta?
As palavras atingiram. E, ao invés de te frear, você respondeu aumentando o ritmo, pressionando mais. Seus quadris passaram a girar enquanto você descia, rebolando em círculos lentos, moendo a base dele contra você, encontrando o ângulo exato de tortura mútua. Era uma provocação. Você queria arrancar aquela calma dele. Queria ouvir a voz dele falhar do mesmo jeito que a sua já tinha falhado tantas vezes.
Você se inclinou para frente, aproximando o corpo do dele, reduzindo a distância entre vocês até quase não existir espaço. Suas respirações se misturavam, o calor entre os dois se intensificando a cada movimento. O suor fazia suas peles deslizarem, tornando tudo mais intenso. E você sentia ele reagindo. Sentia o pau dele pulsar dentro de você ainda mais rígido, preenchendo tudo com uma pressão crescente, quase insuportável.
As mãos de Suho se fecharam em punhos contra o tapete, os músculos dos braços tensionando enquanto ele claramente lutava contra o impulso de te agarrar e tomar o controle de volta.
── Continua, princesa… ── ele exalou, os olhos escurecendo até restarem apenas as pupilas dilatadas. ── Não para… quica com vontade.
E você continuou sem recuar. A lubrificação escorria livremente pelas suas coxas, tornando cada movimento mais fácil e ao mesmo tempo mais intenso e profundo. O ritmo que você estabeleceu deixou de ser apenas resposta. Por alguns instantes, era você quem controlava o ritmo. Era você quem ditava o quanto ele entrava e o quanto ele sentia.
E Suho assistia hipnotizado. Os olhos fixos em você, absorvendo cada detalhe da transformação da herdeira composta em algo completamente selvagem.
Mas, aos poucos, seu próprio corpo exausto e levado ao limite, começava a trair sua vontade. Cada subida e descida no pau de Suho, o atrito constante contra suas paredes internas, já castigadas pelos orgasmos anteriores, começava a cobrar um preço. Seus joelhos vacilaram sobre o tapete, a firmeza que você tentava sustentar dando lugar a uma instabilidade crescente.
Você tentou manter o ritmo. Seus quadris ainda buscavam aquela cadência média, aquele movimento circular que antes parecia tão deliberado. Mas a terceira onda de prazer começou a nascer na base da sua coluna, roubando o que restava da sua coordenação motora.
Seus movimentos deixaram de ser preciso, seus quadris falharam, diminuindo o ritmo sem que você conseguisse impedir. Seu útero parecia se contrair em antecipação, como se reconhecesse o que estava por vir antes mesmo de você aceitar. A tensão se acumulava rápido demais, forte demais, drenando qualquer resquício de controle que você ainda fingia ter.
Um gemido longo escapou dos seus lábios em arquejos descompassados. Sua cabeça caiu para trás, os olhos revirando, a visão se desfazendo em borrões enquanto sua buceta apertava o pau dele em espasmos desordenados e desesperado.
Suho, que até então observava sua performance com uma satisfação sádica e silenciosa, percebeu a mudança instantaneamente. E a paciência que ele vinha sustentando por puro prazer em te ver se esforçar, se rompeu.
No exato momento em que você hesitou no topo, o corpo tremendo, incapaz de completar o movimento, a postura relaxada desapareceu. O corpo dele se ergueu com uma rapidez inesperada, e o controle que antes ele tinha cedido voltou com uma força brutal. As mãos grandes dispararam para a sua cintura, os dedos se cravando na sua pele com firmeza suficiente para te prender no lugar.
Suho te puxou num solavanco que arrancou um grito abafado de você enquanto seu corpo era forçado para baixo, engolindo cada centímetro dele de uma vez só. O impacto foi imediato e você não teve escolha a não ser ceder.
Você desabou sobre ele. Os braços se fecharam ao redor do pescoço num gesto automático, buscando apoio em meio à avalanche de sensações. Seu rosto se enterrou na curva quente da garganta dele, sua respiração irregular batendo contra a pele enquanto tentava acompanhar o que vinha a seguir.
Suho começou a se mover, de baixo para cima com fúria. As investidas vieram rápidas, encontrando você com uma intensidade renovada, empurrando você mais fundo sem qualquer intenção de suavizar o impacto.
── Quem disse que você podia ir mais devagar? ── Suho sibilou, num tom quase autoritário contra o seu ouvido. ── Eu mandei você sentar até desmaiar, porra. Se você não consegue fazer direito… eu faço por você.
Uma das mãos subiu, abandonando sua cintura,encontrando seu seio com uma pressão dolorosa enquanto o polegar encontrava o mamilo já rígido, pressionando e girando. A outra mão permaneceu firme no seu quadril, funcionando como uma prisão que te forçava contra ele a cada investida violenta, garantindo que não houvesse um milímetro de espaço entre vocês.
Você estava completamente à mercê dele agora. Cada vez que ele avançava, o pau dele golpeava seu colo do útero com uma precisão quase cruel. Seus gemidos saiam desconexos, tudo se misturando enquanto seu rosto permanecia escondido contra a pele dele.
── Suho… dói… mas é muito gostoso… ── sua voz saiu atropelada e confusa. ── Por favor… mais forte.
E ele obedeceu. O som da carne se encontrando agora dominava completamente o ambiente, preenchendo o silêncio da sala com uma crueza indecente. Não havia espaço para pensamentos. Nem para pausas. Nem para qualquer tipo de racionalidade.
Suho inclinou levemente o corpo, mudando o ângulo e aquilo foi o suficiente para transformar tudo. O novo encaixe parecia mais profundo, mais direto, atingindo um ponto que fez seu corpo reagir de forma violenta. A mão no seu seio apertou ainda mais, mantendo a pressão, intensificando o contraste entre estímulo e desconforto, criando uma sobrecarga que fazia sua mente falhar completamente.
O terceiro orgasmo não chegou como um alívio, ele se impôs como uma convulsão interna. Seu corpo reagiu antes mesmo que você tivesse tempo de reconhecer o ponto de ruptura. As paredes da sua buceta se fecharam ao redor do pau de Suho em espasmos intensos, apertando-o com uma força que parecia desesperada. E isso arrancou dele um grunhido baixo.
Você soterrou um gemido contra o ombro dele, sua boca pressionada na pele salgada de suor enquanto o clímax te estraçalhava por dentro. Era uma sensação de esvaziamento absoluto, como se tudo que você ainda tentava manter sob controle estivesse sendo arrancado à força, drenado até não sobrar nada.
Suho sentiu cada contração. A forma como seu corpo o puxava para dentro daquele colapso junto com você, tornando cada movimento ainda mais intenso. E aquilo foi o suficiente para o limite dele. A tensão acumulada na base, o impulso subindo para a liberação iminente. Mas, diferente de você, a luxúria dele exigia uma testemunha do próprio prazer.
Com um movimento carregado de urgência e necessidade, Suho se retirou de dentro de você. O vazio foi abrupto, arrancando um soluço curto da sua garganta, um protesto instintivo que mal teve tempo de se formar. Mas as mãos dele te mantiveram exatamente sentada sobre o colo dele, as pernas ainda enlaçadas na cintura. Não havia distância real entre vocês, só uma mudança de dinâmica.
Você entendeu instantaneamente o comando silencioso no olhar dele que não deixava espaço para dúvida do que ele queria. Você soltou uma das mãos do pescoço dele e a levou para baixo, deslizando entre os corpos ainda colados, encontrando o espaço estreito entre seus ventres.
Seus dedos tocaram o comprimento pulsante e rígido ao ponto de quase doer. Ele estava visivelmente à beira. A pulsação era evidente sob sua mão, a cabeça inchada e sensível, o corpo inteiro reagindo ao menor toque.
── Anda, amor… termina isso… ── a voz dele saiu arrastada, as veias do pescoço saltando pelo esforço hercúleo de não gozar antes da hora.
Você fechou a mão ao redor da base, sentindo a firmeza quente da pele esticada ao limite, e começou a se mover. O ritmo veio rápido e decidido, sua palma já molhada, tornando o deslize mais fácil e infinitamente mais obsceno.
Suho soltou um gemido rouco, a cabeça tombando para trás por um segundo, os olhos se fechando com força. Mas ele logo voltou para você com urgência, inclinando o corpo para frente como se precisasse de mais.
A boca dele encontrou seus seios sem desvio. Capturou um dos mamilos entre os dentes, sugando com força intensa. Você sentiu o impacto direto, o estímulo atravessando seu corpo ainda sensível, amplificando tudo. A mão livre dele desceu para sua bunda, apertando com firmeza, puxando você ainda mais contra o quadril dele, como se quisesse manter o controle mesmo naquele estado.
── Porra… ── o som saiu abafado contra sua pele. ── você me deixa louco, sabia?
As palavras se perderam entre mordidas curtas e lambidas mais lentas, contrastando com o ritmo frenético da sua mão. E você aumentou o movimento, acompanhando a respiração irregular dele, o corpo reagindo sob o seu toque de forma cada vez mais evidente.
── Goza logo, Suho… ── você sussurrou, aumentando a velocidade e apertando a base com força.
Sem mais contenção. O gemido que saiu dele foi profundo. O corpo inteiro reagiu e o primeiro jato atingiu seu ventre, subindo e espalhando-se pelos seus seios em uma pressão que veio em pulsos, seguindo-se de uma sucessão irregular que manchava sua pele e o seu vestido abandonado enquanto você mantinha o movimento, ordenhando e extraindo cada reação possível dele.
Suho se inclinou contra você, enterrando o rosto no seu pescoço, a respiração falhando. Os músculos ainda se contraíam em pequenos espasmos enquanto ele terminava de gozar, completamente entregue à sensação até que o corpo dele finalmente cedeu, pesado e exausto contra o seu.
A respiração dele vinha pesada, batendo contra o seu pescoço em rajadas quentes enquanto os dedos ainda permaneciam firmes na sua cintura, como se, mesmo exausto, ele não estivesse pronto para te soltar completamente.
Mas, aos poucos, a tensão foi se dissipando. Com um último aperto, quase inconsciente, ele te levantou do colo e guiou seu corpo de volta para o tapete, deixando você ali. Seu corpo respondeu imediatamente ao contato com a superfície macia, os músculos relaxando de forma pesada, quase sem força para sustentar qualquer movimento.
Suho se afastou apenas o suficiente para se sentar sobre os próprios calcanhares, completamente nu, completamente exposto, e ainda assim, sem o menor traço de constrangimento. A forma como ele se sentia à vontade, contrastava brutalmente com a bagunça ao redor de vocês.
Ele passou a mão pelo cabelo, jogando os fios escuros para trás com um gesto displicente, como se aquilo tudo fosse apenas mais uma noite comum. Os olhos dele voltaram para você, percorrendo seu corpo e absorvendo cada detalhe; da forma como você estava estirada, até o rastro brilhante que se estendia pela sua pele sob a luz suave do abajur, deixando escapar um sorriso de canto quase irritante de tão evidente.
Enquanto isso, seu corpo ainda lutava para voltar ao próprio eixo. Seu coração batia forte, mas aos poucos começava a desacelerar. E, junto com essa volta gradual ao controle, veio a consciência e o peso do que vocês tinham acabado de fazer. A adrenalina que antes amplificava tudo, começou a se transformar em algo claustrofóbico enquanto você tentava esconder o prazer que ainda pulsava no seu corpo.
── Você é um desgraçado, Suho ── você disparou, a voz carregada de incredulidade. ── Você planejou isso. Desde o momento em que soube que eles iam levar meu celular e passar a noite fora… você já tava com isso tudo na cabeça, não tava?
Você tentou se levantar. Mas o corpo não cooperou de imediato. A sensibilidade pós-orgasmo reagiu a cada pequeno movimento, protestando enquanto Suho permanecia tranquilo, inclinando levemente a cabeça, como se aquilo fosse óbvio.
── Planejar é uma palavra muito forte, princesa… ── ele respondeu, os olhos brilhando em diversão. ── Eu prefiro chamar de aproveitar as oportunidades. Seus pais facilitaram o serviço. O que você queria que eu fizesse?
── Eu queria que você tivesse o mínimo de bom senso! ── você retrucou, o tom subindo por impulso antes de cair rapidamente. ── Sério… a primeira coisa que passou nessa sua cabeça oca foi invadir a porra da casa pra transar no chão da sala?
Suho soltou um riso curto e nasalado, se aproximando enquanto levava a mão até o seu rosto. O polegar encontrou uma gota de suor na sua têmpora e a seguiu, descendo lentamente, traçando o caminho até o seu lábio inferior, ainda inchado e sensível.
── O que foi? ── ele devolveu, a voz arrastada, impregnada daquele cinismo que só piorava tudo. ── Achei que você estivesse gostando da visita. Você não parecia muito preocupada quando tava gritando meu nome há dois minutos.
── Eu estou falando sério, amor! ── você insistiu, engolindo em seco, a realidade se impondo com mais clareza. ── A gente precisa se limpar… se eles chegarem e sentirem esse cheiro… ou me virem nesse estado…
Ele não respondeu de imediato. Em vez disso, se inclinou mais para frente, prendendo você entre os braços, criando uma espécie de barreira ao seu redor. O corpo próximo o suficiente para que você sentisse o calor denso de suor e sexo que ainda impregnava a pele de vocês dois.
── Eu te ajudo a limpar a cena do crime, tá legal? ── murmurou, a voz íntima demais para o contexto.
Suho aproximou o rosto do seu, diminuindo a distância. Sem esperar por uma resposta, ele deixou um beijo estalado e úmido, na curva do seu pescoço.
── Agora relaxa… ── continuou, quase sussurrando contra a sua pele. ── A gente acabou de fuder… então por que você tá tão nervosa, hein? Precisa de mais?
Você estalou a língua, revirando os olhos, e deu um tapa fraco no ombro dele. Seus dedos sentiram a firmeza dos músculos sob a pele dele, e isso, de alguma forma, só piorou a situação. Porque, mesmo irritada e consciente do risco absurdo, você deixou um sorriso imperceptível escapar.
A ousadia dele; aquela falta total de freio e limites, era exatamente o que quebrava a sua rotina, o que rachava aquela redoma perfeita onde você vivia. Era perigoso e imprudente. Mas completamente viciante. E, no fundo, você sabia que, se ele aparecesse de novo, se jogasse a primeira provocação… você faria tudo outra vez. Sem hesitar.
⟢ . 𝗦𝗨𝗠𝗔𝗥𝗥𝗬 ! É aniversário de Karube, e você planeja começar o dia com um café da manhã especial. Mas ele acorda decidido a ganhar um presente bem diferente.
⟢ . 𝗪𝗢𝗥𝗗 𝗖𝗢𝗨𝗡𝗧 ! 4.1K
⟢ . 𝗪𝗔𝗥𝗡𝗜𝗚𝗦 ! MDNI (+18 explicit), obscenidade, linguagem de baixo calão, relacionamento estabelecido, provocações, conversa suja (dirty talk), dinâmica sub!dom, jogo de mamilos (nipple play), elogios (praise kink), jogo de impacto (impact play), sucção, sexo desprotegido (p in v), puxão de cabelo, leve exibicionismo, asfixia (breath play), doggy style, breve sexo oral (cunilíngua), descrição de sexo explícito.
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A LUZ PÁLIDA da manhã de Tóquio filtrava-se pelas frestas da cortina, desenhando listras de âmbar no chão da cozinha, mas você já estava em órbita há tempos. O silêncio do apartamento era preenchido apenas pelo ritmo metronômico da batedeira contra a tigela e o tique-taque discreto do relógio de parede. Seus pés deslizavam pelo piso frio enquanto você permanecia concentrada na cobertura do bolo, buscando a perfeição que o dia exigia.
O pijama parecia uma segunda pele que oferecia o conforto necessário para a execução do seu plano: o bolo no forno, os presentes dispostos sobre a mesa e você, devidamente banhada e envolta em perfume, pronta para recebê-lo com a serenidade que ele tanto dizia amar. Tudo isso antes que o despertador ousasse tocar.
No entanto, planos são conceitos abstratos quando se vive com um homem como Karube. E um rangido grave na madeira do corredor fez seu coração dar um solavanco, a adrenalina disparando antes mesmo da visão se confirmar. Ao se virar, o ar pareceu subitamente escasso.
Karube se encostou no batente da porta, a postura relaxada. Ele estava sem camisa, usando apenas uma cueca boxer que repousava perigosamente baixa nos quadris largos. A luz matinal esculpia cada fibra do abdômen definido e as cicatrizes de brigas antigas que pontuavam a pele. Os músculos se contraíam em um ritmo lento, acompanhando a respiração ainda profunda e rouca de sono.
── Você não deveria estar acordado agora, Daikichi. ── você murmurou, a voz mostrando sua instabilidade, apesar do esforço para soar firme.
Você cruzou os braços sobre o peito, um gesto instintivo e inútil de autoproteção contra a presença dele. Karube soltou uma risada nasalada, um som que vibrou no ar da cozinha. O sorriso torto e carregado da arrogância de quem sabe o efeito que causa, emoldurava o rosto.
── Ouvi o barulho das panelas... e o lado da cama tava frio. ── ele deu um passo à frente, os olhos estreitos, focados em você com uma intensidade que desmentia qualquer resquício de cansaço. ── Que porra você tá fazendo acordada tão cedo?
── Tentando fazer o seu aniversário ser perfeito, seu idiota. ── você rebateu, revirando os olhos, mas o sorriso teimoso surgiu. ── O bolo não está no forno nem há cinco minutos. A cozinha está um caos, eu ainda ia organizar tudo... arrumar os presentes e entrar no banho. Você estragou todo o meu cronograma.
Karube ignorou seus protestos e atravessou a cozinha com passos silenciosos e pesados, encurtando a distância, fazendo o calor dele atingir sua pele. Antes que você pudesse esboçar qualquer recuo, as mãos dele envolveram sua cintura, puxando-a para perto com uma possessividade que fez suas pernas fraquejarem.
── Estraguei, é? ── ele ronronou contra a curva do seu pescoço, o hálito quente disparando arrepios que percorreram sua espinha. ── Acho que a surpresa já tá bem aqui na minha frente.
── Eu estou horrível, Karube. ── você tentou, as mãos espalmadas contra os ombros largos. ── Estou com sua camisa velha, essa calça surrada... eu queria que você me visse arrumada, não desse jeito.
Karube se afastou apenas o suficiente para te encarar. Havia um brilho de diversão genuína ali, mas era sublinhado por algo muito mais faminto. Ele percorreu seu corpo de cima a baixo, demorando-se nas linhas das suas pernas e no modo como o tecido desgastado da camiseta dele se moldava aos seus seios, evidenciando a reação imediata da proximidade.
── Você tá sexy pra caralho. ── ele soltou, o canto da boca se elevando. ── Tá parecendo uma hippie.
── Você nem sabe o que hippie significa! ── você exclamou, rindo da conclusão dele.
── Sei lá... é esse estilo largado, tipo o do Arisu. ── ele deu de ombros, mencionando o amigo com desdém brincalhão de sempre.
── Você não tem a menor ideia do que tá falando. ── você apontou para o corredor, uma última tentativa de retomar as rédeas da situação. ── O Arisu ficaria ofendido. Agora, sério... volta para a cama. Me dê uma hora e eu prometo que te acordo quando o bolo estiver pronto e eu estiver... apresentável.
── Não! ── ele murmurou, pousando o rosto no topo da sua cabeça. ── Eu já tô acordado. É meu aniversário. E eu ainda não ouvi você me dando os parabéns do jeito certo.
Os braços se fecharam ao seu redor, fundindo os corpos até que não restasse um milímetro de ar. O contraste da pele nua dele contra o algodão fino da sua camiseta era inebriante, um choque que entorpecia o raciocínio.
Você manteve as mãos nos ombros dele, uma barreira que se tornava cada vez mais um ponto de apoio. Você suspirou, a resistência derretendo enquanto se aconchegava naquele peito largo.
── Feliz aniversário! ── você sussurrou, fechando os olhos para absorver a segurança dos braços dele. ── Satisfeito?
── Fraco. Muito fraco. ── ele provocou, a voz rouca roçando seu ouvido. ── Parece que você tá dando parabéns pra um vizinho qualquer. E eu não sou seu vizinho, sou?
Antes que você pudesse formular qualquer resposta sobre a arrogância incurável dele. Karube sem aviso, deslizou a palma quente por baixo da sua blusa. A pele calejada encontrou o calor macio do seu seio, apertando a carne com uma força que não pedia licença. Um som agudo e involuntário, escapou dos seus lábios.
Enquanto ele trabalhava a textura do seu corpo com uma perícia faminta, os lábios dele buscaram o lóbulo da sua orelha. Ele mordiscou a pele sensível com uma pressão contida, projetada para desarmar qualquer resquício de resistência. Você tentou firmar os pés no chão, as mãos espalmadas contra o peito nu dele, sentindo a rigidez dos músculos.
── Calma... o bolo... ── você arquejou, embora seus dedos estivessem traindo suas palavras, fechando-se inconscientemente na pele dele, as unhas cravando de leve nos ombros.
Karube usou o polegar para apertar o mamilo já ereto, enquanto a outra mão subia para a sua nuca. Os dedos dele se enroscaram nos fios soltos do seu coque, puxando sua cabeça para trás, expondo a linha da sua garganta.
── Esquece a porra do bolo. ── a voz dele vibrou contra o seu pescoço. ── Você acha que eu ligo pra isso agora? Não é o bolo que eu tô querendo comer, e você sabe disso.
Ele não esperou por uma trégua. Com a mão ainda sobre seu peito, começou a te impulsionar para trás. Seus passos eram curtos e tropeçantes, guiados pelo avanço dele em direção à mesa de madeira maciça da cozinha.
Você tentou se afastar, mas falhou miseravelmente conforme sentia o volume da ereção pressionar seu ventre através do tecido.
── Não é hora, amor... ── você protestou com um fio de voz, mas suas mãos já haviam subido para o pescoço dele, puxando-o para mais perto. ── Eu tenho uma lista... planejei tudo...
Karube soltou uma risada rouca, um som perverso que fez seu estômago dar voltas, o olhar descendo para a gola larga da camiseta dele que você usava. Ele te prensou contra a borda da mesa, os quadris dele travando os seus em um encaixe perfeito. O impacto do móvel contra a base da sua coluna foi um choque de realidade que durou apenas um segundo, antes de o corpo dele esmagar o seu contra a madeira.
── É? ── ele inclinou a cabeça, os olhos brilhando com um desafio quase cruel, a pupila dilatada de desejo puro. ── Eu também tenho uma lista. E adivinha qual é o primeiro item?
Ele soltou seu corpo por um breve segundo apenas para enfiar as mãos sob o tecido e, com um movimento bruto e eficiente, puxou sua calça e sua calcinha para baixo de uma vez só. O tecido parou abruptamente em seus tornozelos, prendendo suas pernas e deixando-a completamente exposta da cintura para baixo ao ar fresco da manhã.
Você soltou um grito baixo de surpresa, as mãos agarrando a borda da mesa para manter o equilíbrio. Ele recuou um passo, apenas o suficiente para devorar a visão. O peito subindo e descendo com força, e o sorriso que ele ostentava era de puro triunfo.
── Porra... ── ele exclamou, a voz falhando por um momento diante da sua nudez. ── Que presente maravilhoso. Você realmente me conhece, hein? Caralho, eu não poderia ter pedido nada melhor do que isso.
Ele deu um tapa estalado na sua coxa nua, o som ecoando no silêncio cúmplice da cozinha. A pele ardeu instantaneamente, deixando uma marca que ele começou a acariciar com o polegar áspero, observando o tremor que percorreu seu corpo.
Você tentou se endireitar, mas o movimento foi desajeitado devido ao tecido prendendo seus pés, o que só serviu para deixá-la mais vulnerável.
── Você é tão idiota... ── você choramingou, o rosto queimando de vergonha e desejo. ── Se o bolo queimar, eu vou te matar.
Karube ignorou a ameaça, cortando o espaço entre vocês novamente e calando-a com um beijo. Os lábios se chocaram contra os seus com uma colisão de dentes e língua.
Ele pressionou o corpo contra o seu, forçando seu tronco para trás sobre a mesa, enquanto você sentia o pau dele, pulsando contra sua buceta, apenas o tecido fino da cueca boxer os separando. O gemido que escapou da sua garganta foi prontamente engolido pela boca dele.
── Meu aniversário, minhas regras. Entendeu, princesa? ── ele soprou contra seus lábios, o sorriso torto carregado de confiança. ── Agora fica quieta e me deixa aproveitar o meu dia.
Você soltou um suspiro derrotado, os olhos nublados pela névoa que ele sempre conseguia instalar na sua mente. No fundo, sabia que sua resistência era meramente protocolar, uma dança que ambos conheciam. Você adorava o modo como ele simplesmente tomava o que queria, sem pedir licença ou desculpas. Se Karube a queria daquela forma, não existia força no mundo capaz de frear a natureza daquele homem.
── Você me ama? ── ele perguntou, o tom era quase cínico enquanto observava cada reação sua.
Você revirou os olhos. O peito subindo e descendo em um ritmo que não seguia mais o cronograma matinal.
── Você sabe que sim. ── você respondeu, a voz entrecortada.
── Então por que ainda tá vestida? ── as mãos dele subiram para a barra da camiseta, os dedos enganchando no tecido. ── Eu quero ver o meu segundo presente.
Você riu entre dentes, uma nota de incredulidade pela audácia dele mesmo naquele cenário. Mas você obedeceu. Erguendo-se levemente sobre a borda da mesa, você puxou a camiseta por cima da cabeça em um movimento fluido e a descartou em qualquer lugar do chão.
Agora, você estava completamente nua diante dele, sentada no limite da madeira, as pernas ainda presas pelo pijama nos tornozelos e o coração martelando contra as costelas.
Os olhos de Karube escureceram instantaneamente. As pupilas dilataram, devorando cada detalhe da sua pele. A mão dele subiu, o polegar calejado encontrando seu mamilo endurecido e pressionando-o com uma força que te fez arquear as costas.
── Gostosa pra caralho... ── ele grunhiu, a voz arrastada, antes de baixar a cabeça para abocanhar seu seio.
Ele sugou com uma avidez faminta. Os dentes raspavam levemente na ponta sensível antes que a língua viesse para acalmar a ardência com lambidas profundas. Você enterrou os dedos nos fios loiros dele, puxando-o contra si, enquanto seu quadril se movia involuntariamente, buscando o contato direto que ele, com uma disciplina sádica, ainda te negava.
A umidade entre suas pernas já era um convite óbvio, um sinal de que o corpo havia desistido de qualquer plano que não envolvesse ele. Naquele momento, a ideia de café da manhã ou gestos românticos tradicionais se dissolveu.
Subitamente, ele interrompeu o contato, deixando seu mamilo úmido e exposto ao ar frio da cozinha. Antes que você pudesse protestar, ele a arrastou para fora da mesa com uma força bruta que fez seus pés vacilarem por causa da calça presa.
Sem aviso prévio, ele girou seu corpo, forçando-a a encarar a mesa. Karube a dobrou ao meio, pressionando seu peito contra a superfície dura enquanto suas mãos tateavam a borda em busca de apoio.
── Adoro quando você fica assim... ── ele sussurrou, rente ao seu ouvido.
Você sentiu os dedos dele traçarem o caminho da sua coluna, descendo lentamente, vértebra por vértebra, até alcançar a curva da sua bunda. Em um carinho torturante, uma demonstração de que ele não tinha pressa alguma.
Karube se inclinou sobre você, o peso do corpo esmagando-a contra a mesa, e você sentiu a ponta do nariz dele roçar sua nuca antes de ele cravar os dentes na sua pele com uma força que arrancou um suspiro entrecortado dos seus lábios.
── Eu também tenho um presente pra você. ── ele murmurou, a respiração quente e ofegante atingindo seu pescoço. ── E ele é melhor do que qualquer coisa que você tenha comprado. Consegue adivinhar o que é, amor?
Você não teve fôlego para responder. O som do elástico da boxer sendo puxado ecoou, seguido pelo peso inconfundível do pau dele se libertando. De repente, você sentiu a ponta quente e pulsante deslizar pelas suas dobras, provocando um choque elétrico.
Seus quadris vacilaram para trás, implorando pelo preenchimento, mas Karube a manteve fixa no lugar com uma mão pesada na base das suas costas.
── Você tá muito ansiosa pra quem queria me mandar de volta para a cama. ── ele provocou, o tom carregado de um escárnio que só servia para atiçar o seu desejo.
Antes que você pudesse retrucar, a mão dele subiu e desceu em um tapa estalado e violento contra sua nádega direita. O som preencheu a cozinha, e a dor aguda foi instantaneamente engolida por uma onda de calor que fez seu interior contrair em espasmos. Seu corpo saltou para a frente, os dedos arranhando a madeira em reflexo.
── Doeu? ── ele perguntou, voltando a roçar a cabeça do pau contra o seu clitóris hipersensível.
── Amor, por favor... ── você murmurou, a voz quebrada, o rosto escondido entre os braços.
── Por favor, o quê? ── ele rebateu, pressionando a base contra sua entrada, mas recuando logo em seguida, deixando-a em uma frustração agonizante. ── Fala. Eu quero ouvir.
Ele continuou a tortura, esfregando o comprimento, de cima a baixo, negando a entrada até que você estivesse implorando, a mente completamente rendida à luxúria que queimava seu baixo ventre.
Você arqueou as costas, rebolando contra os quadris dele em uma súplica silenciosa que finalmente quebrou a resistência de Karube. Ele ficou em silêncio por um segundo, a respiração travada, enquanto observava como você se oferecia a ele.
── Me come... ── você sussurrou, descartando qualquer rastro de compostura. ── Por favor, me come logo.
O momento que se seguiu durou apenas um batimento cardíaco. Você o ouviu xingar entre dentes, um som de quem havia chegado ao limite da sanidade. Karube não perdeu mais tempo. Ele separou suas nádegas com força e, sem qualquer hesitação, enterrou o pau de uma vez só.
O impacto foi tão profundo que o ar abandonou seus pulmões por um instante. Suas paredes se contraíram violentamente ao redor dele; o calor e a espessura preenchiam cada milímetro, esticando você até o limite. Ele observou sua reação com um sorriso malicioso, os olhos fixos onde os corpos se fundiam, antes de se retirar quase completamente e estocar de volta com uma violência que fez a mesa ranger sob o peso de vocês dois.
── Porra... você aperta tanto... ── ele arfou, o tom de voz mudando de arrogante para puramente necessitado. ── Você realmente ama isso, não ama?
