i am in misery

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i am in misery
垣道 |
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空歌つめあわせ【しゅごキャラ!】 by
ひよこ豆たろう
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Favorite Anime/Manga Couples: Utau and Kukai (Shugo Chara)
Real friendship.
i am in misery
Open.
➘ Ah, é, um anjo. Como a ruiva pôde ser idiota o suficiente para se esquecer de que, há pouco tempo atrás, o maior havia abraçado-a, envolvendo-a, também, com um par de asas brancas? Tch. Mas tudo bem, tudo bem, aquilo não importava mais - pelo menos, adquiriu a informação nova de que Nathaniel era um anjo da raça querubim, o que era relativamente interessante. Ficou imaginando, na sua cabeça, por poucos segundos, quais seriam os poderes que o outro ganhara tornando-se um ser daquela raça.
Ótimo. Um tópico seguinte para não deixar a conversa morrer. A menor já ia dar continuidade no assunto da raça, mas o mais alto acabou lançando duas perguntas à menor, antes de ela sequer abrir a boca. E, por mais que ele tivesse a “interrompido”, aquilo era um ponto positivo - o menino gostava de conversar e era bom ouvinte (apesar de ter um senso de humor um tanto… Estranho). Jack gostava de pessoas comunicativas. Elas eram mais fáceis de fazer amizade - e foi aí que percebeu que, sim, eles dois poderiam ser bons amigos, afinal de contas.
— Eu ‘tô no terceiro ano. — respondeu, por fim, já transformando as expressões neutras e levemente irritadas em final e realmente interessadas no que o outro dizia. Estava bem perto de esboçar um sorriso - quem diria, em tão pouco tempo. — E não ‘tô há muito tempo aqui, não. Tipo, umas duas ou três semanas. Por aí. — falou, puxando um dos cantos da boca. — Tenho que fazer aquelas aulas extras ou sei lá o quê, mas isso não importa. Você ’tá aqui há quanto tempo? — perguntou, tombando a cabeça para o lado, franzindo o cenho, em curiosidade.
Pensou em, assim como ele, lançar uma pergunta seguida dessa, já começando a envolver o assunto dos poderes que lhe fugiu em um primeiro momento e lhe pareceu tão interessante por meros segundos. Mas acabou por recordar de algo ainda mais legal para se conversar. — E… Já que você é um anjo, você tem algum tipo de… Como é o nome? — fez uma careta pensativa, estralando os dedos da mão livre repetidamente, até se lembrar. — Ah, sim! Protegido! — exclamou, contente (mas ainda sem sorrir). — Você já tem algum?
Depois das respostas, a ruiva perguntara há quanto tempo Nathaniel estava em Sancti Sacramentum. E, para a falar a verdade, ele nem sabia ao certo. Olhou para o teto branco, sem parar de andar, cruzando os braços, e franzindo o cenho, pensando por alguns poucos segundos. Chegou à conclusão de que estava lá fazia um pouco mais de tempo que ela, então respondeu: -- Há alguns meses. -- e fez que sim com a cabeça, voltando a olhá-la nos olhos. -- Mas... Um segredo. -- e chegou um pouco mais perto da baixinha, para sussurrar uma pequena frase:
-- Já tô querendo me mandar daqui. -- e, visto que havia se curvado para chegar perto dela, voltou com as costas para o lugar, deu uma curta risada, e completou, para que ela não ficasse com dúvidas sobre o que ele disse: -- Eu tenho que ficar fazendo pesquisas com um superior meu. -- e fez uma careta, pois havia lembrado que havia derrubado os frascos e que, assim que o encontrasse, não seria mais um anjo vivo. Se é que isso fosse possível. Mas o que o tirou desses pensamentos foi a pergunta seguinte da exorcista.
Protegido?
Não sabia praticamente nada sobre isso, pois Felix não havia explicado muita coisa para ele (era estranho, porque toda vez que tentava entrar nesse assunto com ele, o americano rapidamente o desviava...). Sabia que um anjo ficava perto de um determinado exorcista, e que teria que protegê-lo (mas a última informação foi apenas deduzida por causa do nome; ele não sabia exatamente de quê ele tinha que proteger o tal protegido). Mas não sabia se teriam mais algumas (ugh) tarefas e responsabilidades a mais. -- Uh... -- começou, meio incerto. --... Não... Não, na verdade. -- disse. -- E você? Já é.... Protegida por alguém?
Open.
