Se eu fosse certa da cabeça, não abrira meu instagram nunca mais

Love Begins

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I'd rather be in outer space 🛸
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@primeiramormy
Se eu fosse certa da cabeça, não abrira meu instagram nunca mais
Desejo-te.
Desejo-te. Amar, tocar, sentir, corpo, nu, deitar, êxtase. Virar para teu lado da cama e teu cheiro me visitar, te amar com todas as minhas forças e suspirar por ti. Mesmo que eu veja que não me queres tanto assim, sinto sua falta como parte de mim. O que me resta são as lembranças doloridas e felizes que não quero visitar, pois doem tanto, aperta meu peito me faz sangrar. Só enxergo a confusão, volta e acaba com isso.
Anseio
Anseio que sufoca. Respira. Treme os olhos. Grita e logo se culpa. Para com isso. Descansa essa mente, que sente tanto, o que nem é pra tanto assim.
Me leve de volta para a noite em que nos conhecemos
Não sinto sua falta
Imaginei que fosse morrer de saudades, que meu coração iria ficar apertado e choraria todos os dias.
Imaginei que pensaria em você sem parar, que não superaria tão facilmente, afinal foi um ano de nós.
Mas por incrÃvel que pareça para mim mesma, eu não sinto saudades, ou penso constantemente no nosso relacionamento. Fico pensando se realmente te amei de verdade, ou se somente tampei o buraco da carência e solidão.
Me desculpe, mas tudo o que sinto é alÃvio por você não estar perto de mim. Se te amei de verdade isso já acabou, ou nunca aconteceu.
Maria
Homem vigilante
Todos os dias vou a pé para o trabalho, minha casa é perto e só há um caminho para o meu destino.
Nunca dou a devida atenção aos detalhes da rua, ando aéreo no meu próprio mundinho, pouco me importa os outros, cada um com seus problemas.
Mas ultimamente, olhando por rabo de olho, eu notei que sempre havia aquela mesma figura em pé na calçada. Sinto como se ele fizesse parte dela. Está ali todos os dias como um ritual a ser seguido.
E por incrÃvel que pareça, para alguém que quase não nota nada, eu me surpreendi com a sua presença, dentre tantos dias o vendo, resolvi pensar sobre ele.
Porque ele está ali, porque olha para todos com tanto interesse? O que pensa quando vê aquele tanto de gente passando para um dia sofrido de trabalho, seu olhar é altivo e julgador, sua presença é disfarçada por ser um senhor de idade, relativamente bem vestido, com ataduras discretas pelo corpo, possui também uma imagem apagada, e tudo isso acaba passando despercebido.
Tenho certeza que seu lugar é estratégico: estático entre duas árvores. E seu eu falar bom dia, será que me responde? Ou estarei mexendo com um maluco?
Pensando agora cheguei há uma conclusão, ele me causa desconforto. Não compreendo sua necessidade de estar ali, e nem o que pensa quando nos vê. Para mim é um homem puramente estranho.
Amiga de infância. Parte 1
Aquele dia ficaria marcado para sempre em minha memória, afinal, era o dia do meu casamento. No entanto, em meio à alegria que deveria sentir, uma insegurança profunda me consumia. Eu amava aquele homem, mas algo em sua atitude me fazia questionar se ele sentia o mesmo por mim com a mesma intensidade. Não entendia os motivos de sua hesitação, mas minha intuição já alertava que algo estava errado. E tive minha suspeita confirmada quando, durante a cerimônia, vi seus olhos seguirem outra mulher.
Ela não era uma desconhecida—pelo contrário. Era sua melhor amiga de infância, alguém que ele não via há anos, até aquele momento.
Sempre fui curiosa sobre o passado do homem que escolhi para compartilhar minha vida, e com ele não foi diferente. Queria saber sobre todas as mulheres que passaram por sua história, até mesmo aquelas que habitaram seus sentimentos inocentes de infância. Lembro-me nitidamente do brilho em seu olhar e do suspiro nostálgico ao me contar sobre o primeiro amor que marcou seus pensamentos na época em que era apenas um menino travesso. Ele descreveu com carinho a primeira troca de olhares, as brincadeiras repletas de implicância e o selinho roubado que ficou gravado em sua memória.
