“PORQUE VOCÊ NÃO FALA MAIS COMIGO, VOCÊ ACHA POUCO?”
Noah Kahan
occasionally subtle

izzy's playlists!
Monterey Bay Aquarium
Not today Justin
𓃗

PR's Tumblrdome
No title available
Cosmic Funnies
Show & Tell

#extradirty
Fieri Frames

oozey mess

No title available
No title available
Cosimo Galluzzi
The Stonewall Inn
h
sheepfilms

Love Begins
seen from Malaysia
seen from Brazil
seen from Canada
seen from Spain
seen from Philippines
seen from United States

seen from United States

seen from Russia
seen from United Kingdom

seen from Kenya
seen from Netherlands

seen from Japan

seen from Portugal
seen from France
seen from Türkiye
seen from Venezuela

seen from Türkiye
seen from United Kingdom
seen from Bolivia
seen from Canada
@or-haneul-blog
“PORQUE VOCÊ NÃO FALA MAIS COMIGO, VOCÊ ACHA POUCO?”
party.
eros nightclub, 03:20 am.
A noite estava quase perto de acabar e Haneul já sentia-se cansado. Ser DJ não era uma tarefa muito simples, ele animava pessoas, mesmo que não estivesse completamente animado. Com apenas 21 anos, muitos sabiam do talento que o jovem tinha para música, ainda que sua teimosia falasse o completo contrário, exigente do jeito que era, o rapaz ainda estava descontente com sua performance, ainda que tivesse deixando muita gente pedindo por mais e feito todos dançarem durante mais de duas horas.
Com a bolsa de seu notebook nos ombros e sentindo o corpo já pedindo por um descanso, o coreano andou até o bar que havia na boate. Haneul era completamente contra o consumo de bebidas alcoólicas, ensinado desde pequeno, aquilo bloqueia seus receptores e acaba com seus reflexos. Em noites como aquelas eram extremamente necessárias, afinal sempre tinha gente chata e bêbada que chegava em cima dele, e o máximo que conseguiam tirar de si era pena. Ele sentou-se no banquinho e pediu ao garçom apenas uma garrafa com água e gelo. Apoiou o corpo sobre a mesa e acenou para algumas pessoas que lhe davam parabéns pela noite.
Suspirou e tomou um gole da água, já sentindo-se melhor do cansaço. Olhou pela primeira vez em sua volta no bar e viu um ruivo conhecido sentando bem ao seu lado, e ele não era um aluno, embora parecesse. Haneul não tinha uma opinião formada sobre o jovem professor, ele parecia gentil, mas nada o assegurava que ele não pegaria em seu pé como o outro. — Então quer dizer que o senhor gosta de festas, professor… Interessante.
( @or-jay )
swimming competion
Haneul mais uma vez estava alguns minutos atrasado. A competição de natação estava prestes a começar e ele já ouvia alguns gritos de apoio aos competidores, ele automaticamente rio, pois o que ele havia preparado para dar forças à Kurtis estava muito além do que meros gritos. Para começar, ele vestia roupas de verão. Uma bermuda branca, blusa florida, chinelos e um chapéu de praia, além disso, em sua cintura havia uma bóia e ele também levava um megafone em suas mãos, juntamente com os cartazes. Avistou seu amigo um tanto quanto isolado dos outros, parecia pensativo, e ele esperava que fosse apenas uma preocupação com a competição, mas o conhecendo tão bem, o olhar do cephei tinha algo a mais escondido ali.
olimpíadas - arquearia.
Haneul estava entediado. O canis esperava sua hora da competição sentado em uma cadeira qualquer, ele não era a pessoa mais empolgada para as olimpíadas, na verdade, aquele era o lugar que ele menos gostaria de estar naquele horário. Olhou para arquibancada e realmente não haviam muitos alunos, talvez a competição de arquearia não fosse famosa como a de futebol ou basquete, era algo exigia muita atenção e por mais que fosse seu esporte escolhido, ainda sim demandava um esforço pelo qual ele não estava com muita vontade de fazer, mas algo dentro de si havia mudado desde que estava em paz com seu clã nos últimos dias. Seu humor não era dos melhores, mas seu corpo parecia estava diferente.
work — pov
library, 19:30pm.
Cronos Prensione, Ala Norte D. Self-para.
