Era Uma Vez… Uma pessoa comum, de um lugar sem graça nenhuma! HÁ, sim, estou falando de você RODERICK WINSLOW. Você veio de AUSTIN, ESTADOS UNIDOS e costumava ser MECÂNICO por lá antes de ser enviado para o Mundo das Histórias. Se eu fosse você, teria vergonha de contar isso por aí, porque enquanto você estava NA CADEIA, tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa má! Tem gente aqui que estava montando em dragões. Tá vendo só? Você pode até ser CORAJOSO, mas você não deixa de ser um baita de um GANANCIOSO… Se, infelizmente, você tiver que ficar por aqui para estragar tudo, e acabar assumindo mesmo o papel de NOIVO INDESEJADO na história VALENTE… Bom, eu desejo boa sorte. Porque você VAI precisar!
INTRO
Apelido: Roder
Idade: 26 anos
Sexualidade: Heterossexual
BEFORE
Roderick nasceu em uma família humilde de Austin, no Texas. Assim que se formou no colégio não teve a chance de cursar uma universidade e precisou começar a trabalhar para ajudar a família de oito pessoas a colocar comida na mesa. Pulou de emprego em emprego, até se tornar um mecânico bastante eficiente. Tudo parecia bem, apesar das dificuldades, até o falecimento de seu pai. Ele como o homem mais velho da família acabou assumindo esse papel, mas a situação dos Winslow só ficava cada dia pior.
Uma noite quanto fechava a oficina, Roderick recebeu uma ligação de um dos seus clientes mais fieis. Ele era um maldito filhinho de papai que costumava deixar os seus preciosos carros nas mãos do mecânico. O rapaz parecia nervoso na chamada, além de bêbado, e pediu para Roder encontrá-lo o mais rápido possível. Chegando lá, a cena não era nada boa. Seu cliente havia causado um baita acidente e os dois veículos estavam completamente acabados. Apesar do estrago, os dois motoristas pareciam bem, ainda que bastante irritados. Além deles, o advogado do riquinho também estava no local e fez uma proposta um tanto ardilosa a Roderick: “A polícia vai chegar a qualquer momento, diga que você estava atrás do volante. Ele está completamente drogado e vai ser uma dor de cabeça resolver isso. Você sabe que ele pode te pagar muito bem”.
Qualquer outra pessoa sã teria dito não para o acordo absurdo, mas Roderick precisava urgentemente de dinheiro. O que poderia dar errado, afinal? Era só uma batida de carro. Roder foi conduzido para a delegacia e naquela mesma noite o homem que dirigia o outro carro faleceu. Um coágulo no cérebro, quem poderia esperar? O crime passou a ser homicídio e o tal advogado não fez metade do que havia prometido a ele.
Roderick foi preso após confessar um crime que sequer havia cometido. Ao menos sua família tinha recebido dinheiro suficiente para mandar suas duas irmãs mais novas para a faculdade. Dois anos se passaram desde o incidente e Roderick já estava começando aceitar que perderia o resto de sua juventude dentro de uma cela. Foi durante uma visita que algo muito inesperado aconteceu. Primeiramente porque fazia algum tempo que ninguém o visitava, mas o mais surpreendente era que no lugar de um visitante havia apenas um livro antigo sobre a mesa. Curioso, Roder virou a primeira página e quase instantaneamente seus olhos queimaram com brilho forte emanado daquelas palavras. Quando finalmente conseguiu abri-los percebeu que estava muito longe de casa.
AFTER
Roderick vê todo o caos de ter ido parar no mundo dos contos de fadas como uma oportunidade, afinal, qualquer situação é melhor do que estar preso, certo? Ele não é exatamente o maior conhecedor dessas histórias, portanto não fique chateado confundir você com o príncipe do conto ao lado. Desculpa, nos desenhos todos eram muito parecidos… Enfim, não é todo dia que você acorda com a chance de fazer parte da realeza, então Roder está disposto a fazer o que for preciso para conquistar o lugar dele no Mundo das Histórias.
"minha perspectiva de vida por aqui é ruim, isso é um fato." começou, cruzando as pernas enquanto falava, como se estivesse ponderando sobre o que viria a seguir. "eu vou virar um quadro. imóvel. um objeto." ergueu as sobrancelhas, praticamente saboreando as palavras amargas a medida que as pronunciava. "do que adianta arranjar um emprego se eu vou virar um quadro na parede de alguém?"
