Olá :) Conheçam a nova curadoria literária do QMD, um parceria com a rede social SKOOB!
Criado pela rede social Skoob, que é dedicada a amantes de livros, a tag #Página71 propôs no Twitter que os leitores pegassem o livro que estavam lendo e enviasse a primeira frase da 71ª página do livro, junto com o nome do autor e do livro.
No Tumblr, a curadoria fica por conta da equipe /QMD/, blog dedicada a arte, design e cultura (pop, nerd, de internet…).
Ed Kennedy tem dezenove anos e é taxista. Sua filiação é um pai morto pela 'birita' e uma mãe amarga, ranzinza. Sua companhia constante é um cachorro fedorento e um punhado de amigos fracassados. Sua missão é algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? Isso nem ele sabe. Markus Zusak fornece essas respostas bem aos poucos neste romance de suspense.
Do meu autor preferido, lhes apresento Eu Sou o Mensageiro, um livro que vai mudar suas perspectivas de vida (ou talvez não).
Assim como em A Menina que Roubava Livros, Makus Zusak novamente com uma linguagem divertida e leve, conta a história de Ed Kennedy,um cara que levava uma vida ''normal'', sem expectativas, acomodado com tudo que acontecia ao seu redor. Só vivendo aquela vida de sempre, até que um dia em que ele "sem querer" impede um assalto, e começa a receber cartas de baralho pelo correio, mas essas cartas continham informações aleatórias (às vezes um endereço, às vezes um nome, uma frase qualquer), que mais tarde ele vem a descobrir que são capazes de mudar a vida de várias pessoas, inclusive a dele própria.
Cada carta é uma informação que o leva a situações completamente diferentes. Cada carta é uma informação que o leva a pessoas diferentes. Cada carta é uma informação que o colocará entre a escolha de salvar a vida de alguém ou não. E o que Mark quer com tudo isso é que você pense: ''O que você faria se você pudesse mudar a vida de uma pessoa?'', mas Ed, com todos os receios que nós teríamos, escolhe ir lá, tentar e não desistir.
A partir do livro, você percebe que ao invés de estar aí mexendo no computador e lendo essa resenha, poderia estar salvando a vida de alguém, mesmo com gestos simples que nem parecem significativos.
É tudo bem misterioso, já que algumas cartas abordam até o passado de Ed, o que te deixa mais curioso ainda para saber quem está mandando aquelas mensagens. No final é revelado o remetente, e é muito curioso, já que ele não conhece a pessoa, mas leiam e tirem suas próprias conclusões. E são muitas as conclusões que vocês irão tirar!
E se vocês não querem ler spoilers, por favor, não leiam esse final, pois nessas próximas palavras vou lhes narrar o segredo desse livro. Mas se vocês já leram o livro, se deleitem nas emoções que essas palavras para sempre vão carregar:
“Desde que esta Galáxia surgiu, vastas civilizações cresceram e desapareceram, cresceram e desapareceram, cresceram e desapareceram tantas vezes que é muito tentador pensar que a vida na Galáxia deve ser (a) similar a um enjoo marítimo, espacial, temporal, histórico ou similar e (b) imbecil.”
Do livro “A Vida, O Universo e Tudo Mais” (terceiro livro da série“Guia do Mochileiro das Galáxias”), de Douglas Adams.
Quais as transformações que o amor pode provocar na gente? O que ele ensina? Qual o seu preço? Na obra, o leitor poderá acompanhar a jornada de um jovem, transformado pelo amor, à procura dessas respostas.
Fato nº1: Um dos autores do livro, Federico Devito, é um ex-colírio da Capricho.
Fato nº2: A capa traz a frase "Às vezes amor muito não basta" estampada.
Apesar desses dois fatos, fui à frente e resolvi ler o livro e, por mais que tenha tentado não levar isso em conta e prosseguir normalmente a leitura, ela não me agradou.
Pra vocês se inteirarem do livro: O Preço de Uma Lição é narrado em primeira pessoa por um garoto que não revela seu nome em nenhum momento do livro e eu descobri isso de uma maneira um tanto quanto engraçada.
Li 10, 20, 30, 100 páginas do livro e achei tão chato, mas tão chato que tive vontade de abandonar. "O livro é tão ruim que eu nem lembro o nome do narrador", pensei. Voltei as páginas e só depois fui perceber que não citavam o nome mesmo.
