Imaginem uma mãe. Ela tem um filho único, um jovem de dezoito anos. Imaginem que o garoto, em vez de pegar várias por aí na noite, descobre que ama sua melhor amiga, que conhece desde a sexta série do ensino fundamental. Ele pede ela em namoro, e ela aceita, pois já sonhava com aquela união havia muito tempo.
Agora, imaginem o desgosto dessa mãe quando o filho conta sobre o relacionamento dos dois.
Não, imaginem o desgosto dessa mãe ao saber que os dois nem sequer pensam em se separar ou ficar com outras pessoas tão cedo.
Não, imaginem o desgosto dessa mãe... ao saber que ambos querem conciliar o namoro com a faculdade e ainda dividir tempo com seus respectivos grupos de amigos.
Não, imaginem o desgosto dessa mãe ao saber que ele tinha que ficar justo com ela, ela que tinha já frequentado sua casa muitas vezes, que já era conhecida e até, vejam só, querida na casa! Traição.
...Não faz sentido? É, não faz sentido. Mas, se você trocar "filho" por "filha" sem mudar "melhor amiga", vai fazer sentido pra muita gente. Espero que continue não fazendo sentido pra você.


















