Agosto de 2026

shark vs the universe
Lint Roller? I Barely Know Her
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
No title available

if i look back, i am lost
Cosimo Galluzzi
The Stonewall Inn
Phantogram Three

izzy's playlists!
Fai_Ryy
almost home
EXPECTATIONS
Show & Tell
𓃗

Jimmy Eat World
macklin celebrini has autism
$LAYYYTER

bliss lane

No title available
No title available

seen from Türkiye
seen from France

seen from Germany
seen from Bulgaria
seen from France
seen from United States

seen from United States
seen from Türkiye
seen from Germany
seen from United States
seen from Türkiye

seen from United States

seen from Chile
seen from Canada

seen from Argentina

seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Türkiye
seen from Colombia
@odetosolitude
Agosto de 2026
Minha bruxinha
Xangô te lembra que o tribunal que mais te condena funciona dentro de ti. E que esse tribunal, muitas vezes, não é justo.
A justiça verdadeira exige contexto. Não há sentença sem história. Não há autoveredicto sem que se ouça também o que a vida te fez antes de fazer algo com ela.
Você não é o que planejou ser. Não é o que sua mãe imaginou, nem o que você mesmo jurou que seria quando tinha vinte anos e o mundo ainda parecia administrável.
Você é o que se formou na resistência, na perda, no desvio do caminho. O que sobreviveu.
E sobreviver tem um preço que a maioria das pessoas não contabiliza quando julga.
Xangô corta a impunidade e também a autopunição excessiva. A justiça dele nem de longe é crueldade com verniz de responsabilidade. Não é você repetindo tudo o que deveria ter feito diferente. Não é você transformando cada cicatriz em prova de acusação.
Ser justo consigo não é ser condescendente. É reconhecer a realidade dos seus percursos. É entender que você chegou até aqui carregando pedras que ninguém via. É parar de comparar o que você é com o que você teria sido se tudo fosse diferente.
Esse outro você nunca existiu, nunca vai existir.
O que existe é você. Com as marcas que tem.
#xangô #orixá #axé #saravá #matrizafricana
isso não é mais sobre você.
é sobre o quanto ardeu. sobre o quanto consumiu cada célula, cada noite e cada sonho.
Amei cada pedaço dos dias em que você esteve ao meu lado, como quem protege um objeto precioso. Mesmo nos momentos de desencontro, eu amei e cuidei. Eu me lembro da espera pelos feriados e finais de semana e da sensação de pensar viver algo seguro, sincero. Eu te coloquei no centro de tudo que eu queria para mim. Mas eu lembro também de sentir que eu me doava mais por tudo isso que você. Ainda assim, sonhei com um futuro que tentei construir todos os dias um pouquinho mais, como quem ergue tijolo por tijolo. Eu quis tantas coisas. Hoje eu sei que a sua mente e o seu desejo estavam em outros lugares. Agora, quando você me fala de amor e me pede pra acreditar, tudo me parece tão descolado da realidade que não sobra nada para salvar. Eu me sinto tão ingenua.
Eu sonhei tanto com um amor seguro e tranquilo.
Miseravelmente ingenua.
Meu peito vai se esvaziando de toda essa ilusão que se tornou um pesadelo. Eu quero apenas que tudo fique no passado e que possamos viver em paz.
25.05.26
Colhemos as escolhas… o problema é que, quando a conta chega, já não dá mais pra fingir que não sabia o preço.
Ontem eu levei o belíssimo Soneto de fidelidade, de Vinicius de Moraes, para os meus alunos lerem. Depois pedi que escrevessem um poema de amor inspirado nesse texto. Engraçado que eles escreveram sobre tudo o que eu achava que possuia no amor (que tive).
07.05.26
Você me tirou a oportunidade de ser amada de verdade por outro alguém, porque quando você apareceu, eu inocentemente escolhi você. Até isso você tirou de mim.
L. V., writings from the waiting room