invisible string tying you to me | bartolomé and oliver
- That’s nice! I never had to take anyone to this hospital, but it is good to know that I will find a friendly face there if I need to. Great area to live too, even if I don’t know Harlem very much, I’ll want some tips. I used to live in East Harlem, but between college and work I didn’t know much beyond El Bairro, now I’m back there with the kids, in an apartment close to Thomas Jefferson Park. - se estivesse se localizando corretamente, Oliver morava mais próximo da sua universidade do que o próprio latino, mas ele não tinha do que reclamar, pois a região leste era mais em conta e infinitamente mais perto do emprego do sua antiga casa em Murray Hill - sem contar que a cultura latina era algo que Bartolomé tinha um imenso apreço. Então eram seus pais que o ajudavam com a pequena Riley, hum? Não era de se admirar que ele precisasse de mãos extras atendendo ao estudo de medicina enquanto cuidava de uma criança de tenra idade, mas tinha ficado claro a ausência de uma esposa ou mãe nessa história; mais uma vez, o latino voltou a refrear-se que não era seu lugar perguntar.
Sentiu a face aquecer com o comentário de Oliver e focou que ele apenas estava sendo gentil, como em todas as outras vezes que conversaram. - I would love for my students to find me as cool as you are saying, but competition is tough when it comes to art alumnus. But you think I’m cool, aren’t you, little man? - perguntou a Charlie, tirando a atenção dele dos desenhos por um segundo para um fist bump. Olhando para a porta que Eleanor recém saiu, Bart teve que concordar com o novo amigo; ele confiava na filha em mais do que um aspecto. - She is, she had to manage alone since she was very young. - sabia que seu comentário soava vago, mas não era como se tentasse esconder como sua família havia se unido. - I imagine you anticipate a lot of headaches with this little one, but, trust me, you will love it. - a menina era ativa, isso era perceptível, também muito educada e desenvolta, certamente Oliver ia ter alguns cabelos brancos com Riley no futuro, o que não era algo ruim, necessariamente. - My story? - aquela era uma pergunta que o latino não respondia há anos, mas que foi repetida para ele dezenas de vezes quando estava no processo de adoção, então era fácil pôr em palavras algo que tinha aprimorado a cada entrevista. -I’m from Guatemala, I came to the USA dreaming of a career as an artist, but my college years and the different jobs I ended up doing showed me something else. In the middle of the course I included the teacher preparation program to my bachelor’s degree in music and soon started to teach classes for primary and secondary education. Thereby, I understood that I wanted to be a father and started the adoption process.- até esse ponto era o que importava aos entrevistadores. - It took a few years before I could get in line, many agencies did not welcome a single gay man looking to take care of a child. I had no demands like most other parents and this made it a little easier, even more so that I could receive an older kid. They introduced me to Eleanor when she was 8 and I knew she would be my daughter, but then they said she had a “problem”. - cortou sua fala para apontar para Charlie discretamente, ainda enervado com o termo que usaram para dizer que Eleanor tinha uma irmão. - He was only a few months old and it took almost a year before I could receive not just one, but the two of them.- a história a partir daí não ficava fácil, mas não era momento de aprofundar com Oliver. - Adoption was a bumpy ride, very bumpy, but God, was it worth the fight. - não podia deixar de sorrir pensando nos momentos de conquista dividido entre os três. - In the meantime I got a master’s degree, I started teaching at universities and the last five years have been just the three of us and we still kicking. What about you? If you don’t mind asking me.- o questionamento de Oliver havia lhe dado brecha para sanar sua própria curiosidade.
— It's a very good hospital, but I hope we don't have to meet there. — Ollie sorriu gentilmente, enquanto observava Charlie e Riley entusiasmados numa conversa sobre suas cores favoritas. A rede de hospitais em que trabalhava e fazia residência era de fato uma das melhores e mais modernas de Nova Iorque, mas Oliver esperava não ter que atender os filhos de Bartolomé tão cedo. Apesar de adorar sua profissão, hospitais não eram um bom lugar para crianças. — Yes, it's a really nice neighbourhood! Here, that's my number. Text me if you need something. It's hard to be the newbie and I would be happy to help you guys to settle. — Ollie pegou um dos seus cartões de visita na carteira e estendeu para Bartolomé. Usava eles muito raramente, visto que não tinha um consultório particular, mas os mantinha guardados para os pais e mães de pacientes que preferiam manter contato direto com ele. Não passou despercebido ao médico como o homem falava com carinho dos seus filhos e Oliver se sentiu bem em finalmente encontrar alguém que talvez lhe entendesse. Riley era e sempre seria a maior prioridade da sua vida, mas seus amigos e colegas não pareciam compreender isso de fato. Os convites para saídas e noitadas deixaram de existir, visto que Oliver sempre precisava estar em casa para cuidar da filha. Amava a vida que levava sendo pai, mas estaria mentindo se dissesse que não era solitário.
Ollie ouviu atentamente a história de vida de Bartolomé, mantendo os olhos fixos no mais velho enquanto ele falava. De repente, tudo fazia muito mais sentido; o fato dos filhos serem parecidos entre si, mas não lembrarem o pai em nada fisicamente. Não pôde deixar de sentir admiração pelo músico, um homem gay e solteiro que criara duas crianças adotivas sozinho. Um homem como ele definitivamente era uma boa pessoa e alguém para se ter por perto. O sentimento fez Oliver sorrir sem perceber e antes que se desse conta, já desejava ter uma amizade com Bartolomé. — This is... Incredible. I mean, I imagine it was a difficult time, but I'm glad you didn't give up. Your kids are so polite and smart... I guess you're doing a very good job raising them. It's a really impressive story, Bartolomé. Thanks for sharing it with me. — Seus anos de terapia após a morte de Jessica, sua esposa, tinham lhe ensinado a reconhecer quando outras pessoas se abriam e falavam sobre dificuldades que passaram. Por mais polida que fosse a história do músico, Oliver estava feliz por ele ter se sentido à vontade para compartilhá-la. — Well, my grandparents are immigrants from North Korea. I don't know how much you know about the political scene there, but they came to the United States in search of better life opportunities. My mom and dad are Americans and they met within the Korean community that exists here. They opened this cafe years ago, even before I was born, and with the help of friends and the community, the business ended up paying off and growing. — A história da sua família não era exatamente impressionante, mas Oliver tinha orgulho do quanto eles tinham trabalhado duro para se estabelecer ali e garantir um futuro para ele. — I am an only child and I ended up taking my father's advice to pursue a career that would give me stability. I had a lot of support and even a little luck during high school and college. I had to work hard to get a scholarship, but in the end everything worked out. I got married early, with my high school sweetheart, as soon we finished college. A year later Riley was born and shortly afterwards, my wife died in a fatal accident. — Ollie já não tinha problemas para contar essa história, mas sempre seria incômodo relembrar os meses de luto que se sucederam ao acidente de carro em que Jessica tinha morrido. — It was also a very bumpy ride, 'cause I was starting internship at the hospital and Riley was too little, but I had a lot of help from my family to get through all the problems. I had a lot o therapy sessions too. — O médico riu consigo mesmo ao assumir para Bartolomé o quanto ele precisou de ajuda profissional para seguir em frente. — Now it's just me and this little munchikin against the world. She is all that matters to me. — Ollie deixou sua mente vagar ao observar a filha terminar de beber seu chocolate quente e limpar a boca num guardanapo em vez de usar as mangas. Ele amava ela mais que do tudo na vida.