(Jessica Chastain, 47 anos, ela/dela) Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é LADY VIVIENNE TREMAINE, da história CINDERELLA! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a SER FELIZ… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja EDUCADA, você é AMARGURADA, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: DONA DA ELYSIAN AGENCY.
WC — Questionário
Informações Gerais:
Apelidos: Vivi.(Jamais ouse chamar ela assim)
Signo: Sol em virgem, ascendente em capricórnio e lua em peixes.
Orientação sexual: Heterossexual.
Altura: 1, 72
Traços positivos: Empoderada, educada, elegante e eloquente.
Traços negativos: Fria, narcisista, calculista e perfeccionista.
O personagem é dono ou cuida de algum lugar no Reino dos Perdidos? Por favor, descreva.
Depois de ir para MalvaTopia, sem muitas outras formas de ter um sustento, ela juntou o resto de suas economias (E talvez tenha feito um empréstimo…) para fundar a Elysian Agency, uma agência de casamentos e consultoria de imagem & etiqueta. Afinal, pode chocar muitas pessoas, mas vilões também casam! (E definitivamente se importam com a própria imagem) Ainda que seus negócios não fossem apenas destinados aos vilões, mesmo que fora dali pudesse ser conhecida como a madrasta má da doce Cinderella, ninguém poderia negar a aptidão nata da Tremaine em juntar pessoas em relacionamentos frutíferos ou em como melhorar a própria imagem, afinal, ela mesma estava fazendo seu rebranding!
Como está a posição dele em relação aos perdidos? Odiou ou amou? Responda em um parágrafo simples!
Mais negativa impossível! Lady Tremaine estava finalmente deslanchando nos negócios e empenhada no rebranding da família (Não que ela tivesse mudado de verdade, mas uma boa imagem facilita fazer negócios com os mocinhos). E subitamente chegam pessoas desconhecidas para estragar mais ainda a relação dela com as filhas e pior, estragar a imagem dela de novo! Vivienne está furiosa com a chegada dos perdidos, mas por fora ela não aparenta nada além da mais pura classe e um estonteante sorriso.
Trivia
Ela possui o gato de estimação, Lúcifer, possivelmente uma das poucas criaturas da qual ela ainda trata com gentileza genuína. Isso talvez se dê de que ela gosta de gatos.
Acostumada a tantos anos se esconder atrás de uma máscara de perfeição, é difícil para ela discernir hoje onde a farsa começa e onde ela termina de fato.
Um de seus hobbies favoritos é a jardinagem, onde ela consegue trazer paz à sua mente enquanto cuida de belas e graciosas plantas. Uma beleza tão sublime que nem mesmo a Tremaine gostaria de desgraçar, ainda que constantemente tenha de brigar com Lúcifer por destruir seu jardim.
Dentro suas coisas prediletas estão os eventos sociais aristocráticos, possui um enorme apreço por suntuosos bailes onde todos vestem apenas as roupas mais finas e belas, acompanhada de música clássica e vinhos caros.
Não estava exatamente em seus melhores momentos mentalmente, sentia uma enxaqueca persistente junto de memórias desconexas de uma vida que parecia ser dela e ainda assim parecia tão... Errada. Odiava a perspectiva de como as coisas estavam indo, mas sentia que a mudança em seu cerne era inevitável e isso requeria a única coisa capaz de acalmar sua mente: Compras! ❝O que você acha dessa cor? Estou ponderando se devo mudar drasticamente ou me manter ao típico.❞ Claro, ela jamais iria usar tons pastéis como uma jovem princesa, não tinha mais idade para isso. Mas não se importaria no momento de colocar mais cor ou até mesmo estampas em seu armário, poderia ter levado uma das filhas para obter opiniões, mas se recusava ao julgamento delas e optava por ouvir a opinião de muse. ❝Me considero apta a arriscar hoje e comprar pelo menos uma peça de roupa inteiramente da sua escolha, não prometo que irei usar se for horrível, mas tentarei confiar no seu julgamento dessa vez.❞
Quem: @tadeocapuleto
Onde: Pub the mist
Frase: I don't know how you're still alive.