— Está falando sério? Não é possível que alguém tenha um destino tão… — A palavra “inútil” quase escapou dos lábios de Roderick, mas ele conteve a própria fala para não ofender a garota. — Quem sabe você não desenvolve algum tipo de magia que te permite sair da pintura toda lua cheia. — Sugeriu. — Ou talvez você seja uma pintura falante como os quadros de Harry Potter! — Tentou ver o lado positivo daquela situação, mas não havia muitos. — É... acho que você não teve muita sorte. Então só tem um jeito. — Disse, como se soubesse do que estava falando. — Você vai ter que roubar o papel de alguém. As histórias não parecem definidas ainda. Se você fizer algo, talvez o seu destino mude a seu favor.
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Roderick estava mais que aliviado com as últimas notícias do Mundo das Histórias. Ao que tudo indicava, a volta pra casa tinha sido adiada sem previsão de mudança. Além disso, ele tinha conquistado uma vaga na Guarda Real em um torneio que agregava muito para a sua reputação. Mal podia acreditar que estava a um passo de ser um homem bem sucedido e respeitado, como sempre quis. Infelizmente, essa não era a realidade de todos. — Sinto muito, deve ser horrível ter que arrumar um emprego. — Roder usou um tom debochado, apenas com objetivo de provocar Sofia. Adorava implicar com a loira, era mais forte do que ele. — Já consigo te imaginar com roupa de camponesa tendo que trabalhar como florista ou quem sabe não te coloquem em uma biblioteca? — Ele soltou breve risada imaginando aqueles cenários enquanto se jogava sobre uma poltrona acolchoada. — Veja pelo lado bom, pelo menos eu vou ser um guarda real. Devem me pagar bem por isso. — Disse, como se a notícia fosse boa para alguém além dele mesmo. — Vou poder te pagar uns bons drinks. E quem sabe até te dar um presente se for boazinha comigo. — Ofereceu um sorriso sem vergonha. Não que estivesse tentando comprar a garota, mas queria se gabar do novo status e quem sabe arrancar algum tipo de elogio dela. — Você tem que admitir que agora que Merlin não vai mais dar mesada pra ninguém, eu vou me tornar um partidão comparado aos outros perdidos.
Asli pensou em concordar com rapaz, acompanhando sua linha de raciocínio ao notar que ele tinha sim bons pontos no que dizia. Era pertinente, afinal! No entanto, não tardou ao notar o tom velado de intimidação no que escutava, fazendo com que a expressão em seu rosto mudasse drasticamente. Os lábios logo tratando de se esticar em um sorriso ácido no que os braços foram cruzados rente ao peito em uma pose defensiva. "Me poupe, Roderick!" Maneando a cabeça negativamente, falava. "Se acha que consegue causar qualquer impacto em mim com essas suas palavras vazias, acho que está ameaçando a garota errada." Após vivenciar ameaças verdadeiras que colocaram sua integridade física e mental em risco, Asli sentia-se preparada para qualquer tipo de coação. "Não se esqueça que você saiu do mesmo buraco que eu. E não é só porque conseguiu uma vaga como bobo da corte aqui, que se tornou um deles do dia pra noite. Desculpe estourar a bolha dos seus sonhos, mas eles ainda vão querer chutar a sua bunda e te fazer voltar pela mesma porta que você entrou." Raivosa, o tom de voz deixava em evidência quanto detestava se colocar naquele posição, principalmente com um dos seus semelhantes. Todos ali estavam no mesmo barco, porém, alguns pareciam ter deixado se deslumbrar por pequenas migalhas. "Então, eu não preciso dos seus conselhos pra me fazer ficar longe de problemas com Merida ou qualquer membro da família dela. Eu não tenho intenção nenhuma de fazer mal a nenhum deles. E isso é independente de você ou do que você acredita que sabe."