⌠ ♠ ⌡ Enquanto arrumava na mesa todos os materiais necessários que precisava para extrair o suco da planta mais uma vez (claro que perfeitamente bem colocados um do lado do outro), as expressões do listrado se transformaram de levemente simpáticas para sérias e concentradas - nada muito diferente do normal, na verdade. Seus dedos finos já haviam pego a pequena seringa e as orbes douradas já tinham se fixado no lugar exato para conseguir extrair apenas o que precisava da pequena plantinha, sem matá-la, quando Nathaniel lançou-o uma pergunta.
Uma pergunta que não havia resposta exata. O tipo que irritava Felix profundamente.
O americano deu um longo suspiro antes de responder alguma coisa. Deixou a seringa na mesa novamente, apesar de não ter soltado o objeto, e franziu o cenho, sem desgrudar os olhos do mesmo ponto de antes. Juntou os lábios e franziu o cenho, e, só depois de alguns segundos daquele jeito, suas orbes douradas fixaram-se no rosto do ruivo. — “E aí?” — repetiu, baixinho, como se não tivesse entendido - e não havia. — Como eu poderia responder essa pergunta? — disse, com um tom de voz mais alto, levantando uma sobrancelha.
Ele ficou assustado quando o outro suspirou e parou de fazer o seu trabalho, apenas para levantar aquele par de olhos dourados os quais Nathaniel tinha tanto medo, quando lançados de maneira ameaçadora (por mais que ele não fosse admitir isso). Pensou que estava errado em ter perguntado aquilo, que deveria ter ficado quieto, que era um idiota completo.
Mas... Por que Felix havia ficado tão bravo com uma pergunta tão simples? Quer dizer, o ruivo estava apenas tentando manter uma linha de conversa razoável. Ele sabia que o cérebro do mais velho funcionava de uma maneira um tanto esquisita, principalmente por conta da sua mania interminável de perfeição. Ele também sabia que não conhecia nem o começo dos pensamentos do listrado, mas... Ele apenas estava tentando ser legal. E Felix havia ficado nervoso com ele.
-- Desculpa, apenas estava perguntando como 'cê 'tava. -- e, soltando um suspiro, longo como o do outro, relaxando os ombros (até demais), voltou a fazer o trabalho que lhe foi ordenado. Mas, aproveitou para resmungar, baixinho: -- Deveria ter ficado quieto... -- sem sequer tirar os olhos dourados, um tanto irritados, com o cenho um tanto franzido, do tubo de ensaio em suas mãos, enquanto tentava enchê-lo com o suco da planta.
Lunchtime!
Precisava de bons livros de Biologia naquele exato momento! Era uma emergência e precisava de informações. Algumas de suas flores e ervas estavam secando com muita facilidade ou sequer colocavam pequenos brotos para fora da terra, isso preocupava a garotinha com toda a certeza. Coma devida permissão, dirigiu-se o mais rápido possível até a Biblioteca, aproveitando o horário do almoço para pesquisar com calma e ter acesso a mais livros. Por sorte o local estava quase vazio e as prateleiras com acesso total, suspirando aliviada.
Vasculhando entre as prateleiras, procurando pelos livros de Botânica e Biologia, encontrava-se distraída, preocupada e concentrada em encontrar de uma vez seus preciosos livros que sequer notou o garoto à sua frente. Acabara por fazer este cair e levar mais alguns quinze livros junto dele rumo ao chão e sobre o pobrezinho, não foi muito diferente de Zoë perdera o equilibro e caíra de costas no piso gelado.
— Me perdoe! Estou distraída hoje! — Se levantou com certo esforço por conta de dor que sentia nas costas, mas ainda assim tinha forças para suportar e ajudar o garoto a juntar os livros o mais rápido possível. — Continue sua procura, eu arrumo aqui!
Sentia um rubor tomar-lhe o rosto, não gostava de incomodar os estudantes quando eles estavam lá para aprenderem a serem bons Exorcistas, Zoë não se sentia no direito de atrapalha-los.
A menina dos cabelos pretos parecia ter se machucado, mas mesmo assim quis arrumar tudo (e sozinha, por sinal), pois estava se sentindo culpada por ter o atrapalhado. Mas, na verdade, o ruivo sabia que havia sido o contrário: ele quem havia a atrapalhado. Ele não estava lá a procura de nada relevante - diferente dela, que obviamente estava procurando que a ajudaria em alguma coisa, seja ela qual fosse, devido a pressa que podia ser vista em seus olhos.
-- Hey! Não precisa! Deixa comigo, não estava procurando nada interessante e importante... Igual a você. -- e apontou com a cabeça o livro de botânica nas mãos dela. -- Continue sua pesquisa! -- disse, olhando (e sorrindo) um tanto preocupado, por achar que a tinha machucado. -- Mas... 'Cê tá bem? Não te machuquei nem nada, certo?