── É, eu amo... ── você admitiu, as mãos agarrando a borda da mesa com tanta força que os nós dos seus dedos ficaram brancos.
Karube perdeu o que restava de sobriedade matinal, entregando-se àquela natureza sem filtros que você conhecia tão bem. Ele não era homem de sutilezas; o som dos corpos colidindo contra a cada investida criava um ritmo obsceno e úmido que preenchia a cozinha, abafando até o estalo do forno.
As mãos dele buscaram seus quadris, os dedos cravando-se na pele para puxar seu corpo contra o dele com mais violência. Ele impulsionava o quadril com uma fome desmedida, forçando-a a se curvar contra a mesa enquanto um gemido longo e manhoso escapava da sua garganta, perdendo-se no ar.
Karube a fodia com um desespero primitivo, estocadas longas que faziam seus gemidos subirem de tom, tornando-se agudos e desgovernados. Cada impacto atingia o fundo, fazendo seu seu ventre se contrair em choque.
A mesa de madeira antiga começou a protestar sob o peso. O ranger rítmico da estrutura e o som dos pés de madeira batendo contra o piso a cada estocada eram ensurdecedores, um ruído áspero que certamente atravessava as paredes finas do apartamento.
── Daikichi, a mesa... ── você conseguiu articular entre gemidos engasgados, sentindo o suor dele pingar nas suas costas. ── Tá fazendo muito barulho... os vizinhos...
Preocupação com decência ou vizinhança era a última coisa na mente dele. Karube soltou um de seus quadris e subiu a mão pelas suas costas, enrolando os dedos com força no seu cabelo desfeito e puxando sua cabeça para trás.
O movimento forçou sua coluna a uma curvatura extrema, expondo sua garganta e permitindo que o pau dele entrasse em um ângulo ainda mais profundo que faziam sua visão oscilar.
── Foda-se os vizinhos... ── a voz vibrou contra sua nuca, o som era uma mistura de riso e irritação. ── Deixa eles ouvirem e se concentra no que eu tô fazendo com você.
Para enfatizar o desprezo, ele dobrou a força. Cada impacto era implacável, uma busca deliberada pelo fundo da sua buceta que fazia seus olhos revirarem. Suas pernas, ainda presas pelo tecido nos tornozelos, tremiam violentamente, incapazes de sustentar seu peso sem o apoio da mesa. A sensação apenas alimentava o incêndio que a consumia por dentro.
Você sentia a pele das coxas e das nádegas arder pelo atrito constante, um calor que transformava a dor em combustível para a luxúria. Suas mãos lutavam por apoio na superfície fria da mesa, as unhas arranhando a madeira, deixando sulcos leves enquanto você tentava não ser empurrada para frente pela brutalidade rítmica dos quadris dele.
── Karube... devagar... ── o pedido morreu em um grito mudo quando a mão livre dele deslizou para frente, envolvendo seu seio e apertando a carne.
Ele se inclinou mais, o peito suado colado às suas costas, a respiração errática e quente contra sua nuca. O mundo se resumia ao som da carne batendo contra a carne e ao ruído da mesa se arrastando milímetros pelo chão a cada estocada implacável.
── O quê? ── ele provocou, a voz falhando pelo esforço físico e pelo prazer. ── Você quer que eu vá mais forte? É isso, não é?
A mão que puxava seu cabelo escorregou para a sua garganta. A palma larga envolveu seu pescoço pela frente; ele não apertava para sufocar, mas a pressão constante ali era um lembrete físico do domínio absoluto que ele exercia.
Você sentia a respiração dele, pesada e irregular, contra sua bochecha, enquanto seus próprios suspiros ofegantes ecoavam de volta. Suas paredes internas, abraçavam o comprimento dele com espasmos involuntários que o faziam xingar baixo.
── Porra, olha para isso... ── ele sibilou entre os dentes cerrados. ── Parece que você quer me engolir inteiro.
Hipnotizado pela visão, Karube afastou as mãos por um momento para segurar suas nádegas, separando-as com crueza para observar o pau entrando e saindo. Sua pele brilhava, banhada pela lubrificação excessiva e pelo suor, e ele observava com olhos vidrados o modo como seu corpo se abria para devorá-lo a cada investida. O som de sucção a cada retirada era alto, úmido e completamente pornográfico.
A capacidade de articular qualquer frase coerente havia se perdido. O ambiente estava saturado: o cheiro de sexo, suor e o aroma doce e reconfortante do bolo que, ironicamente, continuava a assar no forno, criavam uma mistura bizarra e inebriante.
Uma vertigem de prazer inundou seu ventre, uma onda de calor que nasceu na base da espinha e se ramificou por cada terminação nervosa, transformando seus músculos em gelatina. Suas pernas tremiam em espasmos involuntários e ritmados; a intensidade beirava uma agonia prazerosa que a fazia querer fugir do contato e, no mesmo segundo, implorar para que ele a partisse ao meio.
── Porra, eu vou gozar... ── as palavras saíram como um gemido abafado, uma confissão de derrota diante da situação.
Percebendo a iminência do seu ápice, ele não recuou; pelo contrário, intensificou o ritmo. Karube esmagou o próprio corpo contra o seu, caindo com todo o seu peso sobre suas costas enquanto mantinha os movimentos curtos e frenéticos, ignorando os gemidos desesperados que agora escapavam da sua garganta sem qualquer filtro ou pudor.
── Goza pra mim... ── ele arfou, a voz rouca colidindo contra a curva do seu ombro, indicando que ele também estava no limite da resistência. ── Aperta o meu pau, amor... assim... caralho...
Subitamente, sua musculatura interna contraiu em um reflexo faminto, sugando-o com um desespero cego. Suas pernas fraquejaram de vez e você teria desmoronado se as mãos calejadas dele não estivessem segurando seus quadris enquanto o orgasmo a atingia como uma descarga elétrica.
Sua voz sumiu em um suspiro longo, trêmulo e exausto. Karube, no entanto, não parou; ele continuou a se mover com vigor através do seu clímax, usando as suas contrações involuntárias para impulsionar o próprio prazer.
Segundos depois, ele soltou um gemido grave e gutural, o corpo inteiro travando em uma tensão absoluta. Ele se retirou com um som úmido que ecoou pela cozinha agora silenciosa.
Com a respiração ruidosa e os olhos fixos na sua nudez, ele se masturbou violentamente por mais alguns segundos, finalizando sobre as suas costas e sua bunda. Você sentiu os jatos de esperma quente e viscoso atingir sua pele, um calor denso que escorria lentamente pelas suas curvas.
Seu corpo amoleceu completamente. Sem o suporte dele, você desabou sobre a mesa, o rosto colado na madeira fria enquanto o peito subia e descia em uma busca frenética por oxigênio. Suas mãos ardiam, marcadas pela pressão contra o móvel, e cada poro da sua pele parecia vibrar de sensibilidade.
── Feliz aniversário pra mim... ── ele murmurou, a voz ainda rouca e instável pelo esforço físico, recuperando o tom cínico.
── Sério, você é um idiota. ── você conseguiu balbuciar, a voz falhando, os olhos semicerrados pela exaustão.
Karube soltou uma risada curta e anasalada. Ele se afastou apenas o suficiente para admirar a cena: você, desestruturada e marcada por ele sobre a mesa da cozinha. E um sorriso de satisfação brincava em seus lábios.
Ele repousou a palma da mão quente sobre suas costas e, com a ponta dos dedos, espalhou o próprio rastro pela sua pele, um gesto de posse que era estranhamente carinhoso em sua crueza.
Aproveitando sua vulnerabilidade, ele se ajoelhou, ficando entre suas coxas dormentes. Sem qualquer aviso, ele deslizou a língua em uma lambida lenta e profunda pela sua buceta, que ainda pulsava. O contato úmido e direto fez você soltar um choramingo manhoso, as pernas tremendo novamente em um reflexo de hipersensibilidade.
── Karube... para... ── você tentou repreendê-lo, mas a frase saiu sem qualquer autoridade, morrendo em uma gargalhada divertida dele.
── Desculpa, princesa. ── ele murmurou em tom provocador. ── Mas você é gostosa demais. E eu ainda não tô satisfeito, mas vou te dar um desconto.
Ele voltou a se deitar sobre você, pressionando o corpo pesado contra suas costas, sem se importar com o suor e o gozo que agora sujavam ambos. A mão dele deslizou pela lateral do seu braço, os dedos entrelaçando-se aos seus em um aperto firme por um breve momento.
── Obrigado, amor. ── ele sussurrou perto do seu ouvido, o hálito quente enviando um último arrepio pela sua espinha. ── Esse é, sem dúvida, o melhor presente que eu poderia pedir.
Você apenas resmungou algo inaudível, a mente nublada por uma endorfina espessa. Eventualmente, o mundo voltaria a cobrar seu preço: você teria que se levantar, limpar a cozinha e salvar o bolo. Mas, por enquanto, o tempo estava suspenso na luz matinal de Tóquio. Você estava feliz, segura e completamente entregue ao homem que acabara de desestruturar todo o seu ser.
oi amg, eu super recomendo a live action de One Piece, mesmo se você não curtir anime, eu também não curto, mas a live action é muito boa. (e um dos atores ser uma delícia é um bônus)
Oi meu bem! Eu tava com saudades das suas recomendações. Terminei de assistir um k drama chamado "você estava lá", apesar do tema doloroso é muito bom.
Eu já ouvi falar do live action, mas não assistir. Inclusive eu realmente gosto de anime, minha infância e pré-adolescência eu consumir muitos mangás e animes. Admito que já tem uns três anos que não consumo mais tanto nesse mercado, mas tô antenada em muitas coisas. Fiquei com um pé atrás sobre essa série por causa do anime, mas já vi várias pessoas elogiando, então vou dá uma chance. Obrigada ♡
Adorei seu alfabeto do sieun. Faz um da cho hyunju?
섹𓂃 𝖼𝗁𝗈 𝗵𝘆𝘂𝗻𝗷𝘂﹗ᴀʙᴄ ɴsғᴡ
⟢ . 𝗣𝗔𝗜𝗥𝗜𝗡𝗚 ! Cho Hyunju x F!Reader
⟢ . 𝗪𝗢𝗥𝗗 𝗖𝗢𝗨𝗡𝗧 ! 4.8K
⟢ . 𝗪𝗔𝗥𝗡𝗜𝗚𝗦 ! MDNI (18+ explicit), obscenidade, linguagem sexual e de baixo calão, menções e descrição de sexo explícito.
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𝐀 - 𝗮𝗳𝘁𝗲𝗿𝗰𝗮𝗿𝗲 ★ | cuidados posteriores
▃▃ Hyunju é a personificação do carinho depois do sexo. Para ela, é um ritual íntimo que ultrapassa o físico, o instante em que as defesas finalmente cedem e ela pode existir apenas como sua. Assim que os últimos tremores de prazer se dissipam, o instinto dela fala mais alto.
Ela te puxa para perto sem pedir permissão, envolvendo seu corpo no dela. O braço pesado sobre a sua cintura, o peito colado às suas costas, como se quisesse te manter ali. Ela precisa sentir: o ritmo do seu pulso sob os dedos, o calor da sua pele contra a dela, a respiração se ajustando à sua. É a confirmação silenciosa de que você ainda a deseja mesmo depois de vê-la vulnerável e exposta.
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𝐁 - 𝗯𝗼𝗱𝘆 𝗽𝗮𝗿𝘁 ★ | parte do seu corpo ela mais gosta ?
▃▃ O fascínio de Hyunju se divide entre suas coxas e suas mãos: dois refúgios distintos, igualmente essenciais.
Antes mesmo de compreender a si mesma, Hyunju já encontrava abrigo nas suas coxas. Havia algo de inexplicavelmente seguro ali. Ela sempre gostou de repousar a cabeça no seu colo, sentir a maciez da pele, o calor acolhedor que a fazia baixar a guarda. Suas coxas representam conforto, feminilidade e proteção, tudo aquilo que ela passou a vida inteira tentando conquistar para si. Durante o sexo, as mãos dela sempre acabam ali, apertando com uma mistura intensa de força e devoção, como se quisesse marcar aquele lugar como sagrado.
Já as suas mãos carregam outro peso. São o símbolo da aceitação. Hyunju se lembra com nitidez do dia em que confessou quem realmente era, o coração disparado, esperando que o mundo ruísse mais uma vez. Mas foram as suas mãos que seguraram as dela. As mesmas que enxugaram lágrimas que o resto do mundo se recusou a reconhecer. As mesmas que tocaram seu rosto com cuidado, sem julgamento, oferecendo apoio quando tudo parecia prestes a desmoronar.
Por isso, Hyunju frequentemente leva suas mãos aos lábios, beijando as palmas, os dedos, demorando-se ali. É um gesto carregado de memória e gratidão. Entrelaçar os dedos com os seus, sentir seu toque, é mais do que carinho – é a confirmação física de um laço inquebrável.
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𝐂 - 𝗰𝘂𝗺 ★ | onde e como prefere gozar
▃▃ O orgasmo de Hyunju é um ato de entrega profunda, mas quase sempre condicionado ao seu. A relação complexa que ela mantém com o próprio corpo, a tornou alguém que encontra mais segurança no prazer alheio do que no próprio.
Ela prefere gozar posicionada atrás de você, em uma conchinha apertada ou com você de quatro, onde possa se esfregar contra a curva da sua bunda ou a parte de trás das suas coxas, sentindo o corpo de vocês se mover como uma coisa só. Há algo intensamente excitante para ela nessa proximidade, nesse contato contínuo que não exige exposição.
Hyunju se perde ao observar o rastro do próprio prazer na sua pele. Ela encara os fluidos com um misto de fascínio e reverência. É a prova física de que você a levou até ali. Altruísta ao extremo, ela raramente se permite cruzar o limite sem antes ter certeza de que você está completamente exausta e satisfeita.
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𝐃 - 𝗱𝗶𝗿𝘁𝘆 𝘀𝗲𝗰𝗿𝗲𝘁 ★ | um segredinho sujo dela
▃▃ Hyunju guarda um segredo que jamais admitiria em voz alta, por medo de parecer fraca ou contraditória à imagem forte e controlada que construiu: ela fantasia, em silêncio, com a ideia de você assumir o comando. A disciplina militar deixou nela uma veia submissa profundamente enterrada, que se dissolve por dentro sempre que você toma a iniciativa.
Ela anseia por ouvir sua voz guiando cada movimento, por sentir você conduzir o corpo dela com firmeza e intenção, tomando as rédeas sem hesitar. A ideia de ser cuidada de forma mais ríspida, de ser completamente entregue ao seu controle, a excita e a assusta na mesma medida. É um desejo proibido porque exige algo que Hyunju não oferece facilmente: confiança absoluta. E essa confiança, ela só seria capaz de depositar em você.
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𝐄 - 𝗲𝘅𝗽𝗲𝗿𝗶𝗲𝗻𝗰𝗲 ★ | nível de experiência
▃▃ Hyunju carrega uma dualidade fascinante na forma como vive o sexo: um reflexo direto de sua jornada de identidade. Antes da transição, quando vocês ainda habitavam um relacionamento considerado 'padrão', ela conhecia seu corpo como um mapa decorado à força, sabia exatamente onde tocar. Eram performances eficientes, quase impecáveis, mas que cumpriam um papel que não era inteiramente dela, desconectadas da própria essência.
No entanto, como a mulher que é hoje, Hyunju se sente uma iniciante. O corpo mudou, a sensibilidade se reorganizou, e cada nova reação da pele é uma descoberta que ela quer dividir com você. Ela está reaprendendo o próprio prazer ao seu lado, passo a passo, sem pressa. Por isso, Hyunju é extraordinariamente boa em te satisfazer, mas ainda uma aprendiz quando se trata de receber, de se abandonar completamente ao próprio desejo.
Com você, o sexo nunca é repetição. É reinvenção. O passado se mistura à novidade, transformando cada toque em um exercício de autodescoberta, onde prazer e conexão crescem juntos, profundo e verdadeiro.
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𝐅 - 𝗳𝗮𝘃𝗼𝗿𝗶𝘁𝗲 𝗽𝗼𝘀𝗶𝘁𝗶𝗼𝗻 ★ | posição favorita
▃▃ Hyunju tem duas posições que a definem, cada uma revelando camadas distintas da sua alma protetora e devota.
A primeira é a conchinha (spooning). É onde ela se sente verdadeiramente segura. O contato total de pele com pele permite que ela sinta cada tremor do seu corpo, cada suspiro que escapa dos seus lábios. Hyunju ama te envolver por completo, o corpo moldado ao seu, sussurrando palavras sujas misturadas a promessas de amor no seu ouvido, respirando no mesmo ritmo que você, como se os corpos de vocês compartilhassem um único fôlego.
A outra é o facesitting. Ter o rosto enterrado entre suas pernas, sentindo seu cheiro, seu gosto, o peso do seu corpo sobre ela, é o ápice da veneração para Hyunju. Ela adora a contradição da dinâmica: está no controle absoluto do seu prazer com a língua e os dedos, mas fisicamente rendida sob você. Ver você gozar no rosto dela, sentir suas coxas tremerem contra sua cabeça, a faz se sentir poderosa e, ao mesmo tempo, inteiramente sua.
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𝐆 - 𝗴𝗼𝗳𝗳𝘆 ★ | como ela é nesses momentos ?
▃▃ Hyunju possui uma seriedade natural, quase inerente. Com você, no entanto, essas barreiras não resistem por muito tempo. No início, ela é solene, tratando seu corpo com respeito quase reverencial. Mas conforme o clima esquenta e o toque se aprofunda, a rigidez começa a ceder. Sob seus toques, Hyunju relaxa, e seu lado mais leve vem à tona.
Ela pode sorrir no meio de um beijo intenso, ou soltar uma piada boba, ofegante, apenas para arrancar sua risada. Essa transição da intensidade carregada para a ternura descontraída é uma das coisas que você mais ama nela: um vislumbre raro da mulher que ela era antes do mundo tentar quebrá-la.
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𝐇 - 𝗵𝗮𝗶𝗿 ★ | pelos pubianos
▃▃ Impecavelmente cuidados. Hyunju costuma manter os pelos depilados ou aparados bem curtos. Isso faz parte de um ritual íntimo de autocuidado, algo que vai além da estética. A pele lisa a ajuda a se sentir mais feminina, mais confortável dentro do próprio corpo. É um gesto privado e silencioso, que a faz se sentir bonita e, acima de tudo, em paz consigo mesma.
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𝐈 - 𝗶𝗻𝘁𝗶𝗺𝗮𝗰𝘆 ★ | demorou para ter intimidade emocional ?
▃▃ A intimidade entre vocês é o alicerce sobre o qual Hyunju reconstruiu a própria vida. Já existia uma conexão profunda antes da transição, mas foi o momento da verdade que a tornou inquebrável.
Quando ela se assumiu, o medo da rejeição era paralisante. O tempo que você pediu para pensar pareceu uma eternidade cruel, cada segundo carregado de pavor. Mas o seu retorno – com apoio incondicional e a decisão de continuar o relacionamento, foi a salvação que contrariou todas as previsões sombrias da família dela, que insistia que você a abandonaria.
Hyunju nunca transa apenas por prazer físico. Ela vive o relacionamento de forma protetora, quase onipresente. Depois dos Jogos, tornou-se ainda mais aberta sobre seus traumas, chorando em seu colo, deixando escapar relatos fragmentados do horror que viveu.
No sexo, essa intimidade se traduz em um detalhe constante: o olhar. Ela raramente fecha os olhos, preferindo buscar os seus, como se precisasse confirmar, repetidas vezes, que você ainda está ali, que você a vê, que você a deseja, que você a reconhece como a mulher que ela é.
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𝐉 - 𝗷𝗮𝗰𝗸 𝗼𝗳𝗳 ★ | ela costuma se masturbar ?
▃▃ Hyunju raramente se masturba sozinha. Para ela, o prazer isolado quase nunca é neutro; muitas vezes, o toque solitário acaba despertando uma consciência pesada do próprio corpo, trazendo uma melancolia silenciosa que ela prefere evitar.
Por isso, ela escolhe dividir esses momentos com você. A masturbação mútua se torna uma extensão natural da intimidade de vocês, uma forma segura e afetuosa de explorar as mudanças do corpo dela sob o seu olhar amoroso, sem medo e sem julgamento. Há conforto em saber que você a vê, que você deseja cada parte dela enquanto ela se descobre.
Quando estão separadas por algum motivo, Hyunju até se permite se tocar para aliviar a ansiedade. Ainda assim, seus pensamentos nunca se afastam de você. Ela imagina o calor do seu corpo, o peso do seu toque, o som da sua voz sussurrando que a ama. O prazer só vem completo quando você existe dentro dele.
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𝐊 - 𝗸𝗶𝗻𝗸𝘀 ★ | quais são os principais fetiches dela ?
▃▃ Os fetiches de Hyunju não nascem do acaso. Eles são tecidos a partir de experiências profundas de perda de controle e de uma necessidade quase desesperada por uma conexão autêntica, real e inabalável.
• Praise kink (Adoração/Louvor): Esse é, sem dúvida, o maior gatilho dela. Hyunju se desfaz por completo ao ouvir seus elogios durante o sexo, palavras murmuradas entre gemidos, enquanto seus dedos a exploram sem pressa. O efeito é imediato e profundo, nada a excita mais do que sentir-se desejada. É a confirmação que ela passou a vida inteira buscando.
• Leve dominância e restrição: O passado militar deixou nela um gosto pelo controle. Hyunju adora segurar seus pulsos acima da cabeça com uma mão firme, enquanto a outra te conduz ao delírio. A força dela é evidente, quase intimidante, e exatamente por isso tão excitante. Ela gosta de sentir você rendida sob o corpo dela, confiando cegamente que ela sempre vai cuidar de você.
• Inversão de papéis: Como no seu segredo mais sujo, Hyunju anseia por momentos em que é você quem assume o controle. Ser amarrada com cuidado, ter os movimentos limitados enquanto você a fode sem que ela possa fazer nada além de sentir, é aterrorizante e deliciosamente excitante. Para ela, essa entrega é a maior prova de confiança que pode oferecer.
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𝐋 - 𝗹𝗼𝗰𝗮𝘁𝗶𝗼𝗻 ★ | onde prefere transar com você
▃▃ O quarto de vocês é o santuário absoluto de Hyunju. É ali que o mundo exterior fica do lado de fora, onde olhares de julgamento não têm acesso. Ainda assim, ela desenvolveu uma preferência específica pelo chuveiro.
O vapor quente, a água escorrendo pelos corpos, a sensação constante de limpeza fazem com que ela se sinta renovada, quase purificada. Hyunju adora te prensar contra os azulejos úmidos, o som da água abafando os gemidos de vocês duas, criando uma bolha de intimidade impossível de ser rompida. Ela valoriza profundamente a privacidade.
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𝐌 - 𝗺𝗼𝘁𝗶𝘃𝗮𝘁𝗶𝗼𝗻 ★ | o que a deixa excitada
▃▃ O que realmente tira Hyunju do eixo é o desejo cru e incontestável. No instante em que ela percebe que você a quer não por piedade, não por tolerância ou aceitação, mas porque está genuinamente faminta pelo corpo dela, ela perde a compostura.
São os pequenos gestos que a enlouquecem: suas mãos percorrendo as cicatrizes dela com luxúria nos olhos, o jeito como você morde o lábio ao encarar o decote dela, sem tentar disfarçar. Esses detalhes despertam um impulso de te levar para a cama imediatamente. A validação da feminilidade dela através do seu prazer é o combustível que a transforma de uma mulher tímida em uma amante insaciável.
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𝐍 - 𝗻𝗼 ★ | o que ela nunca faria
▃▃ Hyunju estabeleceu limites claros e inegociáveis. Ela jamais aceitaria qualquer prática que envolvesse violência real, simulações de medo extremo ou humilhação verbal depreciativa. O quarto de vocês é o único lugar no mundo onde ela se sente verdadeiramente segura. Qualquer coisa que quebre isso ou que a remeta à crueldade dos Jogos, faria seu corpo travar instantaneamente.
Ela também evita, de forma absoluta, qualquer ato ou linguagem que a masculinize ou invalide a identidade que lutou tanto para conquistar. Para Hyunju, o sexo é uma celebração de quem ela é agora. Qualquer alusão ao antigo papel social é um gatilho de dor que não tem permissão para entrar na cama de vocês.
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𝐎 - 𝗼𝗿𝗮𝗹 ★ | ela prefere fazer ou receber ?
▃▃ Hyunju tem uma preferência quase absoluta por fazer. Ao se concentrar inteiramente em você, ela se sente poderosa, necessária e inteira. Ver você se desfazendo por causa dela é uma forma silenciosa de agradecimento por todo o apoio e amor que recebeu.
Ela gosta do controle de estar entre suas pernas, de observar cada reação, cada mudança na sua respiração. Usa a língua com precisão cuidadosa, determinada a te levar ao limite repetidas vezes.
Receber, por outro lado, é território de extrema vulnerabilidade. Exige que seja você a tomar a iniciativa, a empurrá-la suavemente para a cama, a se posicionar entre as pernas dela.
No começo, o corpo fica rígido, a respiração contida. Mas no instante em que ela sente o calor da sua boca, a umidade da sua língua, algo começa a ceder. Um suspiro trêmulo escapa de seus lábios. As mãos, antes tensas ao lado do corpo, deslizam até seus cabelo para te puxar para mais perto. Ser devorada com a mesma intensidade que ela oferece é uma rendição que a assusta e a liberta.
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𝐏 - 𝗽𝗮𝗰𝗲 ★ | qual é o ritmo dela ?
▃▃ O ritmo de Hyunju é lento, deliberado e profundo. Ela não tem pressa. Para alguém que quase perdeu a vida, cada segundo de prazer é um tesouro que merece ser apreciado. Ela prefere construir a tensão com toques leves, beijos demorados, olhares carregados de intenção, antes de permitir que a intensidade cresça.
Não é bruta; a menos que você peça, e mesmo assim, a ternura nunca desaparece por completo. Hyunju gosta de fazer durar. É como se estivesse recuperando o tempo roubado por identidades falsas e vidas interrompidas. O sexo se transforma em um movimento que é consciente e profundo, deixando vocês duas exaustas e conectadas.
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𝐐 - 𝗾𝘂𝗶𝗰𝗸𝗶𝗲𝘀 ★ | o que ela pensa sobre rapidinhas
▃▃ Hyunju não é entusiasta de encontros apressados. Para ela, a pressa carrega o cheiro do estresse e da sobrevivência constante. Ela pode ceder se você estiver desesperada por ela em um momento de urgência, mas isso nunca será a regra.
Hyunju é o tipo de amante que prefere uma hora de conexão intensa e lenta a quinze minutos de frenesi. Como se quisesse sentir sua alma através da sua pele, sem atalhos.
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𝐑 - 𝗿𝗶𝘀𝗸 ★ | gosta ou não de correr riscos ?
▃▃ O único risco que Hyunju está disposta a correr agora é o de amar você cada vez mais. A adrenalina do perigo físico não a excita – pelo contrário, ativa seus mecanismos de defesa e a coloca em estado de alerta, matando qualquer clima. Depois de anos vivendo no limite, um dos maiores prazeres dela é a segurança.
Saber que ninguém vai entrar pela porta, que não há câmeras, que não existe ameaça alguma, é o que realmente permite que ela se solte. É nessa paz, nessa certeza de proteção, que Hyunju consegue ser intensa, entregue e verdadeiramente selvagem na cama.
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𝐒 - 𝘀𝘁𝗮𝗺𝗶𝗻𝗮 ★ | fôlego e resistência
▃▃ A resistência de Hyunju é impressionante. Anos de condicionamento físico rigoroso deixaram nela um controle preciso do próprio corpo, uma energia que parece não se esgotar. Ela sustenta um ritmo intenso por longos períodos sem dar sinais de cansaço.
Carregar você, te prensar contra a parede, mudar de posição com facilidade, tudo isso vem com naturalidade. Hyunju sente orgulho dessa força e a usa com propósito: garantir que você chegue ao limite. Para ela, é quase uma missão pessoal só se dá por satisfeita quando você está trêmula, suada e completamente rendida nos braços dela.
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𝐓 - 𝘁𝗼𝘆𝘀 ★ | o que acha sobre usar brinquedos eróticos ?
▃▃ Hyunju encara brinquedos eróticos com uma curiosidade cautelosa. No início, existe uma insegurança silenciosa: a dúvida se ela não é suficiente. Mas quando você apresenta a ideia como uma extensão do prazer compartilhado, e não como substituição, algo muda. Ela se permite gostar.
Descobre fascínio na forma como esses objetos intensificam suas reações, na tecnologia colocada a serviço do desejo. Ela gosta especialmente de usá-los em você, observando atentamente cada resposta do seu corpo. Para Hyunju, qualquer ferramenta que facilite o seu orgasmo é bem-vinda, desde que o centro de tudo continue sendo a conexão entre vocês duas.
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𝐔 - 𝘂𝗻𝗳𝗮𝗶𝗿 ★ | como ela gosta de te provocar
▃▃ Hyunju adora provocar de forma sutil, estendendo a tensão ao longo do dia. Um beijo demorado demais no seu pescoço antes de sair para o trabalho. Uma mão que desliza pelo cós da sua calça enquanto vocês aguardam na fila do supermercado, como se fosse um descuido.
Mas a provocação favorita dela é verbal. Em momentos de silêncio, ela se inclina e sussurra no seu ouvido, falta enquanto estava nos jogos, o que imaginava fazer com você naquela cama fria do dormitório. Ela gosta de acender o fogo com toques mínimos e olhares carregados, apenas para te devorar por inteira quando finalmente chegam em casa.
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𝐕 - 𝘃𝗼𝗹𝘂𝗺𝗲 ★ | barulhenta ou silenciosa ?
▃▃ Contida, mas profundamente expressiva. No início, Hyunju tenta manter a compostura: respiração controlada, maxilar tenso, gemidos abafados que morrem na garganta. Conforme o controle escapa, a voz dela muda. Torna-se rouca, mais grave, carregada de vulnerabilidade.
Ela fala durante o ato: não necessariamente palavras sujas o tempo todo, mas confissões, pedidos baixos, declarações de necessidade. Ouvir ela dizer seu nome, entrecortado por gemidos profundos quando finalmente chega ao ápice, é a prova de que você conseguiu atravessar todas as defesas que ela construiu.
