ELLICTOR: a ʟᴏᴠᴇ STORY by poppy bennett
you know I can’t 𝕙𝕖𝕝𝕡 myself;; I love 𝔠𝔬𝔪𝔦𝔫𝔤 for you (( 𝒷𝒶𝒷𝓎 )) and it’s 𝕂𝕀𝕃𝕃𝕀ℕ𝔾 me inside. I’ve been ᴅʏɪɴɢ for you [[ 𝓫𝓪𝓫𝔂 ]] almost 𝐄𝐕𝐄𝐑𝐘 single иιgнт.
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🪼
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
cherry valley forever

Discoholic 🪩
I'd rather be in outer space 🛸

blake kathryn
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

#extradirty

Love Begins

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JVL

★
d e v o n

if i look back, i am lost
noise dept.
Game of Thrones Daily

Janaina Medeiros
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ELLICTOR: a ʟᴏᴠᴇ STORY by poppy bennett
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Max Irons in Terminal (2018)
Tudo o que acontecia no instituto uma hora passava por Maria. Por vezes tarde demais, quando a notícia já não era mais uma novidade, mas sempre passava. Sabia de tudo o que acontecia pela aquela ilha e geralmente já esperava pelos rumores, mas dessa vez não. Quando as duquesas mais novas, que sempre estavam dispostas a compartilhar tudo o que soubessem, lhe encontraram no corredor tinha certeza de que lhe contariam sobre o príncipe cubano ou sobre grão-duque herdeiro de Luxemburgo, não sobre Victor. E as palavras das garotas a atingiram como socos, ainda que tentou seu melhor para não demonstrar. Sabia que ele via outras garotas, ela mesma também se encontrava com outros, mas o caso deles parecia ser mais oficial do que todos os outros, ao menos para si. Esperava que uma hora ele notasse que precisava se preparar oficialmente para seu reinado, e que ela seria a escolhida, mas agora a ideia não lhe descia bem. Depois de se assegurar de que não espalhariam o boato para todo e qualquer ser vivo, a italiana desabou. Se sentia tão, mas tão, tola. E num rompante de coragem saiu em direção ao quarto do australiano, as unhas fincadas na palma da mão para não deixar que suas lágrimas caíssem, enquanto tentava parecer o mais normal possível. Era estúpido estar se sentindo tão afetada quando ele tinha sempre deixado bem claro que não tinham nada sério, mas podia ao menos ter a deixado a par da humilhação que passava. O que estavam comentando dela pelos corredores? Sentiu ainda mais vontade de chorar ao pensar em como podia estar sendo alvo de inúmeros comentários maldosos. O que seus pais pensariam? Provavelmente sentia mais raiva de si do que do herdeiro. Antes de entrar no quarto respirou fundo, prometendo que dessa vez não seria enrolada. Abriu a porta sem bater, logo a fechando atrás de si com as costas, as unhas ainda fincadas na mão. Não podia chorar agora, não na frente dele. ━━ Prior. ━ Começou, como se dissesse oi, ainda que sua voz estivesse embargada. ━━ Por uma vez em sua vida, uma única vez, seja honesto comigo. ━ Antonietta enxugou uma lágrima, que teimou em cair, com as costas das mãos. ━━ O-o filho, o filho que aquela vermelha carrega. É seu? ━
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He was minding his own business ¹ quando ela abriu a sua porta, entrou e a fechou logo em seguida, não dando chances para que ele a tirasse dali. Não tinha muito tempo para si e, normalmente, sequer precisava se recuperar das atividades curriculares e extracurriculares, mas entre os acessos de raiva de Imogen, a paranoia com a qual Prior já estava acostumado desde que pisara em Verdare e os próprios planos, ele imaginava que podia ter uma santa tarde de paz. Paz podia ter vários sentidos, para diferentes pessoas, mas Victor encontrava no silêncio o melhor dos métodos de se dissociar de tudo e todos: não precisava dele sempre, mas quando chegava ao limite, ele--- Respirou fundo ao abrir os olhos, desfazendo-se da posição de meditação, careta entediada na face ante as palavras da italiana, apoiando o queixo em uma das mãos. “Quando eu não fui honesto com você, Antonietta?” Você quer uma ordem cronológica ou alfabética?, Imogen sibilou ao fundo do quarto, acarinhando os ovos ainda não chocados. Arqueou uma das sobrancelhas, ciente de que deveria se desfazer da posição para ir ao encontro da italiana, os olhos estreitos ante a pergunta que perpassou sua mente no segundo seguinte ao levantar-se e se aproximar lentamente da loira. “Alguém te viu entrando no meu quarto?” Murmurou, passando as costas dos dedos lentamente pelas mechas rebeldes do cabelo da Medici. Era uma pessoa analítica, que lidava muito melhor com variáveis quando não envolviam sentimentos, afinal, e aquele lhe parecia um problema mais interessante de se atacar, no momento. Cochichos o incomodavam e, ainda que Antonietta estivesse arruinando a própria reputação --- vez que ele seria ovacionado, caso soubessem ---, não lhe agradava imaginar que uma candidata a ser algo a mais, eventualmente, seria tida como fácil perante outros reis. Assim que ela continuou, entretanto, Victor comprimiu os lábios em uma linha fina para reprimir o palavrão, cerrando os olhos com alguma força ao esfregar a barba por fazer uma única vez. Se ela sabia, certamente Roger não demoraria a saber, também, e aquilo era preocupante, de um ponto de vista estratégico. “Já cuidei desse assunto. Whichever information you have, it’s late. Check up with your sources, next time. ²” Respondeu simplesmente, olhando-a de cima abaixo. Oh, claro. Ela estava prestes a chorar. Bastou um olhar para perceber, e o humor piorou, forçando Prior a grunhir baixo antes de apertar a ponte do nariz, claramente pouco entretido com a situação. “You act like we were married, Maria. ³ Não é minha esposa.” Entreabriu os lábios em uma careta cética, estreitando os olhos ao debochar. “E se fosse meu e tivéssemos algo fechado? Ainda seria um bastardo, assim como qualquer outro que for gerado fora do casamento. Não significaria nada.” Estava cansado de ter de se explicar para a Medici, e, ainda que fosse uma bela pretendente, capaz de mantê-lo entretido por horas, a verdade era que Victor não desejava se afeiçoar a ela --- ou a ninguém, para ser honesto. Nada na vida deles era fixo, e Prior sabia que conseguiria algo melhor do que uma duquesa, ainda que tivesse sido pareado com outra durante o Fitting --- mas aquilo era culpa de Harvick.
