O que fazemos na Quarentena
lavem bem suas mãozinhas, crianças! Senhor Dodgson recomenda!
eu já não sei a quanto tempo estou privada de sair de casa, mas isto está me deixando meio louca.
O estranho é que eu tenho muitas coisas para fazer em casa: tenho massas de modelar, livros para ler, séries para ver, histórias para escrever e muitos personagens para desenhar, mas nada disso tem me salvado de ter um piripaque vez ou outra. Então resolvi tirar o domingo para alimentar o único cantinho na internet onde não corremos o risco de termos que lutar com uma diaba justiceira (isso soou dramático, não é?) poisé. Nesses dias de isolamento eu li dois livros e vim aqui fazer a minha “”resenha”” deles (esse parágrafo está uma bagunça)
Hora da Resenha Zoada (Double Kill) (talvez tenha spoilers, então não leia, a menos que vc não se importe com spoilers ou já tenha lido as obras)
O primeiro livro que eu vou resenhar, chama-se, Los Crímenes de Alicia e foi escrito pelo argentino (isso mesmo que você leu, pelo ARGENTINO) Guilhermo Martínez. Conta a história de um estudante ARGENTINO (cujo o nome não nos é revelado em momento algum, mas sabemos que começa com G... HUMMM seria... Garibaldo?) que está levando sua vida tranquilamente (é preciso ressaltar que este livro em questão é precedido de outro livro em que também há mortes e mistérios, então concluímos que Oxford não é o lugar mais seguro do mundo.... Na verdade é o lugar mais perigoso da face da Terra e vamos provar isso neste post) em Oxford como um estudante de matemática, junto ao seu amigo, o conceituado professor Seldom, quando aparece uma mina aleatória dizendo que encontrou um bilhete que pode mudar completamente a visão que o mundo tem tido de Lewis Carroll até então (outro detalhe importante, o livro se passa na década de 90, a imbecil aqui ficou deveras curiosa para saber o que revelava o bilhete encontrado pela personagem Kristen). Mas a moça que encontrou e roubou o bilhete dos documentos importantes da casa do Lewis Carroll, teme que sua grande revelação seja roubada e por isso faz o maior mistério para a revelação do conteúdo do mesmo, marca uma reunião com a irmandade Lewis Carroll (que nada mais é do que a Sociedade Lewis Carroll da Inglaterra), mas na noite anterior ela é atropelada e quase morre, indo parar no hospital e por consequência, deixando todo mundo morto de curiosidade sobre o conteúdo do bilhete e de medo pois agora começa uma série de assassinatos envolvendo a irmandade, fotos polêmicas de Carroll e matemáticos sendo matemáticos... Isso na Oxford dos anos 90.
O livro é todo em espanhol e eu consegui ler tudo mesmo assim, o que me deixou muito orgulhosa de mim mesma pois nunca li nada em outra língua. Mas tirando esse grande triunfo de minha parte, este foi um livro que me decepcionou, não vou dizer que me decepcionou muito, mas ainda sim foi uma decepção. Talvez eu estivesse esperando algo no pique de J.J. Coelho e acabei me deparando com uma narrativa morna e personagens mais ou menos. O protagonista é um S/N, isto é, só serve para você se projetar nele, Seldom até que é um cara legalzinho, Kristen tanto faz, os personagens que compõe a Irmandade são claramente representações de biógrafos e estudiosos carrollianos famosos como Raymond Smulyan e Jenny Woolf (acredito que tenha sobrado homenagem para Wakeling, Lovett, Leach e até mesmo ao meu amado e saudoso Cohen) mas são representações para... Leitores que claramente não sou eu (acostumada com essa galera atirando na cara de gente como a Devil J [como vou chamá-la]). Confesso que alguns plots me chamaram atenção como o de Harry Hass assumindo para sua vida o martírio carrolliano de amar garotinhas em sua plena inocência, a do casal Raggio e de sua filha que foi mais uma Hildegard com um final triste (quem leu a história de Hildegard que eu escrevi em 2016, vai entender do que eu to falando), a do próprio Leonard Hinch que só queria quitar a casa que ele hipotecou para publicar os diários de Lewis Carroll, não por ser carrolliano, mas por enxergar na publicação de diários carrollianos o negócio da vez e claro, não vou esquecer da sua tentativa de se consagrar o novo Rico de Oxford, mas sem sucesso, uma vez que um assedio e uma tentativa estúpida de assassinato por parte dele acabaram com esses planos. Tem também o Richard, que nada me tira da cabeça que seu nome estava na lista de Hinch, por isso ele mandou os homens da MI-6 matarem o jornalista que ia publicar um artigo revelando que o principal editor da Irmandade Lewis Carroll vendia fotos A lá Rico para homens importantes do país (o desfecho dessa história poderia ter sido simplesmente o plot principal do livro todo).