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𝐖 - 𝘄𝗶𝗹𝗱 𝗰𝗮𝗿𝗱 ★ | um drabble de vocês
▃▃ Meses haviam se passado desde a noite em que Hyunju retornou dos jogos. A mulher que atravessou a porta do apartamento naquela madrugada não era a mesma que partira. Havia algo permanentemente tenso em seu olhar, uma sombra silenciosa repousando sobre os ombros largos, como se o corpo jamais tivesse esquecido que o perigo existia, mesmo nos raros momentos de descanso profundo.
As cicatrizes não estavam apenas na pele. Estavam entranhadas na alma, profundas demais para desaparecerem por completo. Ainda assim, ela dizia que ao seu lado, cada dia se tornava mais suportável. Que cada noite nos seus braços era uma pequena vitória contra os fantasmas que insistiam em persegui-la.
Acordar envolvida pelo peso quente e protetor do corpo dela havia se tornado o melhor e mais viciante dos hábitos. Hyunju dormia com uma imobilidade quase inquietante, um sono pesado, que você sabia ser um privilégio raro. Mesmo inconsciente, ela nunca te soltava.
O aperto era quase desesperado, como se ela precisasse se ancorar em você para não ser arrastada de volta pelas memórias. Naquela manhã, a luz pálida do sol atravessava a fresta da cortina, tingindo o quarto de dourado e cinza. Você se mexeu levemente, o corpo reclamando da necessidade de levantar, e sentiu a mão dela apertar sua cintura com força súbita.
── Fica aqui, amor... ── Hyunju murmurou, a voz arranhada de sono contra a sua nuca, o hálito quente fazendo sua pele arrepiar. ── Só mais um pouquinho.
Você parou no mesmo instante. O corpo relaxou sem resistência ao pedido suave, quase um comando. Girando devagar dentro do abraço dela, com cuidado para não quebrar o feitiço daquela manhã suspensa no tempo, você ficou de frente para Hyunju. Os olhos dela ainda estavam fechados, as pálpebras tremendo levemente, mas o aperto em sua cintura não cedeu nem um centímetro.
Em repouso, o rosto dela parecia mais jovem, sereno e livre da vigilância constante que carregava acordada. Você levou a mão até sua face, os dedos desenhando a linha firme da mandíbula, a curva macia dos lábios. Hyunju suspirou com o toque e se inclinou contra sua palma instintivamente, como um animal buscando carinho. Um som baixo que vibrou em seu peito.
A mão dela deslizou da sua cintura para baixo, a palma se acomodou sobre a curva da sua bunda por cima do tecido fino da calcinha. O movimento foi lento, preguiçoso e perigosamente intencional. Um calor imediato se espalhou pelo seu ventre.
── Eu sonhei com você a noite inteira... ── a voz dela era um veneno doce, cada palavra carregada de promessas sujas. ── Com o seu gosto. Com o som que você faz quando eu enfio a língua em você. Seria muita crueldade não transformar esse sonho em realidade, não acha?
Hyunju abriu os olhos. O olhar sonolento se dissolveu em algo mais profundo. Uma fome escura e familiar, que existia apenas para você. O polegar pressionou entre suas coxas, um toque calculado que arrancou o ar dos seus pulmões.
── Hyunju... ── você tentou protestar, a consciência fraca demais para sustentar a tentativa. ── A gente tem tanta coisa pra fazer...
Ela ignorou seu aviso. Num movimento fluido, virou-se sobre você, o corpo pesado e quente te prendendo contra o colchão. Hyunju se apoiou nos cotovelos, os cabelos escuros caindo ao redor de vocês como uma cortina, isolando o mundo. O cheiro dela te envolveu.
── Você fica ainda mais linda de manhã. ── sussurrou, os lábios roçando os seus.
Quando ela finalmente te beijou, foi primeiro suave. Depois profundo. A língua dela invadiu sua boca com uma certeza que fez seu corpo derreter inteiro. Suas mãos subiram para o cabelo dela, os dedos se enroscando nos fios enquanto você devolvia o beijo com a mesma fome e o mesmo desespero contido.
Ao se afastar, ambas estavam ofegantes. Um fio de saliva ainda ligava suas bocas, e Hyunju o lambeu lentamente, um sorriso satisfeito curvando seus lábios.
── Eu preciso de você. ── a voz agora era grave, sem nenhum traço de sono. ── Preciso te sentir agora.
Ela começou a descer, o corpo deslizando sobre o seu, os lábios deixando um rastro quente pelo seu pescoço, seu peito, sua barriga. As mãos seguraram seus quadris, te mantendo imóvel. O rosto dela parou a poucos centímetros da sua buceta, o calor da respiração atravessando o tecido já úmido da calcinha. Hyunju ergueu o olhar para você, os olhos escuros brilhando com uma intensidade que te fez tremer.
── Me diz o que você quer que minha língua faça com essa buceta... ── os dedos enganchados no elástico da calcinha puxaram de leve, apenas para provocar. ── Quero ouvir você pedir, amor.
A ordem disfarçada de pedido, atingiu você como um choque elétrico. O ar ficou preso em seus pulmões, num misto de vergonha e excitação. Seus quadris se moveram sozinhos contra o colchão, um movimento desesperado.
── Hyunju, por favor... ── sua voz quebrou no meio do sussurro, frágil demais para conter o tamanho do desejo que ardia em você. ── Eu quero... eu quero que você me chupe.
A confissão quebrou algo no ar. A tensão se desfez em um silêncio denso, e por um breve instante a expressão dela suavizou. Num movimento decidido, Hyunju afastou o tecido para o lado, expondo você por completo, o clitóris já inchado e sensível, pulsava em expectativa.
O olhar dela se prendeu ali com uma concentração quase reverente, e você teve a nítida sensação de estar sendo devorada apenas pela forma como ela te observava.
── Qualquer coisa por você... ── murmurou, antes de boca finalmente descer.
O primeiro contato foi devastador. Os lábios quentes e úmidos se pressionaram contra sua pele sensível, um beijo profundo e molhado. Um gemido escapou de você, e suas mãos foram direto para os ombros largos dela, as unhas cravando na pele em busca de apoio.
Você sentiu os músculos dela se contraírem sob o toque antes que a língua surgisse lenta e deliberada, traçando um caminho incandescente do início da sua fenda até o clitóris já sensível. O som que escapou de você foi alto demais, abafado às pressas pela sua própria mão.
Ela não te deu espaço para se recompor. A língua começou a trabalhar com precisão implacável, quase cruel na calma com que provocava. Hyunju circulava seu clitóris com paciência calculada antes de pressionar com força suficiente para fazer estrelas explodirem atrás das suas pálpebras.
Suas pernas tremiam sem controle, tentando se fechar por instinto, mas as mãos dela eram como aço em seus quadris, mantendo você aberta, exposta e completamente à mercê dela.
── Você gosta disso, amor? ── a pergunta veio abafada entre suas coxas, a vibração da voz intensificando tudo.
── Porra... sim... ── você respondeu trêmula, a cabeça pendendo para trás no travesseiro enquanto o prazer tomava conta. ── Não para... por favor...
Hyunju obedeceu sem hesitar. O ritmo aumentou, a língua se tornando um borrão quente e preciso contra seu clitóris. Ela sugou com força, criando uma pressão quase insuportável, puxando você cada vez mais para a beira do abismo. Você estava perto. O prazer se acumulava no fundo do seu ventre, uma onda prestes a se romper.
Por um instante, você abriu os olhos, a visão turva, e a viu completamente entregue. Os cabelos escuros espalhados sobre sua barriga, os olhos fechados em concentração absoluta, a boca trabalhando na buceta com uma devoção que beirava o sagrado. Seus gemidos escapavam mais altos, mais quebrados, incapazes de serem contidos.
── Hyunju... eu vou gozar... ── você agarrou os cabelos dela com força, puxando sem pensar, os quadris se movendo desesperados contra a boca.
Ela não respondeu. Apenas intensificou. A língua pressionava sem dar trégua, faminta e insistente, como se a própria vida dela dependesse do seu prazer. Então o mundo se desfez. O orgasmo te atravessou com a violência de um impacto esmagador. Ondas de prazer branco e absoluto tomaram seu corpo, fazendo suas pernas tremerem enquanto você se arqueava em espasmos descontrolados.
Você sentiu seu gozo inundar a boca dela, e Hyunju não recuou. Engoliu tudo, a garganta se movendo antes de continuar lambendo você com cuidado quase cruel, acompanhando cada último tremor, garantindo que nada fosse desperdiçado.
Quando o prazer finalmente cedeu, você permaneceu ali, ofegante e exausta. Hyunju subiu devagar, o rosto corado, os lábios inchados e brilhando. O olhar que ela te lançou era carregado de uma adoração tão intensa que fez seu peito apertar. Ela se inclinou para te beijar, um beijo lento e profundo, devolvendo a você o próprio gosto misturado ao dela.
── Você é perfeita. ── sussurrou contra seus lábios, a testa encostada na sua, as respirações se misturando. ── Porra, eu te amo tanto...
E ela ficou ali, te abraçando com força, como se o mundo lá fora pudesse – e devesse, esperar mais um pouco antes de tentar roubar vocês duas outra vez.
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𝐗 - 𝘅-𝗿𝗮𝘆 ★ | como é embaixo da roupa
▃▃ O corpo de Hyunju é um mapa vivo da própria história: uma mistura delicada de força e suavidade. Alta, de ombros largos e músculos definidos herdados do exército, agora suavizados pelas curvas que conquistou ao longo da transição.
As cicatrizes marcam sua pele como capítulos de sobrevivência. Ela não as enxerga como falhas, mas como provas de vitória. Ainda está aprendendo a amar completamente esse corpo, e a forma como você o adora, é essencial nesse processo de aceitação.
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𝐘 - 𝘆𝗲𝗮𝗿𝗻𝗶𝗻𝗴 ★ | o quanto ela te deseja
▃▃ O desejo que Hyunju sente por você é constante, profundo. Não é apenas sexual, é existencial. Você foi quem validou a humanidade dela quando o mundo tentou apagá-la.
Anseia pelo seu toque como se fosse oxigênio. Mesmo fora do sexo, precisa da sua presença, do seu calor, da certeza de que você está ali. Para Hyunju, você vale mais do que qualquer prêmio ou porquinho de dinheiro. E a ideia de te perder é o único medo que ainda faz suas mãos tremerem.
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𝐙 - 𝘇𝘇𝘇 ★ | como vocês dormem depois ?
▃▃ O sono nunca foi simples para Hyunju, os pesadelos costumam encontrá-la antes do descanso. Mas com você, dormir se torna possível. Depois que os corpos se acalmam, ela te puxa para perto. O corpo dela se curva ao redor do seu, um braço firme, envolvendo sua cintura enquanto ela enterra o rosto no seu cabelo, respirando fundo, decorando seu cheiro.
É uma posição onde ela se sente segura e protetora ao mesmo tempo: um escudo vivo contra os fantasmas do passado. Muitas vezes, você adormece ouvindo o coração dela bater forte e constante contra suas costas. Hyunju só se permite fechar os olhos depois de ter certeza absoluta de que você está segura, tranquila e em paz.
Hi, my love. I'd like to make a request... could you write a "cockwarming" smut with the WHC boys? (Sieun, Suho, Seongje, Baku, Gotak, Baekjin, Beomseok, Wooyoung, and Juntae; there are practically no fanfics about them 💔) I would love it if you wrote it. I love your work.
ɴᴏᴛᴀs ᴅᴀ ᴀᴜᴛᴏʀᴀ: peço desculpas pela demora. meu irmão ficou doente acabou passando pra mim. então tô escrevendo minhas histórias com calma. eu coloquei o Seokdae, espero que não se importe. enfim, obrigada pela paciência e espero que goste.
섹𓂃 𝘄𝗲𝗮𝗸 𝗵𝗲𝗿𝗼 𝖻𝗈𝗒𝗌﹗
.ᐟ 𝗌𝖼𝖾𝗇𝖺𝗋𝗂𝗈 ⎯⎯ ˙✦ cockwarming
⟢ . 𝗙𝗘𝗔𝗧𝗨𝗥𝗜𝗡𝗚 ! Yeon Sieun.. Ahn Suho.. Oh Beomseok.. Jeon Seokdae.. Seo Juntae.. Kang Wooyoung.. Go Hyuntak.. Park Humin.. Geum Seongje.. Na Baekjin
⟢ . 𝗪𝗢𝗥𝗗 𝗖𝗢𝗨𝗡𝗧 ! 12.K
⟢ . 𝗪𝗔𝗥𝗡𝗜𝗚𝗦 ! MDNI (18+ explicit), fem!reader, obscenidade, linguagem de baixo calão, cockwarming (aquecimento de pau), provocações, dinâmica sub!dom, conversa suja (dirty talk), dry humping, degradação, elogios (praise kink), puxão de cabelo, jogo de mamilos (nipple play), sucção, torção por tamanho (size kink), penetração desprotegida, dacrifilia, superestimulação, freeuse (uso livre).
⤷english version
𓍯 ִֶָ ︳YEON SIEUN .
A atmosfera no quarto de Sieun era espessa, como se o ar carregasse uma gravidade própria. O silêncio só era rompido pelo arranhar metódico da caneta contra o papel, cada traço iluminado pelo brilho âmbar da luminária. A escrivaninha estava tomada por livros abertos e anotações alinhadas com precisão.
Sieun permanecia sentado na cadeira, o corpo imóvel, o rosto impassível enquanto escrevia como se nada além daqueles cálculos importasse. Mas o pulsar quente e pesado do pau dele dentro de você contava outra história. Você estava sentada em seu colo, as costas pressionadas ao peito firme, sentindo o calor dele atravessar a camada fina da sua blusa. Era um preenchimento sutil, mas profundo, que irradiava ondas lentas e torturantes por todo o seu corpo.
A ideia, como tudo que vinha de Sieun, não foi um convite, mas uma suposição lógica. Ele propôs com a mesma seriedade de quem sugere uma nova forma de organizar anotações: uma otimização de tempo, unir o útil ao prazeroso. Avançar nos estudos enquanto estava dentro de você. E agora, a teoria era testada com uma tranquilidade irritante.
O quarto permanecia suspenso em quietude, e você tentava controlar a respiração que insistia em acelerar. A cada ajuste sutil que ele fazia para se acomodar na cadeira, o movimento despertava um incêndio lento e incômodo no seu baixo ventre, uma pressão que quase pulsava por conta própria.
─ Sieun… ─ você murmurou, a voz saiu num fio trêmulo.
Seus gemidos curtos escapavam sem permissão, que no silêncio denso, parecia ressoar alto demais, como ecos indiscretos. Sieun soltou um suspiro mínimo. A mão que não segurava a caneta pousou firme na sua cintura, dedos longos afundando na carne.
─ Não se mexa. ─ ele murmurou contra sua orelha, a voz baixa e grave o suficiente para eriçar sua pele. ─ Estou tentando me concentrar.
Sieun voltou a escrever, fazendo a frustração e excitação se chocaram dentro do seu corpo como uma faísca insuportável. Ele estava completamente enterrado fundo dentro de você, mas seu corpo permanecia calmo, como se você não estivesse empalada nele, como se ele fosse capaz de transformar até esse momento em foco absoluto.
Você sentia os músculos das costas dele se moverem a cada anotação, o cheiro limpo envolvendo seus sentidos. Seu quadril ansiava por movimento, por atrito, por alívio. Um gemido frustrado escapou antes que pudesse conter.
E então você sentiu o pau dele latejar, um espasmo exposto e involuntário. O canto dos lábios dele se ergueu em um sorriso quase invisível, num gesto de diversão e constatação. Sieun não olhou para você, mas algo na energia dele mudou.
─ Você tá me distraindo com esses barulhos. ─ a mão dele deslizou da sua cintura para dentro da sua blusa, traçando suas costelas com um toque lento. ─ Se continuar, vou demorar mais pra terminar.
─ Isso é tortura... ─ você choramingou, a cabeça pendendo para trás, repousando sobre o ombro dele.
Seu interior se apertava ao redor dele, quente e úmido, como um convite que você não podia completar. A urgência crescia, e a tensão enchia o ar como um calor denso que quase podia ser cortado.
─ É um exercício de disciplina. ─ ele corrigiu calmamente, se inclinando, a boca roçando a pele do seu pescoço. ─ Pra nós dois.
Um beijo lento e úmido pressionou sua garganta. Seu corpo estremeceu, e você sentiu a reação imediata dele, uma contração profunda e intensa dentro de você. A cada segundo, a consciência de que você não podia se mover era uma corda esticada entre o prazer e a agonia.
─ Falta pouco pra eu terminar esse capítulo. ─ ele murmurou, quase inaudível. ─ Até lá, você vai ficar quieta e me aquecer. Entendeu?
Você engoliu seco. Seu corpo vibrava com necessidade crua, mas a promessa implícita na voz dele era a única coisa segurando você no lugar.
─ Entendi… ─ você disse, a voz trêmula.
Sieun retomou a postura, voltando a escrever. A caneta riscou o papel de novo, metódica e fria. E você permaneceu imóvel no colo dele, como o calor que o mantinha ancorado até o limite, enquanto contava cada linha, cada segundo, à espera do instante em que o controle dele finalmente cederia.
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𓍯 ִֶָ ︳AHN SUHO .
Você estava deitada na cama de Suho, o lençol fresco beijando sua pele, vestindo apenas uma camisa velha dele, cheirando a sabão e ao perfume masculino discreto que sempre o acompanha, e uma calcinha fina que mal servia de barreira enquanto esperava por ele sob a luz morna do abajur.
O som suave da porta abrindo havia chegado há cerca de vinte minutos. Suho entrou calado, mas você sentiu sua presença antes mesmo de levantar os olhos. Ele disse um “oi” rouco, beijou sua testa e desapareceu no banheiro.
O suspiro cansado dele ecoou pelas paredes frias, tudo isso te embalou em uma antecipação silenciosa. Depois de um dia exaustivo para os dois, Suho havia insistido que você ficasse. Você aceitou sem pensar duas vezes, o corpo dele era o seu lugar favorito para adormecer.
Você escutou o chuveiro parar, acompanhado por sons de passos. A porta se abriu com um estalo tranquilo. A luz do banheiro recorta a silhueta dele: short moletom, gotas d’água deslizando pelo torso, o cheiro limpo de sabonete preenchendo o quarto.
─ Não dormiu ainda? ─ ele perguntou, inclinando a cabeça com um meio sorriso preguiçoso.
Ele nem esperou resposta. O colchão afundou sob o peso, puxando você sem esforço para mais perto. O braço envolveu sua cintura em um gesto que beirava o territorial, o queixo encostou no topo da sua cabeça. Você fechou os olhos, respirando o calor recém-saído do banho. Por alguns segundos, foi só isso: quietude, aconchego e pertencimento.
A intenção dele era só dormir, ou assim você imaginou. Mas, ao se ajeitar atrás de você, algo duro e quente pressionou entre suas pernas, ignorando completamente o plano inicial. A pulsação bateu contra o tecido fino da sua calcinha, e uma faísca atravessou seu corpo inteiro. Cansado ou não, Suho estava excitado. E isso, por si só, já era o bastante para roubar seu ar.
Você pensou que ele fosse te virar. Que puxaria seu rosto, tomaria sua boca, buscaria seu pescoço com urgência. Mas nada disso aconteceu. Suho não quebrou o silêncio, não desceu a mão pela sua coxa, não marcou sua pele. Ele apenas se esfregou devagar, quase como se fosse sem querer, até deixar claro que não era.
A respiração quente na sua nuca ficou mais pesada. E você se moveu um pouco, um teste tímido, e a resposta foi imediata. Ele pressionou a ereção com mais força, arrancando de si um grunhido baixo que vibrou contra suas costas.
─ Suho...? ─ você sussurrou, o som quase inaudível.
─ Hm? ─ o murmúrio saiu rouco e arrastado, como se o sono puxasse metade do corpo dele, enquanto a outra metade ainda estava desperta.
Você virou o rosto para encará-lo. Na penumbra, os olhos dele encontraram os seus com aquele meio sorriso, o mesmo que sempre entregava que ele sabia exatamente o que se passava na sua cabeça.
─ Posso dormir dentro de você hoje? ─ ele perguntou sem rodeios, como se estivesse pedindo um travesseiro extra.
─ Dormir… como? ─ você piscou, confusa, achando por um segundo que aquilo fosse só um devaneio causado pelo cansaço.
O som que Suho fez foi um grunhido grave e fundo, irritante de tão preguiçoso, e ainda assim carregado de desejo. Ele não se deu ao trabalho de explicar. O braço que descansava na sua cintura deslizou para baixo, os dedos frios contrastando com a sua pele quente.
Ele encontrou o elástico da sua calcinha e puxou de lado, abrindo espaço para o ar frio do quarto tocar sua pele sensível. A mão afundou entre suas pernas, dois dedos espalhando devagar a umidade que já começava a escorrer. Seu corpo inteiro reagiu ao toque, acendendo de imediato.
─ Me deixa dormir enterrado dentro de você. ─ ele repetiu baixo, contra sua orelha. ─ Sem tirar. Sem foder. Só… ficar.
Sua respiração falhou, e Suho aproveitou sua hesitação na mesma hora. O corpo se ajustou ao seu, abaixando a bermuda só o suficiente. A ponta grossa deslizou entre seus lábios, encontrando sua entrada quente e úmida.
Com um empurrão lento, quase cuidadoso, ele afundou dentro de você, centímetro por centímetro. O alívio dele veio em um gemido abafado contra o seu pescoço.
─ Suho… ─ você tentou protestar, mas a voz saiu trêmula, o alongamento te fazendo arquear involuntáriamente das costas.
─ Shh… ─ ele enterrou o rosto no seu cabelo, respirando fundo, como se estivesse finalmente encaixando o corpo no lugar certo. ─ Não mexe. Se não eu perco o sono.
O braço voltou a envolver sua cintura, puxando você ainda mais para trás. Ele não se moveu. Apenas ficou ali, profundamente enterrado, o peso do braço tornando impossível qualquer tentativa de escapar.
Suho jogou a perna por cima da sua, prendendo você no lugar, e depositou um beijo demorado na curva do seu ombro. O gesto era quase carinhoso demais para contrastar com a forma como ele te preenchia.
A intimidade da posição fez seu corpo reagir por conta própria; tensionando e pulsando, se moldando lentamente ao dele. Você tentou girar levemente o quadril, buscando aliviar a pressão.
O som que escapou da sua boca foi uma mistura desorganizada de dor e prazer, e ele percebeu na hora. A mão apertou sua cintura com força suficiente para te impedir de tentar de novo.
─ Nem pense nisso, princesa. ─ a voz saiu grave e preguiçosa. ─ Fica quietinha e me aquece. É só isso que você precisa fazer.
As palavras fizeram seu ventre vibrar. Ele estava tão fundo que parecia impossível que o corpo estivesse realmente relaxando daquele jeito.
Sua mente tentou se concentrar em qualquer outra coisa, lutando contra o impulso quase doloroso de rebolar devagar, de buscar fricção, de transformar aquela quietude imposta em algo urgente.
Ainda assim, seu corpo te traiu. Os músculos internos se contraíram ao redor dele em um aperto involuntário, arrancando de Suho um resmungo baixo e sonolento. A mão dele apertou sua cintura de novo, um aviso firme e silencioso, fazendo-a parar imediatamente.
Então ele começou a passar os dedos pelo seu cabelo, um cafuné lento, quase carinhoso demais para a posição em que te mantinha. Era, ao mesmo tempo, a coisa mais pura e mais obscena que ele já tinha feito com você. A cabeça deslizou até a curva do seu pescoço, e a respiração foi desacelerando aos poucos, até se tornar regular.
─ Se você me deixar dormir assim… sem reclamar, sem tentar me tirar no meio da noite… ─ ele murmurou, a voz arrastada pelo sono que já o puxava para baixo. ─ De manhã eu te fodo direito. Prometo.
As palavras cortaram seu fôlego. O corpo dele ainda pulsava suave dentro da sua buceta, quente e pesado. Você fechou os olhos, rendida. Ele queria dormir e acordar ali, aninhado em você, queria começar o dia te destruindo lentamente. A expectativa disso te atravessou como uma onda de calor.
Você sentiu o instante exato em que o cansaço o venceu. O corpo dele cedeu por completo, ficando ainda mais pesado, ainda mais fundo dentro de você.
Então você parou de se mover. Deixou que o corpo dele moldasse o seu, o peso te segurando no lugar. E a última coisa que invadiu sua mente antes do sono foi a sensação do pau dele profundamente aninhado ali, e a promessa obscena e silenciosa, esperando pelo amanhecer.
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𓍯 ִֶָ ︳OH BEOMSEOK .
A luz do fim de tarde entrava em filetes pelas frestas das cortinas pesadas, atravessando o quarto de Beomseok com um dourado abafado e quase irreal. Você estava aninhada ao lado dele na cama, o livro aberto sobre suas pernas já havia perdido o sentido há minutos. Sua atenção estava nele, no modo como falava distraidamente sobre o dia, mas sem realmente estar ali.
Havia algo deslocado em Beomseok. Uma tensão quase imperceptível nos ombros, o olhar que vagava longe demais. Você já aprendera a reconhecer esses sinais.
─ Beomseok… o que foi? ─ você murmurou, inclinando-se para frente e tocando o braço dele com dedos. ─ Parece que sua cabeça tá em outro lugar.
Ele demorou a responder. Ficou olhando para o teto, respirando como quem tenta encontrar o centro de si mesmo antes de falar.
─ Tá tudo bem? ─ você insistiu, ajeitando-se e puxando as pernas para perto do corpo. ─ O seu pai fez alguma coisa?
Os olhos dele enfim encontrou o seu. Era um olhar dócil, mas atravessado por uma rachadura de vulnerabilidade. Beomseok se ajoelhou na cama, o colchão afundando sob o peso.
─ Não tem nada a ver com ele. É só… uma coisa que eu li ontem. ─ ele disse, os dedos roçando distraidamente a própria coxa, como se quisesse apagar uma sensação imaginária. ─ Mas você vai achar bizarro.
A voz saiu baixa, quase envergonhada. Mas havia um brilho contido em seus olhos escuros, aquela faísca íntima que só aparecia quando ele se permitia desejar algo de verdade.
─ Tenta. ─ você o encorajou, inclinando-se um pouco mais, num convite silencioso.
Ele desviou o olhar para o óculos esquecido na mesa de cabeceira, os lábios se unindo numa linha tensa, pesando o risco de se expor. A simples ideia de verbalizar uma necessidade tão lasciva o fazia recuar, um reflexo das cicatrizes invisíveis que o impediam de manifestar desejos que pudessem parecer errados.
─ É idiota… ─ ele murmurou, quase sem voz. ─ Idiota e estúpido. Mas eu não consigo tirar da cabeça.
─ Nada que vem de você é estúpido pra mim. ─ sua mão se esticou, afastando com cuidado alguns fios rebeldes do rosto dele. ─ Pode falar, eu não vou te julgar. Você sabe disso.
A suavidade da sua voz pareceu dissolver parte da armadura dele. Sua expressão ficou mais exposta, mais faminta, com uma intensidade não vinha apenas do corpo.
─ Eu estava num fórum ontem… ─ ele começou, procurando as palavras como quem pisa sobre gelo fino. ─ E acabei lendo um artigo…
─ Sobre o quê?
─ Sobre quando um casal fica… conectado. Mas sem se mover. ─ ele respirou fundo. ─ Apenas… aquece.
O silêncio que seguiu não foi desconfortável, mas carregado de algo quente, curioso e inesperadamente íntimo.
Ele desviou o olhar, mas o alívio de finalmente confessar se refletiu na curvatura leve de seu sorriso. A ideia o excitava visivelmente, e você sentiu o próprio corpo reagir ao perceber isso.
─ Então… você quer que eu aqueça seu pau? ─ sua voz saiu propositalmente baixa, quase um suspiro.
Ele arfou, um som quase inaudível, causando um tremor discreto no peito. A maneira como a respiração dele falhou, denunciava o impacto da frase.
─ Você não vai achar que eu fiquei… estranho? ─ ele perguntou, como se ainda esperasse ser afastado.
─ Você já é estranho, Beomseok. ─ você sorriu, inclinando-se para sussurrar contra a orelha dele. ─ É exatamente por isso que eu gosto de você.
O que restava de sua hesitação se desfez num riso abafado e nervoso. E então as mãos encontraram seu rosto, te puxando para um beijo que não pedia permissão. O ritmo começou lento, mas logo se tornou tenso e úmido, como se ele quisesse memorizar cada detalhe do seu gosto.
Beomseok a deitou no colchão com cuidado, mas o peso sobre seu corpo deixava claro que sua contenção estava pendurada por um fio.
Com os joelhos, ele afastou suas pernas. Os dedos encontraram o zíper da sua calça, removendo a peça jeans junto a calcinha num único gesto fluido, o tecido arranhando de leve suas coxas antes de cair no chão.
O beijo se quebrou, um fio de saliva ainda os ligando, enquanto ele permanecia acima de você, respirando acelerado, a pupila se dilatada. O brilho tenso e excitado no olhar era quase hipnótico.
Beomseok se ergueu levemente para abaixar a própria calça e a cueca, liberando o pau já duro e pulsante. Os olhos nunca deixaram os seus, carregados de uma mistura de fome e uma reverência que fazia seu coração disparar.
Ele roçou a glande na sua entrada antes de deslizar por completo para dentro de você. Um gemido que escapou de sua garganta, pelo preenchendo repentino foi quase dolorido.
Em vez de se mover, ele afundou o rosto na curva do seu pescoço, respirando pesado. O cabelo roçava sua pele, e você sentiu um tremor percorrer o corpo dele, como se cometesse o ato mais proibido do mundo.
─ Porra… é tão quente… ─ ele murmurou contra sua pele, a voz abafada pelo esforço de permanecer imóvel.
O calor dele parecia vivo; denso e latejante, te pressionando por dentro como se cada veia pulsasse contra você. Ele estava tão fundo que chegava a doer de um jeito bom, uma dor abafada que se transformava em prazer estático e constante, mais intenso do que qualquer estocada poderia ser.
Seus braços subiram pelas costas dele num reflexo, puxando-o para ainda mais perto, como se pudesse fundi-lo ao seu corpo. Um pedido silencioso por um movimento que vocês tinham prometido não dar.
Você fechou os olhos por um segundo, deixando que a sensação de ser aberta e preenchida sem que a pressa tomasse conta, seus músculos internos apertando e abraçando o pau dele de forma lenta, viciosa e profunda.
