ROBIN PUDDLEMERE possui 27 anos e é JOGADORA PROFISSIONAL DE QUADRIBOL em Novum Heredes. Nascida com sangue PURO, tem o rosto parecido com o da atriz CRYSTAL REED e é de responsabilidade da MAYA.
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he wasn't even looking at me and he found me
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@pddlemr
ROBIN PUDDLEMERE possui 27 anos e é JOGADORA PROFISSIONAL DE QUADRIBOL em Novum Heredes. Nascida com sangue PURO, tem o rosto parecido com o da atriz CRYSTAL REED e é de responsabilidade da MAYA.
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R. FAVOURITE SONG AT THE MOMENT.
Por algum motivo, ‘Hit the Road, Jack’ não para de tocar repetidamente na minha cabeça.
Name three things you consider yourself to be very good at, and three things you consider yourself to be very bad at.
GOOD AT.
No topo da lista estaria, é claro, o Quadribol. Robin tem a consciência de que não é a melhor jogadora do mundo, mas se considera uma das melhores de sua geração. Tanta confiança está embasada num árduo trabalho duro: horas incansáveis de treino e verdadeira adoração pelo esporte. Ou ao menos eram horas incansáveis. Desde que fraturou o pulso, cerca de três semanas atrás, está sendo praticamente impossível manter o ritmo.
Em seu tempo como estudante, Robin era particularmente boa em Poções. Todo o sistema de misturas, ingredientes e como combiná-los numa coisa nova a intrigou desde o primeiro ano, tendo sido motivo tanto de admiração quanto de desavenças entre ela e alguns membros da sonserina. Afinal, não era sempre que uma lufana realmente competitiva peitava o posto de melhor aluna em algo que não fosse herbologia – principalmente na matéria que, tradicionalmente, pertencia aos moradores das masmorras.
Sua coleção de Cartões de Bruxos Famosos também é algo do qual Robin se orgulha muito. Não é exatamente uma característica ou habilidade, mas está constantemente a atualizando e trocando as repetidas por novas em estabelecimentos especializados. Possui unidades bem raras, como a de ‘Bartie Bott, o criador dos feijõeszinhos de todos os sabores’, e outras de valor mais emocional, como a de ‘JocelindWadcock, a maior artilheira mulher do século XX’. Talvez, só talvez, Puddlemere tenha o desejo secreto de ser surpreendida pelo próprio nome num dos cartões algum dia. Um pouco ambicioso demais, é fato — mas não se pode culpar alguém por sonhar alto, certo?
BAD AT.
Perder. E não no sentido de ser invencível, mas no de não saber reagir bem a derrotas. Robin tende a se tornar explosiva, necessitada de liberar a frustração de alguma maneira – e esta nem sempre é saudável, seja para ela ou para terceiros. Perdoar e esquecer também são coisas difíceis, principalmente quando há sentimentos verdadeiros em jogo.
Ficar sozinha. Criada por uma família com mais membros do que espaço na parede para uma árvore genealógica, Robin jamais soube bem o significado da palavra ‘privacidade’. E até mesmo quando partira para Hogwarts, durante os sete anos nos quais passara afastada da família, dividia um salão comunal junto aos alunos mais calorosos do lugar e o quarto com mais quatro meninas. Portanto, ficar sozinha sempre a pareceu bastante… bom, solitário. É por isso que, mesmo possuindo uma casa em seu nome na Escócia — que funciona mais como um depósito de pertences do que qualquer outra coisa —, prefere morar em hotéis.
Relações amorosas duradoras. Paradoxalmente, Robin é péssima em manter as pessoas por perto durante muito tempo. Talvez a culpa seja do seu primeiro relacionamento, aos dezesseis, quando namorou uma meio-veela. Nenhuma das duas estava completamente à vontade com a recém descoberta de suas sexualidades, tampouco seguras para iniciar algo sério, o que resultou num vai-e-vem de declarações e indecisões. Quando finalmente se acertaram, e Robin tomou coragem para assumir-se perante o irmão mais velho e os amigos mais próximos, os pais da mestiça descobriram sobre o relacionamento e fizeram o inimaginável: transferiram a meio-veela para beauxbatons do dia para a noite, mal dando tempo às garotas para despedidas. E Robin mandou inúmeras cartas; até mesmo berradores — mas jamais obteve resposta. Perder o contato com a namorada de maneira tão abrupta causou certa ferida em seu coração, é verdade afirmar. E, desde o episódio, Puddlemere tornou-se um pouco fechada para romances que significassem mais do que alívio carnal; para algo que pudesse, deliberadamente, magoá-la tanto quanto aquela primeira entrega havia.
