Eu só queria saber o que passa pela sua cabeça.
Robson Vieira.
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Eu só queria saber o que passa pela sua cabeça.
Robson Vieira.
O que é o amor? Amor é o sentimento mais forte e mais puro que um ser humano pode sentir, sendo por um amigo, família ou por aquela pessoa especial que do nada se torna tudo. É algo tão grande, tão inexplicável, tão abstrato que nada e nem ninguém tira isso de você. Não há religião, pai, mãe e lei que te proíba de sentir isso. É algo de graça e que todos devem ter o privilégio de sentir um dia. É algo que você chora, ri, se estressa, se confunde e que nunca perde a validade, muito pelo contrário, se renova a cada segundo, minuto, hora, dia, mês, ano, década, século e milênio que passa. É um sentimento que vem com o tempo. Vou me colocar como exemplo. Eu não sei quando, não sei a data, não sei o dia, não sei a hora que comecei a amar você de verdade, mas eu sei que levou um tempo para eu perceber que era realmente verdadeiro e que você realmente era a pessoa que eu queria passar o resto da minha vida. Eu te amo desde o começo, desde quando éramos apenas amigos, mas com o tempo esse amor foi se tornando maior e se tornou “imedível” (essa palavra nem existe, mas se encaixa perfeitamente). Nós vamos percebendo com o tempo que é “aquele” amor, aquele dos filmes, dos livros, dos contos de fadas. Você percebe que não vive sem a pessoa, sente um carinho imenso, uma preocupação inigualável. Cara, amor é você acordar às 6h todo dia e a primeira coisa que vem na sua cabeça é aquela pessoa (além de pensar em jogar o despertador longe e dormir mais). Amor é você conversar com uma pessoa o dia todo, sem enjoar e cada vez querer mais. Amor é você fazer de tudo pra encontrar a pessoa. Amor é planejar seu futuro junto com uma pessoa. Amor é você arriscar e não temer. Amor é você passar o dia todo com a pessoa e não ser o suficiente. Amor é eu estar escrevendo isso pra você. Amor é seu cafuné. Amor é seu beijo. Amor é seu abraço. Amor é seu amor. Amor é você, amor.
Robson Vieira
Com o tempo tu esquece… Ah, que mané isso. Experimenta ficar aí sentada pro resto da tua vida pra tu ver se esquece tudo isso, não vai de repente cair um caderno com as instruções pra ti ser feliz. Se levanta, vai correr, nem que você corra bem devagarzinho, mas corra, mentalmente e fisicamente. Rabisque umas piadas sem graça e umas frases de amor próprio, te põe em primeiro, segundo e terceiro lugar, te valoriza. Já levantou daí? Não né, então vamos logo. Eu estou mandando, levante. E se você quiser saber porque isso tudo, vou te dizer. O tempo não é quem te faz esquecer algo, e sim o que você acaba percebendo durante esse tempo. Então perceba logo de uma vez, vale muito mais apena você ir lá viver sua vida e esquecer o mundo, do que ficar aí, sofrendo por esse idiota que só sabe brincar com teu coração todo despedaçado.
Descobertas do acaso.
É isso. Centenas de mensagens de texto e conversas, milhares de palavras ditas e escrita, todas resumidas em um único verso. E nisso que se transforma os relacionamentos? Uma versão reduzida da magoa, nada mais.
Will & Will
O amor, que nunca morre. Ele nunca vai embora, ele nunca desaparece, enquanto você segurá-la. O amor pode fazer você imortal.
Se eu ficar
É mais fácil você deixar uma dependência química do que uma dependência afetiva.
Ouvi no Fantástico, o show da vida.
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça — levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário: por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
Dom Casmurro.
Eu deitei e a cama ficou grande demais, bateu aquela saudade do abraço que eu nunca habitei, do cheiro que eu nunca senti, da respiração que eu nunca ouvi e das mãos que nunca me tocaram. Bateu aquela vontade de trazer pro mundo real esse amor que eu só posso viver imaginando como é te ter por perto. Desculpa o grude exagerado, sei que não funcionamos sempre assim mas deixa, só por hoje, eu esquecer que meu corpo está tão longe do seu? Deixa eu ignorar todos os obstáculos que o universo colocou no nosso caminho e deixa eu te dizer que meu maior momento de paz é quando eu fecho os olhos e sinto você aqui.
Anna Maia.
É fácil viver preso ás mágoas e dores, eu sei que é, porém enquanto este medo de viver algo novo não deixá-lo, nós nunca pertenceremos um ao outro plenamente.
Anna Paula Varella.
Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
O Pequeno Príncipe.