─ Eu não acredito que você viu isso num fórum e pensou: “perfeito, vou colocar minha namorada pra me aquecer”. ─ seus dedos deslizaram pelo peito dele sob a camisa, sentindo o coração acelerado. ─ O que você anda pesquisando na internet?
Beomseok arfou forte, o som grave e áspero, que sempre entregava quando o autocontrole dele começava a falhar. Levou o rosto para longe do seu pescoço por um instante, apoiando os cotovelos ao lado da sua cabeça como se precisasse ancorar o próprio corpo.
─ Eu não pesquisei nada. Só apareceu. ─ ele murmurou, o olhar fixo no seu. ─ E aí eu fiquei pensando em você... em nós dois.
Seu peito apertou. Havia tanta sinceridade crua naquela simples frase que você perdeu o ar por um segundo, como se ele tivesse se exposto mais agora do que ao entrar dentro de você. A confissão ficou pairando entre vocês, íntima e vulnerável, tão profunda quanto a junção dos corpos.
Sua mão subiu até o rosto dele, contornando a mandíbula tensa, sentindo na ponta dos dedos a batalha que ele travava para permanecer imóvel. Beomseok respirou fundo, a respiração pesada e irregular, cada músculo vibrando com o esforço de se conter.
─ Você é tão gostosa… ─ ele sussurrou, a voz trêmula pelo esforço. ─ Senti falta de você me apertando assim…
Você enroscou os dedos no cabelo dele e o puxou para mais perto, prendendo os quadris dele com as pernas. O atrito sutil aumentou a tensão, o sentindo pulsar dentro de si; imóvel, mas preenchendo cada espaço.
O espasmo te arrancou um arrepio imediato. Seus músculos internos apertaram ao redor do pau dele, e o gemido que escapou de sua boca foi quase um lamento.
─ Assim? ─ você provocou, a voz falhando um pouco.
─ Sim… me aperta mais, amor. ─ ele murmurou, em um suspiro pesado. ─ Eu quero sentir você me segurando assim pra sempre.
Beomseok deslizou a boca pelo seu pescoço, depositando beijos úmidos que faziam sua pele estremecer. Pequenas gotas de suor já brilhavam na testa dele, denunciando o esforço quase sobre-humano de manter o corpo imóvel dentro do seu.
Uma de suas mãos abandonou o colchão e subiu até seus seios, envolvendo um deles por cima da blusa, beliscando o mamilo devagar e apertando de forma cuidadosa, mas ainda assim faminta.
Sua coluna arqueou sem que você conseguisse evitar, e o leve ajuste do seu quadril forçando a entrada arrancou um gemido rouco e engasgado dele, um som que parecia conter cada estilhaço da sua autopreservação.
Era enlouquecedor pensar que ele se segurava daquele jeito só para cumprir uma fantasia que tinha tido por sua causa.
Seus dedos afundaram nos braços dele, unhas arranhando a pele quente, tentando transmitir a ele a mesma urgência devastadora que te consumia.
O tempo pareceu parar ali. Só os dois corpos conectados, o calor pulsando entre vocês, as respirações pesadas enchendo o quarto, como uma câmara de isolamento onde só existia a intimidade crua e a promessa silenciosa de que, quando a quietude terminasse, ele a recompensaria por sua paciência.
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𓍯 ִֶָ ︳JEON SEOKDAE .
O ar dentro do carro velho de Seokdae era pesado, quase sólido, saturado pelo cheiro recente do cigarro e pelo calor que irradiava dos seus corpos colados. Os vidros embaçados isolavam vocês do mundo exterior, como se a rua deserta tivesse deixado de existir. A única claridade vinha da lâmpada interna fraca, que projetava sombras duras sobre o painel gasto e sobre o rosto dele, tenso, esculpido pela irritação contida.
Você estava montada em seu colo, o vestido enrolado na altura dos quadris, expondo a pele das coxas que roçava no tecido áspero da calça parcialmente aberta.
A calcinha, puxada para o lado com a impaciência que ainda ardia na memória, permitia que ele estivesse enterrado até o fundo dentro de você: rígido, quente e pulsando como uma presença viva que te preenchia ao ponto do desconforto e um limite doloroso, mas viciante.
Ele não se movia. Só segurava firme a base da sua coluna, como se quisesse mantê-la exatamente ali, sentindo cada milímetro dele sem nenhum alívio.
Seu rosto estava escondido no pescoço dele, na tentativa frustrada de acalmá-lo, de suavizar o humor cortante que emanava do peito dele. Mas Seokdae não cedia. Nunca cede quando está com raiva.
E a raiva dele, fervia silenciosamente, alimentada pelo fato de você ter se intrometido nos assuntos com Gilsu. No mundo sujo que o prende e do qual você insiste, teimosamente, em querer puxá-lo para fora.
Ele admira sua coragem, o impulso de defendê-lo, mas a ideia de você sofrer por causa dele é a única coisa que o fere de verdade. E ele não pode permitir.
─ Seokdae… por favor… ─ você murmurou, a voz abafada, tremendo de frustração e necessidade. ─ Eu não aguento mais... eu quero me mexer.
Ele não respondeu de imediato. O brilho vermelho da brasa do cigarro iluminava metade do rosto, revelando uma expressão quase vazia, mas não neutra. Era contenção, medo transformado em irritação. Ele tragou fundo, o som seco cortando o silêncio, antes de soltar a fumaça pela fresta da janela.
─ Você sabe o quanto eu odeio quando você não faz o que eu peço. ─ a voz saiu de um jeito que assustava mais do que qualquer grito. ─ Eu falei pra não se meter com o Gilsu.
─ Eu só queria te ajudar… ─ você mordeu o ombro dele, uma súplica desesperada.
─ Não é seu trabalho me salvar. ─ ele corrigiu, sem elevar o tom, mas você sentiu a vibração irritada atravessando o peito dele. ─ Eu sei me virar. Você se meter vira mais uma coisa pra eu ter que proteger.
A frustração dele não estava na forma como te segurava, e sim no motivo por trás disso: a mesma teimosia que o excitava, era a mesma que o enfurecia, e você era incapaz de perceber o quanto isso o quebrava por dentro.
─ Eu não quero preocupar você… ─ sua voz saiu quebrada pelo desejo. ─ Mas se você queria que eu entendesse, era só me soltar… me deixar te chupar… não me prender assim. Isso tá me sufocando.
O aperto na sua coluna aumentou, forçando você a arquear contra ele, pressionando seus seios contra o peito. O coração dele batia rápido demais, traindo a excitação que ele tentava reprimir.
Seu quadril latejava pela imobilidade, pela necessidade crescente de se mover. O calor acumulado era enlouquecedor. Ele pulsava dentro de você com uma rigidez que te arrancava pequenos gemidos involuntários.
─ Só um pouco… por favor… ─ você insistiu, quase chorando. ─ Eu prometo que não faço mais…
─ Promete? ─ ele interrompeu, o tom cortante. ─ Igual da última vez? Quando eu avisei e você ignorou? Você me ouviu?
O silêncio que seguiu foi a confissão que ele queria. Você tentou um movimento mínimo, só um roçar dos quadris para buscar fricção, e a resposta dele foi imediata. A mão forte te pressionou com violência calculada, empurrando você ainda mais contra ele, fazendo-o entrar tão fundo que a respiração sumiu.
─ Fica quieta. ─ ele gruniu baixo, cada sílaba vibrando dentro contra seu corpo.
Mas o desespero venceu. Você tentou se erguer, escapar do aperto para enfim cavalgar, tomar o controle negado. Essa tentativa arrancou de Seokdae um gemido arrastado, cruzado por prazer e irritação.
─ Porra… você nunca escuta. ─ o tom dele ficou rouco, carregando um controle perigoso. ─ Eu mandei você ficar quieta. Ou quer que eu aperte mais?
Você gemeu baixo, desafiando-o por puro instinto; necessidade e teimosia. Seu corpo reagiu antes da sua mente, apertando ao redor dele, implorando e provocando, como se tivesse testando o limite da paciência.
A mudança dele foi rápida. Com um gesto brusco, jogou o cigarro para fora, pela fresta aberta da janela. A mão livre se ergueu para sua nuca, os dedos se enroscando no seu cabelo antes de puxar sua cabeça para trás com força, expondo seu pescoço.
A outra desceu da sua costas para o seu quadril, apertando de forma possessiva, puxando você para baixo, te afundando ainda mais no pau dele, até onde seu corpo podia suportar. A ponta tocou o colo do seu útero, e um soluço escapou da sua garganta.
─ Eu não tô brincando, [Nome]. ─ ele avisou, a voz grave e sem espaço para dúvidas. ─ Se continuar se mexendo, eu tiro você de cima de mim e te deixo em casa.
Você cedeu; pelo menos por fora. O peito subia e descia em respirações curtas, o corpo tremia. A frustração queimava atrás dos olhos, quente o bastante para virar lágrimas, mas as engoliu. Não daria a ele essa satisfação.
─ Você é um idiota… ─ você sussurrou, a voz falhando.
Ele ignorou a ofensa, e se recostou no banco, puxando você junto, eliminando até o mínimo espaço entre vocês. O calor dele te envolvia por inteiro, num misto de raiva, desejo e preocupação, de um jeito que ele nunca admitiria.
O silêncio no carro agora era diferente: não era mais sobre a lição, mas sobre a espera pelo que ele faria com você depois.
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𓍯 ִֶָ ︳SEO JUNTAE .
O sol da tarde, tingido de um laranja suave, espreguiçava-se pelo seu quarto, espalhando listras douradas pelo piso de madeira. O ar parecia leve, quase silencioso, carregado apenas pela satisfação serena de um dia produtivo.
Você estava sentada na beira da cama, observando Juntae ajeitar os últimos livros na estante. Ele nunca negava nada para você, e o fato de ter passado a tarde inteira te ajudando a reorganizar seu quarto, com dedicação minuciosa, era a prova silenciosa dessa devoção.
Você o achava adorável em seus rituais domésticos: os óculos de aro fino escorregando do nariz, a testa levemente franzida, e o cuidado quase religioso de alinhar cada lombada como se isso pudesse garantir a harmonia do mundo.
A paz daquele instante, no entanto, foi quebrada por uma lembrança recente: a risada cúmplice da sua amiga no intervalo, a confissão ousada sobre algo que ela e o namorado haviam tentado. A palavra voltou à sua mente com o peso de uma ideia perigosa.
Você olhou para Juntae, tão concentrado, tão inocente, e uma onda quente te percorreu. Ele era tão seguro naquele ambiente doméstico e tão vulnerável quando a intimidade se infiltrava. Ver até onde a timidez dele iria dessa vez parecia tentador demais.
─ Juntae. ─ você chamou, num sussurro que se dissolveu no silêncio do quarto.
Ele se virou no mesmo instante, o livro ainda suspenso no ar. O sorriso tímido que ele ofereceu fez seu peito apertar.
─ Sim? Eu terminei aqui. ─ os olhos gentis dele analisaram sua expressão. ─ O que você achou?
─ Ficou ótimo. Agora vem cá. ─ você bateu no colchão ao seu lado. ─ Preciso te contar uma coisa.
Ele obedeceu, caminhando até a cama com passos ajeitados, sentando-se ao seu lado. Deixando um espaço respeitoso, que você eliminou sem hesitar, inclinando o rosto para perto.
─ Uma amiga me contou algo hoje… ─ sua voz tinha uma intenção suave, mas afiada. ─ Sobre aquecer o pau do namorado dela. Sabe… sentar nele e só ficar lá, sem se mexer. Você sabe o que eu quero dizer, né?
A reação dele foi exatamente o que você esperava. Juntae congelou. Os olhos se arregalaram por trás das lentes, um rubor subiu rápido, tingindo rosto, pescoço e até as orelhas.
Ele parecia uma chama viva tentando manter a compostura e falhando miseravelmente. Mesmo depois de meses juntos, das noites inteiras descobrindo um ao outro, certas palavras ainda desmontavam ele.
─ Você… tá falando sério? ─ ele tentou disfarçar a vergonha, desviando o olhar por um instante. ─ Você quer… fazer isso? Agora?
O nervosismo estava ali, óbvio. Mas a excitação que ele tentava reprimir com todas as forças, também.
─ Tô contando que minha amiga fez. ─ você provocou, num riso baixo. ─ E eu adoraria experimentar com o meu namorado...
Você umedeceu os lábios devagar. A hesitação dele estremeceu, e você aproveitou o momento, empurrando-o para trás com um movimento rápido. Ele caiu no colchão num baque suave, e em segundos, você estava montada no colo dele.
O choque o deixou completamente o rumo por um momento, a respiração ficou presa na garganta. As mãos subiram automaticamente para a sua cintura, mas hesitaram, pairando no ar. Mas quando o tecido da sua saia subiu com o movimento, revelando a calcinha úmida, o olhar dele se prendeu ali, fixo e faminto.
─ Você quer, Juntae? ─ você riu, um som baixo e satisfeito com o efeito que causava. ─ Quer que eu aqueça seu pau dentro de mim?
Ele engoliu em seco, o corpo respondeu por ele. Você sentiu a ereção visível sob o tecido da calça, implorando por contato. A resposta dele veio atropelada, mas a sinceridade em seus olhos era gritante.
─ Sim... por favor. ─ a voz num sussurro frágil e desesperado. olhos era gritante.
Com um sorriso mínimo, você abriu a calça dele, sentindo a tensão quase palpável no ar. Assim que o pau dele ficou livre, você o envolveu com a mão, masturbando apenas o suficiente para fazê-lo jogar a cabeça para trás com um gemido abafado.
Você afastou sua calcinha, guiando a ponta para dentro, descendo lentamente, sentindo-o te preencher pouco a pouco. Os olhos dele dilataram, o peito arfou, o aperto sutil das mãos deslizaram para suas coxas, em uma tentativa desesperada de se manter estável.
As lentes do óculo embaçaram. E você se inclinou para a frente, tirando-o dele, deixando em um canto vazio da cama. Com o movimento, seu decote cedeu e parte dos seus seios ficou à vista, fazendo Juntae prender a respiração. Ele encarava num vislumbre de fome e fascínio.
─ Tá gostando da visão, hm? ─ você sussurrou, arrastando a malícia na voz.
Ele piscou, saindo do transe, enquanto tentava, sem sucesso, manter a postura.
─ Você é muito linda e... tão gostosa. Eu posso... ─ as palavras travaram por um instante, mas o desejo falava mais alto. ─ Posso ver seus peitos?
Você sorriu suavemente. Mesmo naquele momento, ele ainda pedia permissão.
─ A gente namora, Juntae. ─ sua boca roçou o rosto dele. ─ Você pode fazer o que quiser comigo.
Você se ergueu, puxando as alças da sua blusa para baixo, revelando os seus seios. Os mamilos endurecidos sob a luz do entardecer, esperando por ele.
Juntae soltou um suspiro, a visão o atingindo como um baque. A mente em um turbilhão de pensamentos: em como um cara como ele, havia conseguido uma namorada tão deliciosa, e como ele se sentia o mais sortudo dos homens por isso.
─ Eu posso... chupar eles? ─ murmurou, erguendo o corpo deitado no colchão apenas para ficar mais perto de você. ─ Por favor?
Em vez de responder, você enroscou uma das mãos no cabelo dele, puxando-o para um dos seus seios. Ele entendeu o sinal e começou a sugar, em uma urgência contida. A outra mão que estava na sua coxa, subiu timidamente para o outro seio, apertando com hesitação.
Você colocou sua mão sobre a dele, guiando-o para apertar com mais ímpeto, enquanto puxava a cabeça dele mais perto do seio que ele sugava.
─ É pra chupar com força, Juntae. ─ sua voz saiu grave e autoritária. ─ Quero você faminto.
Ele gemeu contra sua pele, um som abafado, quase desesperado, e você sentiu o pau dele pulsar dentro da sua buceta. Um suspiro trêmulo escapou dos seus lábios, pela forma que ele apertava e sugava seus peitos, com mais força do que ele pensava ser capaz, como se estivesse dominado pela sensação do momento.
Juntae apertou seu corpo contra o dele, um pedido silencioso para que você se movesse, os olhos fechados em êxtase. Você riu, puxando mais o cabelo dele, o fazendo soltar outro gemido contido.
─ Desesperado, amor? ─ a provocação saindo num tom baixo. ─ Você aguenta ficar parado dentro de mim assim por mais algumas horas?
Juntae largou seu peito com um estalo úmido e obsceno, afastando-se para olhar nos seus olhos. Você viu o rosto dele: a boca molhada, os olhos brilhando em expectativa.
─ [Nome], por favor... ─ ele implorou, a voz rouca e frustrada. ─ Não faz isso comigo.
Você riu do desespero dele, deslizando o quadril num movimento mínimo, quase cruel.
─ Se você aguentar… ─ você murmurou, maliciosa. ─ Prometo cavalgar em você até gozar dentro de mim. Bem do jeitinho que você ama.
Juntae assentiu rendido, respirando rápido. Voltando a sugar sua pele com a mesma urgência crua de antes, enquanto você sentia o corpo dele tremendo sob o seu, preso entre a fome e a doce tortura da espera.
E você sorriu. Porque ali, naquele quarto banhado por luz dourada, ele estava exatamente onde você queria.
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𓍯 ִֶָ ︳KANG WOOYOUNG .
O eco da porta batendo ainda vibrava no ambiente, como um ponto final violento para uma discussão que mal tivera tempo de começar. Minutos antes, Wooyoung havia te puxado para fora da academia, te arrastando pelo pulso.
Agora, o ar no quarto dele era pesado, saturado pela fúria silenciosa e pelo ciúme que irradiavam dele em ondas sufocantes. Na penumbra, quebrada apenas pela luz baixa de um abajur, o rosto dele se escondia atrás de uma máscara de sombras e raiva contida.
Você mal teve tempo de processar a briga. As palavras dele; cortantes como vidro, acusando você de desrespeito, de se oferecer para outro bem na frente dele. Sua tentativa de se defender, de explicar que fora apenas uma conversa inocente com Suho, foi recebida com um escárnio frio, quase cruel.
Agora, você estava de bruços na cama, o rosto pressionado contra o lençol, que impregnava seus sentidos com o cheiro dele: uma mistura áspera de perfume masculino e nicotina.
O peso de Wooyoung era uma âncora sobre o seu corpo. Um joelho fincado entre suas coxas, mantendo-as abertas para ele, enquanto seus pulsos, presos juntos sobre as costas, latejavam sob o aperto de uma única mão, com uma facilidade assustadora.
A outra mão estava espalmada na base da sua coluna, uma pressão implacável que te fundia ao colchão, anulando qualquer ilusão de fuga.
O calor irradiava, e você sentia o pau dele dentro de si, grosso e pulsante, preenchendo cada parte sem misericórdia. Ainda assim, Wooyoung se recusava a se mover. Era uma posse estática, uma tortura lenta e proposital. A negação cruel do atrito que o seu corpo ansiava desesperadamente.
─ Wooyoung, por favor… ─ sua voz saiu em um sussurro quebrado, um fio de som perdido no silêncio opressor do quarto.
Num impulso instintivo e desesperado, você tentou arquear o quadril, buscando a fricção que ele se recusava a lhe dar. A resposta foi imediata. O aperto dele se intensificou, preciso e punitivo.
─ Fica quieta. ─ ele grunhiu, a mão na sua lombar pressionando com mais força, roubando o ar dos seus pulmões. ─ Você não tá em posição de pedir porra nenhuma.
─ Mas eu não fiz nada… ─ você insistiu, a voz embargada, a frustração queimando atrás dos olhos.
─ Não fez? ─ a risada dele foi curta e seca, sem humor algum, arrepiando sua pele. ─ Você riu pra ele. Deixou ele encostar em você. Acha mesmo que eu sou idiota?
─ Amor, me escuta… ─ um gemido baixo escapou, misturado à súplica e à tentativa desesperada de se explicar. ─ Não foi nada demais, ele só me mostrou uma coisa no celular…
─ Cala a boca. ─ o comando saiu frio e cortante, o aperto nos seus pulsos aumentou, silenciando você de vez.
Wooyoung inclinou a cabeça, o peito nu roçando em suas costas. A mandíbula estava tensa, enquanto a fúria se acendia de vez diante da sua tentativa de justificar o que, para ele, soava como traição.
─ Eu não ligo pra porra nenhuma do que ele tava “mostrando”. ─ a voz saiu grave, áspera, como se cada palavra fosse raspada da garganta. ─ Eu ligo pra mão dele no seu ombro. Pro corpo perto do seu.
A respiração dele desceu quente e pesada pela sua nuca, carregada de um ciúme que queimava mais do que qualquer toque. Wooyoung não estava só com raiva; estava ferido. O orgulho tinha sido rachado.
─ Eu tava lá por você… pra te dar apoio. ─ você soluçou, a injustiça da situação se misturando ao calor que crescia entre suas pernas. ─ E você tá me punindo por causa de uma piada idiota?
─ Tô. ─ a resposta veio seca, sem espaço para dúvida. ─ Você devia tá olhando pra mim. Não dando a ele o tipo de atenção que só eu posso receber.
O corpo dele pressionou o seu com mais força, e você sentiu a ponta do pau dele roçar no seu ponto sensível, como um lembrete cruel da proximidade e da negação. O reflexo fez você se contorcer, buscando mais. Porém, a mão dele na base da sua coluna te prendeu de volta, cravando você no lugar.
─ Você vai ficar aqui... ─ a voz desceu para um tom gutural, quase predatório. ─ Vai usar essa sua buceta pra deixar meu pau quente até eu decidir que você entendeu.
A humilhação crua daquelas palavras colidiu com uma onda de excitação que te incendiou por dentro. Suas paredes internas se contraíram ao redor dele num aperto involuntário, traindo você sem piedade. Wooyoung sentiu na hora. Um grunhido baixo vibrou no peito dele.
─ Você quer que eu te foda, não quer? ─ perguntou, a voz grave contaminada por um sorriso cruel. ─ É por isso que você tá se contorcendo desse jeito?
─ Quero… ─ a admissão saiu trêmula, numa tentativa desesperada de fazê-lo ceder. ─ Me fode… por favor.
O som da sua submissão pareceu rachar algo. O pau dele pulsou mais forte, e a tensão nos ombros diminuiu por um breve instante, como se o controle vacilasse.
─ Então me aperta. ─ a ordem veio rouca, densa. ─ Me faz esquecer aquele desgraçado encostando no que é meu.
Você obedeceu. Ignorando a queimação insistente nos pulsos e a vergonha que percorreu seu rosto, concentra-se apenas na sensação, pulsando enquanto contrai os músculos internos ao redor, num ritmo lento e deliberado.
Um gemido profundo e rouco escapou da garganta dele, vibrando contra suas costas. A mão que prendia seus pulsos finalmente afrouxou, os dedos deslizando pela sua pele quente, seguindo o contorno da sua espinha num gesto possessivo.
─ Mais forte… ─ ele exigiu, a respiração pesada e quente roçando sua pele.
Você apertou de novo, enquanto o próprio prazer crescia de forma lenta e agonizante. A boca dele encontra sua nuca e sugou a pele com força, deixando uma marca dolorida.
─ Isso… assim mesmo… ─ ele sussurrou, a voz entrecortada, como se estivesse à beira de perder o controle. ─ Me faz gozar só com isso… e talvez eu te dê o que você merece depois.
Wooyoung inclinou o corpo levemente para trás, aliviando uma fração mínima do peso, mas não o bastante para permitir qualquer fuga. A mão pressionou sua coluna com mais ímpeto, forçando um alinhamento preciso que aprofundava a invasão, fazendo você sentir o pau dele te preenchendo por completo.
Ainda assim, ele permaneceu imóvel. O único movimento era a respiração, quente e pesada, ecoando no quarto.
Com os braços presos e o corpo completamente imobilizado, sua única opção era se esforçar. Provar, com cada contração lenta e consciente, que ele era o único que importava, até que o orgulho ferido não fosse mais capaz de conter o instinto, e a necessidade de te foder se tornasse física e inevitável.
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𓍯 ִֶָ ︳GO HYUNTAK (GOTAK) .
A luz suave da luminária no canto misturava-se ao brilho azulado da televisão, deixando a sala num semi-escuro íntimo. Você estava aninhada no ombro de Gotak, sentindo o calor sólido do corpo dele sob a camiseta. Ele realmente estava tentando assistir ao filme, mas a sua presença era uma distração constante, um ruído insistente que o impedia de se concentrar.
E você sabia disso. O toque sutil da sua perna roçando a coxa dele, o suspiro leve que escapava dos seus lábios, a maneira como você se mexia só o suficiente para lembrá-lo de cada curva do seu corpo. Eram provocações silenciosas, pequenas faíscas de rebeldia que visavam desviar o foco dele da tela.
Ele tentou ignorar, respirar fundo, fingiu ajustar a posição e se convencer de que uma hora você pararia. Mas a cada suspiro seu, a mandíbula dele ficava mais tensa, o desvio de olhar mais frequente.
A ruptura foi quando sua mão deslizou para dentro da camisa dele, traçando os dedos pelo abdômen num toque carregado de intenção. A paciência dele estalou.
Gotak deixou escapar um grunhido baixo e rouco, aquele som raro que você adorava provocar. Em um movimento rápido e decidido, ele te puxou para o colo dele. Suas mãos o envolveram pelo pescoço, e o filme imediatamente foi esquecido.
As mãos desceram para sua cintura, guiando seu corpo para frente e para trás, fazendo você sentir, através do tecido fino da calça, a ereção dura e crescente pressionando entre vocês. O contato acendeu um choque que percorreu sua espinha, sua respiração e a dele embaraçando no ar quente entre seus rostos.
Ele inclinou a cabeça para trás por um segundo, fechando os olhos, tentando recuperar o controle, enquanto continuava a guiar seu quadril para que você se esfregasse contra ele. Quando voltou a encará-la, o olhar que ele te deu era uma mistura de irritação e desejo, como se estivesse medindo a extensão da sua vitória.
─ Você realmente não sabe quando parar, né? ─ ele murmurou, a voz um fio de ameaça e excitação.
─ Por que eu pararia? ─ você provocou, com o sorriso insolente que desmontava o autocontrole dele.
Em resposta, ele apenas parou o movimento. Uma das mãos deixou sua cintura, e num gesto ágil demais para discussão, ele abaixou o cós da calça e da cueca de uma vez, liberando o pau já duro e pulsante. Com a outra mão levantou a bainha do seu vestido e puxou sua calcinha para o lado com uma naturalidade desarmante, a ação de alguém que não precisava e não queria pedir permissão.
Você abriu a boca para protestar; ou fingir que protestaria, mas ele segurou seu queixo entre os dedos, obrigando seu olhar a encontrar o dele.
─ Senta devagar... ─ ele ordenou, a voz mais rouca do que o normal, carregada de fome. ─ Quero sentir você descendo centímetro por centímetro.
Sua hesitação mal teve tempo de nascer. O meio-sorriso que ele deu carregava uma advertência quase predatória.
─ Anda. Eu disse pra sentar.
E você sentou, lentamente. A ponta dele pressionou sua entrada, e seu corpo respondeu antes mesmo da sua mente. Você desceu, milímetro após milímetro, sentindo o pau dele te preencher.
─ Porra... é tão bom… ─ você suspirou, quase sem voz.
Gotak assistia cada microexpressão no seu rosto como se fosse a única coisa importante no mundo o bastante para prender a atenção dele.
Quando você o engoliu por completo, o ar dele saiu em um arfar profundo. As mãos se firmaram na parte baixa da sua cintura, ancorando você ali, colada ao corpo dele.
Você se preparou para o movimento. Esperava que ele começasse as estocadas, que te guiasse para cima e para baixo com a força e a urgência que ele costumava ter. No entanto, as mãos grandes, segurou sua cintura com uma força inesperada, permanecendo imóvel.
─ Você… não vai se mexer? ─ você perguntou, confusa e já frustrada.
Gotak deixou escapar um riso baixo; um sopro arrogante, acompanhado daquele olhar afiado que sempre virava suas entranhas ao avesso.
─ Ainda não. ─ os dedos apertaram sua cintura. ─ Você vai aquecer meu pau primeiro.
O choque te deixou muda por um segundo. Ele estava te torturando, fazendo você sentir cada centímetro dele sem a recompensa do movimento.
─ Por quê? ─ você tentou, num tom manhoso, como se conseguisse dobrá-lo com carinho.
Em vez de responder, ele apenas te puxou pela nuca e te beijou. Um beijo quente, profundo e possessivo; o tipo que não deixava espaço para mais perguntas.
Você tentou mexer o quadril, só um pouco, mas a mão dele te prendeu com força, impedindo qualquer movimento.
─ Nem tente. ─ ele gruniu contra sua boca. ─ Tô falando sério.
─ Me fode logo… por favor… ─ a frustração te fez pedir, sem orgulho nenhum.
O riso dele foi quase cruel. Ele inclinou a cabeça e atacou seu pescoço, beijando e chupando; cada toque calculado para te deixar mais desesperada.
Você pensou que ele cederia, isso era o prelúdio para o movimento. Mas Gotak te manteve impiedosamente parada, e os dentes dele fecharam na sua pele e você gemeu alto, arqueando o corpo.
─ Porra, Hyuntak… ─ você ofegou, apertando os ombros dele.
─ Isso… geme meu nome. ─ ele murmurou, a voz vibrando contra sua pele, lambendo o local que havia mordido.
Você precisava que ele perdesse o controle. Então, deslizou os dedos para dentro do cabelo dele, e contraiu os músculos internos ao redor dele, numa outra tentativa desesperada de fazê-lo se mover.
Gotak prendeu a respiração, e a mão no seu quadril, desceu para sua bunda, apertando com força, as unhas cravando levemente na pele. Você percebeu que ele estava tentando se controlar. Ele tinha um objetivo, e não ia ceder, por mais tentador que fosse, jogá-la no sofá e te fuder com a força que desejava.
─ Caralho… ─ ele soltou num sussurro quebrado. ─ Você tá me apertando tão gostoso…
Ele puxou sua bunda para baixo, como se quisesse te fundir ao corpo dele, fazendo o pau dele entrar mais fundo. Você mordeu o lábio tão forte que sentiu o gosto de sangue.
A respiração dele vacilava toda vez que sua buceta contraía em resposta. Gotak não queria que você se movesse. Ele tentava se manter parada, tentava te mandar presa ali.
No entanto, ele cedeu só um pouco. Seu quadril se moveu em pequenos movimentos, quase imperceptíveis, o suficiente para fazer você gemer, para acender o atrito lento.
