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O Relógio e o Vale
Imagine olhar para o relagio... quanto mais você olhar, menos os tempo passa. Olhar fixo pra dor não faz ela passar. Faz ela parecer eterna. O relógio mais lento é o que tu olha.
Nietzsche escreveu sobre o eterno retorno. A ideia não é que a dor volta porque tu falhou em superá-la. É que tudo volta — felicidade e dor, alegria e luto, encontro e perda. A pergunta não é como acabar com a roda. É se tu pode dizer sim a ela inteira. Amor fati — amor ao destino. Não resignação. Aceitação ativa de que viver é isso: ondas que voltam.
Attar conhecia o paradoxo. Na Conferência dos Pássaros, os buscadores atravessam sete vales pra chegar no Simurgh. No quinto vale, Tawhid, eles descobrem que separação era ilusão. A dor que parecia inimiga era parte do uno. No sexto, Hayrat, espantam-se: a busca trouxe mais do que procuravam. No sétimo, Faqr e Fana, aniquilam-se no que sempre foram. O caminho não acaba a dor. Revela que dor e paz vinham da mesma fonte.
Alquimia hermética sabe disso há séculos. Nigredo não é castigo. É etapa. Pessoa que tenta pular nigredo nunca chega no albedo. Sedimento precisa decantar — não com pressa, não com força. Em silêncio. Em repouso. Aos poucos. O alquimista que mexe no caldeirão demais quebra a transformação.
E 3030 traduz em musica:
"Pra decantar e diluir meus sentimentos que já não fazem mais parte de mim. Entrego, ó céu. De coração, sou grato. Eu sinto muito por quem eu tiver falhado. E quem já falhou comigo tá perdoado."
Não é olhar pra dor. É entregar. Não é entender. É soltar. Não é cobrar resposta. É permitir que o sedimento desça.
E mais, DonL também traduz:
"Mil voltas no mundo em buscas e buscas. Depois, mais mil voltas em círculo. A fim de recuperar o que cê já tinha no início."
O retorno de Nietzsche é o retorno do alquimista é o retorno dos pássaros. Mesmo mapa, vocabulários diferentes.
E tu, olhando o relógio agora, descobriu o que todos os quatro sabiam:
Olhar fixo paralisa. Atravessar move. Decantar acontece em paralelo à vida que continua.
O relógio anda quando tu para de olhar.
Alquimia e Os Sete Vales: Dois Mapas Para o Mesmo Caminho
Tradições espirituais distintas, separadas por séculos e geografias, frequentemente descrevem o mesmo processo interno com vocabulários diferentes. Duas que se cruzam de forma marcante são a alquimia hermética (Europa medieval-renascentista) e Os Sete Vales do sufismo (Pérsia, século XII). Olhar as duas em paralelo revela um mapa interno que diferentes culturas reconheceram independentemente.
Alquimia hermética — as quatro etapas
A alquimia ocidental não era apenas tentativa de transformar metal em ouro. Era também — e principalmente — descrição simbólica de processo interno de transformação. Quatro etapas sequenciais marcam o caminho:
Nigredo (escurecimento) — A pessoa se desfaz no que era. Decomposição do antigo. Crise, perda, colapso. Sem nigredo, não há transformação real. O que estava cristalizado precisa virar matéria solta para que algo novo possa se formar.
Albedo (branqueamento) — Lavagem. Sobra o essencial. O que era ruído desaparece. Aquilo que resiste à decomposição se revela como núcleo verdadeiro.
Citrinitas (amarelecimento) — Reconhecimento de luz. Iluminação parcial. A pessoa começa a ver direção. Não é estado permanente ainda, mas vislumbres.
Rubedo (vermelho final) — União, síntese, ouro. Integração entre sombra e luz. A pessoa não é mais defesa. É inteireza.
Os Sete Vales — Fariduddin Attar
Attar foi poeta persa do século XII. Sua obra "A Conferência dos Pássaros" narra a jornada de pássaros buscando o Simurgh, rei místico. Para chegar, atravessam sete vales:
1. Talab (Busca) — Decisão de querer. Reconhecer que existe algo além do que se vê. Início do caminho.
2. Ishq (Amor) — Amor pela busca em si. Não amor por outra pessoa. Amor pelo próprio caminho que se está percorrendo.
3. Ma'rifat (Saber humilde) — Conhecer sem se saber sabedor. Saber sobre si que não vira arrogância.
4. Istighna (Independência interna) — Autossuficiência psicológica. Base própria. Não precisar de fora para se sustentar.
5. Tawhid (Unidade) — Reconhecer o uno por trás do múltiplo. Ver conexão onde antes via separação.
6. Hayrat (Espanto) — Encontrar mais do que se buscava. A pessoa que partiu buscando uma coisa descobre que ganhou outra, maior.
