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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
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@penaquepesa
Living
Tenho uma sensação muito estranha quando começo a gostar de alguém, mistura de alívio por eu ainda conseguir ter sentimentos por alguém e angústia pq eu sei q vai doer muito se der errado
Her grace
Não posso dizer que ela nunca mais procurou por um amor, seria meu maior pecado. Mas ficava nítido quando ela caminhava com aquele sorriso puro, como se nunca fora antes estilhaçada.
Ela ainda sentia medo, dava pra ver através de seus olhos castanhos, sua respiração acelerada e suas mãos que suavam segurando mais uma taça de vinho.
Ela escondia um medo, um medo que a fazia sentir falta dos toques, da paz, talvez do jeito que achou que nunca mais sentiria isso por alguém. Eu a compreendo!
Ela não sabe, mas eu também procuro o amor! E mesmo a beijando como se fosse a última vez que o faria eu escondo um medo.
O medo de sentir falta dos toques, da paz e do jeito que eu achei que nunca mais eu sentiria. Mas é mentira, ela me faz sentir tudo de novo.
Ela deixa as dores porta a fora quando vem me ver e eu sinto que cada vez que ela me olha nos olhos ela se arrisca um pouco mais, será que ela percebe que eu estou me arriscando também?
Ela não sabe, mas eu também procuro o amor e as vezes eu me pego pensativo, sério e frio, criando altos muros e rogando alto que não posso nem devo me atrever a olhar aqueles olhos castanhos.
Mas ela me olha como se implorasse pra gente enfrentar esse medo juntos.
O problema é que a gente procura o amor e mal nos demos conta que quando ela dorme em meu peito, nosso medo se desmonta.
[...]
Nathalia Mendes
Você ainda escreve poesias?
Escrevo sim, esqueço de postar aqui :/
Aquilo que te rasga o peito também rasga a alma. Depois a gente ainda tem o dever de colocar tudo no lugar.
Flagelos de um poeta. (via passaro-selvagem)
"Diálogos" na mesa de bar depois de você partir: Primavera.
Estou longe de casa, de novo.
A lua ilumina o quarteirão, não tem nenhuma nuvem no céu, a brisa é quente e o gosto da cerveja desse bar é de se duvidar. É engraçado eu novamente nessa mesa vermelha, onde eu costumava te encontrar, com a cara aborrecida do longo dia de serviço e às vezes com um sorriso largo brindando a uma nova conquista. Esse era nosso lugar favorito, do lado da porta, pra encarar quem entrasse no bar e perto o suficiente do rádio, o rádio que você incrivelmente sabia todas as canções e cantava extremamente bem, tinha suas expressões marcantes, um ego de artista e sempre atuando como se estivesse num show. Conseguia me arrancar sorrisos toda hora.
Hoje o som está mais distante do que parece e de alguma forma mutei o mundo ao meu redor. Ninguém canta como você.
E eu tento a todo custo parecer mais sociável, usando um batom laranja hoje pra combinar com a chegada da primavera. Ah, a primavera! As árvores daqui estão lindas, todas muito bem floridas, como o vestido que me deu em Março e me fez usar na sua graduação, dizendo que eu era o buquê mais lindo que já ganhou.
E quem eu quero enganar, bebericando essa cerveja já quente fingindo que não dói essa mesa vazia? A mim mesma e alguém que tenta me fazer rir como você costumava fazer.
- Você ouviu o que eu disse?
- Claro que sim! Outra rodada?
[...]
Nathalia Mendes
“Não existe falta de tempo, existe falta de interesse. Porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia. Quarta-feira vira sábado e um momento vira oportunidade.”
— Pedro Bial.
Hoje eu chorei de raiva
Tantos sentimentos guardados
Desabei de uma vez
Trêmula, olhos inchados
Coração ainda apertado
Mas não tanto como estava
Aprenda a conviver com sua própria solidão. Ninguém melhor do que você mesmo para se entender.
Amanda Oliveira.
sentimentos podres ainda descansam na minha alma desde o meu último trago na tua casa
“Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. Eu eu gosto de você porque gostar não faz sentido.”
— Tati Bernardi
Paralisia do Sono
Noite passada as lágrimas me machucaram, estavam ácidas e consequentemente me cegaram por minutos, minutos que em meio a dor pude ver na escuridão de meu quarto demônios internos que riam queimando junto a minha paz.
Fantasmas que me assombram sopravam em meus ouvidos gritos desesperados diretamente do inferno. Um holocausto começava em minha mente.
E enquanto meus olhos queimavam, meu peito falhava pelo ar ausente em meu quarto e em meus pulmões, por instantes eu senti minha traqueia sendo esmagada pela mão do medo.
Lágrimas de sangue escorriam em minha pele desitratada e a fadiga atormentava meu corpo frágil.
Um tormento, como se eu fosse punida pelo mais grave pecado, como se o universo me castigasse por apenas existir. Como se a noite tivesse sido amaldiçoada e o purgatório começasse dentro de mim.
Por alguns minutos eu não senti nada, achei que já conseguiria abrir os olhos, o corpo acostumado com a dor não seria um problema... Não é?
Mas eu não sentia nada.
Mesmo quando meus olhos se abriram um vasto vazio se instalou em meu corpo, sufocando até meus órgãos internos, não dando espaço nem ao sangue quente correr pelas veias.
Um vazio. Um silêncio ensurdecedor.
Uma enorme vontade de gritar se não fosse pelo nó na garganta.
Eu consigo me salvar?
Alguém consegue me salvar?
"Acorda".
(Escrito por mim mesma Nathalia Mendes)
Mesmo que eu explique e separe as sentenças, mesmo que eu leia no dicionário o que cada toque significou, mesmo que a lua conte o que viu. Vocês não vão me entender.
Talvez fiquem intrigados em como sorrio e como minha aura resplandece gigantemente uma paz.
E se indaguem se meu coração fora arrebatado. Sinceramente não sei!
Logo eu quem dizia não cair mais em armadilhas desses caçadores desalmados.
Mas aqueles olhos esverdeados tinham um quê de mistério e naturalmente fui envolvida em braços que jamais pensei repousar e, quando teus lábios se juntaram aos meus, foi como se minha carne pecaminosa tomasse posse de meus sentimentos e minha mente focasse em apenas sentir a intensidade de teu corpo, que pesava sob mim naquela quinta-feira.
Vocês não iriam entender. Mas consigo minuciosamente resgatar o cheiro, o gosto, o toque e sua respiração. E tudo está guardado tão perfeitamente na mente que fica maçante.
Fica errôneo estas memórias noturnas e a cada drink que destila em minha boca fica a saudade.
Benditos olhos que me hipnotizam. E maldito o vislumbre de teu riso, selvagem e cínico de quem sabe que, faltou quase nada pro meu coração levar.
Pode me encontrar semana que vem?
[Por mim mesma, India]