─ Eu só vou te comer quando eu quiser... ─ ele murmurou, olhando direto na sua boca, um sorriso de canto aparecendo. ─ E nem um segundo antes.
Gotak te beijou de novo, faminto e urgente. Como se o ar fosse um detalhe desnecessário, que carregava a promessa silenciosa de um castigo quente e inevitável.
E ali, presa no colo dele, preenchida até o limite, consumida pela frustração e pelo desejo, você entendeu que nunca mais ousaria provocá-lo sem estar preparada para cada consequência que ele tivesse em mente.
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𓍯 ִֶָ ︳PARK HUMIN (BAKU) .
O crepúsculo derramava tons de pêssego e cinza pelo quarto, uma luz suave demais para vencer a noite que se aproximava. Você estava perfeitamente encaixada no espaço que Baku abriu entre as pernas, sentada na beira da cama, a intimidade do momento quase tangível.
Ele surgira na sua casa minutos antes, trazendo no corpo os sinais do dia: a exaustão estampada nos ombros caídos, arranhões superficiais marcando o rosto e os braços como lembranças que ele insistia em minimizar com um sorriso torto.
Suas mãos trabalhavam com cuidado nos ombros dele, os polegares pressionando um ponto sensível perto da nuca, enquanto seus quadris roçavam a bermuda moletom folgada a cada movimento.
─ Eu vou acabar com você se não parar de se meter em confusão. ─ você resmungou, a voz carregada de uma preocupação que ele parecia ignorar. ─ Um dia vai ser sério, Humin. O que eu faço com você?
Baku soltou uma risada rouca, o som vibrando no peito dele e atravessando o seu. As mãos grandes pousaram em você com uma gentileza claramente ensaiada.
─ Os problemas me amam, [Nome]. Fazer o quê? ─ respondeu leve, embora os olhos, por um instante, deixassem escapar um cansaço que ele se recusava a admitir.
Você revirou os olhos, estalando a língua numa frustração genuína, e apertou o ombro dele com mais força. Ele fez uma careta exagerada, mas o som que escapou dos lábios foi mais um gemido baixo e satisfeito, do que qualquer sinal de dor.
O instante se prolongou. A massagem seguiu em movimentos circulares e constantes, até que o ar no quarto começou a mudar para algo mais pesado e carregado, tomado por aquela tensão que só Baku parecia saber criar com tanta naturalidade.
Os olhos dele, quase sempre leves e maliciosos, se fixaram nos seus com uma intensidade nova. Desceram devagar: dos seus lábios entreabertos ao decote discreto do pijama, seguindo as curvas do seu corpo pressionado contra o dele.
Você sentiu o aperto na sua cintura aumentar, firme o bastante para te manter ali, ancorada, sem espaço para recuar.
─ Posso te pedir uma coisa, linda? ─ a voz dele caiu para um sussurro quente, perigosamente suave.
─ Claro… ─ você respondeu, ainda tentando acompanhar a mudança repentina no tom.
Os olhos dele se semicerraram, um alívio quase imperceptível cruzando o rosto, como se a sua resposta fosse exatamente o sinal que ele esperava.
─ Aquece meu pau pra mim. ─ o pedido veio direto, sem rodeios, lançado como um desafio no silêncio íntimo do quarto.
O silêncio que se seguiu foi pesado. Suas mãos pararam nos ombros dele, o choque e o constrangimento te atingindo de uma vez.
─ Por que isso assim, do nada? ─ você piscou confusa, engolindo em seco. ─ De onde você tirou isso?
O desejo cru emergiu por trás do sorriso dele. O olhar te percorreu sem pudor, como se estivesse registrando cada detalhe para uma fantasia que já vinha sendo construída há tempo.
─ Vi na internet que ajuda a aliviar tensão. ─ ele respondeu, inclinando levemente a cabeça, o sorriso se alargando. ─ Melhor do que massagem. Confia em mim.
A desculpa era fraca, e ele sabia disso. Nem tentou disfarçar. Era típico dele: pegar algo banal e torcer até virar obsceno, só para testar seus limites.
─ Humin, você tá brincando, né? ─ você perguntou, soltando um riso nervoso, ainda se agarrando à esperança de que fosse só mais uma provocação sem consequências.
O olhar dele escureceu de vez. O sorriso se desfez, substituído por uma intensidade faminta que fez seu estômago se revirar. A paciência de Baku sempre foi curta quando o assunto era você, ainda mais quando o desejo tomava a frente.
Os dedos cravaram na sua cintura com uma força súbita, as unhas arranhando de leve a pele sensível. Num movimento brusco, ele te puxou das coxas para o colo. Você arfou com a proximidade, sentindo a ereção dura e pulsante sob o moletom.
O volume pressionou contra você através do short fino, deixando claro o que ele queria. Baku inclinou a cabeça, os olhos escuros presos aos seus.
─ Ainda acha que eu tô brincando? ─ murmurou, o nariz roçando o seu.
Você não conseguiu responder. A pele da sua cintura ardia sob o aperto, enquanto o calor traiçoeiro entre suas pernas reagia antes mesmo que sua mente tivesse tempo de aceitar.
Sem esperar resposta, ele te girou e te jogou de costas na cama. Seu corpo afundou no colchão macio, e antes que você pensasse em se mover, o peso quente e sólido dele te prendeu ali.
Baku forçou suas pernas a se abrirem, acomodando-se entre elas, e deslizou o polegar pelo tecido molhado do short de dormir. A umidade já escapava, quente e evidente, e o sorriso que se abriu em seu rosto foi malicioso e faminto, quase triunfante.
─ Você é maluco… ─ você sussurrou, ofegante, numa falsa repreensão.
─ Sou? ─ ele devolveu, a voz rouca de satisfação. ─ Então por que você ficou assim só de me ouvir pedir pra aquecer meu pau, hm?
Um arrepio involuntário percorreu seu corpo. O ar escapou em um suspiro irregular quando o polegar dele circulou sobre o tecido úmido, arrancando ondas de calor que se espalharam pelo seu ventre.
Baku puxou a bermuda de moletom para baixo o suficiente para liberar o pau, já fazendo pré-gozo. Ignorando qualquer necessidade de despir você por completo, ele agarrou a borda do tecido justo e puxou para o lado com força, o short esticando até o limite, as costuras cedendo num som baixo, quase obsceno.
Você protestou, a voz abafada pela respiração entrecortada. Mas suas palavras mal chegaram a existir. A atenção dele estava inteira em você. O olhar fixo, vidrado na sua buceta exposta e molhada, como se ela o estivesse chamando para ser preenchida sem piedade.
Baku espalhou a umidade da sua entrada com a glande inchada, desenhando círculos lentos e torturantes. Então, sem aviso, entrou de uma só vez. O comprimento te invadiu fundo, arrancando dele um gemido rouco e gutural que quebrou o silêncio do quarto.
─ Porra… ─ ele gemeu, a voz áspera, o hálito quente contra sua orelha. ─ Eu pensei nisso por semanas.
Você arqueou as costas, soltando um gemido engasgado. As paredes internas foram esticadas ao limite, um prazer tão intenso que beirava o doloroso, fruto da invasão repentina, profunda demais para ser ignorada.
Suas mãos empurraram o peito dele numa tentativa instintiva de aliviar a pressão. Mas não adiantou. Baku segurou seus pulsos com uma mão só e os prendeu acima da sua cabeça, contra o travesseiro, firme demais para permitir resistência.
Ele enterrou o rosto na curva do seu pescoço, o cabelo roçando sua pele sensível enquanto respirava pesado, absorvendo cada reação do seu corpo. O calor apertado e pulsante ao redor dele o envolvia sem os movimentos frenéticos de costume.
Os minutos se arrastaram como horas. O pau dentro de você latejava numa pulsação constante, como um lembrete cruel da imobilidade que ele impunha. A vontade de movimento crescia, e a frustração se acumulava a cada segundo negado.
─ Humin… para com isso… ─ você sussurrou, a voz já falhando. ─ É bom, amor... mas dói.
Ele ergueu o rosto devagar. O canto da boca se curvou num meio-sorriso presunçoso, os olhos escuros brilhando com um sarcasmo calmo demais.
─ Por que tá doendo? ─ a voz grave vibrou rente ao seu rosto. ─ Eu nem tô me mexendo, princesa. É você que tá toda tensa.
A mão livre deslizou pela sua coxa, e como se estivesse testando seus limites, ele abriu mais suas pernas com força, enterrando-se ainda mais fundo. A ponta atingiu o colo do útero, arrancando de você um gemido estrangulado, enquanto o som que escapou dele foi baixo e grave.
─ Porra… que delícia do caralho… ─ murmurou, os quadris colados aos seus num encaixe lascivo e sufocante.
Ele calou seus protestos com um beijo quente e úmido. A língua invadiu sua boca num ritmo faminto, sem deixar espaço para objeções.
O desejo se espalhou como uma névoa inebriante. O short esticado contra sua coxa pegajosa amplificava cada sensação, cada centímetro da presença dele. Você tentou quebrar o beijo em busca de ar, mas Baku ignorou, aprofundando-o ainda mais, roubando sua respiração.
Quando percebeu que ele não cederia, você tentou mover o quadril contra o dele, uma tentativa desesperada de criar fricção.
Em resposta, Baku soltou seus pulsos apenas para agarrar sua cintura com força, as unhas cravando na pele sensível. Ele quebrou o beijo, um fio de saliva ainda ligando vocês, antes de finalmente devolver o ar aos seus pulmões.
─ Fica quietinha, amor. ─ a voz grave e ofegante roçou seu rosto, perigosamente doce em contraste com a crueldade do gesto. ─ Aguenta só mais um pouco.
O olhar dele escureceu ao completar a frase. Baku te pressionou contra o colchão, o polegar marcando sua cintura enquanto o peito pesado esmagava seus seios. O pau enterrado latejou mais fundo, num esticamento quase violento, negando a fricção que seu corpo implorava.
─ Você sabe que eu vou te foder até você não conseguir andar depois disso. ─ ele murmurou, pressionando o quadril contra o seu, impedindo qualquer movimento. ─ Mas agora… você só me aquece.
Seu corpo tremeu violentamente, os músculos se contraindo em espasmos involuntários. As mãos, agora livres, deslizaram para dentro da camisa dele, as unhas cravando nas costas largas, deixando marcas ardentes que ele ignorou por completo.
─ Eu te odeio… seu desgraçado. ─ você murmurou, o xingamento dissolvido num choramingo irritado, sem força real.
Baku lambeu os lábios devagar. Os olhos semicerrados misturavam admiração e um sadismo cuidadosamente contido, saboreando cada segundo do seu desespero.
─ Eu sei que não, princesa. ─ ele murmurou, mordendo seu queixo antes de lamber a pele sensível. ─ Eu sei que você me ama assim.
A promessa veio baixa, quase indulgente.
─ Prometo que vou te recompensar depois.
Aquilo bastou para te acalmar por enquanto. Seu corpo relaxou sob o dele, rendido à expectativa pulsante do que viria.
O calor entre vocês cresceu em ondas lentas; o cheiro de sexo e suor tomou o quarto, os corações batendo em um ritmo quase sincronizado enquanto permaneciam ali, imóveis e presos numa bolha de tensão erótica que só Baku sabia criar a partir de algo tão simples.
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𓍯 ִֶָ ︳GEUM SEONGJE .
O ar da lan house era denso. Uma mistura de cabos superaquecidos, energético velho e o cheiro de cigarro que Seongje fumara horas antes, ainda impregnado nas paredes como uma lembrança tóxica.
A escuridão tomava o espaço quase por inteiro, quebrada apenas pelo brilho fraco de emergência no corredor e pelo clarão azulado da única tela acesa: a do computador onde Seongje jogava com uma concentração que parecia um insulto à situação em que ele a havia colocado.
Você nem lembrava exatamente como acabou ali. Só lembra dele te puxando pelo pulso com aquele sorriso torto, murmurando que precisava de uma "ajudinha pra relaxar". E antes mesmo de entender o que ele queria dizer com aquilo, você já se viu rendida à sua energia imprevisível e irritantemente irresistível.
Agora, estava sentada no colo dele. As costas encaixadas no peito quente. E, mais fundo, o peso do pau dele enterrado em você; sem aviso, sem pausar no jogo, sem sequer olhar na sua direção. Apenas empurrou e entrou, com aquela casualidade brutal que era tão típica dele.
O relógio na parede marcava quase duas da manhã. Uma moto passou na rua e seu corpo inteiro enrijeceu. Imaginou alguém abrindo a porta; um cliente bêbado, o dono voltando porque esqueceu algo. E você ali, com a saia do uniforme empurrada pra cima, calcinha de lado, o ar frio batendo onde não deveria.
─ Você tá tensa demais. — Seongje murmurou, sem desviar os olhos do monitor. — Relaxa. Ninguém vai entrar.
Fácil para ele dizer. Você tentava manter a postura, as mãos apoiadas nas coxas dele, lutando contra o impulso de se mexer. Porque o risco, a possibilidade real de alguém te ver assim, deixava tudo pior.
E o mais vergonhoso, e ao mesmo tempo excitante. Era a certeza de que ele não iria parar, não iria recuar. Não tiraria você do colo, mesmo se alguém abrisse a porta.
O calor do pau dele dentro de você parecia vivo e pulsante, uma tortura lenta. Ele não segurava sua cintura para te impedir de se mover, não precisava. Só estar te preenchendo inteira, já era dominação suficiente. E ele sabia e se divertia com isso.
Você virou a cabeça de lado, encarando o rosto dele. A luz da tela refletia nas lentes dos óculos, apagando qualquer expressão. Mas você sentia que ele notava cada tremor seu.
─ Seongje... ─ sua voz saiu baixa e quebrada, quase engolida pelo som do teclado.
Ele respondeu com um som breve, um murmúrio indiferente, como se você fosse só mais um ruído no ambiente.
Você mordeu o lábio inferior, tentando respirar fundo. Seu corpo estava quente demais. A vontade de se mexer era insuportável.
─ Eu… posso me mexer um pouco? ─ você arriscou, tentando soar natural. ─ Prometo que não atrapalho.
Um sorriso torto subiu no canto da boca dele, um sorriso de puro escárnio.
─ Pra quê? Pra você começar a gemer alto, igual sempre faz? ─ ele disse, ainda focado na tela, soltando um sopro leve pelo nariz, quase uma risada curta. ─ Não posso perder essa partida por sua causa, [Nome].
Você sentiu o rosto esquentar, numa mistura de raiva e excitação. Ele tinha razão, e sabia que tinha. Você tentou imitar o jeito dele: ficar quieta, fingir que não estava à beira de enlouquecer.
Mas cada respiração fazia seu quadril mexer, o suficiente para te lembrar que você estava ali, enterrada nele, como se fosse um objeto. O pensamento te fez soltar um choramingo baixo, e ele ouviu.
─ Difícil ficar comportada, né? ─ ele provocou, num tom presunçoso.
Você aproximou o rosto do dele, os lábios quase roçando o pescoço dele. E, numa ousadia que nem sabia de onde veio, apertou os músculos internos ao redor dele.
O corpo dele travou. Foi mínimo, mas você viu. Os olhos estreitaram atrás das lentes, a respiração falhou por um segundo, ele mordeu o interior da bochecha.
─ Confessa que você tá gostando disso… ─ você sussurrou, a voz baixa, quase triunfante.
Seongje demorou alguns instantes para responder. Lentamente, desviou o olhar da tela e olhou pra você por cima do ombro. Os óculos escorregaram um pouco no nariz. O sorriso que ele deu fez seu estômago revirar.
─ Se eu tivesse gostando… eu já teria gozado. ─ ele disse isso com uma rouquidão insolente, como se estivesse te punindo por ousar provocá-lo.
O riso curto que seguiu fez sua pele arrepiar, como se a sua frustração fosse o melhor entretenimento da noite. Antes que você pudesse reagir à crueldade casual das palavras, a atenção dele voltou para o computador, o rosto focado na tela, agindo como se a conversa nunca tivesse acontecido.
A raiva e o desejo se entrelaçavam em uma linha fina e perigosa. Ele estava tão certo sobre a sua imobilidade, sobre a confiança arrogante de que você não ousaria se mover, temendo a reação dele. Mas a frase cheia de escárnio que escapou, acendeu algo em você.
Em um lampejo de coragem, você deslizou o quadril devagar; e de repente, num gesto súbito, ergueu-o e desceu com a mesma intenção, sentindo o choque do contato e o alívio que veio junto. Um gemido curto escapou dos seus lábios no mesmo instante em que um grunhido grave e surpreso rasgou a garganta de Seongje.
Antes que você tentasse repetir o movimento com mais fome, as mãos dele abandonaram o teclado e cravaram na sua cintura com uma força quase brutal. Seongje te puxou de volta, afundando o pau até o fundo de forma violenta, e você arqueou com o impacto, as unhas cravando nas coxas dele.
─ Putinha desesperada… ─ ele murmurou, a voz carregada de divertimento perverso. ─ Um minuto parada e já tá sofrendo, né?
Seu corpo reagiu antes mesmo que você conseguisse formular qualquer negação. As paredes internas pulsaram ao redor do pau dele a cada provocação, arrancando dele um grunhido rouco de satisfação.
As mãos, antes cravadas na sua cintura, deslizaram para cima. Ele agarrou seu cabelo e puxou com força, curvando sua cabeça para trás e colando suas costas ao peito dele. A outra mão subiu sem aviso; dois dedos invadiram sua boca de uma vez, fundo o bastante para te fazer engasgar.
A pressão, roubou seu ar por segundos que pareceram longos demais, intensificando a vertigem quente que subia pelo seu corpo. Você arqueou, olhos lacrimejando, faminta por qualquer atrito, mas presa pela mão dele segurando seu cabelo.
O mundo pareceu girar. O cheiro do suor dele, o zumbido abafado do computador, o calor úmido pulsando entre suas pernas; tudo se misturava numa névoa de desejo e desespero. Você queria implorar. Queria que ele te fodesse até arrancar seu nome da própria mente.
E então, como se tivesse ouvido seus pensamentos mais profundos, Seongje riu baixinho, o som vibrando no peito dele e reverberando diretamente nas suas costas.
─ Se soubesse o tanto que eu ia te fuder hoje… não teria se mexido sem permissão. ─ os dedos dele pressionaram mais fundo na sua garganta. ─ Mas já que você não sabe esperar… o máximo que vai fazer é aquecer meu pau.
As palavras caíram pesadas e cortantes. Ele deslizou os dedos para fora da sua boca devagar, devolvendo o ar aos seus pulmões; embora você esquecesse como respirar por um instante.
O coração martelava, mais pelo tom dele do que pela falta de ar: ele falava como se fosse óbvio que você tinha arruinado a noite dele.
─ Você é um filho da puta… ─ você sussurrou, ofegante.
Seongje soltou um riso curto, quase sádico, ao ver o desespero estampado nos seus olhos. Soltou seu corpo, inclinando-se apenas o suficiente para deixar um beijo rápido nos seus lábios, num gesto carregado de ironia diante da situação.
─ E você ama isso. ─ ele rebateu com aquele meio-sorriso que desmontava suas defesas.
E então, simplesmente voltou a jogar. Como se você não estivesse ali, quente e trêmula no colo dele, incapaz de se mover, implorando em silêncio. E totalmente consciente de que, quando ele decidisse realmente te foder, não haveria qualquer traço de misericórdia.
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𓍯 ִֶָ ︳NA BAEKJIN .
O vapor ainda se espalhava pelo banheiro quando você desligou a água, deixando que o silêncio tomasse conta dos azulejos frios e do vidro embaçado. Baekjin estava de costas, imóvel, enquanto você massageava lentamente seu couro cabeludo. O shampoo escorria pelos fios escuros, espumando sob seus dedos.
Ele não dizia nada. A rigidez dos ombros era um mapa nítido da frustração acumulada, e você sabia exatamente de onde vinha. Alguma coisa da Associação, claro. Com Baekjin, sempre era.
Você sabia que ele não responderia. Então, não fez perguntas, só insistiu para que vocês tomassem banho juntos. E o fato de ele ter aceitado sem reclamar já dizia tudo. Baekjin só cedia assim quando estava mentalmente esgotado, e você reconhecia os sinais.
Ali, no espaço úmido e apertado do box, com os corpos nus tão próximos, você observou os ombros rígidos, a respiração pesada, o exato ponto onde o fio estava prestes a arrebentar. Ele estava vulnerável, e você sentiu a oportunidade clarear dentro de si, nítida e pulsante.
Suas mãos desceram pela costas dele devagar, massageando a pele, como se não percebesse a forma como os músculos das costas se enrijeciam sob seu toque.
─ Você tá tão tenso, Jin… ─ você murmurou, a voz macia como seda, carregando aquela falsa inocência que ele sempre reconhecia. ─ A gente podia tentar aquilo que eu te falei. Ia te ajudar... e conectar mais a gente.
Ele respirou fundo; o som longo e pesado. Nenhuma palavra. Só o silêncio denso que sempre surgia antes dele explodir ou ceder.
Você deslizou as mãos para os ombros dele, os polegares traçando círculos lentos sobre os músculos rígidos, com paciência e insistência.
─ Eu sei que você tá sem cabeça pra nada… ─ você continuou, com uma sutileza calculada. ─ Mas podia tentar só hoje. Só uma vez. Ia ser bom pra nós dois.
Baekjin se virou de repente. O banheiro pareceu encolher ao redor de vocês, o ar ficando mais espesso. Os olhos dele encontraram os seus; escuros e profundos, fervendo com algo que ele raramente deixava chegar à superfície.
As mãos grandes deslizaram para sua cintura, apertando com força suficiente para arrancar seu ar enquanto puxava seus quadris contra os dele, como um aviso silencioso.
─ Você sabe que eu não vejo graça nisso. ─ a voz saiu baixa e rouca, quase indiferente. ─ Por que eu ficaria parado… quando posso te foder do jeito que eu quiser?
A frieza dele acendeu seu corpo inteiro; um misto de vergonha, excitação e teimosia. No entanto, você não recuou.
Sua mão desceu devagar pelo abdômen definido, até envolver o pau semi-ereto. Um toque curto, mas cheio de intenção. A pulsação na sua palma disse mais do que a boca dele jamais admitiria.
─ Eu sei que não substitui nada… ─ você insistiu, a voz mais doce, mais persuasiva. ─ Mas seria algo mais… nosso. É romântico e íntimo, só ficar perto. Sem pressa.
Você tentou beijá-lo, se elevando na ponta dos pés, mas ele virou o rosto, e foi aí que o limite dele simplesmente estourou. Os dedos se fecharam no seu pulso, arrancando sua mão do pau dele com uma precisão violenta.
A outra subiu direto para a sua garganta, o polegar pressionando firme, cortando sua voz antes mesmo de formar qualquer palavra. Você gemeu, surpresa pelo aperto brusco.
─ Mentirosa do caralho… ─ ele murmurou rente à sua boca, o olhar estreito, afiado pela repreensão e pelo desejo. ─ Essa conversa de “romantismo” é só desculpa. Você só me quer enfiado dentro de você… igual a vadia viciada no meu pau que sempre foi.
As palavras atingiram você como um golpe: cruéis, diretas e humilhantes. E ainda assim, seu ventre revirou em uma vertigem quente e pulsante.
Baekjin afrouxou a pressão na sua garganta só o suficiente para que o ar voltasse, mas não o bastante para que você respondesse.
O micro-sorriso que apareceu no canto da boca dele, a expressão de crueldade satisfeita que ele raramente deixava escapar, dizia tudo. Ele ia te dar o que você queria, mas do jeito dele. E você sabia exatamente o peso disso.
Com uma facilidade fria, ele virou seu corpo. Você foi pressionada contra a parede gelada do box, a pele arrepiando com o choque térmico enquanto o peito dele se colava às suas costas. As mãos agarraram sua cintura, levantando seu quadril, posicionando você exatamente onde ele queria, sem espaço para recuar.
─ Baekjin, espera… ─ sua voz falha, quase sem força.
─ Fica quieta. ─ a frieza na voz dele percorreu seu corpo como faísca.
Você não teve tempo de respirar, muito menos de se preparar. A entrada dele é abrupta e profunda, que te rasgou em silêncio antes que sua mente entendesse o que aconteceu. O gemido que você soltou foi alto e involuntário, a dor curta se dissolvendo rápido demais em algo pesado, quente e viciante.
Baekjin grudou o corpo no seu, o peito firme contra suas costas, e você sentiu o ar sair dele num grunido rouco antes dos dentes cravarem com força no seu ombro, como se ele precisasse te marcar.
Você está completamente cheia. Cada centímetro dele pressiona você por dentro, te abrindo e te preenchendo até o limite. O calor, o peso, o ritmo irregular da respiração dele contra seu corpo. Tudo era demais.
A mão dele sobiu devagar pela sua nuca até afundar nos seus fios. Ele puxou seu cabelo com força, inclinando sua cabeça para trás, forçando seu rosto a virar na direção dele.
─ Vamos ver quanto tempo você aguenta antes de me implorar pra te foder de verdade. ─ ele sussurrou, o som vibrando contra o sua pele.
Baekjin te puxou para um beijo profundo e faminto. A língua invadiu sua boca com a mesma intensidade com que invadiu seu corpo. A outra mão deslizou até um dos seus seios, apertando e beliscando o mamilo com uma precisão cruel, medindo sua reação.
Cada gesto dele parecia pensado para te desarmar. Você tentou mexer o quadril, apenas para sentir mais, numa tentativa desesperada e inútil de provocar o atrito que tanto queria. Um gemido abafado de frustração e desejo escapou da sua garganta.
Baekjin quebrou o beijo de repente, pressionando você ainda mais contra a parede fria, o rosto colado ao seu. A respiração passando pela sua bochecha; quente e descontrolada, e você sentiu o sorriso curto e imperceptível, de quem sabia exatamente o efeito que estava causando.
─ Era isso que você queria, não era? ─ ele murmurou no seu ouvido, a voz carregada de malícia. ─ Eu parado dentro de você, deixando sua buceta cheia… sem receber nada em troca?
Cada palavra dele cortava como lâmina. O contraste entre o frio da parede e o calor do pau dele, profundamente enterrado em você, era enlouquecedor, enviando pequenas ondas de choque que aumentavam a agonia.
─ Amor… me desculpa… ─ você implorou, a voz trêmula. ─ Eu preciso… Baekjin, por favor.
Ele soltou uma risada baixa, quase inaudível, mas carregada de arrogância, que parecia se enraizar em seu ouvido, como se seu desespero fosse motivo de diversão.
Baekjin apertou seu peito com uma força quase brutal, mantendo você exatamente onde queria: cheia, imobilizada e tremendo.
─ Você nunca aguenta o que pede, não é? ─ murmurou, o tom quase sádico. ─ Mas eu não vou te aliviar. Só me mexo quando eu quiser. Até lá… você fica quieta e aguenta.
Você fechou os olhos, sentindo o corpo inteiro vibrar com cada mínima pressão, consciente de que tinha conseguido exatamente o que queria, mas não sem pagar por isso. E ainda assim, mesmo com a espera torturante, não se arrependia. Porque só ele podia te fazer se sentir assim.
⟢ . 𝗦𝗨𝗠𝗔𝗥𝗥𝗬 ! Após perder os pais biológicos, você é adotada pela família de Cheongsan. Crescendo com traumas que a tornam distante e insegura. Você tenta se proteger do mundo, até que Suhyeok, começa a se aproximar de você.
⟢ . 𝗪𝗢𝗥𝗗 𝗖𝗢𝗨𝗡𝗧 ! 10.K
⟢ . 𝗪𝗔𝗥𝗡𝗜𝗚𝗦 ! MDNI (18+ explicit), obscenidade, linguagem de baixo calão, leve angústia, menções de abuso psicológico infantil, menção de morte, dinâmica sub!dom, dacrifilia (dacryphilia), breve asfixia (breath play), provocações, conversa suja (dirty talk), sucção, jogo de mamilos (nipple play), elogios (praise kink), breve degradação, dedilhado (fingering), doggy style, puxão de cabelo, sutil negação de orgasmo (edging), arranhar/marcar, creampie, final reconfortante, descrição de sexo explícito, pornografia com enredo basicamente.
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O CONCEITO DE AMOR sempre lhe pareceu uma farsa. Uma invenção bonita para disfarçar o fato de que, no fim, todo afeto um dia vira arma. Você cresceu ouvindo vozes ásperas e cortantes. As paredes guardavam mais raiva do que quadros, o som dos gritos reverberava nos cantos da casa, atravessando as portas finas, arranhando sua pele.
Seus pais biológicos não acreditavam em carinho, acreditavam em controle. Cada gesto seu era observado, cada erro punido, cada tentativa de se expressar esmagada antes mesmo de existir. E quando você chorava, ouvia apenas.
- "Amor não existe."
Essa frase se infiltrou em você como ferrugem. No começo, doía. Depois, acostumou-se com o gosto amargo. E quando percebeu, ela já não era apenas uma lembrança, mas uma estrutura dentro de você. Uma casa construída sobre os escombros do medo. Você aprendeu a se calar, a se fechar. Criou uma máscara fria, quase arrogante, porque parecia mais fácil repelir o mundo do que dar a ele a chance de feri-la de novo.
Mas o destino é cruel, e às vezes, misericordioso. Um acidente de carro levou seus pais de forma brutal. E de repente, tudo o que restava era o vazio. Um espaço em branco dentro de você, grande demais para uma criança preencher. Foi nesse abismo que a família de Cheongsan entrou. Eles lhe oferaeceram algo que parecia improvável: acolhimento.
A mãe dele lhe abraçou sem hesitar, como se sempre houvesse um lugar nos braços dela reservado para você. O pai lhe tratou com paciência. E Cheongsan, ainda pequeno, correu até você com um sorriso torto e sincero, como se não existisse barreira entre sangue e afeto.
No começo, resistiu. Dizia pouco, mantinha a expressão séria, recusava carinhos. Mas a insistência deles era silenciosa e constante. E sem perceber, você começou a aceitar. Um prato de sopa quente, uma pergunta sobre a escola, o riso fácil de Cheongsan. Era um tipo de amor que não exigia, apenas existia.
Ainda assim, as cicatrizes antigas nunca desapareceram, cresceram com você. E com o tempo, moldaram a mulher que todos passaram a conhecer no colégio: a presidente do conselho estudantil, postura impecável, um exemplo de disciplina. Um muro perfeitamente erguido, mas os colegas cochichavam quando você passava.