Vivienne Tremaine não era do tipo que frequentava um pub, ainda que haviam memórias confusas em sua mente de um dia já ter sido o tipo de pessoa que o fazia. E talvez tenha sido essas memórias conflituosas que lhe fizessem ter chegado ali, antes que ela mesma pudesse se parar. E ela estava prestes a sair se não tivesse esbarrado com Tadeu embriagado, bem, talvez fosse melhor para a imagem dela fingir que apenas havia aparecido ali para o ajudar. Eram próximos? Não. Ela sabia que ele estava ali? Também não. Mas ninguém precisava dos detalhes. ❝I don't know how you're still alive.❞ Comentou em um resmungo baixo enquanto o ajudava a ficar de pé corretamente, tirando o copo com a bebida parcialmente derramada das mãos dele. ❝Que tal se pararmos um pouco com isso e bebermos um pouco de água, dear?❞
Quem: @chloewcldron
Onde: Praia da sereia
Frase: If you turn that into a sex joke I swear to god —
Lady Tremaine odiava praias, em partes sentia que não possuía muitas roupas que combinavam com o local e os trajes de banho nunca lhe agradaram muito antes, mas deveria admitir que a praia da sereia não era ao todo ruim, pelo menos ali a areia não era grudenta e incomoda. ❝If you turn that into a sex joke I swear to god —❞ Resmungou após aquela já ser a terceira piada de conotação sexual que ela havia vindo da mulher em um curto período de tempo, imaginava que fosse da personalidade alheia. Mas bem, não era o tipo de coisa que deixava Vivienne animada na maior parte do tempo. Por isso apenas bebeu um pouco mais da água de coco, estava buscando espairecer sua mente daquelas lembranças estranhas que enchiam sua mente nos últimos dias. ❝Não teve nenhum acidente nos últimos tempos? Muitos tem andado estranhos e não me surpreenderia se sua tentativa persistente de humor fosse para fugir dessas coisas. Ainda que eu apreciaria piadas menos sujas se pretende continuar essa conversa.❞
tom engoliu em seco, ajeitando a postura assim que ouviu a correção, como uma criança que leva bronca de sua mãe. lentamente, lembrou-se de que se tratava de uma das vilãs — e pior! —, de seu conto. "desculpe, senhora." falou mais baixo. assim que escutou a questão, olhou para a entrada do bar, depois para ela. "não sei. eu só... andei até aqui. as coisas estão meio confusas na minha cabeça." comentou, mesmo sabendo que não era uma boa ideia, chegando até passar a mão no cabelo curto. "mas, você tem razão. não é o horário mais apropriado..." mas, o príncipe festeiro não ligaria para isso.
Apreciou que pelo menos ele tivesse a decência de ajeitar a postura agora, ainda que a falta de postura dele anteriormente não lhe causasse tanto desgosto como causaria em dias normais. ❝Você não é a primeira pessoa de nosso reino que eu vejo caminhando sem rumo e perdido, como se não estivesse no controle do próprio corpo.❞ Quando ela falava reino, se referia a eles que seriam moradores de Castle of Dreams. Ela entendia o que era ter o corpo lhe guiando sem consentimento, não só por ela, como por ter encontrado outra jovem que faria parte da história deles com o mesmo problema. Sentia que ela demoraria a ter qualquer acordo que fosse proveitoso com Kit, então, talvez ela poderia usar o futuro irmão dele. ❝Que tal se tomarmos um café no lugar? Mais apropriado para a hora, claro, se não se incomodar de me acompanhar.❞
— eu sei do que precisa... um corte de cabelo novo — gothel passou as mãos pelos cabelos alheios, estudando o seu aspecto. — está ressecado e cheio de pontas duplas. por que não me acompanha até o meu salão? — o salão da flor dourada ficava logo ali. — ah, eu sei o que dizem de mim por aí... gothel, a bruxa má que continua tentando roubar a juventude de garotinhas e garotinhos inocentes! mas eu mudei, você não vê? tenho até rugas agora. só quero ajudar...