Voltando... O narrador vai lá, faz amizades com outras três pessoas (1 menino e 2 meninas) e montam um quarteto de amizade perfeita. Pensei que o tal romance do livro seria entre eles, mas o que acontece é que, quando o ensino médio acaba, cada um vai pro seu canto.
O narrador continua, então, sem os amigos, mas quem precisa de amigos quando se é perfeito? Sim, porque o narrador é perfeito: só tira notas boas na escola, vai à igreja, não bebe, não fuma...
Então, ele conhece uma garota chamada Juliana que (adivinhem só!) é perfeita, assim como ele, porém, 5 anos mais nova. Ele tem 20, ela tem 15, mas os pais apoiam numa boa o relacionamento, porque eles tem uma família perfeita.
Eles começam a namorar e os autores, durante umas 100 páginas, narram como o namoro deles é perfeito. Isso tudo poderia ser evitado, salvando umas árvores. Precisamos nos preocupar mais com o meio-ambiente, galera!
Cansado da sua perfeição, o narrador começa a provocar Juliana, tentando tirar ciúmes ou algo assim dela. Então, os dois brigam (numa separação perfeita).
Então, ele tenta ver onde ele errou (apesar dele ser perfeito), procura ela, tentam reconciliar... sabe novela das 8?
Por fim, recomendo esse livro à Bella Swan. A cara dela.
Escalando os Alpes suíços, o médico Jonathan Ransom e sua esposa Emma são atingidos por uma avalanche. Emma desaparece e Jonathan descobre que a esposa tinha uma identidade secreta. Numa corrida pela verdade, ele acaba sendo alvo de uma perseguição e se envolvendo em uma conspiração internacional que ameaça arruinar o mundo.
Sabe aqueles livros que você lê, lê, lê e não sai do lugar? Aqueles em que a história, por mais que as páginas avancem, continua no mesmo lugar? Pois é. A Farsa não é este livro.
O livro começa com o casal Jonathan e Emma escalando nos Alpes Suíços e uma avalanche está prestes a vir. Os dois, claro, percebem isso e resolvem sair do local, só que Emma se machuca. Jonathan sai para buscar ajuda e quando retorna não encontra a mulher no lugar onde a havia deixado, mas em um local próximo dali, morta, com sangue por todos os lados, impossível de ser resgatada, num buraco bastante fundo.
No meio daquele clima de velório, perda da mulher, acontecimentos trágicos, Jonathan recebe um envelope sem remetente mas com um destinatário: Emma. O conteúdo: dois tickets de bagagem.
Como é clássico de livros deste estilo, os capítulos são alternados, ou seja, mostram duas histórias que aos poucos vão se unindo. A segunda história mostra o agente suíço Von Daniken que invade um voo de agentes dos Estados Unidos que estava levando um prisioneiro para o Oriente Médio.
Então, as investigações começam. Do lado de Von Daniken, toda uma equipe de agentes. Do lado de Jonathan, Simone, que era a melhor amiga de Emma. Simone que mais atrapalha do que ajuda, ou melhor, nem ajuda nem atrapalha.
Jonathan, então, se vê no meio de um fogo cruzado, numa caçada onde ele é o alvo. Alvo, por exemplo, do Fantasma, um garoto que foi treinado para matar e se disfarçar. O bacana é que o autor não revela de imediato quem o contratou. Isso só aparece mais para o final do livro.
O livro vai indo, vai indo, sem parar. A todo momento acontecem novas coisas: lutas, torturas, intrigas, lembranças... A cada página, uma nova peça de um quebra-cabeça, tanto que você nem consegue saber realmente quem é bom e quem é ruim até certa parte do livro. As páginas avançam e aquela pergunta vai ficando na cabeça: "QUEM É ESSA EMMA DE VERDADE?"
E quando chega o final do livro, muita coisa se resolve, mas alguns mistérios são deixados no ar, mas nem me estressei tanto assim, afinal, a escrita de Christopher me conquistou a ponto de me dar vontade pra ler os outros dois livros da trilogia.
Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.
Uma coisa é certa: não é fácil criar coragem para escrever a resenha de um livro que simplesmente me deixou sem palavras. A menina que roubava livros é lindo. São tantas outras palavras com que posso descrever esse livro: emocionante, triste, criativo, surpreendente... Mas, sobretudo, ele é lindo.
