Sua família não é feita de Leprechauns, né?
Agora eu até comecei a considerar.
Afinal, minha família é sim meio malandra e muito cheia de dinheiro.

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@pirate-w-jones
Sua família não é feita de Leprechauns, né?
Agora eu até comecei a considerar.
Afinal, minha família é sim meio malandra e muito cheia de dinheiro.
Muita.
O quê?!
Irlanda é um país incrível. Do qual eu nunca visitei.
E por que sentiri…
Desisto de entender esses caras de hoje em dia.
A Irlanda é incrível, até você ter uma família lá.
Finalmente, de volta. Maldita Irlanda, malditos Joe, John e Finn.
Mas e então, moças, sentiram a minha falta?
Com qual sabor começamos então?
Escolha o que quiser.
Garanto que é uma questão de raízes puramente cientificas.
Qualquer uma, desde que teste ela comigo, love.
Getting high with a little help from my friend || Finn, John, Joe e Will.
Joseph não sabia o que era mais difícil de entender. Achou que eram os calções de luta, até ver a tatuagem. Ele odiava tatuagens. Seu corpo era seu templo, então por que diabos ele iria fazer uma marca ridícula que ficaria nele pro resto de sua vida? Isso era difícil de entender. Mas mais difícil do que isso, era tentar entender por que diabos Finn estava roxo, e por que diabos John estava com aquela pintura de guerra no rosto. Tudo aquilo era difícil de entender. Joe arriscaria dizer que era impossível. Afinal, ele não lembrava. E pela cara dos amigos, eles também não.
Joe se levantou, tentando manter o equilíbrio de pé enquanto John ia atender a porta. Só desejou uma coisa: que não seja a polícia. Independente de a Xerife ser Jenna, eles tinham muito o que explicar. E da forma que se encontravam, como poderiam?
Ajudou Finn a ficar de pé (aparentemente era o que tinha mais problemas com o gesto) e foram atrás de John. Encontrando um cachorro que mais parecia um lobo, de tão grande. E ele não estava nada, nada feliz. Mantendo uma distância segura, Joe tentou responder, tendo que limpar a garganta e falar de novo. “Provavelmente não de formas lícitas” alegou o óbvio. “E agora aposto que se ligarmos a TV vamos ver no noticiário os caras loucos e fantasiados que fizeram um terror na madrugada de hoje” Joe brincou, porque foi a única forma que conseguiu pensar para deixar o clima um pouco menos tenso.
Não funcionou.
Voltou para a sala, procurando no meio da bagunça algo que lhe ativasse a memória. Àquele ponto, qualquer coisa ajudaria. Mexeu em alguma coisas, chutou outras, até que pisou em alguma coisa extremamente nojenta. Olhou para baixo, se deparando com um sanduíche mordido de pasta de amendoim com geleia. Um daqueles que Will havia levado na noite ante..
"Gente" gritou para os outros. "Cadê o Will?" perguntou tanto para si mesmo quanto para os outros. Olhou de um lado para o outro, e n~´ao havia muitos lugares onde ele pudesse ter se escondido. Se bem que… Depois de Finn no armário, ele não duvidava de mais nada. Olhou para os outros dois em busca de alguma resposta. Esperava que tivessem uma, porque ele estava completamente por fora.
William Jones soltou um gemido de dor ao se acordar, tentando lentamente abrir seus olhos, mas desistindo imediatamente. Onde ele estava? Na porra do sol? Sentia falta dos seus óculos escuros, ou das cortinas do seu quarto, ou de não ter um dor de cabeça que parecia ter sido enviada diretamente do inferno.
Tentou levantar as mãos para se espreguiçar, mas imediatamente percebeu que estavam debaixo de alguma coisa. Mais especificamente, de duas pessoas, uma de cada lado. Duas mulheres. Foi então que percebeu que seu movimento havia acordado as duas. E o movimento da loira ao seu lado, também se acordando um homem que se espremia do outro lado da cama. Acordando na cama de estranhos que não faziam ideia de quem ele era, de novo.