Após uma conversa agradável com Yeonseok durante o fim da tarde, Haneul nem havia percebido o tempo passar. Já era noite e não era assim tão cedo, já deveria estar se arrumando para dormir e descansar, mas ele simplesmente não conseguia. Pegou sua única amiga naqueles momentos de desânimo, sua flauta transversal, e andou até a parte mais afastada do pátio. Não sentia fome, como de costume para aquele horário, mas fazia um bom tempo que estava sem se alimentar, provavelmente seu corpo havia se habituado aos maus hábitos e já nem reclamava mais.
Sentado sobre uma pedra, ele começou a tocar com suavidade. Às vezes parecia que ainda era como o pequeno garotinho que tinha o sonho de ser músico no passado, tinha delicadeza, elegância e conhecimento sobre cada posicionamento dos dedos ao fazer as notas. Ninguém de sua idade gostava de instrumentos como aquele, provavelmente. Ele não os culpava, não tão interessante e barulhento como uma bateria ou guitarra, mas era bonito e muito suave. Mas um barulho estrondoso o fez parar de tocar, não sabia o que estava acontecendo, mas se bem lembrava dos ensinamentos de sua mãe, aquele era o momento em que ele corria, e foi o que fez. Ouvia gritos, barulhos estranhos e pode ver alunos correndo. Por sorte, ele havia feito algumas rotas de escape, era seu costume. Ainda que não fosse o corretor a fazer, Haneul sabia que poderia ajudar e assim o fez. — V-venham por aqui… Chegaremos mais rápido na ala norte D.
Ele estava sem jeito, e pelo pátio principal quase vazio, poderia dizer que estava atrasado. Ele estava na frente que um pequeno grupo de alunos mais novos e os guiou por um caminho estreito. Porém, no momento que se aproximavam do local seguro, talvez durante a correria e confusão, uma estrutura de concreto bloqueava o caminho e os fez parar. Hanuel não gostava de usar seus poderes, e naquele momento entrou em um impasse consigo mesmo. ‘’É melhor dar a volta.’’ Porém se dessem a volta, teriam que novamente passar pelo pátio e seria perigoso. Ele apenas suspirou e andou, erguendo a estrutura maciça e pesada com facilidade. — Vão, corram até lá. Eu vou arrumar isso aqui e já vou. E… Não falem que me viram fazendo isso, eu fico agradecido.
Enquanto os mais novos se distanciam, o rapaz caminhou um pouco para tirar a estrutura do caminho, para não atrapalhar quem viesse mais atrasado. Ao longe ele podia ouvir o barulho, deveria agradecer aos seus sentidos aguçados, certamente era um Gedächtinis. Finalmente ao chegar ao lugar seguro, Bang SuA lhe olhou do modo que apenas o Bang mais novo conhecia, o olhar de mãe. Recebeu um abraço e finalmente adentrou na ala norte D. Antes de procurar um lugar para sentar, ouviu sua mãe sussurrar próximo ao seu ouvido. “Eu vi o que você fez, e eu estou orgulhosa de você.”
Uma frase simples, mas que o fez extremamente feliz. Não demorou muito para a mulher tornar a posição de vice-diretora e logo depois a mesma saiu em busca de informações sobre o acontecimento. Estava preocupado, mas confiava em sua mãe mais que tudo no mundo. Sentado em um canto qualquer, ele pensava consigo mesmo. “Talvez Ares não fosse assim tão ruim, havia qualidades em ter força também. E só talvez, lhe daria um voto de confiança.”
broken hearts heal.
( @or-yeonseok )
O fim da tarde chegava e com ele a vontade de Haneul de se afastar o restante dos alunos era ainda maior. O rapaz não queria estar ali, ainda achava o passeio perigoso demais. Levar adolescentes para uma prisão do mundo mágico era completamente insano, ele ainda estava pensando como sua mãe havia concordado com aquilo. Mas, longe daquelas celas, no lado de fora e que havia algumas árvores, e quem sabe, alguns bons lugares para fazer uma rota de fuga, afinal em sua mente era impossível que tudo ocorresse bem.
Um suspiro escapou de seus lábios e novamente o desânimo era aparente. A realidade é que Haneul estava totalmente exausto, não fisicamente, mas emocionalmente. Estava esgotado. Já havia se desentendido e machucado, mesmo que sem querer, pessoas que ele considera muito e a lista de coisas que ele se arrependia apenas aumentava, mas em contrapartida, ele se empenhava em se manter firme, cuidar de si mesmo e de sua saúde. Por esse motivo, ele estava caminhando naquele horário. Caminhadas lhe fazia bem, era seu momento de pensar e relaxar, mas seus pensamentos naquele momento lhe deixavam ainda mais triste.
