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No fim, o assunto a ser tratado era um pouco mais delicado do que o Hesse esperava, porém, nada que perturbasse o sono de Zircon aparentemente. O monarca estava calmo quando fez a sugestão, como se o movimento não estivesse pesando em sua consciência. Hak lembrava-se de sua animação sempre que anunciava uma grande jogada, como quando descobria uma brecha para tomar outro território, e seu humor naquela tarde definitivamente combinava com um desses momentos. Já era de se esperar, aliás, que algo viesse dessa visita em Hyacinthum, com tantos reis em um só lugar – ambiente ideal para negociações – mas certamente não estava preparado para aquilo. Hakon tinha um código de honra diferente do do pai. No entanto, foi cortado com um gesto de mão ao primeiro “mas”. Sabia que não tinha poder de interferir na decisão, afinal, a Finlândia ainda era dele, no fim das contas, e ele tinha de arranjar formas de manter seu reino, mesmo que escusas. Passaram-se aproximadamente trinta minutos em que o príncipe permaneceu fazendo perguntas, ainda sem entender ao certo o que deveria fazer dali pra frente. Devia sentir-se orgulhoso pelo fato de o pai confiar a ele aquilo, mas pensando mais a fundo só podia concluir que era o mínimo a se esperar, já que estava envolvido diretamente. Quando o mais velho finalmente se despediu, Hak permaneceu pensativo e também um tanto apreensivo, lembrando-se então que Candy ainda estava no quarto ao lado, esperando por ele. Não sabia o porquê de estar se sentindo tão mal em relação a algo que não havia arquitetado, mas não queria que a vermelha percebesse. Estranhou que ela não estivesse mais na cama, caminhando até o closet e abrindo a porta do armário maior. ‘ Você não precisav— ’ começou, esboçando sorriso, mas foi atropelado pela morena que naquele momento mostrava toda a irritação de quem havia sido deixada esperando. E depois de uma notícia como aquela, Albert não tinha certeza se queria ficar sozinho. ‘ Ei, não vai ainda… ’ disse no tom mais suave que pode, puxou-a pela cintura de modo frouxo, para que não se sentisse presa. ‘ Pensei que hoje você ficaria aqui ’ continuou, afastando a mecha de cabelo de seu rosto assim que chegou mais perto. ‘ Não era para ter demorado tanto, eu juro ’
❥ 〰 ❛ Não, não tinha motivo algum que justificasse o fato dela ter ficado tão irritada. Era o pai de Hakon, o Rei da Finlandia, se Zircon quisesse tratar com o filho naquele momento era o que aconteceria, esperar que Hak despachasse o pai era ingênuo, quase estúpido. Ela não tinha porque ficar chateada porque não era como se ela esperasse que ele fosse apresentá-la ao pai; O príncipe estava noivo, um noivado que interessava muito mais ao país do que aos noivos, como Hak já havia dito tantas vezes. Ainda assim, não tinha sido agradável a sensação de ter sido escondida no armário, e ela estava magoada com a situação ainda que não houvesse muitas explicações lógicas para isso. No entanto, ao ouvir o tom suave do moreno, ela sentiu sua raiva de dissipar, se tornando morna e quando ele lhe tocou a trazendo para seus braços ela sentiu a raiva se transformar em outra coisa, como se ele tivesse o poder de fazê-la derreter. Ela só vestia a camisa social do uniforme por cima da lingerie quando suspirou e se rendeu aos toques do mais velho. --- --- Você precisa mandar alguém arrumar seu armário. Está uma bagunça. --- --- Os lábios curvados em contrariedade agora eram usados para beijá-lo delicadamente, o que, traduzido, queria dizer que ela iria ficar. Verdade fosse dita, depois de uma semana, sua pequena atração que havia a motivado a ir até lá e praticamente implorado para que ele dormisse com ela já havia evoluído para algo a mais. Talvez porque eles tivessem passado uma semana em uma bolha de luxúria e felicidade, ela já se sentia ligada a ele bem mais do que apenas sete dias e algo similar ao medo de perdê-lo fez seu coração doer. Ela começava a querer mais, ainda que não soubesse o que mais significava. O pensamento provavelmente não teria lhe atingido com tanta força se sua pequena bolha não tivesse sido estourada pelo patriarca momentos mais cedo mas ela tinha passado um bom tempo naquele armário e coisas demais começaram a rondar a mente da Rosberg mais jovem, decidida de que era cedo demais para perguntar o que eles significavam um para o outro ela apenas esticou o braço ao redor do pescoço alheio, aproximando o corpo diminuto do dele. --- --- O que seu pai queria?














