Tribute to Old Disney ✨
Today's Document
almost home

tannertan36

No title available
hello vonnie
Keni
Cosmic Funnies
taylor price

Discoholic 🪩
NASA

No title available
dirt enthusiast
Alisa U Zemlji Chuda
Monterey Bay Aquarium

shark vs the universe
TVSTRANGERTHINGS
No title available
RMH

Kiana Khansmith
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year

seen from United States

seen from T1

seen from South Korea

seen from United States

seen from Netherlands
seen from Spain
seen from Singapore

seen from Denmark

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States
seen from Switzerland
seen from United States
seen from Japan

seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United States
@projetomosaico
Tribute to Old Disney ✨
Talk To Her (2002) dir. Pedro Almodovar
Charlie's Angels (2000) dir. McG
SUZIE TOOT • drag race 17.15 “a.p.t - rosé” lipsync
↳ for anon
SUZIE TOOT • drag race 17.15 “a.p.t - rosé” lipsync
↳ for anon
so rock
it’s over for me
queen!
Vídeo poesia
[tudo]
Breves minutos
Tudo estava escuro: as luzes apagadas.
O chão: inteiramente frio e duro.
Estávamos sobre o tecido vermelho
Nossas pálpebras quase se fechando completamente
Mas ainda erámos capazes de sentir
A pena de um pássaro qualquer que corria meu rosto
Mapeando cada centímetro da minha face
Seus dedos passeando lentamente entre meus olhos, minhas sobrancelhas, minha boca...
Minhas mãos também corriam em seu rosto
Sentindo sua pele quente sob meus dedos
Seus olhos fechados
Tão quietos e calmos
Seu toque que me permitia se sentir vivo
Não há nada melhor
Aqueles minutos foram infinitos
Nenhuma palavra pronunciada
Sem declarações e outros clichês
Somente... Somente nosso infinito.
Tudo
Fixe seus olhos no horizonte
Observe os corpos em movimentos
E são tantas linhas...
Busque os outros olhares
Veja os acordes das almas
E são tantas rachaduras...
Grite para o vácuo
Escute o gemido lânguido
E são tantas notas...
Segure o infinito
Rasgue a face selvagem
E são tantas linhas.
Ela estava deitada no chão enquanto observava o teto derreter
Mosaico. Marnylton Cabral
Xícaras
O piso envelhecido de madeira. No ar subia um cheiro maravilhoso de chá e biscoitos quentes. A mesa de carvalho com quatro cadeiras esculpidas. As paredes pintadas de um azul tão nostálgico quanto o próprio céu naquela tarde de terça-feira. O sol entrava pelas janelas de vidros e banhava o piso e metade da mesa. A toalha branca ficava resplandecente com o sol lhe cobrindo.
As xícaras de porcelana branca, com detalhes em floral rosa. Haviam sido um presente de Natal. Um dos melhores da sua vida.
Ela estava sentada na cadeira em frente à janela, assim ela podia ver o sol, o céu e tudo quanto quisesse. Seus cabelos brancos pareciam um manto de sal. Era incrivelmente liso e caia pelos seus ombros com uma maestria inigualável. Estava usando um vestido amarelo quase laranja. Muito simples.
Ela pega o bule e derrama o chá dentro da xícara com uma delicadeza impressionante. O ar quente sobe pelo ar fazendo o vapor dançar e o aroma adentrar seu interior e acariciar sua alma.
O azul era tão inebriante, o lembrava. Com toda certeza lembrava aqueles olhos azuis e fortes. O cheiro percorria toda a cozinha e ela lembrou a primeira dança. De como as mãos eram postas e de como seus corpos se tocaram com insegurança. Ela encheu mais uma xícara e colocou na cadeira oposta à sua. E o sol banhou a xícara com determinação.
Ela começou a cantar suavemente, seus finos lábios sussurrando uma canção há muito aprendida. Ela sonhou em ensinar pra sua filha, uma linda menina de olhos azuis e cabelos negros, que brincaria no jardim de margaridas e outras flores. Que se balançaria no brinquedo que o pai construiria com afinco no quintal da casa de madeira. E em sua cabeça estaria adornada com uma coroa de flores que ela mesma faria para a criança.
Então elas tomariam chá e cantariam, cantariam até o sol finalmente partir deixando para trás finos rastros de luz, que com o tempo sumiriam e dariam lugar a vagalumes.
Mas não existe menina, não existiam brinquedos... E muito menos coroas. Não existia nada. Ela sentia as lágrimas escorrendo sobre sua face e pousando na mesa de carvalho.
A xícara nunca secaria. Permaneceria ali até que ela derramasse o liquido. O sol partiria, assim como já estava acontecendo. O sol partindo lentamente e deixando pra trás filetes de luz. E ele não voltaria, ele não chegaria. Nunca mais. E nenhuma das noites existiria vagalumes para espantar a escuridão.
Agora era só ela, seu manto branco de cabelos, a escuridão, uma xícara vazia e outra eternamente cheia.
- Marnylton Cabral