Acabou por sentar-se em um pequeno banco, pode por fim contemplar a vista para o mar. Ele encolheu seu corpo, abraçando suas pernas e fixando seu olhar para para o horizonte, mais um suspiro e a frase que martelava em sua cabeça por horas dessa vez fora verbalizada. — Eu não consigo fazer nada direito... — Nem mesmo percebeu que um rapaz se fazia presente ali aquele tempo todo, provavelmente outra pessoa procurando um pouco de paz em meio a um lugar com clima tão pesado. — Desculpe atrapalhar seu silêncio, sunbaenim. Eu não vi você por aqui, por favor diga se eu estiver atrapalhando, eu só… Estou chateado.
come away with me tonight with cigarettes and valentines
haneul
Os pensamentos do rapaz estavam a mil por hora, mesmo que tivesse prometido a si mesmo que não ficaria nervoso, ou algo do tipo, era praticamente impossível que não ficasse, e na verdade era até bom. Aquele friozinho na barriga de estar com quem gosta era uma sensação positiva. Ele se colocou ao lado do outro e se achegou para perto. Haneul olhava aquela cena, e mesmo que para ele fosse engraçado em alguns momentos seus amigos conversarem com pessoas mortas, ali não era bem a hora. Então, mandão da forma que era, ele acabou por para no meio do caminho em que faziam, e mesmo não acreditando no que iria fazer, acabou fazendo. — Dá licença, senhor fantasma… Eu geralmente não atrapalho a comunicação de vocês, mas hoje eu gostaria de ter a atenção do Kurt só pra mim, tudo bem? São só algumas horas, depois ele volta para vocês! Não sei se conseguem me ouvir, mas eu acho que estão por aí, né? Deixem ele ficar um pouquinho comigo também, obrigado.
Acabou por rir no final de suas palavras, não queria soar grosseiro, mas se sentia um pouco estranho, afinal estava falando com o vento. Deu de ombros e olhou para o amigo ao seu lado que parecia não entender direito o que havia acabado de acontecer, mas Haneul esperava mesmo que ele compreendesse o amigo sem muita paciência que possuía. — Kurt hyung, quer saber? Vamos de teletransporte. Eu quero ir alguma vez sem levar susto, quero aproveitar a viagem e saber como acontece. O que devo fazer? Fico parado? — De fato, estava curioso sobre aquilo fazia algum tempo, por mais que estivesse um pouco temeroso, não aquela agora que iria andar para trás. Além do mais, todo método que lhe poupasse de andar era completamente discutível.
O riso trancado fazia com que um sorriso desajeitado surgisse nos lábios do mais velho, não sabia como reagir, além de ficar completamente confuso ao ver o moreno tentando se comunicar com o “senhor fantasma”. Entre ambas as vozes falando, tanto a de sua cabeça, que reclamava perguntando quem o garoto pensava ser, e o amigo dizendo que queria a atenção do mais velho, Kurtis olhava para o chão, com os olhos semicerrados. – Atenção só para você? – Falou em tom baixo, meio que para si mesmo. Não que tivesse algum problema, só achou engraçado o outro colocar daquela forma, será que Kurtis não estava levando aquilo a sério como o outro estava?
Ao ver o outro rindo, fez-se por ter a mesma reação. – Wow! Você é o meu heroi, dude. – Passou o braço entre os ombros de Haneul, dando um rápido abraço, Kurtis nunca foi uma pessoa de muito contato físico, se sentia em completo desconforto, por isso desfez o ato o mais rápido possível, voltando as mãos aos bolsos. Limpou a garganta antes que pudesse falar qualquer coisa. – Primeiro a gente vai ter que fazer um ritual com o seu sangue, para as almas aceitarem te carregar. Se você fosse um cephei era mais fácil. – Falava com muita convicção, olhando nos olhos do amigo, não sabia se o outro levaria a sério, mas não custava nada tentar. – Se elas te aceitarem, eu consigo levar você, agora caso contrário, talvez no meio do teletransporte você possa morrer… Ou era o contrário? – O olhar confuso fitava o moreno, poderia ter manipulado o amigo a sentir medo, porém qual graça teria? – Tentativa e erro. – Tirou rapidamente a destra do bolso, pegando o pulso de Haneul. Aos poucos as sombras foram tomando o corpo de ambos, até se materializarem em um beco escuro perto do restaurante que tinham marcado. – Tcharam… – Disse soltando o pulso alheio. Deu alguns passos de costas, com os braços abertos e um sorriso travesso em seus lábios. – Não tem nada demais, uh? Mas se você ficar com dor de cabeça me avise, agora vamos. – Voltou a andar normalmente, fazendo um gesto com a mão para Haneul o seguir. O cheiro de comida já poderia ser sentido, e pelos deuses, Kurtis estava morrendo de fome.