A resposta de Asli quase fez Roderick recuar por um momento. Ainda que estivesse tentando intimidá-la, de certa forma, não esperava que ela fosse ser tão reativa. Talvez ela não fosse mesmo tão inocente e indefesa quanto estava tentando parecer. — Não é uma ameaça. — Reforçou, afinal, tudo que não precisava era ser acusado de abuso de um poder que ainda nem estava em suas mãos, se é que teria algum poder como guarda real. — Só estou tentando te alertar. Quem nós somos nesse mundo importa! As histórias já estão acontecendo, Asli. Não vê? — Olhou ao redor. Não estavam mais só usando as roupas daquele lugar e agindo como visitantes. Os perdidos já estavam começando a se ajustar ao Mundo das Histórias, em breve conseguiriam empregos e no futuro uma vida naquele lugar. Ainda que em algum momento conseguissem voltar para casa, era óbvio que já pertenciam a aquele mundo. — Não disse que as pessoas daqui vão me amar. Eu sei que nunca vou ser um deles. Mas só alguém muito burro continuaria parado se iludindo com a volta pra casa. É a lei da sobrevivência, smartass. — Respondeu em um tom mais sério, com o ego ligeiramente ferido. No fundo, Roder esperava sim que sua vida mudasse com aquela conquista. Para alguém que não tinha nada, ele enxergava aquele mundo como um mar de possibilidades, com chances que ele jamais teria se voltasse para casa. — Se você não estivesse preocupada com o seu destino aqui não teria ficado tão nervosinha com os meus conselhos. Afinal sou só um bobo da corte, né? — Cruzou os braços e encarou a mulher com um sorriso debochado. — Nesse caso, não me importa as suas intenções. Sei que isso não vai valer de nada quando as histórias começarem a mudar. Faça a sua parte e eu farei a minha de garantir que você fique bem longe delas. — Sua fala soou como uma ameaça mais uma vez, mas o que o americano estava propondo ali era uma espécie de acordo entre eles. Se em algum momento aquele acordo fosse quebrado, ele não hesitaria em tomar providências.
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— Puta merda, eu consegui! — Roderick comemorou, erguendo os dois braços no ar. Ainda estava ofegante, principalmente depois da visão que tinha encarado dentro daquela porta, mas o que importava era que tinha conseguido conquistar o seu objetivo. O americano correu na direção de Leyla, que parecia tão contente quanto ele com aquela vitória. Tomou o impulso de segurar a amiga no colo e levantá-la enquanto soltava risadas. — Leyla, você acredita? Logo eu virei guarda real. — Comemorou ao mesmo tempo que a colocava de volta no chão. — Todos esses babacas que duvidaram de mim, que me julgaram por ser um ex-detento, vão ter que me engolir. — Roder falou orgulhoso e com uma pontinha de ressentimento, porque ainda guardava rancor de muitos olhares que tinha recebido. — Mas o mais importante é que ninguém mais vai me fazer de otário. A guarda com certeza vai ser informada sobre os próximos passos e a segurança do rei. Eles não vão querer mais baixas… — Comentou o assunto em um tom mais baixo, pois sabia que ainda era algo delicado. No fundo, ele estava preocupado em ter colocado um alvo enorme em suas costas, porém sabia que precisava fazer algo para garantir seu futuro e se preparar para o que estava por vir. — Você tem que me pagar uma bebida, porque eu estou merecendo, vai. — Levantou as sobrancelhas e exibiu um sorriso para ela.
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— Realmente, você não tem cara de quem vai matar alguém. — Roderick afirmou, mas ainda manteve a sua desconfiança, afinal, assassinos não tinham cara. Ele deveria saber muito bem disso, porque tinha acabado na cadeia por conta de um desses desgraçados com rosto inocente. Ainda assim, algo — além da aparência da garota — dizia que Asli estava falando mesmo a verdade, talvez fosse alguém confiável. — Olha, mesmo que você não queria machucar nenhum de nós, isso pode acabar acontecendo. Você… também tem sentido, não tem? — Perguntou a última parte em um tom mais baixo se referindo às mudanças que estavam acontecendo com os perdidos desde o baile. — Nós vamos nos tornar esses personagens, você querendo ou não, e eu não vou deixar que você faça nada com a Merida ou com a família dela, entendeu? — Desta vez o tom de Roder soava mais como uma ameaça e a sua expressão tinha ficado um pouco mais tensa. Como alguém que acreditava que podia ficar naquele mundo e se tornar parte das novas histórias, ele precisava estar preparado para o que quer que fosse acontecer. Sendo inocente ou não, Asli era um perigo. — Você deve ter escutado que eu vou me tornar guarda real. Então isso não é uma ameaça, mas é um aviso. — Disse, com certa ironia.
Valerie sabia que a visão de si mesma chegando na praça principal não era das melhores: estava vestida de noiva, suja de lama, com um buquê de flores com as pétalas decaindo, o cabelo e o véu bagunçados, e uma maquiagem que escorria pelo rosto. Não ajudava que estava de noite, e aquilo devia parecer algo que saiu de um filme de terror. "Eu posso explicar." Disse para a pessoa que a avistou nessa situação, balançando a mão no ar como se o gesto fosse impedir muse de gritar ou questioná-la alto demais. Valerie fechou os olhos e suspirou, sentando-se no banco mais próximo. Suas pernas doíam como se tivesse corrido uma maratona. "Na verdade, não posso." Confessou, rolando os olhos pra própria situação. "Eu só acordei assim! Eu não me lembro de ter sequer saído do meu quarto!" Ela cruzou os braços, levantando-se de novo para andar de um lado para o outro. "E onde eu consegui isso?" Apontou para o vestido de noiva que agora estava arruinado, fazendo uma careta que desaprovava a sua escolha. Estava indo para seu casamento ou fugindo dele? Conhecendo a história de Sapatinho 34, provável que era a segunda opção. "Você também está sentindo algo estranho desde o último evento?"
