Sweet Seals For You, Always

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@pudingg1886
A gente sabe quando algo chega ao fim, percebemos os sinais e a falta de conexão que o destino nos mostra. E por mais que a gente não entenda, sabemos que é a hora de parar de tentar, sabe?
Aceitar o fim é entender que alguns finais são a nossa chance de um novo começo. Adiar algo só porque no passado foi bom, é como se você escolhesse ficar preso em algo que já se foi há muito tempo.
prosificada.
para todos os dias que amanheceram nublados em mim e precisei ser o sol a romper essas nuvens cinzas:
a gente sempre dá um jeito de se aquecer e ser esperança no fim do dia.
[resiliência tem sido meu nome do meio]
ninguém te avisa sobre a solidão dos 20 anos em que seus amigos estão ocupados com o futuro e você não consegue planejar nada a longo prazo
quando as borboletas morrem
senti sua partida bem antes de acabar. era a música que não movia mais nada, aquela poesia que perdeu o sentido e a falta da saudade, de esperar você voltar. tudo denunciava o fim do que não havia acabado ainda. dancei a canção que tocou com carinho, entretanto, desse carinho só senti a intenção, sem vontade de me lançar cegamente de lugares em que me acompanhasse. como um dos meus remédios para ansiedade, as borboletas morreram levando a aceleração que me guiava aos seus cuidados, a antecipação que sentia antes de cada toque seu. ao meu ver, todo mundo já sabia. estava estampado nos muros e nos outdoors, nas faixas levadas por aviões, em todo canto sabiam que por aqui não havia mais nada a se ver. um museu de passados distantes, de quando o amor mexia com meio mundo e um pouco mais. me perguntavam e eu negava, batia o pé e declarava que não, nada mudou por aqui. todo fingimento era em vão e já havíamos perdido tudo, foi aí que mudamos o nome, não era mais amor e derivados, mas algo mais “sóbrio”, “maduro”. a quem tentamos enganar? talvez a nós mesmos. falhamos porque quando as luzes apagavam e o quarto só tinha dois, nossas costas se tocavam, negando olhar nos olhos e ver vazio ali. por isso que ontem quando as malas estavam prontas, os agradecimentos feitos e os adeus ditos não me surpreendi, porque quando as borboletas morrem não tem nem velório, só partida de quem um dia esteve aqui. adeus.
orgulhe-se das pequenas coisas
que fazem seu dia ficar mais leve.
seu respirar.
o sair pra rua e ver o sol.
um bate-papo com a melhor amiga.
o vento na cara e os detalhes que só você percebe.
agradeça.
você passou por mais um dia,
e por todos os outros que achou que não passaria.
TCD
[eu já fui mil versões de mim mesmo pra tentar fugir do abismo que sou]
você adia
porque você acha que se deixar ele ir, estará traindo o que sentiu por ele. você adia porque toda dor que ele te causou nem se compara aos momentos felizes que vocês viveram juntos. você adia porque mesmo sua mente gritando que ele não vai voltar, seu coração ainda é apegado a cada detalhe sobre ele. você não permite que ele se vá porque você pensa que nunca mais se sentirá daquela forma com alguém. mas a verdade é que você nunca mais será mais aquele bobo que se apaixonou por ele. porque a vida é isso. e você se tornou uma pessoa diferente depois dele. e apesar de toda dor que ele te fez sentir. ele também te ensinou uma coisa: o amor que você sente por alguém, nunca deve ser maior do que o amor que você sente por você mesmo.
“Eu não sei, mas me sentia muito mau, será mesmo que o amor machuca tanto assim?”
— - Veronica Carvalho
“Coragem, moça. O mundo é tão grande e você tão jovem.”
— Enigmas de Oliver.
Estou tentando diminuir o abismo que há entre o que eu sou e o que quero ser.
eu sempre me contentei com pouco. eu nunca quis incomodar. mas eu simplesmente cansei.
somos territórios inexplorados por nós mesmos.
mudar dói mas não tanto quanto ficar preso em um lugar que não é seu.
existe um verdadeiro eu?
ou eu sempre vivi numa mentira
cansada era assim que me sentia não importava o quanto eu dormisse, o quanto eu tentasse encher minha cabeça de coisas para ocupá-la e fugir da minha mente cansada é assim que eu me sinto o tempo i n t e i r o cada segundo do meu dia eu posso sentir cada órgão do meu corpo pedindo uma pausa consigo sentir cada milímetro de mim pedindo por socorro e enquanto tudo grita aqui, meu corpo continua caindo, ele está em queda livre enquanto minha mente segue presa em um passado que deveria não me caber mais