Costumeiramente a Tremaine não iria intervir nos afazeres de outros vilões, até por que considerava a maioria grandes perdedores que não sabiam fazer isso de seu potencial. Contudo, ver a forma que Gothel lidava com aquela jovem estava lhe incomodando, ela não percebia que apenas estava piorando as coisas para si? Quando se aproximou, viu a garota lhe olhar em um misto de agradecimento e espanto, utilizando de sua chegada para fugir das garras da vilã. ❝Gothel, dear, que tal melhorar sua abordagem? Tenho certeza de que poderia lhe auxiliar com a Elysian.❞ Ofertou ainda que nada jamais seria de graça, mas tinha certeza de que poderiam fazer alguma troca. ❝Caso não queria, lhe dou um conselho de amiga, não comece insultando o cabelo de seus clientes em potencial... E é péssimo para a propaganda começar dizendo que você não é mais uma bruxa má, eles requerem mais ações do que palavras atualmente... Deveria se atualizar.❞
Valerie sabia que a visão de si mesma chegando na praça principal não era das melhores: estava vestida de noiva, suja de lama, com um buquê de flores com as pétalas decaindo, o cabelo e o véu bagunçados, e uma maquiagem que escorria pelo rosto. Não ajudava que estava de noite, e aquilo devia parecer algo que saiu de um filme de terror. "Eu posso explicar." Disse para a pessoa que a avistou nessa situação, balançando a mão no ar como se o gesto fosse impedir muse de gritar ou questioná-la alto demais. Valerie fechou os olhos e suspirou, sentando-se no banco mais próximo. Suas pernas doíam como se tivesse corrido uma maratona. "Na verdade, não posso." Confessou, rolando os olhos pra própria situação. "Eu só acordei assim! Eu não me lembro de ter sequer saído do meu quarto!" Ela cruzou os braços, levantando-se de novo para andar de um lado para o outro. "E onde eu consegui isso?" Apontou para o vestido de noiva que agora estava arruinado, fazendo uma careta que desaprovava a sua escolha. Estava indo para seu casamento ou fugindo dele? Conhecendo a história de Sapatinho 34, provável que era a segunda opção. "Você também está sentindo algo estranho desde o último evento?"
Que tudo andava estranho era o mínimo a se dizer sobre a situação atual, mas a cada dia que passava ela encontrava algo que lhe surpreendia mais em toda aquela situação, nada era bom, claro. Quando viu a jovem, que lembrava estranhamente como a garota que noivaria com o irmão de Kit, não sabia ao certo se queria saber as explicações da outra e imaginava que ela não teria muitas a oferecer. ❝Certamente estar perdendo o controle de seu corpo não deve estar sendo agradável, considerou começar a trancar a porta ou a enfeitiçar?❞ Imaginava que a jovem não tivesse magia, mas haviam pessoas que possuíam e poderia estar dispostas a lhe ajudar. Fosse um mocinho querendo pagar de bom moço ou algum vilão querendo se aproveitar da estupidez dos perdidos. ❝Provavelmente magia, existe a chance que volte ao que vestia antes... Talvez após a meia noite?❞ O final continha uma pitada de ironia, que geralmente ela não empregaria com alguém que ela pouco conhecia, contudo, as coisas estavam mudando pouco a pouco. E no caso de Vivienne, ela apenas pioraria. ❝Acredito que não é certo de uma mulher como eu lhe ocupar os ouvidos com meus problemas, se é que eles existem. Por que não falamos sobre você e o que você tem passado? Fora ser uma possível noiva zumbi em fuga, claro...❞
Franziu as sobrancelhas e fez uma cara chateada, como se tivesse levado um acerto bem no seu coração só que da maneira contrária que as pessoas falavam ou gostariam. — Mas não tem ódio o suficiente também. A não ser que esse seja seu tipo de coisa. — Provocou tão casualmente como sempre. Já estava acostumado a explorar os limites de Vivienne e adorava cada parte daquele limiar sempre que estavam prestes a cruzar. Um sorriso largo se formou em seu rosto com as palavras dela, a ameaça claramente tendo um efeito contrário. — Bom, só temos três caminhos então. — A puxou para mais perto conforme falava pausadamente. — Você pode conversar comigo, oque você claramente não quer… Eu posso começar a cantar uma bela canção que aprendi quando era um marujo. — Aproximou o microfone dos lábios como que em uma ameaça, mas logo sorriu. — Ou você pode dançar comigo. Sem conversa requerida, mas ainda vai ficar aqui comigo. — Pendeu a cabeça para o lado enquanto a voz ecoava no som do karaokê. — Oque você prefere?