Ou, bom, talvez o problema fosse apenas sua rotina corrida. No big drama about it.
🍆
Send me 🍆 and my muse will tell yours a dirty joke.
A garrafa de firewhisky sobre a mesa do bar estava a dois dedos do fim. Robin não havia bebido tudo aquilo sozinha, é verdade, mas ingerira o suficiente para driblar até mesmo sua ‘resistência escocesa’ — algo que, pela observação dos parentes durante as inúmeras celebrações de sua enorme família, alegava convictamente correr no sangue de todo e qualquer Puddlemere. E se as bochechas ligeiramente rosadas ou a maneira como seu rosto havia adquirido um ar mais sonolento não fossem indícios suficientes de que havia passado um pouquinho do ponto, lá estaria a desinibição excessiva, pronta para mostrar as unhas e fazê-la se arrepender de cada palavra na manhã seguinte. Isso é, se lembrasse delas. “ — Okay, okay. My turn!” Ela disse num tom alto e entre risadinhas contidas, chamando a atenção dos presentes mais próximos. “ — What do a penis and a Rubik’s Cube have in common?” Silêncio. Robin analisou a expressão de cada um enquanto pareciam pensativos, ela própria moldando na face a seriedade necessária para estabelecer certo mistério. Após dois segundos, deu de ombros teatralmente. “ — I wouldn’t know. Never felt like playing with any of them.” Deixou então que um sorriso violentamente malicioso aparecesse, liberando uma piscadela antes de, após morder o lábio inferior, irromper numa gargalhada abafada.
▬ 𝕋𝔸𝔾 𝔻𝕌𝕄ℙ; ┑
Graves andava mais melancólico do que normalmente. Não conseguia afastar-se da memória da pequena Amanda Bishop morta sobre seu leito no Flamel’s Heal, seu olhar vago direcionado para o teto e suas mãozinhas de criança pálidas como uma folha de papel. Ainda que Adam soubesse que fizera tudo que estava seu alcance para salvar a criança, o lobisomem ainda sentia-se estranho, como se houvesse certa culpa sobre seus ombros. Como uma pulga atrás da orelha, a suspeita de que não fora capaz de perceber algum detalhe essencial assombrava-o como um fantasma infernal. Já tinha experiência de mais de década de carreira para saber distanciar-se do sofrimento de seus pacientes, mas dessa vez parecia impossível não sentir-se envolvido até a garganta por aquele mistério.
Desenhava círculos com a ponta do dedo indicador sobre o brilhante mogno do balcão do bar quando o tilintar seco do sino sobre a porta de entrada do Babitty Rabbity arrancou o homem de seu momento de profunda introspecção.
Virou-se e abriu um meio sorriso que em nada harmonizava com seu estado de espírito atual para o (a) bruxo (a) que adentrava o recinto. Olhou para o relógio mágico em seu pulso antes de dirigir-lhe a palavra.
— Você teve sorte — disse, por fim, erguendo os olhos verdes. — Há mais de vinte dias consecutivos que a rodada grátis de firewhisky vem sendo dada para Gerard Jones.
Há muitos anos, Samuel Dunigan, atual dono do Babbity Rabbitty, tinha implementado uma tradição de de sempre oferecer uma rodada de firewhisky para o primeiro cliente da noite. Desde que descobrira sobre a oferta, um tal Gerard Jones passou a adotar uma pontualidade quase britânica para chegar ao bar no momento em que suas portas abriam.
— Eu não conto como cliente — tratou logo de se explicar, imaginando que o (a) bruxo (a) deveria estar se perguntando por que a rodada não havia sido oferecida a ele, se havia chegado antes.