Foi através desse livro que Markus Zusak se tornou meu escritor preferido e confesso que no inicio foi meio confuso, as minhas primeiras páginas então, socorro, eu não compreendia nada que estava acontecendo, minha atenção não se prendia no livro, e eu demorei um pouco para pegar ele para ler mesmo. Mas quando peguei, era impossível largar. Eu poderia simplesmente tê-lo abandonado, mas agradeço a minha insistência de sempre terminar um livro.
Estou a várias semanas tentando completar essa resenha, com o pouco que me lembro do livro (já que faz um certo tempo que o li), apenas me lembrava do teor da história e de umas poucas frases que ficam gravadas na mente. E assim que terminei todos os livros que eu já estava lendo, fui correndo para pegar A menina que Roubava Livros e ler novamente. E te digo, que saudades eu sentia dessa aventura, foi como se eu estivesse lendo pela primeira vez.
O livro conta a história da pequena roubadora de livros, Liesel, e é narrado pela Morte. Agora me diga... O que essa pequena menina tem de tão especial para ter uma parte de sua longa vida narrada pela Morte? Isso vocês só podem descobrir se lerem o livro.
A história acontece durante a segunda guerra mundial. O primeiro encontro de Liesel com a narradora da história é logo após o enterro do seu irmão, onde ela rouba seu primeiro livro. Ela estava a caminho de sua nova família, pois sua mãe não tinha como criá-la, e assim Hans e Rosa Hubermann a adotam.
No seu novo lar, Liesel conhece Ruby, que a acompanha em seus momentos e passa a ser seu melhor amigo. Ruby vivia constantemente pedindo a Liesel um beijo, o qual ela nunca dava.
A cidade onde eles moravam, situada na Alemanha, era extremamente nazista, mas, os Hubermann não se encaixaram nessa descrição, e foi assim que eles começaram a abrigar um judeu, Max, filho de um amigo que havia morrido.
[SPOILER]
Max e Liesel constroem um grande laço de amizade, compartilhando histórias, sonhos e esperanças. Até que um dia um bombardeio ataca a pequena cidade e leva, junto com a de vários outros, as vidas de Hans, Rosa e Ruby. As minhas lágrimas foram inevitáveis, quando Liesel deu o tão esperado beijo em um Ruby morto.
Após anos e anos, a Morte veio para seu último encontro com Liesel.
E foi nesse encontro que ela, a Morte, nos revelou a única verdade que ela realmente aprendeu: ''Os seres humanos me assombram''
[/SPOILER]
Essa leitura eu recomendo para todos, porque afinal... "Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler."
O vampiro Bill Compton está disposto a tudo para se estabelecer em sua cidade natal - até mesmo desafiar a hierarquia dos clãs vampirescos. Mas ele não contava com uma série de assassinatos inexplicáveis, com a desconfiança dos moradores locais e com seu envolvimento com uma bela - e teimosa - garçonete telepata.
Vampiros agora podem andar entre nós (pelo menos a noite), tem suas próprias leis para seguir, além das leis dos humanos normais (que eles não costumam seguir realmente todas) mas afinal eles continuam sendo vampiros.
E embora alguns deles continuem vivendo como, digamos, vampiros, outros como, Bill Compton, estão tentando estabelecer uma vida normal entre pessoas, e bebendo o famoso sangue sintético desenvolvido pelos japoneses, o TruBlood, e ainda existem outros como Bubba, o famoso cantor... Que não podemos dizer o nome, mas que se alimenta de sangue de animais (infelizmente isso acontece porque a sua transformação não foi exatamente bem sucedida) e digamos que ele é um vampiro...deficiente.
Com uma leitura leve, Charlaine Harris, conta a história da telepata Sookie que se apaixona pelo vampiro Bill Compton e como ela entra em um mundo totalmente sobrenatural. O mais interessante do livro é que a autora não se prende apenas no romance: o foco principal do livro é a convivência da sociedade vampírica com a humana.
Conheci o livro pela série True Blood, que é baseada nos livros, e eu não conseguiria evitar comparações. É interessante como os escritores da série de televisão exploram cada pequeno acontecimento do livro, e acrescentam mais personagens sem prejudicar ou mudar muito a história, pelo menos na primeira temporada, o que deixou minha leitura ainda mais empolgante, já que sou uma grande fã do seriado.