Poderia sentir-se um tanto quanto envergonhado pelas coisas que havia falado, talvez estivesse dando muita ‘’bandeira’’, como era popularmente dito. Não era como e Haneul estivesse esperando algo muito diferente das saídas que os dois eram acostumados ir, mas naquele dia, poderia ser um pouco diferente. Eram só eles ali, queria poder conversar e rir de besteiras, fazia tempo que os dois não ficavam juntos daquela forma, só eles. — Kurt, eu não tenho medo dessas coisas, você sabe... E além do mais, que alma em sua sã consciência iria querer meu sangue? Realmente seria uma alma um pouco burra.
O sorriso nos lábios era bem visível, ainda que nem tivessem saído, já estava achando tudo muito divertido. E não poderia negar que estava faminto, e não via a hora de chegar ao destino tão esperado, seus maus hábitos de alimentação lhe levaram a esquecer completamente a hora corretas das refeições, e naquele exato momento, seu estômago estava quase pedindo por socorro. Ainda estava um tanto quanto confuso com as palavras alheias, mas nem teve muito tempo para raciocinar, seu corpo já havia sido tomado por sombras e em um piscar de olhos estava no lugar desejado. Que loucura.
Eles piscou algumas vezes, olhou em volta e realmente estava em terra firme. Sentiu-se levemente tonto ao tentar andar para mais perto do outro. — Wow, preciso de um tempo de prática para andar assim. Mas está tudo bem. Agora vamos comer! — Ao se recuperar rapidamente, ele andou até a porta de entrada do restaurante, o cheiro de comida fez seu estômago mais uma vez dar o ar da graça. Sabendo que o outro estava atrás de si, ele apenas escolheu uma mesa um pouco mais afastada e sentou-se. — Muito bem, senhor super saudável… Me ajude a escolher algo gostoso. Faz um tempo que eu não como, estou faminto.
come away with me tonight with cigarettes and valentines
haneul
Definitivamente, Haneul estava atrasado. Por mais que não fosse do seu feitio atrasar-se, o dia havia sido uma verdadeira loucura, havia tido problemas nas aulas, sua mãe, para variar, também havia tirado o dia para pegar em seu pé de dizer o quão era irresponsável por ele sair no meio da aula e deixar seu professor falando sozinho. Eram tantas coisas que lhe deixavam com a cabeça cheia, que quando teve uma pequena oportunidade, o rapaz tirou um tempo para cochilar, esse foi seu maior erro. Acordou alguns minutos mais tarde do que pretendia e quando se deu conta, correu para se arrumar o mais rápido que conseguia.
Kurt era seu amigo, alguém próximo e que sabia de quase toda sua história, ele era especial, e por mais que estivesse acostumado a saírem juntos, o coreano sentia que naquele dia, era mais especial. Muito prático e decidido, ele escolheu o que pretendia usar rapidamente, lhe bateu uma insegurança, era a primeira vez em muito tempo que ele vestia algo que não fosse moletom ou uniforme da escola. Hanul optou por jeans de lavagem clara, um pouco rasgados nas pernas e uma blusa branca, de mangas longas; por cima, usava apenas um casaco. Finalmente arrumado, pegou o celular e viu a mensagem do amigo, sorriu e finalmente lhe respondeu. ‘’Já estou indo! <3’’
Antes sair, passou perfume e arrumou pela última vez os fios negros, assim que o fez, saiu. Kurt não estava tão longe, e não deveria demorar muito para chegar. Ele acabou por sentar-se em um dos batentes na entrada do dormitório masculino, dando ‘’boa noite’’ para quem passava por ali. Distraído, ele apenas viu o vulto negro se formar ao seu lado, o corpo materializado ao seu lado. Em um sobressalto, ficou de pé e os olhos pequenos estavam arregalados, e ele estava pronto para xingar quem havia aparecido quando reconheceu a face do amigo. Imediatamente ficando sem graça, coçou a nuca em um ato de de puro nervosismo e sorriu, sentindo as maçãs do rosto levemente quentes. — O-Oi, Kurt… Ainda bem que é você. Sempre me assusto com essas coisas… Eu sou um bobo. Você está bem? Podemos ir?
