❃ ✞ Tell me what is the output of insanity? ❃ ✞
deathflxwer
“My Hypocrisy? Patricio, zu stoppen, anderen die Schuld und zu schikanieren.” Ela exasperou, ao ouví-lo. Foi sua última frase, porém, antes de deixá-lo dizer as palavras frias que definitivamente conseguiam ter algum efeito em sua psiquê transtornada. Talvez fosse por causa do álcool e dos remédios psicoativos que ingeria, mas Pearl não estava se sentindo em um um de seus melhores momentos. E Patricio estava piorando a situação, com todas as suas camadas de morbidez e apatia. Queria gritar com ele, mas tudo que ele recebera em troca da jovem foi um olhar gélido, dotado de transtorno e um silêncio carnívoro, conforme falava. Deixou-o falar, encarando e processando todas as falas dele, aproveitando que estavam sozinhos e perto do fundo do labirinto. As ameaças dele não faziam, porém, o mínimo efeito de Pearl. Ela conhecia de uma maneira completamente excitante os sentimentos do primo por ela. Era quase um jogo usar isso contra ele, mas ela não podia evitar. Não quando ele explicitara tão abertamente aquela ameaça vazia. Um sorriso petulante cresceu nos lábios de Pearl contra sua vontade. Achara cômico, na verdade, o modo como ele lhe ameaçara. “Eu vou sentir, Pat? Mesmo? Será que você consegue me fazer sentir alguma coisa?” Provocou-o, em uma tonalidade obscura enquanto brincava com a sua ciência do fato de que ele possuía o mínimo de preocupação com sua pessoa. Ou não teria ido atrás de si naquele labirinto. Possivelmente, porém, poderia ser tudo ilusão de sua cabeça. Mas Pearl queria provar para si mesma que possuía um ponto. E assim como Patricio estava brincando com as palavras, colocou-se no direito de fazer a mesma coisa. Ele merecia, afinal, ser jogado do precipício com ela, pois ambos estavam na mesma beirada. “Vamos lá, Pat. Ou você não tem coragem de tentar? Me faça sentir alguma coisa.” Disse, antes de adquirir o silêncio novamente como uma arma. Nenhum movimento fora feito por si, a não ser encarar as íris carnívoras do rapaz que estava diante de si. Ambos possuíam uma certa escuridão que os corrompia e Patricio não estava errado. Do momento em que pisara os pés na casa dele ela já sabia seu destino, apenas não queria admitir. Seus lábios ficaram entreaberto conforme ele tocava sua pele alva e nua de seu pescoço, um leve arrepio começando desde a base de sua coluna que eriçou todos os pelos de seu corpo. Foi impossível conter um breve arquejo que escapou de seus lábios ao sentí-lo apertar sua traqueia, mas ele não possuía a intenção de machucá-la, ou Pearl estaria sendo asfixiada naquele momento. Os dedos dele traçaram um caminho em direção ao seu coração e Pearl não duvidava dele caso ele tentasse rasgar sua pele e dilacerar seu órgão vital naquele momento. “Você está certo. Mas será que você sabe do que eu sou capaz?” Não, não era uma ameaça. Tampouco um aviso. Era uma pergunta retórica. Ignorando qualquer tipo de perigo pré existente, Pearl deu um passo na direção do parente, quebrando qualquer tipo de espaço existente entre os dois. De modo imprudente, aproximou sua face da dele e iniciou um beijo, colocando em seus lábios toda a raiva que sentia daquele ser corrompido que jazia à sua frente, envolvendo a nuca dele com seus dígitos. Um simples e voraz beijo para selar o fato de que um estava à mercê do outro, independente do que fizessem.
