doutorkleenex :
“Bom, é verdade, não há muito o que argumentar com essa lógica” Lucas abriu um sorriso, tentando disfarçar que a graça que achara do comentário. Apesar de Dasina ser uma vermelha, ainda precisava manter a fachada de médico sério que mantinha com os nobres da escola. Ele tamborilou os dedos no queixo, com sua intuição dizendo que talvez a amiga em questão fosse a própria, mas como não tinha certeza e nem queria que a garota fugisse e cometesse uma besteira, decidiu fingir que acreditava na história. “Em média, 10 a 15 dias, geralmente varia de mulher para mulher, muito em questão do ciclo menstrual de cada uma. Mais do que 15 dias, o mais indicado seria a sua amiga vir aqui para que eu possa examinar. A não ser que ela não seja sexualmente ativa, nesse caso, talvez anticoncepcional seja uma boa ideia para normalizar o ciclo.“ O médico responde se aproximando da paciente, preocupado. Passara tempo o suficiente naquele lugar para saber que na maioria dos casos, os pais não aceitavam que iriam ter um filho, mesmo quando a mãe era uma azul, ainda mais em se tratando de uma vermelha. “Olha, peça para sua amiga vir urgente para que eu possa fazer um exame mais detalhado. Esses testes de farmácias não são muito confiáveis. Sem tirar que alguns azuis ficam descontentes ao descobrir que vão ser pais ou avós, e podem tomar medidas um tanto quanto radicais. Pode ser só um alarme falso, mas é melhor descobrir agora, do que quando a barriga começar a aparecer daqui a 4 meses.”
Era ótimo que tivesse um vermelho para conversar além dos poucos de sua idade que estavam em Hyacinthum para estudar, em posição de quase igualdade com os azuis. Além disso, Lucas era uma autoridade ali dentro, gostassem os anis ou não, e Dasina apreciava o fato de que os herdeiros tinham de respeitá-lo mesmo quando tinha o sangue da cor errada. Almejava, algum dia, alcançar patamar semelhante, acreditando que, a depender da posição que alçasse, os nobres seriam obrigados a lhe engolir. No entanto, nada disso soava possível se suas suspeitas estivessem corretas. ‘ Uau, dez dias já pode ser um problema? ’ riu nervosamente, apertando ainda mais as mãos enquanto encarava o chão, pensativa. ‘ E se ela for, digamos, sexualmente ativa? ’ fez uma careta, mordendo a língua. Já sabia a resposta, mas enquanto não saísse uma confirmação da boca do médica, parecia muito como uma suspeita improvável, uma possibilidade remota. Temia dizer qualquer coisa mais que a denunciasse, incerta por ter pensado em formular as perguntas. Conteve a ação de levar as mãos, instintivamente, ao ventre, optando por deixá-las junto o corpo e acenar com a cabeça quando Doc recomendou que sua amiga comparecesse ao consultório. Ele estava mais que certo sobre as tais medidas drásticas — não queria pensar no que aconteceria se tivesse... ‘ Não acho que seja uma gravidez, Doc... Quero dizer, ela nem é tão ativa assim. Nada além disso poderia causar o atraso? Azuis e sua mania de esconder bastardos, sabe como pode ser... bem, um problema, um bebê com o sangue errado ’ respondeu, tentando conter o desespero no tom. ‘ Eu que o diga ’