Roderick sabia que as coisas andavam caóticas nos últimos dias. Tinha visto pessoas se transformarem em animais no meio de uma tarefa do dia a dia, algumas sofrendo com os novos poderes e outras tendo pequenos surtos para lá e pra cá, mas um casamento era algo novo. Será que Valerie virava uma noiva neurótica em sua história? Não podia negar, estava curioso. — Eu adoraria ouvir a explicação. — Respondeu com um sorriso no rosto, mas ele rapidamente se desfez com a nova afirmação. — Isso tudo ai… faz parte das suas mudanças? Você é uma noiva na sua história? — Perguntou curioso, pois não fazia ideia do que aconteceria com os outros perdidos, mal sabia do seu próprio destino. — Bom, eu tenho tido uns sonhos estranhos. — Na maioria deles Roder se via caçando ou empunhando uma espada, afinal, seu personagem era nada mais do que um nobre bastante competente. — Mas os sentimentos são bem esquisitos. Eu me sinto confiante e ao mesmo tempo com saudade de algo que não sei explicar? — Deu de ombros. Roder não estava muito preocupado com a sua história, pois sabia que aquele seria um papel muito simples de desempenhar. — A melhor parte disso tudo pra mim é que confirma que vamos mesmo ficar por aqui. — Disse sorridente. — Desculpa se você queria voltar pra casa, sei que você é famosa. Mas eu estou feliz demais.
“FALA DO PAI AGORA, FALA!!!!” roderick ergueu os braços acima da cabeça exibindo o par de braços musculosos. “nem eu sabia que eu era tão bom assim! agora vão ter que me respeitar.”
A pior parte de todo aquele caos era que Merida tinha começado a considerar a proposta de Roderick em prol de tornar as coisas menos piores para si. Ao contrário de Asli, o rapaz não representava nenhum risco à sua família ou à sua sucessão ao trono; no máximo desrespeitava a soberba dela e a sua campanha anti casamentos. Ela nunca admitiria, mas na noite da despedida cogitou procurá-lo para se despedir. Por sorte, era orgulhosa demais para tê-lo feito, mesmo que se encontrasse algumas noites depois arremessando pedrinhas no vidro da janela dele no Centro de Contenção de Crise (sabia que era o quarto dele porque havia pedido para a tal Alexa Mágica por uma direção). Passou vários minutos jogando o cascalho até que finalmente chamasse a atenção dele. "Posso subir? Preciso falar com você." Ao que tudo indicava, Merida recusava a existência de portas assim como recusava a existência de mensagens pelo Scroll (esse segundo por motivos óbvios). "Espera... Você não tá pelado, né? Porque se tiver, eu vou atirar essa pedra no seu olho."
Frustrado, era como Roderick se sentia nos últimos dias. Não porque não tinha conseguido voltar para casa, mas porque tudo parecia estar uma bagunça ainda maior. Estava começando a ficar paranoico, principalmente depois daquela noite estranha da festa de despedida. Sentia quase como se tivesse algo faltando e ao mesmo tempo memórias novas de alguém — ou melhor, da versão futura dele naquele universo — estavam invadindo sua mente com certa frequência. A cabeça já começava a latejar, perdida em todos aqueles pensamentos, quando Roder escutou um barulho em sua janela. Ao afastar as cortinas e olhar para baixo, lá estava a cabeleira ruiva que ele achou que não veria tão cedo. — Merida? — Perguntou, um tanto confuso com a visita. — Claro, mas… você pretende subir pela janela? — Ele ainda não entendia o que aquela abordagem significava, mas estava se divertindo um pouco mais do que provavelmente deveria. — Agora sei exatamente como as princesas se sentem. Prefere que eu jogue meus cabelos ou quer que eu faça uma corda com lençóis para você? — Seu tom era debochado e um sorriso brilhava nos lábios do americano. Estava usando roupas, infelizmente, porém resolveu brincar com ela mesmo assim. Ele tinha uma vontade insaciável de testar a paciência de Merida, não podia evitar. — Sei que não parece, mas eu geralmente não tiro minhas roupas tão fácil assim, princesa. Vamos conversar primeiro. — Deixou uma risada escapar enquanto encarava a mulher lá de cima.