O grande mistério e enredo do primeiro livro é descobrir o assassinato de várias pessoas, entre elas a avó de Sookie e é interessante como a autora deixa pequenas pistas ao longo da história e mesmo assim você se surpreende no final (não no meu caso, é claro,já que eu já havia visto seriado).
Assim como na televisão, o livro te deixa apaixonada pelo vampiro Bill, com seu jeito sombrio, protetor, engraçado e sedutor. Como também sou uma grande fã das histórias de Anne Rice, fiquei encantada com o livro, já que de todas as histórias vampirescas que eu já li, essa é a que mais se aproximou ou se baseou nas histórias dela.
Particularmente eu não fiquei uma grande fã da Sookie, já que personagens ingênuas e bobas não são as minhas preferidas,mas creio que com o tempo ela vá amadurecendo (como aconteceu na televisão) e aprimorando algumas características interessantes que ela mostra ter no livro. Como quando Eric a chama ao Fangtasia, e após uma série de acontecimentos meio confusos, ela acaba tendo que tomar as decisões e bancar a determinada para sair com Bill do recinto, já que ele não se encontrava em condições muito racionais com tanto sangue ao seu redor... Mas não vou entrar em detalhes.
Um pequeno detalhe que me incomodou bastante no livro (particularmente eu preferi ignorar) é o fato de que Bill e Eric podem levitar. Acho extremamente desnecessário e demasiado fantasioso.
Eu recomendo o livro, para quem quiser uma leitura leve, cativante e meio sangrenta.
O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acredita ter encontrado uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito. O livro serviu de base para um filme de 1999, procurando adaptar a atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro do autor.
O livro começa num prédio cheio de explosivos, prestes a ser detonado. De inicio pensei que o livro seria sobre lutas, lutas, lutas e mais lutas. Porém ao começar a ler o livro, percebi que havia muito mais humor (negro, mas humor) que ação em Clube da Luta. Mais pra frente, um romance (entre o narrador, Tyler e Marla) surgia. Depois, tudo se transformava em um drama, com direito uma "busca pelo eu" e a intensos conflitos psicológicos.
Nessa amarração de estilos literários diferentes, está um narrador que descreve, nos primeiros capítulos, como conheceu os personagens da trama (voltando no tempo, já que tudo começa na parte do prédio sendo explodido). Depois, passa a mostrar outras histórias e acontecimentos que levaram o narrador, Tyler e Marla ao prédio.
À medida que o livro caminha, você (e o narrador) começam a perceber que o trio é composto somente de duas pessoas. Seria Tyler e Marla uma única pessoa, já que eles nunca estavam no mesmo lugar? Será que Marla, uma mulher quase perfeita, é somente a imaginação do narrador?
Por fim, ao ser revelada a resposta dessa pergunta e os motivos de tudo isso, você já imagina o que acontecerá no prédio. Eu, ao menos, imaginei. E acertei. O final é bastante previsível, mas Chuck conseguiu escrever todo o livro e o final tão bem que nem me arrependi da leitura ou me chateei com ele.
O bacana é o que vem depois. Chuck assume o papel do narrador e conta como surgiu o livro, o filme e as múltiplas variações do Clube da Luta e das regras e coisas que aconteceram com ele relacionados ao livro. Recomendo.
Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que se vive. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia desconhece. O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance. De capítulo em capítulo, de 'lição' em 'lição', o leitor é convidado pelo autor a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -.
De início, pensei que o livro seria algo de fantasia, imaginação, aventuras bizarras... um conto de fadas. Mas fui enganado. O Mundo de Sofia me pareceu muito mais um livro didático escolar do que um livro de romance fictício.
O livro era super conhecido, todos comentavam, então decidi começar a ler. Curti o início de tudo. A mágica que cerca as cartas que chegam à caixa de correio de Sofia me fez continuar a ler, até que...
Até que Platão e seus amigos resolvem aparecer na trama, deixando tudo muito cansativo, extenso, pois a história da Filosofia é narrada nos mínimos detalhes em aulas de um filósofo misterioso. No final de cada aula, Sofia ainda recebe lições de casa para fazer.
Como o livro é meio grandinho (mais de 500 páginas) não tive ânimo para terminar. Pulei as partes das aulas para ler somente a trama, mas depois tudo começa a ficar sem muito fundamento.
Porém, recomendo este livro. Recomendo pra professores que querem ensinar de uma maneira diferente e recomendo para estudantes que querem ter um material mais bacana. Isso porque o modo das aulas serem escritas é bem leve, sutil. Se você quiser aprender com o livro, você consegue, pois as palavras usadas não são tão rebuscadas assim.