Enquanto ele falava, eu sorria, acenava e fingia uma tranquilidade que, por dentro, estava longe de existir. O ciúme queimava em meu peito, ainda que eu tentasse ignorá-lo. Afinal, era apenas a infância dele, não era? Mas, por mais irracional que fosse, não consegui evitar a tristeza que tomou conta de mim.
Ainda assim, me sentia satisfeita e orgulhosa por saber que, naquele momento da vida dele, era eu quem fazia parte da sua história. Para mim eram destinados seus olhares doces, suas palavras afetuosas e, acima de tudo, fui eu a escolhida para ser sua esposa. Sempre fui segura de mim e da nossa relação, e, com isso, criei expectativas — as maiores que já me permiti ter em toda a minha vida. Ingenuamente, acreditei ter encontrado alguém para caminhar ao meu lado.
Ledo engano.
Minha intuição sempre foi certeira, mas, às vezes, minha teimosia me impede de ouvir meus próprios conselhos. E naquele dia, mais uma vez, ignorei o alerta silencioso dentro de mim.
Meu então marido, já unido a mim pelo papel passado, avistou sua amiga de infância. E juro, vi seus olhos brilharem—um misto de alegria e incredulidade. Lá estava ela, sentada entre os convidados, tão pálida, tão ruiva, quase etérea.
Ao perceber o olhar dele, ela se virou, encontrou seus olhos e sorriu. Mas não foi um sorriso qualquer. Era lento, sedutor, natural e, ao mesmo tempo, irresistÃvel. Senti meu peito apertar, uma inquietação súbita e inexplicável. No momento, nem compreendia de onde vinha tanto medo—só sabia que ele estava ali.
Então, como se o tempo desacelerasse, vi meu marido soltar minha mão e caminhar até onde ela estava. Seu rosto se iluminou, e as palavras saÃram com um entusiasmo que me cortou por dentro:
— Eu não acredito! É você mesmo? Meu Deus! Você está linda! Uau! O tempo te fez bem. Senti saudades.
Ela sorriu ainda mais e respondeu com a mesma empolgação:
— Eu também estou sem acreditar! Obrigada pelo elogio! Que isso, olhe só para você… está casado!
E assim seguiu-se um diálogo de dez minutos. Dez minutos nos quais eu apenas observei, ignorada, até que, por fim, fui apresentada. Sorri, abracei-a e fingi uma surpresa encantada, como se estivesse tão maravilhada com sua presença quanto ele. Acredito que era exatamente assim que ele via aquele momento—um reencontro glorioso, quase cinematográfico.
Mas para mim, aquilo tinha que acabar. Segurei a mão do meu marido e o chamei para irmos embora. Já era hora de nos despedirmos dos convidados e seguirmos viagem. Antes de sair, arrisquei um último olhar para trás e vi nos olhos daquela mulher algo que me arrepiou: uma tristeza profunda, quase decepcionada, como se tivesse acabado de perder algo precioso.
Gravei aquela expressão na memória. E segui em frente.
Seus momentos eram os meus instantes, seu olhar tão penetrante doeu ao me ver, comuniquei com os olhos que te necessitava, me ignorou com um revirar nos olhos, provocou em mim, anseio e desgosto, como eu te quero minha preciosa pessoa ignorante.
-isidório
Eu sinto muito. Sinto tanto. Sinto tudo.
Conversas com a Lua (via planteador)
Qualquer dia eu enlouqueço de tanto pensar.
Bianca Siqueira (via planteador)
Sinto falta de nossas conversas, sinto uma falta de voce, mas está passando, como voce disse: estou indo embora. E esse sentimento também vai.
simples
Detesto quando voce me ignora, voce sempre faz isso quando quer me afastar, eu percebo, nego e depois aceito, vou atrás mais uma vez, e nada volta ao normal, e depois de um tempo da sua confusão e da minha voce volta e temos tudo normal de novo. Mas isso é a coisa mais desgastante que eu já vi. Porque não posso ter voce por inteiro, porque essa complicação existe, não dava para ser mais simples? Eu gosto muito de voce, tanto que tira o meu sono, mas meu limite já está no fim.