sugartown01:
❥ 〰 ❛ Candice sentiu a vontade de morder a língua até que o gosto enferrujado do sangue vermelho lhe enchesse a boca. Que estupida! É claro que uma princesa, ainda que pouco atrativa como Amber seria muito mais interessante que uma baronesa que nem sangue azul corria em suas veias. Na sua primeira interação com o principe ela já estava lhe dando ideias de parear-se com outra princesa e ela se odiaria se um possível casamento de Prior tivesse sido ideia sua. — — Acredito que sim… — — Ela deu de ombros, quer dizer, ela tinha que pelo menos fingir que não se importava, em nome da sua dignidade. — — A little too much, maybe? — — Todos sabiam que o Lunae Messis era um evento tradicional, que sim, previa uma brecha para o adultério, mas era de alto mal gosto continuar vendo o seu parceiro depois do fim do baile. — — Com quem você pareado, btw? — — Perguntou, jogando uma mecha do cabelo para trás, de maneira blasé, como se não lhe interessasse muito pela resposta, como se não fosse tudo o que ela quisera saber, algo que ela não conseguia disfarçar tão bem quando se tratando da fofoca que ele parecia interessado em compartilhar. Um casamento. Fora da ilha… Em uma semana. Verena saberia se isso acontecesse e ela lhe contaria se soubesse porque é isso que amigas faziam, não? Além disso, haveria muito alvoroço, a não ser que fosse de um casal mais irrelevante. Sim… deveria ser isso, caso contrário, até Joan estaria preocupada, lhe mandando cartas para se comportar e não dar nenhum vexame. Ela sempre pensava que a irmã se preocupava demais, com certeza iria morrer cedo. — — Um cavalheiro mentiroso, mas um cavalheiro never the less... — — Ela riu, um riso ronronado conforme desviava o olhar de maneira flertadora, não se atendo ao fato dele ter colocado uma observação sobre seu calibri. Ora, Candice, pessoalmente se tinha em mais alta conta mas não era estúpida. — — Deeply reliable. — — Ela garantiu, o corpo se inclinando em direção a ele, como se compartilhasse um segredo. — — E então, o que você é: Um verdadeira cavalheiro ou um cavalheiro mentiroso?
As expressões e mudanças de humor de Rosberg eram interessantes de um ponto de vista completamente analítico: era um livro aberto, pronto para ser lido por qualquer leitor desatento. Aos olhos de Prior, entretanto, eram tidas como um convite a se aventurar para manipulá-los ao seu bel prazer. “Touché.” Concordou, repuxando o canto esquerdo dos lábios para cima, em um meio sorriso libertino ao estreitar os olhos. “Ele deveria ter pensado em como isso afetaria sua vida política.” Porque era só naquilo que Prior pensava, constantemente. Cada passo em falso poderia ser sua perdição, e ele não chegara tão longe para desistir por conta de sentimentos. Quem bem conhecia Victor, entretanto, sabia que não existia sentimento capaz de fazer com que perdesse o fio da razão que o guiava. “E você não sabe?” Estalou a língua, entrelaçando os dedos das mãos antes de continuar. “Não sou notícia o suficiente para vossa graça?” Testou, soltando uma risada fraca ensaiada antes de dar de ombros, ajeitando-se novamente na poltrona para chiar, de modo displicente. “A mais nova dos Altumsolis. Kiara. Lovely girl ¹.” Podre de rica. Não era com ela que esperava ser pareado e honestamente não nutria qualquer tipo de interesse na ruiva, mas a noite havia sido agradável, em que pese Victor tivesse queimado algumas etapas no Fitting, ao se esquecer de seus deveres por alguns momentos de prazer na floresta. Sabia que havia corrido riscos e não podia acreditar que se deixara levar pelo calor do momento ao convidar Hersy ao pequeno bacanal, mas... As palavras da Rosberg o retiraram do estado, e Prior se viu arqueando uma das sobrancelhas ao entreabrir os lábios em um sorriso calculadamente ofendido ao aproximar o tronco da finlandesa, inclinando-se na poltrona de modo que estivessem próximos para escutar as próximas palavras. “Que acha de descobrir por si mesma? Em qual das categorias você me poria?” Estreitou os olhos, ajeitando o cabelo da morena para trás da orelha --- e aproveitando para roçar a mão ligeiramente pela bochecha da finlandesa, ciente dos efeitos que aquilo causaria ---, de modo que o pescoço desnudo entrasse em seu campo de visão. Ora, ele sabia exatamente o que as marcas ali significavam, mas não era o momento de falar sobre elas. “Pare. Reflita.” Testou, murmurando as palavras roucamente antes de semicerrar os olhos. “Prove. E seja criativa em suas investigações, milady. Proatividade é algo que me interessa.” Avisou, piscando uma única vez antes de se afastar do contato físico, ainda que mantivesse o visual durante todo o tempo. Era um jogo, é claro, e Rosberg poderia ser uma peça-chave, se bem utilizada.
------------ F L A S H B A C K !!
quesina:
Se se colocava naquelas situações, com machos anis territoriais, era culpa de ninguém senão dela. Dasina tinha um dedo pobre quando se tratava de homens, isso era indiscutível, sendo sua paixonite mais saudável um rapaz que estava bem longe de seu alcance e que provavelmente a rechaçaria. A bem da verdade, se pudesse, não perderia tempo com garotos. Porém, a carne era fraca. De qualquer forma, de longe, podia dizer que Victor tinha sido seu erro mais grotesco. Sendo o loiro a personificação da discriminação de raça, do elitismo azul e do machismo, relacionar-se com ele tinha sido, para Dasina, a completa negação do amor próprio. Decerto estava na genética o rebaixamento, a ideia de que por ser uma mulher, e vermelha, deveria se submeter ao que pedissem — era isso que diziam de sua mãe, afinal; que a mulher não passava de uma vagabunda rubra que Conde Hersy havia arrastado da América do Sul para a Corte dos Vallon. Dasina não queria ser comparada à genitora, apesar de não agir diferente. Naquele passo, em breve arrecadaria certa fama, mas mesmo nesse contexto não gostaria de ter seu nome associado a Prior. Ela e o rapaz eram os únicos que sabiam de sua pequena aventura, e independentemente de suas suspeitas, havidas logo depois do encontro — que não poderia ser classificado como romântico — era preferível cuidar de um filho sozinha do que