Revirou os olhos e sequer se deu ao trabalho de responder o homem, não estava com paciência para aquele tipo de coisa ou para ele em um geral. Uma careta sendo feita ao ser puxada para mais perto dele, odiava a ideia de ficar próxima dele em qualquer lugar público e sabia que era por isso que ele insistia em o fazer. ❝Bom, sinto lhe informar, mas o karaokê não está aceitando suas canções velhas...❞ Não tinha certeza disso, mas se era uma festa de despedida para os perdidos, imaginava que seria focada neles de alguma forma. Usou da mão direita para o empurra um pouco para trás, irritação sendo visível nos olhos azuis enquanto ele falava próximo do microfone, aquele sendo o estopim para que ela perdesse de vez a paciência com os joguinhos dele. ❝Bem, eu tenho outra opção para você, Hook...❞ Deixou que pairasse no ar apenas por que sabia que agora boa parte das pessoas ali já olhavam para os dois por conta do maldito showzinho dele. ❝Você fica completamente sozinho passando vergonha como um pirata embriagado em cima desse palco, por que eu não lhe devo nada. Até por que nós dois estamos em patamares diferentes, eu sou uma dama da alta sociedade e você nunca vai ser nada além de um pirata sujo. Espero que esteja contente com nossa conversa, passar mal.❞ Foi tudo que disse antes de se virar e o deixar sozinho ali, poderia reiterar como ele sempre estaria abaixo dela socialmente, contudo, estava bem ciente de que ele maquinaria uma forma de tirar suas palavras do contexto e a ruiva já não suportava mais lidar com o pirata.
Engoliu em seco ao ouvir a pergunta, que disfarçou com sua usual distração. Drizella facilmente era arrancada da realidade por estímulos externos, logo, não seria novidade para sua mãe que ela estivesse realmente — e magicamente — interessada nas ostras. Era evidente que sabia que sua mãe não seria nada tola em cair naquela fajuta encenação, mas ao mesmo tempo, confiava que ela não começaria a questioná-la diante as circunstâncias. Além do delicado assunto. "É claro que sim! O que mais poderia ser, mamãe?" Não soube porque havia dito aquilo, mesmo porque, não possuía qualquer interesse da sua parte que sua mãe começasse a responder seus questionamentos. "Nesse vestido está sendo mesmo muito difícil aguentar qualquer coisa." Reclamou outra vez, ajustando o busto que a lembrava a todo momento como poderia acabar despida bem diante dos olhos da matriarca da sua família. "Isso só pode ser castigo! Achei que já havíamos sido punidas o bastante."
Uma súbita distração de Drizella não seria anormal, se apenas não fosse tão conveniente naquele momento e a Tremaine sabia reconhecer nervosismo quando o via. Já foi jovem um dia e certamente foi ingênua e estúpida se prendendo as coisas erradas da vida, nos últimos dias a ideia de amor a deixava mais amargurada que o normal e sentia que isso se devia a todo aquele cenário com os perdidos. ❝As opções são infinitas, apenas lhe deixarei avisada de que espero que seja melhor do que a sua irmã.❞ E aquilo não era dito como um estímulo a uma competição, mas sim um lembrete que uma filha jogando todo seu esforço fora por amor junto de um pobre qualquer já era o suficiente, não necessitava de mais uma segundo o mesmo caminho. Geralmente não seria tão cruel, mas tudo andava se acumulando e a deixando pior que o de costume. ❝Pelo menos, você não está em apenas trajes de banho, um desconforto muito maior posso garantir.❞ E que fazia com que ela se sentisse bem menos no controle de qualquer conversa, jamais seria levado a sério trajada daquela forma. Suspirou cansada e fez apenas um gesto de mão para que a filha lhe seguisse. ❝Sempre a lugar para mais punição, venha, talvez encontrar outra festa seja a resposta mais afável para a situação.❞
Devon estava tentada, mas estaria mentindo se dissesse que a segurança com a qual a mulher dizia aquelas coisas não a assustava pelo menos um pouco. De qualquer forma, ela detestava sair perdendo, mesmo quando não sabia ao certo o que exatamente estava tentando ganhar. Qual era a pior coisa que poderia acontecer, afinal? Talvez aquele mundo nem fosse real no fim das contas e, se fosse, ela se esqueceria de tudo muito em breve. "Eu me viro bem com as minhas responsabilidades," ela argumentou, dando de ombros ao finalmente levar a ostra até a boca e saboreá-la. Nada mal... "Só se vive uma vez, certo? Se é que eu estou realmente viva..." considerou, pensando nas vezes em que havia se questionado se aquilo seria algum tipo de vida após a morte.
