Amy não podia negar que não estava tão calma como tentava aparentar. Estava internamente abalada. Ainda lhe machucava saber que o irmão também escondera tudo dela, e mesmo, que tivesse ficado calado por tanto tempo, sem se opor as coisas terríveis que o pai fazia. Por isso engoliu o seco e virou o rosto por um momento, tentando recompor-se. Se fosse em uma situação comum, provavelmente correria para abraça-lo, seria tirada do char e daria uma de suas gargalhadas, mas não sob as circunstâncias atuais. - O mal gosto para roupas e o cabelo bagunçado me lembra dela. - deu de ombros, sempre dizia que ele tinha o cabelo bagunçado e isso só provava que era de fato ela, mas ao ouvir que ele não estava bêbado já tirava a chance de obter êxito no joguinho. Soltou um bufar, e em seguida riu em nervosismo. - Eu sempre fui perdida na família, ficar uns meses com alguém ou sem ninguém não é como se mudasse algo Palovitch. Não vou ser hipócrita de me unir a vocês só porque ela foi embora. — tentou afirmar, mas parecia ter dúvida na voz. Num viu de voz as próximas palavras saíram — Porque se ela também quisesse estar ao lado de vocês, de nós, ela também não teria saído de casa.
Ele soltou um riso baixo ao ouvir o que a irmã havia dito. Ao menos a mesma piada de sempre não havia mudado junto a ela. Alek não sabia o que estava acontecendo ali. Já suspeitava que ela estava chateada por te evitar tanto, mas não ao ponto de trata-lo daquela forma. Além do mais, não fazia ideia do que havia feito afinal, quem saiu de casa foi ela e não ele. Se estivesse junto com seu pai até entenderia, eles nunca chegaram nem perto de se dar bem, e Alek, mais do que ninguém, sabia disso -- e a defendia. - Você sabe o que faz. Jamais iria pedir que você viesse morar conosco porque sei que isso não de faz bem. Contudo, pensei que tivesse o mínimo de consideração com a pessoa que sempre esteve ao seu lado. Pena que estou errado. Parabéns, Amy, você vai longe assim.