um riso discreto toma forma em seus lábios . roderick e sua cara amarrada a lembravam muito de um menininho que costumava tomar conta em seus tempos de au pair , que todo fim de festa ficava naquela mesma energia de fim do mundo . para evitar piorar ainda mais o mau humor dele , ela se limita a disfarçar sua reação com um outro gole de seu drink , e até mesmo se faz ainda mais confortável em seu assento , imaginando que ele vai vir com alguma de suas conversinhas para ganhar eleitorado . sasha está tão satisfeita que resolve lhe dar essa moral só por hoje . ❛ hmmm , ai depende . eu posso trocar de corpo com a tal rainha que veio parar aqui ? ❜ os lábios são repuxados em um biquinho pensativo , um encenação de seriedade que não dura nem três segundos . okay , talvez não tanta moral assim . ❛ não me olha assim , eu ' tô falando sério ! um título real e um par de peitos que realmente existam é meu sonho de princesa , poxa ! e pensa assim , se der errado , bem , um beijo de amor verdadeiro resolve tudo , não ? nesse caso , eu posso contar com você , né ? ❜ seus enormes olhos seguram o olhar do homem por um instante , mas nem toda a força de contade do mundo consegue fazê - la segurar a risada sacana que se forma no canto de seus lábios . por um momento , sua atenção cai sobre o seu próprio copo , incerta se aquela bebida brilhante é mais forte do que imagina ou se os vinhos que tomou no baile ainda estão fazendo efeito . pelo sim e pelo não , decide abandoná - la na mesinha de praia ao seu lado , antes que o bom humor se transforme numa correnteza de lágrimas e uma sessão de oversharing . ❛ ah , nós sabemos ? ❜ ela revira o olhar tão forte que a visão até escurece . ❛ e quem foi que te deu essa certeza toda , rod ? o mágico que possivelmente sequestrou a gente , o animais do reino que desapareceu sem deixar rastrou ou ... ? ❜ ao seu lado , mino sibila baixinho , com um tipo de senciência que deixaria sua dona verdadeiramente preocupada quer ela nãa estivesse usando para validá - la de certa forma . homens ! os orbes verdes parecem gritar ao se cruzarem com os viperinos ( e ainda o fazem quando retornam para os do americano ! ) . um riso borbulha em meio a sua estupefação . ❛ rod , você já viu mulheres perfeitas ? sabe , o filme da nicole kidman . ❜ questiona de repente , a atenção toda nele enquanto repousa o queixo numa das palmas .
Roderick fez uma careta e balançou a cabeça em negação. Com todo respeito à rainha, mas ser parte da realeza no mundo real não parecia tão atrativo quanto no mundo mágico. — Essa é a sua melhor opção? Fala sério, podendo trocar comigo você escolheria ela? — Perguntou com ironia, pois sabia que ninguém gostaria de estar na sua pele. — Eu diria que ser rainha no mundo real nem parece tão legal assim. Veja aquela rainha da Inglaterra, parece que não teve um pingo de diversão na vida. — Deu de ombros. Ele nem era o maior conhecedor da coroa inglesa, mas ainda achava que seu argumento era válido. — Um beijo entre nós seria no máximo um beijo com muita química, Sasha. Mas o amor… acho que você pode acabar virando um sapo se for depender de mim pra isso. — Deu uma risada, imaginando aquele cenário hipotético. Ele até gostava da brasileira, apesar de seu jeito um tanto atrevido, porém quando a discussão era sobre ficar ou voltar para casa, não havia ninguém capaz de fazer Roder mudar de opinião. — Alguém já te ameaçou por aqui? — Perguntou, elevando uma das sobrancelhas. — Por enquanto tenho sido tratado com um ótimo hóspede. Não vejo porque fariam algo de ruim para nós se isso não vai trazer as histórias deles de volta. — Deu de ombros. Na verdade tinha inúmeras desconfianças com os poderosos daquele mundo mágico, mas preferiu não tocar naquele assunto, ao menos por enquanto. — Acho que não assisti esse. Só sei que ela é realmente muito perfeita. — Respondeu a pergunta dela, sem fazer a menor ideia do contexto daquilo
❛ só mais um pouco e você estará patinando como um profissional . ❜ disse com um sorriso encorajador , tentando aliviar a tensão dele . enquanto falava , elsie movia seus próprios patins com graciosidade ao lado dele , fazendo pequenos movimentos para que ele se sentisse mais seguro . nunca foi uma patinadora em dupla , mas sentia que estava fazendo um bom trabalho . quando freou os patins , elsie ouviu as palavras de roderick com um nó se formando em sua garganta . ❛ você conseguiu tornar tudo isso memorável . não literalmente , mas … você entendeu . ❜ ergueu os ombros , esboçando um sorriso no canto dos lábios . ela sabia que tudo aquilo era efêmero , mas ainda assim doía ouvir que em breve perderiam todas as lembranças que compartilharam . ❛ eu não sei se há um jeito de impedir isso . ❜ ela colocou uma mão sobre a dele , sentindo o calor reconfortante de seu toque . sinceramente , nem sabia se queria impedir o inevitável . tinha uma carreira — que estava por um fio — e não podia fugir das suas responsabilidades para sempre . ❛ e mesmo que ficássemos aqui , não é como se tivéssemos qualquer ligação nos nossos contos . eu seria uma bruxa amargurada no fundo do oceano e você um príncipe , ou algo assim . e casado , vale lembrar ! eu não quero ser amante . ❜ acrescentou , com um sorriso brincalhão que não escondia a verdade incômoda .