- "Ela se acha."
- "Deve ser impossível conviver com ela."
- "Não é à toa que ninguém chega perto."
Você fingia não ouvir, mas cada palavra era uma agulha. E no fundo, você sabia a verdade, aquilo não era arrogância, era medo. Medo de acreditar que alguém pudesse amá-la – e depois provar que amor, de fato, não existia.
Foi nesse cenário que Suhyeok surgiu. Cheongsan dizia que ele havia mudado, que o valentão de antes agora era alguém "diferente". Mais calmo, mais correto. Porém, para você, mudanças assim soavam como promessas quebradas. Pessoas não mudam de verdade. Foi isso que lhe ensinaram.
Você estava revisando papéis e anotações, quando seus pensamentos e lembranças foram interrompidos pela voz dele.
─ Com licença...
O som tirou sua concentração, erguendo os olhos devagar. Suhyeok estava apoiado na porta da sala, o uniforme um pouco desalinhado, o olhar leve demais para alguém que sabia ser o centro das atenções.
─ Preciso de ajuda. ─ disse, com um meio sorriso.
─ Não sou plantão de dúvidas, Suhyeok. ─ você franziu o cenho, já voltando os olhos para o caderno.
─ Que pena. ─ ele deu dois passos à frente, a voz carregando um tipo de humor calmo, quase provocante. ─ Porque eu estava realmente contando com o seu brilho intelectual pra me salvar dessa vez.
─ Salvar? ─ você o olhou de lado, confusa.
─ Matemática. ─ ele colocou a mão no peito, como se fosse morrer ali mesmo. ─ Acho que é mais fácil acontecer um apocalipse zumbi do que eu entender equações.
Apesar da encenação ridícula, algo na expressão dele fez o canto da sua boca ameaçar um sorriso. No entanto, você o conteve rápido, recolhendo o gesto para dentro de si.
─ Peça ajuda a Oh Joonyeong. Ou à Choi Namra. Vocês são próximos. ─ sua voz saiu indiferete. ─ Não tem por que pedir pra mim.
─ Mas eu queria que fosse você. ─ ele inclinou a cabeça, observando-a com aquele olhar que parecia ver além da superfície.
A frase caiu no ar com um peso suave, o tipo de sinceridade que você não estava preparada pra ouvir. Seu corpo enrijeceu, e o ar pareceu ficar mais denso por um instante.
─ Está confundindo as coisas. ─ você murmurou, tentando desviar o olhar. ─ Eu só posso, no máximo, te ajudar a não repetir de ano.
─ Já é um começo. ─ disse, e o sorriso de canto voltou.
Você tentou responder algo, mas ele se aproximou um passo a mais, perto o suficiente para que você sentisse o cheiro dele. Por um segundo, o tempo pareceu parar.
─ Sabe... ─ ele continuou, num tom mais baixo, colocando as mãos no bolso do uniforme. ─ Eu acho que você finge não gostar das pessoas, mas... só pra ver se alguém insiste em ficar.
Seu coração vacilou. Os olhos dele sustentaram os seus por tempo demais. E você, pela primeira vez em muito tempo, não soube o que dizer.
─ Saía daqui... ─ tentou soar fria, mas a voz falhou.
─ Então amanhã, depois das aulas? ─ perguntou com paciência, ignorando sua hostilidade. ─ Me ensina matemática. E eu prometo não te irritar... muito.
─ Uma hora. Só isso. ─ você suspirou, vencida.
─ Uma hora é o bastante pra eu aprender. ─ ele saiu antes que você pudesse responder.
Quando a porta se fechou, você percebeu que o coração ainda batia rápido demais, como se quisesse desmentir tudo o que você acreditava sobre o amor.
[ ... ]
Os encontros se tornaram rotina. Era curioso como, sem nenhum acordo, vocês sempre terminavam no mesmo lugar. Depois das aulas, quando o pátio se esvaziava e o sol se escondia por trás dos muros do colégio, o caminho de Suhyeok parecia sempre terminar na biblioteca – por extensão, o seu também.
Você se sentava sempre na mesma mesa próxima à janela, onde a luz do fim da tarde desenhava linhas douradas sobre os livros. O som das páginas virando, o ranger leve das cadeiras, o zumbido distante do ventilador. Tudo se misturava a uma tranquilidade rara. E inevitavelmente, na voz dele.
─ O que foi mesmo que eu tinha que resolver hoje? ─ Suhyeok perguntou, largando a mochila na cadeira oposta com um sorriso preguiçoso.
─ A equação de ontem. ─ você suspirou, ajeitando o lápis entre os dedos. ─ Que você prometeu revisar.
─ Ah, é. ─ ele apoiava o queixo na mão, olhando para o caderno como se fosse um inimigo. ─ Prometi... mas não lembro de ter cumprido.
─ Isso é óbvio. ─ respondeu seca, mas o canto da sua boca ameaçava um sorriso, que você disfarçava abaixando os olhos.
Às vezes, você se perguntava quando havia deixado de resistir. Talvez tenha sido no instante em que percebeu o jeito como ele ria baixo das próprias trapalhadas com as fórmulas, com aquele som sincero que quebrava o silêncio. Ou talvez tenha sido quando notou os olhos dele estreitando-se em concentração genuína, a testa franzida, o lábio inferior preso entre os dentes.
Naquele momento, não havia mais nada do garoto impulsivo e briguento de antes, apenas alguém tentando, de verdade. Ele havia mudado. Ou, pelo menos, você queria acreditar.
─ Então, x² mais 2x menos 8 é igual a...? ─ você perguntou, a ponta do lápis batendo ritmicamente no papel.
Suhyeok coçou a nuca, olhando a equação como se ela fosse um enigma indecifrável.
─ Igual a eu não saber nada. ─ murmurou, dramático, e deixou a cabeça cair sobre o caderno.
A risada escapou de você antes que pudesse contê-la. Pequena, quase tímida, mas real. O som ficou suspenso no ar, como algo que você não ouvia há muito tempo. Seu reflexo foi imediato: a mão cobriu a boca. Mas ele percebeu, ergueu o olhar, os olhos escuros encontrando os seus.
─ Você fica linda quando ri. ─ disse simples, sem rodeios.
A frase caiu entre vocês como um estilhaço de luz. Você desviou o olhar, o coração acelerando sem aviso.
─ Concentre-se. ─ murmurou, voltando para o caderno.
─ Eu estou concentrado. ─ a voz dele veio baixa, mais próxima do que você esperava. ─ Só que em você.
O ar pareceu mudar. A biblioteca, antes silenciosa, tornou-se pequena demais. Você tentou continuar a explicação, mas o som das próprias palavras começou a perder sentido quando sentiu os dedos dele tocarem de leve sua mão sobre a mesa, um toque leve e hesitante. Seu corpo inteiro reagiu antes da mente. Um arrepio correu pelo braço, subindo até a nuca.
─ Suhyeok... ─ sua voz saiu num fio, mais frágil do que gostaria.
Era um pedido silencioso para que ele não fosse mais adiante. No entanto, ele não recuou. Os olhos sustentaram os seus com uma firmeza mansa, sem arrogância ou jogos.
─ Eu gosto de você. ─ disse, cada sílaba pareceu despir um pouco mais o ar entre vocês. ─ Gosto muito.
Você piscou, sentindo o chão se deslocar sob os pés. Seu coração bateu forte demais, e todas as vozes antigas voltaram a ecoar dentro da cabeça.
─ Não diga isso. ─ sussurrou, quase para si mesma, os olhos fixos nas mãos entrelaçadas sobre o caderno.
─ Mas é verdade. ─ respondeu, e o jeito como disse aquilo foi desarmante.
O silêncio voltou, mas não era o mesmo de antes. Tinha peso agora. Um tipo de quietude que vibrava por baixo da pele, preenchendo o espaço entre uma respiração e outra. O som do ventilador pareceu se afastar; até o ar parecia mais denso, como se a biblioteca inteira soubesse o que estava prestes a acontecer.
Você ainda sentia o toque dele na mão, era leve, mas o suficiente para deixar o coração fora de compasso. Ele a observava em silêncio, os cotovelos apoiados na mesa, o olhar fixo em você com uma sinceridade difícil de sustentar.
─ Eu tô falando sério. ─ a voz dele saiu baixa, sem tremor, enquanto se inclinava um pouco.
─ Por que tá me dizendo isso... justo agora? ─ você piscou confusa, embora já soubesse a resposta.
Suhyeok não respondeu. Apenas ficou perto o bastante para que você sentisse o calor que vinha do corpo dele. E por um segundo, o mundo realmente pareceu parar.
Você recuou só o suficiente para criar um espaço minúsculo entre os dois, mas foi inútil. Ele se aproximou devagar, como se tivesse medo de assustar. O olhar desceu até a sua boca, e você prendeu a respiração sem perceber. O tempo se alongou, lento e terno.
Então o beijo aconteceu, como um desdobramento inevitável. Os lábios dele roçaram os seus de leve, um toque tímido e quente, quase incerto. Você fechou os olhos. No início, seu corpo reagiu com o velho reflexo de defesa: músculos tensos, respiração contida, mente em alerta. Mas ele não forçou nada.
A mão de Suhyeok subiu até seu rosto, os polegares desenhando um caminho suave pela linha do queixo, como se estivesse pedindo permissão. O gesto era cuidadoso, quase reverente. E foi isso que quebrou sua resistência.
Você cedeu devagar. Sentiu o coração acelerar, a respiração se misturar à dele. O beijo foi ganhando forma, ainda hesitante, mas real, cheio de uma doçura inesperada. Quando os lábios se separaram, vocês ficaram próximos, respirando o mesmo ar, o som do próprio coração ecoando alto demais.
─ Você não entende... ─ você abaixou o olhar, tentando se recompor. ─ Eu não posso.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos. Respirou fundo, o olhar calmo. Então, sem dizer nada ainda, voltou a tocar sua mão. Os dedos se entrelaçaram aos seus de novo, com uma naturalidade que parecia antiga.
─ Então me deixa entender. ─ disse, num tom baixo, com uma leveza que escondia dor. ─ Aos poucos, do seu jeito.
O coração apertou de uma maneira estranha. Você sentiu o ar se prender na garganta.
─ Suhyeok... ─ chamou, hesitante. ─ Você tá... me pedindo em namoro?
Ele deu uma risadinha curta, quase sem humor, mas os olhos continuaram sérios.
─ É... ─ murmurou, apertando sua mão com mais força. ─ Eu tô pedindo.
O silêncio que veio depois foi diferente de todos os anteriores. Um silêncio calmo, cheio de perguntas, mas também de alguma esperança. Você desviou o olhar, respirando fundo, os dedos ainda presos nos dele. O pôr do sol já tinha sumido, e a biblioteca estava agora mergulhada na penumbra.
─ Eu não sei o que pensar... ─ confessou, por fim, a voz quase sumindo. ─ Nunca deixei ninguém chegar perto assim.
─ Eu não tô com pressa. ─ ele assentiu devagar, como se entendesse mais do que dizia. ─ Só quero ficar por perto.
Você levantou o olhar. Havia algo na expressão dele, que fez o nó no seu peito afrouxar um pouco.
─ Você fala isso agora... ─ mexendo nos dedos nervosamente. ─ Mas e quando eu te cansar?
─ Acredite, eu não vou. ─ ele deu um meio sorriso, inclinando mais a cabeça.
A resposta foi tão simples que você não conseguiu reagir. Só o olhou, tentando encontrar algum indício de brincadeira, mas não havia. Só aquele olhar quieto e sincero, que parecia prometer sem precisar de palavras. Você respirou fundo. Talvez ele realmente não entendesse tudo, mas naquele instante, parte de você quis acreditar que poderia deixar que entendesse.
─ Então... ─ ele se moveu um pouco, ainda segurando sua mão, o olhar fixo no seu. ─ Você vai aceitar namorar comigo?
O coração deu um salto desconfortável no peito. Você desviou o olhar, tentando conter um sorriso nervoso.
─ Você fala assim como se fosse simples.
─ E não é? ─ perguntou, se inclinando um pouco mais, os dedos roçando de leve o seu pulso. ─ Eu gosto de você. E você gosta de mim, certo? Por que complicar?
─ Você nem sabe no que tá se metendo. ─ você balançou a cabeça, sem conseguir conter o riso pequeno que escapou.
─ Sei o suficiente pra querer tentar. ─ ele disse, e o tom tranquilo da frase fez o ar entre vocês mudar novamente.
O silêncio se instalou por alguns segundos. Mas era um silêncio cheio de algo novo, quase palpável.
─ Então... tá. ─ as palavras saíram antes que você pensasse.
─ Tá...? ─ ele repetiu, com um sorriso.
─ Eu aceito. ─ completou, mais convicta. ─ Mas se você fugir no primeiro problema, eu juro que te mato.
─ Fechado. ─ ele riu baixo, apertando de leve sua mão, como se selasse um acordo.
Você ficou apenas olhando para ele, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. A sensação era estranha, entre medo e calma, como se o chão tivesse se movido, mas você ainda estivesse de pé, percebendo que, por mais aterrorizante que fosse, havia deixado uma fenda se abrir na muralha que protegeu por tanto tempo. E, pela primeira vez em anos, não pareceu um erro.
[ ... ]
Namorar Suhyeok era como caminhar por um território ainda sem nome – bonito e assustador ao mesmo tempo.
Ele tinha uma presença constante e sólida, quase devota. Carregava sua mochila antes mesmo que você pedisse, esperava por você na saída das aulas, procurava seu olhar no meio do ruído da sala, como se o simples contato visual fosse um idioma que só vocês conheciam. Às vezes, entre um corredor e outro, ele entrelaçava seus dedos aos dele, como quem quer declarar silenciosamente que você era dele, e que ele, de alguma forma, também era seu.
Mas o amor, para você, nunca veio sem espinhos. Ainda havia o eco da infância, aquele sussurro antigo e cruel que se infiltrava em cada brecha de alegria, de que você nunca seria suficiente, que ninguém te amaria de verdade. Essas vozes sussurravam. E eram nesses momentos, quando a felicidade parecia se aproximar demais, que elas voltavam, rastejando, como se precisassem lembrá-la de que o amor era uma sorte que não se mantinha por muito tempo.
Você tentava calá-las. Tentava sorrir quando ele se aproximava, tentava não parecer fria demais, nem insegura demais. Mas bastava Onjo se inclinar um pouco mais sobre a mesa dele, bastava a risada leve, quase despreocupada dela, ecoar muito perto, e algo dentro de você se contraía. Um nó denso e ácido tomava o estômago, e as palavras que você queria dizer: "confio em você", "não é nada", morriam na garganta.
Você não a odiava, não de verdade. Mas quando percebeu o brilho sutil nos olhos dela, aquela hesitação carregada de sentimentos mal escondidos, algo dentro de você se partiu. A partir daí, cada gesto seu se tornou calculado, com respostas curtas, olhares gélidos, um distanciamento quase cortês, mas que feria mais do que qualquer palavra.
Onjo parecia entender, embora jamais dissesse nada. E o pior era que Suhyeok notava – notava cada olhar evasivo, cada silêncio endurecido, e ainda assim, não dizia nada.
E então havia Namra. Ela não o olhava com desejo, você sabia disso. Porém, doía mesmo assim. Doía vê-los lado a lado depois do almoço, os dois falando baixo, o riso dele mais tranquilo do que com qualquer outra pessoa. Havia uma calma entre eles, uma compreensão silenciosa que não precisava de toques nem de declarações. Era como se ele pudesse ser ele mesmo com ela, sem medo de ferir ninguém.
E você odiava sentir inveja disso. Cada vez que via aquela cena, uma espécie de frio se espalhava pelo peito, congelando o que antes era ternura. O amor, que antes era um abrigo, começava a se tornar uma ameaça. E então você começou a recuar.
No início, foram respostas breves, um "aham" distraído, um "tudo bem" que encerrava conversas antes de começarem. Depois vieram os silêncios longos e incômodos, cheios de tudo o que você não conseguia confessar. Até que, sem perceber, estava lhe oferecendo o mesmo gelo que usava como escudo com o resto do mundo. Mas Suhyeok tentava entender.
─ Fiz algo errado? ─ ele perguntou um dia, encostado na parede da sala vazia, a voz baixa, carregada de uma doçura que só o tornava mais difícil de encarar.
─ Não. ─ sua resposta saiu curta, quase áspera, desviando o olhar.
─ Então por que você tá me tratando assim? ─ insistiu, os olhos buscando os seus, como se a verdade pudesse se esconder ali. ─ Achei que estamos bem.
Você não respondeu. Apenas sentiu o ar pesado entre vocês, a distância invisível crescendo como névoa. E mesmo quando se afastou, ele continuou tentando. Aparecia no portão da escola com aquele mesmo sorriso paciente, esperava por você nos corredores, mandava mensagens que você lia, relia, e deixava sem resposta. Não por desinteresse, mas porque cada palavra dele parecia cobrar uma doçura que você já não sabia como oferecer.
Ainda assim, ele não desistia. A paciência constante e doce, só aumentava a culpa que crescia em você como um peso que o peito não sabia sustentar. Mesmo quando você se afastava, Suhyeok continuava ali, com o mesmo cuidado silencioso, as mesmas nas mensagens carinhosas que você fingia não ler.
E, paradoxalmente, quanto mais ele insistia em permanecer, mais você sentia necessidade de empurrá-lo para longe. Era autossabotagem consciente e cruel. Você estava o afastando antes que ele tivesse a chance de ir por conta própria.
[ ... ]
Foi Cheongsan quem percebeu primeiro. Sempre fora bom em ler o que não era dito, e a tensão entre vocês dois era impossível de ignorar – pairava no ar, densa e elétrica. Nos corredores, nos intervalos, nos olhares rápidos que se desviavam depressa demais.
Naquela tarde, ele encontrou Suhyeok no pátio, encostado numa cerca, o uniforme amarrotado. O sol filtrava-se entre as árvores, lançando sombras quebradas sobre o chão, e o rosto dele parecia cansado de um jeito diferente.
─ O que está acontecendo com você e a [Nome]? ─ perguntou Cheongsan, direto, a voz firme, mas não ríspida.
Suhyeok demorou um pouco para responder. O olhar perdido, o maxilar tenso.
─ Eu não sei, Cheongsan. ─ ele murmurou, passando a mão pelo cabelo, num gesto nervoso e inquieto. ─ Ela... voltou a ser fria de novo. Nem sequer olha pra mim. Eu juro que eu não fiz nada.
─ É justamente por isso. ─ disse, num tom baixo, o observando por um instante.
─ "Por isso" o quê? ─ Suhyeok ergueu os olhos, confuso, voz soava cansada, como se o próprio ar pesasse nos pulmões.
─ Porque às vezes, quando a gente acha que tá tudo bem... ─ Cheongsan deu um meio sorriso, sem humor. ─ Na verdade tá uma merda. E a gente nem percebe.
─ Tá, mas como eu vou saber qual é o problema se ela me ignora? ─ Suhyeok desviou o olhar, apertando a mandíbula, o desespero filtrando-se por entre as palavras.
─ Talvez ela queira falar, mas não sabe como. ─ Cheongsan respondeu, soltando um suspiro. ─ E isso não tem nada a ver com você.
O silêncio que se seguiu foi pesado, cortado apenas pelo som distante de alunos rindo em outro ponto do pátio e pelo estalar dos galhos sob o vento.
Suhyeok chutou uma pedrinha com a ponta do sapato, o som seco se perdendo no chão de cimento.
─ Você não a conhece tão bem quanto pensa. ─ disse Cheongsan, quebrando o silêncio.
─ O que você quer dizer com isso? ─ Suhyeok virou-se para ele, franzindo o cenho.
Cheongsan hesitou. O olhar baixou por um instante, e a expressão dele se suavizou, como quem pondera se deve ou não romper um segredo.
─ Olha... Eu não vou te contar em detalhes, porque não é meu lugar. É algo muito dela. ─ ele esfregou o pescoço, o olhar distante. ─ Mas em resumo... antes da minha mãe adotá-la, ela passou por coisas que deixaram marcas.
Suhyeok ficou em silêncio, o peito subindo e descendo rápido, o ar preso entre as costelas.
─ Que tipo de coisas? ─ perguntou, a voz quase num sussurro, como se tivesse medo da resposta.
─ Os pais biológicos dela eram pessoas horríveis, Suhyeok. ─ Cheongsan respirou fundo, os olhos fixos no chão. ─ E ela cresceu acreditando nas merdas que eles falavam.
─ Então é por isso que ela se fecha? ─ Suhyeok começou, a voz embargada.
─ É o jeito dela se proteger. ─ Cheongsan assentiu lentamente. ─ Quando sente medo de perder, ela mesma se afasta. É o mecanismo de defesa dela.
─ Ela acha que eu vou deixá-la? ─ Suhyeok passou a mão pelo rosto, exalando um suspiro longo e trêmulo.
─ Não é sobre o que ela acha que você vai fazer. ─ respondeu, como se fosse óbvio. ─ É sobre o que a cabeça dela diz que vai acontecer, mesmo sem provas.
Suhyeok ficou quieto por alguns segundos, olhando pro nada. A respiração saiu trêmula, como se cada palavra anterior tivesse se alojado dentro dele.
─ Eu só queria que ela confiasse em mim... ─ disse, num tom que mal ultrapassava o ar.
─ Então para de falar, e age. Peça que ela te conte a verdade. ─ Cheongsan deu um meio sorriso cansado. ─ Ela te ama, idiota. E é justamente por isso que tá apavorada.
Suhyeok passou a mão pela nuca, tentando conter o turbilhão que se formava dentro dele. O peito doía de frustração e impotência.
─ Certo. Eu vou... ─ parou por um instante, escolhendo cada palavra. ─ Eu vou falar com ela. Ainda hoje.
Cheongsan deu dois tapas leves no ombro dele, o canto da boca curvando num sorriso de deboche.
─ Faz isso, mas faz na sua casa. ─ disse, arqueando uma sobrancelha. ─ Eu não quero ouvir essa "conversa". Já tenho traumas demais, obrigado.
─ Vai se fuder, imbecil. ─ Suhyeok respondeu, estalando a língua, mas o sorriso que veio depois suavizou o xingamento.
Cheongsan riu baixo e se afastou, deixando-o sozinho no pátio vazio. O céu começava a se dissolver em tons de laranja e lilás, e o ar trazia o cheiro de fim de tarde, pesado e melancólico.
Suhyeok ficou ali por um tempo, imóvel, com as mãos nos bolsos e o coração acelerado. Depois, tirou o celular do bolso, respirou fundo e digitou devagar, o polegar hesitante sobre a tela.
- "Eu sei que você tá me ignorando, mas a gente pode conversar hoje? É importante"
[ ... ]
A noite estava fria, com o ar impregnado do cheiro úmido de chuva e terra recém-remexida. Cada passo até a casa dele parecia te afundar um pouco mais no chão, como se o próprio caminho tentasse te impedir de chegar. Havia algo de denso naquela travessia, a dúvida sobre se você realmente queria consertar as coisas ou apenas entender em que momento tudo começou a ruir.
O som da campainha rompeu o silêncio com uma precisão cruel. Quando a porta se abriu, os olhos dele foram a primeira coisa que te atingiram – cansados, mas ainda gentis. Havia em Suhyeok uma serenidade tensa, uma quietude que não era hostilidade. Por alguns segundos, ninguém falou nada. O mundo parecia reduzido ao zumbido distante da chuva no telhado e ao tique-taque solitário de um relógio vindo da sala.
─ Oi... ─ você disse, quase num sussurro.
─ Oi. ─ ele respondeu, a voz arrastada demais pra ser apenas um cumprimento. ─ Entra.
Você entrou. O som da porta se fechando atrás de você pareceu mais alto do que deveria, como se selasse algo. O ar morno da casa te envolveu num instante, um misto de conforto e desconforto. Ele fez um gesto breve em direção ao sofá, mas você permaneceu de pé, braços cruzados, sem saber o que fazer com o corpo.
─ Quer água, café... qualquer coisa? ─ perguntou ele, a voz baixa e controlasa, mas o olhar o traía, havia ali um nervosismo que não cabia nas palavras.
─ Não. Eu tô bem. ─ você respondeu, sacudindo a cabeça.
Suhyeok assentiu lentamente, engolindo em seco. Caminhou até o sofá e se sentou, deixando espaço ao lado, como um convite silencioso. Você hesitou antes de se aproximar. Quando se sentou, manteve uma distância que era quase simbólica.
─ Eu queria conversar sobre... a gente. ─ ele começou, o olhar preso em algum ponto do chão. ─ Sobre o que tá acontecendo com a gente.
─ Não tem o que conversar, Suhyeok. ─ disse, respirando fundo, desviando o olhar. ─ Eu só... precisava de um tempo.
─ Um tempo? ─ ele repetiu, e um riso curto e incrédulo, escapou dele. ─ Você simplesmente desapareceu. Parou de atender, fingiu que nada aconteceu. Isso não é tempo... é fuga.
Seu olhar vacilou. Você não respondeu. Suhyeok inclinou o corpo um pouco à frente, a voz se tornando mais suave.
─ O Cheongsan falou comigo. ─ disse, e o silêncio que se seguiu foi quase palpável. ─ Sobre você. Sobre os seus pais biológicos.
─ Ele... o quê? ─ você murmurou surpresa, o tom subindo um pouco. ─ O que ele te disse?
─ Nada demais. ─ respondeu depressa, tentando acalmar o ar que subitamente pesou. ─ Só que você teve uma vida difícil antes de ser adotada pela mãe dele.
─ Ele não devia ter falado nada. ─ você estreitou o olhar, o peito travando.
─ Claro que devia. ─ a voz dele foi firme, mas sem rispidez. ─ Cheongsan se preocupa com você. E eu também.
Houve uma pausa. Suhyeok te observava com um tipo de atenção que te deixava vulnerável, como se cada gesto teu dissesse mais do que as palavras.
─ Você não precisa ter medo de mim. ─ continuou, o tom baixo. ─ Eu só quero entender.
─ Não tem nada pra entender. ─ você respirou fundo, as palavras saindo fragmentadas. ─ Eu só... não sei lidar quando as coisas começam a dar certo. É mais fácil estragar antes que desabe sozinha.
Você torceu para que ele não insistisse. Mas Suhyeok nunca foi o tipo que recua diante do silêncio.
─ Por favor, princesa... ─ ele murmurou, os olhos ardiam com uma honestidade dolorosa, e o apelido, dito daquele jeito partiu algo dentro de você. ─ Me diz o motivo. Por que você se afastou? O que eu fiz?
─ Não é simples assim. ─ você fechou os olhos, tentando prender a respiração.
─ É, sim. ─ ele rebateu, a voz falhando por um instante. ─ Eu sei que você tem seus motivos pra se proteger... mas eu não sou um deles. Não fui eu quem te machucou.
O silêncio retornou, quase físico. Você sentia o coração bater rápido demais, como se o corpo tentasse acompanhar o peso das palavras que ainda não saíam.
─ Você precisa me dizer. ─ ele insistiu, num tom baixo, quase súplice. ─ Precisa me dizer por que está me afastando.
Você quis mentir. Quis dizer que não era nada, que estava cansada, que ele estava imaginando coisas. As desculpas quase escaparam, uma por uma, mas morreram na garganta no instante em que os olhos dele encontraram os seus. Havia algo no olhar de Suhyeok - calmo e paciente, mas impossível de enganar, que fez tudo dentro de você ceder.
─ Eu te afastei porque... ─ a voz saiu trêmula, cada palavra parecendo uma ferida sendo aberta. ─ Porque... meus pais sempre disseram que amor não existia. Que ninguém nunca ia me amar de verdade, e eu nunca seria suficiente pra ninguém.
Você manteve o olhar nele, mesmo quando sentiu o rosto começar a tremer. A máscara que sustentou por tanto tempo começou a rachar em silêncio. Os olhos ardiam, a garganta se fechava, e o ar parecia mais pesado a cada respiração. Quando a primeira lágrima caiu, você nem tentou impedir.
─ Você não entende o que é crescer ouvindo isso todos os dias. ─ sussurrou, tentando engolir o choro. ─ Que amar alguém é só mais uma forma de se machucar.
As palavras vinham como se fossem arrancadas de dentro: fragmentos antigos, pedaços de dor que nunca foram ditos em voz alta. A cada frase, o peito doía mais, como se algo se desprendesse lá dentro, um nó se desfazendo lentamente até virar só vazio. Você respirou fundo, tentando encontrar alguma forma de não ficar tão vulnerável, mas isso parecia longe.
─ E quando eu vejo você com a Onjo... ou sorrindo pra Namra... ─ a voz falhou, arrastando junto o pouco de controle que restava. ─ Eu sinto que... um dia você vai perceber que elas são melhores. Que eu não basto. Que vai me deixar também.
Por um instante, Suhyeok não respondeu. Ele abaixou os olhos, respirou fundo, e quando voltou a encarar você, um sorriso breve surgiu, mas era suave, sem ironia, quase triste.
─ Então... o motivo de tudo isso é por causa delas? ─ perguntou, num tom baixo, mais surpreso do que ofendido.
Você não conseguiu responder. O silêncio te expôs mais do que qualquer palavra. E foi nesse intervalo; entre o que você tentou esconder e o que ele entendeu, que Suhyeok se moveu. As mãos dele tocaram seu rosto com uma delicadeza quase incerta, como se tivesse medo de te quebrar.
Ele te obrigou a levantar o olhar, e quando seus olhos se encontraram de novo, tudo o que você lutou pra esconder estava escancarado, frágil e humano. O toque dele queimava, e ao mesmo tempo, acalmava. As defesas que você ergueu com tanto esforço começaram a vacilar. E pela primeira vez em muito tempo, você se permitiu não disfarçar nada.
─ Me escuta... ─ ele deu uma pausa curta, respirando fundo. ─ Eu não gosto da Onjo. Nem da Namra. Eu só tento ser educado. Mas gostar... Eu só gosto de você. É tão difícil assim acreditar nisso?
─ Você não entende, Suhyeok. ─ seus ombros estremeceram, a respiração curta, o peito subindo e descendo rápido.
As lágrimas que já deslizavam pelo seu rosto vieram mais depressa, mas havia algo diferente nelas agora, não só dor. Era um alívio trêmulo e silencioso depois de tanto resistir.
─ Eu quero acreditar, eu juro que quero... mas eu não sei como. ─ sua voz falhou, repleta de cansaço. ─ Eu cresci ouvindo que amar alguém era só mais uma forma de se machucar.