Sobre como eu decidi que nunca mais empresto meus livros
Nossa! Que bolado ele está! Mas depois de emprestar minha coleção de Jogos Vorazes a umas pessoas e elas devolverem os livros cheio de defeitos (o primeiro deles tem até um rasgo na capa), principalmente nas quinas, e com as orelhas (aquela parte externa que às vezes contém críticas, biografias os sinopses) totalmente abertas ou marcadas, precisei tomar essa decisão.
A pessoa nunca vai tratar do livro como eu trato. Mesmo que o livro o conteúdo não seja lá grandes coisas, todos meus livros ficam empilhadinhos numa estante, nunca tem contato com bebidas e a poeira é limpada sempre. E as pessoas pra quem empresto o livro nunca tem essa mesma opinião. "Não é meu mesmo, né?" E, assim, os livros (quando voltam) não estão mais do mesmo jeito... Fora que às vezes o livro passa por um, por outro, e mais outro, e nem fico sabendo. Seguindo a minha lista de motivos...
Se formos olhar pelo lado positivista/capitalista da coisa, se eu não empresto meu livro e a pessoa quiser ler, ela terá que comprar, assim, ajudo a aumentar o número de vendas de livros. E quanto mais o mercado vende, mais ele pode retribuir, com descontos e promoções, por exemplo.
Além disso, eu mantenho meus amigos perto de mim e não morro tão cedo. "Oi? Não entendi essa..." Bem, é que fico chatiadissimo quando o livro não é entregue do mesmo jeito que foi emprestado e, pior, quando a pessoa diz que o livro é "bonzinho", sendo que é um dos meus favoritos. E sem chances de ficar chateado, sem chances de ter hipertensão (haha, por essa você não esperava!).
P.S.: Brincadeiras a parte, o papo é sério. Não digo que nunca emprestarei meus livros de novo, mas vou pensar duas vezes (ou mais!) antes de emprestar.
No seu bestseller mundial, O reverso da medalha, o autor nos apresentou à glamurosa e manipuladora família Blackwell e sua inesquecível matriarca, Kate. Tilly Bagshawe, autora do elogiado Adorada, retoma a saga dos Blackwell, seus amores, dramas e conspirações desde a década de 1980 até os dias atuais, quando uma nova geração comanda os negócios da família. Tenso e provocativo, A senhora do jogo agradará aos milhões de fãs de Sidney Sheldon e tem tudo para conquistar novas gerações de leitores.
A leitura desse livro te prende de uma maneira controvérsia: enquanto você quer parar deler por causa das demasiadas tragédias que acontecem, você quer continuar a ler para saber qual a volta por cima que os personagens darão.
É extremamente angustiante e surpreendente como você se envolve com a família Blackwell, Gabe McGregor, MaxWebster, Lexi Templetone, e os acontecimentos que os seguem. O exagero é constante no livro, e talvez seja o que te faz oscilar de opinião. É tudo extremamente estupefato, extremamente exagerado, que minha crítica não poderia deixar de ser igual. A riqueza material e a sensualidade que nos atrai de uma maneira viciante para um mundo mágico de poder, beleza, assassinato, conspiração e ódio, levando aos atos inescrupulosos dos personagens.
Infelizmente eu ainda não li nenhum livro do Sidney Sheldon, para realmente impor uma opinião mais concreta aqui, pois talvez, o exagero seja uma linha que Sheldon seguia em seus livros. E assim, teria que ser a linha de Tilly Bagshawe.
O livro passa longe de ser ruim, na verdade é totalmente ao contrário, ele é ótimo! Mas, e sempre existe um ''mas'', em certos pontos da história, a coisa toda fica cansativa demais, pois, como eu disse anteriormente, é tragédia demais. E talvez, mas só talvez, a minha experiência com essa leitura tenha sido assim, porque (novamente talvez) a história, sem querer, te faz ficar envolvido demais com a família Blackwell, o seu sofrimento te deixa angustiado, como tantas coisas podem acontecer com uma família. Quem sabe eu me envolvi demais com a história...
Uma coisa é certa, é necessário paciência, essa é uma daquelas histórias que precisam de tempo para realmente se desenvolver. Mas acredite, talvez valha à pena ter paciência, e dessa vez realmente valeu.