Foi aí que Will percebeu que também não fazia ideia de como ele mesmo havia ido parar ali. Soltou um suspiro e revirou os olhos, logo antes das outras três pessoas espremidas naquela cama de casal começassem a gritar com ele. Pelo visto, a mulher da direita também não conhecia aqueles dois, e tudo que pôde reconhecer foram alguns dos xingamentos dela, em francês. "Je ne veux même pas savoir, vous me glisser dans ce! Tout est de ta faut, vous fils fou de pute!" Não tinha entendido muito, já que duas outras pessoas gritavam com eles. Mas tinha bastante certeza de que ela havia acabado de chamá-lo de 'filho da puta maluco'.
As outras pessoas o chamavam de nomes parecidos, empurrando-o para fora dali, só que em inglês, e com um indiscutível sotaque irlandês. Puta merda. Foi só aí que William olhou para baixo, percebendo que estava completamente nu, e também total de plenamente coberto de Glitter. Seu peito doía. Percebeu essa última enquanto ele e a francesa (também loira) que antes estava à sua direita eram empurrados para fora da casa. "Não nos façam chamar a polícia!" Falou o casal, fechando a porta na cara dele. Caralho, mas que merda eles tinham feito na noite anterior? Por que diabos ele estava na Irlanda?
***
Não demorou muito para um cara nu, com o cabelo descolorido (o que ele não sabia ainda) e coberto de glitter fosse encontrado pela polícia. E agora ele exigia por sua ligação, já que todos se recusavam a aceitar que ele era William Jones, da família mais rica do país. Afinal, quem levaria um cara loiro cuja pele não podia ser vista por estar coberta com glitter multicolorido?
Mal sabia Will que a resposta de Jepsen viera quase imediatamente com a sua ligação. Digitou todos os códigos de área e o que se lembrava de ser o número do celular de Joe. Ele esperava que fosse. Se não, estava lascado. Pura e completamente lascado. Fudido. Pelo menos estava chamando. E esperou. E esperou um pouco mais. E mais. No momento que achou que a chamada fosse cair, ouviu o som do telefone sendo atendido. Não esperou que ninguém falasse.
"Eu não ligo pras desculpas de vocês, bando de putos, mas vocês vão vir me buscar, porque sei que é culpa de vocês. Eu juro por deus, se tocarem no meu restaurante..." Soltou o ar com força. "De qualquer forma, eu estou na cadeia, e estou na Irlanda, e vocês vão vir me liberar."
Getting high with a little help from my friend || Finn, John, Joe e Will.
Joseph era bem tolerante quanto à quebrar a lei. O fazia desde que se entendia por gente, e era muito bom com algumas coisas, em especial. Não podia negar que estava um bom tempo afastado de qualquer coisa que o pudesse levar em cana, com exceção talvez de atentado ao pudor (era inevitável, acontecia), mas se lembrava bem de como era vandalizar um prédio, quebrar algumas vitrines ou, melhor ainda: se esconder em lugares não tão escondidos para fazer uso de substâncias que, se sua mãe soubesse que ele usava, o faria ser deserdado.
Não que ele fosse um completo drogado, mas não podia negar que já havia experimentado praticamente tudo. E achou que aquilo estava escrito na sua testa quando Finn o chamou para aquele happy hour dos caras. Ele nunca havia mencionado que fazia aquele tipo de coisa (fazia, no passado), mas não achou que seria nenhum problema se fizesse novamente. Estavam entre amigos, não? Bem, se não, depois daquilo eles certamente seriam.
Não podia arriscar levar nada muito pesado, mas como sabia que já tinham tudo planejado, ele só fez questão de procurar uns caras e providenciar uma garrafa das boas. Não sabia exatamente como as coisas funcionariam lá em cima, mas não chegaria de mãos abanando.
"Hey fellas" Joe disse balançando a garrafa de absinto no ar. "Achei que não seria fácil encontrar uma bebida proibida em 2028, mas cá estamos" riu um pouco. Cumprimentou primeiro John, que estava mais perto, e depois Finn, lançando um olhar curioso para as caixinhas pretas em sua mão. Ouviu um barulho nas escadas e se virou, vendo Will chegar. “'Ello, chef” disse imitando o sotaque britânico mais fail do mundo, que sempre usava quando ia no Bistro do colega. Estavam todos ali. E ele não fazia ideia do que vinha a seguir.