Poderia esclarecer que não participava da tradição simplesmente porque tinha o Babbity Rabbitty como uma segunda casa e Samuel como um segundo pai, de maneira que estava sempre por lá e frequentemente auxiliava na gerência do local, muitas vezes responsabilizando-se por abrir ou fechar as portas do estabelecimento. Mas é claro que não ofereceria informações sobre si mesmo sem necessidade. Elegantemente lacônico e reservado, como sempre.
Diversão. Era para isso que férias serviam, certo? Porque a parte do ‘deitar no sofá e fazer absolutamente nada’ não estava funcionando muito bem para ela. Robin não relaxava como as outras pessoas. Jamais havia gostado da sensação de ociosidade, daquele falso bem estar característico de quando alguém se entrega lentamente à preguiça. Não na infância, também não agora. Se estava cansada, dormia --- e dormia muito, tanto quanto um atleta de alto rendimento tinha direito. Mas a partir do momento no qual os olhos abriam, completamente cientes do mundo que os cercava, já estava desperta e pronta para a ativa.
Talvez por isso o hiato tivesse demorado tanto tempo para finalmente acontecer. Sete anos, para se ter mais exatidão na contagem. É claro que havia o intervalo entre um campeonato e outro; as comemorações de fim de ano; os aniversários; os feriados... mas nunca tão longos. E quando os eram, a workaholic sempre arrumava um jeitinho de montar numa vassoura e treinar, nem que fosse só por algumas horas. O que podia dizer? Era apaixonada pelo arranhar constante do vento no rosto exatamente como um trouxa barbudo de meia idade montado em sua harley davidson -- jaqueta de couro e tudo.
E ela estaria voando agora mesmo. Isso é, se não fosse pela porcaria do seu punho.
Tomar ciência dele em seus pensamentos era sempre doloroso, emocional e fisicamente. Robin poderia jurar que estava perfeitamente bem até, por distração, usar a mão errada para agarrar algum objeto ou --- apropriando-se do caso mais recente --- girar uma maçaneta. Então a fisgada inoportuna traria uma careta pungente até a expressão, exatamente como naquele momento. E ela precisaria forçar o peso do corpo sobre o ombro direito para conseguir empurrar a porta do bar em sua totalidade, do jeito que agora fazia; logo ouvindo o tilintar agudo da sineta acima de sua cabeça.
E lá se ia o bom humor de uma garota, voando para longe tão rápido quando um pomo de ouro.
De olhos fechados, deixou que um suspiro irritado escapasse vagarosamente. A mão esquerda massageava a destra enquanto abria e fechava os com hesitante lentidão, numa tentativa medianamente frustrada de aliviar a dor. Diversão, ela relembrou-se.
--- Tive é? --- Robin forçou um sorrisinho, enfim dando atenção ao rapaz que falava consigo. Depois ao bar. Em seguida... bom, à sua completa falta de clientes. Estava assim tão cedo? Sequer sabia as horas, se fosse sincera; apenas não aguentava mais o tédio das quatro paredes de seu apartamento. --- Bom saber. Pode prepará-la agora mesmo, se já estiverem, hm... funcionando. Vai ser bom pra esquentar. --- Fazendo o máximo para disfarçar o julgamento em sua expressão, e consequentemente o contato visual, ela aproveitou o caminho para explorar os detalhes daquele novo ambiente enquanto se aproximava do balcão. De certa forma, a decoração, com suas paredes em pedra e mobília mais rústica, parecia-lhe ligeiramente familiar. Era como estar de volta ao Três Vassouras, finalmente captou; mergulhar, de uma maneira estranhamente aconchegante, em memórias nostálgicas da própria adolescência. Foi então que a próxima frase dita pelo homem aguçou-lhe a curiosidade. --- É o dono? --- Ela permitiu que um sorriso que era ao mesmo tempo divertido e carregado de confiança, algo bastante corriqueiro em seu arsenal de manifestações faciais, marcasse os lábios. --- Pois diga ao Sr. Jones que anos em Hogwarts me ensinaram uma coisinha ou duas sobre a famosa pontualidade inglesa. E tendo dito isso... --- Puddlemere largou-se sobre o banquinho, continuando sua frase num tom quase confessional. --- acho bom ele começar a se acostumar a pagar por suas bebidas.
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Using Melissa’s paper was supposed to be a stopgap. If I ask Sheldrake to withdraw the essay, he’ll know something’s wrong.