Já esperava que o outro estaria atrasado, se fosse vindo de outra pessoa, o cephei até ficaria bravo, porém conhecia Haneul tempo o suficiente para nem sequer ligar para isso, então quando viu a mensagem do outro, apenas visualizou e sorriu. Kurt seguia uma certa “dieta” em sua cabeça, sempre comia nos horários certos, então era normal que naquela hora já estivesse morrendo de fome. Se levantou, indo em direção ao espelho do banheiro e dando uma última arrumada em seus fios vermelhos. – Eu acho que já passou da hora de eu cortar esse cabelo… Anyways… – Deu de ombros antes de sair do comodo, indo novamente para sua cama, apenas para pegar o celular que havia deixado ali. Colocou sua varinha de cobre escondida sobre o lençol da cama, cuidava dela com tanto carinho que quem olhasse, pensava que o garoto havia comprado a mesma a menos de um mês, porém ela o seguia desde que ainda morava em Korum… Ambos tinham muita história para contar.
Pôs seu casaco antes de sair de seu quarto, se materializando próximo de onde seu amigo estava, vendo o outro se assustar com sua aparição, fez-se por rir. – Agora eu entendo porque o Taeho adora usar isso… Nada contra, tho. – Colocou a mão no ombro alheio. Mesmo estando morando em Byeoldo a mais de seis meses, o cephei ainda tinha costume de colocar palavras aleatórias de sua língua natal em meio a suas frases. – Com o tempo você se acostuma… Ou não, depende. – Deu de ombros, colocando as mãos no bolso do casaco, dando um leve sorriso em seguida, vendo o outro sem jeito. – Eu estou ótimo, e você? Ah, você prefere ir andando ou… You know… – Piscou para o mais novo, normalmente não dava “carona” para alguém, já que todos reclamavam da dor de cabeça depois, mas o que esperar de um passeio entre as sombras? Cocegas não poderia ser. “Você acha mesmo que ele vai querer? Olha a cara de pavor dele” dizia o voz, que ria em seguida. – Você julga muito as pessoas, sabia? Por isso que você morreu. – O ruivo revirou os olhos e respondera em tom sério, se esquecendo por um segundo que seu amigo estava em sua frente. – Ah! Eu não me referia a você, eu me referia a… – Apontou para a sua cabeça, na expectativa que o canis já soubesse o que se passava. Só esperava que elas se quietassem, por pelo menos aquela noite.
Os pensamentos do rapaz estavam a mil por hora, mesmo que tivesse prometido a si mesmo que não ficaria nervoso, ou algo do tipo, era praticamente impossível que não ficasse, e na verdade era até bom. Aquele friozinho na barriga de estar com quem gosta era uma sensação positiva. Ele se colocou ao lado do outro e se achegou para perto. Haneul olhava aquela cena, e mesmo que para ele fosse engraçado em alguns momentos seus amigos conversarem com pessoas mortas, ali não era bem a hora. Então, mandão da forma que era, ele acabou por para no meio do caminho em que faziam, e mesmo não acreditando no que iria fazer, acabou fazendo. — Dá licença, senhor fantasma… Eu geralmente não atrapalho a comunicação de vocês, mas hoje eu gostaria de ter a atenção do Kurt só pra mim, tudo bem? São só algumas horas, depois ele volta para vocês! Não sei se conseguem me ouvir, mas eu acho que estão por aí, né? Deixem ele ficar um pouquinho comigo também, obrigado.