Ela tem dois caminhos que se confundem quase sempre. De um lado, sonha em chegar lá – mesmo que não saiba exatamente onde é esse lugar. Acredita que mais importante que o caminho são as pessoas que encontra no meio dele. Para o barco, dá carona, gosta de companhia. Seu jeito é meio à luz de velas quando o sol desaparece no horizonte. Ama como se houvesse amanhã, como se fosse durar uma vida inteira porque ela tem esperança. Pra ela não acaba, não se finda, não vai sumir num piscar de olhos. Pensa que o mundo inteiro se resolve num abraço, muito mais que num beijo. E envolve, se envolve, é sempre num cruzar de braços. Mal dá pra ver que ela é cheia de abismos, que por dentro ainda existe alguma coisa que não a deixa sossegar. Continua nadando. Se alguma coisa a machuca, prepara-se pra mudar de rumo. Já te contei que existem dois caminhos pra ela, e que eles se confundem. Nada pra baixo com toda a força do mundo quando tem que nadar. Mergulha com tudo, ela é intensidade pura. Vai no fundo do oceano e não prende o ar, não precisa disso. Se mistura com as ondas e vem de forma violenta. Te acerta ainda na praia e toda a tranquilidade de antes se transforma num turbilhão. Mas foi você quem provocou isso, foi você que pediu pra ver. Ela escapa como se tivesse guelras. Ela se recusa a largar sua moradia. Seu corpo, sua casa. Quem tenta violar suas regras encontra placas de aviso na surdina, na calada da noite, em toda janela que deixa aberta. Algumas setas, alguns alvos. Ela não quer que você chegue perto, não quer que você entre. Melhor se afastar, melhor deixar pra lá. Ela parece frágil feito líquido, transparente feito água, mas você já conseguiu enxergar as profundezas de qualquer mar? Não, nem vai enxergar as dela. Ela não deixa. Sonha com um mundo que ainda não existe, sonha com alguém que ainda não existe, sonha com tudo. Seria capaz de viver nos sonhos e construir sua vida neles. E constrói, na verdade. Tudo em volta dela é sonho, tudo em volta dela é algo que você não consegue ver. Ela vê. Ela enxerga coisas que ninguém enxerga o tempo todo. Talvez porque essas coisas estejam dentro dela, dentro dos tesouros perdidos num naufrágio submerso, e não nas coisas que você jura que vê na superfície.
Daniel Bovolento.
Eu queria ser engraçada. Dizem que as pessoas se apaixonam por quem é assim. Eu queria saber falar melhor das coisas que você provoca em mim, desde os medos até as curiosidades. E queria, principalmente, me admitir fraca sem a menor culpa, mas você não precisa saber disso. Eu queria ser o melhor, para mim, para ti, para nós, mas acontece que eu sempre escapo da estrada boa, tenho mania de precisar passar por muitos buracos até entender que nem tudo precisa ser tão difícil e dolorido. Quando eu escrevo, falo alto demais, e nessas de gritar pode ser que você se ensurdeça ou enlouqueça quando não entender nada. Eu queria, também, poder entender melhor, mas não entendo nada, por isso, não se esforce, eu quase não valho a pena. Talvez eu valha a pena nos dias pares, porque sempre gostei mais deles, mas nos dias ímpares nem a minha sombra vale. Ou vice-versa, não sei se isso é uma regra, ainda não decidi. Eu queria escutar mais música alternativa, essa que as pessoas dizem que é pura cultura, ou ler os clássicos que todo mundo leu enquanto eu gastava tempo com livros desconhecidos. Saber dançar melhor é outra coisa que eu queria, esse tipo de gente também leva lá as suas vantagens. Ter um gosto refinado para vinhos, ser boa em arquitetura , um sorriso menos torto e menos cara de quem sempre perde. É, eu queria ter o ar dos vencedores, quem sabe isso te prendesse mais em mim, demonstrasse confiança, mas eu só sei tremer de medo em silêncio. E você dorme, não vê tudo isso e mesmo assim me vê de um jeito que o espelho não me conta. Eu queria ser metade do que você vê. Metade do que as revistas dizem que devemos procurar em alguém. Metade do que os meus sonhos pedem. Eu queria ser quem te falasse ao invés de te escrever. Mas o que sou, entre linhas, entre erros e acertos, sorrisos tortos e gostos trocados, é tudo teu.
Camila Costa.
Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar, dizer que aprendi. E na vida a gente tem que entender, que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri. Mas quem sofre sempre tem que procurar, pelo menos vir achar razão para viver… Ver na vida algum motivo pra sonhar, ter um sonho todo azul, azul da cor do mar…
Tim Maia.
Disse que ia dormir. Fui para a cama com um punhado de livros, uma xícara de chá, e alguns cigarros. Eu queria alguém ali que pudesse ler para mim, alguém que dividisse o chá comigo, ou alguém para me dizer. “Não fume.” Me acostumei com aquelas noites. Com a falta daquele alguém. Alguns vazios tornam-se parte de nós.
Orquestrando.
Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Entupo-me de ausências, esvazio-me de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Pouco não me serve, médio não me satisfaz, metades nunca foram meu forte! Todos os grandes e pequenos momentos, feitos com amor e com carinho, são pra mim recordações eternas. Palavras até me conquistam temporariamente… Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre. Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.
Clarice Lispector.
“Escrevi sobre uma rã que encontrei no jardim, com uma das pernas presas numa cerca de arame. Não podia se soltar. Eu tirei a perna dela da cerca, mas mesmo assim ela não podia se mover. Por isso eu peguei ela no colo e conversei com ela. Disse que eu também estava preso, que minha vida também tinha ficado presa em alguma coisa. Conversei durante um longo tempo. Finalmente, a rã saltou do meu colo e saiu saltando pela grama afora, e desapareceu num matagal. E eu disse a mim mesmo que ela era a primeira coisa de que eu já sentira saudade em minha vida.”
Charles Bukowski.
Ele parecia ter levado um tiro no coração. Eu só o abracei.
Cartas de amor aos mortos.