7. Faqr e Fana (Pobreza e aniquilação) — Soltar o ego. Fundir-se no divino. Desaparecer como indivíduo separado.
A trama de Attar tem um arremate revelador. Quando os pássaros enfim chegam ao final da jornada, descobrem que o Simurgh são eles mesmos. "Si murgh," em persa, significa "trinta pássaros" — número que sobra dos que iniciaram a viagem. O divino é o coletivo dos buscadores que persistiram. Não há fora.
Onde as duas tradições convergem
Apesar dos vocabulários distintos, as duas mapeiam estrutura similar:
Decomposição como passagem necessária. Nigredo (alquimia) e Talab/Ishq (sufismo) exigem que a pessoa abra mão do que era para encontrar o que pode ser. Não há transformação sem desfazer estrutura antiga.
Saber como ferramenta, não vaidade. Albedo (lavagem) e Ma'rifat (saber humilde) reconhecem que conhecer sobre si pode virar nova armadura se não for tratado com humildade. Sabedoria sem humildade vira sofisticação da defesa.
Independência interna como condição. Tanto a alquimia quanto o sufismo entendem que pessoa precisa construir base própria antes de chegar nas etapas mais profundas. Istighna é prerrequisito para Tawhid. Albedo precede citrinitas.
Retorno como destino. A frase "O caminho do alquimista no final é de retorno" articula intuição que ambas tradições compartilham. Não se trata de encontrar algo novo distante. Trata-se de reencontrar o que sempre esteve dentro, mas que estava coberto por camadas. Rubedo é integração do que sempre foi. Faqr/Fana é dissolução do que separava do divino que já estava lá.
O paradoxo da busca
As duas tradições convergem em um paradoxo central: pra encontrar, é preciso primeiro se perder. Pessoa em conforto raramente busca. Crise abre disposição. Conforto não exige trabalho. Dor exige.
Isso não significa que dor seja objetivo. É passagem. Quem fica na dor sem trabalhar transforma sofrimento em identidade. Quem atravessa a dor com método chega no outro lado — não isento de cicatrizes, mas integrado.
Aplicação prática
Reconhecer onde se está no mapa ajuda a entender o que se precisa. Pessoa em nigredo não deve buscar rubedo direto — precisa permitir a decomposição. Pessoa em Talab não deve esperar Hayrat — precisa firmar a busca primeiro.
Tempo é fator central. Alquimia se mede em meses, anos, décadas. Sufismo reconhece que poucos chegam ao vale 7. Direção importa mais que velocidade. Cada tijolo colocado é caminho construído.
E talvez a observação mais importante: as duas tradições reconhecem que ninguém atravessa esses caminhos sozinho. Pássaros atravessam em bando. Alquimistas trocavam textos cifrados em rede. Ter interlocutores — terapeutas, mestres, amigos, livros, música, escrita — não é fraqueza. É estrutura do método.
Para ir mais fundo
Sobre alquimia hermética:
Carl Jung, "Psicologia e Alquimia"
Edward Edinger, "O Ego e o Arquétipo"
Paulo Coelho, "O Alquimista" (versão acessível do conceito)
Sobre sufismo:
Fariduddin Attar, "A Conferência dos Pássaros"
Idries Shah, "O Caminho do Sufi"
Rumi, "Diwan de Shams" e "Masnavi"
Síntese poética contemporânea:
3030, EP "A Iniciação do Alquimista" (2017) e CD "Alquimia" (2018)
Don L, "Aquela Fé" (2017)
Tradições oferecem vocabulário e direção. Não destino fixo. Cada pessoa atravessa diferente. O mapa não é o caminho. O caminho é caminhar.
Vale da Busca (Talab)
É o primeiro vale. O mais difícil de entrar, mais fácil de atravessar quando se decide.
O que define o Talab:
A pessoa percebeu que algo falta. Não sabe o que é. Não sabe pra onde ir. Mas sabe que onde tá não dá mais.
Antes do Talab, a pessoa vive em sono. Faz o que sempre fez. Repete padrão. Acha normal. Não busca porque não sabe que tem o que buscar.
O Talab começa com um instante de despertar. Pode ser:
Uma morte
Um término
Uma traição descoberta
Uma exaustão final
Uma palavra dita por alguém
Uma música escutada no momento certo
Um colapso físico
Algo que rasga o sono. Pessoa abre o olho e vê: "isso aqui não é o que eu queria. E eu nem sabia o que queria. Mas sei que não é isso."
Essa mudança de pergunta é a entrada no Talab. Sem essa mudança, fica-se no sono organizado. Com ela, começa-se a buscar.