recorrer ao adestrador de cobras. Não porque fosse maldosa, mas ela tinha certeza de que ele mataria a criança. A visão do mesmo, aliás, seguindo em sua direção, fez com que o sangue da vermelha gelasse. Pela primeira vez seu rosto se assemelhava ao dos colegas azuis, pela completa ausência de cor. Conteve o ímpeto de correr e depois alegar que não o tinha visto; o outro era mais espero que isso. Agir com naturalidade e fingir ignorância era o único caminho viável. ‘ Ah, o senhor… O que teríamos para conversar? ’ riu sem humor, pendendo a cabeça enquanto tentava se desviar de seu toque. Havia jurado a si mesma que aqueles dígitos não mais alcançariam sua pele. Ainda assim, já era esperando que agisse como sempre agia: impondo sua presença e ditando os termos da interação. A ideia de que ele sabia fez com que o frio percorresse sua espinha, mas, como poderia? Tinha assim tanta influência ao ponto de ter acesso a conversas médicas? Doc tinha prometido… Quando estavam longe da vista alheia, a morena pode finalmente baixar a máscara. ‘ Não faço a mínima ideia do que se trata ’ respondeu, voltando-se para ele sem simpatia. Não precisavam de fingimentos. ‘ Nossos assuntos já foram encerrados há algum tempo. Já pode voltar a viver sua perfeita vida azul em paz e continuar fingindo que não existo. Agradeceria muito ’ completou, com riso debochado. ‘ No hard feelings ’
Prior repuxou o canto dos lábios para cima por um breve segundo, estreitando os olhos ante a resposta atravessada da Vermelha. “Não muito, de fato.” Enfiou as mãos nos bolsos assim que chegaram a um local mais privado, para então coçar a sobrancelha à medida em que as palavras escorriam da boca. “Você nunca serviu para muito, além de uma foda mediana.” Começou ao aproximar os rostos e estreitar os olhos, formulando uma careta indiferente ao antever os próximos passos da morena e segurar os punhos com ambas as mãos, enlaçando os dígitos em torno deles. Veja, ele acreditava que ser honesto teria um melhor resultado: não estaria mentindo para a ranudense, e tampouco para si mesmo, ao falar que ela não servia para nada. Hersy não tinha posses, além do contato com o pai, futuro assistente do rei Vallon; não era uma lady de nascença e tampouco possuía terras. Além de tudo, era vermelha. Imaginava que já soubesse que não tinha importância para Prior, desde o início do envolvimento, que não fazia nada, senão pelos interesses escusos. “Seria melhor que começasse a se portar como a dama que seu pai gastou tanto dinheiro para formar, hm?” Arqueou uma das sobrancelhas, ciente de que estava sendo cínico ao tratar do assunto. Queria lidar com aquilo de forma mais branda, mas a verdade era que Victor não conseguia se sentir minimamente intrigado pela condição de Dasina, e tampouco interessado em saber se estava, ou não, grávida. Ela era uma ponta solta em sua trajetória, quer quisesse ou não. A possibilidade de estar, entretanto, era algo que o enervava, pois isso era mais uma forma de Roger chegar até Victor. “Oh, I know you do ¹.” Corrigiu a morena, pendendo a cabeça minimamente para o lado e apertando o pulso da outra com alguma força antes de roçar os dígitos na pele exposta. “I’d like that ²,” Viu-se concordando com a morena, ciente de que o riso curto e cínico ainda pintalgava os lábios ao continuar: “mas deve entender que não posso ter loose ends ³.” Finalizou, terminando o contato físico com a Hersy da mesma maneira que o tinha iniciado, para então levantar seu queixo com a destra, de modo que o encarasse. “Espero que os boatos sejam falsos, Dasina.” Murmurou, muito ciente da predileção dos olhos pelos lábios da Hersy, e não para as íris acastanhadas. “Mas se não forem, tenho meus métodos de me livrar de qualquer ser indesejável.” Repuxou os lábios para cima em um sorriso viperino, mostrando pouco dos dentes. Era um aviso. Nada relativo a Prior era simples e ele não era do tipo cristão. Se Dasina, ou qualquer criatura que carregasse no ventre, se mostrasse uma ameaça, seria eliminada. “Ainda que você não queira.” As palavras saíram sussurradas à medida em que o australiano decidia o que fazer a seguir. Claro, podia ser rebento de qualquer outro nobre ou vermelho em Hyacinthum: Prior não descartava aquela possibilidade, mas pretendia pecar pelo excesso, especialmente em relação àquele assunto. Nunca havia visto Hersy com muitos homens ao seu redor, afinal, e paternidade não combinava com ele. In fact, ele--- Respirou fundo, inconscientemente inalando o aroma da ranudense e se afastando de maneira calma, sorriso simpático a tiracolo. Era melhor não imaginar como seria se fosse pai: as referências de Victor eram... Trincou o maxilar, cerrando os punhos e olhos de maneira sincronizada antes de passar a destra pela barba bem feita. “Sempre bom falar com a senhorita.”
sugartown01:
❥ 〰 ❛ Victor Prior. Se tinha alguém que fazia Candice fazer questão de demonstrar o seu melhor comportamento era o príncipe australiano. Já havia cansado de pedir a Draco uma introdução entre os dois, uma mais despojada a qual eles pudessem ser considerados amigos, mas sempre havia um impeditivo. Fora os pratos dele que ela prepara no Lunae Messis, mas tal rito se provou uma baboseira.. Ela teria pensado em algo mais importante para dizer se tivesse notado que era o príncipe ao seu lado, e não uma fofoca besta como aquelas, mas bastou que Prior demonstrasse a mais leve atenção a ela que ela se jogou freneticamente no assunto. — — Ó, eu posso contar tudo sobre isso, se quiser. Visconde de Tahaa e Amber, a princesa, a ruiva de dentes tortos, sabe? Eles já estavam em vias de um rompante há algum tempo… Mas parece que o Visconde continuou a encontrar a sua parceira do Lunae depois do baile e foi quite a scandal.¹ — — Apesar de ser um escândalo, o sorrisinho estava mais que contente em compartilhar a notícia. Havia algo de humano em azuis fazendo atrocidades, mais mortais do que deuses, e sendo Candice um ótimo espécime de mortal, ela sequer disfarçou a curisiodade quando ele mencionou um novo casamento. — — Uma semana? Não é possível! — — Repetiu ela, o tom assombrado em sua voz. — Mas é claro! — que não.
