DEAR READER
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Sade Olutola
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Stranger Things
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❣ Chile in a Photography ❣

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I'd rather be in outer space 🛸
YOU ARE THE REASON
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Claire Keane
occasionally subtle
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Janaina Medeiros
we're not kids anymore.

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@paradoxu-s
“As meninas” de Lygia Fagundes, 1973.
Sempre achei que a vida morava nas entrelinhas, nesses espaços estreitos onde as palavras muitas vezes não alcançam, mas onde o silêncio grita. Foi ali, no não dito, que me escondi por tanto tempo, como quem teme a luz e se apega ao consolo de uma sombra familiar. As escolhas vinham como flechas: certeiras, mas nunca em minha direção. Eu observava de longe os instantes sendo eternizados em poemas, pessoas virando canções, olhares ganhando o brilho de um motivo. E eu? Eu sempre sou só mais um ponto final esquecido. Não vou mentir, eu queria ser a inspiração de alguém. Estar presente nas linhas e com um pouco de sorte, nas entrelinhas também. Queria ser aquele nome escondido no meio de um verso, aquele detalhe sutil que só quem ama percebe. Queria ser lembrança boa, rascunho de saudade, razão de suspiro. Eu queria ser escolhido para ganhar um poema, mas acho que isso nunca vai acontecer. Porque eu não sou o mais amável, nem o mais doce, tampouco o mais bonito. E, mesmo que o amor não precise dessas coisas, eu nunca pareço ser digno dele. Vivo tropeçando em meus próprios defeitos, colecionando silêncios onde deveriam haver abraços e me perdendo em pensamentos que nunca têm coragem de sair da boca. A verdade é que quase ninguém escolhe o que é difícil de amar, quase ninguém vê beleza no desalinho, poesia no caos e flores nas ruínas. Eu aprendi isso cedo demais e por mais que doa, eu entendo. Entendo que algumas pessoas nasceram para ser o sol e outras, como eu, para viver à sombra, observando o brilho dos outros e fingindo que isso basta. Às vezes eu tenho certeza de que ninguém nunca leu minha ausência e sentiu falta. Nem viu em mim um verso engasgado, uma possibilidade que não floresceu. Mas logo deixo para lá, porque muitas certezas são que nem algumas pessoas, só existem apenas para causarem dor. E no fim me restam as entrelinhas, esse lugar silencioso onde me escrevo todos os dias, mesmo que ninguém leia.
— Diego em Relicário dos poetas.
Ombros caídos de quem já viu sua esperança ruir mais de uma vez, mas segue tentando se reerguer. Nessa vida estamos sempre tentando se recuperar de algo, respirar depois de um estrago, encontrar motivos para voltar a acreditar em algo.
Fraseado.
Será que só é uma fase?!
Meu traço tóxico é sofrer em silêncio, esperando que alguém me conheça tão bem a ponto de notar que eu não estou sendo eu mesmo.
A gente vai crescendo e no processo vai percebendo que a vida, pouco a pouco, vai engolindo os sonhos que carregamos dentro do peito.
A música foi a melhor coisa que o ser humano inventou.