Open.
➘ Ao ouvir o elogio pelo seu nome, Jack levantou ambas as sobrancelhas, apesar de não ter demonstrado muita surpresa. Era óbvio que o ruivo queria tentar agradá-la depois do que fizera com ela - e do que ela fez com ele, também. Por mais que o susto e a raiva já tivessem passado, a ruivinha era uma maldita cabeça-dura, e não iria deixar se entregar fácil aos caprichos do outro.
Na verdade, ele tinha um tempo certo para tentar convencê-la de que era uma pessoa boa para uma conversa, ou até uma futura amizade (que era o que a francesa gostaria de ter, cada vez mais, naquele lugar): dali, onde estavam, até a sala de aula, onde estava se dirigindo. Então, vamos, anjo idiota. Seu tempo é finito.
— Valeu. — disse, de uma maneira um tanto indiferente, mas não mais rude ou seca, como antes. Além do mais, agora ela conseguira ouvir um pedido de desculpas até que sincero, junto com o nome dele - Nathaniel. Suspirou, e, ainda andando, estendeu, meio desajeitadamente, a mão livre para o maior. — Hm. Desculpas aceitas. — permitiu-se dizer. — Seu nome também é legal, Nathaniel.
O elogio ao nome foi mais porque ele tinha elogiado ela primeiro. Era uma retribuição, por assim dizer. Mas, pela primeira vez, conseguiu olhar para o rosto dele sem querer socá-lo - então os detalhes do mesmo chamaram a atenção. O olhar castanho avermelhado pousou sobre o dourado, até que a exorcista viu-se perguntar: — Você é um anjo? Ou um Nephilim Celestial?
Nathaniel ficou surpreso com a grande cabeça-dura que estava falando. Sabia que mesmo depois do elogio ela ainda estava brava. Queria tentar acalmá-la de algum jeito, só não sabia como. O pior de tudo é que não tinha muito tempo para fazê-lo (ou tentar uma amizade com a ruiva), mas tentar não iria matá-lo.
"Valeu", foi a simples resposta que recebeu para o elogio. A curta resposta deixou-o levemente irritado, óbvio, mas logo a raiva sumiu com o elogio recebido e o pedido de desculpas aceito. Mesmo que fosse um elogio simples e por educação, tinha vindo de uma menina que até pouco tempo atrás estava puta com ele. Ou seja, um passo andando.
A cada segundo ficava mais impressionado com a ruiva, pela curiosidade que ela tinha para com ele. Jack agora queria saber se ele era um anjo ou um Nephilim Celestial.e com um olhar sorridente, respondeu:
-- Um anjo! -- falou, cruzando as mãos atrás da cabeça -- Querubim, se quer saber. -- adicionou. Olhou para a lança que ela carregava em mãos, com um pouco se receio, e, lembrando que ela era uma exorcista de marca verde, perguntou, dando continuidade ao conteúdo. -- Em que ano 'cê tá? -- e jogou outra, logo em cima -- Tá aqui há quanto tempo?
Lunchtime!
Era hora do almoço, mas Nathaniel não estava com fome, sua barriga não roncava igual ao dos outros que passavam ao seu lado, saindo da biblioteca, local o qual se encontrava, lendo um livro de biologia qualquer. Ele olhava para os lados e via o lugar se esvaziando cada vez mais e mais. Mas isso não importava agora. O livro parecia mais chato a cada página, e ele precisava de uma distração melhor.
Por isso, com um suspiro, fechou o livro da “pura chatice” quando nem chegara na metade (como Felix conseguia ter vários desses?), e levantou-se da cadeira, andando até a prateleira onde ele havia pego o objeto. Demorou um pouquinho até achar a mesma prateleira, mas foi o suficiente para notar que não havia mais ninguém naquele lugar.
Exceto por uma pessoa.
Nathaniel era um menino baixinho para a idade que tinha. Por isso, enquanto tentava se esticar para colocar o livro no mesmo lugar onde tinha pego (duas prateleiras acima de sua cabeça, para ser mais exato), ficando na ponta dos pés, sentira alguém trombar com ele, fazendo-o perder o pouco equilíbrio que tinha e quase cair no chão… Isso é, se não tivesse se segurado em uma prateleira e derrubado mais quinze livros.
— Ih, droga… — murmurou, para si mesmo, dando um tapa em sua própria testa com a mão livre. Agachou-se para pegar os livros que derrubara, mas, com três nos braços, olhou para a pessoa que trombara com ele. — Hey, consegue me dar uma ajudinha aqui? — perguntou, educadamente.