Quando Candice começou a falar, Prior entreabriu os lábios em uma careta educadamente surpresa. Veja, não podia ligar menos para o Visconde, mas a princesa... Malgrado tivesse dentes tortos, não era como se fossem um impedimento tão grande, assim. Importava-se com o que Amber acrescentaria ao seu espólio. “Então isso quer dizer que Amber está no mercado, novamente?” Testou, abrindo um sorriso torto ao apoiar o rosto na destra, transparecendo algo semelhante a fascínio. A morena podia ser uma bela fonte de informações, afinal, desde que Prior soubesse filtrar o joio do trigo. “Well, it was the sensible thing to do, after all... ¹” Viu-se concordando ao gesticular brevemente, um mínimo aceno de cabeça a tiracolo ao desabotoar o terno. Imaginava que se fosse perder a tarde naquilo, que ao menos fosse de um modo confortável. “He did desire his mate. ² Mais do que Amber, pelo menos.” Explicou. Ora, noivados se desfaziam daquele modo tão abrupto? Prior jamais se acostumaria com os caprichos dos Azuis à sua volta, ainda que ele mesmo não estivesse inclinado a hesitar perante uma proposta melhor, se surgisse. Ter um relacionamento duradouro estava... Fora de cogitação. Comprimiu os lábios em um sorriso cínico, inclinando-se para a frente para dar uma olhada melhor na finlandesa. Ela havia caído como um patinho. “Acredite, milady.” Assentiu lentamente, ciente de que Rosberg estava hipnotizada. Ou algo semelhante: mesmo efeito. “Que tipo de cavalheiro eu seria se mentisse para alguém do...” Soltou uma risada curta, imperceptível a qualquer um que não o conhecesse muito bem --- para a sua sorte, todos que o faziam estavam longe para não representarem ameaça ---, umedecendo os lábios logo em seguida. “Seu calibre?” Piscou, ajeitando-se novamente na poltrona antes de gesticular, sorriso lânguido a tiracolo. “Ora, mas não é assim que as coisas funcionam. Você teria que provar que é de confiança. Are you, milady?” Arqueou uma das sobrancelhas, aproximando-se minimamente da Rosberg, os olhos estreitos à medida em que reparava em cada uma das características da Vermelha. Yeah, definetely a Rosberg. ³
❥ 〰 ❛ Que seu primeiro Lunae Messis tinha sido um desastre era um fato, mas ninguém precisava saber. Até onde todos sabiam tudo o que deveria ter acontecido, aconteceu e Candy estava sentada, lendo o jornal da escola, deliciada com as fofocas. — — Digam o que quiserem: A melhor parte do Lunae Messis é o depois. Três noivados arruinados… É uma pena, eu adoraria uma festa de casamento fora da ilha, só pra variar…
Ele preferiria continuar sentado e lendo calmamente seu jornal: Victor precisava se manter minimamente antenado sobre os últimos acontecimentos mundiais, mas... É claro. Revirou os olhos, dobrando o jornal com destreza antes de cruzar as pernas, inclinando-se sobre o braço da poltrona para encarar propriamente a Vermelha. Não que fosse exatamente importante, mas mesmo Prior deveria admitir que era algo bonito de se olhar. “Só três?” Repetiu em tom debochado, soltando uma breve risada rouca antes de entrelaçar as mãos no colo, como se realmente se importasse com o que a Vermelha falava. “Geez, não posso nem imaginar quais noivados se encerraram por conta de uma diversão inocente. ” Arregalou os olhos em tom jocoso, gesticulando levemente. Ele poderia usar aquela informação ao seu próprio favor, em verdade --- bastava que não demonstrasse tanto interesse na informação dada pela finlandesa. Ah! Era dali que se lembrava dela! Rosbergs tendiam a ter feições parecidas, e eram próximos o suficiente dos Hesse para que Victor tomasse a nota mental para pesquisar sobre a menina, eventualmente. “E não é como se fôssemos ter de esperar por muito tempo. For what I gather, we should have one in... One week? ¹” Sinalizou em tom blasé, arqueando as sobrancelhas por um breve segundo. “Of course, it’s a secret. Can you keep it? ²”
Tendendo a ações bravas e justas, a boa índole da Bennett era reconhecida por aqueles ao seu redor. Não era de seu feitio agir com deslealdade, malícia ou até mesmo imprudência — sequer estava numa posição em que tais atitudes seriam toleradas. Mas a sua língua… Ah, essa era o epicentro de todos os seus problemas. “ Minha avó sempre diz que há três coisas que não podemos ter nesse mundo: liberdade, respostas e segredos. Então como pode ser culpa minha que tenha recebido uma advertência? ” A indagação surgiu como efeito colateral da sua criação rígida. Assim, compreender que eximir-se da culpa e adereçá-la a outrem era visto como natural, era uma tarefa penosa para Poppy. “ Se você não tivesse feito o que fez, nada disso teria acontecido. A responsabilidade é somente sua. ”
Prior meramente arqueou a sobrancelha ante as palavras de Poppy, terminando de tomar a taça de vinho, para então repousá-la à frente dos dois. “A sua avó deveria lhe aconselhar a ficar quieta em momentos nos quais a sua opinião não foi requisitada.” Sibilou, ainda que os lábios estivessem pintalgados por um sorriso carismático à medida em que acenava para a Vermelha, conduzindo-a pelos corredores de Verdare. Of course, ele tinha relatado o ocorrido ainda há pouco, mas não era como se precisasse de um sermão por parte da Bennett. Ainda que fosse inteligente e importante o suficiente em Hyacinthum, o contato com Vermelhos deveria ser evitado, salvo em ocasiões festivas --- ocasiões estas que, é claro, seriam revertidas em uma propaganda gratuita para os Vermelhos australianos ---, quando este seria até mesmo aconselhável. “Não só minha, como bem sabe.” Corrigiu, recordando-se da última vez em que vira Harvick: ele ainda estava suado e desorientado por conta do sexo. Reprimiu o sorriso sacana, tossindo brevemente antes de voltar a atenção para a morena. Ele era o culpado pela maior parte das transgressões acadêmicas de Prior, e mesmo assim... Fazia algum tempo desde que não o via. “E este não é o ponto, Bennett. Eu não mencionei o ocorrido para que fosse julgado.” Sinalizou, dedilhando a têmpora esquerda da asiática com o indicador --- enquanto segurava o cigarro apagado entre os dedos --- antes de dar de ombros, estreitando os olhos na direção do corredor. “Aquela foi a última vez em que Imogen saiu do quarto sem permissão. Está comportada, desde então. A advertência foi mal utilizada, X-9.”
cause we never go out of 𝒔𝒕𝒚𝒍𝒆.
