A cama é muito grande. A colcha que cobre meu corpo nu vira um casulo devido a sobra de tecido, mas ainda assim eu sinto um frio angustiante à noite. O travesseiro em que você deveria pousar sua cabeça fica frio e deserto ao longo da noite e dia. Durante os dias a vida é indiferente, mas quando a escuridão engole as ruas, a correria matutina se dissipa e eu sou obrigada a voltar para aquela fortaleza solitária, eu sinto a frieza e a dor em estar sozinha.
Meu bem, preciso de ti aqui para contar meus problemas cotidianos, preciso do teu cafuné e do teu aconchego. Te quero logo aqui comigo, meu rouxinol. Há muitas sobras nessa cama.
