As maçãs do rosto de Roderick se elevaram em um sorriso enquanto ele balançava a cabeça em negação. — Você só está sendo boazinha comigo. — Disse ainda tentando pegar o jeito com os patins. — Devo ter feito algo muito bom para merecer esse tratamento especial. — Brincou com a garota. Ele sabia que Elsie não era a pessoa mais fácil de lidar em um primeiro momento, mas o americano tinha aprendido a não só a apreciar o jeito da patinadora, como também, em muito momentos, achava ela adorável. Sabia que sentiria falta dela, mesmo que não tivesse mais aquelas lembranças. — Eu disse que era um homem dedicado, linda. — Desta vez o sorriso masculino transbordava malícia, pois tinha certeza que o encontro de alguns dias atrás estaria na lista de momentos memoráveis. No entanto, a expressão em seu rosto se desfez um pouquinho ao ouvir o comentário desesperançoso dela. Por mais que Roder soubesse que a loira estava mais próxima da realidade, não queria acreditar nela. — Eu acho que tem. Só não querem que a gente descubra. — Falou ao mesmo tempo que retribuía o toque sobre a mão dela. No fundo, ele sabia que muitos não queriam suas memórias apagadas, porém poucos estavam dispostos a arriscar tudo para ficar. Ele parecia ser o único a não ter nada a perder. — Tem certeza? Ouvi dizer que as amantes favoritas de um nobre têm muitos privilégios. Poderia até te tirar desse fundo do mar. — Usou tom divertido enquanto aproximava o rosto dela para deixar um beijo estalado na bochecha. — Além disso, se eu conseguisse mesmo me casar com a Merida acho que seria um casamento bem moderno. — Mesmo se ficasse no reino, aquele seria um grande desafio, porque a ruiva não tinha se demonstrado nem um pouco compreensiva com a sua situação. — Eu daria um jeito para poder continuar te vendo. — Piscou para ela e acabou se desequilibrando um pouco, precisando abraçar o corpo da menor para evitar uma queda.
uma miríade de sentimentos se apossou de dove enquanto ela dava o máximo de si para aproveitar aquela festa que em termos técnicos havia sido dada para ela — tanto quanto para todos os outros perdidos. com uma taça de vinho suspensa em sua mão, ela observava os demais de um canto da festa. não era como se fosse contra a ideia de enfim voltar para casa, mas a ciência das responsabilidades que a aguardavam em seu mundo, eliminava qualquer êxtase que poderia ser causado pela possibilidade de retornar para seul. os olhos pairavam sobre as pessoas à sua frente, identificando roderick entre todos eles, sentindo seu coração seu coração afundar com a simples visão dele ostentando aquele sorriso largo que esteve presente nos lábios dele desde que se conheceram, exceto quando os dois falaram sobre ir embora dali. “obrigada…” ela sussurrou, aproximando o rosto do dele para deixar dois beijinhos em sua bochecha. olhou-o de cima a baixo, dando um sorriso ao finalmente reparar nas roupas que ele usava. “e você, hein? acabou indo parar na festa errada?” perguntou brincalhona, mesmo com aquelas roupas ele não deixava de ser bonito. seguiu com o olhar até onde o homem apontava erguendo as sobrancelhas de surpresa ao constatar a cabine de fotos que se parecia muito com as que estavam espalhadas por toda seul. “sabe, eu vi em um drama uma mulher que ficou repetindo o nome do marido várias vezes antes de passar por uma cirurgia em que perderia a memória, aí quando ela acordou lembro do nome dele.” falou como se fosse nada demais. “talvez se eu repetir roderick winslow várias vezes, eu fique com o seu nome na cabeça.” por mais que fosse brincadeira, dove não poderia negar que estava considerando aquilo. “será que se a gente guardar as fotos no bolso, elas desaparece no nosso mundo?”