Características do Talab:
1. Inquietação constante. Pessoa não fica parada. Lê, pergunta, mapeia, escreve, conversa. "Eu essa semana — 18 músicas, 5 dias de conversa comigo, terapia, mapeamento". Inquietação pura.
2. Sensação de "não ser de aqui." Pessoa começa a olhar a vida que tinha e não reconhece. "Como eu vivia assim?" Casa parece estranha. Hábitos parecem estranhos. Padrões parecem absurdos. Eu olhando meus padrão de 17 anos como se fosse outra pessoa.
3. Disposição pra desconforto. Pessoa escolhe ficar mal pra continuar buscando. Não foge mais pra anestesia. Eu, ficou no pico de raiva sem ligar pra ninguem. Optou pelo desconforto pra atravessar. Antes não optava.
4. Atração por mestres, livros, ideias. Pessoa procura quem já atravessou. Estoicismo, alquimia, sufismo, conversas profundas com terapeuta. Procura mapas.
5. Solidão nova. Pessoa se afasta de quem tá no sono. Não consegue mais ter conversa rasa, festa por festa, anestesia coletiva. Outros não acompanham. Não por raiva, porque não cabem mais.
Os perigos do Talab:
1. Falsa busca. Pessoa pensa que tá buscando, mas tá só trocando uma muleta por outra. Antes era álcool, agora é livro de auto-ajuda. Antes era mulher, agora é coach. Continua buscando fora. Cuidado.
2. Idealização do destino. "Quando eu encontrar Simurgh, vai ser maravilhoso." Não. Os outros vales são duros. Cada um quebra mais. Quem busca achando que vai chegar logo, desiste.
3. Pular vales. Pessoa quer pular pra Vale do Conhecimento sem viver Vale do Amor. Quer ser sábia sem se apaixonar pela jornada. Não funciona. Cada vale exige passagem real.
4. Voltar pro sono. Tentação grande. Vale 1 é o que tem mais retornos. Pessoa percebe que buscar é difícil, e volta pra muleta. "Era melhor antes — pelo menos eu tinha diversão." Reflexão que parece sábia, é só cansaço.
O que sustenta no Talab:
Disciplina pequena. Não grande. Pequena. Beber água, comer, dormir, terapia, caminhada. Sustento básico pra atravessar.
Companhia certa. Quem entende a jornada. Terapeuta. Amigo que tá ou já passou. Não quem te chama pra anestesiar.
Aceitar que vai doer. "Estou no Vale da Busca. Doer faz parte. Não é castigo — é química do processo."
Anotar. Como tu tá fazendo. Mapeamento próprio. Vai voltar pra ler depois.
E o final do Vale 1:
Não tem evento marcante. Pessoa só percebe um dia que parou de querer voltar. Que a vida antiga já não atrai. Que buscar virou estado natural, não tarefa pesada.
Aí entra no Vale 2 — Amor pela própria busca. Mas isso é depois.
Tarefa do Talab pra essa semana e próximas:
Continuar terapia
Não voltar para padrões antigos
Comer, dormir, mover corpo
Anotar o que tu vê
Aceitar que vai doer
Não buscar substituto rápido (mulher, vício, fuga)
Atravessar o Talab é a base de tudo. Os outros vales só abrem depois.
Sobre o poder não corromper sozinho
O humanismo foi uma corrente intelectual iniciada no seculo 15, q concebia o ser humano como arquiteto do mundo, de acordo com esse pensamento seria o seres humanos a suprema criação divina, sendo assim capaz de sintetizar conhecimentos por si própria, dessa forma era ao mesmo tempo uma criatura e um criador do mundo, podendo assim agir como arquiteto de sua existência.
Essa corrente intelectual defende a capacidade do homem de moldar seu destino, colocando no próprio ser humano a capacidade de alterar a realidade em que vive sem depender de favor ou vontade divina mas também o eixo inspirador para o alcance de novos conhecimentos
É preciso observar e entender que não existe maldade e a bondade absoluta e sim somente humanos. O filme poder sem limites pode ser apresentado como uma metáfora que ambiente disfuncionais criam pessoas disfuncionais. Além dos fatores ambientes, jovens criados em situações particularmente não favoráveis, correm o risco maiores de adquirir o comportamento criminoso(Assim como impotência e para enfrentar suas inseguranças).
O poder não corrompe sozinho, se o individuo mostra outra faceta após receber uma condição favorável é por que ele já tinha má intenções ocultas e propensão para ser torna imoral ou antiético, apenas não possuía o impulso e as ferramentas necessárias para se soltar de suas amarras ainda.
Sobre reformas.