❝Posso ver que suas capacidades de lidar com responsabilidades são excepcionais.❞ Comentou com ironia, não precisava conhecer muito de alguém para saber que eram dados a impulsos e pessoas impulsivas constantemente choramingavam mais tarde quando as consequências chegavam. Tinha certeza disso. Observou a mais jovem colocar a ostra na boca, por que jovens eram sempre tão... Estúpidos? Pouco a pouco, ela passava a entender os dizeres de Scar sobre estar cercado de idiotas, começava a se sentir assim também. ❝Bom, você pode acabar a noite desejando não estar mais viva a depender dos efeitos que isso venha a lhe causar. Porém, não serei eu a perder meu tempo lhe vendo lidar com os efeitos da ostra... Contudo, lhe desejo boa sorte.❞
— O que só torna tudo assustador e nada apetitoso. — Chegou a estremecer com a ideia de comer algo que podia lhe envenenar, vai que não existia antídoto e ela acabaria sumindo dali, queria aproveitar tudo antes de voltar para seu mundo, não sumir do nada. — Adoraria companhia, porque é chato comer sozinha, principalmente em festas. Vamos?
❝Sim, ainda que receio que seja meio inevitável por aqui.❞ Não seria primeira vez que veria comida sendo envenenada e possivelmente nem a última, não lhe trazia qualquer surpresa. Assentiu de maneira breve a pergunta, começando a andar e esperando que a outra lhe seguisse. ❝Claro, creio que não esteja muito longe.❞ Não diria que apreciaria a companhia alheia, mas era raro para a Tremaine realmente apreciar a companhia de outra pessoa, julgava demais a maioria delas.
tom só percebeu que fazia o caminho para um dos bares do reino quando estava quase em sua frente. não sabia o que o havia motivado a procurar o lugar, nem era de beber tanto, mas ficou preocupado com isso. será que o mundo mágico estava o deixando alcoólatra? o inglês não gostou nem um pouco disso. sacudindo a cabeça para os lados, deu meia volta, dando de cara com a mulher mais velha. era a segunda vez que quase esbarrava com alguém e a terceira que não notava a presença de outra pessoa. será que precisava ver um médico? não se fosse aquele médico. "oh, boa tarde, senho-rita." abriu um sorriso sem mostrar os dentes. "ahm, você vai entrar?" esquivou-se para o lado, dando espaço para ela.
Vivienne não andava nada bem depois daquela festa, não é como se esperasse que tudo fosse ocorrer com facilidade, mas possuía uma sensação de estranheza desde então e certo desgosto consigo mesma, ou com as memórias que andava tendo. Sua mente estava confusa demais para o próprio bem, o suficiente para que ela sequer percebesse para que lado do reino estava andando, não sabia por que estava parada na frente de um bar quando foi abordada, quase como se acordasse de um tipo de sonambulismo. Piscou algumas vezes antes de estreitar os olhos na direção do perdido, não o reconhecendo ou incerta se já haviam se cruzado antes. ❝Senhora.❞ Corrigiu por instinto, ainda que internamente sentisse um momentâneo desgosto em se tratar daquela forma, mesmo sem entender o por que. Estava muito bem acostumada com sua idade, ou pelo menos era como ela era antes, mas agora lhe deixava uma sensação ruim pensar no próprio envelhecimento ou que a vissem dessa forma. ❝A essa hora? Creio que não seja o momento mais apropriado, você vai?❞
"Então os fantasmas não estavam apenas criando boatos!" Jane exclamou, lembrando-se de alguns comentários que ouvira durante o baile de máscaras sobre como a festa organizada por eles era mais segura, sem a confusão de pessoas com barbatanas desejando pular do penhasco. "Será que devo me desculpar com eles por tê-los julgado mal?" Tirou um segundo para pensar, mas depois negou com a cabeça. "Eles passaram uns dez minutos tentando sugar a minha vitalidade por lá! Não vou me desculpar. Mas admito que agora estou até com medo de comer as outras coisas! Talvez eu devesse ter tentado a discoteca primeiro, mas gosto muito mais de praia, sabe?" Ao ouvir que os drinks estavam seguros, Jane agradeceu e resolveu optar por um deles. Tomou um pequeno gole e sorriu. "Morango Celestial! Não tem erro mesmo. Muito obrigada pelo aviso, Senhorita Tremaine."