Roderick deu um sorriso sem graça, pois sabia que suas roupas não eram das melhores, mas ele era um cara confiante o suficiente para não se preocupar com esse tipo de coisa. — Para você ver que até no dia de ir embora eu não tenho sorte. — Resmungou de uma forma divertida. Um sorriso satisfeito brotou nos lábios masculinos ao ouvir a sugestão de Dove. Ao menos ele não era o único que estava triste com a ideia de esquecer tudo que tinham vivido juntos. — Acho que isso só teria alguma chance de funcionar se você realmente gostasse de mim, princesa. — Disse com uma voz sedutora e piscou para ela. — Mas adorei a sua ideia, podemos tentar. — Roder apertou as bochechas dela usando apenas uma das mãos e ofereceu mais um sorriso, este agora mais gentil, pois estava achando a coreana adorável. A mente dele tentava buscar referências em filmes ou livros para que soubesse o que fazer nesse momento, como fazer para não apagar totalmente sua existência naquele lugar. No entanto, a verdade era que não havia nada como o Mundo das Histórias. Os contos podiam ser histórias populares, mas tudo que ele tinha vivido até então não se parecia em nada com o que tinha ouvido sua mãe contar quando era pequeno. — Vamos fazer isso. — Concordou balançando a cabeça. — Podemos enterrar uma no jardim também. Talvez, se não conseguirem apagar todos os nossos rastros aqui, pode ser que ainda sobre alguma lembrança quando voltarmos para casa. — Deu de ombros, deixando sua imaginação dar alguma esperança a eles. — Vamos, antes todos tenham a mesma ideia. — Ele entrelaçou seus dedos aos femininos, levando Dove até a cabine de fotos.
Toda aquela escolha aleatória para a festa não havia lhe agradado em nada, que viessem buscando seu auxilio logo após ela conseguir sair daquele inferno tropical também não ajudava muito. Ainda mais em meio aquele monte de brilho e som alto da discoteca. ❝Tão educado...❞ Deixou escapar carregado de sarcasmo com o mal humor que lhe permeava enquanto fechava a porta atrás dele, caminhando em direção ao corredor de alguma atividade que ela não teria o menor interesse de participar, contudo, ali parecia mais calmo para uma conversa. Ela não era do tipo que gostava de espalhar aos sete ventos seus planos ou quem ajudava ou deixava de ajudar. Conteve um tique nervoso no olho quando ele sequer deu tempo para que ela apontasse a cadeira no corredor, pois ele já havia se sentado, pequenas coisas para os outros eram grandes coisas para ela. ❝Se deseja minha ajuda, receio que não tenha começado essa conversa da melhor forma... Ou no melhor lugar.❞ E ela começava a pensar seriamente que superestimavam as competências dela quando lhe pediam auxílio, certamente não faziam ideia do que estava acontecendo e o desespero tomava conta. ❝Receio que aqueles que comandam o que é feito com vocês não tenha deixado muitas opções em aberto, careço de informações fundamentadas que poderiam ser de algum auxílio a sua situação e que não seriam reversíveis por Merlin.❞ E contra Merlin não se poderia fazer muita coisa, ela menos ainda considerando que era apenas uma mulher sem magia própria. Era inteligente, sim, mas tão pouco era de uma genialidade celebre que pensaria planos mirabolantes sozinha que desbancariam figuras com mais de cem anos de vivência e experiências. ❝Se o seu desespero é tamanho, bem, não acredito que seria uma situação reversível, ainda que maleável de muitas maneiras... Mas o vínculo mais forte e real que poderia criar com este mundo, certamente seria se engravidasse alguém pertencente a ele. Isso colocaria Merlin e o conselho em uma situação não muito agradável... Contudo, Merida não concordaria com isso e acharia escabroso que engravidasse outra pelo desespero de ficar aqui e ainda assim buscasse casar-se com ela.❞
Não demorou muito para Roderick perceber que toda a sua ansiedade e afobação não estavam causando uma boa impressão na mulher, mas ao menos assim ela saberia o tamanho do desespero dele. — Me desculpe. É que estou ficando muito preocupado. — Mordeu o lábio inferior enquanto aguardava pelos comandos da mais velha, já que ela parecia se sentir mais à vontade nessa posição. No entanto, ao ouvir o comentário feito por ela, o americano franziu a testa em uma expressão confusa. Agora ele estava sendo discriminado até pelos vilões? Certamente a mulher parecia não querer ser vista com ele, porém conteve suas palavras dentro da boca. — O que você está querendo dizer é que não pode me ajudar? — Perguntou, pois essa era a mensagem que tinha compreendido em meio a fala rebuscada da madame. Roder era um homem ignorante e no meio de uma situação como aquela não era possível exigir muito dele. — Pense bem, isso pode ser bom para nós dois. Quem sabe se os perdidos ficarem por aqui a sua história não muda para algo muito melhor? — Tentou convencê-la sem soar rude. Entretanto, estava começando a perceber que o problema não seria a vontade de Vivienne em ajudá-lo, mas sim o que seria possível fazer para garantir a permanência dele no mundo mágico. — Não era essa a minha ideia. — Respondeu envergonhado, mas tinha sido exatamente essa sim. Não tinha pensando em como executaria ou com quem, mas quando pensou em algo irreversível, a gravidez foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça. — Mas se você está dizendo que o nascimento de um bebê seria uma forma de permanecer aqui… então o mesmo vale para a morte de alguém, certo? — Perguntou curioso, arqueando uma sobrancelha.