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❛ —— Oh, não! O que eu estou tentando dizer é que um buraco negro não se trata de um aspirador de pó… ❜ o comentário aconteceu após a italiana levar um docinho à boca, direcionando a atenção ao outro ocupante da mesa enquanto um riso fraco escapava de sua garganta. ❛ —— Um buraco negro só engole os corpos que aproximarem demais dele e cruzarem a linha imaginária de horizontes, o ponto de não-retorno, a posição a partir do qual a atenção gravitacional é inescapável. ❜ A princesa não sabia dizer em qual momento o assunto tinha virado pauta, mas todos conheciam a sua pré-disposição para falar de eventos celestes. Por isso, ela não parou quando esclareceu o equivoco da pessoa com a qual conversava, voltando a ressaltar curiosidades que envolviam o fenômeno. ❛ —— Inclusive, nós teremos um buraco negro orbitante na Via-Láctea daqui a 2 bilhões de anos, pouco depois que colidirmos com a Grande Nuvem de Magalhães. ❜
Veja, Prior se entretinha com os assuntos, mas raramente era visto falando sobre corpos celestes em meio a uma roda de nobres por um simples motivo: não era minimamente interessante para a grande maioria. Se queria ser reconhecido ante os sangues azuis como o herdeiro que era, haviam assuntos mais palatáveis para uma conversa de festa. Preferia deixar as descobertas científicas para os almanaques ou para os experimentos e demonstrações que os azuis davam para os vermelhos, em um claro esclarecimento sobre as forças e engenhosidade. Um aviso. Em outras palavras, enquanto Briana utilizava-se da ciência para seus projetos para entender o mundo a sua volta, Victor gostaria de se armar com cada uma das descobertas. Quanto mais diferenciadas fossem as formas de domínio, menores as chances de terem uma Revolta nas mãos. Simples lógica. Assim que percebeu o olhar de pânico do marquês, entretanto, o australiano soltou uma pequena risada --- mais parecida com uma lufada de ar do que qualquer coisa ---, aproximando-se dos dois. “Briana, acredito que ele já tenha entendido o ponto: todos estaremos mortos quando o fatídico dia chegar; somos um grão de areia em meio a uma praia e por aí vai.” Arqueou uma das sobrancelhas, acenando para o marquês com a cabeça, para que se afastasse. enquanto rodava o anel no indicador esquerdo --- mais uma das manias das quais Prior ainda não havia se desfeito “Mate, um copo de uísque não viria em um mau momento. Cowboy style ², se não se importar.” Entreabriu os lábios em um sorriso, e lá se fora o nobre. Of course, he’d like to test it before drinking it ¹, mas havia outros assuntos a tratar com Briana. “Belo baile, hm?” Acenou na direção da pista de dança, desabotoando um dos botões do smoking antes de cruzar as pernas, inclinando-se contra as costas da cadeira em uma pose despretensiosa, em que pese estivesse atento ao redor. “Suponho que Cassiopeia esteja com... Xenófanes?” Pendeu a cabeça para o lado, recordando-se do nome do helênico com facilidade. Tinha, de fato, formulado a ficha do grego tão logo soube do envolvimento com a Brunelleschi. Repentino e suspeito demais, aos olhos treinados de Victor, mas não era como se fosse abrir a boca para falar algo sobre: a italiana era uma boa aliada e se entendiam bem o suficiente para ter certeza de que aquela não era a rota a seguir com ela. “Ou vocês a deixaram com uma das amas de leite?” Não passava de curiosidade mórbida. Victor não conseguia se imaginar vinculado a alguém com tanta força a ponto de não suportar qualquer separação. Era uma fraqueza.
ellabutnotcinderella:
( F L A S H B A C K ) —“Não muito não tenho muito interesse em tais assuntos mas sim sobre as curas a venenos, existem pesquisas perdidas durante a historia que poderiam salvar muitas pessoas e eu particularmente me dedico a conhecer melhor aquilo que combate o mal criado pelo ser humana em sua existência, veja-me bem existem dois tipo de pessoas, as que causam problemas e as que resolvem, eu me encaixo na segunda opção.” — o tom de Credella soará quase animado em falar sobre assuntos diversos visto que era um nerd reconhecida mas logo perceberá que o outro não queria lhe entreter em conversa alguma e sim fazer a doce e pequena Condessa estremecer base, obviamente ela obterá sua resposta, ele era pertencente ao primeiro grupo. Deu um passo para trás em cautela sabia que se ele tentasse chegar perto seu grito seria algo para chamar atenção, o sangue azul fervia em seu ser em meio a adrenalina e a pele alva se tornará tão resplandecente quanto o próprio sol visto sua habilidade com a fisiológia de diamante. — “Não gostei nem um pouco de nenhum deles. Não tenho menor interesse de conhecê-los Vossa Alteza Real.” — fraquejou entre a fala mas se manteve firme, o olhar jamais recairá e Ella sabia que seu lugar era bem longe daquele senhor, deixando claro que não se meteria mais com o mesmo visto que seu ato de boa vontade e cuidado foram descartados em um ato tão baixo de amendrotamento. — “Eles… eles fodem?!” — as meras palavras do príncipe lhe eram confusas ainda apesar de algumas ainda lhe soarem conhecidas em torno de algumas aulas e conversas alheias escutadas mas de todo modo nada parecia claro suficiente para a jovem, mas não estaria interessada em que este lhe explicasse visto que parecia um homem incrivelmente amargo, frio, desonesto e rude. — “Nada mais desejo vindo do senhor, Vossa Alteza, passar bem!” — sorriu em alto e bom claro desprezo visto a atitude do outro que ainda parecia irreal para a garota. De todo modo virou os pés em outra direção, qualquer uma longe daquele monstro. — “Troglodita!” — resmungou enquanto caminhava para longe. ( C L O S E D )
O som de seus saltos encontrando o mármore do chão parecia retumbar mais alto que o normal aos ouvidos da duquesa, que agora estava hiper consciente de cada pedaço de pele que ficava exposto pelo corte ousado de seu vestido, bem como o frio que se espalhava em seu estomago. É bobeira se sentir, pensava consigo mesma, os cachos dourados balançando suavemente por seus ombros desnudos cada vez que ela meneava a cabeça, numa tentativa de espantar aquele nervoso. Claro, que a amizade entre Victor e Gustav corroborava para suas incertezas, no entanto, o quão tolo era deixar isso lhe incomodar quando já não existia mais nada entre eles dois? Deveria se divertir, afinal, o lunae messis havia sido feito para se divertir! Seria quase como um encontro ( seu primeiro após toda aquela história complicada com Zircon ). E quando finalmente chegou ao salão principal, o sorriso ostentado em seus lábios já parecia quase sincero. O enorme relógio de pedestal lhe indicava que apesar de não ter se apressado nem um pouco, ainda havia conseguido chegar alguns minutos adiantada ( and the british punctuality strikes again! (1) ), então acabou por se aproximar da enorme janela apenas para que pudesse apoiar a cesta que lhe fora dada nela. O olhar rapidamente se perdeu pelo céu estrelado, mas não o suficiente para não notar quando Prior enfim chegou. ❝ — Ah, boa noite, vossa alteza ❞, tilintou, o corpo se inclinando em uma breve mesura. A destra acabou permanecendo no mesmo local após ela se endireitar novamente, numa pequena tentiva de disfarçar a fenda exagerada do vestido. ❝ — Está uma noite mesmo linda, não acha? ❞, questionou, reservando um último vislumbre das estrelas. Estas sempre lhe pareceram mais bonitas naquela época do ano, o que certamente só poderia fazer parte da verdadeira magia do lunae messis