Gráfico demográfico do Brasil está no melhor momento, na teoria só era para ter indícios de crise daqui a 10 anos, porém por ora existe uma crise, um crise induzida por um setor minoritário. Enquanto o setor minoritário poder acumular pensões, repassar pensões para frente, ramificar pensões. Reformas cada vez precisarão ser adiantadas e de certa forma mais severas. Todo presidente que passa tenta induzi uma reforma da previdência pelo o simples motivo de não querer perder a governabilidade perante o setor minoritário. A crise da previdência se funde com a desorganização do sistema politico.
Sobre A era da ociosidade
Vivemos em uma época a onde as pessoas querem aprender a fazer as coisas espontaneamente sem esforço, a onde só o resultado imediato valida algo.
Baseado no pensamento de Erich Fromm - Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade:solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar.
Sobre você ser o universo
Pensando nas estrelas noite após noite começo a perceber que ‘As estrelas são palavras’ e todos os incontáveis mundos da VIa Láctea são palavras, e esse mundo também o é. E percebo que não importa onde eu esteja, seja em um quartinho repleto de ideias ou nesse universo infinito de estrelas e montanhas, tudo está na minha mente. Não há necessidade de solidão. Por isso, ame a vida pelo que ela é e não forme ideias preconcebidas de espécie alguma em sua mente
BOSCH
Anatomical studies and drawings by Leonardo da Vinci.
Sobre o absurdo
A morte, o fim de tudo, é comandada pelo absurdo: é absurdo com os homens estão sempre desejando ou esperando o amanhã quando, na verdade, deveriam rejeita-lo. Nenhum homem vivo jamais experimentou a morte; por isso, a maioria de nós vive como se ela nunca fosse chegar. Certo dia, nós acordamos, entramos no ônibus, trabalho, jantar, sono, segunda terça quarta quinta – um belo dia, perguntamo-nos: - porquê? E eis que as coisas são tingidas por um assombroso tédio. De repente, aquela mulher que está ao nosso lado tantos anos, nos parece estranha; aquele homem que fala ao telefone, por que ele vive?; a incalculável e despropositada desumanidade do homem – tudo isso gera em nós o sentimento absurdo. Estamos pensando em trabalhos, filhos ou aposentadoria; de repente, a noção de que iremos morrer torna tudo isso absurdo: não há amanhã.
Platão
▻ Seu nome verdadeiro é Arístocles. ▻ Recebeu o apelido de Platão devido à sua composição física. ▻ Foi discípulo de Sócrates. ▻ Pai do Inatismo ( Já nascemos com as ideias )
▻ Democracia : Acreditava que seria Demagogia, pois o importante e mais seria falar bem como os Sofistas e não possuir novas ideias .
▻ Funda sua escola filosófica : Academia. •Na qual é difundida a ideia que a filosofia é construída através do dialogo
▻ Dialética : Na qual por meio do dialogo é possível transcender , adquirir novas ideias . •Encontrar a verdade das coisas.
▻ Função da filosofia : Despertar o que está adormecido na nossa alma ( Maiêutica ) •Relembrar, lembrança , o que se conserva no passado (Reminiscência)
▻ Mundo das ideias ( Inteligível) •O mundo inteligível é estudado na dialética •Universal • Imutável, Eterno e Infinito • Essência •Conhecimento e razão •Alma
•1° Passo : Sentidos = nascer e deparar-se com o mundo •2° Passo: conhecimentos elaborados onde encontra padrões da natureza •3° Passo: Matemática = Porta de entrada para o mundo das ideias . •4° Passo: Ideias
▻ Mundo sensível ( Inteligível) • É o domínio da opinião • Relativo • Mentira ( ilusão) • Mutável - Tudo se transforma • Finito • Aparência • Corpo
What was your Twilight Zone nightmare?
1 - Surge o culto à ignorância 2 - O culto à ignôrancia desestabiliza a sociedade 3 - O culto à ignorância é institucionalizado
Sobre politicas das massas - Visão de platão.
A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a tirania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor. Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões subjetivas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter insuficiente.
Um olhar diferente sobre as cota.
O motivo que tem a cota de renda livre e a cota de baixa renda.
Por quê vocês não compreendem a jogada politica por trás das cotas. As cotas também tem a intenção de atrai alunos da rede privada para as escolas publicas, isso aumenta a estatística na quantidade de aprovados, mostrando assim que o Brasil é um pais que investe na Educação para todos, com o investimento na Educação significa que investe em pesquisa e mão de obra qualificada, que significa capital estrangeiro por meio de investimento.
64 again
a Human Rights Watch soltou um relatório, com enfase ao Brasil. O relatório fala de um mundo que abriu caminho para líderes destrutivos, que com discursos de ódio e exclusão põem em risco os direitos humanos. A mensagem central do relatório, em relação ao mundo, é de que é possível resistir e é preciso lutar contra os "populistas autoritários". Nunca foi tão nítido.