foi difícil te dizer adeus, mas seria ainda mais se eu te mantivesse por perto. você não merecia a minha confusão, muito menos as vezes que eu ficava em silêncio, preso nas próprias paranóias e pensamentos. você não merecia as dúvidas que eu carregava com tanto afinco nos ombros, tampouco as perguntas que eu me fazia quando estava sozinho, longe de você: “será que vale a pena?” porque quando as perguntas começam a transitar entre um momento e outro; quando a insegurança começa a tomar conta dos dias horas minutos; quando existe a dúvida se vai ser bom, ser leve, ser tudo… é hora de parar de correr. o amor é a caminhada rumo ao lugar de paz, mas o próprio caminho necessita ser esse espaço de calma e certeza. não uma certeza isenta de questionamentos, pois se perguntar sobre estar confortável ou não dentro de um relacionamento é um movimento natural e necessário. e a certeza madura, perseverante, profunda, eu não tinha. nem sobre você, muito menos sobre mim. nós precisávamos de uma certeza que constrói o dia a dia, que ampara os medos, que nutre as aflições, que sobrevoa as inseguranças, que alivia os traumas, que cura. e eu estou uma confusão. não te colocaria no meu mundo pra estarmos, os dois, confusos. em troca de quê eu te deixaria aqui, comigo, nesta parte do caminho, sendo sozinho também ? por carência? por sentir falta de alguém? por querer muito gostar e ser gostado? você merece alguém com certezas imensas e um coração aberto, genuíno, apto e incrível pra te amar da maneira que sempre sonhou. você merece alguém que queira mergulhar em você e, juntos, possam descobrir que ainda há um oceano infinito pela frente. a entrega, o coração aberto e a vontade de continuar. você merece alguém inteiro, que consiga te fazer crescer porque ambos estão completos em si mesmos. eu ainda tenho muitos cacos pra juntar.





