❝Os fantasmas estavam comentando sobre?❞ Não lhe surpreenderia tanto, necromantes costumavam parecer serem bem informados, logo fantasmas poderiam ser uma boa rede de informações, mesmo que não tão confiável por vezes. ❝Jamais deve se desculpar com aqueles que lhe fizeram algum mal, não seria justo com você.❞ Mesmo que por vezes fosse o necessário por ser o adequado, mas isso era outra coisa a se preocupar. ❝Para todos os casos sempre pode esperar parar comer alguma das outras festas, devem estar oferecendo algo decente.❞ Não diria bom por que isso parecia ser estar esperando muito do organizadores da festa até o momento, deixou de lado o comentário sobre gostar de praia por que a ruiva mesmo não gostava em nada daquele ambiente. ❝Não tem de quê, dear, apenas fazendo a minha parte e garantindo que ninguém fique mal... Acredito que você entenda bem, alguém precisa se preocupar com os outros, não é?❞
Não demorou muito para Roderick perceber que toda a sua ansiedade e afobação não estavam causando uma boa impressão na mulher, mas ao menos assim ela saberia o tamanho do desespero dele. — Me desculpe. É que estou ficando muito preocupado. — Mordeu o lábio inferior enquanto aguardava pelos comandos da mais velha, já que ela parecia se sentir mais à vontade nessa posição. No entanto, ao ouvir o comentário feito por ela, o americano franziu a testa em uma expressão confusa. Agora ele estava sendo discriminado até pelos vilões? Certamente a mulher parecia não querer ser vista com ele, porém conteve suas palavras dentro da boca. — O que você está querendo dizer é que não pode me ajudar? — Perguntou, pois essa era a mensagem que tinha compreendido em meio a fala rebuscada da madame. Roder era um homem ignorante e no meio de uma situação como aquela não era possível exigir muito dele. — Pense bem, isso pode ser bom para nós dois. Quem sabe se os perdidos ficarem por aqui a sua história não muda para algo muito melhor? — Tentou convencê-la sem soar rude. Entretanto, estava começando a perceber que o problema não seria a vontade de Vivienne em ajudá-lo, mas sim o que seria possível fazer para garantir a permanência dele no mundo mágico. — Não era essa a minha ideia. — Respondeu envergonhado, mas tinha sido exatamente essa sim. Não tinha pensando em como executaria ou com quem, mas quando pensou em algo irreversível, a gravidez foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça. — Mas se você está dizendo que o nascimento de um bebê seria uma forma de permanecer aqui… então o mesmo vale para a morte de alguém, certo? — Perguntou curioso, arqueando uma sobrancelha.
Conteve-se em questionar o que ela tinha haver com a preocupação alheia, mesmo que ele pudesse lhe ser útil, ela também não tinha tantos motivos para o ver como alguém de tanta relevância a seus planos. Por que havia aprendido depois de Cinderela que deveria sempre haver mais planos, especialmente quando se queria tantas coisas, era necessário que fosse bem conectada e tivesse opções. E era isso que ele era, uma opção. ❝O que eu quis dizer é que lhe ajudar agora é um tanto mais custoso do que era inicialmente, não é algo do qual eu possa surgir com uma solução milagrosa e instantânea, devo lembrar-lhe que não sou uma fada.❞ Um careta foi inevitável quando falou de fadas, apenas havia uma que ela suportava e essa era Malévola. Vivienne poderia ser uma mulher ardilosa e com diversas competências, mas quando se é apenas uma mulher humana em meio a um mundo mágico e repleto de seres mágicos, suas soluções costumeiramente custavam mais e levavam mais tempo para serem executadas. Teve de rir com certo escárnio sobre a suposição dele, a nova história não lhe trazia nada de bom. ❝Algo muito melhor? As histórias já foram reescritas e eu não diria que melhor é o termo correto para o que acontece comigo, tão pouco acredito que a estadia dos perdidos por aqui fosse tornar a nova versão melhor.❞ Ela ainda perdia no fim desta história, não só perdia como ficava inteiramente sozinha e com as filhas apenas... Bem, estragando ainda mais o nome da família, não havia nada de bom naquilo. ❝Possivelmente... Mas é difícil afirmar, morte pode ser reversível por questões mágicas mesmo que algumas possam infligir equilíbrio e tudo mais...Contudo, um assassinato pode ser mais facilmente encoberto incriminando outra pessoa. A história basicamente se reescreveria sozinha.❞