Em fim, foi um livro mais ou menos, morno eu diria, que me deu muita raiva por me fazer pensar se um “cruzado contra pedófilos” estava matando pobres carrollianos a troco de “não fazer esses homens famosos, ok?”, mas que no fina foi revelado que foi uma sucessão de crimes e revanches de crimes e um jornalista morto para não revelar a verdade sobre um editor pervertido. O terceiro ato é sem dúvida muito promissor, porém, não foi muito bem desenvolvido pelo autor, infelizmente (Hantlaster com um enredo desses faria maravilhas, não falo do Coelhoso pq ele ia meter uns baguio nada a ver e no final quem estaria matando todo mundo seria o próprio Lewis Carroll. Já a Wallace já tacaria uns vampiro, uns outros escritores e até seria divertido, mas eu prefiro esse enredo nas mãos do Hantlaster mesmo).
E pra quem ficou curioso com o conteúdo do bilhete, mas não quer ler o livro, era o mesmo bilhete que a Leach achou, querendo provar que na verdade o senhor Dodgson estava afim da Ina... Você podem imaginar minha decepção quando eu descobri isso no livro.
vamos aos memes do livro (ou apenas um meme, pq ainda não pensei muito em memes para ele):
Hass quando os Raggio começam a descrever quem seria o suspeito
Agora vamos falar de um livro que também me deu muita raiva, mas pelo menos valeu a raiva para eu ficar imaginando cenas bem feitas dele.
Apenas seis meses (6 meses, SEIS MESES) após os acontecimentos do último livro (aquele, em que o Lewis Carroll morre com o pescoço quebrado) Martin Roque agora é professor de Oxford (e talvez só eu ache que Oxford precise rever os seus critérios para professor) e entre uma aula e outra ele visita Nicole, que ainda está lelé da Cuca e encontra seus velhos amigos de sempre, que agora tem o curioso apelido de Os Curiosos... Rsrsrs, eis que aparece uma figura estranha e tão logo Martin vai descobrir o quão profunda é a toca do Coelho ...
Bem, como falar sobre esse livro sem revelar spoilers sobre ele? Tem muitos jeitos, mas eu deixo isso para os profissionais, aqui nós vamos tacar spoiler mesmo pq eu não creio que um livro que coloque Lewis Carroll e Alice Liddell como o casal de vilão mais foda, porém com o final mais fudido mereça ter algum mistério acerca de seu enredo.
Martin Roque está começando a aceitar o seu Glamorury (que eu preferia que o autor tivesse nomeado de Hamon, mas tudo bem), mas ele ainda precisa lidar com Lacie no seu reflexo, ele também precisa lidar com o fato de agora estar metido em uma outra busca maluca, dessa vez pelo buraco da Alice do Coelho e com isso ele contará novamente com a ajuda de Lucas e de Sabrina, e até de Ninguém... (Nicole), e de novos personagens como Louis (que não está morta ao contrário do que vocês pensavam... Não, ela não morreu no massacre da Sociedade Secreta do Carrollianos) e de seu filho Douglas, ou melhor, Raven (hahaha, muito engraçado, mas sério, Douglas é vidente “é que eu sou vidente”). Bem, é complicado explicar a história pq acontece MUITAS COISAS nesse livro, não é uma narrativa morna que nem Los Crímenes de Alicia e por diversas vezes me vi em uma montanha russa de emoções. Mas há certas coisas que precisam ser pontuadas, como por exemplo...
Dillon Roque, avô do Martin, é um carinha legal e tal, mas ele ASSALTA O LEWIS CARROLL, na verdade ELE TENTA MATAR O LEWIS CARROLL QUANDO O LEWIS CARROLL TEM 18 ANINHOS APENAS. isso é inaceitável, por mais legal que ele pareça ter sido com o Lucas, eu não consigo torcer para o Lewis Carroll não acabar com a porra do planeta inteiro. E ele rouba uma coisa que o pai do Lewis Carroll tinha acabado de dizer : protege isso com a tua vida! . Me dá tanta gastura, por mais emocionante que tenha sido o Lucas contando a história dele, eu não consigo aceitar esse fato.
E por falar em Lucas, palmas para o Lucas, melhor personagem (depois do casal do mau) dessa história. Nunca a frase “Lucas é um gênio” fez tanto sentido como nesse livro. Aqui ele é um dgi-dgi-dgi-dgi-dgi-dgi-dginus e poderia muito bem ter ido se encontrar com Seldom e o G na Oxford dos anos 90 do que ficar amiguinho do LATROCIDA do Dillon.
Martin está melhor do que nos outros livros, tomando posse de seu poder e apesar de no começo ele parecer meio acanhado e de em diversos momentos ele ser GADO DEMAIS KKKK, até que aqui ele está um personagem de respeito e você até torceria para ele se o Lewis Carroll não fosse o antagonista (na verdade eu to torcendo para ele, to torcendo para todo mundo ficar ... vivo e satisfeito nessa história, principalmente meu casal do mau)
Sabrina ta a mesma do último livro
Nicole está... lelé da cuca.
Lacie FAZ TUDO COMO SEMPRE, rainha, diva, maravilhosa, meu coração é teu, quer o buraco do coelho? Eu te dou
Lewis Carroll... Ele apenas é o Lewis Carroll malvadão do J.J.Coelho e é tudo o que ele precisa ser para nós concordamos cem por cento.
e vamos aos memes do livro.
Definição de Lucas no quarto livro
Martin para Lacie durante a luta no sanatório