[SPOILER]
Finalizada minha leitura, fique meio decepcionada com o fato que meu desejo que a obsessão de Lexi fosse embora, não aconteceu.
[/SPOILER]
Com excessão a isso, foi uma ótima leitura!
A Senhora do Jogo (Mistress Of The Game)
Tilly Bagshawe (inspirada na obra de Sidney Sheldon)
#7 - Como fazer um livro infantil divertido e cativante
O livro narra a jornada de Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro viking - junto com os outros garotos da tribo, ele precisa domesticar e treinar o dragão mais feroz e assustador que for capaz de capturar. Em vez disso, Soluço acaba com o menor dragão que já se viu - e, para piorar, o animal é teimoso, impossível de ser adestrado e completamente banguela. Começa aí a aventura do herói e de seu dragão muito mal-educado.
Então você me pergunta: por que um cara de 16 anos resolveu ler um livro infantil? E eu te respondo que quis comprar esse livro assim que o vi na livraria. Já sabia do filme, mas livros sempre são melhores que filmes, então... arrisquei.
E curti. A história, apesar de ser dedicada a crianças, me fez rir, emocionar, me identificar...
As ilustrações do livro, que tem cara daqueles desenhos feitos por crianças pequenininhas, são legais e tem a ver com a história, que é narrada por Soluço, o protagonista, que precisa treinar um dragão para um festival de sua aldeia viking.
Cada garoto precisa caçar o dragão mais forte, bonito e assustador possível e adestrá-lo, e, no final, o único dragão que sobra para o nosso herói é Banguela, um dragão mal-educado e que nem solta fogo pela boca (ainda).
O livro é bastante, digamos, debochado, cheio de falas bacanas, e traz, entre alguns cenas e capítulos, rabiscos, "papeis" e, até mesmo, um outro livro. Uma das coisas que mais gostei foi das fontes usadas. Durante as passagens normais, uma fonte normal, mas que muda quando gritos ou sussurros são dados, dando um toque bem lúdico ao livro.
Recomendo pra crianças e pra quem quer ter um gostinho de infância de novo :)
Como treinar seu dragão (How To Train Your Dragon)
'Opúsculo' é uma paródia do 'Crepúsculo', de Stephenie Meyer, e conta a história de amor de Belle Goose e o misterioso e brilhante Edwart Mullen. Belle é uma garota pálida e desajeitada que chega a cidade de Switchblade, Oregon, buscando aventura, ou pelo menos um colega de classe imortal. Após testemunhar uma série de eventos estranhos - Edwart deixa suas batatas fritas intocadas no almoço. Edwart a salva de uma bola de neve voadora. Belle tem uma dramática revelação - Edwart, um geek com interesse zero em garotas, é na verdade um vampiro, pelo qual ela está apaixonada. Surge então o dilema - como ela poderia convencê-lo a mordê-la e assim transformá-la em sua noiva eterna, já que ele parece achar todas as garotas tão repulsivas? 'Opúsculo' é um conto sobre uma garota obcecada por vampiros, que busca o amor em lugares errados.
Quando comprei Opúsculo tinha em mente um livro engraçado que zoasse com Crepúsculo de um jeito, digamos, com classe. Curti o livro mas não achei tão genial assim.
O livro traz a história de Belle Goose (um trocadilho com o sobrenome Swan da original) que se acha a futura ganhadora de um Oscar e é obcecada por não-humanos. Do outro lado temos Edwart, dono de um nome muito mais legal que Edward e que despertará o amor de Belle simplesmente porque age como um não-humano.
As sacadas que o livro traz em relação ao livro original são legais no início, como Belle ganhar um caminhão-baú de presente do pai, Edwart salvar Belle de uma bola de neve, a mãe de Belle ser super protetora e insegura...e, principalmente a capa, que traz uma maçã devorada e segurada por uma mão pálida.
Mas com o passar do tempo e o desenrolar do livro, as piadas ficam forçadas demais, como quando, por exemplo, um vampiro de verdade aparece na história.
Quer um livro hilário que te faça rir várias vezes? Não leia este. Quer um livro engraçadinho? Parabéns, você encontrou!
Ever Bloom tinha uma vida perfeita - era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite. Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável - após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvidae apaixonada.
Foi em uma das minhas muitas pesquisas de livros que encontrei a história de Ever, que me chamou a atenção instantaneamente, já que eu confesso ter uma leve atração por livros fictícios de romance.