Acabou por rir no final de suas palavras, não queria soar grosseiro, mas se sentia um pouco estranho, afinal estava falando com o vento. Deu de ombros e olhou para o amigo ao seu lado que parecia não entender direito o que havia acabado de acontecer, mas Haneul esperava mesmo que ele compreendesse o amigo sem muita paciência que possuía. — Kurt hyung, quer saber? Vamos de teletransporte. Eu quero ir alguma vez sem levar susto, quero aproveitar a viagem e saber como acontece. O que devo fazer? Fico parado? — De fato, estava curioso sobre aquilo fazia algum tempo, por mais que estivesse um pouco temeroso, não aquela agora que iria andar para trás. Além do mais, todo método que lhe poupasse de andar era completamente discutível.
come away with me tonight with cigarettes and valentines
with @or-haneul
Datas comemorativas nunca foram o forte de Kurt, já que as únicas datas que realmente se lembrava era do Natal, um feriado que todo mundo conhece e propaga sobre, e Halloween, seu feriado favorito. Por isso ver todos falando sobre o dia dos namorados não o pareceu estranho, nunca havia comemorado, então por que deveria se importar? Porém pela primeira vez não passaria sozinho, já que havia convidado Haneul para passar o “feriado” com ele, uma brincadeira, na sua cabeça, que acabou se tornando real, e estava feliz com isso, gostava de sair com o mais novo, os dois tinham personalidades parecidas, e se davam bem, algo que era difícil de Kurt manter.
Kurt era a pessoa mais despreocupada do mundo quando a questão era tempo, por isso, até meia hora antes do horário que os dois haviam combinado, o ruivo ficou deitado em sua cama, conversando com seus espíritos, que assim como ele, pareciam estar de bom humor. – Que roupa vocês acham que eu deveria ir? Se minha camiseta nova tivesse chego… – Falava enquanto olhava para a cama de cima, com as mãos atrás da nuca. “Eu ainda não acredito que gastou todo aquele dinheiro”, uma das vozes dizia, e realmente nem mesmo ele acreditava, porém, o puro impulso o fez, e agora já era tarde demais para arrependimentos. Se levantou da cama em um impulso. – Now it’s done. – Respondia, enquanto caminhava para o guarda-roupa. Nem mesmo se deu o trabalho de revirar todas suas pilhas de roupas, algumas até nunca havia usado, pegou o que normalmente usava, preto, e foi em direção ao banho.
“HAAN! me avisa quando estiver chegando ;)”, foi a mensagem que enviara ao amigo assim que acabou de se arrumar, normalmente não era de usar seus poderes para coisas do dia-a-dia, porém a preguiça o consumia a tamanho ponto que seu teletransporte não parecia uma má ideia, agora era sentar e esperar que o outro respondesse, “Você vai ter um encontro?” uma voz infantil perguntou. – Encontro?… É, acho que sim. – Deu de ombros, sem tirar os olhos da tela do celular, ainda esperando uma resposta do amigo.
Definitivamente, Haneul estava atrasado. Por mais que não fosse do seu feitio atrasar-se, o dia havia sido uma verdadeira loucura, havia tido problemas nas aulas, sua mãe, para variar, também havia tirado o dia para pegar em seu pé de dizer o quão era irresponsável por ele sair no meio da aula e deixar seu professor falando sozinho. Eram tantas coisas que lhe deixavam com a cabeça cheia, que quando teve uma pequena oportunidade, o rapaz tirou um tempo para cochilar, esse foi seu maior erro. Acordou alguns minutos mais tarde do que pretendia e quando se deu conta, correu para se arrumar o mais rápido que conseguia.
Kurt era seu amigo, alguém próximo e que sabia de quase toda sua história, ele era especial, e por mais que estivesse acostumado a saírem juntos, o coreano sentia que naquele dia, era mais especial. Muito prático e decidido, ele escolheu o que pretendia usar rapidamente, lhe bateu uma insegurança, era a primeira vez em muito tempo que ele vestia algo que não fosse moletom ou uniforme da escola. Hanul optou por jeans de lavagem clara, um pouco rasgados nas pernas e uma blusa branca, de mangas longas; por cima, usava apenas um casaco. Finalmente arrumado, pegou o celular e viu a mensagem do amigo, sorriu e finalmente lhe respondeu. ‘’Já estou indo! <3’’
Antes sair, passou perfume e arrumou pela última vez os fios negros, assim que o fez, saiu. Kurt não estava tão longe, e não deveria demorar muito para chegar. Ele acabou por sentar-se em um dos batentes na entrada do dormitório masculino, dando ‘’boa noite’’ para quem passava por ali. Distraído, ele apenas viu o vulto negro se formar ao seu lado, o corpo materializado ao seu lado. Em um sobressalto, ficou de pé e os olhos pequenos estavam arregalados, e ele estava pronto para xingar quem havia aparecido quando reconheceu a face do amigo. Imediatamente ficando sem graça, coçou a nuca em um ato de de puro nervosismo e sorriu, sentindo as maçãs do rosto levemente quentes. — O-Oi, Kurt… Ainda bem que é você. Sempre me assusto com essas coisas… Eu sou um bobo. Você está bem? Podemos ir?
stressed Out.
