khione-dearendelle.
Logo que soubera o que a Instituição havia feito, Khione pensava em uma maneira de protestar; percebera com orgulho que muitos dos estudantes estavam tão ultrajados e revoltados como ela, apesar de, com pesar, não serem todos. Sendo assim, para fazer sua parte, ela agora fixava na porta de sua sala de aula um aviso que dizia “Sem aulas até que todos os estudantes voltem para Ethereal”. Quando ouviu comentarem que precisavam chamar um professor substituto, a loira tocou a porta delicadamente. Imediatamente toda ela começou a congelar, desde a madeira até a maçaneta e as engrenagens que a seguram -Sem mais aulas até que essa palhaçada acabe.
Ele não tinha qualquer interesse nas lutas internas entre vilões e mocinhos. Aliás, Casey nunca fora adepto da ideia preto-branco, vez que ele mesmo não se enquadrava numa categoria estática — cinza era sua cor. Ainda assim, fora impossível ignorar o tumulto em Ethereal desde que as mudanças haviam sido anunciadas. Com pelo menos metade dos alunos fora da Academia, a escola parecia significativamente mais vazia, ficando evidenciado o preconceito de Anima para com Forsaken. Pela primeira vez, não sabia como proceder, vez que Lysandra não havia proferido qualquer comunicado diante daquilo. Decidiu que o melhor seria verificar o que ocorria no interior do Castelo. A ordem era para que as aulas prosseguissem, mas nenhum professor parecia acatar. Se Casey o fizesse, provavelmente seria visto com maus olhos pelos revoltosos, o que não seria bom para sua permanência na Academia; da mesma forma, se desobedecesse, a Fada Madrinha poderia tirá-lo do quadro, o que teria consequências ainda maiores em sua missão. Deparou-se com o cartaz na porta da sala de Khione, elevando as sobrancelhas pela ousadia da outra, mais ainda quando congelou a entrada da sala. Era perceptível que a mulher estava alterada, o que fez com que o Hunter se aproximasse um pouco mais dela, porém não muito — temia que a loira pudesse lançar sua fúria gelada sobre ele a qualquer momento. “Easy, blonde”, começou, como se estivesse lidando com uma fera. “A metade desses alunos não quer ter aulas, de qualquer forma, e eles não têm professores substitutos para colocar no seu lugar. Tenho certeza que ninguém aqui ousaria acabar com seu protesto”.









