DE MEDO À AMOR Há quem acredite que o medo faz parte dos relacionamentos e também há quem despreze a sua existência. Vamos partir da ideia de o que medo realmente faz parte do ser humano, vários cientistas podem afirmar isso tomando como base inúmeros artigos e estudos, e quem sou eu para duvidar, durante toda a minha vida senti medo em várias situações. Podemos ver isso como um instinto do ser humano, algo que nos torna mais acomodados e menos propensos a novas experiências que podem nos “machucar”. É como um mecanismo de conservação e sobrevivência. Não precisamos ser medrosos, claro, mas é importante ter a consciência de que o medo existe e o que ele é. Afinal, aonde o medo se expõe num relacionamento? O traço mais notável dele é o ciúme, descrito por quem sente como: “Medo de perder a pessoa amada”, ou simplesmente “Insegurança”. E é justamente ai que entra o perigo. Como um forma de garantia a primeira coisa que o medroso faz é tentar, literalmente, se agarrar e prender pra si tudo o que foi conquistado, e isso faz com que aflore um sentimento de posse sobre o outro. Busca-se através de algemas um determinado conforto e segurança, privando a liberdade. Uma mentira: “Pra que mais se já temos o suficiente e estamos tão confortáveis?”. “Geralmente é mais seguro estar acorrentado do que estar livre” - Kafka Se o medo faz parte do ser humano é correto afirmar que não existe como negligenciá-lo, certo. É aquilo de mais puro que habita em nós. Mas podemos simplesmente não alimentá-lo. Vou usar uma metáfora indígena para ilustrar melhor isso: Dentro de nós habita todos os sentimentos, bons e maus de qualquer ser humano, imagine-os como lobos brigando entre si o tempo todo, adivinha qual lobo vai ganhar? Aquele que você alimentar! Ele vai crescer e ficar mais forte e logo logo vai estar mandando no pedaço. Devemos, ao mesmo tempo que vivenciamos os relacionamentos, respeitar a liberdade dos demais. Quando alcançamos liberdade no amor, construímos então uma relação que pode durar por um bom tempo. Como conquistar isso? A sugestão que eu dou é: “Faça uma simples troca”. Jogando fora as correntes que nos dão segurança e trocando-as por uma caminhada LIVRE lado alado. Afinal AMOR É DESAPEGO, devemos estar juntos da nossa liberdade, não priva-la para estarmos juntos. - Samuel Zwinglio Agradecimentos: Vivian Martins, porque nada é tão bom que não possa melhorar. kkk