Não fazia muito tempo desde que os dois rapazes sentaram-se para conversar a respeito do trabalho da matéria com complicada, pelo menos para Haneul. O combate era de longe uma das disciplinas em que lhe dava mais trabalho, principalmente por conter aulas práticas, o professor deveria estar completamente saturado de tantas vezes que o mesmo havia se recusado a lutar. Passava aulas práticas sentado em algum canto, geralmente ouvindo música ou olhando para o nada, esperando apenas aquilo tudo acabar.
Como nem sempre podia fazer tudo sozinho, sua dupla era Yongwoo. O rapaz, por incrível que pareça era gentil, e apesar de ser um canis, não era metido como a maioria e nem se achava melhor que os outros por ser forte. Mas já havia percebido que ele tinha problemas para controlar a força, se pudesse ajudá-lo certamente o faria, mas nunca tinha tido amigos canis por vários motivos. No momento, ambos discutiam como aquilo seria feito, Haneul apesar de saber muito sobre teoria, ainda se recusava a praticar qualquer coisa relacionado a luta. Apesar dele mesmo assumir que não era lá a pessoa mais fácil de ceder, o outro também não era, acabaram entrando em um grande impasse, e já fazia algum tempo.
— “Não adianta. Eu não luto, você sabe, todo mundo sabe. Vamos apresentar o trabalho como seminário e entregar o escrito. Qualquer coisa prática nessa matéria eu me recuso. E deveríamos fazer o trabalho sobre algum feitiço de defesa, todo mundo deve fazer sobre ataque.”
( @or-yongwoo )
« IT’S NOT THE SIZE OF THE DOG IN THE FIGHT, IT’S THE SIZE OF THE FIGHT IN THE DOG »
Mesmo estando na Órion há apenas alguns meses, Yongwoo, graças aos aspectos de percepção e memória bastante treinados ao longo de sua vida que o fez capaz de diferir e lembrar-se dos mais diferentes tipos de criaturas com pouco tempo de observação das mesmas, tinha conseguido, embora que com algumas dificuldades, ampliar seus sentidos para que esses conseguissem fazer o equivalente, também, com seres sem escamas e limitados a forma esquelética [definidos como “humanos”] entre os quais ele passara a conviver mais agora que era um estudante. Foi assim, portanto, que Bang Haneul logo ganhou um espaço no catálogo mental do Kil, caracterizado como: “uma figura menor [em altura], de personalidade misteriosa, habilidades completamente desconhecidas e com o diferencial de ser uma das únicas pessoas no instituto de formação mágica que não gostava de participar das aulas práticas de combate”.
Ainda assim, apesar das diferenças, eles se davam bem, e até mesmo combinavam, quando precisavam trabalhar juntos… Mas isso, é claro, quando a situação resumia-se apenas a projetos teóricos, pois Yongwoo era um rapaz mais de prática e, portanto, jamais deixaria passar a oportunidade de substituir horas de estudos por horas de ação - o que, querendo ou não, tornava-se um fácil motivo de desentendimento entre ele e o bruxo mais novo. Já tinha relevado, mesmo com certo amargor, algumas [várias] situações como aquela onde eles dois tinham que decidir de que maneira abordar o conteúdo aprendido nas aulas, porque sabia que nem todo mundo era tão fã de embates físicos como os canis majoris da escola. E ele realmente tentava a todo custo respeitar as especialidades dos outros clãs, mas às vezes [como daquela vez] sentia-se injustiçado demais com as condições impostas por seu parceiro para não querer brigar um pouco mais pelo que ele, que também era um membro daquela equipe, queria.
— Não adianta. Eu não luto, você sabe, todo mundo sabe. Vamos apresentar o trabalho como seminário e entregar o escrito. Qualquer coisa prática nessa matéria eu me recuso. E deveríamos fazer o trabalho sobre algum feitiço de defesa, todo mundo deve fazer sobre ataque.