Well, that escalated quickly. ¹ Ele deveria se lembrar de nunca mais escutar Elliot. Jamais. A brincadeira dos três, como Hersy bem tinha posto, havia durado tempo demais, e quando percebeu... Apenas dois lenços estavam disponíveis. Esperara que o bordado bem feito fosse de alguma princesa cujo país demonstrava uma economia rica, mas tão logo tocou no tecido, conectando-se a ele, leu as iniciais de Kiara Altumsolis nele. Great. Awesome. Seria melhor que tivesse tomado o lenço de Maria. Duquesa por Duquesa, ao menos a italiana ele sabia como moldar, além de ter parentesco mais próximo da realeza italiana... Além de tudo, Gustav parecia gostar do bibelô, e não era como se pudesse perder o apoio do sueco. Respirou fundo, apertando a ponte do nariz enquanto segurava o cigarro aceso entre os dedos, lendo as horas no relógio de pulso antes de se levantar. Tradição era tradição, é claro, e, ainda que não estivesse particularmente satisfeito com o resultado, ele sabia que tinha queimado a largada na noite anterior. Algumas vezes. Lidar com a Altumsolis era o menor de seus problemas, caso Dasina não se mantivesse calada. Encontrou-a próxima à saída, olhando pela janela e, quer quisesse ou não, Prior semicerrou os olhos, entreabrindo os lábios minimamente, ciente de que não deveria estar surpreso. Era a noite da luxúria, afinal: Kiara apenas tinha se vestido de acordo. “G’night, Your Grace. ²” Murmurou simplesmente, ciente de que o sotaque australiano era ressaltado quando não estava prestando atenção. Um lord não deveria falar com as gírias australianas em meio a nobres de outras nações --- quando possível, deveria preferir o sotaque inglês, preferencialmente o de Cambridge ---, malgrado os regionalismos fossem importantes quando tratava com o povo. Pelo que lera, tornava-o mais acessível ante a massa de manobra. Diante das palavras de Kiara, entretanto, Prior meneou a cabeça, abrindo um meio sorriso enigmático ao se aproximar. “Deus nos abençoou, huh? Não seria um Lunae Messis próspero se o céu estivesse nublado ou chuvoso. Prejudicaria todo o ato de comunhão com a Terra.” Gesticulou lentamente em tom sutil, semicerrando os olhos na direção da lua, ciente do movimento tímido por parte da ruiva. Ora, aquela era nova. “May I? ³” Arqueou uma das sobrancelhas, acenando na direção da cesta que a Duquesa levava consigo, para tomá-la em uma das mãos e lhe oferecer o outro braço, de modo que caminhassem juntos. Podia não ter a formação real desde o berço, mas Prior se apegara às regras da Corte --- especialmente às da britânica, exemplo de cavalheirismo. “Eu e o Fitting podemos esperar mais alguns minutos, Kiara.” Começou, recostando-se na janela ao apoiar a cesta no peitoril. “Não parece estar à vontade e esta é a última coisa que desejo, no momento.” Arqueou uma das sobrancelhas, entreabrindo os lábios em um meio sorriso. Of course, he couldn’t give less of a shit about her well-being, but it sounded just about right. What a gentleman would say to a lady. 4 “Temos tempo o suficiente, não se preocupe. ‘Sides, the ritual can’t work if one of us isn’t feeling that well.5” Acenou, tomando um dos cigarros do maço para acender enquanto a esperava. Veja, Prior realmente precisava de uma tragada: era o que chamava de WinXWin.
✦ HAVIA PENSADO SOBRE o início do Lunae Messis durante toda a madrugada. Já tinha o bordado em mente, o tecido cor creme e a linha vermelha estavam separados e tudo o que precisava fazer era usar a linha. Mas o fato de cozinhar a atormentava. Deveria preparar o alimento preferido de quem queria que encontrasse o seu lenço, mas quem ela queria que fosse? Depois de algum tempo pensando a resposta foi óbvia: Victor. No último encontro deles, que acontecera nos jardins, tudo parecia estar mais do que bem entre eles. Ele tinha até falado que os dois se entendiam! E a chama de esperança de Maria se reacendeu novamente, se ela conseguisse o agradar mais uma vez durante a noite… talvez as coisas começassem a realmente dar certo. Comentou isso com Nena, quando adentrou seu quarto pela manhã para a acordar, que a repreendeu. Não entendia porque era tão desgostosa de Victor, ele nunca havia feito nada de tão errado, ao menos no que estava em seu conhecimento, e era difícil algo não estar. Decidida a fazer o possível para ele, e se humilhar mais uma vez, disse sua parte mais sensata que rapidamente ignorou, saiu em busca dele pelos corredores da escola. O Prior nunca havia comentado qual era o seu prato preferido, enquanto Antonietta tinha certeza de que já mencionara o alla bolognese, que ainda que simples era simplesmente sua comida predileta, dezenas de vezes. Não era justo e ela precisava ter uma noção do que cozinhar, ou mandar os criados cozinharem. Quando o avistou no corredor correu para o seu lado da forma mais graciosa que conseguiu, e puxou seu braço para que ele a notasse. ━━ Buon pomeriggio, caro¹. ━ O cumprimentou, um sorriso radiante tomando conta de seu rosto. ━━ Fiquei sabendo que você irá participar como um hunter essa noite. ━ A italiana mordeu o lábio inferior, querendo que ele adivinhasse onde a conversa iria chegar. ━━ E, bem, vim lhe perguntar qual é sua comida preferida. Para, sabe, lhe dar sorte. ━
@prioridadesss
Não que Prior detestasse o Festival: era o exato oposto. Encarava-o como uma feira de oportunidades que impulsionariam uma nova gama de contatos e, especialmente, de alianças. Roger não o mandara a Hyacinthum para que sociabilizasse, em que pese este fosse o objetivo de Victor desde que se tornara príncipe. Nenhum governante governava sozinho; Prior não seria exceção. Quanto mais nobres e herdeiros de outros países se sentissem acolhidos e respeitados pelo australiano, mais fácil seria tomar o poder, quando a hora chegasse. Por isso, quando escutou a voz de Antonietta, Victor foi incapaz de não cerrar os olhos, franzindo todo o rosto segundos antes da italiana ver sua face por completo. Para todos os efeitos, ele queria encontrar seu lenço, independente de já tê-la garantida para seus planos eventuais. Evidentemente, entretanto, não era como se pudesse mencionar aquilo à duquesa, de modo que se viu abrindo um sorriso carismático, acenando brevemente assim que escutou o cumprimento da Medici, sobrancelha arqueada minimamente ante a luminosidade que a italiana emitia. Jamais reclamara dos traços bem feitos da De’ Medici, afinal, e não seria agora que o faria. Maria ficava mais bonita quando alegre, emitindo uma aura de calma que conseguia pacificar ao menos uma parte de suas incertezas, mas isso não queria dizer que jogaria tudo fora por ela. Por ninguém. “Seus informantes têm lhe mantido informada, mas não é como se estivesse escondendo, também.” Replicou, bem-humorado. E ela bordaria um lenço especial, supunha. Um lenço do qual Victor se manteria longe, caso ela lhe desse uma ou duas dicas. “É a praxe, não? O Lunae Messis faz parte de um ritual importante para o próximo biênio. Se bem me lembro, meu falecido avô estabeleceu compromisso com a antiga rainha australiana após a noite deles.” Continuou, ciente de que o corpo discente em peso estava encarando a cena que se passava ali. Preferiria tratar daquele assunto em particular, mas talvez fosse melhor dar algo a mais pelo que esperar à Medici: só o suficiente para que não se revoltasse novamente. Já estava farto daquilo, mas tampouco gostaria de abrir mão de Antonietta. Não por ora, pelo menos. A pergunta da italiana, à sua vez, obrigou Prior a fazer uma careta, incerto se deveria falar. Não acreditava nas superstições, mas elas eram poderosos placebos em diversas ocasiões. Manter a justificativa divina relacionada aos poderes era... Importante. “Pensei que já soubesse a essa altura.” Pendeu a cabeça para o lado, trocando o foco da conversa novamente. Comer algo que não fora preparado por serviçais empenhados e sem o auxílio de animais que testassem qualquer tipo de veneno... Ora, Victor passava por isso todos os biênios! Bastava falar qualquer comida típica, right? “Cordeiro assado com chutney de manga. Special favourite.” Entreabriu os lábios em um meio sorriso, assentindo brevemente como se ela o tivesse quebrado. “That’s what you should prepare... If you’d like me to return your favour.¹ Mas não acredito em sorte, Antonietta.” Confidenciou, semicerrando os lábios. Não acreditava, de fato. Aquela não era uma mentira. “We make our own luck. ²” Gesticulou, ciente de que a italiana compraria o discurso sem pestanejar. “Sabe tão bem quanto eu que haverão dezenas de lenços espalhados por essa floresta. Um auxílio visual viria bem a calhar.” Finalizou, acenando na direção de um ambiente mais privado, os dígitos subitamente mais interessados na cintura de Antonietta. “Algo que possa ver e imediatamente perceber que é seu, para não tocar em nenhum outro.”