Ainda que lutasse com afinco controlar sua personalidade na companhia de sua mãe, foi inevitável não revirar os olhos diante ao comentário. Drizella havia aprendido muito com a outra mulher, mas nunca soube dizer de onde vinha tanta paciência mesclada a falsidade. Em vinte e oito anos, nunca havia aprendido a ser tão cortês e fingida. "Poupe-me, mamãe. Espero nunca mais precisar olhar pra metade deles. Só me preocupa que uma delas vá embora, de resto, poderia viver tranquilamente sem nenhum dos seus novos amigos." Tentou disfarçar ao perceber o que havia dito mesmo que, aquela altura, toda a sua nova história fosse mais do que um livro aberto, não estava tão à vontade para comentários tão íntimos com a Tremaine mais suntuosa. "Bom... Isso se as coisas correrem como o esperado. O que acredito que não seja o caso, não podemos esperar nada de Merlin." Voltando as normalidades, onde a mais amargurada das Tremaines começava com as suas reclamações, torceu para que Vivienne fingisse demência ao que acabara de dizer. "Pode ser o caso de metade das pessoas aqui. Confesso que já estou de saco cheio dessa festa."
❝Uma delas?❞ O questionamento saiu mais frio do que era a intenção, mas era inevitável considerando as possibilidades de um futuro fora do controle das duas, por que uma coisa era que coisas acontecessem fora de seu controle, através de magia. Contudo, era bem diferente quando por vontade própria haviam aproximações que poderiam não ser bem proveitosas ao ver da mais velha. E ela odiaria ter de colocar fora todo o trabalho que teve em melhorar seu relacionamento com Drizella, ainda mais por bobagens. ❝Espero mesmo que seja apenas crença na falta de competência de Merlin do que esperanças, Drizella, ser esperançosa não combina com você.❞ E ser pobre, menos ainda e era isso que Vivienne tentava evitar. Que fossem ficar eternamente falidas e sem renome, por que já não possuíam a simpatia e o bom grado das pessoas, tão pouco eram presenças ilustres para serem convidadas a eventos importantes, tinham de lutar por mais. ❝Bem, não é como se possuíssemos a opção de simplesmente ir embora até que resolvam dar fim a esse show de horrores, então, receio de que teremos de aguentar um pouco mais.❞
where: Karaokê na DISCOTECA NAS ESTRELAS
with: @wickedmadcm
Não poderia dizer que não havia ficado surpreso com a reação de Viv quando havia lhe entravado aquele maldito colar. Genuinamente achou que ela ficaria feliz com seu presente ousado, mas a ruiva parecia ter tudo a ideia totalmente errada de tudo aquilo. Também não podia negar que isso havia o chateado um pouco. Estava a acompanhando desde o luau, a convencendo de que não era tão ruim assim e que ela devia, pelo menos um pouco, valorizar seu presente que havia conseguido com tanto esforço. — A loving heart is a forgiving heart, don't you agree? — Falou em sua nova argumentação, segurando seu braço próximo ao karaokê e sorrindo de canto. — Bom… — A soltou, pegando o microfone e sorrindo maldosamente. — Ou eu posso usar um bom acervo das boas e velhas músicas de piratas para te convencer também. Oque você acha?
Já não andava em bons termos com Hook desde que ele lhe entregou o colar, não que um dia já estiveram em bons termos antes, mas as coisas haviam piorado consideravelmente na visão dela. E tornava tudo ainda pior que ele estivesse a importunando desde o maldito luau, que já não estava sendo agradável para ela. ❝Oh, I'm sure a loving heart is a forgiving one… But that's the problem in this situation; it would require my heart to have any love in it… And, well, it clearly doesn't.❞ Não se importava de ser cruel, não com ele, por que Killian não se importava verdadeiramente e tão pouco ela se importava com ele o suficiente para tal. O olhar era mortal quando ele a segurou pelo braço, esse que só se intensificou com a ameaça do karaokê. ❝Killian Hook, eu juro que se você ousar seguir em frente com essa ideia irá se arrepender amargamente dessa escolha. Não ouse.❞