A palavra ficou suspensa no ar entre vocês, pequena, mas devastadora. Suhyeok respirou fundo, e algo no rosto dele se desarmou; a rigidez deu lugar a uma ternura contida, como se compreendesse o peso de tudo o que você acabara de dizer, mas não aceitasse.
─ Foda-se o que os seus pais falaram. ─ disse baixo, mas cada sílaba vibrava de convicção. ─ Pra mim, você é tudo. Foi você quem eu escolhi. Não a Onjo, não a Namra. Eu te amo por inteiro. Até as partes que você tenta esconder.
O momento seguiu cheio de respirações contidas e batimentos fora de compasso. Você afastou as mãos dele do seu rosto, o toque ainda queimando na pele, e se afastou um pouco, como se precisasse de ar. As lágrimas, no entanto, não pararam.
No entanto, Suhyeok não aceitou a distância. Ele se aproximou novamente, até o espaço entre vocês se tornar quase inexistente. A sala pareceu encolher, o ar ficou mais quente, e quando você percebeu, já estava encurralada entre o sofá e o corpo dele.
Ele levantou a mão, hesitando por um instante, era um movimento cauteloso, quase reverente. Os dedos roçaram o seu braço, subindo devagar até o ombro; o toque leve, mas suficiente pra acender algo sob sua pele. Um gesto terno, mas carregado de perigo, aquele tipo de aproximação que podia tanto consolar quanto destruir.
Você sentiu o corpo reagir antes da mente. Um arrepio percorreu sua espinha, a respiração travou, e por um instante, o tempo pareceu parar, preso entre o medo e o desejo, entre o que você queria e o que ainda não conseguia admitir.
─ Eu detesto ver você chorar por causa de ciúmes ou inseguranças idiotas, sabia? ─ ele sorriu de um jeito sutil e predatório, mas cuidadosamente disfarçado.
Os dedos dele subiram até o seu rosto, traçando o contorno do queixo com um cuidado que parecia quase reverente. O polegar passou suavemente pela sua bochecha, secando uma lágrima escondida. Ele inclinou o rosto devagar, fixando os olhos nos seus com intensidade silenciosa.
─ Mas se você insiste em chorar... ─ murmurou, a voz baixa roçando sua orelha. ─ Eu quero que chore quando eu te fizer abrir as pernas pra mim.
─ Suhyeok... ─ você engoliu em seco, sentindo o ar escapar quase por completo.
─ O quê? ─ ele soltou um riso grave, a respiração batendo contra sua pele.
Ele roçou os lábios nos seus, num beijo urgente e quase desajeitado pelo desejo, mas ainda carregado de ternura. Cada mordida suave no seu lábio inferior era um juramento silencioso de que não iria mais tolerar que você duvidasse dele.
As mãos grandes deslizaram pela sua cintura, puxando você contra o peito. O calor entre vocês cresceu, apertando seu corpo, fazendo você arquear e prender a respiração, dividida entre medo e ânsia. Seus dedos se agarraram à camisa dele, buscando apoio.
Suhyeok quebrou o beijo. Seus dedos calejados seguraram sua mandíbula com firmeza, obrigando seus olhos marejados a encontrarem os dele. Você tentou desviar o olhar, mas ele não permitiu. Uma mão deslizou até a nuca, entrelaçando-se nos seus cabelos, mantendo você junto, pressionando os corpos.
─ Olha pra mim... ─ murmurou, a respiração quente perto da sua boca. ─ Eu vou te encher tanto que a única coisa que vai escorrer de você vai ser o meu gozo.
Sem lhe dar tempo para processar, os lábios dele desceram pelo seu queixo, espalhando beijos úmidos pelo pescoço. Cada sucção deixava sua pele ardendo e sensível. A mão subiu pela sua coxa lentamente, alcançando a barra do vestido. Os dedos puxaram o tecido com uma autoridade inquestionável, revelando centímetro por centímetro da sua pele, até que você estivesse quase exposta diante dele.
O vestido se prendeu em torno das suas coxas, e o ar frio da sala roçou sua pele. Sua respiração engasgou; o medo de ser vista vulnerável misturava-se com o desejo que queimava dentro de você. Quando tentou puxar o tecido de volta, um gesto desesperado, ele interceptou com um grunhido grave.
─ Não. ─ a voz saiu rouca junto ao seu ouvido. ─ Eu disse que não gosto de lágrimas... e vou te dar um bom motivo para chorar. Do meu jeito.
Os lábios dele voltaram aos seus com uma urgência faminta, invadindo cada espaço que sua boca oferecia. A língua se entrelaçou à sua, possessiva e intensa, e você tentou manter o controle, sufocando os sons que subiam da garganta, tentando resistir ao gemido que ameaçava escapar.
Ele quebrou o beijo lentamente, descendo os lábios pelo espaço entre seu pescoço e o ombro. A língua abriu caminho molhando a pele antes de mordê-la, arrancando de você um gemido abafado que você engoliu com desespero. A boca continuou sua descida, os dentes arranhando levemente a clavícula antes de sugar um ponto logo acima do seio. Um arfar contido escapou, e Suhyeok percebeu imediatamente.
A mão que segurava sua nuca deslizou para frente, percorrendo seu maxilar, até os dedos se fecharem em torno do seu pescoço, obrigando seus olhos a encontrarem os dele. Você tentava manter a aparência fria. Ele sorriu de canto, curvando o rosto até seu ouvido.
─ Quer bancar a durona... esconder o quanto precisa disso? ─ murmurou, quase inaudível, e deixou uma sucção rápida na sua garganta.
Você negou com a cabeça, lábios cerrados, tentando resistir. Não iria dá a ele o prazer de ouvi-la gemer, nem implorar. Mas Suhyeok parecia ler cada pensamento seu, rindo baixo diante da sua luta silenciosa.
Os dedos deslizaram do pescoço para o ombro, alcançando a alça do vestido. Com um gesto firme, puxou o decote para baixo, expondo seus seios. O ar frio tocou sua pele, e você arqueou sem querer. A mão que antes apertava sua coxa, subiu pela barriga e encontrou o peito exposto. Sem hesitação, ele apertou o mamilo rígido entre os dedos.
─ Fala pra mim. ─ ele pressionou a pele com mais força. ─ Diz que não tá sentindo nada.
─ N-Não... ─ sussurrou, a voz trêmula, os olhos lacrimejando entre vergonha e desejo.
─ Não o quê? ─ inclinou-se, a boca pairando sobre seu mamilo. ─ Não quero ouvir você dizer 'não' quando seu corpo tá me implorando pra te foder.
Sem aviso, Suhyeok a puxou para seu colo no sofá, montando-a sobre sua cintura. A ereção contra o tecido fino da sua calcinha fez seu corpo reagir instantaneamente, pulsando de prazer. Ele inclinou a cabeça, os olhos escuros ardendo de possessividade. A boca dele envolveu seu mamilo com avidez, a língua quente e áspera desenhando círculos lentos na pele sensível, antes de sugar com força controlada.
Enquanto isso, a outra mão deslizou pelo cós da sua calcinha, alcançando a umidade quente que já denunciava seu desejo. Você arqueou, tentando abafar o som na palma, mas ele afastou a mão por um instante, segurando seu rosto, frustrado com sua resistência silenciosa.
─ Não. Não assim. ─ a voz saiu rouca, perto do seu ouvido. ─ Você tá molhada por mim, mas não vai me dizer o quanto gosta? Que tipo de jogo é esse?
Suhyeok separou suas pernas com o joelho, forçando você a se abrir ainda mais sobre o colo dele. A mão retornou à sua buceta, deslizando o tecido fino da calcinha pro lado com uma urgência contida, mas impossível de ignorar.
Quando os dedos tocaram sua pele úmida, um choque percorreu todo o seu corpo, e você reprimiu um suspiro que teimava em escapar, os músculos se contraindo numa batalha silenciosa contra o prazer invasor. Ele parou por um instante, os olhos escuros fixos nos seus, famintos e ardentes, medindo cada reação sua.
─ Vai continuar segurando esses gemidos quando eu enfiar dois dedos bem fundo em você? ─ murmurou, a voz grave cortada pelo prazer de vê-la tremer.
Você apertou os olhos com força, respirando entrecortadamente, balançando a cabeça em negação teimosa. Mas sem aviso, dois dedos se enterraram em você, profundos e implacáveis, preenchendo-a de uma intensidade que fez seu corpo arquear sozinho, traindo sua resistência.
─ Porra... ─ o palavrão escapou baixo, quase inaudível, seguido de um choramingo contido que você tentou abafar mordendo o lábio inferior até doer.
Ainda assim, seus quadris traíram sua determinação, arqueando-se contra a mão dele, implorando por mais. Suhyeok moveu os dedos com lentidão, curvando-os para atingir aquele ponto sensível dentro de você, fazendo suas pernas fraquejarem. Ao mesmo tempo, a outra mão apertava seu seio, torcendo o mamilo rígido entre os dedos, enviando faíscas de dor e prazer à cada toque.
─ S-Suhyeok... ─ sussurrou, a voz trêmula e entrecortada, uma súplica disfarçada de protesto.
Ele sorriu, um sorriso sombrio e triunfante que iluminava seus traços com malícia predatória. A intensidade do toque aumentou, os movimentos tornando-se mais rápidos, levando sua mente a girar em espirais de vertigem.
─ Isso... mais uma vez. ─ murmurou contra sua pele, a voz vibrando com desejo. ─ Você vai chorar por mim, e não por causa da porra dos seus pais.
Ele inseriu um terceiro dedo sem esforço, esticando-a no limite onde prazer e desconforto se confundiam. O polegar passou a circular o clitóris inchado em movimentos lentos, enquanto os dedos bombeavam dentro de você, explorando cada centímetro sensível do seu interior.
Seu corpo se contraiu em torno dele, os músculos internos pulsando em resposta ao ritmo implacável. O prazer acumulava-se, ameaçando derrubar as barreiras que você tentava manter.
─ Mais devagar... por favor... ─ tentou implorar, mas a voz falhou em gemidos involuntários.
Ele ignorou completamente, aumentando a velocidade e profundidade dos movimentos. O som úmido dos dedos deslizando misturava-se aos seus suspiros entrecortados, enquanto o corpo dele pressionava o seu. Suhyeok inclinou o rosto para beijar seu pescoço, os dentes roçando a pele sensível antes de morder levemente, espalhando mais arrepios pelo seu corpo.
─ Você tá me pedindo pra ir devagar? ─ ele sussurrou, entre mordidas suaves.
O polegar pressionaou o clitóris com uma precisão devastadora, traçando círculos apertados que faziam suas costas arquearem em êxtase. Cada inserção e pressão fazia você sentir cada contorno e cada veia dos dedos.
─ Acho que ouvi você me pedir pra meter mais fundo. ─ provocou, a voz rouca, carregada de desejo.
As palavras dele eram combustível, inflamando o fogo que já queimava em seu ventre. Você sentiu o orgasmo se aproximar, seu corpo se contorceu no colo dele, músculos contraídos em torno dos dedos, tremores involuntários percorrendo cada fibra sua. Ele a levava ao limite, ignorando qualquer súplica por misericórdia, determinado a extrair cada gota de prazer.
Suhyeok aprofundou os movimentos, os três dedos curvando-se com precisão cruel, roçando repetidamente aquele ponto sensível que enviava faíscas elétricas por todo o seu corpo. O polegar circulava o clitóris em um ritmo mais frenético, quase torturante.
Você sentiu o ar fugir dos pulmões, a respiração se reduzindo a gemidos entrecortados, o peito arfando enquanto o calor se espalhava do ventre para as coxas. As lágrimas que ele tanto desejava começaram a se formar nos cantos dos olhos, enquanto seu corpo traía qualquer resquício de controle, os quadris se erguendo involuntariamente em busca da fricção obscena.
─ Isso, amor... ─ murmurou ele contra sua orelha, os lábios roçando a pele sensível. ─ Goza pra mim. Molha meus dedos.
As palavras foram o gatilho final. O orgasmo a atingiu de dentro para fora, em ondas convulsivas que fizeram todo o seu corpo tremer. Um gemido abafado escapou da garganta, transformando-se em soluços molhados enquanto as lágrimas rolavam pelas bochechas, misturando-se ao suor da pele.
Mesmo depois do clímax, Suhyeok não parou. Ele desacelerou os movimentos aos poucos, os dedos ainda enterrados profundamente, sentindo cada contração que a fazia se contorcer. Sorriu contra sua nuca, beijando as lágrimas que escorriam, lambendo delicadamente com a ponta da língua. Você desabou contra o peito dele, corpo mole e exausto, coração martelando, enquanto o mundo ao redor se dissolvia em uma névoa de exaustão.
Ele retirou os dedos lentamente, o som úmido ecoando no ar carregado como um sussurro indecente, deixando a sua buceta pulsando com o vazio repentino, os fluidos escorrendo pelas coxas.
─ Abre a boca pra mim. ─ exigiu, erguendo os dedos para que você visse o brilho espesso, os olhos fixos nos seus, desafiando qualquer resistência.
Você hesitou por um instante, corpo ainda se recuperando do tremor, orgulho e necessidade em conflito. Mas o olhar dele era uma promessa de castigo se você ousasse recusar. Com os olhos ainda marejados, você entreabriu os lábios.
Suhyeok deslizou os dedos entre sua boca, a língua acariciando levemente os nós dos dedos enquanto você sugava, os olhos fechados em êxtase. Ele observava com sorriso predatório, empurrando os dedos mais fundo, imitando o ritmo anterior, seus gemidos abafados vibrando ao redor.
Então, com um gesto controlado e repentino, ele puxou os dedos e a tirou do colo, jogando-a contra o sofá. O impacto fez o ar faltar em seus pulmões. Você tentou protestar com um sussurro incoerente, mas ele pressionou seus quadris contra o estofado, os olhos fixos nos seus como um aviso silencioso.
─ Fica quietinha... ─ sussurrou, a voz áspera, enquanto o corpo inclinava sobre o seu. ─ Eu ainda não acabei com você.
Os olhos dele carregavam uma fome silenciosa e desesperada, que parecia consumir cada segundo sem estar dentro de você. Suhyeok subiu pelo seu corpo com movimentos lentos, arrastando a boca por cada centímetro de pele.
Beijos se espalharam pela sua barriga, intercalados por leves roçadas de dentes que arrancavam suspiros curtos. Ele subiu, mordeu o bico do seu peito, e a língua deslizou logo depois, quente e úmida, sugando com uma voracidade que te fez arfar e arquear as costas, as mãos se enroscando no cabelo dele como se buscassem equilíbrio.
Ele soltou o seu peito com um estalo molhado, a respiração entrecortada, e subiu até seus lábios. Um beijo veio urgente, quase violento, os lábios colidindo num embate que roubava o ar. Sua respiração foi engolida junto com os protestos que nunca chegaram a sair, enquanto as mãos apertavam seus quadris com força.
Quando o beijo se aprofundou, seus dedos tremiam ao alcançar a barra da camisa dele, puxando com pressa, como se o tecido fosse uma ofensa. A peça estava úmida de suor, colada ao corpo, e você quase gemeu de impaciência. Suhyeok riu baixo da sua urgência; um som grave, que vibrou contra seus lábios, mas não te deteve. Ajudou-a a arrancar a camisa de uma vez, revelando a pele suada, o brilho amarelado da luz tocando o contorno dos músculos tensos do abdômen e dos ombros.
A visão dele te fez prender o fôlego. Cada linha do corpo exalava força contida. Você estendeu a mão, traçando com a ponta dos dedos a trilha de suor que descia lenta pelo abdômen até desaparecer sob o cós da calça.
Suhyeok se ajoelhou entre suas pernas, a respiração pesada, os olhos fixos em você com algo entre adoração e luxúria. Quando ele se livrou da calça, você ficou imóvel por um instante, o coração tropeçando no peito. O pau ereto e pulsante, com a veia marcada correndo pelo comprimento, fez seu estômago revirar num misto de nervosismo e desejo. Engoliu em seco, sentindo o calor subir do ventre até a garganta.
Ele percebeu o seu olhar hesitante e sorriu de canto, inclinando-se até o seu ouvido. O hálito quente roçou sua pele, espalhando arrepios pela nuca.
─ Relaxa, princesa... ─ murmurou, mordendo de leve o lóbulo da sua orelha enquanto a glande roçava a sua entrada molhada e latejante. ─ Eu vou colocar devagar... mas depois, você vai me implorar pra não parar.
A ponta pressionou contra sua buceta, provocando um arrepio que subiu pela espinha. Suas unhas cravaram nos ombros dele, o corpo inteiro tenso e faminto, implorando pelo fim da tortura, à provocação que parecia te consumir por dentro.
─ Pede. ─ a voz dele era grave, uma ordem disfarçada de pedido, os olhos cravados nos seus. ─ Me pede pra te comer, amor... pra te foder como você merece.
─ Eu não vou pedir isso... ─ você balançou a cabeça, os cabelos grudados na testa suada, a voz saindo entrecortada.
A negação soou fraca, um último sopro de resistência que ele ignorou com um riso baixo, cheio de certeza. Suhyeok moveu os quadris de leve, apenas o suficiente para arrancar de você um suspiro agudo, inclinando-se para o seu pescoço. Os dentes roçaram a pele quente, seguindo o pulso acelerado sob a veia exposta, enquanto ele se movia devagar, testando o limite da sua paciência.
─ Ah, vai sim. ─ o sorriso dele carregava a confiança de quem já conhecia o fim da história. ─ E quando você estiver toda aberta e tremendo, me implorando por mais, eu vou te virar... e te foder até você chorar de novo.
Ele pressionou os quadris mais uma vez, e o calor molhado da sua entrada o recebeu num arrepio involuntário. Seu corpo lhe traiu, ergueu-se em busca dele, como se o desejo já soubesse o caminho.
Suhyeok observou cada detalhe: os lábios trêmulos, os olhos úmidos, a testa franzida entre o prazer e a vergonha. Um sorriso satisfeito curvou seus lábios. Os dedos dele traçaram uma linha preguiçosa pela sua coxa, sentindo a pele arrepiar sob o toque lento.
─ Pede logo, princesa... ─ a voz dele saiu rouca, quase quebrada, antes de capturar seus lábios num beijo breve, cheio de urgência contida.
Você hesitou. O orgulho ainda ardia no peito, uma faísca teimosa, mas o corpo já não lhe obedecia. Cada respiração era curta demais, cada batida do coração pulsava entre as pernas, e o vazio deixado pela espera doía, quente demais para ignorar.
─ Por favor... me fode. ─ a voz trêmula mal escapou dos seus lábios, os olhos presos nos dele, implorando o que as palavras não conseguiam expressar.
As palavras quase se perderam no ar, mas foram o bastante para desarmá-lo. O pau dele pulsou contra sua buceta em resposta, duro e impaciente. Ainda assim, Suhyeok não se deu por satisfeito, havia desejo, mas ele queria a rendição completa, o som da sua voz despida de qualquer resquício de resistência.
─ Assim não, amor... ─ o polegar roçou seu lábio inferior com uma ternura que contrastava com a voz, abrindo levemente sua boca, traçando a umidade com a ponta do dedo, o olhar fixo nos seus. ─ Me pede de novo. Com vontade.
Você mordeu a bochecha, frustrada pela forma como ele prolongava a tortura, como sabia exatamente onde te deixar no limite. O corpo tremia, o calor crescia a cada segundo.
A irritação se misturou ao desejo, e isso só alimentou o fogo. As paredes internas se contraíram em vazio, famintas. Seus quadris se moveram sem que você mandasse, e um gemido baixo e desesperado escapou. O orgulho se quebrou.
─ Suhyeok... me fode, por favor... ─ o sussurro saiu embargado, os dedos se enterrando nas costas dele, riscando a pele com arranhões leves enquanto você o puxava mais perto.
O sorriso sombrio e vitorioso se alargou, e sem aviso, ele deslizou para dentro, sentindo cada resistência ceder, até seu corpo o aceitá-lo por completo. Um gemido abafado escapou da sua garganta, e Suhyeok o engoliu com um beijo profundo, a língua invadindo sua boca, silenciando cada som. Ele se afundava em você, centímetro por centímetro, o calor apertado envolvendo ambos.
─ Caralho... ─ gemeu contra seus lábios, a testa encostada na sua, fechando os olhos por um segundo. ─ Sente como você me engole inteiro?
Ele recuou quase por completo. O vazio súbito fez você gemer de protesto, antes de voltar com uma estocada profunda, que a fez arquear as costas, cravando as unhas levemente na pele.
─ Isso... ─ ele grunhiu, segurando seus quadris com força, os dedos deixando marcas. ─ Agora me diz que quer tudo. Diz que quer sentir meu pau enchendo você, até não sobrar espaço pra mais nada.
O ar carregado de suor e desejo vibrava entre vocês. O calor do corpo dele pressionava o seu, o peito subindo e descendo em respirações pesadas. O orgulho que restava era apenas uma faísca, sufocada pelo fogo que ardia, pelas paredes internas que se apertavam ao redor dele, sugando-o como se seu corpo já soubesse o que a mente ainda hesitava em admitir.
─ Eu... eu quero tudo de você. ─ ofegou, os lábios tremendo, a voz febril e entrecortada.
Suhyeok gemeu baixo em aprovação, os olhos escurecendo ainda mais, como se suas palavras fossem combustível. Inclinou-se e encontrou sua boca novamente, num beijo selvagem. Ele se retirou lentamente outra vez, fazendo você arquejar contra a boca dele quando só a glande permanecia dentro de você, pulsando contra a entrada sensível.
Suhyeok observou sua reação com um sorriso predatório e avançou novamente, numa estocada lenta e profunda que a preencheu por completo. Ele repetiu o movimento, estabelecendo um ritmo torturantemente lento, cada avanço e recuo prolongado para maximizar o atrito, as veias do pau dele roçando contra suas paredes sensíveis.
Suas pernas tremiam incontrolavelmente, enquanto ele deslizava uma mão pelo seu corpo, os dedos calejados traçando uma trilha até o seio, apertando a carne com pressão, o polegar circulando o mamilo endurecido. Ele se inclinou, capturando um dos mamilos com a boca, sugando com força enquanto a língua girava em círculos apertados, o som úmido da sucção misturando-se aos seus gemidos.
─ Porra, você é tão perfeita... ─ grunhiu ao soltar o mamilo com um estalo molhado, os lábios inchados e vermelhos, os olhos fixos nos seus. ─ Me diz o quanto você ama isso.
─ Eu amo... eu amo o que você faz comigo. ─ as palavras saíram em um sussurro febril, o prazer acumulando-se no ventre. ─ Mais fundo, por favor...
Ele riu baixo, obedecendo com uma estocada que fez você ver estrelas, o pau dele batendo no fundo com força, arrancando um choramingo seu. As mãos deslizaram pelas suas costas, descendo até sua bunda, apertando com intensidade, guiando você para encontrar o ritmo constante dele, prolongando cada sensação, o suor pingando, misturando-se em uma bagunça íntima e pegajosa.
─ Porra, ouve isso... ─ sussurrou rouco contra seu ouvido, enquanto o som úmido e obsceno ecoava entre vocês. ─ Você tá tão molhada pra mim, amor... me prende como se não quisesse me deixar sair.
As palavras dele eram como veneno doce, infiltrando-se na sua mente e amplificando cada sensação. O ritmo das estocadas acelerava gradualmente, tornando-se mais profundo e mais insistente.
Uma das mãos subiu para agarrar o cabelo da sua nuca, puxando sua cabeça para trás e aprofundando o ângulo. O orgasmo se aproximava devagar, uma pressão crescente no ventre, mas ele parecia saber exatamente quando desacelerar, prolongando a tortura e mantendo você no limite.
De repente, ele parou por completo. O corpo tenso sobre o seu, a respiração quente roçando seu ouvido. Recuou devagar, saindo de você com uma lentidão agonizante. O vazio súbito a fez gemer, sua buceta se contraindo desesperadamente ao redor do nada, ansiando pelo preenchimento perdido.
─ Suhyeok... ─ você protestou, a voz embargada, estendendo a mão para puxá-lo de volta, mas ele a interceptou, os olhos brilhando com malícia.
─ Shhh... ─ sussurrou, o sorriso predatório de volta aos lábios. ─ Eu não disse que ia te virar?
Ele beijou os nós dos seus dedos com uma ternura inesperada antes de virá-la com facilidade desconcertante, guiando seu corpo até que você estivesse de joelhos no sofá. O rosto pressionado contra o tecido macio, as palmas apoiadas no encosto, a bunda empinada, completamente exposta e vulnerável. O calor subiu pelo pescoço com a exposição, enquanto o ar frio da sala atingia sua pele suada, fazendo você tremer.
─ Olha só pra isso... ─ murmurou rouco, inclinando-se para beijar a curva da sua espinha, os dentes roçaram a pele antes de uma mordida leve. ─ Tão molhada pra mim.
As mãos dele desceram lentamente pelas suas costas, alcançando sua bunda e afastando-as. Ele não entrou imediatamente, em vez disso, a ponta da glande roçou sua entrada, desenhando círculos provocantes e subindo para estimular o clitóris inchado. Você choramingou, empurrando os quadris para trás em súplica desesperada, mas ele apenas riu baixo.
─ Calma, amor. Você vai ter o que quer. ─ inclinou-se, a boca quente roçando a nuca, deixando uma mordida suave antes de lamber o local. ─ Mas antes, quero te ouvir implorar de novo.
─ Suhyeok, por favor... ─ sua voz saiu abafada contra o sofá. ─ Entra logo, e me fode...
─ Te fode como, hm?! ─ perguntou, a glande ainda te provocando, deslizando entre seus lábios úmidos. ─ Fala pra mim como você quer.
─ Com força... ─ você soluçou, o corpo tremendo de antecipação. ─ Me fode com força.
Ele se enterrou em você de uma só vez. A força da estocada arrancou um grito abafado, engolido pelo sofá. A sensação era avassaladora, profunda e intensa. Ele esperou um segundo, permitindo que seu corpo se ajustasse ao redor dele, antes de começar a se mover.
─ Assim, amor? ─ sussurrou contra sua orelha, a respiração quente e irregular.
O novo ângulo permitia que ele atingisse ainda mais fundo. Suas unhas cravavam no estofado do sofá, enquanto o prazer beirava o insuportável. O ritmo das investidas era forte e ritmado, os quadris dele colidindo contra sua bunda com tapas altos que ecoavam, misturando-se aos seus gemidos e aos grunhidos guturais dele.
Suhyeok curvou o corpo sobre o seu. O peito suado colava nas suas costas, a boca encontrando seu ombro para sugar e morder. O pau dele pulsava dentro de você, as veias roçando contra suas paredes a cada movimento. O som da carne batendo contra a sua era alto, indecente e primal. A cada estocada, ele sussurrava palavras sujas no seu ouvido.
─ Você gosta, não gosta? ─ a voz grave e arrastada vibrava atrás de você. ─ Gosta de ser minha putinha, toda aberta pra mim?
Você não conseguiu responder. Apenas um gemido agudo escapou quando ele acelerou mais, as estocadas se tornando rápidas e brutais. O som dos corpos se chocando era úmido e pesado, um ritmo primitivo que ecoava pela sala. O prazer era avassalador. Sua visão turvou. O orgasmo anterior parecia apenas uma amostra; este se construía como uma onda gigante, prestes a te afogar. As pernas tremiam violentamente, mal conseguindo te sustentar.
Ele percebeu e acelerou ainda mais. As investidas frenéticas e profundas, o sofá rangendo sob a força. Uma mão agarrou seu cabelo, puxando levemente para arquear ainda mais as costas, o ângulo perfeito atingindo seu ponto mais sensível repetidamente.
─ Goza pra mim, amor... aperta meu pau, molha tudo... ─ a voz dele saiu rouca, cheia de esforço, acelerando o ritmo.
As lágrimas escorriam novamente, misturando-se ao suor no seu rosto. O corpo inteiro tenso como uma mola prestes a se romper, as pernas tremendo incontrolavelmente. O orgasmo te rasgou por dentro, ondas violentas percorrendo cada fibra. Sua buceta se contraíam ao redor dele em espasmos apertados e ritmados, um gemido engasgado escapando da sua garganta. Os joelhos fraquejavam no sofá, sua respiração permanecia trêmula e ofegante.
Seu clímax parecia empurrá-lo para o limite. Ele prolongava a sensação com estocadas brutais e profundas, sentindo cada contração do seu corpo. Os grunhidos dele se tornavam mais erráticos e roucos, quase animalescos.
─ Caralho... tão apertada quando goza. ─ gemeu, a voz quebrada. ─ Vou gozar dentro de você, amor... te encher até transbordar.
Os movimentos perderam o ritmo, e com um último impulso profundo, ele se enterrou até o fundo. O pau pulsava forte, antes de derramar o esperma quente e espesso, espalhando-se dentro de você. Ele desabou sobre seu corpo, o peso prendendo você contra o sofá, a respiração quente e ofegante roçando sua nuca.
Vocês ficaram assim por um longo momento, corpos suados e exaustos entrelaçados. O único som era o das respirações irregulares e o martelar dos corações. Finalmente, ele se retirou de dentro, o som pegajoso fazendo seu corpo vazio tremer. Deitou-se ao seu lado, puxando seu corpo trêmulo para junto do dele.
─ Eu te disse... ─ sussurrou, a voz ainda rouca, beijando seu ombro úmido de suor. ─ Que eu ia te foder até você esquecer de tudo.
O silêncio veio confortável, enquanto você permanecia aninhada contra o peito dele, sentindo o calor, o cheiro e o ritmo do coração. O suor escorria pelas curvas da sua pele, misturando-se ao dele, e cada toque parecia ainda pulsar, vivo, entre o prazer e o alívio.
Suhyeok afastou o rosto do seu ombro, o olhar ainda enevoado pelo que acabara de acontecer, mas com uma ternura que parecia só existir nele. As pupilas ainda dilatadas, a respiração entrecortada, e mesmo assim, um brilho suave, vulnerável, que fazia o peito doer.
─ Você tá bem, princesa? ─ a pergunta saiu rouca e hesitante. ─ Eu te machuquei?
Você piscou, tentando se recompor, mas as palavras simplesmente não vinham. Tudo que conseguiu foi um som fraco, um murmúrio entrecortado que mais parecia um gemido cansado. E ele entendeu.
Um sorriso leve curvou os lábios. Suhyeok levou as mãos ao seu rosto, com um cuidado tão grande que parecia medo de te quebrar. Os polegares deslizaram pelas suas bochechas, espalhando o suor e uma ou outra lágrima que ainda insistia em cair.
