Fire and Blood · Overstreet & Shay
Escócia tinha um clima muito mais agradável do que os Estados Unidos. Lucinda insistira para a filha voltar logo, e lá estava ela, atendendo o pedido da mãe. Não estava trazendo mais que uma mala, até o seu objetivo era voltar antes que as férias da faculdade acabassem. Chegou rapidamente ao aeroporto, embarcando logo em seguida. Talvez fosse seu ótimo timing que não a deixou com um jet lag tão forte, ou apenas a sua resistência a viagens USA - UK.
Quando finalmente chegou em Manhattan, o céu já estava azul e a cidade estava a todo vapor. Não deveria passar de duas da tarde e o sol irritava seus olhos, obrigando-a a por os óculos de sol. Tinha estado com frio em Glasgow, mas estava agradecida por estar de shorts. Com o jet lag ela podia lidar, mas não com as variações climáticas. Tudo o que queria era chegar em casa e se jogar na cama até a próxima encarnação.
A segurança do aeroporto liberou rapidamente seu carro, e Dana foi até a aldeia, num dos lugares não tão afastados do centro. Para quem via de fora, era só um terreno verde grande que não tinha sido comprado ainda. Quando se interrompia o feitiço, se via casas e mais casas grandes perto de uma das outras, literalmente como uma aldeia de bruxas.
Bem, quem dera que fosse aquela visão pacífica que Davina visse quando entrou no terreno. As campinas já não estavam mais tão verdes e criaturas azuis e esguias estavam aos montes no centro do lugar. O ar era uma mistura de enxofre e cinzas, o que tornava difícil a respiração. Fogo. Ela podia sentir. A conexão com o elemento tinha sido intensificada, afinal, nascer de uma família de bruxos elementais trazia junto um pacotinho de responsabilidades. Tranquilamente abriu o seu porta malas, aonde algumas armas estavam escondidas. Levantou o forro e se deparou com espadas, facas de lançamento e pistolas. Odiava pistolas. Em vez de pegar algo simples escolheu Ignis, a sua espada de família, e girou o cabo entre os dedos.
Ignis não era pesada e cabia perfeitamente na mão de Dana. Sem tirar os óculos de sol, fechou o porta mala e começou a andar até o centro da briga. Sua cara de paisagem deveria estar óbvia, pois logo quando pisou em solo de batalha, viu uma daquelas coisas correr atrás dela. A espada fez com que aquela coisa virasse cinzas antes de dizer olá, graças a arma. Podia sentir a adrenalina, mas não queria transparecer como se sentia no meio daquilo. Dois, três, quatro já tinham se juntado a pilha de cinzas. Ou aquilo tinha acabado de chegar ou as bruxas estavam dormindo no turno. Rezava para que fosse a primeira opção. Estava começando a desconfiar do silêncio, quando ouviu passos atrás de si. Mal percebeu quando, por reflexo, levantou a espada e girou nos calcanhares para cortar qualquer monstro no caminho. Porém, se deparou com algo mais espantoso que um monstro: um garoto. Okay, ela quase tinha cortado alguém no meio. Okay, tinha alguém atrás dela. Okay, ela precisava de uma explicação.