— O problema, Haneul, é que nós dois sempre fazemos trabalho escrito e sobre técnicas de defesa. Sempre. E eu sei que você não gosta disso, mas tem que cair na real de uma vez e aceitar que não vai conseguir aprender droga nenhuma sobre combate se ficar só nos livros. Isso é algo tão óbvio que até eu, que não sou o gênio dessa dupla, sei. Então ou você decide suar pelo menos uma vez na sua vida, ou vou ter que jogá-lo na arena para te fazer perceber da pior forma que você, na verdade, não duraria um segundo em um combate real. — Enquanto falava, seu corpo inclinava-se para frente, encarando o outro de forma desnivelada, como se tentasse eclipsá-lo com ambos sua figura e a seriedade com que saíam suas palavras, já tomado pelas emoções que faziam seu sangue pulsar em um claro imploro por expurgo de energia.
Embora ele, de fato, preferisse fazer um projeto prático, conhecer um bruxo que não aceitava de forma alguma lutar era algo fora de sua órbita, e assim, como alguém que obviamente não tinha aquele problema, Yongwoo sentia-se inclinado a tentar mudar aquilo, para o bem da própria sanidade e também pela segurança de seu colega.
A pose relaxada e preguiçosa sobre a cadeira rapidamente mudou por completo diante daquelas palavras ditas pelo outro. Um dos dons que Haneul basicamente não tinha era o dom da paciência e aquela discussão estava indo longe demais. Para começar, aquilo nem deveria estar sendo discutido, já era costume de fazer sempre do mesmo modo, o professor até mesmo já havia aceitado sua condição e agora estava naquele impasse já faziam horas.
O que realmente irritava o jovem Bang, não era nem o fato do outro lhe contestar sobre o método do trabalho, mas era dele falar justamente sobre o que não sabia. Encher-se de pré julgamentos, achismos e no momento que se irritasse jogasse tudo para fora como se não tivesse algo chamado controle emocional. Era isso que o rapaz mais odiava no clã. Não era como se ele fosse um exemplo de paciência, mas ele era um exemplo de controle, mas naquele momento, a última frase alheia o fez jogar seus anos de silêncio absoluto em relação ao seu clã e a si mesmo, e sem pensar, o moreno praticamente cuspiu tudo o que pensava.
— “Será que dá pra parar de falar o que você não sabe? Eu não vou lutar, nem com você e nem ninguém, estou cansado de repetir isso. Quando eu digo que não vou, eu não vou. É por isso que eu odeio esse clã maldito dos infernos, sempre acham que podem resolver tudo batendo em alguém, mas adivinha só… Vocês não podem! E chega de falar sobre isso.” — Ele ditou em escolher as palavras, nem mesmo pensou o quando havia saído do controle. Disse por fim e bateu com a mão direita fechada sobre a mesa, deixando ela com uma grande rachadura, o que a fez pender para um lado. Haneul baixou a cabeça e percebeu, finalmente, que havia saído de seu controle. Mostrou mais de si mesmo do que realmente deveria.
Respirou fundo, passou as mãos pelos fios negros de seu cabelo abaixou o rosto. Logo, voltou ao normal, conseguindo voltar a sua posição de antes, esguio e elegante, como se nada tivesse acontecido. Claro que estava completamente sem jeito, envergonhado. — “Me desculpe por isso. Não quis ser grosseiro, ou agir dessa forma. É por isso que eu não luto, não gosto dessa grosseira, eu me recuso a ser reduzido isso. A ser rotulado como alguém que destrói algo, que só serve para batalhas… Eu sou outra pessoa, tenho outros interesses, eu me recuso. Ah, você finalmente descobriu meu clã.”
“muito obrigada pelo café e pelo churros, eu estava faminta…bye bye”
Isso é... meu. E eu estou com fome. O que acha que eu vou comer agora?
( @or-jinsil )
Então... Você disse que queria falar comigo sobre o conselho, não é? Eu realmente não sei muito sobre essas coisas, na real eu acho essa história de conselho meio passada já.
Será que dá para você fazer silêncio? Eu estou tentando dormir. Eu não estou muito no clima para conversar.
— “ Aqui não é lugar para cochilos, senhor Bang. Se quer dormir deveria sair do pátio e ir para o seu dormitório. ”
Minha mãe disse que preciso pegar sol essa hora da manhã, mas eu estou com sono. Então eu vim pegar sol, e dormir ao mesmo tempo. Assim tenho saúde e completo minhas horas de sono. Não que eu me importe com saúde, claro.