às três e meia da tarde de um domingo de agosto um gato dorme em cima de uma caixa d'água no ponto mais alto da cidade. Dorme tranquilo, recebendo os afagos de um sol morno do fim do inverno. Protegido pela luz dourada de um novo começo. Se a vida ruge, se a vida preda, se a vida corre, então também a vida é capaz de sentir paz num domingo de Júpiter. Não não, eu sei que ainda há muito a ser dito, mas por hora a textura desse silêncio nos bastará. Tudo está imerso nesse silêncio, isto é, algo está na iminência de nascer.