─ Eu não vou te machucar. Muito menos te deixar, tá? ─ murmurou, encostando a testa na sua, a respiração quente. ─ Nem agora, nem nunca. Eu só... quero você comigo.
Você sentiu o coração apertar no peito, uma mistura de exaustão e alívio. Ele entrelaçou os dedos nos seus e os manteve ali, apertando, mas o toque era calmo, quase protetor.
─ Eu sei... ─ sussurrou, a voz embargada. ─ Eu confio em você.
Ele soltou um suspiro baixo, como se aquela frase tivesse quebrado alguma coisa dentro dele, algo antigo e pesado.
─ Não me interessa o que te fizeram acreditar, princesa. ─ o tom subiu, mas mantinha uma doçura que arrepiava. ─ Eu te amo do jeito que você é.
Por um segundo, o ar pareceu ficar mais leve. Você soltou um riso fraco e tímido, quase envergonhado, mas sincero. Suhyeok beijou o topo da sua cabeça, e de repente, rompeu o clima pesado com um sorriso malicioso.
─ Vou mandar uma mensagem pro Cheongsan, sabe? ─ começou, o tom divertido. ─ Só pra avisar que você vai dormir aqui hoje. Ele vai surtar se não souber.
─ E o que você vai dizer? ─ você riu, o som abafado contra o peito dele.
─ "Princesa sequestrada, dormindo sob minha proteção. Qualquer tentativa de resgate será punida." ─ disse, puxando você para mais perto.
─ Você é um idiota... ─ disse, tentando parecer séria, mas o sorriso te entregou.
─ Talvez... ─ murmurou, encostando o nariz no seu.
O riso de vocês se misturou num som pequeno e íntimo, que preencheu o espaço com algo parecido com paz. Ele te beijou, e dessa vez não havia pressa, nem urgência. Foi um beijo lento, como se os corações que finalmente respiram no mesmo ritmo.
Quando os lábios se separaram, ele encostou a testa na sua de novo, os olhos ainda fechados. O corpo dele começou a relaxar aos poucos, junto ao seu.
─ Nunca mais me ignore, me entendeu? ─ ele murmurou contra a sua pele, a voz tão baixa que quase se perdeu entre o roçar dos lábios no seu ombro.
─ Tudo bem... ─ você respondeu, os dedos desenhando círculos nos ombros dele. ─ Prometo nunca mais fazer isso.
Suhyeok sorriu, um sorriso pequeno, mas cheio de paz. Puxando você para mais perto, que o peito se movendo em compasso com o seu. Suhyeok beijou sua testa, demoradamente, e você fechou os olhos, o rosto escondido no pescoço dele.
A noite os envolveu devagar, com o vento entrando pela janela e o toque dele ainda firme nas suas costas. E quando o sono começou a pesar, você teve a sensação exata de que, pela primeira vez, estava onde devia estar.
Author, do you write an NSFW alphabet? I really want one about Yeon Sieun. I LOVE your blog and your writing😭
섹𓂃 𝗒𝖾𝗈𝗇 𝘀𝗶𝗲𝘂𝗻﹗ᴀʙᴄ ɴsғᴡ
⟢ . 𝗣𝗔𝗜𝗥𝗜𝗡𝗚 ! Yeon Sieun x F!Reader
⟢ . 𝗪𝗢𝗥𝗗 𝗖𝗢𝗨𝗡𝗧 ! 4.1K
⟢ . 𝗪𝗔𝗥𝗡𝗜𝗚𝗦 ! MDNI (18+ explicit), obscenidade, linguagem sexual e de baixo calão, menções e descrição de sexo explícito.
⤷english version
𝐀 - 𝗮𝗳𝘁𝗲𝗿𝗰𝗮𝗿𝗲 ★ | cuidados posteriores
▃▃ Apesar de parecer ocasionalmente distante, Sieun revela seu verdadeiro afeto no silêncio que vêm depois do sexo, envolvendo você de um modo cuidadoso demais para alguém com olhos tão frios.
Ele te puxa para mais perto, o rosto se aninhando na curva do seu pescoço. Os dedos, traçam círculos suaves e repetitivos em sua pele, enquanto o único som a preencher o quarto, é a cadência vagarosa e sincronizada dos corações.
Sieun não é de palavras longas nesse instante, e talvez, nem precise. Mesmo assim, ele fala baixo: te perguntando se quer água, comida, ou qualquer coisa que te faça se sentir melhor. E fica assim, com você no peito, te segurando naquele espaço até que o sono venha, garantindo que você se sinta segura e amada em meio à quietude que ele tanto valoriza.
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𝐁 - 𝗯𝗼𝗱𝘆 𝗽𝗮𝗿𝘁 ★ | parte do seu corpo que ele mais gosta ?
▃▃ Sieun tem um fascínio silencioso pela sua barriga. Não é uma preferência estética, ele não liga para a forma e textura, se é lisa ou curvilínea. Não é a perfeição que o atrai, mas a suavidade vulnerável, a maneira como a pele cede e se contrai sob a pressão dos seus dedos.
Ele a acaricia com uma possessividade tátil, deixa uma trilha de beijos úmidos e lentos, prende o olhar como se estivesse lendo algo. Para ele, é o centro da sua feminilidade; não como ideal, mas como algo real, onde ele deposita afeto e desejo.
Porém, existe outra parte sua que Sieun venera igualmente: seus olhos. Quando está dentro de você, ele quer os vê. Não apenas abertos, mas fixos nos dele. É uma exigência muda, que Sieun usa como uma ferramenta de controle. Ele segura seu rosto, e te obriga a encará-lo, forçando você a testemunhar a intensidade crua e o desejo faminto refletidos em seus próprios olhos, emoções que ele jamais conseguiria colocar em palavras.
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𝐂 - 𝗰𝘂𝗺 ★ | onde e como prefere gozar
▃▃ Há dois caminhos para Sieun, que se manifestam de formas distintas. Ele prefere gozar dentro de você ou em sua barriga.
Quando a tensão alcançava o ponto de ruptura, ele se retira devagar, ainda duro, se ajoelha entre suas pernas, gozando na sua barriga. Ele observa o jato quente e espesso atingir seu ventre, escorrendo e se espalhando em um contraste vívido. As vezes, usa as pontas dos dedos, ainda trêmulos, para espalhar o esperma lentamente, desenhando um caminho morno e viscoso pela sua pele, criando um contraste que o hipnotiza.
Porém, em momentos que o autocontrole some, substituído por uma necessidade primitiva, ele não suportava a ideia de sair. Não é algo que acontece toda vez, e Sieun sempre se certifica de que você esteja confortável com isso. Ele roça os lábios na sua orelha em um sussurro rouco, pedindo permissão.
E quando você diz que sim, ele enterra o rosto no seu pescoço, o corpo imóvel enquanto sente as paredes da sua buceta se contraírem ao redor dele, pulsando em ondas que o fazem gemer baixo. Até que a exaustão o vence e ele desaba sobre seu corpo, deixando-a cheia e marcada por dentro.
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𝐃 - 𝗱𝗶𝗿𝘁𝘆 𝘀𝗲𝗰𝗿𝗲𝘁 ★ | um segredinho sujo dele
▃▃ Mesmo sendo racional, há uma fantasia que Sieun nunca ousou confessar em voz alta, guardando isso bem escondido: trancar vocês dois em uma sala de aula vazia e te foder. Ele imagina você debruçada sobre a mesa, com a saia do uniforme erguida, as pernas afastadas, tentando se concentrar em um problema de matemática impossível, enquanto ele te come por trás, metendo fundo em um ritmo preciso. Pensando em como seus gemidos abafados ecoariam no silêncio da sala, e ele se inclinaria para sussurrar a resposta certa no seu ouvido.
Sieun nunca revelou essa fantasia diretamente. Mas uma vez, no meio de uma transa ensopada de suor e respiração curta, ele murmurou contra a sua boca: "Você faria uma prova com meu pau dentro de você?" Você não respondeu. Só apertou mais forte, gemeu e gozou no meio da pergunta. Para ele, foi resposta suficiente.
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𝐄 - 𝗲𝘅𝗽𝗲𝗿𝗶𝗲𝗻𝗰𝗲 ★ | nível de experiência
▃▃ Na prática, Sieun era inexperiente, virgem até o momento em que você entrou na vida dele. Seu foco sempre esteve voltado aos estudos e à sobrevivência em um mundo hostil de brigas e isolamento, deixando pouco espaço para qualquer coisa além de livros e equações.
No entanto, ele não é ingênuo, e sua mente curiosa o levou a devorar livros, artigos e pesquisas sobre anatomia e dinâmica sexual, tratando o sexo como a tese mais complexa de sua vida.
Na primeira vez que transaram, a tensão em seu corpo era palpável, enquanto ele tentava ser perfeito, seguir cada passo lido. Mas absolutamente nada nos livros o preparou para o som que escapou dos seus lábios quando você estava à beira do orgasmo, fazendo ele entender que sexo não precisava ser impecável.
Desde então, ele aprendeu rápido, compensando a falta de experiência com uma obsessão dedicada. Se tornando um amante atento, e egoísta só no quanto te prioriza, garantindo que você sempre goze primeiro.
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𝐅 - 𝗳𝗮𝘃𝗼𝗿𝗶𝘁𝗲 𝗽𝗼𝘀𝗶𝘁𝗶𝗼𝗻 ★ | posição favorita
▃▃ Missionária é a favorita de Sieun. Não só pela simplicidade clássica, mas porque ela lhe dá tudo o que ele mais deseja em uma única moldura viva.
Você deitada de costas, os olhos presos nos dele, misturando súplica e êxtase, a boca entreaberta deixando escapar gemidos que ecoam no silêncio. Suas pernas se enrolam ao redor da cintura, puxando-o mais a cada estocada, como se o corpo dissesse tudo o que a voz não consegue, enquanto ele observa fascinado, a forma como sua barriga se contrai quando o pau dele entra a cada movimento fundo.
Para Sieun, essa posição é mais do que sexo. É o lugar onde ele pode te ver por completo, e ter você por inteira.
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𝐆 - 𝗴𝗼𝗳𝗳𝘆 ★ | como ele é nesses momentos ?
▃▃ Sieun é sério no quarto, como em tudo na vida. Ali não há espaço para risos soltos ou piadas bobas. Sua mente está focada no prazer de ambos, especialmente no seu. Você sente isso no jeito como a respiração dele muda, no tremor sutil que percorre seu corpo quando ele desliza os dedos entre suas pernas.
Mas essa seriedade não é frieza. A descontração dele se manifesta de forma crua: nos sussurros sujos que ele solta sem pudor no seu ouvido, e nas obscenidades diretas com que descreve o que quer fazer e o quanto está sentindo. E naquele momento íntimo, os olhos escuros dele se suavizam. Um sorriso raro, quase invisível, aparece quando você geme o nome dele. Um sinal discreto de que, ele está ali, tanto quanto você.
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𝐇 - 𝗵𝗮𝗶𝗿 ★ | pelos pubianos
▃▃ Discreto e bem cuidado, como o resto de sua aparência. Ele mantém os pelos aparados de forma limpa, sem excessos ou detalhes que chamem atenção, apenas a simplicidade e a discrição que ele valoriza.
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𝐈 - 𝗶𝗻𝘁𝗶𝗺𝗮𝗰𝘆 ★ | demorou para ter intimidade emocional ?
▃▃ Sim, demorou muito. Sieun, com sua muralha de introversão, passando a vida inteira se defendendo, encara a intimidade emocional como algo assustador, mais do que qualquer ameaça física. A aproximação foi cautelosa, quase defensiva, levando meses para baixar a guarda e revelar as camadas de vulnerabilidade escondidas por trás da indiferença.
Com você, a frieza habitual dele se suaviza. Às vezes, um humor seco e sarcástico escapa em momentos aleatórios. Sieun é dedicado – obsessivo até, quando se trata de sua rotina. Mas sempre faz espaço para você. Acompanha até sua casa, interrompe uma sessão de estudos para ouvir sobre seu dia, os dedos traçando padrões distraídos na sua mão enquanto te escuta com foco genuíno.
Ele não é romântico no sentido clássico: sua forma de amar é prática, silenciosa, mas fiel. Sieun é leal e protetor, uma âncora quieta em um mundo caótico.
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𝐉 - 𝗷𝗮𝗰𝗸 𝗼𝗳𝗳 ★ | ele costuma se masturbar ?
▃▃ Sieun raramente se masturba. Para ele, o ato é mais incômodo do que prazer: uma distração para o corpo, mas sem sentido para a mente. As poucas vezes que aconteceu foram antes de vocês ficarem juntos, impulsionado por sonhos eróticos com você, quando o desejo não tinha destino e tornava-se uma urgência física, quase irritante.
Depois do relacionamento, é ainda mais raro. Só acontece quando você precisa se ausentar por dias e o corpo dele insiste em lembrá-lo da falta. Ele se deita de costas, uma mão sobre os olhos, a outra trabalhando com precisão, enquanto imagina a sua boca, o seu cheiro, o som do seu nome escapando dos seus lábios. Mas, ao terminar, o vazio o preenche. Porque não é você. É só alívio rápido e funcional. E Sieun sempre prefere a realidade de ter você nos braços.
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𝐊 - 𝗸𝗶𝗻𝗸𝘀 ★ | quais são os principais fetiches dele ?
▃▃ Sieun não é extravagante ou exibicionista. Seus fetiches são simples e profundamente pessoais, sempre guiados pelo seu consentimento e por um estranho equilíbrio entre o que ele sente, e do que ele quer provocar em você.
• Praise Kink Reverso: Ao contrário de buscar elogios, o prazer de Sieun está em te elogiar, e isso acontece de um jeito que te desarma. Para ele, palavras são outra forma de possuir. Sua voz, normalmente fria, baixa um tom, ficando rouca quando descreve o que sente, o que deseja fazer com você. Ele te analisa, elogiando o jeito como você se contorce ou como o seu corpo responde a cada toque.
• Marcação Mútua (Marking Kink): A parte central dos desejos de Sieun é o toque. Ele ama quando você crava as unhas nas costas dele, traçando linhas vermelhas, que o fazem gemer surpreso contra sua pele. Ou quando morde o ombro dele durante uma estocada profunda. Ele sente, com uma intensidade quase instintiva, que cada marca no seu corpo é um lembrete do momento em que você esteve ali.
Em troca, ele marca você também, com mordidas no pescoço, cravando as unhas nas suas coxas, impressões em meia-lua que duram dias e ele observa cada uma antes de dormir. Para Sieun, essas marcas são válvulas de escape para o impulso violento que ele reprime na vida cotidiana e uma prova silenciosa de que você pertence a ele, tanto quanto ele pertence a você.
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𝐋 - 𝗹𝗼𝗰𝗮𝘁𝗶𝗼𝗻 ★ | onde prefere transar com você
▃▃ Sieun prefere o conforto discreto do quarto dele, ou o seu, mais do que qualquer outro lugar. Ele gosta da familiaridade do ambiente, do silêncio entre quatro paredes que só vocês conhecem, sem olhares externos, ou interferências. É o único lugar onde ele se permite baixar completamente a guarda, onde ele pode se concentrar em você sem a distração de ter que se preocupar com a segurança.
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𝐌 - 𝗺𝗼𝘁𝗶𝘃𝗮𝘁𝗶𝗼𝗻 ★ | o que o deixa excitado
▃▃ Sieun não é de falar muito. Então, o que mais o excita é perceber que você realmente está ouvindo com atenção, com interesse, mesmo quando o assunto parece entediante para qualquer outra pessoa. O jeito como você inclina o rosto para entendê-lo melhor, o silêncio que você guarda só para ele, o olhar fixo nos olhos dele durante uma conversa íntima. Esses detalhes o arrepiam mais do que qualquer provocação explícita.
Toques acidentais também o desarmam: seus dedos esbarrando na mão dele, um roçar quase involuntário que desperta o desejo contido, misturando admiração com uma fome, que ele luta para reprimir até estarem sozinhos.
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𝐍 - 𝗻𝗼 ★ | o que ele nunca faria
▃▃ Ele jamais usaria humilhação ou degradação como fonte de prazer. Sieun te ama e te respeita demais para cruzar esse limite. Ele pode falar algo sujo vez ou outra só para te provocar, para elevar o seu tesão, mas nunca com a intenção de te diminuir.
O mesmo se aplica ao toque. Sieun pode cravar as unhas na sua pele e morder sua coxa, mas ele nunca perde o controle da força. Porque ele quer que você sinta, que seja apenas lembretes visuais do que aconteceu, mas nunca que você sofra. As marcas são para maximizar o prazer, não causar danos.
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𝐎 - 𝗼𝗿𝗮𝗹 ★ | ele prefere fazer ou receber ?
▃▃ Ele definitivamente prefere fazer. Sieun é um amante silencioso, mas devoto. Ele enxerga o sexo oral como uma forma de expressar o que sente com gestos e dedicação, mais do que as palavras alcançariam.
Sieun gosta de ficar entre as suas pernas, ouvir o som dos seus gemidos, ver você perder o controle sob o toque dele, como se cada arrepio que percorre o seu corpo fosse uma confirmação da conexão entre vocês.
Receber? Isso exige uma insistência ativa da sua parte. Ainda assim, ele tenta manter a serenidade, mas basta sentir o calor úmido da sua boca e a pressão dos seus lábios ao redor dele para que a sua racionalidade se desfaça.
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𝐏 - 𝗽𝗮𝗰𝗲 ★ | qual é o ritmo dele ?
▃▃ Sieun começa lento, quase reverente, como se cada movimento fosse uma forma de memorizar você. Ele controla cada investida, tentando prolongar o momento ao máximo.
Mas conforme o desejo cresce, o autocontrole se desfaz. O ritmo fica mais rápido e mais urgente, guiado por uma fome que ele tenta, em vão, conter. É uma cadência que reflete a maneira como ele perde a compostura quando levado ao limite, como se, a cada segundo, ele precisasse sentir mais de você, te marcar, te preencher. Não é brutalidade, mas uma devoção que beira o desespero.
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𝐐 - 𝗾𝘂𝗶𝗰𝗸𝗶𝗲𝘀 ★ | o que ele pensa sobre rapidinhas
▃▃ Sieun detesta a ideia de rapidinhas. Ele enxerga o sexo, não é apenas descarga física, mas uma troca íntima de confiança e conexão. Ele precisa de tempo para entender o ritmo do seu corpo, para explorar como você reage aos toques dele, para transformar o momento em algo memorável. Fazer tudo às pressas o faz sentir que está traindo a si mesmo.
Mas se você o atiçar até o limite, com olhares ou provocações insistentes, especialmente quando ele está concentrado em outra coisa, a tolerância dele pode falhar. Nesse caso, urgência toma conta, tudo se torna rápido, silencioso e eficiente.
Não há beijos, apenas a pressa e o som abafado da pele contra a pele. Ele te fode com a força de quem precisa se livrar de uma tensão insuportável. Ainda assim, mesmo depois de algo rápido, ele sempre tenta compensar depois, com calma.
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𝐑 - 𝗿𝗶𝘀𝗸 ★ | gosta ou não de correr riscos ?
▃▃ Não. Sieun detesta riscos. Como alguém reservado, a simples ideia de ser exposto o deixa em estado de alerta. Ele precisa de segurança absoluta.
Mesmo no seu sonho secreto de transar com você numa sala de aula vazia, não existe improviso. Ele trancaria a porta, fecharia as janelas, verificaria de que não há mais ninguém além de vocês. Só então, ele te tocaria da forma que deseja.
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𝐒 - 𝘀𝘁𝗮𝗺𝗶𝗻𝗮 ★ | fôlego e resistência
▃▃ Apesar de viver se envolvendo em brigas, Sieun não tem exatamente a resistência de um atleta. Ele pode começar a ficar sem fôlego mais rápido do que gostaria, mas jamais perde o foco. Mesmo ofegante, ele só recua quando sente que você está completamente satisfeita, e só então ele se permite respirar.
Aos poucos, ele tem trabalhado nisso com a mesma disciplina que dedica aos estudos. Não é sobre condicionamento físico apenas, é sobre você. Sobre tornar cada momento melhor, mais intenso e mais duradouro.
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𝐓 - 𝘁𝗼𝘆𝘀 ★ | o que acha sobre usar brinquedos eróticos ?
▃▃ Sieun não gosta de brinquedos. Ele os considera artificiais, uma invasão estranha. Para ele, tudo o que desvia da pele e do contato direto entre vocês se torna uma distração desnecessária.
O que realmente o move é a sensação. Para Sieun, absolutamente nada pode substituir as próprias mãos, a boca ou a forma como ele te faz perder o ar só com o toque. Ele confia no próprio corpo para te levar ao limite, e nada além disso.
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𝐔 - 𝘂𝗻𝗳𝗮𝗶𝗿 ★ | como ele gosta de te provocar
▃▃ Por trás da fachada fria, Sieun adora te provocar, mas só quando tem certeza de que ninguém está olhando. No dia a dia, são gestos simples, quase imperceptíveis: os dedos passeando pela sua cintura como quem não quer nada, um beijo leve e furtivo no pescoço, tão rápido que deixa um arrepio no lugar onde os lábios tocaram.
Mas quando vocês estão sozinhos, e especialmente quando ele está dentro de você, as provocações se transformam. A voz dele ganha um tom baixo, quase grave, carregado de palavras sujas que jamais ousaria pronunciar fora daquele momento. Ele sussurra no seu ouvido com a intenção clara de te desconcentrar, de te deixar ao limite do desespero por ele.
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𝐕 - 𝘃𝗼𝗹𝘂𝗺𝗲 ★ | barulhento ou silencioso ?
▃▃ No começo, Sieun tentava sufocar os gemidos. O som da própria respiração descompassada o irritava, principalmente quando estava perto de gozar, como se o corpo o traísse, mostrando mais do que ele queria.
Mas tudo mudou quando ele percebeu como seus sons te deixavam mais molhada. Aquelas reações silenciosas viraram um convite. Agora, ele solta gemidos roucos direto no seu ouvido ou contra o seu pescoço, deixando o ar quente vibrar na sua pele, usando o próprio prazer como forma de provocação.
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𝐖 - 𝘄𝗶𝗹𝗱 𝗰𝗮𝗿𝗱 ★ | um drabble de vocês
▃▃ O ar no quarto de Sieun pairava denso, não só pelo calor abafado da chuva de verão, mas pela eletricidade palpável entre vocês. Há poucos minutos você estava deitada ao lado dele, a cabeça apoiada no ombro, absorvendo com genuína fascinação as explicações dele sobre as Leis de Newton. Seus olhos brilhavam de interesse, e um sorriso sutil curvava seus lábios a cada pausa. Uma faísca que ele tentou, em vão, ignorar.
A excitação cresceu devagar e inevitável, especialmente quando sua mão, ao gesticular, roçou acidentalmente a coxa dele. Foi o ponto sem volta. A conversa sobre física transformou-se em lembrança distante, substituída pelo som ofegante das respirações entrelaçadas e pelo atrito molhado de peles se encontrando.
Sieun a pressionou contra o colchão com uma urgência quase primitiva, o peso dele ancorando você ao presente; os joelhos se dobraram, os lençóis de algodão amassados e úmidos grudando na suas costas. Ele desceu o corpo devagar, e você sentiu o calor da boca dele na curva do pescoço. Um beijo faminto que se arrastou até a clavícula, deixando um rastro de fogo. Um arrepio percorreu sua espinha, e um gemido baixo escapou dos seus lábios.
─ Você é tão linda... ─ ele ofegou contra a sua pele, inclinando-se para beijá-la.
O beijo foi molhado e desesperado, línguas em uma dança urgente, explorando com fome o sabor um do outro, como se o mundo inteiro se resumisse àquele instante.
As mãos dele deslizaram pelas suas coxas internas, os dedos traçando caminhos lentos pela pele sensível, abrindo-as enquanto ele se movia dentro de você em ritmo constante e deliberado. Cada estocada profunda enviava ondas de calor pelo ventre, um formigamento elétrico que se espalhava pelo corpo, fazendo os músculos se contraírem involuntariamente.
Você sentia o atrito da pele dele contra a sua, o som obsceno e ritmado dos corpos colidindo ecoando no quarto silencioso, interrompido apenas pelo crepitar distante da chuva na janela. Suas paredes internas apertavam-se ao redor do pau dele, sentindo cada veia pulsante, esticando você de dentro para fora.
─ Sieun... isso é tão bom, não pare. ─ você sussurrou, a voz trêmula e entrecortada.
Ele não respondeu com palavras. Cravou os quadris mais fundo. As veias saltavam na lateral do pescoço, evidenciando o esforço para manter o ritmo. Os lábios dele roçaram sua jugular; a respiração quente soprava contra a pele úmida antes dele mordiscar levemente o lóbulo da sua orelha, sugando a carne e deixando uma marca que pulsava com o seu batimento acelerado.
Você arqueou o corpo, as unhas cravando nas costas dele, sentindo os músculos firmes se contraírem sob o toque; o calor da pele irradiava para as suas palmas. O gosto salgado do suor invadiu sua boca quando você mordeu o ombro dele para abafar um suspiro. As palavras saíam como ar quente enquanto ele acelerava; o impacto dos quadris reverberava pelo colchão, fazendo a cama ranger levemente.
Sieun levantou o rosto e olhou nos seus olhos, escuros e intensos, pupilas dilatadas como poços profundos que refletiam a luz branda do abajur. Uma das mãos dele desceu devagar pelo torso, dedos traçando a curva dos seus seios, apertando suavemente o mamilo antes de continuar para baixo, onde vocês estavam conectados.
O polegar circulou seu clitóris com precisão. O toque áspero enviou faíscas de prazer que fizeram suas pernas tremerem, os músculos das coxas queimando para se manterem abertas para ele.
─ Goza pra mim, princesa... ─ ele soprou, a respiração contra a sua boca, e a capturou num beijo faminto.
A língua dele invadiu com o mesmo ritmo das investidas, explorando o interior da sua boca. Ele apertou os dedos, cravando suavemente as unhas nas laterais da sua barriga. Você gemeu dentro do beijo. Sieun afastou-se o suficiente para falar, os lábios inchados roçando os seus, deixando um rastro de saliva quente.
─ Você me deixa louco assim... ─ murmurou, a voz rouca. ─ O jeito como você me ouvia, me olhando daquele jeito... eu não aguentei.
A confissão saiu trêmula, quase vulnerável. Seu corpo respondeu, contraindo-se ao redor dele com mais força, sentindo o calor se espalhar por dentro.
─ Mais forte... ─ você pediu, a voz embargada. ─ Me fode mais forte.
Suas pernas se enroscaram na cintura dele, puxando-o com um puxão que o fez grunhir baixo. Ele obedeceu sem hesitar; os quadris bateram com mais força, cada impacto enviando choques de prazer que reverberavam pelo corpo, o som de pele contra pele misturando-se aos seus gemidos abafados.
O suor escorreu pela têmpora, pingando no lençol. Sieun deslizou uma mão pela sua lombar, os dedos cravando-se na carne, erguendo seus quadris para ajustar o ângulo. Um ponto profundo foi atingido, e seu estômago se contraiu.
─ Assim, amor? ─ ele perguntou, grave e controlado, o tom ofegante, revelando o limite em que estava. ─ Você gosta quando eu te fodo desse jeito, bem fundo?
─ Sim... ─ você assentiu, sem conseguir formar frases completas. ─ Me faz gozar, Sieun, por favor.
Ele sorriu de leve contra a sua pele; um vislumbre raro de vulnerabilidade entrelaçado à luxúria. Os dentes roçaram sua clavícula enquanto ele acelerava, o corpo tenso como um arco prestes a romper, músculos das costas ondulando sob seus dedos. O clímax aproximou-se rápido, uma mola sendo tensionada no seu núcleo, o ar tornou-se espesso com os gemidos entrelaçados.
Você cravou as unhas nas costas dele enquanto gozava, corpo convulsionando em ondas violentas; os dedos dos pés se curvaram, apertando-o com força suficiente para levá-lo junto. Sieun enterrou o rosto no seu pescoço, inalando o cheiro do seu cabelo úmido. Saiu no último segundo, soltando um gemido abafado, gozando sobre seu estômago: o líquido quente e pegajoso sujando sua barriga.
O coração dele batia forte contra o seu peito. Sieun beijou sua testa suavemente, lábios macios e quentes. A respiração de vocês se sincronizou, como se o mundo tivesse se reorganizado só para aquele momento íntimo.
─ Eu te amo... ─ ele disse, voz cheia de ternura e exaustão.
─ Eu também te amo, Sieun. ─ você sorriu, ofegante. ─ Agora termina de contar sobre a Terceira Lei de Newton...
─ Mais tarde, amor. ─ ele murmurou, afundando a testa na sua clavícula. ─ A física pode esperar. Você não.
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𝐗 - 𝘅-𝗿𝗮𝘆 ★ | como é embaixo da roupa
▃▃ Apesar de sua aparência magra e discreta, Sieun é moderado em tamanho, cerca de 16cm ereto, levemente curvado para cima, com veias proeminentes.
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𝐘 - 𝘆𝗲𝗮𝗿𝗻𝗶𝗻𝗴 ★ | o quanto ele te deseja
▃▃ O desejo de Sieun por você é silencioso, mas constante. Não é apenas físico, mas uma fome emocional, que acalma o caos dentro dele. Ele te deseja de um jeito que o deixa exposto e vulnerável, quase desconfortável com o quanto você tem poder sobre ele. E mesmo odiando se sentir tão aberto, ele não tem forças para resistir. Porque sem querer, você se tornou parte de quem ele é.
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𝐙 - 𝘇𝘇𝘇 ★ | como vocês dormem depois ?
▃▃ Sieun te puxa para perto, corpos colados, a mão dele repousa firme na sua barriga. A respiração de vocês se alinha sem esforço, como se o ar soubesse que não existe outra forma de paz para ele que não seja essa. Ele adormece devagar, ainda vigilante, certificando-se de que você durma segura em seus braços, naquele raro instante em que o mundo o deixa descansar.
Oi amg, não sei se você gosta de kdrama de drama, mas caso você goste, eu recomendo Namib, tem alguns temas sensíveis, mas é muito boa. O Ryeoun está no elenco tbm.
Oi, meu bem! Eu amo kdrama de dramas sim. O único gênero que não me atrai muito é romance. Eu dei uma olhada e já me chamou a atenção. Obrigada pela indicação♡ Se tiver mais, pode indicar.