Não devia ter passado daquela primeira noite. Tinha que ter acordado no dia seguinte, me despedido, ido embora, apagado a conversa e bloqueado o número. Pronto. Estaria tudo certo.
Mas não fiz isso.
Respondi.
Te vi de novo.
E de novo.
E mais uma vez.
Por quê?
Nem sei. Mas posso dizer que gostava da presença.
Paixão?
Ah, não. Não era não.
Era a presença. A conversa. O sexo que não tinha há muito tempo.
Era mais ou menos isso aí.
Quando você não mais falou, percebi que voltaria a não ter o que não tinha e isso me pegou. Me pegou de verdade.
Ainda pega.
Existe uma crença popular, de algum lugar que não lembro qual, que diz que se a mesma coisa acontecer quatro vezes, essa coisa está “consumada”. Pois bem, não acredito em nada disso, mas não deixarei que aconteça nem mais uma segunda vez, muito menos a quarta.
No fim, a culpa é minha. Porque eu sabia, mas quis pagar para ver.
Você foi embora sem nada dizer.
Eu vi.
E agora estou pagando.