o look a la morticia addams do met gala é uma visão que se destoa completamente de toda a atmosfera paradisíaca do local . poderia até ser um tipo de meme : os góticos vão a praia . e por mais que tenha passado a festa inteira xingando aquele vestido e todas as gerações de cruella de vil , assim que seus dedos se fecham em torno da marguerita recebida , ele se torna a última de suas preocupações . ou talvez seja melhor dizer que todas elas desaparecem de sua mente ! a sensação de vitória que toma conta de si é algo de outro mundo . aquela taça de vidro poderia ser a da copa do mundo depois de todos os perrengues que passou desde para fugir daquele castelo de horrores !
ela vai para a casa . sob o sol ensolarado e a brisa tropical , aquilo finalmente parece real ! a menina poderia até gritar de felicidade , mas prefere apenas curtir o tempo que lhe resta desfrutando toda aquela tranquilidade e o seu drink em uma espreguiçadeira junto de epaminonda , que está enrolado sob o guarda sol , usando o par de mini óculos escuros mais fofo que a morena já viu . se felicidade tem uma cara , e com certeza essa —— e é justamente por isso que não pode deixar de reparar no homem ao seu lado , cuja a melancolia ressalta mais do que suas as vestes escuras . outro coitado que escolheu o biscoito errado . ❛ meu amigo , você tá com uma cara de morte que misericórdia , hein ? ❜ o comentário lhe escapa enquanto a carioca brinca com o guarda chuvinha da bebida . deus , aquilo é delicioso ! a magia daquele mundo esquisito deve ter algum tipo de enfeito em seu amigo , pois a cobra parece até assentir em concordância com ela . ❛ levanta a cabeça , princesa . é um dia de felicidade ! ❜
Em outra situação, Roderick já teria arrancado aquela maldita roupa de camponês e se jogado no mar. Talvez estivesse fazendo amizades e propondo brindes por aí, mas naquele momento não estava no clima para nada naquilo. Diferente de muitos perdidos, ele não ansiava nem um pouco à volta para casa. Não só porque não queria ser jogado novamente em sua maldita cela, mas também porque não confiava nos métodos dos chefões da magia. Havia algo muito suspeito naquela festa de despedida, ele só não sabia o que. — Não enche, Sasha. — Resmungou após a aproximação da garota animada. — Dia de felicidade para você que quer voltar para casa, não para mim. — Ainda que parecesse fazer parte da minoria, todos os outros perdidos já deveriam saber sobre o descontentamento de Roder em ser enviado de volta para o seu mundo, afinal, ele não tinha feito questão nenhuma de esconder o seu desejo de ficar. Na tinha até mesmo tentado organizar um motim e protestar pelos seus direitos, porém o americano parecia estar sozinho naquela causa. Sasha estava longe de ser um bom alvo para manipular ao seu favor, mas tentou mesmo assim. — Você realmente não liga de ser cobaia? Quer dizer, nem sabemos se isso vai funcionar e você já está aí comemorando. Já pensou se você acabar voltando pra casa no corpo errado ou com a sua vida de cabeça pra baixo? Isso acontece bastante nos filmes. — Tagarelou e logo levou a bebida aos lábios para um grande gole, dando tempo para a brasileira refletir. — Pelo menos enquanto estamos aqui, sabemos que nada vai acontecer com a gente.