O primeiro livro de uma série é, na maioria das vezes, melhor que os demais. E esse caso não foi diferente... Mas é incrível, como Alyson fez uma história de Imortais que tem que beber uma espécie de suco da imortalidade dar certo.
Com uma linguagem jovem e hilariante, Alyson Noel, nos apresenta o primeiro livro da saga Os Imortais, que conta a história de Ever Bloom, uma garota linda e popular,que em um misterioso acidente de carro onde perde os pais, a irmã e até ocachorro, e adquiri poderes sobrenaturais. Ela passa a ver a aura das pessoas, sentirsuas energias, ouvir os pensamentos e com um simples toque, ela consegue conhecer a vida toda delas, além de poder conversar com o fantasma de sua irmã, Riley, que a ajuda em tantas ocasiões.
Eu adoro a presença da Riley na história, é como uma parte da antiga vida de Ever, que ela precisa praseguir em frente, ou talvez se agarrar ainda mais no passado...
Após o acidente ela muda de cidade, amigos, e vai morar com a única família que lhe resta, sua tia Sabine.Sua vida sobre uma reviravolta, Ever agora é uma menina que se esconde debaixo de um capuz e de um fone de ouvido com a música mais alta o possível, que a abafa as mentes ao redor. Em certa altura da história, para fugir de toda a loucura que virou sua vida ela procura saída no álcool,e começa a se embebedar, porque seus sentidos se misturavam e servia como, quase que, uma escapatória de tudo que ela estava vivendo... Eu achei esse detalhe um tanto quanto desnecessário, por assim dizer.
Até conhecer Damen, um enigmático e atraente rapaz, que a traz uma sensação de paz e tranqüilidade, já que perto dele ela não era capaz de escutar a mente de mais ninguém e ela podia finalmente se sentir normal. Nesse meio tempo, ela terá dois melhores e únicos amigos,Haven e Miles, ambos vistos como os esquisitos e excluídos da escola.
A história se desenrola a partir de quando Ever descobre os segredos de Damen, e conhece uma pessoa do passado dele, Drina, que aparece e tenta acabar com a vida de Ever, como fez tantas outras vezes, em outras encarnações da própria Ever.
A parte linda e super romântica da história era quando Damen, com seus truques e mágicas, dava lindas tulipas vermelhas para Ever, que simboliza o amor eterno, que claramente, eles estavam tentando alcançar, já que Damen vinha procurando Ever e tentando ficar com elas depois de tantas e tantas encarnações.
''Comos dedos trêmulos, desdobro as pontas do triângulo e desamasso opapel. E quase tenho um treco quando deparo com o conteúdo: um desenho,pequeno mas bastante detalhado, de uma linda tulipavermelha.''
Para Sempre - Os Imortais (Evermore - The Immortals)
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
Quem nunca julgou um livro pela capa que atire a primeira pedra. Achei a capa de Os 13 Porquês incrível e foi isso que chamou minha atenção na biblioteca da escola. Li a orelha do livro e a sinopse também me chamou a atenção. É claro, peguei pra ler. E não consegui parar enquanto não terminei.
"Antes do livro começar", Hannah Baker, uma adolescente comum grava algumas fitas com os 13 motivos da sua vida ter acabado. Após isso, comete suicídio por overdose. Os 13 motivos são, na verdade, 13 acontecimentos, cada um protagonizado por uma pessoa. Os personagem da 1ª fita, então, recebeu a caixa com as fitas em casa e, após ouvi-las, passa, conforme as ordens deixadas por Hannah, para o personagem seguinte. E assim por diante...
O livro começa quando Clay Jensen, que era apaixonado por Hannah, recebe as fitas. Então, ele passa a viver angustiantes momentos enquanto passeia pela cidade, de madrugada, e refaz cada passo por cada cenário narrado.
Os 13 Porquês conseguiu me prender de uma forma inexplicável. A cada nova fita, a cada novo motivo, meu coração ficava mais ansioso pela fita que revelaria o que Clay tem a ver com a história.
Alguns motivos de Hannah ter se suicidado me fizeram ficar perplexos, como quando ela presencia uma amiga sendo estuprada. Outros, se mostram bastante infantis, como o primeiro beijo dela.
O bacana do livro é descobrir, mesmo que, em certa parte, equivocadamente, o que se passa na cabeça de uma pessoa que resolve acabar com a própria vida. Like.