Honestamente, Will não se lembrava claramente da última vez que tinha feito alguma coisa desse tipo. Por um motivo muito óbvio, mas também por ter saído dessa zona há quase 10 anos. Abandonara a faculdade de direito no início do curso, mas isso não o impediu de se arranjar por aí. Ele tivera várias noitadas ótimas, ao menos até entrar para a marinha, e perder Tom. Voltara com tudo quando conseguiu seu irmão de volta, mas parou novamente quando se casou. De qualquer forma, com vários altos e baixos, ele não tinha tanta certeza se participaria ou não.
Mas ah, a xerife estava de folga. Tom arranjara tudo pra ele, com um cara no hospital. Sério, até o pessoal do hospital? E depois de Jenna aparecer em seu restaurante, ligeiramente bêbada, contando que não dava a mínima para o que acontecesse naquele final de semana, ficou até tentado com convidar a moça. Ela parecia estar precisando.
Independente de tudo, ali estava ele. O brilho da lua refletia seus olhos azuis e roupa de couro num tom prateado. "What´s the craic?" Perguntou, com um meio sorriso e sotaque forte, como se desafiasse Joe. Notou uma leve pontada londrina em seu casual sotaque irlandês, e se perguntou se estava passando tempo demais com Jenna. Não que ela ainda usasse aquele sotaque em público (o que ele imaginava que era tremendamente difícil), mas às vezes, bêbada ou só entre ele e Tom, ela se permitia relaxar.
Tirou das costas uma mochila também preta, e abriu seu zíper. Lá de dentro, tirou um tupperware transparente, que continha uns 50 mini sanduíches. "Eu tenho atum, PBJ, presunto, só manteiga, e... filé com catupiry. Cara, estou sendo mais legal com vocês do que eu esperava." Riu. "E, claro, não posso esquecer do 'orégano'" Falou, tirando um pequeno saquinho do bolso da jaqueta de couro, cujo conteúdo obviamente não era orégano. Parou por um instante, vendo o que os outros também tinham trazido. Era como um daqueles grandes jantares em família, onde cada um trazia alguma coisa, só que muito diferente. Meneou a cabeça negativamente, rindo um pouco. "Se eu morrer hoje por causa de alguma merda de vocês, eejits, só digo uma coisa: Não toquem no meu restaurante, ok?" Riu mais um pouco, falando enquanto apontava para eles. Depois de terminar, colocou as mãos nos bolsos e caminhou pela cobertura vazia.
"Lads, eu não sei vocês, mas só eu que percebeu que este ambiente parece... romântico demais? Estúpido demais? O que acha de irmos lá embaixo e alugarmos uma das salas de recreação? Sinuca, bar, frigobar, televisão, sofá, sabem como é..." William deu de ombros. "Eu sei que eu posso pagar, Finn definitivamente pode pagar, o garoto Merlyn pode pagar -- Sim, eu sei que você é rico, já dormi com a sua irmã -- e o Joe... provavelmente também pode pagar. O que me dizem?" Perguntou, com um sorriso unilateral amigável e o seu levantar de sobrancelhas tão característico.
Os shows já acabaram, ou...?
Eu acho que não entendi.
Não se preocupe, vai entender depois.
O que acha de uma bebida, love?
Pois é, infelizmente.
Não sei se isso é bom ou ruim, mas já que está aqui, tem bebida?
Para uma lady bonita como você?
Aye. Sempre.
Ta, Coldplay é legal, mas eu quero álcool. Cadê?
Sabe que eu não sei. Acho que não.
Sou Amy, é um prazer conhecê-lo.
O nome é Will, e acredite em mim quando digo:
O prazer é todo meu.
Conheço a maioria delas, porém são ruins. Deviam colocar algo do tipo Linkin Park, 30 Seconds To Mars ou sei lá.
Nem sempre se tem tudo que quer, sweetheart.
Mas para sua sorte, eu estou aqui, e acho que já cobre isso tudo.
Bom… O que é Coldplay?
Banda inglesa. Pop Rock.
Era até legal.
Eu acho que só conheço uma música deles
Já é alguma coisa, huh, love?
Agora me diga, nós já nos conhecemos?
Ainda bem, bandas que eu realmente conheço dessa vez.