As vantagens de ser tão quieto quanto era nos dias comuns, mais retraído do que os demais amigos e colegas daquele lugar, era ter desenvolvido um senso maior de observação. Quando o corpo da mulher se aconchegou em seus braços e imediatamente o toque da mão delicada veio voraz contra o seu pescoço, Nathan teve a intoxicante noção de que a tinha conquistado - ao menos por uma noite. E estava ali o motivo do seu vício em relacionamentos rápidos, voláteis; Nathan não tinha uma imagem muito positiva dele mesmo, fosse por sua aparência ou suas habilidades. A única exceção era como se comportava quando partilhava daquele tipo de intimidade com alguém - ali, sim, ele se sentia como algo valioso de alguma forma. Amethyst se ajustando ao próprio toque só fez incendiar aquela parte sua que era puro instinto e calar sua mente. Foi um alívio que ele quase agradeceu a mulher por lhe proporcionar. Quando deu por si, o rosto se afastava do pescoço feminino porque eles finalmente estavam confinados no depósito do bar e ficava para trás todo o público, o barulho, a competição. Ele se ajustava contra a porta, relaxando o peso do corpo e se entregando à menor assim como via que ela se entragava. Eles mal haviam feito qualquer coisa e Nathan já estava imerso além de qualquer resgate. A voz que reverberou na própria cabeça, tomando conta de qualquer canto da sua mente por aqueles minutos, foi responsável também pelos arrepios que eriçaram a própria pele abaixo das roupas. Foi Nathan quem desfez o contato entre as mãos porque, repentinamente, ele precisava encher as palmas com o corpo feminino. Foi exatamente o que fez, com a mão destra indo se encaixar ao maxilar marcado da bartender, trazendo-a em sua direção quando foi correr a própria boca pela pele quente. Eram beijos castos que deixava por lá, intercalados com o toque da língua e os dentes, para finalmente sugar com vontade quando encontrou-se com a clavícula feminina - a intenção de deixar marcas para trás era clara. Já a mão esquerda correu pelas costas da Callaway, dedilhando cada nó da coluna até juntar-se à curva do traseiro cheio e apertar a forma que encontrou ali. O toque era um tanto mais forte do que o esperado, já que o Collins vinha tão suave nos demais contatos, mas era desejo puro - assim como o gesto de puxá-la contra o próprio quadril. Este que investiu contra a mão feminina, tão ágil que já se encontrava junto da sua intimidade. — Want your mouth. Wanna make your voice so wrecked every client will know exactly what you did tonight. — A voz soava baixa o suficiente para ser comparada à um surrurro, mas ele não soava acanhado ou fraco de algum modo. A não ser pela respiração que vinha ascelerando, era como se Nathan estivesse no auge da sua calma. A mão destra, por fim, deixou o rosto feminino e subiu pelo pescoço, até poder tomar um tanto dos cabelos escuros na nuca de Amethyst e apertá-los em punho.