ellabutnotcinderella:
— “Óbvio que não ou…” — arregalo as orbes azuis como se tentasse dizer algo através delas, como se tentasse fazer Prior entender o que queria dizer sem meras palavras, basicamente… ela estaria morta. — “Você não sabe que isso é um veneno para seus pulmões.” — resmungou em um franzir do cenho puxando o cigarro da boca alheia, a fala embolada lhe irritava além da fumaça horrenda e fedorenta, provavelmente estaria com seus dias contados após aquilo. — “Acredite em mim estou a lhe fazer um favor” — sorriu um pouco nervosa esperando que o outro não lhe matasse, era nova demais para morrer, jogou o cigarro fora e deu pequenos tatapasa cabeça alheio ficando na ponta dos pés para o fazer, Credella parecia muitas vezes ser mais responsável e adulta que muitos ali. — “Bem… não eu não sei” — moveu os pés sorrateiramente se aproximando com cautela. — “Mas por isso estou aqui, gostaria de saber, todos ficam sem jeito e nervosos quando pergunto mas você me parece ser diferente. Então poderia me dizer e eu não preciso me arriscar ai ir no Matching escondida.” — revirou os olhos mediante a menção da sua idade o que para a Condessa não significava nada, idade não representa quem era mais esperto ou mais sábio porém todos lhe contestavam sobre isso. — “Não tenho medo se esse é seu ponto para me fazer desistir.” — deu de ombros mesmo que calafrios lhe percorresem com a ideia de monstros. — “O que tem de ruim nessas festividades, pra mim todos parecem bem animados e felizes, je ne comprend pas.”
Bem, lá se foi toda a sua paciência. Roger diria que a vida de príncipe o estava tornando em um fraco, incapaz de exercer as funções para as quais foi criado. Credella poderia muito bem ser uma inimiga disfarçada, e subestimar o inimigo era um dos primeiros sinais de queda. Por um segundo, Victor encarou a condessa, ciente de que ela tinha sido rápida o suficiente para tirar o cigarro dos lábios e jogá-lo no chão. Um cigarro perfeitamente capaz de trazer um pouco de conforto ante a conversa; capaz de inibir os sintomas do estresse pelo qual Prior passava todo santo dia. A atenção se dividiu, então, entre a guimba pisada e a morena, e Victor passou a destra pelo maxilar, trincando-o levemente antes de levantar o olhar para a criança. “Acredito que Vossa Graça não esteja familiarizada com venenos.” Sibilou, semicerrando os olhos ao forçar um sorriso, impondo-se à frente da condessa com as mãos enfiadas nos bolsos da calça --- não seria interessante verem Victor tão irritado por algo tão minúsculo quanto aquele pequeno ato de rebeldia, não? A mera menção de seu nome deveria impor respeito per se, e foi com esse pensamento que Prior se agachou o suficiente para que estivesse à altura da condessa, pendendo a cabeça para o lado. “Toque nos meus cigarros uma vez mais, e eu me certificarei de que tenha uma experiência em primeira mão do que uma peçonha realmente pode fazer no seu organismo.” As palavras saíam calmas, mas o australiano sentia o sangue pulsar na veia do pescoço. Aprendera a modular a voz, e o tom ameno poderia ser considerado mais ameaçador do que se estivesse meramente gritando: veja, era muito mais eficaz. “Existem as citotoxinas, que destroem esse tecido liso que você chama de pele, bem como seus músculos.” Começou, semicerrando os olhos ao enumerar. “As hemotoxinas, que podem coagular seu sangue ou atacar os vasos sanguíneos, causando hemorragias internas... Mas as minhas preferidas são as neurotoxinas. Veja, elas são capazes de paralisar qualquer um: desde um camundongo indefeso até um leão, a depender do porte da cascavel. A presa morre agonizando por ar em questão de minutos. Que acha desse veneno, Vossa Graça?” Entreabriu os lábios em um sorriso torto, piscando ao se levantar, espreguiçando-se minimamente. Já tinha lhe dado seu recado, que mal faria de continuar como se nada tivesse acontecido? “They don’t, do they? ¹” Testou, arqueando uma das sobrancelhas, o meio sorriso debochado nos lábios. Ora, eventualmente Credella descobriria tudo sobre a festividade, não? Melhor que fosse antes, e que parasse com as perguntas. “We fuck. A lot. ² Algo a ver com a fertilidade que a noite traz por dois anos, abençoando os ventres nobres. Em termos práticos, resume-se a sexo. Nada que crianças entendam.” Deu de ombros antes de acenar na direção da condessa. Não estava especialmente interessado em dar voltas e mais voltas para preservar a inocência alheia, vez que a própria havia morrido muito antes de completar onze anos. Life’s tough. Get over it. ³ “Se não tem mais nenhuma pergunta... Os adultos tem mais o que fazer.” Abriu um sorriso, retirando mais um cigarro do maço antes de acendê-lo, atento o suficiente para pará-la caso tentasse algo semelhante.
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Não imaginou que seu Lunae começaria daquela forma, especialmente porque ambos estavam muito concentrados em achar lenços economicamente interessantes --- ou pelo menos era isso que Prior repetia para Elliot, sempre que começava com as provocações --- para angariar novas relações e...