Se você ainda não leu os outros livros da saga Jogos Vorazes, CUIDADO! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores.
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram - com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade.
A Esperança em uma palavra: viciante. Assim definiria. Em A Esperança, último livro da trilogia Jogos Vorazes, Suzanne Collins me prendeu muito mais intensamente do que nos outros livros. Neste, uma nova revelação, descoberta ou acontecimento rola a cada capítulo.
O livro traz Katniss visitando o Distrito 12 após o bombardeio, a vida dela no Distrito 13 (que, sim, existe!)... mas a trama gira em torno de Katniss se transformando no Tordo, o símbolo da revolução dos distritos de Panem contra a Capital.
Tudo é escrito inteligentemente bem por Suzanne, que não deixará você dormir, especialmente nas visitas de Katniss aos outros distritos e numa parte INCRÍVEL onde Finnick resolve contar seus maiores segredos para exibi-los na televisão do país. Segredos esses que envolvem várias pessoas da Capital, em especial o Presidente Snow.
[SPOILER]Apesar dos outros dois livros da série acontecerem em torno dos Jogos Vorazes e do Massacre, A Esperança é o livro com mais mortes, uma mais estupenda que a outra. Algumas pelas quais eu não esperava e outras que esperei ansiosamente, como a mais dramática delas, que acontece em um dos últimos capítulos do livro, a do Presidente Snow. Porém, outra morte me deixou bastante emocionado, pelo jeito descrito pela autora, as lembranças que percorrem a mente de Katniss nessa hora...: a de Prim.
A revolução, a guerra e a busca pela liberdade tomam conta deste último livro, mas o romance ainda aparece, em algumas pitadas leves, cheias de dúvidas por parte de Katniss. O bacana de Suzanne Collins é que ela criou um romance sem dar foco ao romance. Romance esse que só é resolvido no último capítulo.
E só fiquei um pouco chateado pelo que aconteceu justamente em relação ao romance. Katniss escolhe um dos dois caras que tomaram conta da sua mente nos últimos tempos (Gale ou Peeta). O outro, que por sinal era o meu favorito entre os dois, simplesmente desaparece da história e não é mais citado. Fiquei com certa pontada de dúvida sobre isso: será que o outro conseguiu encontrar um novo amor? Será que ele morreu de saudades? A mesma coisa acontece com a mãe de Katniss: vai morar em outro distrito e pronto.
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Tirando isso, curti muito o final da trilogia e recomendo a todos. E que a sorte esteja sempre com vocês...
Esta resenha contém spoilers e revelações do primeiro livro da saga Jogos Vorazes. Se ainda não o leu, continue por sua conta e risco.
Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen ePeeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos – incluindo o próprio Peeta – acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescente vitoriosos – transformados em verdadeiros ídolos nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.
A missão de Katniss nessas visitas, então, seria acalmar a população, que desde o acontecido das amoras clamava por uma revolução. Para isso, Katniss tem que fingir ter feito aquilo não por revolta, mas por amor a Peeta.
[SPOILER] Depois, Katniss começa a se preparar para ser a mentora de um tributo do Distrito 12 no 3º Massacre Quaternário, edição especial dos Jogos Vorazes que acontece a cada 25 anos com regras, digamos, inusitadas. O que acontece é que a regra deste Massacre diz que somente tributos que venceram edições passadas dos Jogos deveriam ser escolhidos, um homem e uma mulher.
E como Katniss é o único tributo feminino a vencer os Jogos pelo Distrito 12, ela teria que entrar na arena novamente. Peeta, o garoto do pão, resolve ir junto com ela, se oferecendo no lugar de Haymitch. Ou seja, estaria tudo isso começando de novo... Peeta e Katniss novamente na arena. Achei isso um pouco babaca da parte de Suzanne Collins. Repetir uma história.
A diferença é que Suzanne foi bem mais criativa e inteligente nesta nova arena, criando uma coisa bem dramática e calculista, uma máquina mortífera incrível.
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Em Chamas não é ruim, mas nem chega aos pés de Jogos Vorazes, o primeiro livro da trilogia, ou A Esperança, o último, que, confesso, foi o motivo de eu ter lido este. Se este fosse o último livro da série, teria abandonado antes da metade. Mas como precisava entender o outro livro, acabei lendo, meio empurrado, mas li.