Desigualdade explícita
Como prometido, aqui está um texto basicamente informativo sobre a representação e representatividade das mulheres na sétima arte. A maioria das estatísticas apresentadas são bem desanimadoras, entretanto um passo importante para a mudança é reconhecer o erro. A pesquisa na qual me baseio foi realizada pela New York Film Academy* em 2014, e aqui está um resumo das informações coletadas.
Primeiramente, dados referentes aos 500 blockbusters abordando a representação das mulheres:
- apenas 30,8% das personagens femininas apresentam falas;
- 28,8% das mulheres apresentam figurinos reveladores - quatro vezes maior do que a porcentagem de personagens masculinas (7,0%);
- 26,2% das atrizes ficam parcialmente (no mínimo) nuas, aproximadamente três vezes mais do que os homens (9,4%);
- apenas 10,7% dos filmes apresentam elenco composto de 50% homem/50% mulheres.
Diante desses dados, alguém pode pensar algo como, “mas o público alvo são homens, sendo assim essa estrutura faz sentido”. Para começar, mesmo que fosse só para homens, essa representação é estereotipada e desrespeitosa para com as mulheres. Mas o fato é que, nos Estados Unidos, metade dos ingressos vendidos são para MULHERES.
Por detrás das câmeras, a desigualdade também acontece:
- referente aos cargos de diretores, escritores, produtores, produtores executivos e editores, menos de 30% são ocupados por mulheres;
- entre os 16 atores mais bem pagos de Hollywood, não há mulheres;
- na premiação da Academy Awards 2013, nas 19 categorias, apenas 35 mulheres foram nominadas, quatro vezes menos do que os homens (140 nominados);
- 77% dos associados ao Academy (Academy of Motion Picture Arts and Sciences, responsável pelas premiações do Oscar) são homens;
É interessante perceber como os filmes são reflexo da desigualdade de gênero na indústria cinematográfica. Apesar desse triste fato, podemos considerar um leve progresso – diretoras mais reconhecidas e filmes protagonizados por mulheres fortes são um passo importante para igualar o jogo. É justamente para isso que estou aqui: dar destaque às mulheres talentosas do cinema.
*pesquisa completa no link: https://www.nyfa.edu/film-school-blog/gender-inequality-in-film/