O cunho psiquiátrico possuía origem intrínseca à sua consciência, pois desde a concepção de sua psiquê, Patrício usufruía de integral conhecimento sobre a filosofia de sua família. A manipulação fora empregue contra ele, tornando-o refém a inexistência de emoções verdadeiras para com a humanidade. O procriador o havia ensinado a ter o cerne animalesco; guardá-lo nas profundezas de seu âmago para poder utilizá-lo a seu favor. Portanto, a natureza em particular iria fazê-lo manipular o próprio cérebro a sucumbir as emoções. Sinestesia que possuía referência a empatia, por exemplo. Afinal, o prodígio homicida não poderia usufruir do sentimento tóxico, caso contrário, ele seria o desastre. A lamúria de uma geração pura e seleta, as irmãs que foram devoradas pelo próprio pai que o digam. O fato é que a construção de um templário não provém da noite para o dia, ou seja, fora necessário o trabalho árduo para construí-la. Os verbos ver e assistir são sinônimos, mas para Patrício ambos ostentam de significantes diferentes. Ver seria contemplar à morte, enxergá-la segundo a ótica de uma plateia ordinária. Assistir, porém, era dar assistência a carnificina. Executá-la como o verdadeiro protagonista, degustar da adrenalina usufruída por suas partículas corpóreas ao sentir o sangue alheio em sua face. A sensação do corpo desvanecendo entre os seus dígitos, a lascívia de ter as próprias vestes tingidas pelo escarlate. Porventura, Patrício dominava mais a arte da tortura ao universo das palavras, pois o silêncio periódico em seus lábios possuía raízes a infância do dito cujo. Nasceu contemplando a acústica aguda de um tiro, a cápsula metálica penetrando as entranhas hemorrágicas da concubina responsável por dar gênese a ele. O grito agudo e frágil da progenitora penetrando-lhe os tímpanos, a seleção majestosa sobre quem deveria ou não viver. O fato é que usufruía de vinte e um anos de treinamento, portanto, Pearl não possuía real dominância para consigo. Senão ele já a teria matado, pois a estratégia para conservar imaculado o próprio poderio era a ausência de vínculos. Ela era apenas o seu sustentáculo de desejo, a luz oscilante que há no âmago alheio não era capaz de vencer o buraco negro que o era. Portanto, ela não deveria e não detinha de tal autonomia para dominá-lo. Tratava-o com um dissimulo invejável, mostrando-se a verdadeira pupila do carrasco. Mas ele não ansiava por uma linhagem idêntica a ele, logo esse era o porquê de seu repúdio para com a manipulação alheia. Não precisava de uma cópia, tampouco de uma equipe para dar procedência ao próprio império. Porventura, a real importância a ela era a possibilidade de usá-la a seu favor. Ao menos era o que acreditava, pois era deveras visível a íris masculina de que a dinâmica em específico detinha de dois jogadores. Ela, porém, não possuía tamanha experiência como ele, portanto, não tardaria a tê-la em suas mãos como em outrora. O necessário, porém, seria fazer o uso das palavras. Vocábulos destituídos de cólera e asco, mas ele tinha preferência ao silêncio. Contudo, às vezes o rei precisa fingir estar à mercê de sua rainha para poder ajudá-lo. À sua perícia no xadrez resgatou-lhe uma metáfora cabível, a rainha é responsável por replicar movimentos. Portanto, era justificável o porquê de possuir uma usurpadora. A rainha era uma das peças mais importantes, todavia, o término do jogo ocorria com a morte do rei. Ou seja, Pearl era o seu álibi. Portanto, ele conseguia lidar com um drama adolescente. O equívoco, porém, jaz no campo repugnado pelo homem. O poderio que ela - de forma contraditória ao próprio discurso, ele bem sabia - detinha sobre ele. Uma dominância que não era apenas sentimental, senão ele saberia guiar o incêndio emocional ao âmago. O poder tecia a superfície da epiderme, como em um choque elétrico. Trazendo-o de volta, ou seja, ela era o antídoto à sua humanidade. Mas não possuía referência a empatia, mas sim o desejo de devorá-la. O desafio explícito da outra para consigo fê-lo revirar os olhos, sucumbindo palavras inúteis ao sentir os lábios femininos contra os seus. Ele era a pólvora e Pearl à sua bomba relógio, portanto, a união de ambos só poderia dar gênese a combustão. Incendiá-la com à sua lascívia tornou-se o seu objetivo, pois de forma bestial, Patrício envolveu-a com sua ganância ao passar ambas as mãos ao redor da cintura feminina. As digitais peregrinavam pelo tecido que abrigava a corpulência da fêmea, sentindo-o atrapalhar o contato. Portanto, ele retornou a governar as mãos ao redor da cerviz de Pearl. O véu escarlate da mesma jaz preso; entretanto, ele não teve pudores ou escrúpulos ao dirigir a mão direita ao território chamariz; desprendendo-o para sentir os cabelos alheios em contato com à sua mão. Após senti-los em contato com a epiderme, Patrício a orlou com ambas as mãos para trazê-la em direção a própria cintura. Os lábios vorazes percorreram a boca da fêmea, perpassando a própria boca em direção ao queixo feminino. Beijando-o para seguir em direção ao pescoço, embriagando-se com o bálsamo. Inundando o canal respiratório com o néctar de Pearl, este aproximou os dentes polidos em direção a superfície. Roçando os dentes na região sensível, mordendo-a para chegar até a região do colo para beijar de forma possessiva a área. As digitais envolvendo as coxas da moça, apertando-as para trazê-la ainda mais rente à sua própria criatura. Fazendo-a tocar o chão mais uma vez. Patrício contornou-a ao redor do obstáculo atrás de ambos, utilizando a própria anatomia como empecilho à fuga. Aproximou-se desta para iniciar o beijo sedento e avassalante por uma segunda vez, usufruindo da soberania que esta possuía para consigo.














