Contudo, tudo parecia velho. Seu beijo era velho, seu corpo era velho, suas lembranças eram velhas demais para lembrar o quão nova talvez um dia tenha sido. No lugar da moça destemida surgiu a melancolia. O passado era o seu poço e ela sempre sentia sede pelo antigo do que sacia-lo pelo presente. Presa em suas lembranças, envelhecia cada ano a espera de uma condicional que a fizesse mudar mas, sua mente não guiava mais caminhões de mudanças. Afinal, era velha e perdera o caminho de sua esperança.
— J. Gabriel Ferré