Devia ser mais cauteloso. A mata tinha olhos e ouvidos em qualquer lugar, e se Roger sonhasse... “Fuck.” Xingou ante o contato, retesando-se ao buscar a bainha da camisa de Harvick, levantando-a sem muita delicadeza antes de tomar os lábios do barão. As mãos, então, se ocuparam em desabotoar a própria camisa, para então puxá-lo para mais perto de si ao espalmar a destra nas costas do albanês. Não iria negar, entretanto: aquilo era muito mais interessante do que caçar os lenços. Elliot tinha gosto de canela e uísque, e Victor grunhiu ante as palavras do moreno, empurrando-o o suficiente para que mudassem de posição, ciente de que os lábios pulsavam ante o contato com os de Zimmermann. Agora, era ele quem estava contra o tronco da árvore, malgrado o submisso na relação fosse Prior. Veja, Victor tinha controle sobre todos os aspectos de sua vida: tudo era regrado, e Prior manipulava as variáveis para que atendessem aos seus intentos, mas tudo caía por terra quando sentia o toque na base da coluna, roçando uma das pernas entre as do outro e forçando o contato à medida em que o joelho dele roçava no meio de suas pernas. Aquilo era o suficiente para que Marshall revirasse os olhos, entreabrindo os lábios para deixar escapar um grunhido que vinha direto da garganta, o sangue se acumulando com muita facilidade nas bochechas. Perdia o controle. E gostava. Fuck, he loved it. ¹ Chiou, entreabrindo os lábios em um ganido baixo o suficiente para que apenas Harvick o escutasse, trincando o maxilar antes de deixar escapar, em tom urgente, assim que sentiu as mãos do moreno sobre a cueca, massageando a região com lentidão, incapaz de reprimir o impulso de mover o quadril de modo a roçar com mais força contra os dígitos de Elliot. “Ke-- Keep going. Don’t stop. Go faster. ²” Murmurou, mordiscando o lábio inferior antes de se retesar mais uma vez, afastando-se o suficiente para ditar o ritmo. Não podiam demorar muito. “Take it off. ³ Precisamos ser rápidos, porra.” Continuou ao se referir à camisa do barão, respirando fundo antes de segurar as mãos do Harvick, afastando-as da virilha e mantendo-as pressionadas contra o tronco ao piscar, mordiscando o maxilar do moreno. Dali em diante, roçou os dentes na pele bronzeada. Continuava a mesma, desde a última vez, e Victor se viu sorrindo orgulhoso ante as poucas marcas que remanesciam no tórax, descendo os dígitos com uma lentidão que ele não deveria ter. Elliot devia saber: Victor não pedia; ele ordenava. “My turn. 4” Murmurou simplesmente, abrindo o fecho da calça do mais novo com pouca delicadeza, tomando o conteúdo entre os dedos com a pressão correta para fazê-lo ganir como ele próprio o tinha feito, ciente de que a altura o dava uma maior vantagem quando o assunto era aquele. Ajoelhar-se perante Harvick não era fácil, mas ele tinha algo com o que se distrair enquanto roçava os lábios pelo peito desnudo, descendo até agachar-se por completo, os olhos na linha da virilha do barão. “Try to not scream, Elli. 5” Conseguiu deixar escapar um meio sorriso convencido, olhando para cima antes de abaixar as calças do moreno. That was the best part, indeed. 6 Pressionou, massageando as partes certas antes de abrir a boca o suficiente para que começasse. Todo o papo sobre não gritar? Victor não estava falando sério. Não estaria satisfeito enquanto Elliot não grunhisse em aprovação.
1 - porra, ele amava. 2 - continue. não pare. mais rápido. 3 - tire isso. 4 - minha vez. 5 - tente não gritar, elli. 6 - aquela era a melhor parte, de fato.
Havia algo de verdadeiramente místico no Lunae Messis, responsável não só por despertar o desejo sexual, mas intensificando todo e qualquer apetite. Como bom apoiador das tradições azuis, desde que se entendia por gente que participava do evento, habituado aos rituais. Com o tempo, tinha aprendido que a forma lupina era a melhor quando se tratava de encontrar objetos perdidos, considerando os sentidos aguçados próprios do lobo gigante. Podia ser considerado golpe baixo, mas assim o príncipe poderia identificar mais facilmente a dona do lenço todos os anos. Acabava de se embrenhar por uma trilha para seguir um rastro quando ouviu um ruído às suas costas e, antes que deixasse os sentidos assumirem e atacasse alguém, voltou rápida e imprudentemente para a forma humana, praguejando ao constatar que estava bem distante de sua pilha de roupas. ‘ Eu meio que vou precisar de um favor…’
A respiração ainda estava descompassada à medida em que se afastava dos dois, e Victor tomou algum tempo para ajeitar o cabelo, aproveitando-se das gotas de suor para torná-lo mais alinhável --- quer quisesse, ou não, os fios castanho-claros não se adequavam às vontades de Prior --- enquanto semicerrava os olhos, as mãos ocupadas em abotoar a camisa, atento a qualquer espécie de lenço. Qualquer um. Uma olhadela no relógio fora suficiente para o australiano xingar, metendo as mãos nos bolsos da calça. Havia tomado tempo demais. E a culpa era toda dele. Well, ele podia usar o auxílio de Imogen, mas a coral estava ocupada demais com os próprios ovos para dar algum tipo de assistência ao Prior. Não, estava sozinho, até escutar os grunhidos pouco à frente, apoiando-se no tronco da árvore enquanto semicerrava os olhos, ciente de toda a transformação de Hesse. Hakon Albert de Hesse. 26 anos. Primogênito de Zircon de Hesse e único herdeiro, até... Semanas atrás. E de que aquilo poderia ser proveitoso para si, especialmente por não achar que o príncipe gostaria de divulgar que estava correndo pela mata na forma lupina, quando todos os outros alunos também estavam ali. “Ainda não conseguiu um lenço, depois de tanto tempo na forma lupina?” Arqueou uma das sobrancelhas, estalando a língua antes de negar. “Certeza de que não está resfriado? Afeta os sentidos.” Continuou, cruzando os braços à frente do peito antes de pender a cabeça para o lado, acenando na direção do corpo desnudo do possível próximo rei da Finlândia. Roger esperava relatórios sobre os prós e os contras de cada um dos filhos de Zircon, e que melhor forma de prosseguir, senão estabelecendo uma dada base de confiança com a própria aposta? Não devia esperar Roger morrer para prosseguir ao jogo político. Tinha de ter tudo preparado de antemão. Aquela parecia uma bela oportunidade. Literalmente. “Of course.” Acenou, descruzando os braços para se manter de pé. “Não queremos que saibam que trapaceou, não é mesmo, mate? Geraria muitas perguntas e barulho.” Imagino que não seja do desejo de Zircon. Deixou o meio sorriso escapar, entregando ao Hesse o sobretudo sujo que usara há pouco. Era possível que sentisse o cheiro característico, mas não era como se Hakon pudesse reclamar do auxílio, e seria sua palavra contra a dele.